Posts com Tag ‘terrorismo da imprensa’

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No Brasil que, em cada esquina, se compra livremente rojões, foguetes e morteiros, o governo quer prender por 30 anos quem faz greve, quem participa de protestos nas ruas contra a corrupção.

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A tirania se faz com o povo sem liberdade de expressão, com a prisão dos líderes dos movimentos sociais e das lideranças sindicais e estudantis.

A lei antiterror dá validade às versões rocambolescas da polícia. E oferece todo poder aos tribunais militares de coronéis “togados”. É a volta da ditadura disfarçada em “democracia”.

A lei antiterror não valerá para prender bandidos que a imprensa chama de corruptos: os membros das quadrilhas do juiz Lalau, de Salvatore Cacciola, do juiz Mattos, do banqueiro Daniel Dantas, do bicheiro Carlinhos Cachoeira, do mensalão tucano e outras e outras, que o Brasil continua empestado de ladrões do dinheiro público e piratas estrangeiros.

Escrevem Ayrina Pelegrino e Luka Franca: O enunciado do artigo 2 do PLS 499/13 (Projeto de Lei do Senado), também conhecido como Lei Antiterrorismo, define como terrorismo o ato de “provocar ou infundir terror ou pânico generalizado mediante ofensa ou tentativa de ofensa à vida, à integridade física ou à saúde ou à privação da liberdade da pessoa”. A pena seria de 15 a 30 anos de prisão e, em caso da ação resultar em morte, a punição mínima chegaria a 24 anos.

No sistema penal brasileiro, a legislação mais próxima da Lei Antiterrorismo foi criada ainda durante o regime civil-militar e conseguiu se manter válida durante o processo constituinte de 1988. Trata-se da Lei de Segurança Nacional que, em seu artigo 20, impõe pena de 3 a 10 anos de reclusão, aumentada até o triplo no caso de morte, para quem “devastar, saquear, extorquir, roubar, sequestrar, manter em cárcere privado, incendiar, depredar, provocar explosão, praticar atentado pessoal ou atos de terrorismo, por inconformismo político ou para obtenção de fundos destinados à manutenção de organizações políticas clandestinas ou subversivas”.

Segundo a advogada e membro do Comitê Popular da Copa de São Paulo, Juliana Brito, o Código Penal já serviria para dar tratamento a possíveis entreveros durante o período de grandes eventos no Brasil. “Poderiam muito bem ser enquadrados como dano ao patrimônio, homicídio, tentativa de homicídio ou sequestro. Há outros crimes previstos na legislação que poderiam dar conta [de penalizar algum entrevero durante grandes eventos]”, afirma.

Brito afirma também que o texto do PL não é explícito, ou seja, não designa exatamente o que seriam ações que possam espalhar o terror ou pânico generalizado. “[O projeto] é muito abstrato. Podemos compreender então que uma matéria distorcendo a realidade pode espalhar o terror ou o pânico, e aí a empresa responsável por essa matéria também seria processada?”, questiona.

O advogado Carlos Márcio Rissi Macedo, sócio do GMPR Advogados (Gonçalves, Macedo, Paiva & Rassi), acredita que é necessário que o Brasil tenha uma legislação que efetivamente criminalize e discipline meios de investigação e cooperação internacional contra o terrorismo. Porém, Macedo também aponta que o texto do PL não deixa explícito o que seria definido realmente como terrorismo. Segundo ele, até as manifestações que vem ocorrendo no Brasil poderiam acabar se enquadrando nesse conceito, o que é perigoso. “Tenho sérias dúvidas do que seria ‘provocar ou infundir terror ou pânico’. Este conceito é altamente abstrato, podendo dar margem a interpretações arbitrárias do texto lei, o que coloca em risco o estado de direito”, afirma.

Aumento da criminalização política

Para Juliana Brito o projeto o fato do projeto ser genérico e poderia enquadrar diversas formas de intervenção política que movimentos sociais adotam. “O interesse [deste projeto] é muito claro. É o de criminalizar os movimentos sociais e recrudescer o estado penal no Brasil, aproveitando para isso um período de Copa do Mundo onde os direitos constitucionais estão em suspenso e aí fica valendo uma lei [ em um momento que] a Copa vai passar, mas a lei vai ficar”. Segundo ela, “no momento em que existe um momento de mobilizações e a reação frente a elas não é de diálogo, mas de enfrentamento policial para impedir as manifestações não dá para dizer que nós temos os direitos constitucionais garantidos” e a Lei Antiterrorismo só viria a reafirmar isso. (Transcrevi trechos).

Navega na internet o seguinte post:

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Os comentários entre colchetes são do único jornalista editor deste blogue (Talis Andrade).

A Rede Globo divulgou o seguinte editorial:

Não é só a imprensa que está de luto com a morte do nosso colega da TV Bandeirantes Santiago Andrade. É a sociedade.

Jornalistas não são pessoas especiais, não são melhores nem piores do que os outros profissionais. Mas é essencial, numa democracia, um jornalismo profissional, que busque sempre a isenção e a correção para informar o cidadão sobre o que está acontecendo. E o cidadão, informado de maneira ampla e plural, escolha o caminho que quer seguir. Sem cidadãos informados não existe democracia.

Desde as primeiras grandes manifestações de junho, que reuniram milhões de cidadãos pacificamente no Brasil todo, grupos minoritários acrescentaram a elas o ingrediente desastroso da violência. E a cada nova manifestação, passaram a hostilizar jornalistas profissionais.

Foi uma atitude autoritária, porque atacou a liberdade de expressão; e foi uma atitude suicida, porque sem os jornalistas profissionais, a nação não tem como tomar conhecimento amplo das manifestações que promove. [Fica explícito que, para a Rede Globo, os autores do assassinato Santiago Andrade já foram identificados pela polícia]

Também a polícia [os soldados estaduais, comandados pelos governadores] errou – e muitas vezes. Em algumas, se excedeu de uma forma inaceitável contra os manifestantes; em outras, simplesmente decidiu se omitir. E, em todos esses casos, a imprensa denunciou. Ou o excesso ou a omissão. [Não é verdade. A Rede Globo sempre escondeu a violência policial, preferindo mostrar, exclusivamente, o vandalismo de protestantes e infiltrados]

A violência é condenável sempre, venha de onde vier. Ela pode atingir um manifestante, um policial, um cidadão que está na rua e que não tem nada tem a ver com a manifestação. E pode atingir os jornalistas, que são os olhos e os ouvidos da sociedade. Toda vez que isso acontece, a sociedade perde, porque a violência resulta num cerceamento à liberdade de imprensa.

Como um jornalista pode colher e divulgar as informações quando se vê entre paus e pedras e rojões de um lado, e bombas de efeito moral e bala de borracha de outro?

Os brasileiros têm o direito de se manifestar, sem violência, quando quiserem, contra isso ou a favor daquilo. E o jornalismo profissional vai estar lá – sem tomar posição a favor de lado nenhum.

Exatamente como o nosso colega Santiago Andrade estava fazendo na quinta-feira passada. Ele não estava ali protestando, nem combatendo o protesto. Ele estava trabalhando, para que os brasileiros fossem informados da manifestação contra o aumento das passagens de ônibus e pudessem formar, com suas próprias cabeças, uma opinião sobre o assunto.

Mas a violência o feriu de morte aos 49 anos, no auge da experiência, cumprindo o dever profissional.

O que se espera, agora, é que essa morte absurda leve racionalidade aos que contaminam as manifestações com a violência. A violência tira a vida de pessoas, machuca pessoas inocentes e impede o trabalho jornalístico, que é essencial – nós repetimos – essencial numa democracia.

A Rede Globo se solidariza com a família de Santiago, lamenta a sua morte, e se junta a todos que exigem que os culpados sejam identificados, exemplarmente punidos. E que a polícia investigue se, por trás da violência, existe algo mais do que a pura irracionalidade. [Este "algo mais" é o politicismo. Na primeira manchete sobre a morte de Santiago Andrade, a Rede Globo envolveu o deputado estadual do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo, que faz oposição ao governador Sérgio Cabral. É importante investigar se o assassinato de Santiago foi um crime político, uma morte encomendada. Isso sem partidarismo]

BOMBA: ADVOGADO QUE ME ACUSA DEFENDEU CHEFE DA MILÍCIA
por Marcelo Freixo

Vejam que coincidência! O advogado Jonas Tadeu Nunes (OAB/RJ 49.987), que me acusou de ter ligações com o homem que detonou o rojão que atingiu o cinegrafista Santiago Andrade, defendeu o miliciano e ex-deputado estadual Natalino José Guimarães, que chefiou a maior milícia do Rio de Janeiro.

Eis a peça que faltava no quebra cabeça destas acusações absurdas. Natalino foi preso em 2008 graças às investigações da CPI das Milícias, presidida por mim na Assembleia Legislativa. À época, mais de 200 pessoas, entre elas várias autoridades, foram indiciadas. Natalino e seu irmão, Jerominho, que dividiam o poder, cumprem pena em presídios federais.
Seis anos depois, Jonas apresenta contra mim uma história cheia de contradições e fragilidades.
O mais assustador é a imprensa repercutir uma informação tão grave e duvidosa sem checar minimamente o histórico da fonte.

Hediondos crimes no Brasil pegam pena leve: sequestro policial, tortura, cárcere privado, estupro, pedofilia, explodir caixa eletrônico, prisão arbitrária,  chacina, superfaturar obras e serviços públicos, induzir suicídio, vender sentenças, negociar milionários precatórios, emprestar dinheiro de banco oficial para empresas, indústrias e bancos falidos, trabalho escravo – o jeitinho brasileiro funciona para uma minoria levar vantagem em tudo.

O maior crime que se possa imaginar, para essa gente nas alturas, é protestar contra a corrupção. A polícia existe para criar uma legenda de medo.  Manter a apatia do povo. O manda quem pode, obedece quem tem juízo.

Esquecido que Jesus era um protestante: quando da sua triunfal entrada em Jerusalém no Domingo de Ramos, e quando expulsou, com um chicote nas mãos, os ladrões do Templo, o bispo Crivella quer 30 anos de cadeia para o povo nas ruas em greve, ou reivindicando justiça, liberdade, fraternidade, mais escolas, mais hospitais, a humanização das cidades, o fim da polícia militar, e cadeia para os governantes corruptos.

Para a imprensa, o povo nas ruas é baderna; para o bispo Crivella, terrorismo.

Trinta anos de cadeia para quem protesta, quando os verdeiros bandidos estão soltos. Principalmente os lá de cima

Trinta anos de cadeia para quem protesta, quando os verdeiros bandidos estão soltos. Principalmente os lá de cima

Escreve Victor Lisboa:  Nosso sistema jurídico já possui leis criminais suficientes para que sejam severamente punidos os casos típicos de terrorismo internacional (assassinato ou sequestro premeditado de um Chefe de Estado ou explosão de uma bomba dentro de um estádio, p. ex.). Não precisamos de novas leis.

E parece excessivo prever novos crimes apenas para um evento passageiro e excepcional. Aliás, essa capacidade que um evento esportivo como a Copa tem de alterar a legislação do Brasil não só em seus aspectos administrativos (regras diferenciadas para licitação) como até penais tem um aspecto um pouco surreal. Desconheço se todos os outros países que sediaram a Copa também alteraram sua legislação de forma tão profunda, mas se não for esse o caso, então começo a compreender porque o presidente da FIFA, Joseph Battler, disse que em nosso país o futebol é uma religião.

Será? (Transcrevi trechos. Leia mais)

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O objectivo é mesmo provocar – diz o jornalista do PÚBLICO Paulo Moura, coordenador da conferência internacional, que pretende levar centenas de estudantes, jornalistas e “todos que acreditam no jornalismo” à Escola Superior de Comunicação Social, em Lisboa. “Há quem pense que o jornalismo está superficial e vai desaparecer por causa da Internet, nós queremos justamente mostrar o contrário que o jornalismo pode ser ainda mais profundo e mais sério com as ferramentas que a tecnologia trouxe”.

Estarão em Lisboa, desta sexta-feira até domingo, além de jornalistas e directores dos media portugueses, jornalistas e especialistas de vários países, principalmente dos EUA onde há mais novas experiências envolvendo os jornalismos narrativo e literário na Internet, que, segundo Paulo Moura, “quando aplicados ao formato digital, podem abrir enormes possibilidades”.

Mark Kramer – que fundou o programa para jornalismo narrativo da Fundação Nieman, na Universidade de Harvard – vem a Lisboa falar sobre jornalismo literário e não tem dúvidas de que o género tem um importante papel a desempenhar na realidade digital. Agora e no futuro. “Não importa qual é a tecnologia”, diz ao PÚBLICO. “O jornalismo literário pode ser muito, muito preciso e até mais informativo [do que o jornalismo comum], mantendo a integridade e a autenticidade.”

“A brevidade [dos artigos] não importa”, continua. “Quando se diz que o jornalismo online deve ser feito com textos curtos, é com base na ideia de que é desconfortável ler textos longos no computador. Mas já é mais confortável no iPad. E ainda mais no Kindle.” Para o escritor residente na Universidade de Boston, a tecnologia está a ajudar a esbater as diferenças entre os diferentes suportes em que se tem feito jornalismo – e assim vai continuar.

Kramer já publicou no New York Times, na National Geographicou na Atlantic Monthly, mas sublinha que é dos títulos mais pequenos e independentes que tem vindo muita da inovação. “É simplesmente impressionante” a quantidade de novos títulos a fazê-lo, juntamente com alguns dos maiores e mais importantes jornais do mundo. É também por isso que acredita que o jornalismo literário, sobretudo o que é feito através de narrativas multimédia, será lucrativo.

Amy O’Leary, do The New York Times, é outro dos nomes internacionais da conferência, que conta com 36 oradores e se divide sete mesas redondas e 14 conferências. O tema de abertura são as novas fronteiras do jornalismo digital.

“Quando havia escassez de boa informação no mundo (e um vasto público sedento dela), o jornalismo parecia ser uma indústria muito segura, com um futuro risonho”, diz Amy, em declarações ao PÚBLICO. “Chegados a este ponto da história humana, estamos a consumir mais media do que alguma vez aconteceu. Agora, o jornalismo tem de competir com muitas outras formas de entretenimento e informação pela atenção e pelo tempo do público. A surpresa pode ser uma excelente maneira de captar a atenção de alguém e de a manter”, adianta a jornalista, que vai também encerrar os três dias de debate respondendo à pergunta de como tornar o jornalismo viciante.

 Hugo Torres
 
 

Diante dos últimos acontecimentos relacionados as repressões políticas nas manifestações, os Advogados Ativistas atualizaram o Manual Prático do Manifestante com novas orientações jurídicas.

Aroeira

Aroeira

Manual Prático do Manifestante (AA)
NA MANIFESTAÇÃO: Esteja SEMPRE com o seu documento/ Estar com o rosto coberto não é crime/ Não porte NADA ilegal/ Ande sempre em grupos grandes/ Cuidado com o retorno para casa, pois muitas prisões têm ocorrido neste momento/ Tenha o número de algum advogado, se possível.

Se alguém estiver sendo preso não entre no meio. Questionar a abordagem, filmar a ação e os policiais não é desacato. Não ofenda os policiais, isso é desacato. Procure FILMAR a manifestação e as abordagens policiais, caso capture algo relevante procure algum Advogado Ativista e coloque o vídeo na Internet.

NA ABORDAGEM/PRISÃO: Você só pode ser preso em flagrante ou por ordem judicial. Por isso, pergunte o motivo da prisão, demonstrando que não está resistindo, levante a mão e diga literalmente que não está resistindo.

Não argumente com a PM, o trabalho deles é apenas conduzi-lo até a DP (Polícia Civil), ou seja, você não precisa responder perguntas deles, apenas as que se referem aos seus dados pessoais. Se você estiver sendo preso arbitrariamente isso será discutido depois, não xingue os policiais e não reaja.

Mantenha o seu celular bloqueado, pois isso evita que seus vídeos e fotos sejam apagados arbitrariamente. Você não é obrigado a fornecer senha ou liberar o conteúdo sem ordem judicial.

NA DELEGACIA: Você tem o direito de comunicar alguém da sua prisão, seja família ou advogado. O seu depoimento deve ser acompanhado obrigatoriamente por um advogado e você pode permanecer calado, porém, é recomendável que você dê a sua versão dos fatos. Relate os possíveis abusos, porém apenas na presença do seu advogado. Não fale com a PM, apenas forneça seus dados pessoais se for pedido. Seus pertences podem ser entregues ao seu advogado ou familiar caso você queira.

 

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As manchetes visam justificar:

1 – Os atos ditatoriais do governador Eduardo Campos contra as manifestações populares.

2 – As ações truculentas de policiais contra o povo. De policiais violentos que jogam bombas de gás lacrimogêneo, atiram com balas de borracha, abusam do splay de pimenta e baixam o cacete.

3 – Criar uma legenda de medo para atemorizar, principalmente, os estudantes e os professores, com greve marcada para o próximo dia 30.

Transcrevo do Blog de Jamildo:

A marca do tiro na testa. Foto de Rodrigo Lôbo

A marca do tiro na testa. Foto de Rodrigo Lôbo

De acordo com o estudante Pedro Paulo Berto, de 22 anos, que levou um tiro de bala de borracha na cabeça, um policial civil que se identificou apenas por “Mauro” tem feito ligações desde esta manhã convocando-o para um encontro no Parque 13 de Maio, área central do Recife.

“Nunca vi a polícia marcar encontro em um lugar que não seja a delegacia ou a casa da pessoa. Ele disse ‘ou você vem aqui (no Parque) ou eu vou na sua casa”, questiona o estudante, que é membro do grupo Resistência Pernambucana. Ele conta que fez um Boletim de Ocorrência na Delegacia de Santo Amaro por causa do tiro e, agora, pretende acionar o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) por causa da ligação, que ele considera uma ameaça.

O suposto policial, além de saber o telefone do jovem, mencionou seu endereço e o nome da mãe dele. Pedro Paulo conta que não participou dos atos de vandalismo ocorridos no protesto, até porque, quando a manifestação se intensificou, ele estava na delegacia, por causa do ferimento.

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da Polícia Civil reconheceu que marcar um encontro em um parque não é prática da corporação e orientou o estudante a fazer uma queixa na Corregedoria do órgão.

Veja o depoimento dele em vídeo.

Informa Noelia Brito:

Que coisa! Hoje policiais da Delegacia de Santo Amaro (sempre aquela) foram à casa de uma das vítimas da violência policial ocorrida no protesto passado (levou um tiro de bala de borracha na testa) e intimidaram a mãe do rapaz para que este retirasse a denúncia feita ao MPPE e na própria delegacia contra prefalada agressão. Na oportunidade, deixaram uma notificação kafkiana para que a vítima comparecesse na segunda-feira às 14 horas à tal delegacia. Ele comparecerá devidamente acompanhado por mim, como sua advogada e o MPPE já foi comunicado sobre esses abusos também. Eduardo e seu secretário não pensem que vão criminalizar as pessoas que participam dos protestos só porque moram na periferia não! Ele terá a melhor defesa que eu puder lhe proporcionar. Ele e quem mais for vítima de polícia fascista!
Acabei de ver na REDETV declaração do delegado responsável pela prisão do rapaz que confessou o incêndio do ônibus que teriam sido várias pessoas que receberam R$ 150,00 para participar dos atos de depredação…muito dinheiro, heim?

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O povo tem medo, sim! Tem medo da polícia. Tem medo de perder o emprego. Medo de ficar doente, e não ter dinheiro para pagar uma consulta médica. Medo de ser vítima de despejo judicial. Medo da esposa e da filha sofrerem assédio sexual no trabalho. Medo de sofrer assédio moral. Medo do filho ser vítima do bulismo. Medo de ter o nome sujo no SPC e na Serasa. Medo de bala perdida. Medo de ter o mesmo destino de Amarildo.

São Paulo vai parar

Os vândalos são infiltrados da polícia, ou espiões dos serviços de inteligência nacionais e/ou estrangeiros. Eles são fáceis de ser identificados e presos em flagrante, porque sempre atuam nos mesmos lugares.

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infiltrado sem máscara

A maioria tem páginas na internet para ameaçar jornalistas e líderes de movimentos que defendem os direitos humanos.

Inclusive os vândalos têm mais destaque na imprensa do que qualquer protesto em defesa dos interesses do povo em geral.

 

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br_oglobo. terrorismo papa

A Imprensa das elites nunca vai aprender: Quem tem Jesus no coração não tem medo.

O Papa Francisco ama Jesus, e tem a proteção Dele. Não precisa da milícia de “seu” Cabral,  governador do Estado do Rio de Janeiro.

A Imprensa conservadora pretende (que aberração!) amedrontar o Papa. Francisco sabe que é amado pelo pobre povo pobre do Brasil.

A Imprensa quer botar medo no povo.

Não existe área de protesto para o Papa. O povo brasileiro vai receber o Papa dos Pobres com muito amor.

A Imprensa vendida aos piratas verá mais de dois milhões de pessoas rezando por um Brasil sem corrupção, sem as legiões do Bezerro de Ouro.

O exorcismo do Papa começou na Igreja.

publico. papa danke

 

 

 

 

São Pedro de Sula, a cidade mais violenta do mundo

São Pedro Sula, a cidade mais violenta do mundo

Juárez, mundialmente conhecida pela violência contra as mulheres

Juárez, mundialmente conhecida pela violência contra as mulheres

Maceió, a terceira cidade mais violenta do mundo

Maceió, a terceira cidade mais violenta do mundo

Apesar da estabilidade na última década, o número de homicídios continua em crescimento no Brasil. A cada hora, uma média de seis pessoas são assassinadas no País. Desde 1980, este número já chega a cerca de 1,2 milhão de casos.

Os dados são de um estudo do Instituto Avante Brasil, liderado pelo jurista Luiz Flávio Gomes e por Alice Bianchini. O levantamento, coordenado pela pesquisadora Natália Macedo, abrange também os números oficiais do SUS sobre mortes violentas desde 1980 até 2010.

Neste ano de 2012, Maceió é considerada a terceira cidade mais violenta do mundo.A seguir, Belém, em décimo, teve 78,08 homicídios por 100 mil. Vitória, Salvador, Manaus, São Luís, João Pessoa, Cuiabá, Recife, Macapá, Fortaleza, Curitiba, Goiânia e Belo Horizonte também estão incluídas na lista.

Das 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014, apenas Brasília, Natal, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo não figuram na lista das 50 mais violentas do planeta. As outras sete estão na lista. As capitais gaúcha e fluminense chegaram a figurar na lista das 50 mais violentas em 2010, mas ficaram de fora em 2011.

O estudo considera apenas cidades de mais de 500 mil habitantes com informações estatísticas sobre violência disponíveis na internet. Quatro cidades mexicanas saíram da lista e duas debutam pela primeira vez (Monterrey e Veracruz). Dez brasileiras ingressaram no ranking.

As duas cidades mais violentas são São Pedro Sula (Honduras) e Juárez (México). A terceira é Maceió.

Brasil tem 14 das 50 cidades mais violentas do mundo

Metade das 10 primeiras colocadas são mexicanas. Na América Latina estão 40
por Anselmo Massad
O Brasil é o país com mais “representantes” na lista, seguido do México, com 12, e da Colômbia, com cinco, África do Sul e Estados Unidos com quatro, Venezuela com três e Honduras com duas. O estudo considera apenas cidades de mais de 500 mil habitantes com informações estatísticas sobre violência disponíveis na internet. Veja a lista 

 

Por que esta campanha sobre a guerra interna, exclusivamente em São Paulo e Santa Catarina, sem explicar os motivos da violência? Que esconde essa campanha terrorista?

Violência no Brasil, outro olhar

A violência se manifesta por meio da tirania, da opressão e do abuso da força. Ocorre do constrangimento exercido sobre alguma pessoa para obrigá-la a fazer ou deixar de fazer um ato qualquer. Existem diversas formas de violência, tais como as guerras, conflitos étnico-religiosos e banditismo.

Quem mandou prender o jornalista Ricardo Antunes? Coisa da polícia do governador de Pernambuco ou algum juiz? Falam de imeios, telefonemas e gravações tipo Cachoeira. Este rastro de pistas revela um aprendiz de bandido.

Escreve Marco Bahé do Acerto de Contas: “Poucas semanas depois do início da ‘colaboração’ de Ricardo Antunes, começamos a receber telefonemas de várias pessoas reclamando da forma de atuar do repórter. E mais que isso. Pelo menos um deputado federal, um senador e um secretário de Estado nos ligaram para falar de ‘pedidos estranhos’ de Antunes.

Fizemos o que podia ser feito. Por precaução, passamos a recusar os textos do jornalista, que chegou a nos acusar de censura, em um email agressivo enviado a Pierre. Ricardo Antunes, então, decidiu abrir seu próprio blog, o Leitura Crítica.

Há algumas semanas, Pierre foi procurado por um amigo que trabalha com Lavareda. Ele perguntou se Ricardo Antunes ainda tinha alguma ligação com o Acerto de Contas. Pierre disse que não, que o blog cancelou qualquer participação dele por causa de suspeitas de sua conduta ética, após várias queixas. O interlocutor, então, contou que Lavareda estaria sendo extorquido por Antunes. Falou que havia provas disso (emails).

Preocupado, Pierre me ligou na hora. Infelizmente, sei que esse tipo de conduta não é rara entre meus colegas de profissão. Há os que ‘pedem’  favores/dinheiro em troca de notícias e há os pequenos ‘mimos’, como viagens, presentes etc. É triste, mas a pura verdade. Sabedor disso, falei a Pierre (que é amigo de Lavareda) que aconselhasse a vítima a fazer a única coisa correta numa situação destas: comunicar formalmente à polícia, apresentando as provas. Isso é necessário para que tentemos acabar com esse tipo de prática no jornalismo (e em qualquer outra profissão).

Pelo jeito Lavareda seguiu o conselho. E o resto da história vocês já sabem.

Depois da prisão, recebi várias ligações de supostas vítimas de extorsões atribuídas a Antunes e de pessoas conhecedoras de outros casos. Na imensa lista de vítimas que me passaram, estão desde o atual prefeito do Recife até advogados, empresários e políticos em geral. Alguns pagaram para se livrar da perseguição. Outros se recusaram e viram seus nomes jogados na lama, com textos e acusações não necessariamente verdadeiros.

Bem, é isso. Diante da gangrena, o único jeito é a amputação”.

Por que amputação? Fui diretor de vários jornais (diários e semanários) e recebi vários pedidos de cabeça de jornalistas em bandeja de prata. Para as Salomés – governadores, prefeitos, secretários de Estado e deputados e outros poderosos do dia – sempre tive a mesma atitude: Publico sua defesa. Mas a maioria das ‘vítimas’ preferia o silêncio, o esquecimento.

Todo começo e final de eleições no Brasil as redações dos meios de comunicação de massa sofrem expurgos, com o arrumadinho de novos chefes e chefetes.

“Há os que ‘pedem’  favores/dinheiro em troca de notícias e há os pequenos ‘mimos’, como viagens, presentes etc”. Estas almas sebosas existem. São os jornalistas cordeirinhos, baba-ovos, escribas do rei, bajuladores do patrão etc. Os favores e dinheiro são retirados dos cofres públicos, do caixa 2 de empresas e partidos políticos. Temos o corruptor e jornalista corrompido.

Defendo o jornalismo opinativo. Toda vez que um jornal seleciona uma notícia assume um posicionamento.

No blogue de Luis Nassif, escreve Sílvio B Campello: “O fato de tentar extorsão também não anula os fatos nos quais ela se baseia. É sempre bom lembrar que num caso de roubo de gado, o ladrão é ladrão e o boi é boi. Perde a credibilidade da denúncia, mas os fatos originadores da denúncia, se existem, não deixam de ter valor para a discussão da Realidade. Lamentável a tentativa de extorquir dinheiro através de influência jornalística, prática aliás presente permanentemente em nossa mídia. Mesmo quando revestida de reportagens sobre a inadequação dos livros didáticos e que tais. Mas há razões e fatos por trás da extorsão que levantaram muitas questões em Recife. Lavareda vem dando consultoria a PCR do atual preterido prefeito João da Costa. A quem se acusa de trabalhar contra a candidatura do PT por ter sido proibido pelo Diretório Nacional de concorrer à reeleição. Uma semana depois de Lavareda fechar apoio à campanha do candidato do governador Eduardo Campos (PSB), empresa de sua esposa foi contratada pela prefeitura do Recife sem licitação para promover um mostra de Moda em um shopping da cidade por 200 mil. Não há justificativa razoável para a dispensa. Nem o evento é relevante para receber doação da prefeitura. É bastante suspeito e teve grande repercussão nas redes sociais. A repercussão ocorreu a partir de matérias do jornalista preso. Não é preciso muito para se comprovar a dispensa, cópia do ato administrativo está circulando na rede. O jornalista aparentemente gostou e ‘precificou’ um valor razoável para provavelmente soltar novas matérias que iriam diminuir a repercussão. A mim parece que havia mais de um grupo de ladrões tentando roubar o gado, mas os bois continuaram sendo bois, independente do número de ladrões no pasto”.

Por que manter Ricardo Antunes preso? Não acredito em extorsão para ser paga em 30 prestações durante três anos. O costume é pagar tudo de uma vez como acontece nos sequestros.

Quais foram os reais motivos: que as vítimas revelem os imeios e telefonemas. Que a espionagem da polícia divulgue as gravações. É mais verossímil que Antônio Lavareda tenha pago 50 mil reais para Ricardo Antunes ficar calado.

Antônio Lavareda por Ricardo Antunes: “Milionário em apenas 15 anos, Antônio Lavareda construiu uma história de sucesso no meio político e empresarial. É proprietário de um banco, três agências de propaganda, uma empresa de pesquisa de opinião pública e duas empresas de construção civil e do setor imobiliário”.

Ricardo Antunes pelo “Leitura Crítica”: “Jornalista com especialização em jornalismo político pela UNB – Universidade de Brasília e pós-graduação na Universidade de Georgetown em Washington D.C. (EUA). Foi repórter dos principais jornais de Pernambuco e Brasília, tendo dirigido a sucursal do Jornal do Commercio na capital federal. Consultor de várias empresas públicas e privadas, se tornou especialista em comunicação de negócios e colaborador da Revista Brasileiros (SP) do jornalista e ex-ministro Ricardo Kostcho. Faz parte da Associação de Jornalistas Investigativos. Será o colunista de política do portal comentando e analisando os principais fatos que vão marcar o ano eleitoral em todo o Brasil”.

Este projeto de “analisar os principais fatos que vão marcar o ano eleitoral”, para o bem e para o mal, foi interrompido pelo governador Eduardo Campos, candidato a presidente.