Deputados financiados por planos de saúde declaram guerra ao SUS

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Esses caras financiados pelos planos de saúde são assassinos. 99 por cento dos brasileiros não podem pagar planos de saúde. O Brasil é o país do bolsa família, do salário mínimo do mínimo, e do salário base para os bacharéis. E tudo vai piorar depois da terceirização de Cunha, de Paulinho da Força e outros direitistas desumanos, defensores do liberalismo e do capitalismo selvagem. Malditos sejam todos eles e descendentes. (T.A.)

 Ivan Honczar
Ivan Honczar

Por Leandro Farias

O Sistema Único de Saúde (SUS) vem passando por seu pior momento. A atual conjuntura não lhe tem sido favorável, uma vez que a conformação do Congresso Nacional se demonstra favorável à iniciativa privada. Grande parte dos parlamentares foram financiados durante as eleições por empresas privadas de saúde, e liderados pelo então Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, declararam guerra ao SUS como forma de pagamento do investimento feito por parte das empresas em suas candidaturas.

A aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 358/13, pela Câmara dos Deputados, que institui o chamado Orçamento Impositivo, muda o financiamento da saúde, por parte da União, diminuindo o percentual mínimo da receita corrente líquida de aproximadamente 14,6% para 13,2%, e com isso o orçamento da saúde perde entre R$ 7 bilhões e R$ 10 bilhões, esse ano. A PEC também prevê o pagamento de emendas, obrigando a União a repassar cerca de 1,2% do orçamento destinado a saúde para às emendas parlamentares individuais de cada deputado. Tais recursos que serão retirados do SUS deverão ser aplicados em saúde, porém não haverá garantia desse cumprimento, uma vez que o Ministério da Saúde não fará controle.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), uma autarquia federal que em tese deveria regular e fiscalizar a atividade dos planos de saúde, desde a sua criação durante o governo FHC no ano 2000, ao analisarmos a composição de sua diretoria é notável quais os interesses que são defendidos. A ANS assim como outras agências reguladoras está sujeita ao fenômeno da captura, funcionando como verdadeiros latifúndios, uma vez que após as eleições são loteadas e entregues aos grandes empresários financiadores das campanhas eleitorais, para que indiquem os ocupantes aos cargos de diretores das agências.

Um belo exemplo é a empresa Qualicorp. A ANS criou as Resoluções Normativas Nº 195 e 196 que tratam da questão dos planos coletivos por adesão e deixa claro que a venda desses planos deve ser intermediada pelas ditas “administradoras de benefícios”. Isso culminou no crescimento vertiginoso da Qualicorp. Segundo informações a empresa obteve lucro de R$ 44,7 milhões só no primeiro trimestre de 2015, apresentando um avanço de 69% em relação a 2014. Segundo relatório da empresa, 94% do seu lucro se dá pelos planos coletivos por adesão. Lembrando que o atual presidente da empresa, Maurício Ceschin, anteriormente havia sido presidente da ANS.

Segundo dados da própria agência, os planos de saúde registraram em 2013 o lucro de 111 bilhões de reais. Nas eleições de 2014, as empresas Amil, Bradesco Saúde, Qualicorp e grupo Unimed saúde doaram juntas, em torno de 52 milhões, contribuindo para a candidatura de 131 parlamentares, um deles o Cunha. Segundo informações, o Presidente da Câmara contou com a contribuição de membros da ANS para a formulação da Medida Provisória (MP) 627 que anistiava a dívida dos planos de saúde ao SUS em 2 bilhões de reais, e atualmente faz pressão para a indicação de José Carlos de Souza Abrahão para o cargo de Diretor-Presidente da agência.

Abrahão presidiu a Confederação Nacional de Saúde, Hospitais, Estabelecimentos e Serviços (CNS), entidade sindical que representa estabelecimentos de serviços de saúde no País, entre os quais as operadoras de planos de saúde, e já se manifestou publicamente contra o ressarcimento ao SUS por parte das operadoras, em artigo publicado no jornal Folha de São Paulo, em 2010. Em maio deste ano (2015) o atual ministro da saúde, Arthur Chioro, anunciou que a ANS deve cobrar cerca de R$ 1,4 bilhão em ressarcimentos de planos de saúde.

O setor que vem sofrendo duros golpes é o da saúde, mais precisamente o SUS. Eduardo Cunha foi relator da Medida Provisória (MP) 627 que anistiava a dívida dos planos de saúde ao SUS em 2 bilhões de reais; votou a favor da MP 656 que permitiu a entrada de capital estrangeiro na assistência a saúde; é autor da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 451 que insere planos de saúde como direitos dos trabalhadores; vetou a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigaria os planos de saúde. Cunha ao favorecer os empresários da saúde, declarou guerra ao SUS.

Uma maneira de barrar essa questão seria o fim do financiamento empresarial de campanha. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) Nº 4.650, que proíbe que empresas financiem partidos políticos e campanhas eleitorais, porém o ministro Gilmar Mendes, há um ano, pediu vista do processo. O curioso é que a maioria dos ministros do STF (seis votos a favor e um contrário) já tinha decidido que as empresas não podem doar, pois tal atitude fere cláusulas pétreas da Constituição. Enquanto isso, em paralelo, Eduardo Cunha colocará em votação a PEC 352 que trata da reforma política e regulamentará o financiamento empresarial de campanha. A pergunta que fica: Estariam esses dois senhores agindo em conluio?

Espírito Santo
Espírito Santo

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O supositório do Rio Grande do Sul

Depois de fraudar o leite, nossos empresários fraudam remédios

por Gilmar Crestani

 

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Sirvam nossas patranhas de modelo a toda terra. A RBS, que busca sempre incluir um gaúcho em tudo o que acontece, pratica um silêncio ensurdecedor a respeito de mais esta quadrilha típica dos estados sulistas. Como dizem os colonistas da Zero Hora, nossos empresários são exemplo para o nordeste…

O que é o Maranhão do Sarney comparado ao RS de Yeda Crusius, da RBS, de empresários que botam detergente e soda cáustica no leite de nossas crianças?! No Maranhão, Sarney ocupa todos os cargos. No RS, os funcionários da RBS estão buscando ocupar todos os cargos. Qual é mesmo a diferença entre as duas famiglias (Sarney e Sirotsky) filiadas à Rede Globo?

E não bastasse isso, nossos valorosos empresários também deram para fraudar o Sistema Único de Saúde. Como diria aquele tarado da bancada do Jornal Nacional, “bandido bom é bandido morto!” Então, porque não pedem pena de morte ao Eike Batista e seus assessores de fachada? Por que ninguém pede pena de morte aos empresários que adulteraram o leite? Será que agora alguém vai pedir pena de morte para quem fraudou a distribuição de medicamentos do SUS?

Lasier Martins é, pelo seu estilo enfático de defender os corruptores e atacar os movimentos sociais, o supositório que o Rio Grande precisa.

E depois o Genoíno é que corrupto!

Procuradoria denuncia 60 por fraude em compras de medicamentos do SUS

Quadrilha teria atuado em mais de 50 cidades no Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina

por Mateus Coutinho

A Procuradoria da República em Erechim, no Rio Grande do Sul, denunciou 60 pessoas acusadas de fraudarem licitações para distribuição de medicamentos do Sistema Único de Saúde (SUS) em pelo menos 50 municípios nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

De acordo com o Ministério Público Federal, as denúncias foram realizadas após a conclusão de parte das investigações da Operação Saúde, deflagrada em maio de 2011 pelo MPF e Polícia Federal. Os acusados estão sendo denunciados por crimes licitatórios, corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, estelionato, peculato, entre outros.

A Operação Saúde teve o objetivo de desarticular um esquema de fraudes a licitações municipais envolvendo empresários e funcionários do ramo de fornecimento de medicamentos e servidores públicos que teriam direcionado as licitações às empresas envolvidas. A operação também resultou em mandados de busca e apreensão, prisão temporária dos envolvidos e indisponibilidade de bens de pessoas físicas e jurídicas.

Segundo a procuradora da República Cinthia Gabriela Borges, autora das denúncias, funcionários e empresários de empresas fornecedoras de medicamentos e equipamentos ambulatoriais, ao saberem da abertura de uma licitação, mantinham contatos prévios entre si e ajustavam antecipadamente os valores a serem propostos por cada empresa, simulando a existência de concorrência e causando prejuízo ao Sistema Único de Saúde.

Além disso, segundo o MPF, a denúncia aponta que em alguns municípios do Estado, houve a participação de servidores públicos municipais, que repassavam informações privilegiadas sobre o andamento da licitação que seria realizada na cidade às empresas que participavam do certame.

 

 

 

TJMG confirma: Aécio Neves é réu e será julgado por desvio de R$4,3 bilhões da saúde

Governador de Minas Gerais é acusado de não cumprir o piso constitucional do financiamento do SUS entre 2003 e 2008

 

Cartazete do blogue Desabafo, publicado em 9 de abril de 2013
Cartazete do blogue Desabafo, publicado em 9 de abril de 2013

 

Do site do deputado Rogério Correia
Desembargadores negaram recurso da defesa de Aécio Neves e mantiveram ação por improbidade administrativa (Foto: Governo de Minas Gerais / Leo Drumond / Flickr)

Por três votos a zero, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) decidiu que o senador Aécio Neves continua réu em ação civil por improbidade administrativa movida contra ele pelo Ministério Público Estadual (MPE).

Aécio é investigado pelo desvio de R$ 4,3 bilhões da área da saúde em Minas e pelo não cumprimento do piso constitucional do financiamento do sistema público de saúde no período de 2003 a 2008, período em que ele foi governador do estado. O julgamento deverá acontecer ainda esse ano. Se culpado, o senador ficará inelegível.

Desde 2003, a bancada estadual do PT denuncia essa fraude e a falta de compromisso do governo de Minas com a saúde no estado. Conseqüência disso é o caos instaurado no sistema público de saúde, situação essa que tem se agravado com a atual e grave epidemia de dengue.

Recurso

Os desembargadores Bitencourt Marcondes, Alyrio Ramos e Edgard Penna Amorim negaram o provimento ao recurso solicitado por Aécio Neves para a extinção da ação por entenderem ser legítima a ação de improbidade diante da não aplicação do mínimo constitucional de 12% da receita do Estado na área da Saúde. Segundo eles, a atitude do ex-governador atenta aos princípios da administração pública já que “a conduta esperada do agente público é oposta, no sentido de cumprir norma constitucional que visa à melhoria dos serviços de saúde universais e gratuitos, como forma de inclusão social, erradicação e prevenção de doenças”.

A alegação do réu (Aécio) é a de não ter havido qualquer transferência de recursos do estado à COPASA para investimentos em saneamento básico, já que esse teria sido originado de recursos próprios. Os fatos apurados demonstram, no entanto, a utilização de valores provenientes de tarifas da COPASA para serem contabilizados como investimento em saúde pública, em uma clara manobra para garantir o mínimo constitucional de 12%. A pergunta é: qual foi a destinação dada aos R$4,3 bilhões então? Fonte: Portal Forum. Publicado em 20 de maio de 2013.

Leia também:

Justiça aponta que governo Aécio mentiu sobre investimentos em saúde
Clique aqui para ler

O agravo de instrumento e a íntegra dos votos dos desembargadores

Pegadinhas de Silvio Santos sempre acabam em tragédia

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Sílvio Santos quantos bilhões já pegou dos bancos oficiais para salvar seus bilionários negócios? Dinheiro que utilizado na saúde poderia ter salvo milhares e milhares de brasileiros nas filas do Sus. Dinheiro que utilizado na educação teria salvo milhões de jovens que, analfabetos, permanecem desempregados, ou foram aliciados pelo tráfico, ou revoltados estão mascarados nos protestos de ruas. Jovens que são assassinados pela polícia, ou penam nos presídios, vítimas da justiça PPV.

Veja quanta crueldade neste episódio narrado pelo Jornal VDD:

Na tarde de 31 de outubro último, a produção do programa Silvio Santos se preparava para mais uma pegadinha com a Rafaela Manzolina, que ficou conhecida como “Menina Fantasma do Elevador”. Tudo seria mais ou menos esquematizado da mesma forma da pegadinha anterior. A menina estaria escondida dentro de um provador de roupas, assustando as mulheres que experimentavam roupas em uma loja no centro de São Paulo.

Segundo Ricardo Doccio, produtor do programa Silvio Santos, Rafaela Manzolina gravou cerca de cinco sustos e disse que não queria mais gravar. “Ela dizia que estava com um pressentimento ruim.” – acrescentou.

Eles continuaram as gravações normalmente, até que uma mulher – que preferiu não ser identificada pela família – entrou no provador e seria a próxima “vítima” da pegadinha. O problema é que esta mulher sofria de sérios problemas no coração e entrou em estado de choque assim que viu a “menina fantasma”.

A produção, às pressas, tentou atender a mulher que caiu se debatendo no chão. Mas infelizmente já era tarde demais. Ela faleceu durante as gravações.

Ricardo Doccio já está em contato com a família e disse que o programa Silvio Santos dará toda a assistência necessária para tentar aliviar a dor nesta hora tão difícil. [A polícia sempre que mata, os governadores aparecem com a mesma conversa fiada]

Ricardo também acrescentou que a pegadinha vai ao ar neste domingo. A única parte que será cortada será a triste cena da mulher.

Rafaela Manzolina está em estado de choque e disse que se afastará do programa por alguns meses.

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Você acha certo o SBT colocar esta pegadinha na grade de programação deste domingo?

[Deve exibir sim, desde que apresente o assassinato da mulher. Outras mulheres anônimas já morreram de susto com a explosão de bombas de efeito imoral. Aconteceu com uma gari no Pará. A Prefeitura prometeu  “toda a assistência necessária para tentar aliviar a dor nesta hora tão difícil”. Isto é, pagar os meios de comunicação de massa para não divulgar o crime. Até na morte as promessas são mentirosas. Que ninguém faz nada que preste para o povo.

Polícia de Alckmin vai investigar essa morte? Qual foi o local do pega para matar? Os promotores vão enterrar esse caso na gaveta profunda?] 

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Sílvio Santos anuncia outro programa de “alto nível”:

 
 
 
 
 
 
 

Médicos cearenses acusados de xenofobia

Por Lauriberto Braga

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Um nota de desagravo aos médicos estrangeiros foi lançada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A nota chama o ato dos médicos cearenses de ‘demonstração de intolerância e xenofobia’. O SUS mais entidades populares e o PT fazem um apelo às entidades médicas ‘para que respeitem os médicos cubanos e outros estrangeiros, que o acolham como merecem’.

A nota pede que os cearenses ‘pratiquem a solidariedade latino-americana’ e cita José Martí, o líder da unidade ibero-americana: Cultivo uma rosa branca, em julho como em janeiro, para o amigo verdadeiro que estende sua mão franca. E para o mau que me arranca o coração como que vivo, cardo ou urtiga não cultivo: cultivo uma rosa branca.

A nota revela como foram as agressões: ‘…assistimos, lamentavelmente, a uma demonstração de intolerância e xenofobia do Sindicato dos Médicos do Ceará e um grupo de 40 jovens médicos para com os médicos cubanos e outros estrangeiros, que vieram ao Brasil por espírito solidário e respondendo a um chamamento do governo brasileiro. Gritaram, a plenos pulmões, nas portas da Escola de Saúde Pública, num verdadeiro corredor polonês, grosseiras, injustas e xenofóbicas palavras: escravos, incompetentes, voltem pra senzala e outros impropérios’.

A nota de desagravo cita ainda Carlos Drummond de Andrade: ‘Senhor presidente, para onde você caminha e leva os jovens médicos. E agora, José? José, para onde? Para a agressão física? Escravos, José? Um povo valoroso que resiste a um boicote econômico há 54 anos da maior potência econômica do mundo, os Estados Unidos, e não se entrega, e não se curva? Um povo que jamais agrediu outros povos e, sim, oferece sempre a sua solidariedade e os seus médicos em situações de catástrofe, como no Haiti e em 69 países que pedem sua ajuda, sempre intermediada pela OMS? Cuba não tem riqueza, José. A sua riqueza é o seu povo, são seus médicos, a sua solidariedade. Incompetentes, Jose? Os indicadores de saúde de Cuba se pareiam com os dos países mais desenvolvidos, A mortalidade infantil é menor que nos Estados Unidos e há 30 anos desenvolvem um Programa de Saúde da Família que é exemplo para o mundo inteiro’.

A nota encerra dando boas vindas aos ‘médicos cubanos e todos os estrangeiros que aqui vieram prestar sua solidariedade e cuidar do nosso povo’.

 

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Brasil.15 milhões de pessoas com doenças raras

8 mil os tipos de doenças raras diagnosticadas

 

Agilidade no diagnóstico e no acesso a medicamentos é um dos desafios das pessoas com doenças raras. A estimativa de especialistas é que aproximadamente 15 milhões de pessoas tenham doenças raras no país. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica de doenças raras aquelas que afetam, em média, 1,3 pessoa a cada grupo de 2 mil. São cerca de 8 mil os tipos de doenças raras diagnosticadas. A causa genética é responsável por 80% delas.

Esta semana, especialista discutiram o tema em Brasília no I Congresso Ibero-americano de Doenças Raras. Um diagnóstico rápido é fundamental para iniciar garantir qualidade de vida ao paciente, de acordo com Rogério Lima Barbosa, presidente da Associação Maria Vitória. No entanto, ele diz que são recorrentes os casos de demora no diagnóstico, principalmente por falta de informação e de médicos especializados nessas doenças. Pai de uma menina com neurofibromatose, ele passou quatro anos em busca do diagnóstico.

“Às vezes a pessoa fica cinco anos à procura de um diagnóstico correto e tem pessoas que passam dez, 15 anos sem saber disso [que têm a doença]”, disse. Rogério Lima cita também a necessidade de investimento em exames e pesquisa pra identificar doenças raras.

Na avaliação da presidenta da Associação dos Familiares, Amigos e Portadores de Doenças Graves (Afag), Maria Cecília Mazzariol, um caminho para reduzir a demora no diagnóstico é a oferta de educação continuada aos profissionais da saúde para que tenham acesso a informações sobre as enfermidades. Ela destaca também a importância de incentivar pesquisas.

As doenças raras são enfermidades crônicas, progressivas e incapacitantes. O medicamento é um caminho para melhorar qualidade de vida do paciente. A presidenta da Afag conta que são poucos os medicamentos produzidos no Brasil, e os preços são elevados. A Justiça acaba sendo o meio mais comum para garantir o acesso, segundo ela.

“O SUS trabalha com protocolos de saúde e diretrizes que acabam englobando aqueles tratamentos para as doenças de maior prevalência e a maioria das doenças raras é negligenciada. O tratamento para pacientes com doenças raras via de regra não está disponível no SUS e os planos de saúde às vezes negam. Na maioria das vezes a pessoa vai ter que recorrer ao Judiciário para conseguir o tratamento”, diz Maria Cecília Mazzariol.

Em fevereiro deste ano, o Ministério da Saúde anunciou que seria criada a Política Nacional de Atenção às Pessoas com Doenças Raras no Sistema Único de Saúde (SUS) na busca de ampliar e melhorar o tratamento. Uma consulta pública foi aberta para receber sugestões, e o texto da política está em elaboração, de acordo com o ministério. O SUS conta com 25 tratamentos protocolados para doenças raras e oferta medicamentos para 12 dessas enfermidades.

Na avaliação de Rogério Lima, da Associação Maria Vitória, nos últimos anos houve pouco avanço concreto no tratamento e nas políticas públicas referentes às doenças raras. “Se falar tecnicamente e fizer um recorte de 2010 pra cá, houve muita discussão, mas avanço concreto não. Os pacientes continuam sem atendimento e usando a Justiça para garantir medicamento.” (Agência Brasil).

Veja que o SUS é a salvação da classe média e dos pobres. Quem é favorável a privatização da saúde, não pensa no amanhã. A medicina privatizada é um alto e rendoso negócio que apenas beneficia os laboratórios, os planos de saúde, os hospitais particulares, as grandes redes de farmácias, a maldita indústria da morte. (T.A.)

 

Protesto de médicos na Espanha
Protesto de médicos na Espanha

 

Ser médico no Brasil, um desafio para a reforma

por Catarina Gomes

Público/ Portugal

Espírito Santo
Espírito Santo

educação saúde

 

Busca de aventura e relações familiares são as razões da ida de médicos portugueses para o Brasil, onde o Governo criou um programa para preencher vagas em zonas carenciadas

Se não fosse o medo de cobras, a médica portuguesa Maria Teresa Pereira, de 59 anos, até poderia ter escolhido a Amazónia. Assim, dentro do desconhecido, optou por ir exercer para Almirante Tamandaré, na região de Curitiba, no Sul do Brasil. Não são médicos em início da carreira em busca de aventura, mas sim aposentados a maioria dos 17 médicos portugueses que saíram do país para exercer no Brasil, no âmbito de um programa do Governo brasileiro para colocar clínicos em zonas carenciadas. Maria Teresa encara a ida como “um desafio” na reforma. Depois de três semanas de formação, o trabalho no terreno começa esta semana.

Sempre leu literatura brasileira, sempre se sentiu ligada ao país, mas conhecer só mesmo o clássico: as férias no Nordeste brasileiro. Tinha pedido a reforma antecipada para fugir a mais cortes no salário e exercia medicina geral e familiar no sector privado, na Lourinhã, depois de ter passado a sua vida em centros de saúde. Criados os filhos, emigrados os filhos, há vários anos que ambicionava experimentar exercer medicina fora do país. Fazendo contas à esperança média de vida à nascença, Maria Teresa Pereira pode contar com mais duas décadas pela frente, e a vontade de desafios e de aprender não esmoreceu.

Tentava há anos ir para o Brasil, mas a burocracia e o que tinha de investir para o conseguir – só para equiparação do diploma teria de se deslocar ao país para fazer um teste escrito e outro oral – tinham adiado o projecto. Quando um doente lhe falou no programa Mais Médicos, que está a recrutar médicos para zonas carenciadas, nem hesitou. Toda a parte de equivalências era assegurada, e estava estipulado um salário mensal de 10 mil reais (cerca de 3200 euros). As ajudas de custo podem variar entre cerca de 30 mil reais (cerca de 9500 euros) e 20 mil (6500 euros), dependendo da região do Brasil.

Partiu sozinha. Esteve em formação três semanas e conheceu centenas de médicos de todo o mundo mas nenhum português, não faz ideia de quem são os outros. A Ordem dos Médicos não tem dados sobre estes clínicos, mas todos os que vieram contar a sua história são médicos que, entrados na reforma, procuram uma experiência profissional nova num país diferente, como Maria Teresa, ou que rumaram ao Brasil por razões familiares.

Miguel Soutim, médico reformado de 70 anos, enquadra-se na primeira categoria. “Em Portugal já me reformei e queria continuar a trabalhar”, contou à Lusa. “Nos últimos anos, fomos [Portugal] invadidos por brasileiros, médicos e doentes, agora as coisas viraram ao contrário, mas as relações são boas na mesma”, cita o site da Globo. O Departamento Económico e de Assuntos Sociais das Nações Unidas considera a rota Portugal-Brasil “um grande corredor migratório”. Em 2009, tinham ido para o Brasil 708 portugueses, em 2012 já foram 2247, cita a Lusa.

No caso da médica portuguesa Kátia Miranda, 61 anos, o que contou foi mesmo a família. Já trabalhou em diversos países além de Portugal, incluindo França, Inglaterra e Holanda, o último país onde esteve a morar. Agora, queria estar mais próxima do filho, casado com uma brasileira, e da neta, de sete anos, disse à Lusa.

Raul dos Reis Ramalho, 66 anos, especialista em cirurgia bucomaxilofacial, foi surpreeendido à chegada a Salvador da Baía. Por ter sido o primeiro médico estrangeiro a chegar à Baía teve direito a dezenas de microfones e câmaras de televisão. Os jornalistas queriam saber ao que vinha o estrangeiro. Afinal, não era assim tão estrangeiro. Morou em Salvador sete anos, entre 1976 e 1983. Neste período, formou-se na Faculdade Baiana de Medicina, escreveu o jornal local Correio. “Eu vim pela saudade, sempre sonhei voltar à Baía”, disse ele, aposentado em Portugal desde 2011. Há dois anos, um filho seu foi viver para Salvador com a mulher, uma baiana, para fugir à crise europeia. Foi ele quem lhe falou do programa.

Neste primeiro grupo, regressaram 27 brasileiros que estavam a exercer em Portugal. Maria José Cardoso da Silva, portuguesa, aposentada, de 64 anos, conheceu o marido, também médico mas brasileiro, Artur Cardoso da Silva, 65 anos, na Universidade de Coimbra, onde se formaram há 38 anos. Chegados a esta fase, acordaram que tinha chegado a altura de agora virem residir para o país dele. O casal, que morava no Porto, vai viver em Sabará, Minas Gerais. “Quando vimos este programa, meu marido insistiu comigo para vir. Eu senti muito que ele queria voltar”, cita o site Globo. “Estamos acostumados com programas comunitários, pois foi a nossa geração que implantou em Portugal o serviço de medicina comunitária.”

Dos 522 estrangeiros ou brasileiros formados no exterior que vão trabalhar no Brasil, a maior parte chega da Argentina (141) e de Espanha (100), mas também de Cuba (74). A seguir surge Portugal, com 45 médicos (os 17 médicos são os que já chegaram ao Brasil), e a Venezuela (42). Ao todo são de 32 países.

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Cubano diz que médicos brasileiros se preocupam mais com dinheiro e status

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Prestes a começar a trabalhar pelo programa Mais Médicos, o cubano Amauri Cancio, de 40 anos de idade, diz que está ansioso para começar suas atividades em Codajás, na Amazônia. Depois de três semanas de curso em Brasília, ele chega a Manaus nesta segunda-feira (16) para uma semana de “acolhimento” em que vai conhecer os hospitais e unidades básicas de saúde, além de ter informações sobre hábitos de vida e doenças mais comuns daquela região.

Para o médico, viver em uma cidade distante da capital (Codajás fica a 240 km de Manaus) e também das maiores capitais brasileiras não será problema, já que seu objetivo de vida “é levar saúde onde se precisa dela”. De acordo com o cubano, muitos médicos brasileiros não querem ir para longe.

— O que nos move é o sentimento profissional. Nós fizemos um juramento, temos que cumpri-lo. Onde estudamos, aprendemos que devemos servir à nossa própria comunidade. Aqui no Brasil, para os médicos, o dinheiro e o status, às vezes, são mais importantes. Nós não viemos por dinheiro, viemos por solidariedade. O sistema de saúde e as políticas brasileiras são boas, mas é preciso universalizar o serviço.(R7)

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A boa morte da saúde pública ou privada. Minas ameaça prender os médicos cubanos

Em entrevista ao jornal Estado de Minas, publicada nesta sexta-feira (23), João Batista garantiu que, se o governo seguir em frente com as contratações, o impasse vai virar caso de polícia.

“Se ouvir dizer que existe um médico cubano atuando em Nova Lima, por exemplo, mando uma equipe do CRM-MG fiscalizar. Chegando lá, será verificado se ele tem o diploma revalidado no Brasil e a carteirinha do CRM-MG. Se não tiver, vamos à delegacia de polícia e o denunciamos por exercício ilegal da profissão, da mesma forma que fazemos com um charlatão ou com curandeiro”.

Curandeiros atuam nos programas religiosos eletrônicos… E João Batista não faz nada contra…

O governador de Minas Gerais e o chefe Aécio Neves também têm o mesmo comportamento do presidente do CRM-MG.

Quantas cidades mineiras não possuem médicos residentes? E, principalmente, médicos de família?

Nas faculdades mineiras existe a especialidade Medicina de Família?

João Batista quer a cabeça dos médicos cubanos
João Batista quer a cabeça dos médicos cubanos

O presidente do CRM/MG ainda fez uma declaração polêmica. “Nossa preocupação é com a qualidade desses médicos, que são bons apenas em medicina preventiva, não sabem tirar tomografia. Vou orientar meus médicos a não socorrerem erros dos colegas cubanos”.

Errar é humano. Não socorrer um paciente é crime. Um erra e o outro mata ou, também, não pode salvar. O Programa Mais Médicos não é para ressuscitar. Ou para salvar pacientes terminais.

Só espero que as consultas, daqui pra frente, passem dos tradicionais cinco minutos. Que sejam investigados os atestados de morte por causa desconhecida.

Que os brasileiros não morram nas filas de espera. E quando chegar a hora da morte que ela seja digna.

Os católicos cultuam Nossa Senhora da Boa Morte. O culto chegou ao Brasil por meio dos portugueses.

A imagem de Nossa Senhora da Boa Morte pode ser venerada em Salvador, na igreja da Glória e Saúde.  E na cidade de Cachoeira, onde são realizadas as maiores celebrações organizadas anualmente pela Irmandade da Boa Morte. Possui tais características:

  • Incorpora elementos da cultura afro-brasileira
  • Tem mais de duzentos anos
  • Só admite mulheres com mais de quarenta anos de idade
  • São na maioria adeptas do candomblé

Existe também na cidade de Santos em São Paulo, uma Confraria de Nossa Senhora da Boa morte, localizada no Convento de Nossa Senhora do Carmo dos carmelitas.

O título Senhora da Boa Morte está ligado ao final da oração denominada “Ave maria”: “Santa Maria, Mãe de Deus,rogai por nós, pecadores agora e na hora de nossa morte”.

Nossa Senhoara da Boa Morte
Nossa Senhoara da Boa Morte

Oração à Santíssima Virgem para obter uma boa morte

Ó Maria, concebida sem mácula, orai por nós que a Vós recorremos.
Ò Refúgio dos pecadores, Mãe dos agonizantes, não nos desampareis na hora da nossa morte, mas alcançai-nos uma dor perfeita, uma contrição sincera, a remissão dos nossos pecados, uma digna recepção do Santíssimo Viático, a fortaleza, do Sacramento da Unção dos enfermos, para que possamos seguros apresentar-nos ante o trono do justo mas também misericordioso Juiz, Deus e Redentor nosso.
Condenação maléfica para a tradicional família mineira 
Todo vivente merece uma boa morte. “Vou orientar meus médicos a não socorrerem erros dos colegas cubanos”.
João Batista quer prender esta médica? Foto G1
João Batista quer prender esta médica? Foto G1
G1: – Por que veio?
Natalia Lorena: Minha mãe é brasileira e meu pai é argentino, cardiologista, e também vive no Brasil. Sempre quis vir para cá, visitava minha família uma vez por ano, mas a trabalho é a primeira vez. Acho a experiência boa, importante e, desde o primeiro ano de faculdade, já tive contato com pessoas carentes. Também é uma oportunidade porque não precisa de Revalida, é mais fácil. Não pensei que ia dar certo ou fosse tão rápido.
G1: – Desafios?
Natalia: – Trabalhei apenas em postos e hospitais públicos. Sempre existe o medo e o risco, deixei meu trabalho e residência na Argentina, mas vou correr o risco, é uma oportunidade e vou fazer o bem.
Ou prefere prender Natasha Sanches, 41 anos?
Ou prefere prender Natasha Sanches, 41 anos?

Negra, cubana, Natasha Romero Sanches ao desembarcar no Recife: “Nossas famílias estão seguras, com o necessário para viver. Nós nos formamos com base na solidariedade e no humanismo. O salário não é importante”. E falou da alegria de estar no Brasil e poder “colaborar com o SUS”.

 

Quando a medicina é uma grande zona

 

 

 

 

 

 

 

 

“Um problema grave no Brasil é não ter médicos perto da população”

por Thais Leitão
Agência Brasil

Brasília – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse hoje (9) que o governo federal está “muito seguro” da validade jurídica do Programa Mais Médicos, lançado ontem (8). Ele rebateu críticas feitas por entidades médicas, entre elas a relativa à criação do segundo ciclo do curso de medicina, medida que condiciona o recebimento do diploma à atuação, por dois anos, de alunos que entrarem nesse curso a partir de 2015, no Sistema Único de Saúde (SUS). As entidades de classe avaliam que essa mudança é uma exploração do profissional de saúde. A Medida Provisória que institui o programa e a portaria interministerial que fixa suas diretrizes, além dos editais com as regras definidas foram publicadas na edição de hoje do Diário Oficial da União (DOU).

“Não só o Ministério da Saúde, a AGU [Advocacia-geral da União], a Casa Civil e todos os ministérios envolvidos estão muito seguros da constitucionalidade das medidas. Agora, o momento é o do debate no Congresso [Nacional]. Quem tiver propostas diferentes para levarmos mais médicos à população brasileira apresente-as e vamos debater no Congresso. Não venham tentar cercear o debate e as medidas que o governo federal está tomando para resolver um problema grave no Brasil, que é ter médicos perto da população”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao apresentar os dados regionais do programa.

O ministro ressaltou que esses dois anos de atuação no SUS não representa uma espécie de “serviço civil obrigatório”, na medida em que se trata de um processo de treinamento ligado às instituições formadoras. Pelo menos três propostas de criação do serviço civil obrigatório tramitam nas comissões do Senado. A ideia é que os estudantes que ingressarem nos cursos de medicina, em universidades públicas e as instituições de ensino privadas que recebem recurso público, paguem com trabalho o que o Estado gastou na sua formação acadêmica.

“O serviço social obrigatório é quando o Estado escolhe para onde o profissional vai. O médico em treinamento ficará dois anos na atenção básica, na medicina da família, na urgência e emergência, ligado à instituição formadora. Ou seja, a faculdade onde ele estuda vai ter que se aproximar da atenção básica e lá ele vai fazer o processo de treinamento [na rede de saúde local]. Não tem nenhuma relação com serviço civil obrigatório, com serviço social obrigatório”, disse, enfatizando que esses dois anos servirão para melhorar a formação dos profissionais e torná-los “especialistas de gente”, com uma visão mais geral e integral do paciente.

Ainda durante a entrevista coletiva, Padilha ressaltou que são consideradas prioritárias 1.582 áreas, no âmbito do Programa Mais Médicos, que também prevê estímulos aos médicos para atuação exclusiva na atenção básica em periferias de grandes cidades, municípios de interior e no Norte e Nordeste do país. Ele disse, no entanto, que essa priorização não significa que outros municípios não possam aderir ao plano e também receber médicos inscritos.

Entre as áreas prioritárias estão 1.290 municípios de alta vulnerabilidade social, 201 cidades de regiões metropolitanas, 66 cidades com mais de 80 mil habitantes de baixa receita pública per capita e 25 distritos de saúde indígena. De acordo com o Ministério da Saúde, 209 dos municípios prioritários estão no Norte, 1.042 no Nordeste; 45 no Centro-Oeste, além do Distrito Federal; 135 no Sudeste e 125 no Sul. A quantidade de vagas disponíveis só será conhecida a partir da demanda apresentada pelos municípios.

Também foram apresentados dados relativos à criação das 11.500 vagas para graduação e das 12.400 para formação de especialistas (residência médica), que integram outra vertente do Programa Mais Médicos. O Norte vai receber 1.231 vagas de graduação e 1.291 para residência; o Nordeste, 4.237 de graduação e 4.132 de residência; o Centro-Oeste, 1.274 de graduação e 934 de residência; o Sudeste, 3.185 de graduação e 5.177 de residência; e o Sul, 1.520 de graduação e 838 de residência.

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