Denúncia de tortura na Lava Jato

Violência psicológica, por Alex Falco
Violência psicológica, por Alex Falco

 

É uma operação policial com dor. Com tortura. Que assédio moral é tortura psicológica.

Além de stalking.

Escreve Fernando Brito: “O relato repugnante enviado a Paulo Henrique Amorim sobre as condições em que estão sendo mantidos há três meses os detentos – sem condenação ou julgamento – da Operação Lava Jato se configura em um escândalo de proporções internacionais”.

Escreve Janise Carvalho: “Essa denúncia é muito grave precisa ser investigada urgentemente, e caso se comprove a veracidade, esse juiz “murrinha” deve ser não apenas afastado, mas punido. Porque tudo isso é só pra conseguir DELAÇÃO SOB ENCOMENDA, mirando a presidenta Dilma!”

Parece que a dita dura já começou. Em uma democracia verdadeira, os três poderes – o judiciário, o legislativo e o executivo – agiriam.

Trata-se de uma violação dos direitos humanos. Nenhum preso, pobre ou rico, merece um tratamento desumano e cruel.

Uma operação que vem sendo manipulada politicamente. E que virou propaganda da imprensa golpista.  

A Justiça justiça esclareça se a Operação Lavo Jato visa destruir a frágil e noviça Democracia brasileira, e roubar a Liberdade do povo com o retorno da ditadura, conforme os modelos vitoriosos aplicados em Honduras e Paraguai. Um modelo que, em recente entrevista, sem pejo, imoral e traiçoeiramente foi proposto pelo ex-presidente Fernando Henrique.

Acrescente-se que pesa sobre togados e policiais da Lava Jato outra denúncia grave: de que são fanáticos simpatizantes do PSDB, partido de FHC, com participações, na campanha presidencial, favoráveis ao derrotado candidato Aécio Neves.

 

 

Justiça militar. Mulher negra favelada não morre, desaparece. Sumido “saco”

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Uma decisão da juíza Ana Paula Pena Barros, da Auditoria da Justiça Militar, concedeu a liberdade provisória para os três policiais acusados de arrastar o corpo de Cláudia Silva Ferreira, morta após ser baleada durante uma ação da Polícia Militar no Morro da Congonha, em Madureira. Os subtenentes Rodney Miguel Archanjo e Adir Serrano Machado e o sargento Alex Sandro da Silva Alves estavam presos administrativamente desde a segunda-feira.

Presos pelo simplório motivo de não carregar direito, no porta-malas de uma rádio-patrulha, o corpo de uma mulher com duas balas. Eta país injusto, cruel, desumano, desigual, sádico, masoquista e kafkiano. O assassinato de Cláudia Silva Ferreira não foi o motivo da detenção. O arrastamento da cidadã Cláudia Silva Ferreira, baleada, sangrando, até que o corpo ficasse em carne viva, não foi o motivo da detenção ad-mi-nis-tra-ti-va. Eta país sem justiça.

Três assassinos soltos à procura da próxima vítima
Três assassinos soltos à procura da próxima vítima

Informa o portal Terra: Os três policiais militares (PMs) presos por terem arrastado a auxiliar de serviços Claudia Silva Ferreira, no Rio de Janeiro, constam como envolvidos em 62 autos de resistência (mortes de suspeitos em confrontos com a polícia). Pelo menos 69 pessoas morreram em supostos tiroteios com os três soldados estaduais desde 2000. As informações foram publicadas no jornal O Estado de S. Paulo.

O recordista é o subtenente Adir Serrano Machado, com envolvimento em 57 registros de autos de resistência (com 63 mortos). O subtenente Rodney Archanjo aparece em cinco ocorrências (com seis mortos). Já o sargento Alex Sandro da Silva Alves não tinha participação em nenhum auto de resistência até o último domingo, quando um adolescente de 16 anos, suspeito de envolvimento com o tráfico, morreu durante a operação no Morro da Congonha, em Madureira, zona norte, onde Claudia morava.

Acrescente à longa lista de assassinatos, mais um nome: o de Claudia Silva Ferreira.

Foi um crime que escandalizou a imprensa internacional. No Brasil, apenas um ato costumeiro de uma polícia racista, arbitrária e violenta com os favelados, os pobres, os moradores de rua, os sem teto, os sem terra, os bolsas-família, isto é, os negros.

 

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Um “saco” com quatro filhos

 

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A morte de uma mulher no Rio, após ser vítima de uma troca de tiros e ser arrastada por uma viatura policial, mostra como a vida continua perdendo valor no Brasil

 

por María Martín, El País, Espanha

 

O choro dos filhos
O choro dos filhos

primogênito

A morte de Cláudia Silva Ferreira, uma auxiliar de limpeza de 38 anos, vítima de bala perdida e cujo corpo ainda foi arrastado durante 250 metros por uma viatura da Polícia Militar, rebaixou mais um pouco a cotação de uma vida no Brasil.

Seria mais uma morte por um projétil sem rumo, cotidianas trajetórias fatais nas quais a responsabilidade do Estado ainda não foi definida, mas o episódio não acabou no alto do morro da Congonha, em Madureira, no norte do Rio de Janeiro.

Três policiais do 9º BPM (Rocha Miranda), que participaram de uma troca de tiros com supostos criminosos na favela, pegaram a mulher, ferida à bala no pescoço e nas costas, e a jogaram no porta-malas –e não no banco traseiro– de uma viatura. A intenção seria a de socorrê-la, pois o relatório da polícia afirma que a vítima ainda estava viva. Porém, essa prática tem sido questionada infinitas vezes pela quantidade de irregularidades e imprudências que podem ser cometidas dentro de um camburão –o Estado de São Paulo já proibiu em janeiro do ano passado que policiais socorram feridos a tiros.

Desta vez, não deu certo. Um motorista, que com aparente temor de ser surpreendido escondia o celular entre as pernas toda vez que podia ser visto pelos agentes, gravou parte do percurso de Cláudia até o Hospital Carlos Chagas. A gravação, publicada pelo site do jornal Extra, mostra o porta-malas da viatura aberto e o corpo de Cláudia pendurado pelas roupas, enquanto era arrastado ao ritmo da ultrapassagem apressada do veículo policial.

As primeiras informações indicam que vários pedestres e motoristas alertaram aos policiais que arrastavam o corpo de uma mulher, mas foi só em um semáforo que os agentes desceram e carregaram de novo no carro um corpo, agora, em carne viva.

Cláudia Silva, mãe de quarto filhos e responsável pelos cuidados de outros quatros sobrinhos, chegou morta no hospital. Sua filha Thaís Silva, de 18 anos, foi a primeira a encontrá-la sem vida. “Eles arrastaram minha mãe como se fosse um saco e a jogaram para dentro do camburão como um animal”, gritou aos choros a jovem à imprensa. Alexandre Fernandes da Silva, de 41 anos, marido de Cláudia há 20 anos, também disse abalado que arrastaram o corpo da sua mulher como se ela fosse um saco. “A perna dela ficou toda em carne viva. Não podiam ter feito isso com ela”.

A irmã de Cláudia, Jussara Silva Ferreira, de 39 anos, ficou revoltada ao ver o vídeo do traslado da irmã. “Acham que quem mora na comunidade é bandido. Tratam a gente como se fôssemos uma carne descartável. Isso não vai ficar impune. Esses PMs precisam responder pelo que fizeram”, afirmou ao jornal Extra.

Três policias foram detidos pelo episódio. “Eles estão presos em flagrante criminalmente e vão responder por causa da condução do corpo, que não é para ser feita daquele jeito. Vi irregularidades, sim”, afirmou ao Extra o comandante do 9º BPM, tenente-coronel Wagner Moretzsohn.

Em nota, a PM justificou que este tipo de conduta não condiz com um dos “principais valores da corporação, que é a preservação da vida e dignidade humana”.

O corpo de Cláudia, velado por mais de duzentas pessoas, foi sepultado, na tarde desta segunda-feira. O enterro foi seguido de um protesto dos moradores da comunidade contra a violência policial. A polícia não deu informações sobre a origem da bala que matou Cláudia quando ia comprar pão.

O doloroso adeus do esposo
O doloroso adeus do esposo

A polícia “pacificadora” de Sérgio Cabral sequestrou, torturou, matou e enterrou Amarildo em um cemitério clandestino

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Traficantes, milicianos e policias administram os cemitérios clandestinos
Traficantes, milicianos e policias administram os cemitérios clandestinos
A viúva: "Quero os ossos do meu marido". Amarildo tem direito a um enterro digno
A viúva: “Quero os ossos do meu marido”. Amarildo tem direito a um enterro digno

Premiado, movimento Mães de Maio defende desmilitarização da polícia

Prêmio Direitos Humanos 2013 foi entregue pela presidenta Dilma Rousseff, que reconheceu que “a tortura continua existindo em nosso país”. Foto Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil
Prêmio Direitos Humanos 2013 foi entregue pela presidenta Dilma Rousseff, que reconheceu que “a tortura continua existindo em nosso país”. Foto Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

Por Igor Carvalho/ Revista Fórum

A presidenta Dilma Rousseff entregou o Prêmio de Direitos Humanos 2013 nesta quinta-feira (12), em Brasília, reconhecendo que a “tortura continua existindo em nosso país”. “Eu que experimentei a tortura sei o que ela significa, de desrespeito a mais elementar condição de humanidade de uma pessoa”, disse.

Durante o evento, participantes protestaram contra a violência policial. “Chega de alegria, a polícia mata pobre todo dia”, era uma das palavras de ordem. A pauta subiu para o palco quando a fundadora do grupo Mães de Maio, Débora Maria, recebeu o prêmio na categoria “Enfrentamento à violência”.

“Quando a gente sente na pele o que é perder um filho, a gente se põe no lugar também das vítimas do passado, das vítimas da ditadura. Para a gente poder comemorar o fim da ditadura, temos que desmilitarizar a polícia”, afirmou Débora, que teve seu filho morto em 2006 pela PM paulista.

Dilma respondeu à Débora, durante seu discurso, lembrando que também lutou contra a ditadura militar e afirmou que se empenhará em solucionar o problema da violência policial. “Vamos juntos superar esse cenário de mortalidade da juventude. Porque a história de um grande país não se faz com uma juventude sendo objeto de violência. Se faz com a juventude viva.”

Indígenas também protestaram durante o evento, chamando Dilma de “assassina” e “genocida”. A presidenta não respondeu as acusações e discursou sem tocar no assunto. Em resposta aos protestos, a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, pediu apoio aos indígenas para lutar contra a PEC 215, que transfere para o Congresso a prerrogativa de demarcar terras indígenas.

Premiados

A entrega do prêmio ocorreu durante a programação do Fórum Mundial de Direitos Humanos (FMDH), no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB). Três mil pessoas assistiram ao evento, de acordo com a organização.

O Prêmio de Direitos Humanos é a maior condecoração do governo brasileiro a pessoas físicas e jurídicas que se destacam na área de Direitos Humanos.

No segmento “Defensores de Direitos Humanos Dorothy Stang”, ganhou Laísa Santos Sampaio, irmã de Maria do Espírito Santo e cunhada de José Cláudio Ribeiro da Silva, assassinados por pistoleiros no dia 24 de maio de 2011.

O deputado federal Nilmário Miranda (PT-MG) foi contemplado na categoria “Enfrentamento à Tortura”.

O sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, responsável pelo Mapa da Violência, foi o vencedor na categoria “Segurança Pública e Direitos Humanos”.

torturador

Brilhante Ustra, torturador
Brilhante Ustra, torturador

Confira outros vencedores:

Categoria: Centros de Referência em Direitos Humanos
Vencedor: Casa da Juventude Pe. Burnier – CAJU

Categoria: Garantia dos Direitos da População em Situação de Rua
Vencedores: Movimento da População de Rua da Bahia (MPR-BA) e a Associação Rede Rua.

Categoria: Promoção e Respeito à Diversidade Religiosa
Vencedora: Romi Márcia Bencke (pastora da Igreja Evangélica da Confissão Luterana no Brasil)

Categoria: Comunicação e Direitos Humanos
Vencedor: André Caramante (Jornalista)

Categoria: Garantia dos Direitos da População LGBT
Vencedora: Keila Simpson (militante LGBT)

Categoria: Erradicação do Trabalho Escravo
Vencedora: Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag)

Categoria: Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente
Vencedor: Programa Viravida, do Serviço Social da Indústria

Categoria: Garantia de Direitos da Pessoa Idosa
Vencedor: Maria da Penha Franco

Categoria: Garantia dos Direitos das Pessoas com Deficiência
Vencedor: Apae Brasil

Categoria: Igualdade Racial
Vencedor: Fórum Nacional da Juventude Negra

Categoria: Igualdade de Gênero
Vencedor: Maria da Penha

Categoria: Garantia dos Direitos dos Povos Indígena
Vencedor: Almir Narayamoga Suruí

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Quem tem medo de plebiscito e referendo?

O POVO QUER.

QUEM NÃO QUER PLEBISCITO E REFERENDO?

OS TOGADOS QUE PROÍBEM  MANIFESTAÇÕES DE RUA.

OS GOVERNADORES QUE JOGAM OS CACHORROS E AS BESTAS DA CAVALARIA MONTADA CONTRA O POVO.

OS HEDIONDOS PEQUENOS CÉSARES QUE MANDAM A POLÍCIA ATIRAR BALAS DE BORRACHA E BALAS DE CHUMBO, E JOGAR BOMBAS DE GÁS LACRIMOGÊNEO NAS MULTIDÕES.

TEMOS GOVERNADORES, E ATÉ PREFEITOS DE MERDA, QUE COMPRARAM E USAM CANHÕES SÔNICOS.

É O ETERNO BRASIL DO PRENDE E ARREBENTA. 

 

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Tortura. “Las víctimas se construyen en los medios”

 

Fabio Magnasciutti
Fabio Magnasciutti

Para el ministro de la Corte Suprema de Justicia, Raúl Zaffaroni, la responsabilidad por la aplicación de torturas, en la actualidad, no es exclusiva de las fuerzas de seguridad sino que, además, existen responsabilidades judiciales, políticas, legislativas y de los medios de comunicación. “El agente principal de la tortura, en nuestra región, son nuestras policías, que no actúan solas: operan dentro de determinados marcos de poder contra personas que son estereotipadas a través de construcciones sociales de la realidad que hacen los medios de comunicación, fundamentalmente la TV. En nuestro país se fabrican los adolescentes de barrios precarios, que son las principales víctimas de maltratos”, enfatizó el juez. Lo manifestó anoche, en el cierre del primer Congreso Internacional contra la Tortura, que se llevó a cabo desde el jueves en la Biblioteca Nacional, Buenos Aires, Argentina.

En cuanto a la responsabilidad legislativa, Zaffaroni enfatizó: “Se fabrican irresponsablemente leyes penales, a partir de una agenda marcada por los medios masivos que están al servicio de sectores hegemónicos que concentran la renta”.

“Estamos en una situación penal anárquica, insegura y confusa. Tenemos en nuestras manos los escombros de lo que fue un respetable Código Penal. Esto es consecuencia de la construcción social de los medios masivos, que no es ingenua”, sentenció.

El ministro de la Corte compartió la conferencia de cierre con el magistrado español Francisco Muñoz Conde, de la Universidad Pablo de Olavide, de Sevilla, y con Stella Maris Martínez, defensora general de la Nación, anfitriona del encuentro. Julián Langevin, defensor oficial ante la Corte Suprema, fue el moderador del panel.

“En todo proceso de concentración de renta, en que se pretende una distribución y no se logra, necesariamente los que se quedan con la menor renta se sienten incómodos. Se mueven, hay que controlarlos. El control se vuelve represivo y en ese marco tenemos que enfrentar la manifestación más cruel de la violencia institucional, que es la tortura”, subrayó el juez de la Corte.

“A doscientos años de la abolición de la tortura en la Asamblea del año XIII seguimos hablando de tortura porque existe –continuó Zaffaroni–. Los juristas que nos precedieron usaban eufemismos. Decían que no se podía practicar la tortura más de veinte minutos, entonces los torturadores interrumpían la sesión para luego volver a empezar. Hoy seguimos usando eufemismos. La incomunicación (de un detenido), por ejemplo, es ocasión para la tortura. No la legalizamos, pero usamos el eufemismo.”

Luego de hacer un rápido repaso por el origen de la práctica de la tortura, Zaffaroni se refirió a la situación del sistema penitenciario. “Nuestras cárceles latinoamericanas sufren un mal endémico que es el hacinamiento y que tiene que ver con que las cifras dominantes son de presos que no están condenados”, afirmó.

El ministro de la Corte intentó explicar por qué se tortura en las cárceles. “Hay una tortura carcelaria que se deriva de una extrema sobrevaloración de la disciplina. Se tienen que evitar la fuga y los motines a cualquier precio”, dijo el magistrado.

“Luchamos contra aquellos que dicen que nos defienden y lo que buscan es que haya más poder represivo para tener una inseguridad absoluta frente a ellos como sector hegemónico”, concluyó.

El panel de cierre se extendió durante más de dos horas en las que los expositores hablaron de derecho romano imperial pero también de las prácticas de violencia institucional actuales, con ejemplos claros y concretos. Las palabras finales estuvieron a cargo de Stella Maris Martínez.

“Aunque aún falta mucho, tenemos que seguir luchando de manera firme contra la supervivencia de la tortura: hemos dado un gran paso cuando dejamos de ver a la tortura como un problema de derecho penal y lo consideramos un problema de derechos humanos”, sostuvo Martínez.

En el salón principal hablaron el juez federal Daniel Rafecas, el magistrado de la Audiencia Nacional de Madrid del fuero penal Ramón Sáenz Valcárcel y los abogados Pablo Salinas y Ana Oberlín.

En su exposición, Oberlín incorporó el tema de la violencia sexual en centros clandestinos de detención y la necesidad de diferenciar, a nivel judicial, los crímenes de género de la dictadura de la tortura.

“Este encuentro habla de un país que tiene memoria y demuestra, también, que estamos mucho mejor que hace diez años”, dijo al abrir su disertación el procurador penitenciario, Francisco Mugnolo.

Por su parte, Mario Juliano, juez penal de Necochea, habló de situaciones de tortura concretas y recurrió a un video documental para hablar del aislamiento como práctica de tortura. Esta técnica también fue mencionada el jueves por Juan Méndez, relator sobre la tortura para las Naciones Unidas, en la conferencia inaugural del congreso.

“Hay que limitar al extremo las condiciones de detención crueles, inhumanas y degradantes que conducen a la depresión, a las alucinaciones y otras problemáticas”, dijo el juez, que integra la organización Pensamiento Penal. También se refirió a la inconstitucionalidad de la pena a prisión perpetua, posición que expresara recientemente en un fallo. “Es cruel, inhumana y degradante. ¿En qué lógica puede caber que podamos condenar al autor de un delito común con la misma carga que un delito de lesa humanidad?”, se preguntó.

A su turno, Claudio Nash, director del Centro de Derechos Humanos de Chile, celebró la realización del congreso: “Como chileno había sobrevivido bien a que ustedes tuvieran Papa, reina, pero ya no puedo sobrepasar la envidia que me genera que ustedes tengan este congreso”, sostuvo, despertando risas entre el público.

El Congreso Internacional contra la Tortura forma parte de las actividades de la Campaña Nacional contra la Tortura, iniciada en marzo en la ex ESMA con el objetivo de sensibilizar a la sociedad frente a prácticas degradantes que aún existen y de mejorar los mecanismos institucionales de prevención y sanción.

 

Videla tortura ditadura

Colombia: Legalizan nuevas armas de represión y tortura

Agencia Prensa Rural
Por medio de la resolución 02686 del 31 de julio de 2012, firmada por el comandante máximo de la policía, se reglamenta el uso de armas denominadas de “letalidad reducida”.

La policía colombiana, desde julio, tiene autorización legal para torturar a la población civil con nuevas armas sumadas a las ya tradicionales que tienen como objetivo atentar contra los ciudadanos que se manifiestan o son contrarios a las políticas gubernamentales.

Por medio de la resolución 02686 del 31 de julio de 2012, firmada por el comandante máximo de la policía, se reglamenta el uso de armas denominadas de “letalidad reducida”, es decir que de todas formas pueden llegar a asesinar (y han asesinado) personas. La caracterización que hace dicho documento sobre esas armas es la siguiente:

Mecánicas cinéticas: fusiles lanza gases o perdigones de goma, lanzadores de redes o nylon, proyectiles de goma y lanzadores de tinta o agentes irritantes.

Químicas: disparador de spray pimienta, gas pimienta, gases irritantes, cartuchos de gas irritantes.

Acústicas: granadas de aturdimiento, granadas de luz y sonido, dispositivos acústicos para largas distancias.

Dispositivos de control eléctrico y auxiliares: tonfa, pistolas de disparo eléctrico o dispositivos de control eléctrico, dispositivos de shock eléctrico, lanzador flash, granadas de múltiple impacto CS/OC, granadas lumínicas y de sonido, animales entrenados.

Las armas de tortura eléctrica ya están siendo usadas por la policía de Santander en contra de ciudadanos indefensos con el argumento de “reducirlos”. Teniendo en cuenta que estos cuerpos policiales son formados bajo politicas de odio, preocupa que esos artefactos se activen de forma indiscriminada por ese tipo de sujetos.

Adicional a la dicha resolución, el ESMAD (escuadrón antidisturbios) ya está usando caballos acorazados en las manifestaciones los cuales, además de constituirse como maltrato animal, pueden llegar a causar una tragedia ya que se asustan con las explosiones de las mismas granadas aturdidoras por lo que pueden embestir a las personas que se encuentren cerca. El maltrato animal se manifiesta en el estrés que se puede generar en los animales y en las lesiones que se pueden presentar sobre todo en las extremidades de estos animales.

Es común en las manifestaciones que el ESMAD agreda a la población de manera indiscriminada en desalojos y movilizaciones contra manifestantes y transeúntes con gases lacrimógenos, golpes, balas de goma, aturdidoras, papas explosivas y cartuchos rellenos de pedazos de metal, entre otros métodos represivos dejando ya varios muertos, centenares de heridos, varias personas con pérdida de ojos e incluso abortos inducidos por el uso de gases, con todos los casos hasta el momento en la absoluta impunidad puesto que no hay herramientas efectivas que protejan a la población del uso desmedido de la fuerza pública que realmente sólo protegen al poder y al capital.

El Estado colombiano ha firmado varios tratados internacionales de derechos humanos que sólo quedan en el papel porque la brutalidad policial es pan de cada día, el derecho a la vida no se respeta ni siquiera desde el mismo gobierno nacional que ordena asesinar incluso en países vecinos, en contravía de la constitución nacional.

Con estas nuevas armas las violaciones de derechos humanos se incrementarán y sumado al fuero militar que está a punto de aprobarse en el Congreso la impunidad será mayor al 97% actual que hay sobre los delitos en Colombia y que es aun mayor en los crímenes de estado. Además hay que recordar que la Ley de Seguridad Ciudadana estipula como delitos de cárcel el hecho de bloquear una calle o protestar sin permiso con penas hasta de 8 años siendo que la mayoría de manifestaciones se dan de manera espontánea sin una programación previa.

Este tipo de medidas se dan cuando el nivel de ilegitimidad del gobierno es tal que ve al pueblo como el enemigo interno que hay que acallar sabiendo que las políticas gubernamentales son para una clase privilegiada en contra de la inmensa mayoría.

La Fundación Lazos de Dignidad emite denuncia pública contra el Estado colombiano y el Instituto Nacional Penitenciario y Carcelario de Colombia (Inpec) por condenar a pena de muerte al prisionero político y de guerra José Dinael Lamprea, de 35 años de edad, guerrillero de las FARC-EP, al omitir diagnóstico oportuno, negarle atención médica adecuada y restringir el derecho a la libertad por grave enfermedad. 

Peticiones

1. Exigimos al estado colombiano otorgar la libertad inmediata por grave enfermedad al prisionero político de guerra José Dinael Lamprea.

2. Que cesen las condenas a pena de muerte contra los prisioneros políticos mediante la omisión de diagnósticos y atención médica oportuna.

3. Solicitamos que la liberación de los prisioneros políticos enfermos sea incluida dentro de la agenda de diálogos entre el gobierno colombiano y las FARC-EP.

¡No mas abuso de poder por parte del Estado colombiano!

¡Si el Estado no puede proteger a los prisioneros, que los libere!