Dos preços e conteúdos de material na internet: Para retirar um notícia no Brasil: um milhão de dólares. Brad Pitt paga 20 milhões por um filme pornô de Angelina Jolie

Para justificar a prisão do jornalista Ricardo Antunes, diz a polícia que ele cobrou um milhão de dólares para tirar uma notícia do blog Leitura Crítica. Blog  censurado e apagado.

Até hoje a polícia não revelou qual notícia. Deve ser coisa cabeluda.

Contra a liberdade de expressão apareceu um desembargador para classificar Ricardo Antunes de “jornalista inimigo”. Talvez desejoso que a imprensa seja formada por um novo profissional: o jornalista amigo.

Pior ainda: proibiu Ricardo Antunes de escrever sua defesa, de historiar os bastidores de sua prisão. Isto é, decretou a censura prévia no Brasil.

Brad Pitt quer comprar um filme por 20 milhões de dólares. Um filme em que sua esposa, Angelina Jolie, vinte anos mais jovem, aparece fazendo sexo grupal.

Num país democrático não existe nenhum juiz que possa tirar este filme do ar. No Brasil seria fácil.

Existe hoje uma explicação vaga, ridícula, simplória: de que Ricardo Antunes escreveu várias notícias contra Antônio Lavareda. Mas isso não é crime.

Não existe jornalismo sem suíte.

Não confundir suíte com swing ou suruba, caso de Angelina Jolie.

Angelina Jolie
Angelina Jolie

El video de sexo grupal explícito de Angelina Jolie no logra ser contenido por la millonaria oferta de esposo Brad Pitt, en su desesperado intento por bloquear la multitudinaria difusión que otorga Internet para materiales de esta naturaleza.

La interesada resistencia a la censura, donde Angelina Jolie practica sexo colectivo y simultáneo con hombres y mujeres, rebasó la cota de 10 millones de dólares ofrecidos por Brad Pitt, al considerarse “insuficiente” por parte del tenedor de la grabación original.

La existencia de la comprometida filmación casera de 13 minutos de duración, realizada bajo el estímulo de abundante consumo de cocaína, fue revelada por The National Enquirer, y tiene por centro absoluto a una hermosa Angelina Jolie 20 años más joven, cuando no vivía sus mejores momentos en lo profesional ni en lo personal, fuertemente afectada por el consumo de sustancias psicotrópicas. Por aquella época precisamente, Angelina estaba presente en las pantallas junto a Wynona Ryder en el film Inocencia interrumpida, cuyo título habría servido de metáfora en la vida de la Jolie varios años antes, a sus apenas 14, cuando estrenó su adultez sexual.

Los 13 minutos de orgía salvaje entre Angelina Jolie y 4 desconocidos, dos mujeres y dos hombres, en los que, a manera de guión de película condicionada, cada una y cada uno de ellos experimenta intensos intercambios físicos con cada una y cada uno de los demás, incluyen secuencias de sadolight, una de las prácticas a la postre preferidas por la hija de John Voigt, hoy señora de Pitt y madre de seis hijos.

Precisamente los hijos de la pareja, sobre todo los dos mayores, concentran los desvelos de ambos, pero especialmente los de Brad Pitt, cuya oferta pública de 10 millones de dólares para bloquear el acceso a Internet de esta orgía juvenil de Angelina, que parece destinado al fracaso en breve plazo.

Suíte. Do francês suite, isto é, série, sequência. Em jornalismo, designa a reportagem que explora os desdobramentos de um fato que foi notícia na edição anterior. Toda suíte deve rememorar os fatos anteriormente divulgados (Jornal Folha de S. Paulo)

É uma matéria que dá sequência ou continuidade a uma notícia, seja por desdobramento do fato, por conter novos detalhes ou por acompanhar um personagem (Wikipédia)

Ricardo Antunes preso incomunicável

Tentei falar com Ricardo Antunes e não consegui. Em que porão da polícia de Pernambuco o jornalista, preso na antevéspera das últimas eleições, se encontra acorrentado, lembrando os tempos da ditadura de militar?

Tentei falar com o meu ex-aluno Antônio Lavareda e não consegui.

Sobre a prisão de Ricardo Antunes existe apenas um release – tudo indica que da autoria da polícia do governador Eduardo Campos – que foi publicado na imprensa e em uma imensidão de blogues. Este o release multiplicado ad infinitum:

“O jornalista Ricardo Antunes foi detido nessa sexta-feira, 5, por suspeita de extorsão. A Polícia Civil afirma que ele estaria tentando extorquir dinheiro do cientista político Antônio Lavareda, colunista da Rádio Band News FM. A quantia seria entregue em troca de que matérias sobre Lavareda fossem retiradas do blog ‘Leitura Crítica”.

Retirar notícias não é extorsão. Nunca será. Esta prática existe. Trata-se de uma corrupção comum na imprensa. O bicheiro Cachoeira é mestre nisso. Espionou autoridades, empresário, e filmou reuniões, gravou conversas telefônicas, roubou documentos secretos, forjou dossiês que foram publicados na grande imprensa escrita e televisionada, tendo jornalistas famosos como parceiros.  O ‘jornalismo investigativo’ de Cachoeira recebeu prêmios Esso de Jornalismo. Pobre imprensa brasileira, “pusilânime jornalismo” como bem definiu o jornalista, poeta, teatrólogo e filósofo Millôr Fernandes.

Apesar da origem sebosa este jornalismo marrom não é extorsão. Extorsão foram as matérias com assinaturas de jornalistas e espiões que Cachoeira não divulgou. A caixa-preta da imprensa está cheia dessas notícias escabrosas. Idem o livro 2 da polícia, a investigação policial sob segredo de justiça, e a justiça secreta do foro especial.

O Brasil é o país do segredo eterno.

A repetição da mesma notícia não é suíte, uma prática necessária, mas que vem sendo abusivamente realizada na cobertura do julgamento do mensalão.

Sobre a retirada de notícias: de repente, não mais do que de repente, a imprensa pára de publicar um suíte.

Suíte – é uma matéria que dá sequência ou continuidade a uma notícia, seja por desdobramento do fato, por conter novos detalhes ou por acompanhar um personagem.

O JORNALISMO COMO BALCÃO DE NEGÓCIOS

Pagar para publicar uma notícia ou não publicar faz parte do mercado negro do jornalismo.

Óbvio que na imprensa de papel é impossível retirar uma notícia depois de publicada. Paga-se para que determinado ato ou fato não seja mais noticiado.

Na internet isso acontece. No caso Lavareda-Ricardo Antunes falta saber quem tomou a iniciativa. Se Lavareda propôs: pago tanto para você retirar tais notícias. Um ato de corrupção e/ou armadilha que Ricardo Antunes caiu. Ou se foi Ricardo Antunes que fez a proposta nojenta: me vendo, retiro as notícias por dois milhões de reais.

Lavareda é banqueiro, empresário imobiliário e dono de duas agências de publicidade, noticiou Ricardo Antunes. Lavareda tem o dinheiro. Se Ricardo Antunes é tão esperto, por que aceitou receber em trinta prestações de 50 mil reais?

(continua)

Massacre de Shaperville

Há 52 anos, em 21 de março de 1960, cerca de vinte mil negros protestavam contra a lei do passe na cidade de Joanesburgo, na África do Sul. Lutavam contra um sistema que os obrigava a portar cartões de identificação que especificava os locais por onde podiam circular. Era uma das lutas contra o apartheid.

No bairro negro de Shaperville, os manifestantes se defrontaram com tropas de segurança daquele sistema odioso. O que era para ser uma manifestação pacífica se transformou em uma tragédia. As forças de segurança atiraram sobre a multidão, deixando 186 feridos e 69 mortos. Esse episódio ficou conhecido como o massacre de Shaperville.

Em memória às vítimas do massacre, em 1976, a ONU (Organização das Nações Unidas) instituiu o dia 21 de março como o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial.

Destacar esse acontecimento é importante para que nunca esqueçamos dessa face cruel do racismo, que não hesita em atirar em pessoas indefesas. Assim, há 36 anos, o dia 21 de março é um marco para a comunidade negra na luta contra o racismo e as discriminações. Ainda hoje, a influência do racismo impede que negros vivam em condições de igualdade com os não negros.

Hoje é o Dia contra o Racismo.
O jn vai noticiar?

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Ivan Sartori, comandante das tropas que expulsaram os pobres do Pinheirinho, defende censura

Themis, a deusa da Justiça, por Kinuko Y Craft
Themis, a deusa da Justiça, por Kinuko Y Craft
Nesta terça-feira (21/03), o desembargador Ivan Sartori, presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, defendeu a criação de um Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para a imprensa. “Eu vou falar. Temos o CNJ e vocês não querem o Conselho Nacional de Jornalismo. Ia ter mais responsabilidade”, e reafirmou que a inspeção do CNJ nos tribunais, inclusive o seu, é rotineira. “Eu sempre fui favorável a isso”, disse.
O CNJ não prende nenhum bandido togado. A pena máxima é uma rica aposentaria antecipada. Aposentadoria é prêmio.
Sartori supõe que a toga tem sido “enxovalhada” pela imprensa. “Quando eu julgo um caso eu me coloco no lugar da parte”, ele disse. “Vocês jornalistas não se colocam (no lugar) das pessoas que estão sendo enxovalhadas por vocês”, disse.
No caso que chamou de “episódio do Pelourinho”, Sartori se “colocou no lugar da parte”.
De acordo com o portal Exame, não é a primeira vez que Sartori crítica a imprensa. Logo que assumiu o cargo, em janeiro, insatisfeito com um editorial do jornal O Estado de S. Paulo, ele disse que sofria “patrulha ideológica”.
Também nesta terça, o jornal publicou sobre irregularidades no Tribunal de Justiça do Tocantins, a qual Sartori chamou de “notícia requentada, velha”. Recentemente, quando recebeu a visita da ministra Eliana Calmon afirmou que o Estadão “é parcial”.
 Processos dormem nas gavetas dos tribunais. Velhos processos que precisam ser requentados. Julgados.
A imprensa precisa lembrar os crimes impunes. Sempre.