Exclusivo. Os cartazes das campanhas de Aécio, Eduardo Campos e Dilma

A polícia avaliou em um milhão de dólares uma notícia. Para a Sobornne pernambucana constitui um preço justo. Idem a justiça absolutista que bateu o martelo.

Um cartaz publicitário deve valer muito mais. Que os melhores marqueteiros são os que cobram a campanha mais cara, e possuem contas em paraísos fiscais.

Dizem que propaganda é plágio. Que seja. Ofereço de graça aos cientistas políticos de Dilma, Aécio, Eduardo Campos, Marina Silva, Serra, Joaquim Barbosa e outros presidenciáveis, algumas sugestões que a imprensa espanhola – La Marea – apresenta como “aberrações de ontem e de hoje”.

 

 

 

1.- Cañete corporativo.
1.- Cañete corporativo.

 

2.- Acuarela de abrazos y buen rollo socialista.
2.- Acuarela de abrazos y buen rollo socialista.
3.- Conciencia de clase, él la tenía.
3.- Conciencia de clase, él la tenía.
3.- Ilusionando desde 1990
4.- Ilusionando desde 1990
4.- Hijos de buena estirpe caminando.
5.- Hijos de buena estirpe caminando.
5.- Nos gobernó ocho años, dejando descendencia.
6.- Nos gobernó ocho años, dejando descendencia.
6.- Vota PSOE, y ¿volverá el feudalismo? ¿Haremos castillos e iglesias?
7.- Vota PSOE, y ¿volverá el feudalismo? ¿Haremos castillos e iglesias?
7.- Ejem…
8.- Ejem…
8.- Regenerándose.
9.- Regenerándose.
9.- E vaia que se volveron
10.- E vaia que se volveron (Aqui a foto de Tancredo ou Arraes com o neto no colo)
10.- Si no votas, Stalin y Sabino Arana se hacen un selfie
11.- Si no votas, Stalin y Sabino Arana se hacen un selfie
11.- También le votaron, y gobernó…la culpa es de los políticos.
12.- También le votaron, y gobernó…la culpa es de los políticos.
12.- Todos tenemos un pasado.
13.- Todos tenemos un pasado.
15.- Quiso volver a entrar.
14.- Quiso volver a entrar.
16.- Falacia Ad Hitlerum. Adolf Hitler también hizo campaña electoral
15.- Falacia Ad Hitlerum. Adolf Hitler también hizo campaña electoral

MÉTODOS DE PROTESTO NÃO VIOLENTOS E PERSUASÃO

polícia flor protesto estudante

████████████████ O ativismo inteligente exige estudo e por diversas vezes é extremamente eficaz. Esta é uma lista com métodos para fazer o seu protesto sem se utilizar da violência.

Declarações formais
1. Discursos públicos
2. Cartas de oposição ou de apoio
3. Declarações de organizações e instituições
4. Declarações públicas assinadas
5. Declarações da acusação e de intenção
6. Comunicações de petições em Grupo ou em massa
Comunicação com uma audiência mais ampla
7. Slogans, caricaturas e símbolos
8. Banners, cartazes e comunicações exibidas
9. Folhetos, panfletos e livros
10. Jornais e revistas
11. Discos, rádio e televisão
12. Escritas com fumaça no céu ou na terra

Representações em grupo
13. Delegações
14. Prêmios satíricos
15. Grupos de lobby
16. Piquetes
17. Simulacros de eleições

Atos públicos simbólicos
18. Exibição de bandeiras e cores simbólicas
19. Uso de símbolos
20. Oração e culto
21. Entrega de objetos simbólicos
22. Nudez em protesto
23. Destruição de propriedade própria
24. Luzes simbólicas
25. Mostra de retratos
26. Pintura como forma de protesto
27. Novos sinais e nomes
28. Sons simbólicos
29. Reclamações simbólicas
30. Gestos rudes

Pressões sobre os indivíduos
31. “Atormentar” funcionários
32. “Insultar” funcionários
33. confraternização
34. Vigílias

Teatro e música
35. Sketches cômicos e brincadeiras
36. Desempenho de jogos e música
37. Canto

Procissões
38. Marchas
39. Desfiles
40. Procissões religiosas
41. Peregrinações
42. Cortejos

Homenagem aos mortos
43. Luto Político
44. Simulacros de funerais
45. Funerais demonstrativos
46. Peregrinação a locais de sepultamento

Assembleias públicas
47. Assembleias de protesto ou de apoio
48. Reuniões de protesto
49. Reuniões camufladas de protesto
50. Invasões de aulas

Retirada e renúncia
51. Abandono de recinto
52. Silêncio
53. Renúncias a homenagens 5
54. Virar as costas

(Gene Sharp, The Politics of Nonviolent Action, Parte II, The Methods of Nonviolent Action.)

Nota do redator do blogue: Fotografe e/ou filme os protestos. Principalmente os policiais em ação: dando cacetadas, murros, prendendo manifestantes, atirando balas de borracha, bombas de efeito moral, bombas de gás lacrimogêneo, os cães, os cavalos, tudo que lembre a Gestapo, a ditadura militar de 64.
Esta é a arma mais temida pelos gendarmes:
polícia fotografia greve geral

Filme ou fotografe sem que a polícia perceba. Ela teme qualquer prova dos atos de violência. Este o motivo de atirar nos olhos de fotógrafos e cinegrafistas da grande imprensa ou imprensa alternativa.

Eduardo Campos iniciou campanha presidencial

Neto de Arraes e protegido de Lula, governador de Pernambuco e candidato do PSB

por João Domingos/Estadão

Governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos fecha 2012 cacifado pelo ótimo desempenho nas eleições municipais. Mesmo batendo de frente com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o PT, conseguiu vencer as duas eleições que considerava estratégicas e abriu passagem para que seu nome se consolidasse como uma possibilidade real na corrida pelo Palácio do Planalto em 2014.

Mesmo enfrentando diretamente candidatos petistas, que tiveram apoio declarado de Lula e da presidente Dilma Rousseff, Campos foi bem sucedido ao ganhar a prefeitura do Recife, com Geraldo Júlio (PSB), interrompendo um longo ciclo de poder petista. A outra vitória foi em Belo Horizonte, numa espécie de consórcio político com o senador tucano Aécio Neves. Ambos bancaram a candidatura à reeleição do prefeito Marcio Lacerda (PSB) contra Patrus Ananias (PT) e foram bem sucedidos.

As duas vitórias deram a Campos a possibilidade de transitar entre a base governista e a oposição. Se opera politicamente em Minas ao lado de Aécio e no Paraná ao lado do governador Beto Richa, também do PSDB, preserva sua posição de integrante da base do governo Dilma.

Dom Quixote. A exemplo do xará Miguel de Cervantes, que em Dom Quixote conta as histórias do período em que foi prisioneiro em Argel, até a fuga para a Europa, Arraes gastava noites e noites falando de sua passagem pela capital argelina, o golpe sofrido pelo presidente Ben Bella (1918-2012), a guinada dos governos africanos para a esquerda sob influência da União Soviética, os longos 13 anos do governo de Houari Boumédiène (1932-1978), que nacionalizou empresas, principalmente as petrolíferas francesas.

Campos, então com 14 anos, era o maior ouvinte de tudo o que Arraes contava. Grudou-se no avô, perguntava, dava opinião, rebatia, complementava. Arraes comentou à época que via naquele garoto grandes chances de vir a se tornar um político.

Manteve-o por perto. Em 1985 o neto foi eleito presidente do Diretório Acadêmico da Faculdade de Economia da Universidade Federal de Pernambuco. Em 1986, Arraes candidatou-se ao governo e fez dele o dono de sua agenda. Eleito, Arraes chamou o neto para a sua chefia de gabinete. Campos estava então com 21 anos.

Comentário do editor do blogue: Arraes nunca foi um dom Quixote. Arraes era candidato a presidente desde seu primeiro governo. Disputava a presidência, pelas esquerdas, com Brizola. Havia até uma profecia, com apelo místico, para este feito.

Que Eduardo Campos aprendeu com o avô foi a ciência da propaganda política (conforme teoria de Pavlov). Estudo do comportamento que Skinner pretendeu o status de ciência.

O projeto de Arraes ser presidente foi cassado pelo golpe de 64. O mito Arraes cresceu quando estava no exílio.

Em 1986 foi novamente eleito governador. Criei o slogan da esperança, inclusive o trem da esperança que marcou sua propaganda de tv. Este evento propus para as campanhas vitoriosas de Roberto Magalhães governador, Gustavo Krause vice-governador, Marco Maciel senador, em 1982, mas foi uma idéia rejeitada. Só fiz a mudança do roteiro do trem: para Roberto, um trem que vinha do interior (reduto macielista) para a capital (reduto de Arraes). Copiei da campanha de Lincoln  . Filme biográfico.

A esperança da campanha de Aluísio Alves a governador, em 1960.

Era arrasador ver o povo nas ruas vestido de verde, com bandeiras na cor verde, ou galhos de verdes folhas nas carreatas e passeatas.

Até a estátua de São Pedro, no alto da estratégica igreja do Alecrim, em Natal, foi pintada toda de verde. A estátua no lugar da cruz ou do galo.

Igreja de São Pedro, no bairro do Alecrim, Natal
Igreja de São Pedro, no bairro do Alecrim, Natal
Igreja de Santo Antonio (Igreja do Galo), Natal

Na Revolução Francesa, o povo tomou a Bastilha carregando os galhos verdes das árvores que encontravam pelas ruas de Paris.

O povo estonteado, tomado pelo fanatismo, derrotou Djalma Marinho. Não idealizei a campanha de Djalma. Fui secretário do jornal O Nordeste, repórter especial do jornal A República, e orador estudantil nas carrocerias de caminhões, improvisadas como palanques de comício.

Djalma, o grande tribuno do Congresso Nacional, o jurista, recusava baixar o tom. Eu dizia: – baixe o nível, fale o que povo quer ouvir. Ele me respondia: – Não sou demagogo.

A campanha de Djalma estava toda errada. Tanto que o slogan “Não minto, não roubo”, que acusava Aluízio, parecia mais uma defesa de Djalma, quando Aluízio denunciava, caluniosamente, o governador Dinarte Mariz de ter dito: – “Todo homem se vende, e sei o preço de cada um”. Uma manchete do Jornal do Comércio do Recife, repetida nos comícios e jornais do Rio Grande do Norte.

Não existe uma receita certa em propaganda. Evo Morales derrotou os brancos com o lema indígena: “Não minto, não roubo e não sou frouxo (ou não mato)”.

Propaganda é plágio. O que há de novo são os meios (os antigos sempre serão usados) e a propaganda subliminar, que muitos confundem com propaganda implícita e propaganda indireta.

Minhas propostas apresentei na estratégia da campanha de senador de Antonio Farias.

Arraes eleito governador em 1986, em 1994, o “Arraes está voltando” teve como inimigo o tempo, e Ulisses Guimarães que também se lança candidato a presidente, tendo Jarbas Vasconcelos como vice.

Finalmente Arraes perde a reeleição, em 1998, para seu ex-aliado e ex-prefeito do Recife Jarbas Vasconcelos, que obteve mais de 64% dos votos válidos.

Arraes considerava a propaganda, hoje chamada de marketing pelos marreteiros, uma guerra de símbolos. Usou a pá de pedreiro (da Maçonaria), a pomba da Paz, o “A” de Arraes, que lembrava o “A” do anarquismo e o da campanha de Allende. A vassoura de Jânio, outro símbolo copiado de uma campanha presidencial chilena.

Falta para Eduardo Campos o símbolo, e um slogan. Se conseguir espalhar que o Arraes da profecia não era o avô, mas o neto…  (T.A.)

Símbolo Anarquismo
Símbolo Anarquismo

Em imagens. Eleições: o valor de um cartaz, a importância de um slogan, de um símbolo

Une élection présidentielle ne se gagne pas ou ne se perd pas en fonction de l’affiche. Néanmoins, elle joue un rôle prépondérant, marquant l’axe choisi par le candidat. Le visuel est important, le slogan l’est encore plus. Petit tour d’horizon d’affiches marquantes lors des dernières élections présidentielles…

A escolha da foto, do slogan, do símbolo pode não eleger um candidato, mas pode ajudar a derrotar. O símbolo, dizia São Paulo transforma o invisível em visível. É o resumo máximo de toda uma idéia. Que o slogan reafirma.

Tudo depende da estratégia definida para a campanha. O símbolo, o slogan são tão importantes que é melhor não tê-los, quando não se tem a certeza científica da escolha.

Não esquecer que a propaganda é uma ciência diferente da publicidade.

Veja mais cartazes das eleições presidencias na França. Eles resumem toda a história de um país.