Neocolonialismo

por Gilmar Crestani

britto-pasquim

O Pasquim de 07/01 a 14/01/87 traz Listão dos Melhores do Sul em 1986. Antônio Britto ganhou o título de “Vivo do Ano”. Para o Pasquim, Britto foi o vivo do ano anterior. Para a RBS, foi o cavalo de tróia que introduziu no Palácio Piratini para que pudesse ter, só pra si, aquele que viria lhe dar de bandeja, a CRT.

Com a desculpa da privatização, Antônio Britto sucateou a CRT. Enquanto isso, a RBS usava de seu poderio mafiomidiático para atacar os serviços públicos para, ao cabo, ela, a RBS, se aliar a uma empresa pública Telefónica. O consórcio ganhou, num jogo de cartas marcadas, a CRT. Foi a primeira empresa pública brasileira privatizada na onda do neoliberalismo trazido no bojo do Consenso de Washington. Mas não parou por aí, na sequência o Meridional foi entregue ao Santander. O fato de a Telefônica ter passado a perna da RBS só prova que ladrão que rouba de ladrão não tem lá muita razão.

Hoje, o lucro destas duas multinacionais espanholas leva dos gaúchos, em forma de remessa de divisisas, 1/3 (um terço) da produção gaúcha. Vamos lembrar que eles também queriam privatizar o Banrisul, como fizeram com a grande maioria dos bancos estaduais. Veja se os estados que privatizaram seus bancos estão melhores do o RS! A ironia da história é que os compradores eram empresas públicas no país de origem, e hoje sustentam a matriz. A Espanha, em retribuição, acolheu dois dos de seus principais aliados: Miriam Dutra foi escondida pela Rede Globo, como forma de sacramentar a captura de FHC, na Espanha; Antônio Britto, saído pelos fundos do Piratini, também se internou na Espanha, por um motivo muito nobre: desinTOXICAção!

Teles só ligam para as matrizes e mandam cada vez mais para o exterior

9 de março de 2014 | 13:44 Autor: Fernando Brito

Ótima matéria de Bruno Rosa, hoje, em O Globo, mostra que, apesar do chororô que vivem fazendo, as multinacionais de telecomunicação – que ganharam o Brasil de presente de Fernando Henrique e ainda levaram a “garantia estendida” dos ministros das Comunicações dos governos petistas – vão passando á tripa forra no Brasil e enchendo as burras de suas matrizes no exterior, que cambaleiam com a crise europeia.

Diz Bruno que “as subsidiárias brasileiras de telefonia vêm aumentando o envio de seus lucros para fora do país, impedindo um avanço maior nos investimentos aqui. Em alguns casos, a alta na remessa de dividendos atingiu 150% entre 2009 e 2013. E há empresas que “exportaram” até 95% de seus ganhos anuais.”

O ministro Paulo Bernardo, em lugar de apertar as empresas a cumprirem suas obrigações com o Brasil – como as matrizes as apertam para aliviar sua situação no exterior com os lucros daqui, continua dizendo acreditar na “boa vontade” delas em investirem espontaneamente.

E, para isso, lhes desonera impostos e anistia multas.

Salvo por uma ou outra matéria como esta de Bruno Rosa, a imprensa brasileira as trata – grandes anunciantes que são – como empresas “modernas e enxutas”, embora os usuários de telefonia se desacabelem com seus maus serviços.

Raro ver o que ele escreve na reportagem:

Na TIM, 67% dos dividendos vão para o caixa da Telecom Italia.

A Telefônica (dona da Vivo) destina 73,8% de seus dividendos para a Espanha.

Até 2012, os lucros das empresas de telefonia, desde 2005, crescia a uma média de 8,3% ao ano.

E os investimentos, apenas 3%.

O Ministro Paulo Bernardo tem gordos motivos para ser considerado “um petista que presta” pela mídia.

Nada é brasileiro. Telecom Italia diz desconhecer oferta pela TIM Brasil

MILÃO, 3 Jan (Reuters) – A Telecom Italia disse nesta sexta-feira que desconhece qualquer oferta pela sua unidade TIM Brasil.

“A Telecom Italia… mais uma vez declara que a empresa brasileira é um ativo estratégico”, disse em comunicado.

O jornal italiano Il Sole 24 Ore informou nesta sexta-feira em reportagem que a Telefónica, que em parte é dona da TIM Brasil, está buscando criar um veículo com os rivais America Movil e Oi para comprar a TIM Brasil e separá-la.

 Um ativo estratégico italiano. Leia 
Um Brasil é vendido lá fora, e o governo não sabe. O legislativo desconhece. E a justiça nem aí.

Só acontece no Brasil: Bandido preso acredita no sigilo de um telefone celular. Que a polícia não faz escuta e as operadoras colaboram com o crime

Julian Assange aconselha: “O primeiro que se tem de fazer para se proteger é dizer: Bom, falarei sobre esse assunto pessoalmente“.

Diabo do povo bobo, cativo da Globo, acredita que  um preso, incomunicável, em uma prisão de segurança máxima, consiga ser um desconhecido chefe do PCB – Primeiro Comando do Brasil, e que mande suas ordens de guerra, por telefone celular, para todos os PCCs – Primeiro Comando da Capital, em  26 estados.

Pois é, o brasileiro tem que aceitar esse fantástico conto do vigário capelão das polícias militares.

BRA_ZH celular virou arma mortífera do PCB

Por esta manchete do Zero Hora, o projeto-chave para acabar com a violência é fácil na prática e custa pouco dinheiro: instalar bloqueadores de celular nos presídios.

Assim sendo, as operadoras são co-responsáveis pela onda de violência.

operadoras de celular

E a Anatel é conivente pois até lei existe.

BRA_JSC Claro. Complô golpista da Oi, da Tim e outras operadoras

REFLEXÕES MARGINAIS SOBRE ESCUTA TELEFÔNICA
tele
Os criminosos de colarinho (de) branco negociam pelo telefone, pela certeza da impunidade.
Para os presos pés-rapado, que receberam a pena máxima de 30 anos, não existe mais contagem de tempo…
No mais, telefonar não é crime. Leia sobre o direito dos presos ao contato com o mundo exterior por meio do telefone.
E para a polícia arbitrária isso é até bom, como meio de vigilância. Se não existisse a espionagem da escuta nem era preciso uma lei de sigilo telefônico.
escuta

Uma bom começo: colocar Tim na linha

A Justiça Federal do Distrito Federal manteve a decisão da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) de suspender uma nova promoção da TIM. A operadora havia entrado com um mandato de segurança para tentar reverter a decisão, alegando que a determinação da Anatel feria a livre concorrência.

Em sua decisão, o juiz da 17º vara civil, Flávio Marcelo Sérgio Borges, criticou a “ânsia lucrativa” da TIM e considerou que a agência tinha a prerrogativa de suspender a ação com objetivo de assegurar a qualidade do serviço.

“Há metas de qualidade a serem atingidas, objetivo que, por vezes, impõe à Agência atuação mais intensa”, afirma o juiz na decisão publicada no sábado.

O magistrado refuta o argumento da empresa de que a Anatel não quis receber representantes da empresa na semana passada. A justificativa da Anatel é de que só foi avisada da promoção no dia 9, mesmo dia em que a ação já estava sendo noticiada em meios de comunicação pela TIM.

“A ânsia empresarial e lucrativa devem ceder certo espaço ao comedimento (…). Não executada a reunião às vésperas de um feriado, como proposto, que se esperasse a semana seguinte, porque urgente não é o lucro, mas a qualidade do serviço”, escreveu Borges.

O juiz lembra ainda que a operadora está passando por um período especial de avaliação do seu serviço depois que teve parte de suas vendas temporariamente interrompidas em julho, por decisão da Anatel, devido às frequentes quedas de sinal. Borges destaca também em sua decisão o número recorde de reclamações de consumidores.

“Não é a Anatel que abala a imagem da TIM. Isso é retórica. A imagem se abala por atuação própria, e não de outrem. Os consumidores sabem avaliar”.

A TIM divulgou nota informando que vai cumprir a decisão judicial. A empresa informou, no entanto, que vai solicitar à Anatel o adiamento da suspensão sob o argumento de que há empecilhos técnicos à mudança de tarifação das ligações amanhã.

A promoção está suspensa desde sexta-feira, mas a operadora estava obrigada a praticar os valores promocionais até este domingo, para não lesar os consumidores.

A ação promocional, chamada de “Infinity Day”, oferecia ligações locais ilimitadas entre celulares TIM por apenas R$ 0,50 por dia. Além disso, por apenas mais R$ 0,50 também seria possível fazer ilimitadamente interurbanos com outros clientes da companhia.

Segundo a TIM, a promoção abrangia os Estados de Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, interior de São Paulo e Manaus (AM).