LUTO. Imprensa francesa hoje

A França, em luto nacional, parou nesta quinta-feira por um minuto para prestar homenagem aos mortos do violento ataque terrorista contra a sede da revista satírica Charlie Hebdo.

Na sede da Charlie Hebdo, cuja redação foi dizimada pelo ataque, os parisienses seguiam levando nesta quinta-feira flores e velas em sinal de luto e solidariedade.

Na esquina da rua Nicolas Appert, na qual a sede da revista se localiza, retratos dos chargistas falecidos Charb, Cabu, Wolinski e Tignous foram pendurados na fachada do edifício. Diante das fotos se acumulavam coroas de flores, buquês de rosas e velas levadas por cidadãos anônimos.

terror

Na imprensa francesa, fundos pretos e desenhos prestam homenagem aos 12 mortos, entre eles famosos cartunistas, no atentado com kalashnikov cometido na quarta-feira em Paris contra a revista.

“Todos somos Charlie”, afirma o jornal “Libération”. A frase, apresentada por muitos manifestantes na noite de quarta-feira, figura em muitas manchetes de jornais.

“A liberdade assassinada”, afirma, por sua vez, o jornal conservador Le Figaro.

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Estupro à Bolsonaro. Mulheres no Rio violentadas por fanáticos do PSDB

Os partidos que pedem a cassação de Bolsonaro devem acompanhar  o caso da adolescente de 17 anos, que denunciou à polícia ter sido estuprada por três homens após se envolver em uma discussão sobre política na Rua São Clemente, em Botafogo, Zona Sul do Rio, na madrugada de sábado (25).

O caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). Numa página pessoal no Facebook que seria da vítima, são contados detalhes do abuso e afirmou ter conhecido duas mulheres que teriam sido agredidas pelos mesmos homens duas horas antes, também na Zona Sul da cidade.

 

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Extra – X., de 17 anos, caminhava na Rua São Clemente, quando uma cena lhe chamou atenção: uma mulher discutia com três homens por causa das eleições.

Eles eram a favor de Aécio e a mulher de Dilma.

Para defendê-la dos insultos, X. se aproximou. Sem sucesso em apaziguar os ânimos, ela seguiu em direção a um ponto de ônibus. Minutos depois, foi abordada pelos mesmos homens, que a agrediram e violentaram sexualmente no local.

O relato foi compartilhado pela jovem no Facebook. No desabafo, ela conta ter decidido falar para que o caso se torne uma “causa coletiva”.

“Não ia me pronunciar por aqui, pois achava que era muita exposição, e de fato é. Mas o caso se agravou, e deixou de ser “meramente pessoal” para ser uma causa coletiva, no qual envolve uma luta contra o machismo, racismo e xenofobia. Além de envolver divergências políticas.

O ocorrido foi a pouco tempo, pouquíssimo mesmo. Estava na Bambina, quando me deparei com uma mulher discutindo as eleições com três caras pró Aécio. Esses caras, alias escrúpulos, vomitaram um discurso machista em cima da mesma, no qual eu tentei intervir.

Por acaso, outras pessoas tentaram intervir também, e uma delas era um homem com barba, no qual foi chamado de merda por “ser” Fidel Castro, me irritei mais e sim, fui agressiva. Mandei os três opressores tomarem no cu, em alto e bom som.

Já saturada de discutir e decidi ir embora do local. Estava indo pra casa do meu companheiro, mas fui abordada por um desses três caras perto de um dos pontos de ônibus da São Clemente, e fui agredida verbalmente com um imenso discurso asno de patriarcado.

Quando tentei me livrar de todo aquele vômito verbal e continuar seguindo minha rota, o mesmo não deixou eu prosseguir, me segurando a força. Os outros dois caras chegaram e se juntaram, para me violentar.

Fui arrastada prum beco, no qual me empurraram contra a parede e dissertaram frases sem sentido como “voces mulheres são geneticamente incapazes de entender politica e por isso o Brasil está uma merda. Porque a presidente é mulher”.

Apesar das agressões físicas, continuei rebatendo e me impondo, até que pegaram minha bolsa e pegaram todo o meu dinheiro que era pouco, picotaram e tentaram enfiar a guela a baixo, dissertando “ué voce nao é anarquista ?”.

Após isso me violentaram de vez, se é que me entendem, chegaram a picotar minha blusa. E disseram duas coisas que eu nunca esquecerei, a primeira foi: “nós eleitores do Aécico, só votamos nele pelos nossos interesses, sim é egoísmo”, e a segunda foi: “estamos fazendo isso com você, pois é nosso discurso, alias politica se ganha na força e não com intelecto, e mulher só serve pra ficar na cama “

Ou seja, foda-se a população e voltemos aos tempos arcaicos do machismo MOR hahahahha, sim pra mim chega a ser comico, lembrar dessas frases, mas apesar de cômico, é recordado com MUITA dor !

Por sorte, quando estava no IML (Instituto Médico Legal), meu companheiro enquanto eu estava fazendo os exames, abordou duas mulheres que estavam na DEAM (Delegacia da Mulher) no mesmo tempo que nós, e percebeu que a descrição dos caras era a mesma.

Uma dessas mulheres Andréa Fidele, teve seu colo e uma parte de sua coxa chutada, por um dos caras, só por estar com um adesivo da Dilma, por ser negra e nordestina. Isso por volta de umas 1 a.m em Santa Teresa, no qual ele foi expulso do local. Por volta das 3:30 a.m fui violentada e estuprada por esses mesmo caras em Botafogo.

PS: O NOME DE UM DELES É ERIQUE

Bolsonaro estupro 2

G1 – De acordo com a delegada Teresa Maria Pezza, da Delegacia Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam), a adolescente contou que foi seguida, agredida, torturada e violentada por eles em um beco.

Ela disse que interveio na discussão, mas ao perceber que ficou “saturada” e decidiu seguir seu rumo. Porém, pouco depois foi abordada por um dos três homens que, além de insultá-la, a impediu de seguir sozinha.

“Os outros dois caras chegaram e se juntaram, para me violentar. Fui arrastada prum beco, no qual me empurraram contra a parede e dissertaram frases sem sentido como ‘vocês mulheres são geneticamente incapazes de entender politica e por isso o Brasil está uma merda. Porque a presidente é mulher'”, contou a jovem no Facebook, acrescentando que “após isso me violentaram de vez, se é que me entendem, chegaram a picotar minha blusa”. Além da agressão, em seu depoimento, a jovem conta que teria sido torturada, sendo obrigada a engolir dinheiro.

A vítima destacou ainda em seu relato na internet que o discurso dos agressores não lhe saíam da memória. “E disseram duas coisas que eu nunca esquecerei, a primeira foi: ‘nós eleitores do Aécio, só votamos nele pelos nossos interesses, sim é egoísmo’, e a segunda foi: “estamos fazendo isso com você, pois é nosso discurso, alias politica se ganha na força e não com intelecto, e mulher só serve pra ficar na cama'”, destacou.

Novo depoimento segunda-feira
À polícia, a vítima disse que dois dos agressores tinham entre 25 e 30 anos e um tinha entre 45 e 50 anos. A delegada informou que a menor prestou depoimento e passou por exames. Foram exibidas a ela fotos de suspeitos que já cometeram crimes sexuais, mas ela não reconheceu nenhum.

Também eu seu relato no Facebook, a adolescente contou que no Instituto Médico Legal conheceu duas mulheres que relataram ter sido agredidas por três homens com as mesmas características de seus algozes. “Uma dessas mulheres teve seu colo e uma parte de sua coxa chutada, por um dos caras, só por estar com um adesivo da Dilma, por ser negra e nordestina”, contou.

 

Urgência para lei antiterrorIsmo. PEC do trabalho escravo tramita no Congresso há 14 anos. Isso, sim, é a pior violência

O BRAZIL NÃO POSSUI UM CONCEITO DO QUE SEJA ESCRAVIDÃO. AS ELITES ESQUECEM: O TRABALHO ESCRAVO É UMA VIOLÊNCIA EXTREMA, O MAIS HEDIONDO CRIME. É CÁRCERE PRIVADO, TORTURA E LATROCÍNIO

Alex Falco escravo

Parece piada: os governantes, os políticos e os juristas brasileiros estão na dúvida do que seja escravidão. Isso motiva a não votação da PEC que elimina o trabalho escravo, que a Lei Áurea passou a não ter validade no Brasil republicano.

Que vergonha! Somente agora, na véspera do Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, no dia 28  último, a Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae), vinculada à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH), criou um grupo de trabalho para discutir o conceito de trabalho escravo. A definição desse conceito será importante para dar andamento na Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 438/1, conhecida como PEC do Trabalho Escravo.

A PEC altera a redação do Artigo 243 da Constituição Federal e permite a expropriação de terras onde houver exploração de trabalhadores. As terras seriam destinadas à reforma agrária ou a programas de habitação popular, sem indenização ao proprietário. Ela tramita no Congresso há 14 anos. Para José Guerra, coordenador da Conatrae, uma definição do que é trabalho escravo dribla a estratégia atual de parlamentares que não querem votar a matéria.

“A PEC está travada porque alguns setores muito bem representados no Congresso, como os ruralistas, por exemplo, não aceitam o conceito de trabalho escravo. Como ninguém em sã consciência vai à público dizer que é contra o combate ao trabalho escravo, eles inventam alguns subterfúgios. Um deles é que o conceito atual dá margem a interpretações exageradas”, explica.

O objetivo é criar um texto defendendo o conceito existente há anos sobre trabalho escravo e que, de acordo com Guerra, é um conceito respeitado internacionalmente. O texto será definido em algumas semanas e a expectativa é aprová-lo na próxima reunião da Conatrae, no final de fevereiro, e divulgá-lo, aproveitando a volta das atividades no Congresso Nacional.

O grupo será composto por representantes da Conatrae, do Ministério Público do Trabalho, da organização não governamental (ONG) Repórter Brasil, da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) e do Grupo de Pesquisa Trabalho Escravo Contemporâneo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (GPTEC).

O coordenador da Conatrae também defende o diálogo com a bancada ruralista no Congresso. Para ele, é importante mostrar que o setor também sai ganhando com a aprovação da PEC. “Ao aprovar leis mais fortes contra o trabalho escravo, a gente garante que o setor rural brasileiro não seja vítima de um ataque comercial de outro país que tenha como justificativa essa minoria que se utiliza de trabalho escravo”.

AS ELITES DO BRASIL TÊM O MESMO PENSAR DOS GOVERNANTES DA MAURITÂNIA E DO HAITI 
Fabio Magnasciutti
Fabio Magnasciutti

Em 20 de novembro, o Brasil recorda a memória de Zumbi dos Palmares, símbolo da resistência negra na luta pela libertação. Desde 1978, o Movimento Negro Unificado Contra a Discriminação Racial batizou a data como o Dia Nacional da Consciência Negra em substituição ao 13 de Maio, que é considerado como o Dia das Raças.

Para colaborar com a reflexão nesta data, a Pastoral Afro-brasileira da CNBB divulgou uma mensagem, na qual recorda os desafios e a luta contra a escravidão moderna, e em prol da cidadania dos afrodescendentes.

A seguir, a íntegra do texto:

20 de novembro: Dia da Consciência Negra

Aos poucos os eventos gaúchos atraíram a atenção da mídia nacional e de grupos negros de outros Estados, que também passaram a adotar o 20 de novembro. Finalmente, em 1978, o Movimento Negro Unificado Contra a Discriminação Racial adotou a data, batizando-a de Dia Nacional da Consciência Negra. Mais recentemente os poderes públicos abraçaram a ideia, dando origem ao feriado de amanhã, celebrado em muitas cidades do País.

Em uma dissertação de mestrado apresentada no programa de pós-graduação em história da PUC de Porto Alegre, o jornalista negro Deivison Moacir Cezar de Campos sugere que os rapazes do Palmares foram subversivos. Porque fizeram um contraponto ao discurso oficial do regime militar, que exaltava as igualdades proporcionadas pela democracia racial e via no debate sobre o tema um fator de distúrbio. “Eles buscavam o reconhecimento das diferenças étnicas e das condições desiguais de acesso à cidadania e a integração socioeconômica”, diz a tese. E mais: “Colocaram-se contra o oficialismo ao defenderem a substituição de 13 de Maio, o Dia das Raças, pelo 20 de Novembro, Dia do Negro; ao proporem uma revisão da historiografia; ao afirmarem um herói não reconhecido.”

Hoje, muitas conquistas das comunidades negras estão presentes em nossa sociedade. Existem desafios que vamos enfrentando com participação de grupos organizados ou não. A Pastoral Afro-brasileira, presente em todo o Brasil, celebra mas também está empenhada em enfrentar os desafios presentes no mundo.  A Escravidão hoje atinge 29 milhões de trabalhadores em todo o mundo. Um relatório recém-divulgado pela fundação Walk Free aponta que 29 milhões de pessoas no mundo ainda trabalham sob o regime de escravidão.

Para o cientista político Leonardo Sakamoto, que é coordenador da ONG Repórter Brasil e membro da Comissão Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo, a escravidão ocorre quando a dignidade ou a liberdade são aviltadas. Condição degradante é aquela que rompe o limite da dignidade. São negadas a essas pessoas condições mínimas mais fundamentais, colocando em risco a saúde e a vida.

A Mauritânia ocupa o primeiro lugar do ranking de escravidão global, que analisou 162 países e leva em consideração o casamento infantil e os níveis de tráfico humano. Haiti, Paquistão e Índia vêm em seguida. No Brasil, 125 anos após a abolição da escravatura, milhares de pessoas ainda são submetidas a trabalhos em situação degradante. No entanto, há avanço na erradicação da prática. A primeira política de contenção do trabalho escravo é de 1995 e, de lá para cá, 45 mil pessoas foram libertadas de locais onde havia exploração desumana da mão de obra. Tramita no Congresso Nacional uma Proposta de Emenda Constitucional para endurecer a lei. É a PEC do Trabalho Escravo e prevê o confisco de imóveis em que o trabalho escravo for encontrado e sua destinação para reforma agrária ou para o uso habitacional urbano.

Lucrativa, a escravidão moderna movimenta mais de US$ 32 bilhões, segundo a Organização Internacional do Trabalho. Estimativas da OIT também apontam que há 5,5 milhões de crianças escravas no mundo.

Como muito bem falou o Papa João Paulo II, aos afro-americanos, em 1992, em Santo Domingo: “A estima e o cultivo dos vossos valores Afro-americanos, enriquecerão infalivelmente a Igreja.”

Em outras palavras, a novidade que a Igreja quer e merece é a inclusão em sua Ação Evangelizadora, das riquezas culturais e espirituais que emanam do Patrimônio africano e afro-descendente.

O processo de Cidadania do povo negro é uma dimensão essencial da vida e da Missão da Nossa Igreja Católica Apostólica Romana. A Igreja Católica no Brasil, fiel à missão de Jesus Cristo, está presente nesses importantes acontecimentos por meio de seus representantes e de suas orações. Exorta a todo o Povo de Deus a colocar-se a serviço da vida e da esperança, “acolher, com abertura de espírito as justas reivindicações de movimentos – indígenas, da consciência negra, das mulheres e outros – (…) e empenhar-se na defesa das diferenças culturais, com especial atenção às populações afro-brasileiras e indígenas” (CNBB, Doc. 65, nº 59).

Pastoral Afro-brasileira da CNBB

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Lei antiterrorismo para legalizar o prende e arrebenta dos soldados dos governadores

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No Brasil que, em cada esquina, se compra livremente rojões, foguetes e morteiros, o governo quer prender por 30 anos quem faz greve, quem participa de protestos nas ruas contra a corrupção.

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A tirania se faz com o povo sem liberdade de expressão, com a prisão dos líderes dos movimentos sociais e das lideranças sindicais e estudantis.

A lei antiterror dá validade às versões rocambolescas da polícia. E oferece todo poder aos tribunais militares de coronéis “togados”. É a volta da ditadura disfarçada em “democracia”.

A lei antiterror não valerá para prender bandidos que a imprensa chama de corruptos: os membros das quadrilhas do juiz Lalau, de Salvatore Cacciola, do juiz Mattos, do banqueiro Daniel Dantas, do bicheiro Carlinhos Cachoeira, do mensalão tucano e outras e outras, que o Brasil continua empestado de ladrões do dinheiro público e piratas estrangeiros.

Escrevem Ayrina Pelegrino e Luka Franca: O enunciado do artigo 2 do PLS 499/13 (Projeto de Lei do Senado), também conhecido como Lei Antiterrorismo, define como terrorismo o ato de “provocar ou infundir terror ou pânico generalizado mediante ofensa ou tentativa de ofensa à vida, à integridade física ou à saúde ou à privação da liberdade da pessoa”. A pena seria de 15 a 30 anos de prisão e, em caso da ação resultar em morte, a punição mínima chegaria a 24 anos.

No sistema penal brasileiro, a legislação mais próxima da Lei Antiterrorismo foi criada ainda durante o regime civil-militar e conseguiu se manter válida durante o processo constituinte de 1988. Trata-se da Lei de Segurança Nacional que, em seu artigo 20, impõe pena de 3 a 10 anos de reclusão, aumentada até o triplo no caso de morte, para quem “devastar, saquear, extorquir, roubar, sequestrar, manter em cárcere privado, incendiar, depredar, provocar explosão, praticar atentado pessoal ou atos de terrorismo, por inconformismo político ou para obtenção de fundos destinados à manutenção de organizações políticas clandestinas ou subversivas”.

Segundo a advogada e membro do Comitê Popular da Copa de São Paulo, Juliana Brito, o Código Penal já serviria para dar tratamento a possíveis entreveros durante o período de grandes eventos no Brasil. “Poderiam muito bem ser enquadrados como dano ao patrimônio, homicídio, tentativa de homicídio ou sequestro. Há outros crimes previstos na legislação que poderiam dar conta [de penalizar algum entrevero durante grandes eventos]”, afirma.

Brito afirma também que o texto do PL não é explícito, ou seja, não designa exatamente o que seriam ações que possam espalhar o terror ou pânico generalizado. “[O projeto] é muito abstrato. Podemos compreender então que uma matéria distorcendo a realidade pode espalhar o terror ou o pânico, e aí a empresa responsável por essa matéria também seria processada?”, questiona.

O advogado Carlos Márcio Rissi Macedo, sócio do GMPR Advogados (Gonçalves, Macedo, Paiva & Rassi), acredita que é necessário que o Brasil tenha uma legislação que efetivamente criminalize e discipline meios de investigação e cooperação internacional contra o terrorismo. Porém, Macedo também aponta que o texto do PL não deixa explícito o que seria definido realmente como terrorismo. Segundo ele, até as manifestações que vem ocorrendo no Brasil poderiam acabar se enquadrando nesse conceito, o que é perigoso. “Tenho sérias dúvidas do que seria ‘provocar ou infundir terror ou pânico’. Este conceito é altamente abstrato, podendo dar margem a interpretações arbitrárias do texto lei, o que coloca em risco o estado de direito”, afirma.

Aumento da criminalização política

Para Juliana Brito o projeto o fato do projeto ser genérico e poderia enquadrar diversas formas de intervenção política que movimentos sociais adotam. “O interesse [deste projeto] é muito claro. É o de criminalizar os movimentos sociais e recrudescer o estado penal no Brasil, aproveitando para isso um período de Copa do Mundo onde os direitos constitucionais estão em suspenso e aí fica valendo uma lei [ em um momento que] a Copa vai passar, mas a lei vai ficar”. Segundo ela, “no momento em que existe um momento de mobilizações e a reação frente a elas não é de diálogo, mas de enfrentamento policial para impedir as manifestações não dá para dizer que nós temos os direitos constitucionais garantidos” e a Lei Antiterrorismo só viria a reafirmar isso. (Transcrevi trechos).

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medo

 

“A violência sistemática da polícia, a impunidade e a falta de investigação”

por Gisele Brito

A Anistia Internacional afirmou em seu relatório anual sobre a situação dos direitos humanos no mundo que o Brasil continua desrespeitando condições básicas. Para a organização não governamental, apesar da redução de índices de criminalidade em alguns estados, a polícia ainda adota práticas discriminatórias e repressivas que provocam alta letalidade. O relatório classifica como “desproporcional” o número de vítimas de homicídios de jovens negros, principalmente no Norte e Nordeste do país, e afirma que a polícia tem envolvimento com atividades corruptas e criminosas.
“Nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, os homicídios cometidos por policiais continuaram a ser registrados como ‘autos de resistência’ ou ‘resistência seguida de morte’. Apesar das evidências de que esses casos envolviam o uso de força excessiva e de que, possivelmente, seriam execuções extrajudiciais, poucos foram efetivamente investigados”, acrescenta o relatório.
Em novembro do ano passado, o Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH), vinculado à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, emitiu um relatório pedindo que se desse fim a nomenclaturas que ajudem a ocultar execuções extrajudiciais. Este ano o governo de São Paulo admitiu promover esta mudança, inicialmente descartada pela Secretaria de Segurança Pública.
“O relatório não apresenta nenhuma novidade”, afirma Danilo Dara, do Mães de Maio, movimento que luta contra a violência policial. “Ele só reitera o que sabemos, a violência sistemática da polícia, a impunidade e a falta de investigação”.
Ele chama atenção para as informações sobre São Paulo no documento. O relatório aponta o crescimento significativo de homicídios entre janeiro e setembro do ano passado. Nesse período, foram registrados 3.539 homicídios – um aumento de 9,7% com relação ao mesmo período do ano anterior. “Ele mostra o estado de calamidade que existe em São Paulo”, afirma.
O número de assassinatos cometidos por policiais também aumentou de forma acentuada no estado: mais de 90 pessoas foram mortas somente no mês de novembro. A situação, frisa a Anistia, é explicada pela própria polícia como resultado do aumento dos conflitos entre a corporação e organizações criminosas.
“Infelizmente, o relatório da Anistia Internacional não me surpreende. A nossa segurança pública é tratada como guerra”, disse à Agência Brasil o presidente da Comissão Nacional dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Wadih Damous. “Existe hoje na polícia uma política de confronto. Enquanto esse tipo de formação for imposto aos agentes de segurança pública, esta situação não mudará. Quem acaba pagando o preço são os próprios policiais, que são vítimas deste processo. E a população, sobretudo a população pobre de jovens negros e favelados, é vista como o inimigo a ser enfrentado.”
Para Damous, o modelo adotado no país é de “guerra”, apoiado por parte da população por acreditar que a pobreza estimula o aumento dos índices de criminalidade, representando uma ameaça à segurança nas cidades. “A pobreza e a miséria se combatem com política econômica distributiva, saúde, educação e emprego. Essas operações da polícia acabam tendo respaldo de vários setores, que acham que bandido bom é bandido morto. E esse modelo tem de ser substituído pela convicção de que o combate à criminalidade deve estar dentro da lei, dentro da Constituição e dos parâmetros que a nossa legislação estabelece”, argumentou.
Apesar da ascensão de parte da população que vivia na extrema miséria, projetos de desenvolvimento têm ameaçado comunidades vulneráveis, como quilombolas, indígenas e moradores de favela. A não garantia ao direito à terra foi responsável pela condenação a uma vida em “condições deploráveis”, afirma o relatório.
Processos de remoção forçada, principalmente em função de obras relacionadas à Copa do Mundo de 2014 e à Olimpíada de 2016 estão em curso e foram realizadas sem que os moradores fossem informados de modo oportuno. O relatória também afirma que faltam processos claros de negociação com as comunidades para estudar alternativas às remoções e cita o casa do Morro da Providência, a primeira favela do país, no Rio de Janeiro, e do Pinheirinho, em São José dos Campos, interior de São Paulo, onde mais de 6 mil famílias foram removidas em janeiro de 2012, mesmo com uma ordem judicial para que a ação fosse suspensa. Durante a ação, a polícia utilizou balas de borracha, gás lacrimogêneo e cães treinados.
O relatório também cita casos em que ativistas pelos direitos humanos que denunciaram situações foram ameaçados gravemente. “Os que desafiavam interesses econômicos e políticos escusos corriam maior perigo. Uma vez que o Programa Nacional de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos ainda apresentava problemas em sua implementação, a proteção aos defensores era inconsistente.”
A organização critica o processo contínuo de encarceramento e afirma que a tortura é “prática generalizada”. “O déficit de mais de 200 mil vagas no sistema carcerário implica em condições cruéis, desumanas e degradantes extremamente frequentes”.
Um dos exemplos desse tipo de desrespeito é o de Nicilene Miguel de lima, uma ativista rural do município de Lábrea, no estado do Amazonas, ameaçada, espancada e expulsa de sua casa em maio, depois de denunciar a extração ilegal de madeira na região. Embora tenha recebido proteção armada por meio do Programa Nacional de Proteção a Testemunhas, Nilcilene teve de ser retirada da região quando as ameaças contra ela se intensificaram. Desde 2007, pelo menos seis trabalhadores rurais foram mortos naquela área em razão de conflitos por terra, segundo a Anistia.

Goiânia
Goiânia

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Em Fortaleza, até no porta da Justiça...
Em Fortaleza, até no porta da Justiça…
Em Fortaleza, reclamar a quem?...
Em Fortaleza, reclamar a quem?…

Revolta com imagens de rebelde sírio a ‘morder’ pulmão de soldado

Pulitzers Syrias Civil War

Khalid al-Hamad, à esquerda, em uma foto sem data, que apareceu originalmente no site do grupo rebelde sírio, o Independent Omar al-Farouk Brigade, que ele comanda
Khalid al-Hamad, à esquerda, em uma foto sem data, que apareceu originalmente no site do grupo rebelde sírio, o Independent Omar al-Farouk Brigade, que ele comanda

Um vídeo onde um rebelde sírio aparece a dar uma dentada no pulmão de um soldado morto está a ser fortemente condenado pela comunidade internacional. O acto está a ser descrito como “um dos piores alguma vez vistos”, pela sua natureza “bárbara” e “sede de sangue gratuita”.

A revista Time já falou com o homem, Khalid al Hamad (também conhecido pelo nome de guerra Abu Sakkar), que confirmou o acto, explicando-o por ter encontrado no telemóvel do morto um vídeo onde este aparece a importunar uma mulher e as suas filhas: “Elas estavam nuas e ele estava a humilhá-las, atacando-as com um pau”.

Alegou ainda que a brutalidade do regime o levou a este extremo. “Vocês não estão a viver o que eu vivo, nem a ver o que eu vejo. Onde estão os meus irmãos, os meus amigos, as minhas vizinhas que foram violadas? Que Deus os abençoe a todos”, disse à Time.

“Eles” disse, referindo-se ao regime de Bashar al-Assad, “começaram, massacrando mulheres e crianças”. O rebelde diz que tem outro vídeo ainda mais violento, ameançando divulgá-lo e referindo-se à ‘guerra de vídeos’ que está em curso em ambas as partes do conflito. “Eles também fazem filmes, mas depois do que fiz espero que nunca mais ponham os pés nesta zona”.

“Já vi muitas coisas más mas isto é basicamente um homem que, diante do cadáver de um soldado, lhe arranca o coração [inicialmente pensava-se que era um coração], segura-o nas mãos e aparentemente dá-lhe uma dentada”, descreve Jim Muir, correspondente da BBC. O vídeo termina nesta parte, pelo que, diz Muir, não se sabe até que ponto se estende aquela acção “macabra”.

Antes, quando se ergue diante do cadáver, o rebelde é ouvido a dizer “juro por Deus que vamos comer os vossos corações e fígados, seus soldados do cão Bashar”, referindo-se ao presidente sírio al-Assad. Por diversas vezes, o insurgente direcciona a sua fúria aos alauítas – minoria étnica à qual pertence o presidente sírio.

O Observatório dos Direitos Humanos (Human Rights Watch) já tinha identificado o protagonista do vídeo como Abu Sakkar, um conhecido rebelde da cidade de Homs, líder de um grupo local chamado Brigada Independente Omar al-Farouq. De acordo com o Observatório sediado nos EUA, as suas acções são consideradas crime de guerra e têm de ser punidas.

“A mutilação dos corpos dos inimigos é, só por si, um crime de guerra. Mas a questão mais grave ainda é a rápida passagem para uma retórica de sectarismo e violência”, afirmou à Reuters Peter Bouckaert, do Observatório dos Direitos Humanos.

Acto isolado ou espelho dos rebeldes?

O vídeo foi publicado online por um grupo leal ao Exército sírio, que descreveu a mutilação como “um crime que ultrapassa todas as linhas”. Um sentimento de “desumanidade” que é também partilhado pela maior parte da oposição síria.

“A Coligação Nacional Síria condena fortemente este acto, se se provar verdadeiro”, disse, em comunicado citado pela CNN, o grupo que agrupa as forças rebeldes reconhecidas pelo ocidente . “Tal gesto contraria totalmente os princípios morais do povo sírio, assim como os valores do Exército Livre da Síria [dos rebeldes]”, continua.

O Conselho Militar da Coligação já pediu a captura de Sakkar, “morto ou vivo”.

Além de macabro, o gesto está a contribuir para manchar a imagem dos rebeldes junto da comunidade internacional, podendo vir assim a enfraquecer o argumentário das nações que estão a ajudar militarmente a oposição síria, e dando voz à tese sempre defendida pelo Governo de que as forças sírias não estão a atacar civis, mas sim gangues armados e terroristas internacionais mandatados para derrubar o Governo.

Segundo a BBC, esta não é a primeira vez que Abu Sakkar aparece em imagens polémicas. Num outro, foi visto a posar diante dos cadáveres de libaneses, membros do Hezbollah, mortos pelas forças do governo sírio.

Desde o início da revolta contra o presidente Bashar al-Assad, em Março de 2011, a ONU e o Observatório dos Direitos Humanos estimam que já morreram mais de 70 a 80 mil pessoas, entre membros do exército, rebeldes e civis. (Sol)

La prensa mundial lo consideró un “ideólogo del terror”

Los principales medios internacionales dieron la noticia en sus portales y puntualizaron las atrocidades cometidas durante su gobierno

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La prensa internacional informó ayer con gran despliegue la muerte de Videla, al que calificó de “cruel dictador” e “ideólogo del terror” que “nunca mostró arrepentimiento” por los crímenes cometidos durante su gobierno.

El País, de Madrid, ciudad que acogió a miles de exiliados durante el Proceso, consignó que “bajo el régimen que lideró de 1976 a 1981 desaparecieron 30.000 personas”. También recordó que “fue condenado en 2010 a cadena perpetua por crímenes de lesa humanidad” y lo presentó como “el dictador más cruel de la historia argentina”.

El Mundo, también de Madrid, recordó que Videla “admitió que hubo robo de bebés y que fueron asesinadas miles de personas” durante la dictadura, pero que “nunca se arrepintió ni tampoco consideró que haya existido un plan sistemático para la sustracción de los hijos a las madres embarazadas”.

Le Monde, de París, señaló que Videla “había sido condenado a prisión por la sangrienta represión durante su presidencia”, y mencionó que fue un “ferviente católico”.

Folha de San Pablo y la BBC de Londres coincidieron en acompañar las crónicas con una foto en la que Videla entrega la Copa del Mundo de 1978 al entonces capitán del seleccionado nacional de fútbol, Daniel Passarella: “Nunca mostró arrepentimiento por los crímenes de los que se lo acusaba y por los que fue condenado”.

Por su parte O Globo, de Río de Janeiro, puso en tapa: “Murió en prisión Jorge Rafael Videla, el primer presidente de la dictadura argentina”. Luego destacó que fue el “protagonista de la Copa del Mundo en Argentina” y recordó “el 6 a 0” de la albiceleste a Perú, que “sacó a Brasil de la competición”.

El Corriere della Sera, de Roma, indicó que el ex hombre fuerte de la dictadura “guió al país entre 1976 y 1981. Bajo su presidencia, la represión fue terrible”, mientras que La Repubblica, también de Italia, recordó que había confesado que hubo “entre siete mil y ocho mil muertos” durante la represión.

En Chile, donde muchos internautas destacaron que Videla murió en la cárcel, a diferencia de lo que ocurrió con el dictador chileno Augusto Pinochet (1973-1990), fallecido en libertad, El Mercurio escribió un perfil de su figura y recordó la “sangrienta dictadura que dejó un saldo de 30.000 desaparecidos”.

“Dos años después de asumir el poder, se produjo el conflicto limítrofe con Chile, el que estuvo a punto de convertirse en una guerra entre ambos países”, destacó el matutino trasandino.

La Tercera, también de Chile, mencionó que “entre 1977 y 1978 Videla inició negociaciones con Pinochet por la soberanía del canal de Beagle, situación que casi llevo a Chile a una guerra con Argentina en diciembre de 1978”.

El País, de Uruguay, enfatizó que “tras la recuperación de la democracia en 1983, fue juzgado y condenado a prisión perpetua y destitución del grado militar por numerosos crímenes de lesa humanidad cometidos durante su gobierno”.

El diario Reforma, de México, país que también recibió a miles de argentinos exiliados, hizo hincapié en que “Videla gobernó durante los peores años de la dictadura militar”, mientras que el estadounidense Wall Street Journal subrayó que “lideró una junta militar que mató a miles de sus conciudadanos en una guerra sucia para eliminar «subversivos»”.

El norteamericano Whashington Post, destacó que Videla fue un “despiadado comandante del Ejército que subió al poder a través de un golpe y sumergió a Argentina es el período de mayor barbarie de su historia moderna”.

Será enterrado sin honores militares ya que en 2009 fue destituido del Ejército

Según informó el director nacional del Servicio Penitenciario Federal, Víctor Hortel, Jorge Videla fue hallado en su celda “sin pulso ni reacción pupilar” y será enterrado sin honores militares ya que en 2009 fue destituido del Ejército.

Videla le manifestaba desde hacía semanas a su defensora oficial Pamela Biserier, quien lo asistía en el juicio por el Plan Cóndor, que no se sentía bien de salud. Hace una semana había sufrido una fuerte caída en el baño del penal, lo que desmejoró notablemente su estado. Así lo confirmó Biserier, y detalló que la última audiencia del martes, en la que Videla prestó una breve declaración, “fue su último acto procesal” y que el dictador “tenía la voluntad de cumplirlo”.

Según señaló la defensora, Videla tenía un problema neurológico y “se había caído en el baño” de la cárcel. En la última audiencia había tenido dificultades para ir hasta el estrado.

Videla admitió por primera vez que su dictadura mató a “siete mil u ocho mil personas” que estaban detenidas o secuestradas y que hizo desaparecer sus restos “para no provocar protestas dentro y fuera del país. Cada desaparición puede ser entendida ciertamente como el enmascaramiento, el disimulo, de una muerte”, le dijo al periodista Ceferino Reato para el libro “Disposición final, la confesión de Videla sobre los desaparecidos”. Para el libro describió detalladamente el método utilizado durante la represión ilegal, justificó la tortura y destacó la influencia de la llamada Doctrina Francesa en la lucha contra las guerrillas. “No había otra solución; (en la cúpula militar) estábamos de acuerdo en que era el precio a pagar para ganar la guerra contra la subversión y necesitábamos que no fuera evidente para que la sociedad no se diera cuenta. Había que eliminar a un conjunto grande de personas que no podían ser llevadas a la justicia ni tampoco fusiladas”, le dijo a Reato.