Xeque-mate das eleições de Pernambuco

Da Revolução de Trinta – e tudo indica – até os anos vinte deste século, Pernambuco teve quatro governadores que marcaram a sua História.

Marco Maciel que era da escola de Paulo Guerra que era da escola de Miguel Arraes que era da escola de Agamenon Magalhães.

Pouco importam as circunstâncias das ditaduras de 37 (Agamenon e Arraes) e de 64 (Paulo Guerra e Marco), eles imaginaram e criaram o Pernambuco que hoje vivemos.

O governo do Estado está sendo disputado por um neto de Agamenon, Armando Monteiro, e o parente Paulo Câmara (*) de Eduardo Campos, neto de Arraes.

Paulo Câmara é apenas uma sombra de Eduardo Campos, que foi um razoável, regular governador. E Armando Monteiro tem uma vivência legislativa, mas falta provar que merece comandar Pernambuco.

Duke
Duke

Vivemos uma campanha emocional, demagógica, e marcada pela baixaria da propaganda fúnebre, desde que se pede o voto dos justiceiros, que no enterro de Eduardo Campos exclamaram “justiça, justiça”, anunciando que Eduardo Campos foi assassinado  e, finalmente, apelaram para o linchamento do “PT que matou Eduardo Campos”.

Outra teoria de conspiração (**), muito mais convincente, porque cita os nomes dos interessados, denuncia que os inimigos do PT, a CIA de Obama e o bilionário especulador George Soros, para impedir a reeleição de Dilma Rousseff, uma das fundadoras do BRICS contra o FMI, explodiram o avião de Eduardo Campos. Rememore que no dia 13 de agosto, dia do suposto ato de terrorismo, Dilma e Armando venceriam no primeiro turno. Assim indicavam todas as pesquisas de opinião pública.

Morto Eduardo, Marina passou a liderar as pesquisas (Ela sempre disse que possuía mais votos).

Aécio Neves, via Armínio Fraga, tem o apoio de George Soros. Idem Marina, via o Banco Itaú.

Não acredito na  chacina de Eduardo Campos e de seus assessores, porque parentes das vítimas não pediram a prisão de nenhum sicário.

O irmão de Eduardo Campos deu uma entrevista, reconhecendo que foi uma morte acidental.

Por que, no anonimato dos muros, a pichação o “PT matou Eduardo Campos”?

Quem picha sabe: esse slogan sangrento rende  votos.

 

(*) Paulo Câmara é casado com Ana Luiza Câmara, prima de primero grau de Eduardo Campos

(**) Vide links

 

 

A temida autonomia do Banco Central, o poder dos banqueiros, a dependência do Brasil colônia e a servidão do trabalhador

 Rasha Mahdi
Rasha Mahdi

 

Em nova inserção que começou a ser exibida nas redes de TV e rádio de todo o Brasil, o PT diz que a ideia de Marina de dar autonomia ao Banco Central “tira o poder do presidente e do Congresso” de controlar a política econômica, transferindo decisões importantes sobre a vida dos brasileiros para os banqueiros.

“Marina tem dito que, se eleita, vai dar autonomia ao Banco Central. Parece distante da vida da gente, né?! Parece. Mas não é. Isso significa entregar aos banqueiros um grande poder de decisão sobre a sua vida e da sua família. Os juros que você paga. Seu emprego. Preços e até salários. Ou seja, os bancos assumem um poder que é do presidente e do Congresso, eleitos pelo povo. Você quer dar a eles esse poder?”, declara o locutor na nova propaganda do PT (ver vídeo).

banco morador rua mendigos

 

 

marina banco

 

A autonomia do Banco Central implicará na terceirização do emprego, que passará a ser temporário, porque quanto mais mínimo o salário maior o lucro das empresas.

Dilma Rousseff afirmou hoje (17) que não fará reformas na lei trabalhista que reduzam direitos dos trabalhadores, “nem que a vaca tussa”. Segundo Dilma, o direito às férias e ao décimo terceiro salário está entre os itens que não podem ser alterados para atender a interesses de empresários.

“Eu não mudo direitos na legislação trabalhista. Férias, décimo terceiro, FGTS [Fundo de Garantia do Tempo de Serviço], hora extra, isso não mudo nem que a vaca tussa”, enfatizou a candidata, em entrevista após encontro com empresários na Associação Comercial e Industrial de Campinas, no interior paulista.

Em alguns casos, segundo Dilma, é possível fazer adaptações na lei, mas sem reduzir direitos, como no caso de trabalho de jovens aprendizes em micro e pequenas empresas. A candidata lembrou que a lei determina que os empresários paguem pela formação dos aprendizes, mas, para estimular a contratação, o governo anunciou na última semana que, nesses casos, a formação será custeada com recursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

A candidata à reeleição voltou a comentar uma proposta apresentada nos últimos dias, de que, se reeleita, criará um regime tributário de transição para que micro e pequenos empresários não tenham que limitar o crescimento por medo de perder os benefícios e isenções do Simples Nacional. Dilma também se comprometeu a “acabar com a indústria da multa”, garantindo que a atuação dos fiscais tributários nas empresas de pequeno porte seja primeiro educativa, antes da aplicação da punição.

Ela reforçou o compromisso de reduzir a burocracia para os processos de abertura e, principalmente, fechamento de empresas e disse que as primeiras medidas serão anunciadas ainda neste mês. “Abrir e fechar empresas no Brasil é, de fato, um grande desafio. Temos o compromisso de assegurar que esse tempo seja reduzido, que saia de 100, para, em alguns casos, cinco dias”.

Campanhas internacionais 

banqueiro islândia troika

troika banco

capitalismo justiça PPV banco corrupção

indignados bancos

Juan Hervas
Juan Hervas

Alemanha banco troika Espanha Portugal dívida

Rally against the austerity measures

NO PASARAN fascismo nazistas indignados

ditadura pesquisa indignados

troika crise povo rua

Lula salió al cruce del Banco Santander

LA ENTIDAD ESPAÑOLA HABIA ALERTADO SOBRE SUPUESTOS RIESGOS SI BRASIL REELIGE A DILMA ROUSSEF

Santander

El ex presidente brasileño recomendó al banco que despida a la analista responsable del informe. Dilma dijo que hablará con el presidente y amenazó con iniciar acciones legales. Pero el candidato opositor Aecio Neves dijo que el informe era “técnico”.

El ex presidente brasileño Luiz Lula Da Silva, quien conduce el Partido de los Trabajadores (PT), se sumó a las críticas de Dilma Rousseff contra el banco español Santander. “La ejecutiva del Banco Santander que escribió un informe sobre el riesgo de la reelección de Rousseff no entiende nada de Brasil ni del gobierno de Dilma Rousseff”, sentenció el ex presidente ante dirigentes sindicales luego de que la entidad publicara una nota sobre los riesgos de la reelección de la mandataria. Lula también recomendó que se despidiera a la analista responsable del informe. El ex mandatario abordó el tema anteanoche, horas después de que la presidenta y candidata a la reelección condenara a la entidad financiera y a su presidente, el banquero español Emilio Botín, además de insinuar que puede abrirle una causa en la Justicia.

Ante un grupo de dirigentes de la Central Unica de Trabajadores, Lula aseguró que es “imposible que el gobierno tire por la borda” su credibilidad económica con aventuras financieras y sostuvo que el Santander y otros bancos obtuvieron grandes ganancias en los últimos años, bajo los gobiernos del PT. “Es inadmisible para cualquier país, más para la séptima economía del mundo, aceptar cualquier nivel de interferencia de este tipo. Esto es lamentable, inadmisible para cualquier candidato, tanto para mí como para otro”, manifestó en esa línea Rousseff durante una entrevista concedida anteayer en el Palacio de Alvorada, residencia oficial en Brasilia.

“Soy la presidenta de la República y tengo que tener una actitud prudente; yo conozco bastante bien al presidente del banco (Santander), pretendo conversar (con él) al respecto. Las disculpas que recibimos son demasiado protocolares”, agregó la presidenta. Además dejó abierta la posibilidad de demandar a Botín, mientras, desde el PT, su titular, Rui Falcao, miembro del comité de reelección, sostuvo que el Banco Santander incurrió en una violación de la legislación al hacer terrorismo electoral.

Para Rousseff, en esta campaña se repite en el mercado y algunos medios el mismo clima de pesimismo que se vio antes de la Copa del Mundo. “Ya van a ver que la economía no está tan mal”, afirmó la presidenta. El banco, por su lado, lamentó el episodio, pero se desligó institucionalmente de él y prometió realizar una exhaustiva investigación interna. El tema tomó repercusión cuando en un boletín publicado en el extracto bancario distribuido a sus clientes con ingresos de más de 10.000 reales (4900 dólares aproximadamente), el Santander opinó que si Rousseff sube en las encuestas preelectorales habrá una crisis cambiaria y caerá la Bolsa de Valores de San Pablo.

Tras conocerse ese análisis de la entidad bancaria, Lula, que trabaja y coordina la campaña por la reelección de Rousseff, recomendó a Botín que despidiera a la analista responsable de ese informe distribuido a los ahorristas del Santander. El hecho se instaló en el debate preelectoral, donde la oposición expresó sus discrepancias con el oficialismo. Para el candidato del Partido de la Socialdemocracia Brasileña (PSDB), Aecio Neves, el boletín del Santander no debe ser considerado como un pronunciamiento político, sino como un parecer técnico.

“No sirve de nada que un dirigente (Lula da Silva) exija el despido en una institución financiera. Habría que dimitir prácticamente a todos los analistas financieros porque todos son muy escépticos ante este escenario económico”, indicó Neves. El 5 de octubre se celebrarán elecciones presidenciales, y el 26 de octubre la eventual segunda vuelta, en las que Rousseff aparece como favorita con el 38 por ciento, según una encuesta publicada la semana pasada por la consultora Ibope.

Según otra encuesta privada difundida en el primer semestre del año, Rousseff reunía en abril el 40 por ciento de intención de voto, en tanto el socialdemócrata Aecio Neves conquistaba el 16 por ciento y el socialista Eduardo Campos, 8 por ciento, de acuerdo con el sondeo del Instituto Vox Populi.

Asimismo, el 15 por ciento de los encuestados se manifestaba dispuesto a votar en blanco o anular el sufragio y el 18 por ciento aún no había definido por quién votaría. Según esta encuesta, Rousseff obtendría el 47 por ciento de los votos válidos, a los que habría que sumar los de los actuales indecisos que se inclinen por ella. De ese modo, la mandataria conservaría la probabilidad de ser reelecta en primera vuelta, algo que ya habían señalado sondeos anteriores y que no consiguieron ni ella hace cuatro años ni su antecesor, Luiz Lula da Silva, para ninguno de sus dos mandatos.(Página 12, Argentina)

Socialite, filha do vice do Itaú orgulha-se de fazer “corinho” com rima no Itaquerão

por Fernando Brito

 

 

polícia banqueiro poder protesto

Em sociedade, dizia o antológico Ibrahim Sued, tudo se sabe.

Ainda mais nestes tempos de “redes sociais”.

Pois uma socialite de nome Maria Imaculada da Penha que se assina, elegantemente, Lalá Trussardi Rouge e é filha do vice-presidente do Banco Itaú, José Rudge, fez questão de mostrar, no Instagram, que foi mesmo da área VIP – onde, claro, uma VIP como ela estava – que se originou o corinho-baixaria da abertura da Copa [“Ei, Dilma, vai tomar no c…”]

Dona Lalá tem um blog de moda e uma grife de roupas íntimas que são descritas como “do basiquinho à alta-costura, com rendas francesas e seda pura.”

Nada de errado, cada um faz o que quer e também mostra o que quer nos seus perfis públicos.

Mas, assim, acaba correndo o risco de ouvir o que não quer.

E foi exatamente isso que a imensa maioria de seus muitos seguidores do Instagram fez com a Dona Lalá.

Obrigado, Dona Lalá, por nos mostrar que mesmo entre a gente mais bem aquinhoada deste país há pessoas com um mínimo de educação e senso crítico e que, votando ou não em Dilma, se comporta como gente civilizada.

Mas, por favor, a senhora não faça a generalizações de dizer que este país não tem educação porque não tem escolas ou hospitais ou segurança.

Talvez porque tenhamos bancos tão poderosos e biliardários como o Itaú, não é?

Mas existe muito neto de pobres, como eu, filhos de simples professoras primárias, sem pai banqueiro e convívio no “jet-set” que tem mais educação que a senhora demonstra, mesmo com seu berço de ouro.

Com isso tento responder ao que pergunta a colunista social Hildegard Angel, que indaga se “ a elite é assim tão baixa, como agirão os iletrados, os desfavorecidos, os que não tiveram acesso à instrução e a uma boa formação no Brasil? ”

Afinal, pior que “la décadence” é quando ela é “sans élégance”.

 

piramide povo elite banqueiros

Todo movimento de rua “apartidário” tem sempre por trás um financiador com interesses desconhecidos

Apareceu um dos patrocinadores. E com muito dinheiro

itaú

polícia banqueiro poder protesto

Publica 247:

Assumidamente à direita do PSDB, o Partido Novo, presidido pelo banqueiro João Amoedo, ligado ao grupo Itaú, defende a privatização da Petrobras, do BB e da Caixa; é também contra as cotas raciais e o Bolsa Família; entre os seus admiradores, estão expoentes da nova direita, como Rodrigo Constantino, o “menino maluquinho” de Veja; Amoedo condena o estado grande, o mesmo que acaba de multar o Itaú em R$ 18,7 bilhões; no Facebook, o Novo já tem 360 mil fãs, bem mais do que a Rede, de Marina

Está em criação no Brasil um partido que se assume à direita do PSDB. O Novo, idealizado por João Amoedo, ligado ao Itaú, traz slogans como “pessoas iguais a você” e “o partido político sem políticos” e visa tentar fugir da “hegemonia de esquerda” hoje em voga no País, como define o economista Rodrigo Constantino, presidente do Instituto Liberal e parte do grupo de apoiadores da legenda formado por expoentes da nova direita.

A página do partido no Facebook já reúne mais de 360 mil fãs, número incomparável com o conquistado pela Rede Sustentabilidade, de Marina Silva, que até hoje tem apenas pouco mais de 1.800 fãs na rede social. Caso o partido não seja registrado a tempo de lançar uma candidatura em 2014, seus integrantes defendem o senador Aécio Neves, do PSDB, como a melhor opção para assumir a presidência no lugar de Dilma Rousseff.

Entre os principais pontos do discurso do Novo está a defesa de que o Estado deve sair de setores como petróleo, estradas e bancos – privatizando, desta forma, estatais como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica e a Petrobras. Para Amoedo, “não faz sentido nenhum” a existência de um “Estado empresário”, uma vez que ele “já cuida mal” de assuntos que são de sua obrigação, como saúde e educação. Amoedo condena o estado grande, o mesmo que acaba de multar o Itaú em R$ 18,7 bilhões.

“Não tem por que [o Estado] estar se metendo em exploração de petróleo, em manutenção de estradas, em bancos. Não tem por que o Estado estar nisso. Então nós somos totalmente a favor de o Estado privatizar essas áreas, diminuir a sua atuação e focar naquilo que dificilmente a iniciativa privada vai conseguir fazer”, expõe o presidente da futura legenda, numa entrevista a Rodrigo Constantino, em sua coluna na revista Veja.

O partido prega que ficariam, então, nas mãos do Estado, a preservação da moeda, a educação básica, a segurança, a defesa de fronteiras e a saúde – esta última área, segundo Amoedo, ainda poderia ser desenvolvida um pouco mais pela iniciativa privada. A legenda também é contra o programa Bolsa Família – definido como “caridade” pelo conselheiro do Itaú – e as cotas raciais, outra coisa que “não faz sentido”.

Ouça a entrevista de Amoedo concedida a Constantino e, abaixo, um pingue e pongue com o presidente do Novo publicado pela revista Época em junho de 2011.

 

banco banqueiro lucro

Por que os barões da mídia e os banqueiros realizam campanhas contra plebiscito e referendo?

No Equador, o povo decidiu, nas urnas, que dono da mídia não pode tocar outros grandes negócios. Você sabe porquê. Todo jornalista sabe o motivo.

E também os banqueiros. Quem desviam o dinheiro dos bancos para outros empreendimentos.

Acontece pra danado: As falências fraudulentas. Do dinheiro desviado para os paraísos fiscais. A mágica do empresário, do empreiteiro e do banqueiro: De ser pobre no Brasil, e rico no exterior.

É o fenômeno da empresa pobre e o dono podre, podre de rico.

Cartum de Rasha Mahdi
Cartum de Rasha Mahdi

Milagre: Eduardo Paes, prefeito do Rio, pede que os políticos corruptos se confessem. Será ele o primeiro a fazê-lo?

Isabela Vieira (Agência Brasil)

O prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, disse hoje (16) que os políticos e autoridades brasileiras deveriam aproveitar a vinda do papa Francisco para confessarem seus pecados. Segundo ele, o papa, que virá ao Brasil para a Jornada Mundial da Juventude, não pode ser culpado pela corrupção e pelo mau funcionamento das instituições no país. Para Paes, o momento é de estimular corruptos “a se confessar”.

“Ele [o papa] não é responsável pelos pecados da sociedade brasileira, dos governos brasileiros, das autoridades. O bom, pelo contrário, é que as autoridades brasileiras se confessem com o papa Francisco e deixem de cometer os seus pecados. A presença dele pode ajudar neste sentido”, declarou Paes.

paespinoquio

NOTA DA REDAÇÃO DA TRIBUNA DA IMPRENSA  Só pode estar havendo um milagre. Se os políticos corruptos ouvirem Eduardo Paes (que, pelo visto, será o primeiro da fila) e procurarem o Papa para confessar os pecados, a Arquidiocese terá de mudar inteiramente a programação da Jornada Mundial da Juventude, estendendo-a por um ano, pelo menos, para que Sua Santidade realmente tenha tempo para ouvir cada um dos políticos e autoridades brasileiras que cometeram falcatruasA fila será tão extensa que irá para o Livro Guinness de Recordes e jamais será suplantada, per secula seculorum. (C.N.)

El triunfo de los bancos zombis

Por Andrés Mourenza

“Si te debo una libra, yo tengo el problema; pero si te debo un millón, el problema lo tienes tú”

Sofia Mamalinga
Sofia Mamalinga

Grecia, uno de los primeros países quebrados de la Eurozona, es un espejo en el que leer el futuro inmediato. A pesar de las continúas consignas de los gobiernos europeos que repiten como un mantra “Nosotros no somos Grecia”, las políticas aplicadas y sus consecuencias se han venido repitiendo de una forma u otra en los restantes países con problemas. Ahora, en el país mediterráneo se está llevando a cabo un ingente proceso de concentración bancaria, en el que las entidades financieras se devoran unas a otra para crear monstruos más voraces, en un festival caníbal alegremente financiado con dinero público sin importar la irresponsabilidad con la que hayan actuado los bancos. Una de las pocas consecuencias previsibles de esta crisis será el fortalecimiento de los bancos, que han conseguido darle la vuelta a la crisis y hacer de una debacle financiera, una crisis de los Estados. Grecia es una buena muestra de ello.

“Si te debo una libra, yo tengo el problema; pero si te debo un millón, el problema lo tienes tú”. Este aforismo del economista John Maynard Keynes ha sido utilizada profusamente en los últimos años para explicar la situación de crisis actual, y con todo el peso de la razón. La paradoja contenida en esta frase es sólo aparente pues, en efecto, en el caso de grandes deudas, los acreedores son los que más deben preocuparse por la solvencia del deudor, como se pone de manifiesto cuando un gobierno no corre a rescatar a un hipotecado moroso (deuda pequeña), pero sí a un banco, cuya quiebra podría suponer dejar un enorme reguero de deudas (en depósitos, acciones, bonos o cualquier otro tipo de obligación financiera). Es el famoso lema “too big to fail” (demasiado grande para dejarlo caer o quebrar) popularizado en el Congreso de Estados Unidos en la década de 1980 y ahora recuperado bien sea aplicado a bancos, empresas o economías nacionales.

La consciencia de este hecho ha creado un sistema que el economista griego Yanis Varoufakis, en su libro El Minotauro global, ha llamado “quiebrocracia” (bankruptocracy), un sistema en el que los bancos más grandes, y por tanto más proclives a dejar un gran agujero en la economía del sistema en caso de quiebra, tienen –hablando en plata- cogidos por los huevos a los Estados. Muy pronto al inicio de la crisis, los banqueros se dieron cuenta de que, por muy irresponsable que hubiese sido su comportamiento financiero, podían contar con el dinero de los contribuyentes para salvar sus entidades. Sólo había un requisito: que el banco fuese grande, cuanto más grande mejor. En ese caso se podía justificar tranquilamente el rescate de la empresa dado que no hacerlo entrañaría riesgos aún mayores. Leer más

Pintada contra los banqueros en una pared de Atenas | © Andrés Mourenza
Pintada contra los banqueros en una pared de Atenas | © Andrés Mourenza