Mato Grosso do Sul: Quantos jornalistas foram assassinados em 2012?

Terra sem governo, terra sem justiça, o jornalismo também tem gosto de terra e sangue.

A lei da bala impera na fronteira do Mato Grosso do Sul.

Transcrevo um artigo de Eduardo Carvalho, que pode ser seu próprio epitáfio e nomeação dos seus possíveis assassinos:

Em Mato Grosso do Sul vagabundo morre, vira herói ou ‘empresário’

Um vagabundo dos piores, e foi abatido a tiros por algum desafeto, e em virtude de sua morte vira herói, ou ainda é denominado ‘’empresário de comunicação’’, tão somente por ter adquirido sabe-se Deus como, um Jornal.

Por sinal, veículo de imprensa que era tido, e havido, como arma de ataque a juízes, e outras profissionais da área  de segurança pública na área de fronteira.

Foi esse justo, amável, e trabalhador  ‘’empresário’’, que era acusado de ter financiado a morte de um jornalista de verdade, e que foi brutalmente, e covardemente assassinado por gente que não aceita o processo democrático reinante no país, apesar desse sério profissional ser um paraguaio de origem, mas que incomodava com seu trabalho na área de comunicação realizado do lado de lá de Ponta Porã. Tulú foi acusado pela prática de mando do assassinato.

Tulú como gostava de ser chamado o ‘’quase capo’’ fronteiriço, não era flor que se se cheira, assim como seu irmão, um outro covarde metido a bandido, de vulgo ‘’tatá’’ e que age pelas costas de suas vítimas, ou ainda as cagueta, assim como fez ano passado, quando aqui na capital esteve, e para entregar a uma autoridade, todo esquema de contrabando de cigarros, e outros coisas que ele mesmo disse ser “anormais’’, e que ocorrem na área de fronteira.

O cagueta safardana,  com fama e jeito  de  ‘’sanguinário perigoso’’, e que por sinal está pedido pela INTERPOL, mandava recados de morte para jornalistas, e desafetos, e há quem diga que a morte de Paulo Rocaro pode ter seu ‘’dedinho’’ para incriminar inocentes.

Foi no casino, ou melhor, no ‘’Bingo Guarani’’ de propriedade do contraventor, misto de empresário TULÚ que encomendaram quem pudesse  dar conta de minha vida, o convescote criminoso, e sob os olhos complacentes do tal  TULÚ, é que vagabundos iguais a si, tramaram minha morte, e que segundo quem me repassou as valiosas informações, essa deveria ser feita com requintes de crueldade.

Deus amante, e justo pela vida, e sapiente da justiça, não deixou que comigo nada acontecesse, o mesmo não ocorrendo com o marginal apelidado de TULÚ, esse que agora acompanha o satanás nas fornalhas do mais profundo inferno, restou seu fiel puxa saco, outro bandido igual a si, o tal ‘’Ananias’’ um paraguaio safardana,  seria o ‘’contratante’’ dos pistoleiros, e segundo informes,  os trazer ia a Campo Grande, a fim de fazer o serviço de morte.

Deus me protegeu! Agora tenho recebido e-mails, tais quais os aqui apresento em público para que as pessoas saibam que bandido defende bandido igual a si, e pelo que vejo tenho que me proteger tendo em vista que iguais protegem iguais e bandidos familiares tais quais ao vagabundo que morreu, por pura paixão, ou ainda  pela moleza do dinheiro fácil que acabou, devem estar tramando minha morte, ao qual deixo o aviso: “Pode vir que encontra resistência, não morrerei que nem a porco escanteado, em reais chances de defesa, todo aquele que vir, pode também levar. Dado o recado! Leia o e-mail e saibam que lado a verdade prevalece.

[Eduardo escreveu este texto em 8 de outubro. No dia 21 de novembro foi assassinado. Por que usou apelidos? Que tipo de polícia insinua defender? Que justiça? Polícia e justiça atacadas por um jornal concorrente, cujo proprietário também foi morto. Temos, no texto, quatro mortes anunciadas: 1. um dono de jornal, 2. um “jornalista verdadeiro”, 3. Paulo Rocaro, 4. Eduardo Carvalho]
Em 11 de novembro, Israel Espíndola escreveu no UH News:
Jornalista entrega vídeo e farta documentação à PF para ser enviada ao CNJ
O jornalista Eduardo Carvalho entregou, na Sede da Polícia Federal, farta documentação impressa e em video dando conta das falcatruas perpetradas pelo ”doutor” Joseph Sleiman, vulgo ”zuzão” e sua quadrilha. Segundo a denuncia, ”zuzão” alega ser vedendor de sentenças, essas proferidas por desembargadores e juízes do TJ MS.Num dos trechos da gravação, ”Zuzão” diz saber quem matou o ex-policial civil Serjão, e aponta como mandante o pecuarista Antonio Dameto; noutro trecho diz que o também advogado Paulo Macetti é um estelionatário, e que seu traballho consciste em jogar dois dos lados da clientela que atende; fala sobre decisões judiciais e, tempos atrás, Zuzão estaria arquitentando a morte desse jornalista, na cidade de Ponta Porã, com seu cumpadre de alcunha Tulú e outros de seu bando. É aguardar e conferir!