PSB perde rumo e enterra princípios, diz neta de Arraes

Marília Arraes

 

A vereadora recifense Marília Arraes (PSB) conta que escutou seu avô criticar debandadas de grupos de esquerda para a direita, como agora está acontecendo com o PSB. “A meu ver, o PSB está perdendo o rumo e enterrando os seus princípios.

Escutei Miguel Arraes se referir, algumas vezes, a situações parecidas como ‘o caminho da perdição’.” Marília subiu o tom das críticas e afirmou que dirigentes querem transformar o “S” da sigla em apenas uma letra. O “S” em questão, significa: Socialismo.

Prima de Eduardo Campos, a vereadora em Recife era contra o lançamento de Eduardo à Presidência da República e apoiou as candidaturas do PT no estado. Na última quarta-feira (8), quando o PSB decidiu apoiar a candidatura do tucano Aécio Neves, Marília questionou como uma legenda de esquerda, que teve entre seus quadros Antonio Houaiss, João Mangabeira e Miguel Arraes, pode se unir ao PSDB.

Para ela, o partido de Aécio é ligado aos interesses conservadores da parcela mais privilegiada da população: “Como é possível aliar-se a um partido de direita, que sempre combatemos e que não representa em nada os nossos ideais progressistas e socialistas? Como é possível ignorar todos os avanços sociais do projeto político conduzido por Lula e por Dilma?”

A “nova política” também foi alvo de Marília durante as eleições, por achar um conceito que leva ao descomprometimento. “Acredito que em política a gente tem que ter lado”, dizia ela durante o primeiro turno.

A memória de Arraes e o PSB

Para a nova face do PSB, que ainda mantém o nome de Partido Socialista Brasileiro, foi decisivo o papel da direção partidária de Pernambuco. Nesta nova face, que alguns já chamam de novo fascio, têm lugares decisivos o avô Miguel Arraes e o neto Eduardo Campos. Mas como opostos e ruptura em um processo de morte, enterro e transformação. Façamos um brevíssimo recuo.
por Urariano Mota
O candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB) cumprimenta Beto Albuquerque, durante reunião em que o partido de Marina Silva declarou apoio a Aécio no segundo turno, nesta quarta-feira Sergio Lima/ Folhapress
O candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB) cumprimenta Beto Albuquerque, durante reunião em que o partido de Marina Silva declarou apoio a Aécio no segundo turno, nesta quarta-feira Sergio Lima/ Folhapress

 

Em 13 de agosto de 2005, escrevi que os obituários, sempre tão generosos no olho e olfato de abutres, pois sempre esvoaçam e rondam a agonia dos grandes homens, daquela vez haviam falhado no alcance e na mira. Sempre tão bons no faro e argúcia, daquela vez os obituários haviam errado o cadáver do brasileiro Miguel Arraes. No entanto hoje, no mais recente outubro de 2014, que continua o trágico 13 de agosto deste ano, o cadáver é outro. Ou melhor, Eduardo Campos ainda não é um cadáver, como foi o socialista e avô em 2005. Hoje, Eduardo Campos se tornou um fantasma, que ronda o Brasil a partir de Pernambuco.

A mudança no perfil do PSB foi de tal forma, que não devemos falar em diferenças. Talvez devêssemos falar na decomposição de um nobre que gerou um vampiro. Quando era presidente nacional do PSB, Miguel Arraes alertava que as eleições não deviam contaminar o partido. Mas o que Arraes dizia, os valores pelos quais o pensador de esquerda Miguel Arraes lutava têm agora a moldura de marketing. As ideias de Arraes não mais lutam, hoje apenas enlutam. Em lugar da luta, o luto, das suas ideias. Para o luto de Eduardo Campos.

Desde o velório, diante do seu corpo, os sinais de esgotamento do PSB pulavam entre os vivos. De fato, no contexto armado do show mortuário em frente ao palácio do governo de Pernambuco, cujo mote era uma tragédia, entre os telões com os atores políticos e pessoas com bandeiras eleitorais do PSB e de Marina Silva, a ressurreição falava mais perto à terra. Porque o significado era mais simples e baixo, nas condições do show eleitoral criado em torno da missa: a ressurreição era para Marina Silva e a inclinação à direita.

Ali começou a campanha da onipresença da direita no Recife e no Brasil, de modo sufocante e matador da sensibilidade e inteligência. A trágica morte de Eduardo Campos foi usada sem nenhum pudor. Desde o velório, plantaram-se boatos de que Dilma e o PT eram responsáveis pela morte física de Eduardo Campos. Durante toda a campanha, Eduardo Campos se tornou o personagem El Cid, aquele que morto teve o cadáver posto, amarrado a um cavalo, a cavalgar na batalha, para que desse a ilusão de vida e assim melhor ânimo espalhasse na tropa. Mas o caminho à direita já estava aberto bem antes do feito heroico do novo El Cid.

Para o PSB, Arraes como pensamento já era passamento, morte, anterior ao desastre de 13 de agosto de 2014. A sua prática, do avô, a sua destruição, pelo neto, estava em queda antes da tragédia do avião. Aquele abraçar contrários, ex-adversários, inimigos do avô Arraes, como Jarbas Vasconcelos, ao mesmo tempo que se voltava para um lugar distante de aliados, amigos de esquerda e socialistas históricos, a quem antes havia abraçado, isso já estava claro, porque se fazia a olhos vistos. Mas sempre com um sorriso aberto, que era um passaporte para a mordida, que a maioria de nós não víamos.

Uma das maiores contribuições de Maquiavel foi abstrair da análise política os propósitos virtuosos, repletos de valores éticos e edificantes. Mas isso não significa que a moral, no reino até dos animais, tenha deixado de existir. Daí que lembramos de passagem a mudança assustadora do PSB em Pernambuco, que se transformou também em partido fincado em laços de amizade e genéticos. Com Arraes, naquele tempo que se apagou definitivo, havia ex-companheiros do tempo da resistência democrática que o acusavam de concentrador, porque não distribuía generoso cargos, valores e representações, e, pior, não abria espaço para que os ex-companheiros também ascendessem ao poder no tempo das vacas gordas. Quanta ironia, quando se compara com o PSB que Eduardo Campos construiu. O neto não seguiu o avô, embora tenha usado a sua memória mais de uma vez para receber apoios na esquerda e receber atenções materiais dos governos Lula e Dilma.

Quando se olha a administração pública, pela incidência de nomes vinculados aos Campos e Arraes, temos a impressão de que estamos diante de novos nobres, ou um clã de novos Kennedys. A comparação, a lembrança do nome Kennedy, não vem por acaso, mas não cabe um aprofundamento nos limites deste artigo. O fato é que o DNA Arraes aparece em todos os caros cargos da administração. Segundo uma pesquisa publicada no site Vi o Mundo, em reportagem de Conceição Lemes, Chico Diniz e Daniel Bento, os parentes de Eduardo Campos se estendiam da mãe Ana Arraes, no Tribunal de Contas da União, a sobrinhos, tia, sogro, cunhada, ex-cunhado e primos em cargos relevantes de Pernambuco. O que mais chamava a atenção na lista era a presença de três gerações de familiares de Eduardo e Renata Campos na administração estadual, inclusive jovens. (Em http://www.viomundo.com.br/denuncias/eduardo-campos-tem-parentes-no-governo-secretario-nega-nepotismo.html ) É uma família de gênios, reconheçamos. Da mãe aos primos e filhos, a quem já prometem um futuro venturoso na política.

Que diferença, para os princípios “atrasados“ do velho Arraes, que exigia da filha Mariana uma prática de jornalismo sem privilégios, pois a deixava correr perigo em programa de rádio de Direitos Humanos, como fui testemunha e com quem trabalhei. Para o velho pensador, para o socialista Miguel Arraes, a família era acima de tudo os trabalhadores espoliados. Uma das maiores dificuldades de Gregório Bezerra, no primeiro de abril de 1964, foi convencer camponeses a não virem ao Recife. Massas de trabalhadores se dispunham a vir à luta armados apenas de facões, facas e enxadas contra fuzis e tanques do exército brasileiro. Bastaria esse fato para dar a dimensão do velho. Mas ainda é pouco. A coisa dita assim, até parece que massas ignorantes, fanatizadas, dispunham-se ao sacrifício, a entregar o próprio corpo ao genocídio. Mas não. Tal amor era manifestação testemunhal por atos concretos do que foi o primeiro governo Miguel Arraes. É com ele que surge o revolucionário, o pioneiro e odiado “Acordo do Campo”: trabalhadores da cana-de-açúcar tiveram os mesmos direitos que os trabalhadores urbanos de Pernambuco: salário, décimo terceiro, carteira assinada… deixavam de ser escravos. Daí o fanatismo daquela grande família.

As últimas notícias falam que na portaria da sede do PSB, a quem os jornais chamam com acerto de “sigla”, na região central de Brasília, chegaram a ser pregadas folhas com a inscrição: “Aqui o socialismo resiste. #nenhumvotonoPSDB”. Coitados dos idealistas, tão inocentes. E tão frágeis, porque afinal se mantiveram neste novo PSB, que nega e renega o que foi o partido de Miguel Arraes. O compressor da direita de Eduardo Campos foi mais pesado.

Há nove anos, em um 13 de agosto, escrevi “Arraes, urgente”. Naquele dia, para a memória de um dos mais ilustres brasileiros, lembrei uma declaração de princípios do velho político: “Como homem público, tenho que esperar tudo, sem queixa, porque é minha obrigação ir pra cadeia, se é pra manter a minha posição de defesa do povo e não capitular diante dele. É minha obrigação ir pro exílio, se não posso ficar na minha terra”.

Quantas ciladas a vida nos prega. Hoje, com o apoio do PSB à direita brasileira, a história responde com o fantasma do neto Eduardo Campos: Arraes, adeus.

A utopia do governo dos homens do bem proposta por Marina

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O Partido Socialista Brasileiro (PSB) continua socialista?

Historia Wikipédia: O PSB é um partido político de esquerda brasileiro que segue a ideologia socialista democrática. Foi criado em 1947 a partir da Esquerda Democrática, até ser extinto por força do Ato Institucional nº 2, de 1965. Em 1985, com a redemocratização no Brasil, foi recriado.

Segundo o Programa de 1947: “A socialização realizar-se-á gradativamente, até a transferência, ao domínio social, de todos os bens passíveis de criar riquezas, mantida a propriedade privada nos limites da possibilidade de sua utilização pessoal, sem prejuízo do interesse coletivo”.

Dessa forma, o partido procurou situar-se a meio caminho entre o socialismo radical (de inspiração marxista) e a social-democracia.

A social-democracia, é uma ideologia política que geralmente tem como objetivo o estabelecimento de socialismo democrático, sendo assim também chamada1 . É uma ideologia política de esquerda surgida no fim do século XIX por partidários do marxismo que acreditavam que a transição para uma sociedade socialista deveria ocorrer sem uma revolução, mas sim por meio de uma gradual reforma legislativa do sistema capitalista a fim de torná-lo mais igualitário. O conceito de social-democracia tem mudado com o passar das décadas desde sua introdução. A diferença fundamental entre a social-democracia e outras formas de socialismo, como o marxismo ortodoxo, é a crença na supremacia da acção política em contraste à supremacia da acção económica ou determinismo económico sócio industrial.

Atualmente em vários países, os sociais-democratas atuam em conjunto com os socialistas democráticos, que se situam à esquerda da social-democracia no espectro político. No final do século XX, alguns partidos social-democratas, como o Partido Trabalhista britânico, o Partido Social-Democrata da Alemanha começaram a flertar com políticas econômicas liberais, originando o que foi caracterizado de “Terceira Via”. Isto gerou, além de grande controvérsia, uma grave crise de identidade entre os membros e eleitores desses partidos.

Com Marina Silva, a defesa de uma nova via, que ela chama de “nova política” sem políticos, exercida por “homens do bem”, recrutados na banco de reservas de todos os partidos. O conceito do que é homem do bem tem mais uma conotação religiosa.

Socialismo y Estado

por Andrés Pelaez

¿Cuál es el futuro del socialismo como modelo alternativo cuando el sistema internacional vigente parece haber aceptado la supremacía del Capitalismo y los problemas que lo perturban son, más allá de las amenazas ambientales y otras emergencias, es el “buen gobierno”, “mejorar la arquitectura financiera internacional” o la “sarna de la burocracia internacional que cada vez es mayor”?

Para poder responder a la pregunta anterior es necesario analizar y comprender lo que queremos cambiar, el Sistema Capitalista. Tenemos que establecer en qué etapa de su desarrollo se encuentra. Sólo con el manejo de este conocimiento estaríamos en condiciones de revelar sus contradicciones internas, la dialéctica de sus movimientos que al final nos va a permitir desarrollar una teoría de cambio coherente.

Pero, ¿Por dónde tenemos que empezar?

Creo que un punto de partida correcto sería la de entender el Estado Capitalista. Básicamente, necesitamos un nuevo enfoque para el Estado capitalista.

¿Por qué?

Debido a que la existencia de más de 200 estados-nación han derribado las teorías que hasta finales de los años noventa preveían la desaparición del Estado como el principal espacio de dominación, sustituyéndolo por la “globalización”. Hemos perdido el foco en la tormenta, la Izquierda ha dejado extinguir en la geografía política al Estado como un dominio válido y digno de investigación e instrumento de cambio.

Entender el Estado es poder identificar los problemas políticos que son inmediatos a la política actual, es explorar posibles estrategias de resistencia, tácticas de movilización y elaborar una estrategia para la transformación radical del sistema capitalista hacia la transición al socialismo.

Décadas han pasado desde el debate Miliband – Poulantzas, ese enfrentamiento estéril entre “instrumentalismo” y “estructuralismo”. De esa discusión un factor ha permanecido, el Estado es el sitio central de dominación y el Liberalismo ha impuesto en los últimos años la imagen de un Estado benigno, neutral y desinteresado, basado en el libre consentimiento de individuos iguales y racionales. Al hacer esto olvidamos el papel del Estado en la organización y centralización de la fuerza y la cohesión y su función asegurando la dominación de clase y la cohesión social.

Según Poulantzas una de las características distintivas del Estado capitalista es su relativa autonomía de las clases dominantes. Debido a que el Estado se encuentra dentro de las contradicciones del modo de producción, el propio Estado está forjado con contradicciones. Por lo tanto el Estado no es externo, pero interno a las contradicciones de clase y la burocracia actúa dentro de las contradicciones de clase. Entendemos al Estado como una relación social, como una forma determinada de concentración en un equilibrio cambiante de fuerzas entre clases.

“Todo proceso de internacionalización es efectuado bajo la dominación del capital de un país definido porque los estados nacionales se mantienen fundamentales a la reproducción extendida” de su clase dominante (Poulantzas). Por lo tanto la nueva función de cada Estado está involucrada en la gestión de la administración del proceso de internacionalización.

En este sentido, el Estado ha sabido adaptarse al proceso de acumulación del capital internacional, éste podrá ser reducido en extensión pero no en sus funciones o en su forma. Así es que la lógica del mercado es introducida directamente en la función pública, no es solamente el sistema interno de organización transformado, sino también los servicios públicos y sus funciones se desprenden de sus funciones originales. La productividad es el estándar para evaluar los resultados de la administración pública. El Estado se ha convertido en una unidad de marketing y gerente del sistema capitalista.

Por otra parte como respuesta a la lucha de clases, el Estado reacciona con represión, la función principal del Estado es reducir la lucha de clases y promover un entorno propicio para la acumulación del capital (borrando las fronteras nacionales para los flujos de capital -reciente crisis financiera internacional-). La única forma de cambiar el Estado es desde adentro, desde afuera y en tres niveles interdependientes: económico, político e ideológico.

¿América Latina, en qué dirección?
El proceso de izquierda que está en marcha en la región muestra hasta qué punto los elementos sociales que integran los partidos de izquierda han llegado a aceptar el sistema tal como es y han fallado, con excepciones de procesos en curso, en desarrollar estrategias dirigidas a lograr la consolidación del socialismo.

En el caso de América Latina es evidente que no hay diferencia entre un gobierno de izquierda o de derecha en la forma de gestionar el Sistema, un Gobierno es bueno o malo por su desempeño en el crecimiento económico, en la educación y otros aspectos importantes. Como se dijo antes primero Productividad en lugar de valores Sociales, equilibrio fiscal en lugar de igualdad.

La ola de los partidos progresistas debe terminar y empezar la del socialismo, porque no creemos en este sistema, consideramos que debe ser transformado para poner fin a la pobreza, a la falta de vivienda y promover la igualdad.

Con este objetivo y dentro del marco democrático existente un gobierno de izquierda debe tener conceptos claros y políticas Socialistas para promover la aceleración de los cambios en: trabajo, salud, educación, erradicación de la pobreza, la distribución del ingreso, la justicia social, la igualdad de género, la descentralización y la democratización.

Por supuesto que no hay un solo pasaje al socialismo, cada país construirá su propio camino. Pero para hacer esto tenemos que aceptar el socialismo como una alternativa válida al capitalismo no como un destino utópico. Es real y vamos a construirlo. No va a ser fácil, los que están en el poder van a luchar hasta el final, pero con determinación y conciencia de clase vamos a hacerlo.

Me gustaría terminar con una frase de Emilio Frugoni1, cuyo pensamiento sigue siendo vigente hoy en día: “la revolución social… no se decreta, no será un fenómeno espontáneo, no depende de la impaciencia de los actores, será el resultado inevitable de los movimientos generales producidos por la sociedad moderna”.

 

* Bibliografía: Liberación Nacional y Socialismo, Ricardo Baluga.
Paradigm Lost: State Theory Reconsidered. Aronowitz, S. and Bratsis, P. (eds.).

1 Emilio Frugoni (30 de marzo 30 de 1880 – 28 de agosto de 1969). Político socialista, abogado, poeta, ensayista, y periodista uruguayo. Fundó el Partido Socialista Uruguayo (PS) en 1910 y fue el primer Secretario General, como también el primer representante en la Cámara de Diputados.

 

Neta de Arraes condena abuso da propaganda fúnebre com o nome de Eduardo Campos

Do álbum de Marília
Do álbum de Marília

A vereadora do Recife Marília Arraes, prima do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, pediu para os candidatos deixarem o ex-presidenciável descansar.”Homenagem não se faz com voto”, disse.

“Querem uma homenagem…? A gente pode levar uma flor; quem for evangélico, católico pode fazer uma oração. Deixem a pessoa descansar e não ficar usando exaustivamente a imagem de uma pessoa que já faleceu”, criticou a vereadora.

Filha da psicóloga Sônia Valença Rocha e do administrador de empresas Marcos Arraes de Alencar, Marília é a primeira neta do governador de Pernambuco Miguel Arraes, e sobrinha da ex-deputada e atual ministra do Tribunal de Contas da União, Ana Arraes, e do cineasta e diretor da Rede Globo de Televisão, Guel Arraes.

Nascida em momento de grande efervescência política, participou, desde os 14 anos de idade, das movimentações políticas de Pernambuco, ao lado de Miguel Arraes.

Em 2002, ingressou na Faculdade de Direito do Recife (UFPE), onde atuou no Movimento Estudantil, defendendo o Movimento Faculdade Interativa.

É filiada ao PSB e trabalhou na Secretaria de Juventude e Emprego do Estado de Pernambuco, em 2007, no programa a geração de emprego e renda para mulheres.

Em 2008, deixou a Secretaria para ser candidata nas eleições municipais daquele ano.

Em 2012, reelegeu-se vereadora.

 

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Marília pretendia disputar eleição à Câmara Federal, mas por não concordar com os rumos que o PSB está tomando com relação ao pleito, renunciou à candidatura. Marília revelou, na ocasião, que não seria possível fazer campanha e, posteriormente, assumir um possível mandato defendendo o que não acredita.

“Sempre fui uma militante disciplinada, durante minha vida respeitei meu partido e a hierarquia (sim, para um militante partidário isso é fundamental!) que havia nele. Cumpri missões. Entretanto, sinto-me com o dever moral e político de divergir, quando as determinações e orientações possam alterar o rumo de nossa caminhada à justiça social”.

Por sua fidelidade aos ideais socialistas do avô, tudo indica que passou a ser a herdeira política de Miguel Arraes.

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LÍDER DA CAMPANHA DE ARMANDO MONTEIRO GOVERNADOR

Marília justificou o seu apoio ao senador petebista: “Eu conheço Armando há 20 anos e eu tenho 30 anos de idade. Desde 1984 estamos juntos. Por que estaríamos separados agora?”, questionou a vereadora, que rechaçou, novamente, a candidatura de Paulo Câmara ao executivo estadual: “Ele pode até ser uma boa pessoa; mas não é suficiente para ser um grande governador de Pernambuco”.

Com o objetivo de fundamentar os seus argumentos contra a postulação de Câmara, Marília lembrou o avô: “Miguel Arraes era um homem preparado. E não ficava apenas atrás de uma mesa cobrando imposto, enfrentando burocracia de Estado, sem colocar os pés na lama e sem conhecer a realidade do povo”.

A parlamentar vem sendo vítima de retaliação. Funcionários do comitê central da campanha do PSB, no Recife, batizaram de “Marília” o nome de uma cadela encontrada na rua por militantes da legenda. O caso foi criticado por organizações de defesa dos direitos da mulher.

Fontes: Wikipédia/ 247

O socialismo de Eduardo Campos

Hugo Chávez
Hugo Chávez

Com a candidatura de Aécio Neves virando pó, a desistência de José Serra e a decisão de Geraldo Alckmin disputar a reeleição de governador de São Paulo, cresce a possibilidade de Eduardo Campos polarizar com Dilma Rousseff a campanha presidencial.

Soma Campos, presidente do PSB – Partido Socialista Brasileiro, o patrocínio  da imprensa conservadora e apoio internacional dos socialistas.

Acontece que Campos nunca foi socialista. Jamais condenou a tirania do capitalismo, o poder nas mãos de um pequeno segmento da sociedade que controla o capital e deriva a sua riqueza através da exploração, criando uma sociedade desigual, que não oferece oportunidades iguais para todos a fim de maximizar suas potencialidades.

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Campos é tão socialista quanto Roberto Freire é comunista.

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EDUARDO CAMPOS Y LA ‘NUEVA DERECHA’ BRASILEÑA

Es el pragmático gobernador de un Estado influyente del nordeste brasilero: Pernambuco. Fue Ministro de Ciencia y Tecnología entre 2003 y 2006, durante el primer período de Lula. Rompió con el gobierno de Dilma hace sólo meses, y desde ese momento intenta “aglutinar” a diversas expresiones de la oposición en Brasil: así, sumó el reciente apoyo de Marina Silva, ex Ministra de Medio Ambiente, quien lo acompañaría en la fórmula presidencial en 2014.

Un sin fin de analistas políticos analizaron la emergencia de una “nueva derecha” en América Latina durante estos últimos años. Así, han explicado la aparición de diversas figuras -en general jóvenes y con amplia con vocación de poder- que han “aggiornado” a las oposiciones a los gobiernos posneoliberales de nuestro continente. El principal exponente ha sido Henrique Capriles, ex candidato presidencial de la Mesa de Unidad Democrática, quien discursivamente no critica al chavismo por su “política social” -llegando incluso a elogiar las propias misiones- sino por el supuesto ataque de éste a las instituciones y medios de comunicación. En Argentina, otro claro ejemplo es Sergio Massa, quien defiende la Asignación Universal por Hijo, y realiza críticas similares a las de su par venezolano. Ambos han exigido la necesidad de “dar garantías” a las inversiones privadas –tanto nacionales como extranjeras- nuestros países.

En Brasil, tras sumar el apoyo de Silva -quien incluso se afilió al Partido Socialista, del cual Campos es el presidente nacional-, el gobernador pernambucano sacudió la escena política. Sucede en un país donde, en los últimos 20 años, sólo dos partidos se alternaron en el gobierno: el PT, quien asumió en 2003, y el PSDB, que gobernó entre 1995 y 2002. ¿Por qué este “sacudón” político, si la candidatura de Dilma Rousseff está firme y encabeza todas las encuestas, incluso luego de las enormes movilizaciones que tuvieron lugar en junio pasado? Porque al sumar a Red Sustentabilidad, Campos logró aglutinar a gran parte de la oposición -autoproclamada “progresista”- al gobierno, y desplazar al PSDB -el gran perdedor tras este reacomodamiento del mapa- del segundo lugar en proyección a 2014. Dos elementos más nos pueden hacer comprender mejor la potencialidad de esta unión: Marina Silva alcanzó casi el 20% de los votos en las elecciones pasadas, y Campos es uno de los gobernadores más populares del país -a tal punto que aumentó su caudal de votos en Pernambuco, pasando de 65% a 83% en su última elección-.

Dicho esto, hay que volver a mencionar que la popularidad de Rousseff está en alza, finalizando su año más crítico al mando del Brasil: según la encuestadora Datafolha, Dilma oscila entre el 41% y 47% de intención de voto, según los rivales que enfrente el año próximo. Dos movimientos políticos audaces le permitieron al gobierno recuperarse tras las protestas de junio: el anuncio de destinar el 75% de regalías petroleras al presupuesto educativo, y la implementación del programa Más Médicos, que incorporó a especialistas extranjeros –la mayoría de ellos cubanos- al sistema público de salud en lugares a los cuales los médicos brasileños no llegaban.

Discursivamente, sobre el modelo económico, Campos se diferencia de Rousseff: es repetitivo su llamado a la “inversión privada” y a las “reglas claras” –discurso del que también son devotos tanto Capriles como Massa-. “ Es crucial para los agentes económicos que se dan cuenta de que hay una línea estratégica de acá a 25 años” , afirmó recientemente, en crítica abierta a Rousseff, el gobernador pernambucano, quien esconde tras ese ideario a largo plazo el objetivo de avanzar en una liberalización de la economía con amplios incentivos a esa inversión privada que mencionaba previamente.

Preguntas con el horizonte en 2014

Marina Silva rehuyó siempre a los partidos tradicionales, afirmando estar en la construcción de una alternativa a los mismos, pero ante la imposibilidad de inscribir legalmente a Red Sustentabilidad, optó por afiliarse al PS. ¿Cómo influirá esto en su propio electorado? ¿Traccionará –y ampliará- Marina los 20 millones de votos que logró en octubre de 2010, a esta nueva alianza que conformó con Santos, aún si no encabeza la misma y “baja” a la vicepresidencia? ¿Qué tan compatibles son, electoralmente, los perfiles de Campos y de Silva, teniendo en cuenta que el primero tiene un visto bueno por parte del empresariado brasilero, y que Marina tiene un perfil más apuntado al electorado joven -por su perfil “ecologista”- y los evangelistas?

En cualquier caso, Eduardo Campos es, hasta el día de hoy, el gran ganador de este armado novedoso frente al PT, colocándose en la escena política del gigante sudamericano con grandes chances de acceder al ballotage. Enormes similitudes con otros personajes de la “nueva derecha” latinoamericana (gestión, juventud, pragmatismo y buena relación con las elites económicas locales) lo ubican como nuevo emergente de un fenómeno que traspasa las fronteras de nuestros países: líderes que se autodenominan “progresistas” para llevar adelante políticas económicas similares a las que hemos vivido en América Latina décadas atrás.

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Por que Marina é contra o PT?

 

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Os Estados Unidos desistiram de investir em políticos desgastados como Serra, Alckmin, Fernando Henrique e Aécio. Preferem a evangélica Marina Silva, que pousa de  Madre Tereza de Calcutá.

Aliada de Eduardo Campos, Marina embarca no socialismo made in François Hollande, presidente da França, que foi candidato no lugar de  Dominique Strauss-Khan, diretor do FMI, que acusado de estuprar uma camareira nos Estados Unidos, e uma jornalista na França, teve que desistir da política.

Pratica Hollande um socialismo sem povo, do estado mínimo, do fim dos direitos conquistados dos trabalhadores. Um socialismo à Fernando Henrique, o nosso Carlos  Menem.

Este socialismo aprovado pelos Estados Unidos, obviamente, não é o socialismo bolivariano de Hugo Cháves.

O PT passou a ser um partido suspeito, não por adotar o chavismo, mas por Hugo Chaves incluir no seu ideário partidário os programas sociais do presidente Lula da Silva.

Foi Chávez que colocou o PT no eixo do mal, o PT que preferiu investir na candidatura de Dilma Rousseff, e renegar Heloísa Helena e Marina Silva, por motivos ainda não bem explicados.

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¿BRASIL EN EJE DEL MAL? 

 

por Raúl ZibechiLa Jornada

 

Las grandes crisis, como las marejadas, sacan a la superficie lo que permanecía oculto en los periodos de calma. Ante nuestros ojos está sucediendo algo similar en relación con la política exterior de Estados Unidos con la región sudamericana. Volver sobre el caso de espionaje sufrido por Brasil a manos de la NSA, develado por Edward Snowden, las causas y las reacciones que está provocando en el gobierno de Dilma Rousseff, puede contribuir a aclarar la coyuntura regional que atravesamos.La columna del contrarrevolucionario cubano Carlos Alberto Montaner en el Miami Herald del pasado 25 de septiembre está dedicada a las opiniones de un supuesto ex embajador de Estados Unidos. Más allá de que las citas sean reales o inventadas (siempre es necesario desconfiar de un agente de la CIA acusado de actos de terrorismo contra Cuba), parecen reflejar lo que piensa por lo menos una parte del establishment estadunidense y explica algunas razones por las cuales Brasil fue espiado.

Para Washington, dice Montaner, el gobierno brasileño no es exactamente amable, ya que los amigos de Luiz Inacio Lula da Silva, de Dilma Rousseff y el Partido de los Trabajadores son enemigos de Estados Unidos. Y a continuación cita el apoyo de Brasil a los gobiernos de Venezuela, Bolivia, Cuba, Irán y la Libia de Muammar Kadafi. Dos hechos considera el supuesto diplomático como graves: el alineamiento de Brasil en casi todos los conflictos con China y Rusia, y la inversión de mil millones de dólares en el desarrollo del superpuerto de Mariel.

El puerto de aguas profundas de Mariel, donde pueden operar los grandes barcos que atraviesan el Canal de Panamá, construido por Odebrecht con financiación del BNDES, se convertirá en uno de los principales centros comerciales para Centroamérica y el Caribe, en puerta de entrada de productos brasileños a Estados Unidos y bisagra comercial con Asia. La zona especial de desarrollo Mariel puede volverse un potente polo industrial capaz de atraer empresas brasileñas y ahora también multinacionales chinas automotrices, farmacéuticas, de equipos de climatización y de biotecnología ( Granma, 25 de septiembre de 2013).

La zona especial puede ser la locomotora económica de Cuba y contribuir a desbaratar el embargo contra la isla. Parece evidente que es una jugada estratégica compartida por Cuba, China y Brasil, que molesta profundamente al imperio.

Pero las consecuencias de las revelaciones de Snowden se hacen sentir en por lo menos dos aspectos. El 86 por ciento de los contenidos de Internet que circulan en la región sudamericana están alojados fuera, en particular en Estados Unidos. Cualquier usuario de Gmail, Hotmail y Yahoo, por ejemplo, aunque el emisor y el destinatario vivan en Sudamérica, sus datos pasan antes por los nodos estadunidenses, sobre todo por los instalados en Miami.

Esa realidad va a empezar a cambiar pronto. La iniciativa esta vez partió del Mercosur. El 17 de septiembre se realizó en Caracas la primera reunión de autoridades y expertos en seguridad informática y de las telecomunicaciones del Mercosur, a la que asistieron delegados de Argentina, Bolivia, Brasil, Uruguay y Venezuela. Entre las principales resoluciones aprobadas figura el establecimiento e interconexión, en el corto plazo, de centros de datos para el almacenamiento y la distribución de contenidos entre los países miembros, incluyendo el desarrollo y alojamiento de servicios propios.

El objetivo es hacer más seguras las comunicaciones y reducir la dependencia de la tecnología extranjera, garantizando la soberanía de los pueblos del Mercosur, considerando que actualmente el intercambio del tráfico de Internet entre los países de la región hace tránsito mayoritariamente por Estados Unidos.

Se están articulando varias iniciativas: la interconexión de una infraestructura de red de fibra óptica regional con las nacionales, proceso en marcha desde tiempo atrás (La Jornada, 2 de diciembre de 2011); la creación de nodos regionales y quizá nacionales, centros de datos en cada país, y una legislación que proteja la información. Uno de los cambios más notables será la creación de servicios de videoconferencias, chat ycomputación en la nube, entre otros, de carácter regional, en el que las diversas instituciones nacionales deberán colaborar.

Salvo en Uruguay, no existe en la región ningún sistema de e-mail público y gratuito, aunque Adinet (de la telefónica estatal Antel) no puede competir con las multinacionales ya que no ofrece los servicios más atractivos. El Servicio Federal de Procesamiento de Datos (Serpro) de Brasil desarrolló un correo electrónico para uso del Estado (expressomail) que cuenta con 700 mil usuarios. Ahora las diversas empresas nacionales podrán colaborar en el diseño de un sistema de correos por Internet que no pase por Miami ni por ningún nodo extrarregional para las comunicaciones en la región.

Si la estatal brasileña Correos desarrolla antes de fin de año un e-mail nacional seguro con todas las prestaciones que tienen Gmail y las otras, como decidió el gobierno, podrá compartirlo con los demás países del Mercosur y de la Unasur. En ese sentido, la reunión de Caracas debe considerarse como un punto de inflexión.

La segunda cuestión se relaciona con la compra de 36 cazas de quinta generación por parte del gobierno de Brasil, decisión aplazada desde hace 13 años cuando gobernaba Fernando Henrique Cardoso. En 2009, Lula anunció que se comprarían los Rafale de la francesa Dassault desechando los F-18 de Boeing. Meses atrás era casi segura la decisión de Dilma a favor de Boeing, pero ahora la compra se aplazó hasta 2015, después de las elecciones presidenciales ( Valor, 26 de septiembre de 2013). En dos años la opción puede ser bien distinta.

Las decisiones estratégicas que pueden modificar el tablero geopolítico se suceden con ritmo vertiginoso en la región. Nunca antes el rey estuvo tan desnudo como ahora. Nunca antes fue tan claro que no hay caminos intermedios, como los que pretendió transitar el gobierno brasileño.

 Chávez

O povo precisa cantar nas ruas “Você abusou, tirou partido de mim, abusou…”

Estádio novo não é alegria do povo. Os camarotes de luxo são dos ricos

Uma música brasileira se tornou hino do Partido Socialista de vários países da Europa. Música de oposição.

O compositor francês Michel Fogain pegou a composição de Antônio Carlos e Jocafi e registrou no nome dele.

Que faz o governo com o amor do povo? Todo candidato disputa eleições, prometendo um governo nacionalista. Realiza discursos apaixonados e apaixonantes de brasilidade, de civismo. De amor. E nada se faz que preste para o povo.

Que faz a justiça com o amor do povo? Uma política de desamor. Para se falar com a deusa da justiça é preciso um advogado como intermediário. A justiça tarda, e falha. Hoje o povo apenas acredita na Justiça Divina.

Que faz o legislativo com o amor do povo? As leis são para beneficiar as elites, e facilitar a corrupção. Nunca se consulta o povo, via referendo, via plebiscito.

Os três poderes, os empresários e empreiteiros e latifundiários temem ouvir a voz do povo.

Com plebiscito vc não precisa de um milhão de assinaturas. Basta o votinho de cada um, pingado nas urnas, para virar lei, e não projeto de lei. É isso que dá medo, um medo danado, um medo medonho, um medo de arrepiar a careca dos corruptos e a perereca das madames das colunas sociais.

reeferendo

Você abusou, tirou partido de mim, abusou
Você abusou
Tirou partido de mim, abusou
Tirou partido de mim, abusou
Tirou partido de mim, abusou

Mas não faz mal, é tão normal ter desamor
É tão cafona, sofredor
Que eu já nem sei se é meninice ou cafonice o meu amor

Se o quadradismo dos meus versos
Vai de encontro aos intelectos que não usam o coração como expressão

Você abusou, tirou partido de mim, abusou
Você abusou
Tirou partido de mim, abusou
Tirou partido de mim, abusou
Tirou partido de mim, abusou
Que me perdoem se eu insisto neste tema
Mas não sei fazer poema ou canção
Que fale de outra coisa que não seja o amor

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