O manual do governo Fernando Henrique que vendeu as estatais

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Empresas espanholas trazidas por FHC só trouxeram corrupção

 

por Gilmar Crestani

Alguém ainda há de lembrar que o processo de privatizações começou com a entrega da CRT por Antonio Britto aos seus ex-patrões da RBS que formaram consórcio com a Telefônica de Espanha. A tentativa de apropriação do Estado pela RBS não começava aí, mas foi com a entrega da CRT que ficou escancarado que a RBS estava determinada a se infiltrar no Estado. Se a Telefônica passou a perna nos donos da RBS também é verdade que não desistiram de terem a chave dos cofres do Estado nas mãos de seus funcionários. O cavalo do comissário perdeu para Olívio Dutra, saiu pela porta dos fundos escondido no manto do capacho Pedro Simon, e foi se desintoxicar do mal das alterosas que também acomete Aécio Neves, na Espanha. Por mera coincidência, terra que entrara cisplatina via RBS mas que também arrematara por algumas bananas o Meridional.

A Zara, da Inditex, e outras espanholas já estiveram também envolvidos em trabalho escravo. Agora é a vez da rede de supermercados se envolverem em sonegação. Aliás, esta deve ter sido a razão pela qual o PSDB resolvera trazer de fora tantas empresas corruptas e corruptoras. São de mesma natureza. Nem em dez mandatos o PT conseguirá se livrar da herança maldita espalhada nos vários níveis do Estado de esqueletos espalhados pelo PSDB. Por falar nisso, quando sairá Gilmar Mendes, exemplo maior da herança maldita deixada por FHC.

Está aí uma boa pauta para colonista do El País, Juan Árias, puxa-saco da direita tupiniquim. Ele que ficou famoso nas altas rodas por reclamar que os brasileiros não reagem contra a corrupção, poderia começar explicando se a Espanha tem outros produtos, além da corrupção e do trabalho escravo para exportar. Nem precisa comentar a diferença entre o nível de desemprego (27%) na Espanha em relação ao Brasil (4,6%) por que aí já seria esperar demais de um ventríloquo, de uma pena de aluguel.

Rede espanhola Dia tem disputas milionárias com o fisco de três países

* O Brasil exige da rede de supermercados mais de 90 milhões por questões fiscais

* A França exigiu pagamentos por arredondar o IVA e a Espanha, pelo imposto de sociedades

 

Unidade do supermercado Dia em Madri. / JUAN MEDINA (REUTER
Unidade do supermercado Dia em Madri. / JUAN MEDINA (REUTER

por Cristina Delgado Madri

 

A rede de supermercados Dia está envolvida em várias disputas fiscais em diferentes países. A mais cara delas é no Brasil. O grupo reconhece em seu relatório anual, entregue à Comissão Nacional do Mercado de valores, que recebeu duas notificações das autoridades fiscais brasileiras.

A primeira, na qual exigem 13,34 milhões de euros (mais de 40 milhões de reais), é por “discrepância do imposto referente às receitas com descontos recebidos de fornecedores”. A segunda, de 77,65 milhões de euros (cerca de 253 milhões de reais), “em relação ao reflexo dos movimentos de mercadorias e sua repercussão em inventários”. A empresa qualifica como “remota” a possibilidade de perder o litígio e não disponibilizou os recursos.

O Dia já teve de pagar no Brasil “2,2 milhões de euros por processos trabalhistas e 1,7 milhões relativos a outros riscos operacionais”. Além disso, a empresa reservou dinheiro para outras disputas: 4,46 milhões para o Dia França, “pelo custo financeiro associado a litígios pelo arredondamento do IVA (imposto sobre valor agregado) nos decimais do euro dos exercícios 2006, 2007 e 2008”.

A rede reconhece, além disso, que pagou, na Espanha, 3,86 milhões de euros pelo Imposto de Sociedades de 2008 e 2,85 milhões depois de uma inspeção do mesmo tributo de 2008, 2009 e 2010.

Por outro lado, a empresa também suspendeu os fundos que tinha guardado para outros possíveis pagamentos que considera que já não serão necessários. Por exemplo, 3,54 milhões de euros “correspondentes à anulação parcial do fundo criado no exercício 2013 para enfrentar riscos derivados da venda do Dia à Turquia”. Também 2,17 milhões que tinha reservado “para enfrentar inspeções dos exercícios 2008, 2009, 2010 e 2011. Além disso, o exercício inclui a anulação de outros recursos criados para cobrir outros riscos fiscais no valor de 1,26 milhão e depois da saída dos resultados do Dia França “foram cancelados os riscos fiscais, legais e sociais” no montante de 9,23 milhões de euros.

 

 

Um shopping ou hipermercado, em bairro residencial, fecha incontáveis pequenos estabalecimentos comerciais

O Brasil vive uma mania (modismo) de construção de shoppings e de multiplicação de hipermercados (os novos templos do capitalismo selvagem) como modelo de um progresso que desumaniza as cidades.

Podemos classificar os bairros em residenciais, aqueles nos quais prevalecem as residências; com pequenos comércios para facilitar a vida das pessoas, como padarias, açougues, quitandas e frutarias, lojas de presentes, etc. Nos comerciais prevalecem as lojas, são movimentados em razão do grande número de lojas que possuem, sendo que essas variam muito em todos os artigos, como lojas de sapatos, roupas, tecidos, brinquedos, materiais de construção, bancos, etc. Já os bairros industriais ficam mais afastados dos centros das cidades. Neles são encontradas as indústrias de alimentos, indústrias têxteis, de materiais de construção, produtos farmacêuticos, etc. (Jussara de Barros, pedagoga)

No novo Plano Diretor são criados espaços para comércios e serviços no pavimento térreo dos edifícios a serem construídos no centro da cidade e nos núcleos centrais de todos os bairros. O comércio e os serviços são dois dos principais fatores da humanização das cidades, atenuando as distâncias entre os espaços públicos e privados. Nas áreas em que o comércio é estimulado, portas, janelas e vitrines substituem as paredes cegas – que configuram verdadeiros “muros” para os transeuntes, transformando ruas e calçadas em locais de vivência e não apenas de passagens. O reconhecimento do papel dos pequenos estabelecimentos na qualidade dos espaços urbanos é um dos principais ganhos do novo plano diretor em relação ao regramento atual, que ignora completamente a necessidade dessa valorização.

Como e onde

As Áreas Mistas Centrais, AMCs, previstas para todos os bairros da cidade, priorizam a relação das áreas construídas com as ruas, estimulando o comércio e os serviços e estão presentes no conjunto dos mapas propostos pelo Plano Diretor. No artigo 30, define-se que os pequenos comércios e serviços devem integrar as áreas residenciais, permitindo legalizar centenas de estabelecimentos hoje colocados na marginalidade pela generalização das áreas exclusivas. (Plano Diretor de Florianópolis)

Leis de proteção

Precisamos criar leis para proteger os pequenos comerciantes. A exemplo da França:

Pour protéger le commerce de proximité, les lois de 1973 (loi Royer), de 1993 et de 1996 ont institué un régime d’autorisation pour les projets de création ou d’extension de magasins dépassant 300 m².

“Paris oeuvre depuis longtemps pour la sauvegarde du commerce de proximité“.

Un groupe de parlementaires a déposé une proposition de loi sur l’urbanisme commercial pour protéger le paysage urbain et les petits commerçants.

Entrées de ville défigurées par des centres commerciaux à ciel ouvert et centres-villes désertés par les commerces et condamnés à mourir à petit feu…

Nos shoppings brasileiros a permanência de apenas um hipermercado de alimentos, que monopoliza preços, produtos, inclusive a venda de bens culturais estrangeiros como livros, dvs, cds etc. Funciona, inclusive, uma farmácia, proibida por lei, mas estabelecida como uma empresa laranja. Nem preciso dizer que nem o nome é brasileiro.

Santa Maria, que viveu o fogo do crematório da boite Kisse, festeja um novo inferno

BRA_DSM hipermercado

Chile marcha contra supermercados e preços dos alimentos

No Brasil sobe tudo. E ninguém reclama.

As agências reguladoras dos altos preços, as Anas, prostitutas respeitosas dos piratas da telefonia, da energia, do gás, da gasolina, dos medicamentos, dos alimentos, de todos os serviços e produtos essenciais para o povo, continuam de pernas abertas para as empresas e indústrias estrangeiras.

As Anas foram criadas por Fernando Henrique, para garantir o lucro das empresas desnacionalizadas e privatizadas.

Lá no Chile, que paga melhores salários, os trabalhadores, os estudantes enfrentam um governo direitista, uma justiça conservadora, uma polícia pinochetista.

Apoyo a movilización “Aysén, tú problema es mi problema”

En el transcurso de la marcha, los manifestantes efectuaron un recorrido que pasó primero por las afueras de los supermercados, lugar en el cual se efectuó una interpelación sobre los precios de los alimentos y como los dos supermercados estarían aprovechándose de la contingencia para elevar sus precios, y a la vez, no permiten a sus trabajadores expresarse en apoyo al movimiento social. El segundo punto de detención, fue en las afueras de Sodimac, en avenida Ogana, lugar en el cual también se expresó el enojo de los trabajadores de dicha empresa, ya que no permiten que sus trabajadores, organizados en sindicatos, puedan participar de alguna forma en las movilizacio-nes sociales que vive la Región de Aysén.

En lo que se refiere a los enfrentamientos con los efectivos policiales, Julio López comentó que “cuando llevamos el camión con medicamentos, alimentos y otras dona-ciones, que juntamos con toda la comunidad en Coyhaique, para la ciudad del puerto nos tocó presenciar el arribo al centro de operaciones del movimiento, de un herido en la pierna y en el cuello, por lo que pudimos verificar en terreno que efectivamente carabineros están disparando los balines, de acero o de goma, a la cabeza”.

En lo que se refiere a la respuesta del gobierno frente a las peticiones regionales, Julio López señaló que “lo importante es que el gobierno agilice su respuesta, mientras más se reprime a la gente en las calles con carabineros, más gente se suma a las movilizaciones. El gobierno tiene que actuar con prudencia e inteligencia, está demostrado en la historia que cuando se reprime a un pueblo con violencia, éste logra cohesionarse y unirse más. Y se levanta con más decisión”, enfatizó.

De costa para o povo

Os prefeitos petistas do Recife acabaram com as feiras livres.
E, praticamente, fecharam os mercados públicos.

É o Recife dos supermercados e dos shoppings. Dos monopólios. Dos preços lá em cima. Que não há concorrência.
Nada de construir mercado público. O dinheiro é para mais um shopping de João Paes Mendonça. Na Bacia do Pina. Tão abrindo os cofres da Prefeitura e novas ruas e avenidas. Todos os novos caminhos vão dar no novo shopping. Que vai fechar pequenas bodegas, vendas, papelarias, lanchonetes, bares, lojas de miudezas, todos os pequenos negócios no bairro.

É isso aí. A Prefeitura do Recife, desde João Paulo, permanece de costa para o povo. Coisa dos Joãos. Que os ricos faturem a pobreza.