Até os apresentadores de programas de tv faturaram a privataria tucana

vendedores de FHC

Relembra o portal BR 29 notícias: “De acordo com matéria da Folha/SP, apresentadores de TV receberam dinheiro do governo FHC para defenderem a privatização!

O povo brasileiro, além de emprestar dinheiro para os que compraram nossas estatais (via BNDES, na era tucana), além de vender a preço de banana, ainda pagou também para que apresentadores de TV, já super ricos, fizessem propaganda contra as empresas do povo.

Deu para entender?

Por outro lado, isso prova uma coisa. A estratégia dos tucanos para repassar nossas estatais a qualquer custo foi podre, mas ao menos mostra que tinham consciência aguda da necessidade de construir consensos mínimos na opinião pública.

Estavam atentos à questão da comunicação, como deveria estar qualquer governo, de direita ou esquerda”.

Veja o preço, em 1998, desses quinta=colunas:

Hebe Ratinho Ana Maria Braga

Agências de publicidade, ONGs de piratas das multinacionais, serviços de espionagem de governos estrangeiros preparavam os textos para os três citados apresentadores de programas de tv e outros, que estão na lista dos traficantes de moedas do HSBC.

 Podetti retrata esses vendidos âncoras e apresentadores de programas de tv
Podetti retrata esses vendidos âncoras e apresentadores de programas de tv

ratinha ana maria braga 2

!998 era o terceiro ano do governo de Fernando Henrique.

A privataria tucana só terminou no último dia de 2014.

.

Papa Francisco: Os pecados dos meios de comunicação

Nas ruas do Brasil
Nas ruas do Brasil

 

L’Osservatore Romano – Desinformação, calúnia e difamação são os pecados dos meios de comunicação, disse Francisco na manhã de 22 de Março, no discurso improvisado aos membros da associação «Corallo», na qual estão reunidas as emissoras de rádio e televisão católicas italianas, recebidos na sala Clementina.

Para o primeiro pecado, em particular, o Pontífice chamou a atenção porque – explicou – «a desinformação equivale a dizer metade das coisas, aquilo que para mim é mais conveniente, sem dizer a outra metade. E assim, quem vê a televisão ou ouve a rádio não pode manifestar um juízo perfeito, porque não dispõe de elementos». No final, o discurso preparado para essa ocasião foi entregue ao presidente da associação.

 

William Waack, persona non grata. O facciosismo da Globo

indignados globo

Podetti
Podetti

 

Em uma entrevista coletiva, participam os jornalistas e os meios de comunicação de massa convidados.

Nos debates realizados pelos meios de comunicação, fundações, associações, sindicatos, ONGs etc, nenhuma autoridade ou celebridade é obrigada a aceitar um convite ou intimação. Não é preciso fazer como Alckmin que, recentemente, simulou uma doença.

Tem mais: um jornalista pode ser considerado persona non grata. Idem suspeita a presença de uma mídia. Isso explica porquê jornalistas, principalmente da TV Globo, foram apedrejados nos protestos de junho de 2013, que tinham reivindicações municipais, como o preço das passagens dos transportes; ou estaduais, como hospitais e escolas padrão Fifa.

Nunca são levados para as ruas do povo temas nacionais como reformas de base, reforma do judiciário, do legislativo, do executivo, política internacional, a estabilidade no emprego cassada pelo ditador Castelo Branco, o nacionalismo, a auditoria da dívida, a desmilitarização das polícias dos governadores, a anistia política, o entreguismo, as privatizações das estatais, da saúde, da educação, o fim dos sigilos fiscal, bancário e da justiça secreta do foro especial, e a felicidade do povo.

 

POR QUE DILMA FEZ MUITO BEM EM NÃO IR AO JORNAL DA GLOBO
William Waack
William Waack

 

 

por Paulo Nogueira

 

Errar uma vez, tudo bem.

Mas duas, uma em cima da outra?

Acho que foi mais ou menos esta a lógica que governou Dilma ao recusar participar da entrevista-suplício para a qual fora convidada-intimada pelo Jornal da Globo.

Depois da experiência excruciante da entrevista no Jornal Nacional, seria incrível que Dilma comparecesse ao Jornal da Globo.

Foi um ato de sanidade o WO presidencial.

Ter Dilma seria bom para o JG. Mas e para ela?

William Waack mostrou as perguntas que seriam feitas. A mais branda delas indagava se Dilma achava correto oferecer dentes postiços a uma “cidadã pobre” pouco antes que ela participasse de um programa da campanha.

Num tom acima, Dilma era questionada sobre até quando continuaria a culpar a crise internacional pelos problemas econômicos brasileiros.

Quer dizer: Waack já decretara, com toda a sua genialidade econômica, que a culpa não é da crise internacional.

Na atitude de Dilma, há um gesto tardio, mas ainda assim relevante. Por que os candidatos têm que comparecer aos telejornais da Globo?

Porque a Globo manda no país?

É um comportamento obtuso e inercial. No passado, os Ibopes da Globo eram intimidadores, do ponto de vista dos candidatos.

Mas hoje o quadro é outro.

A internet está matando a audiência da tevê aberta.

O Jornal da Globo tem um Ibope na faixa de 7%, coisa que no passado você associava a emissoras de segunda ou mesmo terceira linha.

O próprio Jornal Nacional faz força, hoje, para se manter na casa dos 20%, uma migalha em relação às taxas de alguns anos atrás.

Dias atrás, soube-se que a Globo teve em agosto o pior Ibope de sua história no horário nobre: 12,5% em média. (Uma hora, e não vai demorar, o desabamento da audiência vai-se refletir fortemente na bilionária receita publicitária da Globo. O milagre da Globo, hoje, é ter a maior publicidade de sua história com a menor audiência. Só que este paradoxo é, simplesmente, insustententável. Quando um grande anunciante acordar, haverá um efeito dominó, semelhante ao que vem acontecendo no universo das revistas.)

Poderia haver uma razão maior para os candidatos se submeterem às entrevistas da Globo: informação para as pessoas sobre planos, visões, etc.

Mas essa informação – na era da internet – está espetacularmente disseminada.

Coisas boas, coisas más, coisas nebulosas: você pode saber tudo sobre qualquer candidato se rodar pela internet.

Com algum cuidado, você pode se informar sem o conhecido viés – já que estamos falando dela – da Globo.

Em suma: Dilma só teria aborrecimento caso fosse ao Jornal da Globo. Perguntas hostis, feitas para matar e não para informar, e se não bastasse isso uma audiência esquálida e composta maciçamente de antipetistas viscerais.

Dilma tinha muitas razões para não ir, e nenhuma para ir.

Sua decisão não poderia ser melhor.

 

A EROTIZAÇÃO DO MUNDO PELA TELEVISÃO

(Do Apocalipse de João)

por  Talis Andrade

 

Alex Falco
Alex Falco

 

Eu tive uma visão

Vestida de púrpura escarlate

uma mulher segurava uma taça de ouro

cheia de abominação –

a imundície nefasta

da prostituição

 

Eu tive uma visão

A mulher despia

as vestes vermelhas

aparecendo nua

nos espelhos cegos

de cada habitação

 

Nos olhos lábios e pés

as promessas de gozo

instantâneo e fácil

 

Eu tive uma visão

Uma mulher segurava

uma taça de ouro

Os homens

se embriagavam com o vinho

de sua depravação

GRUPO BANDEIRANTES QUER “TIRAR O SEU DA RETA”. MIDIATIVISTAS USAM CAPACETE, COLETE A PROVA DE BALAS E MÁSCARA DE GÁS MILITAR. FÁBRICA DE MENTIRAS. O ESTADO AINDA DEVE MUITAS RESPOSTAS!

por Daniel Mazola/ Tribuna da Imprensa

chacina jornalista
Temos vivenciado momentos que prenunciam uma grande mudança social, o estado brasileiro foi colocado em xeque. Tenho visto atos extremados de muita coragem e covardia, de ambos os lados, mas a truculência é infinitamente superior por parte das forças policiais, não poderia ser diferente. Todos que participam das manifestações sabem dos riscos, principalmente profissionais da imprensa.
Protestos e passeatas sempre começam calmos, mas acabam se tornando batalhas que podem por em risco a vida de qualquer um que seja pego no fogo cruzado. Sejam mulheres, deficientes, crianças ou idosos. Devemos lamentar a morte do profissional Santiago Andrade, e se solidariza com sua família. No entanto, é FATO que essa tragédia foi causada, principalmente, pela indiferença das empresas do monopólio dos meios de comunicação com a segurança de seus funcionários.
Diferente dos trabalhadores dessas riquíssimas empresas, praticamente todos os midiativistas, fotógrafos e cinematógrafos alternativos trabalham equipados com CAPACETE, colete a prova de balas e máscara de gás militar. É a única forma de ter um pouco de segurança nessa “guerra”.
Ontem a noite, o Jornal da Band fez 1 hora de cobertura, com links ao vivo, e a dissecação do caso de seu cinegrafista, mas não citou em nenhum momento sua responsabilidade quanto ao EQUIPAMENTO DE SEGURANÇA que ela deveria oferecer! Sua linha é afirmar que há baderna e descontrole social. Não Band. Não vai TIRAR O SEU DA RETA, você também é culpada!
colete bala jornalista
O Estado ainda deve muitas respostas!
O fato é que o profissional Santiago foi gravemente ferido por uma explosão de um artefato que, “segundo as investigações policiais”, foi detonado por civis que cometeram o crime durante o ato de protesto contra o aumento das passagens. Mas como acreditar nessa “polícia” e nessa “mídia”.
Não descarto que o artefato tenha sido jogado por algum manifestante, mas pela quantidade de vezes que vi a covardia de PMs despreparados para cima dos manifestantes, em diversas manifestações que participei e acompanhei, não acreditarei jamais na versão dessa “polícia”. Sou contra esse modelo de polícia, e favorável a desmilitarização.
Agora, vejamos: o mesmo Estado que com afinco investigou o episodio lamentável ocorrido com o cinegrafista da Bandeirantes, também tem o dever ético e moral de investigar com o mesmo afinco os crimes que outras vitimas de violência policial, sofreram. E foram dezenas ou centenas.
Para essas pessoas (que morreram, perderam a visão e apanharam muito), onde está a tal pericia eficaz, igual a utilizada no caso do cinegrafista? Em que pé anda as investigações desses casos? Porque a “grande” mídia corporativa não noticia esses fatos? São perguntas que continuam sem respostas, e que o Estado deve por obrigação moral e ética, mostrar a mesma força e dedicação na investigação desses crimes que supostamente foram cometidos por policiais militares nas manifestações no Rio de Janeiro e no Brasil.
Espero que a triste notícia da morte do profissional Santiago Andrade, não venha a ser levianamente utilizada, contra a frágil democracia brasileira ou contra diretos constitucionais básicos. Mas parece que já está sendo utilizado, e ao extremo, existe um medo muito grande por parte das elites, é ano reeleitoral e de Copa.
Direito de resposta à Elisa Quadros, a Sininho
Na manhã de segunda-feira, a equipe do jornal A Nova Democracia foi à casa da cineasta e ativista Elisa Quadros, a “Sininho” para lhe dar o direito de resposta pelas acusações publicadas anteontem pelo programa “Fantástico” da Rede Globo. Segundo o programa, a ativista teria dito em uma ligação telefônica que o jovem que lançou o rojão que atingiu o cinegrafista da Band, seria ligado ao gabinete do deputado Marcelo Freixo. Coincidentemente, o advogado Jonas Tadeu que fez a acusação, defendeu os milicianos e ex-parlamentares, Natalino e Jerominho Guimarães durante a CPI da milícias em 2008, Comissão presidida por Freixo.

As acusações colocam em perigo a vida da cineasta Sininho, principalmente após a constatação da morte de Santiago Andrade. Ela contou à reportagem de AND como a onda de desinformação promovida pela Rede Globo começou, após sua chegada à 17ª DP na tarde de domingo. Veja a entrevista de 12 minutos na integra: http://www.youtube.com/watch?v=VO5-s7Fzmlo

 

Marcelo Freixo segundo Luiz Eduardo Soares
“Enquanto a história vira pelo avesso, O Globo comete um verdadeiro crime contra o jornalismo, procurando macular um dos homens públicos mais dignos e honrados de nosso país: Marcelo Freixo. Acusa-o, na capa, por interposta pessoa, e encerra o parágrafo com a indefectível sentença: “O deputado nega.” Isso não ocorreu por acaso: O Globo sabe perfeitamente que com a derrota dos grupos nas ruas e seu isolamento, com a desmoralização da linguagem da violência, o maior inimigo das iniquidades e da brutalidade estatal é a política, o espaço participativo em que as ruas e as instituições dialogam. Quem, no Rio, quiçá no Brasil, melhor do que Marcelo Freixo, hoje, representa essa via?”. Escreveu o antropólogo e escritor, Luiz Eduardo Soares.
A mesma Globo que veiculou matéria absurda contra Marcelo Freixo, uma das raras lideranças políticas respeitadas do país, sem uma apuração decente, sem fonte confiável, sem provas, em seu editorial de segunda-feira falou 6 vezes em “Jornalismo Profissional”, “que é essencial buscar sempre a isenção e a correção para informar o cidadão”, falou “que informa cidadão de maneira ampla e plural”, fala que “vai estar lá – sem tomar posição a favor de lado nenhum” e ainda tem gente que acredita! É um desserviço completo a democracia e uma afronta a nossa inteligência. Uma das maiores violências ao povo brasileiro é um monopólio de mídia que distorce, mente e fabrica informações conforme os seus interesses!

A tarifa não baixou, e assim milhares voltaram às ruas

 

Milhares de manifestantes foram às ruas do Rio de Janeiro nessa segunda-feira em protesto contra o aumento da tarifa dos transportes. Porém antes do 4º  Ato de 2014, membros da imprensa corporativa e alternativa se reuniram, na Candelária e por um minuto colocaram seus equipamentos de trabalho no chão. O protesto foi, em homenagem ao cinegrafista Santiago Andrade da Rede Bandeirantes, é contra a violência aos profissionais de imprensa.

mazola 1
Na Central do Brasil, muitas revistas aconteceram na concentração, a polícia dominou o perímetro e realizou uma espécie de cerco em torno dos manifestantes. Um homem carregava um cartaz lembrando a morte do vendedor ambulante, Tasnan Accioly, atropelado na última manifestação (06/02) ao fugir das bombas lançadas pela Polícia Militar. A mídia corporativa, ignorou a lamentável e fatídica ocorrência.
mazola 2

As 18h45, tensão entre manifestantes e um repórter da Rede Globo. Um grupo tentou expulsar o jornalista do Ato, mas cerca de 30 policiais fizeram a proteção com um cerco. As 19h32, “OLHA EU AQUI DE NOVO”, era o que se mais cantava. A escadaria da Alerj foi novamente palco das manifestações! Policiais militares também estavam no local. Após ocuparem a frente da Assembleia Legislativa, manifestantes decidiram caminhar rumo a FETRANSPOR.

Em frente a sede da Federação, encenaram uma performance com a queima de uma catraca. Por fim o Ato chegou a Cinelândia, e foi realizada outra homenagem, um minuto de silêncio, na escadaria do Palácio Pedro Ernesto, ao cinegrafista e ao ambulante que morreram em consequência do último Ato contra o aumento das passagens, realizado no dia 06/02.

mazola 3

Às 20h40 o Choque se aproximou de um grupo de manifestantes e solicitou que um deles removesse a máscara. O manifestante se recusou e foi detido, sem apresentar qualquer resistência. A viatura saiu se recusando a informar para qual DP o rapaz seria encaminhado. Depois outra detenção sem justificativa: um midiativista foi levado por portar uma máscara de proteção contra gás.

Mesmo com a evidente campanha de criminalização do movimento e da luta social, hoje, na média, no geral, os dois Atos, que saíram da Cinelândia e da Central do Brasil, foram marcados pelo caráter pacífico, mas sempre aparecem policiais que gostam de estragar ou tumultuar. Seria incompetência, ou ordens de superiores? O Estado ainda nos deve muito, inclusive resposta!

mazola 4

O texto televisivo

por Nei Duclós

Juan Soto
Juan Soto
Foi preciso que um  jornalista veterano, Fernando Gabeira, fizesse a pauta óbvia: qual o impacto da liberação da maconha no Uruguai e quais seus principais aspectos, do ponto de vista das autoridades, dos consumidores e do povo em geral? No seu programa na Globo News, Gabeira faz como no noticiário europeu, sem a obrigatória passagem do repórter, focando o principal, deixando a fonte falar sem interferência, só quando for necessário aparecer a pergunta. Gabeira “some” ao longo do programa e só no final senta-se em frente à sua câmara (ele mesmo produz as imagens) numa espécie de assinatura visual do trabalho. Elegante, preciso, discreto, eficiente, informativo.
O texto televisivo assim ganha credibilidade e não se esgarça na aparição reincidente das mesmas figuras carimbadas seguradoras de microfone. Com os novos recursos digitais, microfone ficou obsoleto. Ainda é usado porque não sabem fazer de outra maneira. O gesto mais artificial que existe e o que sobra em programas de auditório: alguém dirigi o microfone que está em sua mão para a boca gargalhando de maneira cretina. No noticiário, o que temos é a realidade atrás dos ombros dos seguradores, que pontificam sem parar, entre alguém que está no link para outro que está no estúdio.
Certa vez trabalhei em televisão e fiquei impactado com o estrelismo de todos, até do office boy. Todos protagonistas de um ego demolidor, impermeável a qualquer observação ou crítica. O chefe de reportagem mandava cobrir todos os dias o sindicato para o qual fazia a assessoria. O apresentador (que também fazia propaganda no varejão dos eletrodomésticos) se achava o editor chefe, e, apaixonado pela própria voz, entrava na redação para dar ordens. O repórter esportivo fazia merda e se garantia porque ganhava mal e se você pedisse mais qualidade batia na mesa com suas enormes manoplas. O correspondente no Exterior selecionava imagens das TVs estrangeiras e ficava pontificando, jamais fazia uma única reportagem, nunca saía à rua. Quando pautei algumas saídas teve um faniquito.
Fiquei impressionado com a quantidade gigantesca de pessoas numa redação de TV para produzir um noticiário ruim e ridículo. A pauta era feita com recortes de jornal (hoje devem chupar da internet). A matéria era derrubada em dominó: quando passava por um dançava na etapa seguinte. Assim uma pauta boa morria nos pauteiros, ou no chefe de reportagem, ou no repórter , ou no editor de ilha e finalmente no apresentador. Quando furava o bloqueio ficavam impressionados com a repercussão. Esse foi o mundo da televisão que conheci, onde eu era execrado por ser “da escrita”, pecador, portanto.
Eu mandava reescrever “cabeças”, as aberturas de matérias, pois achava uma bosta. Eles diziam que isso não existia em televisão e que eu não entendia nada porque era da escrita. Replicava que eu não entendia, mas tinha que reescrever senão não ia ao ar. Ficaram muito, mas muito putos. Aproveitaram a reengenharia, a eliminação de intermediários para sentarem diretamente no colo dos patrões acusando o diretor de redação. Conseguiram. É preciso intervir nas TVs, desde as concessões até o estrelismo, que é conivente com os sucessivos poderes. O ego substitui a reportagem. A publicidade paga todos os espaços e você paga TV a cabo para ver anúncios.
Gabeira vai para a rua. Mostra o Uruguai da maconha liberada, as apreensões, os ataques, as defesas, as perspectivas. Uma situação que tem tudo a ver com o Brasil, pois é um país da nossa fronteira que agora atrai comércio e consumidores da erva. Ele fez também um excelente programa sobre os andarilhos das estradas brasileiras. Vários programas da Globo News são idênticos. Todos sentados em suas poltronas pontificando. Aprendam com o repórter veterano. Tirem a bunda da cadeira e parem de fazer gestos com as mãos falando abobrinhas.

Assédio sexual e prostituição na Rede TV

A modelo Priscila Vilela, 24, publicou um vídeo denunciando esquema de prostituição no programa “Teste de Fidelidade:

foto-7

A modelo Priscila Vilela, 24, publicou neste domingo (4) um vídeo no YouTube denunciando um esquema de prostituição no programa “Teste de Fidelidade” da RedeTV.
Ela também acusa a emissora de calote, e diz que a atração é armada, “gravada como uma novela”.
A jovem, que participou do programa de João Kléber, no dia 14 de julho último, afirma não ter recebido seu cachê porque se recusou a sair com o diretor Rafael Paladia.
No “Teste de Fidelidade”, Priscila desempenhou o papel de uma “sedutora”, que tentava fazer com que um homem traísse a mulher.

“Eu sei muito bem porque o diretor não quis me pagar. É porque eu não aceitei fazer o teste do sofá. Vocês sabem o que é o teste do sofá né? Mas eu não sou… Então, eu sei muito bem que ele não quis pagar o meu cachê, porque eu não saí com ele.”

Afirmou, ainda, que o diretor lhe revelou que já saiu com todas as “sedutoras”, revelando o esquema de prostituição de mulheres dentro da emissora.

“Eu tô falando isso na cara da RedeTV, porque a RedeTV sabe muito bem o esqueminha que a RedeTV tem de ficar prostituindo as meninas que tem lá dentro.”

Priscila explica sobre a chamada “Ficha Rosa”, que significa mulher que faz programa. “Você acha que uma mulher, uma assistente de palco, uma atriz, ou qualquer pessoa que ganhe 100 reais, 200 ou 300 de cachê sobrevive disso?

Eu sei muito bem o esqueminha que a RedeTV tem lá dentro de fazer as menininhas virarem o que elas não são”.

A modelo fala indignada, e compara a emissora com o que pregam os programas religiosos que vão ao ar no canal. “Não vêm pregar a palavra de Deus, porque vocês não sabem o que é isso.

Porque vocês sabem que, de Deus, vocês não têm nada.”