Papa Francisco: Tráfico humano é delito contra a humanidade

tráfico humano

Um delito contra a humanidade. Esta foi a definição usada pelo Papa Francisco.

Nesta quinta-feira, 10, para falar do tráfico humano, foi até a sede da Pontifícia Academia das Ciências para um encontro com os participantes da conferência internacional dedicada à problemática do tráfico de pessoas.

Francisco enfatizou que esse tipo de comércio é uma chaga no corpo da humanidade contemporânea, uma chaga na carne de Cristo, um delito contra a humanidade. Ele falou do tráfico de homens, mulheres e crianças como se as feridas na “carne de Cristo” estivessem na sua própria carne.

Para o Papa, este é um triste fenômeno, um campo de luta. Estando, hoje, face a face com os participantes de uma conferência sobre esse crime, ele teve a oportunidade de expressar a sua indignação, sobretudo a urgência da solidariedade, inspirada na fé, com as vítimas desse crime.

“É um encontro importante, mas é também um gesto da Igreja e das pessoas de boa vontade que querem gritar ‘basta!’ (…) O fato de nos encontrarmos, aqui, para unir os nossos esforços significa que queremos que as estratégias e as competências sejam acompanhadas e reforçadas pela compaixão evangélica, pela proximidade aos homens e mulheres que são vítimas desse crime”.

.

“Não é possível ficar impassível, sabendo que existem seres humanos tratados como mercadoria!”

.

Recorde a mensagem que o Papa Francisco enviou para os brasileiros por ocasião da Campanha da Fraternidade este ano, que aborda o tema “Fraternidade e Tráfico Humano” e o lema “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5,1).

Na mensagem, Francisco afirma que não é possível ficar impassível, sabendo que existem seres humanos tratados como mercadoria. “Pense-se em adoções de criança para remoção de órgãos, em mulheres enganadas e obrigadas a prostituir-se, em trabalhadores explorados, sem direitos nem voz etc. Isso é tráfico humano!”

O Papa ainda chamou à atenção para tantos dramas que acontecem em nível familiar e explicou que é necessário que todos façam um exame de consciência. “Pais que escravizam os filhos, filhos que escravizam os pais; esposos que, esquecidos de seu chamado para o dom, se exploram como se fossem um produto descartável, que se usa e se joga fora; idosos sem lugar, crianças e adolescentes sem voz. Quantos ataques aos valores basilares do tecido familiar e da própria convivência social!”. Leia íntegra da mensagem

BRA_OP tráfico humano

tráfico prisão

tráfico humano crime criança

Quem reclama que o Brasil tem cerca de 90 mil crianças de 10 a 14 anos casadas, esquece mais de 500 mil prostitutas infantis

prostituição alex falco chang

“Um dos temas mais constrangedores ao Brasil, não apenas à própria sociedade brasileira, como no âmbito internacional, é a existência da chamada prostituição infantil. A despeito de todos os esforços do Estado no enfrentamento deste problema, há a permanência de uma realidade hostil para muitas crianças – principalmente meninas – nas regiões mais pobres do país: segundo a UNICEF, em dados de 2010, cerca de 250 mil crianças estão prostituídas no Brasil”, escreve Paulo Silvino Ribeiro. Leia mais

“Pobreza e abusos estimulam casamentos infantis no Brasil. País tem cerca de 90 mil crianças de 10 a 14 anos casadas, segundo Censo 2010. Pesquisa traça perfil de uniões”, destaca reportagem da BBC Brasil.

É melhor casar. Um país que paga um salário mínimo da fome tem que ser um país de miseráveis. Um país de emprego terceirizado e precário é um país da desesperança. Que pode oferecer um pai que recebe um salário mínimo do mínimo? Quem tem emprego temporário, e todo emprego no Brasil não dura dois ou três anos, prefere que a filha case. O ruim é passar fome. Ou ser prostituta. E drogada. Toda prostituta infantil precisa da droga, primeiro como anestésico, para suportar de oito a dez penetrações diárias, que são continuados estupros.

Um dos primeiros atos do ditador Castelo Branco (abril de 1964) foi acabar com a estabilidade no emprego, direito que permanece como protecionismo exclusivo dos funcionários dos poderes executivo, legislativo e judiciário. Poderes hierarquizados, formados por castas de marajás, Marias Candelária e gigolôs de mães solteiras que herdaram gordas pensões militares e togadas.

500 MIL PROSTITUTAS

De uma reportagem de Claudiane Lopes: “O Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, uma rede de organizações não governamentais, estima que existam 500 mil crianças e adolescentes na indústria do sexo no Brasil.

Dos 5.561 municípios brasileiros, em 937 ocorre exploração sexual de crianças e adolescentes. O número representa quase 17% dos municípios de todo país. A Região Nordeste é a que mais cresce em número de visitantes estrangeiros (cerca de 62% são da União Europeia), segundo o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur). Cruzam o país ao menos 110 rotas internas e 131 rotas internacionais relacionadas ao tráfico de mulheres e adolescentes com menos de 18 anos para fins de exploração sexual”. Leia mais 

POBREZA E ABUSOS

Pela reportagem da BBC, “de acordo com o Censo 2010, pelo menos 88 mil meninos e meninas com idades de 10 a 14 anos estavam casados em todo o Brasil. Na faixa etária de 15 a 17 anos, são 567 mil.

Mas os pesquisadores descobriram que, no Brasil, o casamento de crianças e adolescentes é bem diferente dos arranjos ritualísticos existentes em países africanos e asiáticos, com jovens noivas prometidas pelas famílias em casamentos arranjados pelos parentes ou até mesmo forçados.
.
O que acontece no Brasil, por outro lado, é um fenômeno marcado pela informalidade, pela pobreza e pela repressão da sexualidade e da vontade femininas.
.
Normalmente os casamentos de jovens são informais (sem registro em cartório) e considerados consensuais, ou seja, de livre e espontânea vontade.
.
Naturalização. Entre os motivos para os casamentos, a coordenadora do levantamento, Alice Taylor, pesquisadora do Instituto Promundo, destaca a falta de perspectiva das jovens e o desejo de deixar a casa dos pais como forma de encontrar uma vida melhor.
.
Muitas fogem de abusos, escapam de ter de se prostituir e convivem de perto com a miséria e o uso de drogas. As entrevistas das jovens, transcritas no relatório final da pesquisa sob condição de anonimato, mostram um pouco do que elas enfrentam, como esta que diz ter saído de casa por causa do padrasto, que a maltratava.

Em São Luís, uma das meninas mais novas entrevistadas relata que se casou aos 13 com um homem de 36 anos. E mostra a falta de perspectiva como fator fundamental para a decisão, ao dizer o que poderia acontecer caso não estivesse casada: “Acho que eu estaria quase no mesmo caminho que a minha irmã, que a minha irmã tá quase no caminho da prostituição”.
.
A coordenadora da pesquisa de campo em Belém, Maria Lúcia Chaves Lima, professora da UFPA, disse que as entrevistadas falaram de modo natural sobre suas uniões conjugais, mesmo sendo tão precoces. “É uma realidade naturalizada e pouco problematizada na nossa região”, afirma.
.
Segundo Lima, a gravidez ainda é a grande motivadora do casamento na adolescência, e a união é vista como uma forma de controlar a sexualidade das meninas. “A lógica é: ‘melhor ser de só um do que de vários’. O casamento também aparece como forma de escapar de uma vida de limitações, seja econômica ou de liberdade”, diz.
.
Legislação atrasada. O casamento infantil, reconhecido internacionalmente como uma violação aos direitos humanos, é definido pela Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança (CRC) – que o Brasil assinou e ratificou em 1990 – como uma união envolvendo pelo menos um cônjuge abaixo dos 18 anos.
.
No Brasil, acontece mais frequentemente a partir dos 12 anos, o que faz com que os pesquisadores definam o fenômeno como casamento na infância e na adolescência.
.
Segundo a pesquisa, estimativa do Unicef com dados de 2011 aponta que o Brasil ocupa o quarto lugar no mundo em números absolutos de mulheres casadas antes dos 15 anos: seriam 877 mil mulheres com idades entre 20 e 24 anos que disseram ter se casado antes dos 15 anos.
.
Mas essa estimativa exclui, por falta de dados, países como China, Bahrein, Irã, Israel, Kuait, Líbia, Omã, Catar, Arábia Saudita, Tunísia e os Emirados Árabes Unidos, entre outros.
.
De qualquer modo, os pesquisadores alertam para a falta de discussão sobre o tema no Brasil e a necessidade de mudanças na legislação. No Brasil, a idade legal para o casamento é estabelecida como 18 anos para homens e mulheres, com várias exceções listadas no Código Civil.
.
A primeira exceção — compartilhada por quase todos os países do mundo — permite o casamento com o consentimento de ambos os pais (ou com a autorização dos representantes legais) a partir dos 16 anos.
.
Outra exceção é que a menor pode se casar antes dos 16 anos em caso de gravidez. E a última, prevista no Código Civil, é que o casamento antes dos 16 anos também é permitido a fim de evitar a “imposição de pena criminal” em casos de estupro.
Na prática, essa exceção permite que um estuprador evite a punição ao se casar com a vítima.

Sonhos que envelhecem cedo. De acordo com as entrevistas e a análise dos pesquisadores, o que acontece, na maioria das vezes, é que, em vez de serem controladas pelos pais, as garotas passam a ser controladas pelos maridos. Qualquer sonho de escola ou trabalho envelhece cedo, na rotina de criar os filhos e se adequar às exigências do cônjuge.
.
O título da pesquisa, Ela vai no meu barco, vem de uma frase de um dos maridos entrevistados, de 19 anos, afirmando que a jovem mulher, de 14 anos, grávida à época do casamento, tinha de seguir sua orientação.
.
“Ela vai no sonho que eu pretendo pra mim, né? Ela vai seguindo… Acho que é uma desvantagem de a pessoa não ser bem estruturada, né? Geralmente cada um leva as suas escolhas, né? Mas por ela ser mais nova e eu ser mais velho, tipo assim, ela vai no meu barco”, resume ele. Transcrevi trechos

O mundo cruel dos ditadores

Quem foi o pior ditador da História, Adolf Hitler ou Saddam Hussein? O austríaco e o iraquiano disputam no jogo de cartas alemão “Tiranos”, que reúne em três edições 96 dos mais cruéis e sanguinários governantes que o mundo já teve. E também está na briga o ex-presidente brasileiro Getúlio Vargas, que figura em uma das cartas do jogo.

jogo getulio 1
Lançado em 2008, após dez anos de minuciosas pesquisas que tinham como objetivo selecionar “o pior dos piores”, o jogo conta com 32 ditadores divididos em oito grupos – entre eles, monarcas, fascistas, generais, fanáticos religiosos, “fantoches” dos EUA, entre outros. Vargas aparece na terceira edição, representando o Brasil no grupo dos que eles classificam de “fascistas clericais”, com algum tipo de laço com a igreja.

As regras do “Tiranos” são semelhantes às do “Super Trunfo”, lançado na Alemanha em meados dos anos 50 e popularizado no Brasil na década de 80. O jogo original trazia estampado em suas cartas carros, aviões e tanques de guerra. O objetivo era conseguir o maior número de cartas possível ao comparar categorias – em cada rodada era estabelecido qual aspecto seria comparado, e o maior valor atribuído a tal aspecto era o vencedor.
No “Tiranos”, porém, em vez de comparar a potência de um tanque de guerra e a velocidade de um porta-aviões, os jogadores podem comparar o ano de nascimento do ditador, a idade que tinha quando chegou no poder, o tempo que governou, quantas pessoas morreram durante seu tempo no poder, e quanta riqueza acumulou durante este período. Leia mais 

fuhrer 1

É um jogo de propaganda que vale por condenar os ditadores. Mas esquece, na Europa, outros ditadores sanguinários como Francisco Franco e Oliveira Salazar.

Na história recente da América do Sul temos ditadores mais cruéis que Getúlio. Publica o portal Terra:

Efraín Ríos Montt: cumpre sentença de 80 anos de prisão por genocídio e crimes contra a Humanidade durante o seu regime (1982-1983), um dos mais sangrentos da guerra civil na Guatemala (1960-1996), que deixou 200.000 mortos ou desaparecidos, segundo a ONU.

Reynaldo Bignone: condenado à prisão perpétua por crimes contra a Humanidade, foi o último governante (1982-1983) da ditadura (1976-1983) que deixou 30.000 desaparecidos na Argentina, de acordo com agências humanitárias.

Luis Garcia Meza: conhecido como “narcoditador” por suas ligações com o tráfico de drogas na Bolívia, foi condenado em 1995 a 30 anos de prisão por crimes cometidos após um golpe de Estado em 1980.

Gregorio Álvarez: ditador entre 1981-1985, durante o regime militar que governou o Uruguai (1973-1985). Ele está preso desde 2009, condenado a 25 anos por 37 acusações de “homicídio qualificado” cometidos entre 1977 e 78, como parte da Operação Condor de repressão entre os países do Cone Sul.

Jean-Claude Duvalier: atualmente julgado no tribunal de apelações do Haiti, “Baby Doc”, filho do ex-ditador François “Papa Doc” Duvalier, assumiu o poder aos 19 anos, em 1971, e foi deposto em 1986 por uma revolta popular, retornando ao país em janeiro de 2011 depois de 25 anos vivendo na França.

Francisco Morales Bermúdez: substituiu o general Juan Velasco (1968-1975) como chefe da ditadura militar no Peru entre 1975 e 1980, entregando o poder a um governo civil após a convocação de uma Assembleia Constituinte. Em fevereiro do ano passado foi acusado por um juiz argentino de fazer parte da Operação Condor. Em 2007, a Justiça italiana também pediu sua prisão e extradição pelo desaparecimento de 25 italianos na América do Sul durante a mesma Operação Condor. No Peru, nunca foi acusado.

Cartaz de marcha brasileira de direitistas tucanos pedindo o criminoso retorno da ditadura
Cartaz de marcha brasileira de direitistas tucanos pedindo o criminoso retorno da ditadura

Eis outra lista:

Augusto Pinochet

Augusto Pinochet Ugarte (1915- ), político e militar chileno, chefe do Estado (1973-1990). Nasceu em Santiago e estudou na Academia Militar de Chile. Depois de sucessivos e constantes ascensões de graduación, foi nomeado geral de brigada durante o governo de Eduardo Frei Montalva (1964-1970). Ao início da época presidencial de Salvador Além, que deu começo em 1970, desempenhou o cargo de comandante da guarnição de Santiago, e em 1972 se lhe designou comandante em chefe do Exército. Protagonizou o golpe de Estado de setembro de 1973, apoiado desde Estados Unidos, que culminou com o derrocamiento e a morte de Salvador Allende. Como chefe da Junta de Governo, cedo limitou a atividade política e seu regime de repressão e autoritarismo foi condenado pela Comissão de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), em 1977.

Aparicio Méndez

Aparicio Méndez (1904- ), jurista e político uruguaio, presidente da República (1976-1981). Nasceu em Rivera em 1904. Militou no Partido Nacional (Blanco), em sua asa conservadora. Foi ministro de Saúde Pública entre 1961 e 1964. Foi posto na presidência pelo Conselho da Nação e governou como um simples instrumento dos militares. Durante seu mandato violaram-se os direitos humanos e teve milhares de encarcerados, desaparecidos e exilados. A Junta Militar apresentou um projeto de constituição que não foi aprovado em referendo. Em setembro de 1981 aconteceu-lhe o general Gregorio Álvarez.

Alfredo Stroessner

Alfredo Stroessner (1912- ), militar e político paraguaio, chefe do Estado (1954-1989). Nasceu em Encarnación e estudou na Academia Militar de Assunção. Distinguiu-se na guerra do Chaco (1932-1935) e posteriormente foi ascendendo até atingir o grau de comandante em chefe das Forças Armadas, em 1951. Em 1954 derrocou ao presidente Federico Chávez Careaga em um golpe militar e assumiu a presidência depois de umas eleições, nas que era o único candidato. Utilizando o apoio do Partido Colorado e do Exército, conseguiu fazer com o controle do país, suprimiu pela força à oposição e aboliu a liberdade de imprensa; durante seu mandato, ditadores derrocados e antigos membros do Partido Nacionalsocialista (nazista) alemão encontraram refúgio no país. Apesar de apoiar aos grandes terratenientes e os interesses comerciais internacionais, Stroessner utilizou a ajuda estrangeira para estabilizar a moeda, reduzir a inflação e criar escolas, estradas, hospitais e centrais hidroeléctricas. Manteve-se na presidência desde 1954, promulgando uma nova Constituição em 1967 e reformando esta em 1977 para criar dispositivos legais que permitissem o prolongamento de seu mandato, até que foi derrocado em 1989 por um golpe militar dirigido pelo general Andrés Rodríguez, após o qual se exilió no Brasil.

Hugo Banzer

Hugo Banzer (1921-2002), militar e político boliviano, presidente da República (1971-1978; 1997-2001). Nasceu em Santa Cruz. Foi ministro de Educação durante a ditadura de René Barrientos (1966-1969) e diretor da Academia Militar desde 1969 até 1971, ano em que encabeçou o golpe que derrubou ao general Juan José Torres. Banzer, com o apoio do Movimento Nacionalista Revolucionário, a Falange Socialista, Estados Unidos, Brasil e Chile, dirigiu Bolívia com punho de ferro. Em 1974, reprimiu duramente um brote revolucionário em Cochabamba, e, em um ano depois, declarou ilegais os partidos políticos e as organizações sindicais. Derrubado por um golpe militar em 1978, continuou à frente da Ação Democrática Nacionalista (DNA) e obteve o 18% dos votos nas eleições de 1980. Em 1985 e 1989 fracassou em sua tentativa de voltar ao poder, embora seu partido participou nos governos de Víctor Paz Estenssoro e Jaime Paz Zamora. O 1 de junho de 1997, Hugo Banzer venceu nas eleições presidenciais, à frente de seu partido, o conservador DNA, derrotando, entre outros, ao ex presidente Paz Zamora, o qual lhe devolveu o apoio prestado em 1989 pára que Banzer obtivesse a definitiva investidura presidencial em agosto, à que acedeu depois de conseguir 115 votos (de um total de 154 possíveis) dos senadores e deputados bolivianos.

Em junho de 1999 substituiu à metade dos membros de seu governo, depois de um grave escândalo de corrução. Decretou o estado de sítio o 8 de abril de 2000, com o objeto de parar a onda de protestos que tinham local em Cochabamba, mas não pôde conter com essa medida uma violenta eclosão social causado pela extrema pobreza do campesinado indígena até que assinou seis dias depois com os representantes sindicais destes uma série de acordos. No dia 20 desse mês, quatro dias antes de que os membros de seu governo apresentassem em pleno a demissão, Banzer suspendeu o estado de sítio. Nomeou um novo gabinete o 25 de abril, mas o 19 de outubro, de novo, seu governo demitiu em bloco depois da grave crise social vivida desde setembro. Esta esteve caraterizada por greves, cortes de estradas e confrontos com forças militares (principalmente nos departamentos de La Paz, Cochabamba e Santa Cruz) e uniu a indígenas e determinados sindicatos, defensores do direito dos camponeses a cultivar coca e contrários a seu erradicación, toda vez que os produtos alternativos financiados pelo governo eram escassamente rentáveis.

Aquejado de câncer de pulmão, o 6 de agosto de 2001 renunciou ante o Congresso à presidência (ainda lhe restava em um ano de mandato), que traspassou (em virtude da ordem constitucional) ao que até então era seu vice-presidente (e presidente em funções desde fazia em um mês, enquanto ele era tratado nos Estados Unidos), Jorge Quiroga. Faleceu o 5 de maio de 2002 em Santa Cruz.

Juan Velasco Alvarado

Juan Velasco Alvarado (1909-1977), militar e político peruano, presidente da República como chefe da Junta Militar Revolucionária (1968-1975). Nascido em Piura, foi agregado militar na França, inspetor geral do Exército e presidente da Junta de chefes de Estado Maior. Em 1968 dirigiu o golpe de Estado que derrocou ao presidente Fernando Belaúnde Terry (1963-1968) e presidiu a Junta Militar Revolucionária. Baixo seu mandato, promulgaram-se leis de reforma agrária e educativa, se nacionalizaron os recursos econômicos básicos do país, conseguiu-se o controle direto do Estado sobre as telecomunicações e tentou-se frear a influência econômica dos Estados Unidos. Desde 1972, seu governo fez frente a uma onda de greves e movimentos estudantis propiciados tanto pela direita como pela esquerda. Em 1975 foi deposto por um golpe de Estado. Faleceu em 1977 em Lima.

Humberto Castelo Branco

Humberto Castelo Branco (1900-1967), militar e político brasileiro, presidente da República (1964-1967). Nasceu no estado de Ceará. Militar profissional, exerceu cargos de relevo na carreira, participando também da Força Expedicionaria Brasileira que combateu na Itália, junto aos aliados, durante a II Guerra Mundial. Em 1964, foi um dos líderes do movimento que derrocou ao presidente João Goulart, acusado de desenvolver uma política de corantes esquerdistas que pretendia instaurar no país uma república sindicalista. Eleito presidente da República pelo Congresso em abril de 1964, seu governo caraterizou-se por uma política deflacionista, que levaram a cabo os ministros Otávio Gouvéia de Bulhães e Roberto Campos, com o objetivo de equilibrar as finanças públicas e criar as condições para a recuperação do crescimento econômico. Cassou a estabilidade no emprego, para criar um fundo de garantia de tempo de serviço para todos os trabalhadores do país, mediante arrecadação destes e dos empregadores, com o objetivo de consolidar a poupança e investir na construção de moradias. No plano político, retirou por dez anos os direitos políticos de diversos líderes partidários unidos à situação anterior; anulou os partidos existentes; instaurou o bipartidismo, com a formação da Aliança Renovadora Nacional e o Movimento Democrático Brasileiro e promulgou uma nova Constituição que reforçou a autoridade do poder central e do presidente da República.

Gustavo Vermelhas Pinilla

Gustavo Vermelhas Pinilla (1900-1975), militar e político colombiano, presidente da República (1953-1957). Nasceu em Tunja (Boyacá). Estudou na Escola Militar de Cadetes de Bogotá. Ao comando das Forças Armadas dirigiu o golpe de Estado contra o presidente interino Roberto Urdaneta Arbeláez (que substituía a Laureano Gómez desde 1951) e foi proclamado presidente da República. Durante seu mandato produziram-se abundantes distúrbios, reprimidos com dureza, fecharam-se periódicos, cresceu a dívida, aumentou a corrução e realizaram-se importantes obras públicas. Foi derrocado por um levantamento popular em 1957 e se exilió. Regressou em um ano depois e foi condenado à perda de seus direitos políticos e de sua categoria militar, mas ficou reabilitado em 1967. Fundou o partido ultraderechista Aliança Nacional Popular (ANAPO) em 1965 e esteve a ponto de ganhar as eleições de 1970. Seus numerosos seguidores não aceitaram o resultado eleitoral e teve que proclamar o estado de sítio. Morreu em 1975 em Melgar.

José Antonio Páez

José Antonio Páez (1790-1873), militar e político venezuelano, primeiro presidente da República (1830-1835; 1839-1843; 1861-1863), um dos mais destacados próceres da emancipação da América Latina, considerado assim mesmo entre os principais representantes do caudillismo americano.

Em 1830, após a dissolução da República da Grande Colômbia, Venezuela promulgou sua própria Constituição e Páez converteu-se o 24 de março desse ano no primeiro presidente da República, cargo que exerceu até o 6 de fevereiro de 1835, quando foi acontecido de forma interina por Andrés Narvarte, antecessor a sua vez de José María Vargas. Anos mais tarde resultou eleito para acontecer a Carlos Soublette e desempenhar um novo mandato que cobriu o período decorrido entre o 1 de fevereiro de 1839 e o 28 de janeiro de 1843. Durante suas duas primeiras presidências fomentou a agricultura, o artesanato, a imigração e a educação (em 1832 secularizó a que teria de ser chamada Universidade dos Ande e em 1833 fundou a instituição que seria o antecedente da Universidade de Carabobo), em 1841 criou o Banco Nacional e em um ano depois transladou os restos de Bolívar desde Santa Marta até Caracas.

Em 1848 levantou-se em armas contra o presidente liberal José Tadeo Monagas, a quem ajudava a chegar ao poder, e foi derrotado. Invadiu o país ao ano seguinte, mas de novo resultou vencido, para acabar sendo detento e mais tarde desterrado. Renderam-se-lhe homenagens em várias localidades dos Estados Unidos, em México, e inclusive em cidades europeias como Paris e Munich.

Em 1861 regressou a Venezuela e, depois de ser nomeado chefe do Exército em abril desse ano, quatro meses mais tarde derrocou ao presidente Pedro Gual e o 10 de setembro desse ano estabeleceu um regime ditatorial. Vitoriosos os federalistas, Páez assinou o Tratado de Carro em 1863 e, depois de ser substituído em junho à frente do Estado venezuelano por Juan Crisóstomo Falcón, marchou novamente à cidade estadounidense de Nova York, onde já vivia durante sua anterior estância no estrangeiro. Desenvolveu uma grande atividade e viajou por vários países sul-americanos. Morreu em Nova York o 6 de maio de 1873. Seus restos repousam no Panteão Nacional de Caracas.

Anastasio Somoza

Anastasio Somoza (1896-1956), militar e político nicaragüense, presidente da República (1937-1947; 1950-1956), que formou uma dinastia de ditadores, os quais, com o apoio dos Estados Unidos, governaram o país durante 43 anos, às vezes através de presidentes propícios designados por eles. Nasceu em San Marcos e estudou nos Estados Unidos. Depois de entrar no mundo da política, converteu-se em um importante membro do Partido Liberal, mas sua verdadeira base de poder foi a Guarda Nacional, adiestrada por assessores militares estadounidenses e criada na década de 1920, que dirigiu a partir de 1933 e desde onde provocou o assassinato do líder guerrilheiro Augusto César Sandino. Tomou o poder em 1937, e durante os seguintes 20 anos governou o país de forma ditatorial, embora criou presidências fictícias de três anos de duração. Ao mesmo tempo que contava com a Guarda Nacional para manter no poder, distribuiu postos gubernativos entre a oposição conservadora. Somoza amassou uma enorme fortuna pessoal, mas não foi insensible ao progresso social e econômico, e incrementou em grande parte as exportações da Nicarágua. Depois de ser assassinado em 1956, aconteceu-lhe seu filho maior, Luis Somoza Debayle. Seu outro filho, Anastasio Somoza Debayle, também ocupou a presidência da República exercendo uma cruel ditadura.

Tiburcio Carias Andino

Tiburcio Carías Andino (1876-1969), político e militar hondureño, presidente da República (1933-1948). Nascido em Tegucigalpa, se doctoró em direito pela Universidade Central de Honduras. Participou nas revoluções de 1893 e 1894, bem como na guerra de 1907 contra Nicarágua. Militou no Partido Liberal até que em 1903 fundou o Partido Nacional, de tendência conservadora. Foi eleito presidente em 1933 e manteve-se no poder até 1948. Durante sua presidência Honduras viveu um período de estabilidade política, em parte propiciado pelas companhias bananeras. Em 1963 abandonou o Partido Nacional para fundar o Partido Progressista, que foi declarado ilegal. Morreu em 1969 em Tegucigalpa.

Carlos Castillo Arma

Carlos Castillo Arma (1914-1957), político guatemalteco, presidente da República (1954-1957). Nascido em Santa Lucia Cotzumalguapa (departamento de Escuintla) ingressou na Academia Militar da que posteriormente foi diretor. Nas eleições presidenciais de 1950 apresentou-se como oponente de Jacobo Arbenz Guzmán. Em 1954, depois de uma insurrección armada, derrocou a Arbenz (1951-1954) e fez-se com o poder. Durante seu mandato desencadeou uma forte campanha anticomunista, proibiu os partidos políticos, comitês agrários e sindicatos e anulou todas as reformas da década revolucionária (1944-1954), incluída a Constituição de 1945. Conduziu ao país a uma etapa de violência política. Em 1957 foi assassinado nos corredores do palácio presidencial por um soldado de seu guarda.

Rafael Leonidas Trujillo Molina

Rafael Leónidas Trujillo (1891-1961), militar e político dominicano, presidente da República (1930-1938; 1942-1952) e verdadeiro chefe do Estado desde 1930 até 1961, embora às vezes a presidência fosse ocupada por seus colaboradores. Nasceu em San Cristóbal. Foi tenente da Guarda Nacional (1918-1921), quando a República Dominicana se achava baixo a ocupação militar dos Estados Unidos. Em 1930 tomou o poder, depois do golpe militar que depôs ao presidente Horacio Vázquez.

Ao ano seguinte, Trujillo organizou o Partido Dominicano, que controlou a vida política dominicana durante as três décadas seguintes. Nesse tempo, Trujillo foi ditador absoluto, com o título de generalísimo do Exército; foi presidente desde 1930 até 1938 e desde 1942 até 1952, e Ministro de Assuntos Exteriores desde 1953 até 1961, e durante outros períodos, o poder foi ocupado por familiares ou políticos afins a sua pessoa: Jacinto Bem-vindo Peynado (1938-1940), Manuel Jesús Troncoso da Concha (1940-1942) e seu próprio irmão Héctor Bem-vindo Trujillo (1952-1960). Embora o regime de Trujillo contribuiu estabilidade econômica ao país, utilizou medidas autoritárias para atingir o progresso material, e aboliu a oposição política pela força.

Trujillo fomentou os relacionamentos diplomáticos e econômicas com Estados Unidos, mas, com frequência, afastou-se com sua política dos demais países latinoamericanos. Em 1937, temendo possíveis infiltrações desde Haiti, enviou tropas dominicanas à fronteira, onde foram assassinados entre 10.000 e 15.000 haitianos. Depois de perder o apoio do exército, Trujillo foi assassinado o 30 de maio de 1961 por um grupo de militares.

Ulisses Heureaux

Ulisses Heureaux (1845-1899), militar e político dominicano, presidente da República (1882-1884; 1886-1889). Nasceu em Cap-Haïtien (na atualidade, Haiti). Educado entre camponeses haitianos, interveio na guerra de independência contra Espanha (1865). Foi ministro da Guerra e mais tarde do Interior. Em 1882 foi eleito presidente da República e, durante este primeiro mandato até 1884, governou conforme à Constituição. Em seu segundo mandato, desde as eleições de 1886 até 1899, enfrentou-se à rebelião de sua oponente Casimiro Nemesio de Moya e instalou um regime de governo fortemente ditatorial. Suprimiu o sufragio universal, a administração corrompeu-se e arruinou economicamente ao país. Em 1889 morreu assassinado na cidade de Moca, em uma conspiração organizada por seus inimigos.

O jogo inclui Che Guevara, que não governou nenhum país, e esquece ditadores sanguinários como François “Papa Doc” Duvalier e Emílio Garrastazu Médici.

No Brasil não é crime defender o retorno da ditadura.

infancia roubada ditadura tortura

CAPAZ DE JORNAIS BRASILEIROS HOJE

BRA^RJ_EX morte criança

BRA_CB morte criança

BRA^MG_EDM morte criança

BRA_ZH morte crianca zero hora

Carlos Latuff É cinismo demais falar em redução da maioridade penal num país onde criança de 10 anos leva tiro na cabeça de PM

trabalho infantil criança

negro criança

Das crianças o futuro

Tráfico de órgãos e exploração sexual no México: cerca de 45 mil crianças desaparecidas e menores sequestrados

Pequeno vendedor de chicleetes. No México existem cerca de 45 mil crianças desaparecidas para explotação sexual ou tráfico de órgãos. Foto Cuartoscuro
Pequeno vendedor de chiclete. No México existem cerca de 45 mil crianças desaparecidas para exploração sexual ou tráfico de órgãos. Foto Cuartoscuro

 

 

No México estão desaparecidas 45 mil crianças e há uma lista oficial de 3 mil inquéritos preliminares sobre menores seqüestrados durante o último ano e meio, subtraídos a fim de exploração sexual, venda e tráfico de órgãos.

A denúncia provém do presidente da Fundação Nacional para a Busca de Crianças Sequestradas e Desaparecidas. Bandos criminosos atuam especialmente no Distrito Federal, nos Estados de México, Veracruz, Tijuana, Monterrey, Guadalajara e nas áreas de fronteira do norte e do sul do país.

Menores de todas as idades são seqüestrados por pessoas que trabalham por conta própria, por pequenos bandos que os vendem aos traficantes de órgãos ou para a exploração sexual, e pelo crime organizado que leva as vítimas para fora do país com passaportes e credenciais.

A criminalidade organizada atua através de uma rede que atrai as jovens vítimas, principalmente adolescentes, por meio de redes sociais. Segundo as autoridades de Estados Unidos e França, que monitorizam o fenômeno no México, os órgãos das crianças não são levados para fora do país em congeladores; os pequenos chegam aos EUA ainda vivos e são levados a clínicas e médicos corruptos, que por milhares de dólares os operam e retiram os órgãos.

O perfil dos seqüestros deste fenômeno atroz inclui crianças com idades entre 7 e 10 anos. As crianças até 5 anos de idade geralmente são sequestradas para serem vendidas para casais que não podem ter filhos. Os recém-nascidos são sacrificados nos ritos satânicos. Para enfrentar esses atos criminosos, a Fundação Nacional de Investigação de Crianças Raptadas e Desaparecidas realiza uma campanha gratuita de prevenção do sequestro de crianças nas escolas do Distrito Federal, Estado do México, Veracruz e Puebla, mas está aberta a toda entidade pública ou privada.

O tráfico de crianças e de pessoas é o terceiro negócio mais rentável do mundo, depois de tráfico de armas e drogas, com um mercado de cerca de 32 milhões dólares por ano. Segundo o UNICEF, as meninas e os meninos desaparecidos através do tráfico a cada ano em todo o mundo são um milhão e 200 mil. (AP) (12/8/2014 Agência Fides)

 

Estados Unidos e França realizam uma investigação conjunta de como operam os  bandos criminoso no México. Foto: Cuartoscuro
Estados Unidos e França realizam uma investigação conjunta de como operam os bandos criminoso no México. Foto Cuartoscuro

GENOCÍDIO. Os Conselhos Tutelares, os prefeitos, os vereadores e as prostitutas infantis

Tem Conselho Tutelar na sua cidade? Que diabruras faz? Se não possui, o prefeito é um grande f.d.p.
O BRASIL TEM 500 MIL PROSTITUTAS INFANTIS. Quinhentas mil meninas de 8 a 13 anos, cujos corpos são vendidos.
São trabalhadoras escravas.
O trabalho infantil é proibido por várias leis (vide links)

conselho

 

O Conselho Tutelar é um órgão público do município, vinculado à Prefeitura. É também um órgão não-jurisdicacional, ou seja, é uma entidade pública, com funções jurídico-administrativas, que não integra o Poder Judiciário. O artigo 132 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) determina que em cada município deve haver, no mínimo, um Conselho Tutelar composto por cinco membros, escolhidos pela comunidade por eleição direta para mandato de três anos, permitida uma recondução. Conheça o aplicativo Proteja Brasil que, a partir da localização do usuário indica telefones e endereços dos conselhos tutelares além de delegacias especializadas e organizações que combatem a violência contra a infância e adolescência.

A prostituição é mais brutal violência contra a infância.

A escravidão da prostituta infantil é crueldade, tortura e morte.

A prostituição infantil é genocídio.

A criança para suportar de oito a dez penetrações vaginais e anais, por dia, consome drogas, sendo o crack (claque) oferecido pelos cafetões.

O crack é a droga mais em conta, pelo preço mais baixo; pela oferta, por ser encontrada em qualquer rua; e pelo seu efeito anestésico mais rápido.

Uma prostituta infantil morre cedo. Quando o crack não mata, morre de Aids antes de completar a maioridade.

Crack consequências

por Carolina Heringer e Paolla Serra

As consequências do crack são imediatas, principalmente na aparência do usuário. De acordo com a psiquiatra Maria Tereza de Aquino, a mudança que se observa mais rapidamente é o emagrecimento.

— Um paciente meu emagreceu 20 quilos em uma semana. A perda de peso, num primeiro momento, é o que mais impressiona. Os dependentes ficam sem comer. Alimentam-se da droga — conta a psiquiatra da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Na boca, as marcas do vício

A destruição do crack também é visível pelas queimaduras na boca e pela deterioração dos dentes dos viciados. A cirurgiã-dentista Sandra Crivello, que trabalha com a reabilitação de dependentes químicos em São Paulo, explica que os usuários do crack são facilmente identificados pela boca.
— Há alguns sinais específicos. A boca, por exemplo, fica com marcas de queimaduras, já com a formação de calos esbranquiçados, após tantas lesões na mesma área — explica ela.

A rapidez e a intensidade dos efeitos do crack, segundo o psicólogo Pablo Roig, dono de uma clínica de reabilitação de dependentes químicos há 30 anos em São Paulo, são responsáveis pela decadência que a droga causa.
— Em questão de segundos, o crack age no cérebro do usuário. Quanto mais rápida é a droga, mais rápida é a dependência que ela cria. O crack tem uma capacidade destrutiva intensa. O usuário não o consome porque quer, mas porque precisa — explica, acrescentando que 30% dos que usam crack há mais de cinco anos acabam morrendo pelos efeitos da droga.

Sua blusa está manchada de sangue escravo

A Guerra Civil dos Estados Unidos, também conhecida como Guerra de Secessão, para libertação dos escravos, matou mais de 600 mil soldados.

 

 

No Brasil, costumam dizer que tudo aconteceu na mais santa paz. Não é verdadeiro. Os negros, líderes abolicionistas, continuaram perseguidos e assassinados, com a Proclamação da República, que criou vários campos de concentração e presídios, sendo famoso o de Fernando de Noronha.

A Abolição continua uma lei só existente no papel.

O premiado filme estadunidense 12 Anos de Escravidão conta a história de um escravo liberto, que vive em paz ao lado da esposa e filhos. Um dia, após aceitar um trabalho que o leva a outra cidade, é sequestrado e acorrentado. Vendido como se fosse um escravo, precisa superar humilhações físicas e emocionais para sobreviver. Ao longo de doze anos passa por dois senhores que, cada um à sua maneira, exploram seus serviços.

 

 

O Brasil teve a terceira maior frota de navios do mundo durante o Império de Pedro II, para transportar escravos da África, notadamente quando proibido o tráfico negreiro, por imposição dos ingleses.

A conquista dos direitos civis dos negros só aconteceu nos Estados Unidos, depois do assassinato de Martin Luther King Jr, em 1968.

O apartheid na África do Sul trouxe violência e um significativo movimento de resistência interna, bem como um longo embargo comercial contra a África do Sul. Uma série de revoltas populares e protestos causaram o banimento da oposição e a detenção de líderes antiapartheid. Conforme a desordem se espalhava e se tornava mais violenta, as organizações estatais respondiam com o aumento da repressão e da violência.

Reformas no regime durante a década de 1980 não conseguiram conter a crescente oposição, e em 1990, o presidente Frederik Willem de Klerk iniciou negociações para acabar com o apartheid, o que culminou com a realização de eleições multirraciais e democráticas em 1994, que foram vencidas pelo Congresso Nacional Africano, sob a liderança de Nelson Mandela.

 

 

A vitória, nas urnas, de Evo Morales acabou com o apartheid indígena na Bolívia de vários golpes de Estado e revoltas populares.

O papa Francisco tem denunciado o tráfico humano e a escravidão.

No Primeiro Mundo da Europa e da América do Norte os emigrantes ilegais são os novos escravos do Século XXI. Uma escravidão que persiste nos países colonizados, que oferecem mão-de-obra barata ou escrava para empresas multinacionais.

A Campanha da Fraternidade, este ano, no Brasil, foi contra o tráfico humano. Escreve Dom Aloísio Dilli, bispo de Uruguaina (RS):

“Em 2014 ocupa-se com todos aqueles e aquelas que são enganados e usados para o tráfico humano, de trabalho, de órgãos e a prostituição. Normalmente o crime organizado está por detrás das diversas modalidades de tráfico humano. As pessoas, geralmente, são atraídas com falsas promessas de melhores condições de vida em outras cidades ou países e ali são cruelmente usadas e escravizadas, gerando fortunas para consciências inescrupulosas e vorazes. A maioria das pessoas traficadas vive em situação de pobreza e grande vulnerabilidade. Isso facilita o aliciamento com falsas promessas de vida melhor.

fraternidade camp

Por isso, o cartaz da CF retrata essa situação degradante com a figura de mãos acorrentadas e estendidas, com diferentes idades, gênero e cor, em estado de impotência. A mão que sustenta a corrente da escravidão é a força coercitiva de pessoas que dominam e exploram esse tráfico humano: ‘Essa situação rompe com o projeto de vida na liberdade e na paz e viola a dignidade e os direitos do ser humano à imagem e semelhança de Deus’. Os cristãos não podem aceitar essa moderna forma de escravidão e desrespeito à dignidade humana. Por isso eles a tentam identificar, a denunciam e somam forças para evitá-la, rompendo as correntes, revigorando as pessoas dominadas por esse crime e apontando para a esperança de libertação: Essa esperança se nutre da entrega total de Jesus Cristo na cruz para vencer as situações de morte e conceder a liberdade a todos: ‘É para a liberdade que Cristo nos libertou’.

O Papa Francisco se referiu à prática do tráfico humano com palavras de veemente repúdio: ‘O tráfico de pessoas é uma atividade desprezível, uma vergonha para as nossas sociedades que se dizem civilizadas”.

oração campanha fraternidade

 

Neste mundo globalizado, dominado pelas multinacionais, que criaram sociedades que cultuam o deus dinheiro, o individualismo e o consumismo, a melhor arma é o boicote como fez Mahatma Gandhi, contra o colonialismo inglês.

 

SU CAMISETA ESTÁ MANCHADA DE SANGRE

por Carme Chaparro

 

Un año después del derrumbe del complejo textil Rana Plaza, las familias claman justicia. Aún no se han recuperado los cadáveres de 140 obreros. De los casi 30 millones de euros destinados a ayudar a las familias, sólo 10 han sido entregados. (ANDREW BIRAJ/Reuters)
Un año después del derrumbe del complejo textil Rana Plaza, las familias claman justicia. Aún no se han recuperado los cadáveres de 140 obreros. De los casi 30 millones de euros destinados a ayudar a las familias, sólo 10 han sido entregados. (ANDREW BIRAJ/Reuters)

Gracias a las lágrimas de esta mujer, usted, usted, usted también e incluso yo, vamos hoy vestidos. Y mañana. Y el fin de semana.

Gracias a las lágrimas de esta mujer ustedes y yo podemos entrar en una tienda y comprar una camiseta a 5,95 euros. Una ganga, así que nos llevamos dos. Camisetas a 5,95, camisas a 16,95 y trajes de chaqueta a 49,95.

Una ganga.

Una ganga a la que nos hemos acostumbrado los ricos del primer mundo, en un círculo vicioso de fast fashion que nos tiene enganchados como una droga más. Así que preferimos no pensar siquiera en cómo puede producirse tan barato. Que la esclavitud de millones de personas no empañe la dicha de nuestra compra.

Pero recuerden, esta mujer llora. Nuestra felicidad consumista sólo es posible gracias a su drama. Al drama que mató a más de 1.100 personas en una fábrica textil de Bangladesh ahora hace un año (y del que aún, hoy, faltan por recuperar más de 140 cadáveres bajo los cascotes), inherente a las condiciones esclavistas en las que se trabaja en el tercer mundo para que nos podamos vestir barato en occidente. Un año después del trágico accidente las promesas de mejora sólo han alcanzado a una mínima parte de las fábricas textiles. La demanda de los titanes de la moda es tan alta que se enmaraña en un mundo de subcontratas que subcontratan a otras subcontratas que subcontratan a otras subcontratas, dejando a la mayoría de trabajadores fuera de cualquier mínimo control del sistema.

Entre las ruinas de la fábrica se encontraron etiquetas de grandes marcas europeas y norteamericanas. Y a pesar de las dramáticas imágenes y los más de mil cien muertos, en un reportaje emitido por la BBC tras el accidente muchos de los viandantes preguntados respondieron que preferían no saber de dónde salía su ropa. No mirar. No pensar. Preferían, preferimos, seguir poniéndonos camisetas a seis euros a costa de la vida de los demás. A costa también de la esclavitud de gente que cobra veinte euros al mes y que no tiene derecho ni a ir al baño durante las eternas jornadas laborales. El día del derrumbe, los responsables de la fábrica obligaron a los trabajadores a volver al edificio a pesar de las grietas que presagiaban lo peor.

Mientras, nosotros seguimos queriendo camisetas a 6 euros.

 

 

 

Fraternidade e Tráfico Humano

Não é possível ficar impassível, sabendo que existem seres humanos tratados como mercadoria! Pense-se em adoções de criança para remoção de órgãos, em mulheres enganadas e obrigadas a prostituir-se, em trabalhadores explorados, sem direitos nem voz, etc. Isso é tráfico humano! Papa Francisco

BRA^SP_FDR orgãos crianças tráfico

BRA_OP tráfico humano

O tema da Campanha da Fraternidade, este ano, e o tráfico humano.

O cardeal Dom Raimundo Damasceno, presidente da CNBB, apresentou a campanha da fraternidade desse ano em uma missa solene na Basílica de Aparecida, no interior de São Paulo.

O vídeo divulgado pela igreja alerta para crimes como o trabalho escravo, a exploração sexual, o tráfico de crianças e a venda de órgãos. Atualmente, de acordo com a ONU, 2,5 milhões e meio de pessoas no mundo são vítimas do tráfico humano.

Papa Francisco enviou uma mensagem para os bispos da CNBB e para todos os fiéis do Brasil. O pontífice afirmou que não é possível ficar impassível sabendo que existem seres humanos tratados como mercadoria.

O tema da campanha da fraternidade será debatido até o fim do ano nas paróquias. A Igreja Católica quer conscientizar os fiéis e fazer com que denúncias cheguem às autoridades.

“Tenham a coragem de denunciar quando perceberem alguma violação dos direitos humanos em relação ao tráfico de pessoas e, sobretudo, que procurem também criar iniciativas, que possam esse crime horrível universal e que fere de um modo muito violento a dignidade da pessoa humana”, declarou Dom Raymundo Damasceno, presidente da CNBB.

“Não é um tema tão discutido normalmente e é algo que vem acontecendo com muita frequência. Então, a sociedade, ela tem que ser conscientizar sobre isso”, afirma uma fiel. (G1)
Objetivo Geral

Identificar as práticas de tráfico humano em suas várias formas e denunciá-lo como violação da dignidade e da liberdade humana, mobilizando cristãos e a sociedade brasileira para erradicar esse mal, com vista ao resgate da vida dos filhos e filhas de Deus.

Objetivos específicos

1. Identificar as causas e modalidades do tráfico humano e os rostos que sofrem com essa exploração.

2. Denunciar as estruturas e situações causadoras do tráfico humano.

3. Reivindicar, dos poderes públicos, políticas e meios para a reinserção das pessoas atingidas pelo tráfico humano na vida familiar e social.

4. Promover ações de prevenção e de resgate da cidadania das pessoas em situação de tráfico.

5. Suscitar, à luz da Palavra de Deus, a conversão que conduza ao empenho transformador dessa realidade aviltante da pessoa humana.

6. Celebrar o mistério da morte e ressurreição de Jesus Cristo, sensibilizando para a solidariedade e o cuidado às vítimas desse mal. 

HINO

É para a liberdade que Cristo nos libertou,
Jesus libertador!
É para a liberdade que Cristo nos libertou! (Gl 5,1)

1. Deus não quer ver seus filhos sendo escravizados,
À semelhança e à sua imagem, os criou. (Cf. Gn 1,27)
Na cruz de Cristo, foram todos resgatados
Pra liberdade é que Jesus nos libertou! (Gl 5,1)

2. Há tanta gente que, ao buscar nova alvorada,
Sai pela estrada a procurar libertação;
Mas como é triste ver, ao fim da caminhada,
Que foi levada a trabalhar na escravidão!

3. E quantos chegam a perder a dignidade,
Sua cidade, a família, o seu valor.
Falta justiça, falta mais fraternidade
Pra libertá-los para a vida e para o amor!

4. Que abracemos a certeza da esperança, (Cf. Hb 6,11)
Que já nos lança, nessa marcha em comunhão.
Pra novo céu e nova terra da aliança, (Cf. Ap 21,1)
De liberdade e vida plena para o irmão (Cf. Jo 10,10)