A mídia independente

por Milton Temer

Denúncia da Anistia contra impunidade de policiais na repressão violenta a manifestações na Espanha não são notícia no Brasíl.

Entre nossos jornalões conservadores, só vale falar de ameaças, mesmo que não concretizadas, que se realizariam contra a imprensa reacionária nos governos bolivarianos ou em Havana. E ainda ousam promover reuniões pantagruélicas dessa agência regional da CIA, alcunhada de SIP, para reclamar contra ‘ataques à liberdade de informação’. Típico do patronato feudal. Fotogaleria 

El meganegocio de la información

por Francisco Arellano Raffo

 

 

La comunicación social se ha convertido en un negocio cualquiera, deshumanizado y frío, que solo sirve para aumentar la renta anual. ¡No hay más! Por eso los periódicos excitan a la curiosidad, pero casi siempre se los cierra con un sentimiento de desilusión.

Además de grandes ingresos, este negocio otorga inmenso poder político. Por eso el millonario mexicano Carlos Slim Helú se apresuró, el año pasado, a comprar el 8% del diario The New York Times, convirtiéndose en el tercer inversionista más grande de la compañía.

Scott C. Schurz, “presidente honorario vitalicio” de la SIP, Sociedad Interamericana de Prensa, es dueño del consorcio Schurz Communications Inc., de Indiana, compuesto por 13 diarios, nueve estaciones de televisión y trece estaciones de radio. Earl Maucker, director del Sun-Sentinel, de Fort Lauderdale, es un ícono de la SIP. Es dueño del equipo de béisbol Medias Blancas de Chicago, y de 11 diarios entre los que se encuentran el Chicago Tribune, Los Ángeles Times y Baltimore Sun.

Los dueños de periódicos estadounidenses manejan a la SIP con una visión que coincide totalmente con la óptica del orden continental que dicta Washington D.C., y la comparsa de propietarias de periódicos de América Latina se les une de manera irreflexiva. En nuestro país, los dueños de los negocios de la información actúan con tan ridícula superioridad que ya a nadie asustan.

¿Hasta cuándo la riqueza de los propietarios de los negocios dedicados a la información ejercerá toda su fuerza sin control, sobre la tinta y al papel, para tergiversar las noticias y comentarlas maliciosamente? ¿Llegará el día en que las masas puedan elegir a los diarios que desearían leer y los contenidos que les gustaría conocer?

 

Liberdade de imprensa ameaçada: Prisão de quatro a dez anos para jornalistas independentes

Denuncia a Sociedad  Interamerica de Prensa: En Brasil la justicia sigue fallando en contra de los medios para prohibir dar información.

O Google recebeu mais de 1.900 pedidos de governos em todo o mundo para retirar conteúdo de seus vários serviços no ano passado. O país com o maior número de pedidos não foi, como poderia facilmente se supor, China, Irã ou Síria, mas sim Brasil, revelam Craig Timberg e Paula Moura [The Washington Post,4/10/12]. Com 418 demandas, o país democrático, plural e economicamente vibrante foi o campeão de pedidos.

Quase 2/3 dos pedidos do Brasil ao Google para retirada de conteúdo vêm de cortes e não da polícia ou poder executivo.

É uma justiça campeã mundial em censura. Qualquer bandido, endinheirado, costuma apresentar queixas-crimes contra jornalistas. Transforma o jornalismo investigativo em crimes de injúria e calúnia. Políticos corruptos apelam que estão emocionalmente abalados. É uma gracinha! diria Hebe Camargo.

Até Fernandinho Beira-Mar ameaça processar jornalistas. Justificou o traficante: “Meu nome foi envolvido em uma polêmica, criada pelo repórter Danilo Gentilli, me comparando a um senador da República, cujo nome prefiro omitir”. Puro deboche. A verdade é que: quem compra uma blindada milionária banca de  advogados pode tudo.

Com a prisão do jornalista Ricardo Antunes, pela polícia do governador Eduardo Campos, criou-se um grave, danoso, ameaçador e iníquo precedente: qualquer jornalista independente pode ser acusado pelos crimes de extorsão e chantagem. São crimes inafiançáveis. Explica o delegado  Cláudio Castro, do GOE: não cabe à polícia Civil arbitrar a fiança, pois se trata de um crime com pena de quatro a dez anos de prisão. Ou melhor dito: o sujeito vai logo preso. Ricardo Antunes continua preso incomunicável.

O jornalista Jamildo Melo, conceituado colunista político deste Brasil de “jornalismo pusilânime (Millôr Fernandes)”, foi o único que relatou o real motivo da prisão de Ricardo Antunes. Escreveu:

“O jornalista pernambucano Ricardo Antunes, de 51 anos, foi preso pela Polícia Civil de Pernambuco nesta sexta-feira (5), por volta das 15h30. Ele é acusado de tentar extorquir o cientista político e marqueteiro Antônio Lavareda.

Segundo a Assessoria de Imprensa da Civil, o blog Leitura Crítica, assinado pelo jornalista, vinha publicando matérias ofensivas contra o marqueteiro.

As matérias são referentes a uma denúncia do evento Shopping Day, em que teria havido uma dispensa de licitação por parte da Prefeitura do Recife para a empresa que fez a divulgação do evento, a Lead Assessoria. A empresa pertence à esposa de Lavareda, Carla Bensoussan.

Ricardo Antunes teria exigido R$ 2 milhões para deixar de produzir as matérias. Foi quando a vítima procurou a polícia.

Eles marcaram um encontro no escritório do cientista político, na Ilha do Leite, no Recife, na tarde desta sexta (5), para efetuar a primeira parte do valor. Neste momento, foi dada voz de prisão ao jornalista“.

A denúncia que rendeu a prisão de Ricardo Antunes:  “Uma das empresas do grupo do publicitário (Antônio Lavareda)  foi beneficiada com uma verba de R$ 200 mil reais pela Prefeitura do Recife. A contratação foi publicada no Diário Oficial da prefeitura e feita pelo regime de dispensa de licitação ou seja sem qualquer concorrência. O objeto é um evento de moda infantil.

‘É um patrocínio para uma ação de moda para inclusão dos artistas pernambucanas’, disse o presidente da Fundação de Cultura, André Brasileiro. Ao ser indagado o motivo da contratação  da empresa para o evento Shopping Day, que trata de moda infantil. Considerado competente e  com bom trânsito no setor, ele assumiu  depois das denuncias de superfaturamento de licitações promovidas pela então presidente, Luciana Felix que renunciou ao cargo em março desse ano.

Ex-mulher do senador Humberto Costa (PT), Luciana surpreendeu os petistas na semana passada ao ser nomeada pelo governador Eduardo Campos (PSB) para uma assessoria especial no Palácio das Princesas, mesmo respondendo a vários processos no TCE. A Lead Comunicação está registrada no nome de Carla Bensoussan, esposa do publicitário, que recentemente passou a fazer pesquisas eleitorais para a campanha do candidato do PSB, através do Ipespe, também de sua propriedade.

Mas o setor de eventos não é o único em que o marqueteiro Antonio Lavareda atua   com desenvoltura  na gestão do prefeito João da Costa. Uma de suas empresas de publicidade, a Blackninja, tem um contrato de cerca R$ 8 milhões com a Prefeitura, para cuidar da publicidade oficial. Outra,  dessa vez de engenharia e construção, a Conic, firmou também outro contrato milionário numa parceria com a PCR para um empreendimento imobiliário, na Várzea”. Transcrevi trechos 

Crime Inafiançável é aquele em que o acusado não pode ter a liberdade provisória mediante pagamento de fiança. Para o crime ser inafiançável a pena mínima tem que ser superior a 2 (dois) anos. São crimes inafiançáveis, dentre outros: tortura, tráfico de drogas, terrorismo, racismo e os considerados crimes hediondos.

Brasil: A presidente Dilma não foi à SIP. Razões

por Breno Altman

Oxalá esse gesto da presidente Dilma possa dar início a uma batalha firme pela democratização da imprensa e a adoção de marco regulatório que rompa com o feudalismo midiático.

O dirigente do Grupo Estado, Júlio César Mesquita, não escondeu sua frustração. Diante da cadeira vazia na cerimônia de abertura da 68ª Assembleia da Sociedade Interamericana de Imprensa, comparou a atitude da atual presidente a de seus antecessores, Ernesto Geisel e Fernando Collor, nos dois convescotes da agremiação anteriormente por aqui realizados.

A comparação pode ser estapafúrdia, mas o rancor tem sua razão de ser. As famílias que controlam os meios de comunicação na região, sem aliados importantes além dos Estados Unidos, ambicionavam aval implícito de Dilma Rousseff para sua ofensiva contra políticas de democratização e regulação levadas a cabo por diversos governos progressistas. Apesar de sua administração manter intactos os privilégios dos monopólios de imprensa, a presidente pode ter sido eloquente ao dar silencioso bolo no evento dos marajás da informação. Como não foram tornados públicos os motivos dessa decisão, é natural que provoquem especulações. Uma abordagem possível remete à trajetória da associação. A SIP, afinal, congrega a fatia mais ativa e influente das elites continentais, com expressiva folha de serviços prestados às ditaduras.

Às vésperas das eleições de 2010, em julho, o então presidente da SIP, Alejandro Aguirre, afirmou que Lula “não poderia ser chamado de democrata” e o incluiu entre os líderes que “se beneficiam de eleições livres para destruir as instituições democráticas”. Seu objetivo era evidente: como porta-voz dos barões da mídia, queria colaborar no esforço de guerra contra a condução de Dilma Rousseff, pelo sufrágio popular, ao Palácio do Planalto.

A SIP, no entanto, vai além de movimentos pontuais, ainda que constantes, para a desestabilização das experiências de esquerda. Trata-se de um laboratório para estratégias de terceirização política dos Estados nacionais, na qual as corporações privadas de imprensa ditam a agenda, articulam-se com esferas do poder público e se consolidam como partidos orgânicos da oligarquia.Diante deste inventário de símbolos e realizações, fez bem a presidente ao se recusar a emprestar o prestígio de seu mandato e a honradez de sua biografia. Ainda mais em um momento no qual sócios nacionais da associação animam julgamento de exceção contra dirigentes históricos de seu partido e integrantes de proa do governo Lula.

Oxalá esse gesto possa dar início a uma batalha firme pela democratização da imprensa e a adoção de marco regulatório que rompa com o feudalismo midiático.

 

 

Blogue multado em R$ 106.410. No Brasil de notícia de um milhão de dólares eu acho é pouco

 

A justiça acha que todo blogueiro anda nadando em dinheiro. Nem os assessores de imprensa dos palácios da justiça têm 50 mil dólares.

Mullta para calar jornalista. Amedrontar. Criar uma legenda de terror.

Eu como  blogueiro nao tenho nenhum puto e não ganho nenhum tostão furado. A grande maioria dos jornalistas brasileiros recebem o salário da fome e do medo.

Quem tem essa grana são os prefeitos e vereadores corruptos, que gastaram milhões e milhões nas eleições deste mês. E tiveram suas sujeiras encobertas pela censura.

 

Escreve Tarso Cabral Violin:

Recebi, como pessoa física, duas multas no valor total de R$ 106.410 do TRE/PR, a pedido do prefeito Luciano Ducci (PSB), pela divulgação de duas simples enquetes. Minha saga, que parece história da carochinha, pode ser verificada no próprio Blog do Tarso.

Agora, para não precisar acabar com o Blog do Tarso, que não é pessoa jurídica e foi criado sem qualquer finalidade lucrativa, solicito a todos os amigos, advogados, jornalistas, blogueiros, professores, estudantes, militantes e políticos, que sejam defensores da liberdade de expressão, ajudem o Blog do Tarso a pagar essa multa estratosférica.

Não, não cometi nenhum crime. Não usei bem público para propaganda eleitoral. Não fiz propaganda ilegal. Não roubei. Não matei. Não ofendi. Não mudei os destinos das eleições municipais de Curitiba. Apenas divulguei duas simples enquetes.

Ainda tenho alguma esperança no Tribunal Superior Eleitoral. Caso as multas sejam canceladas pelo TSE, toda a renda arrecadada será utilizada para a criação de uma Associação de Defesa Jurídica dos Internautas/Blogueiros, pela liberdade de expressão e pela democratização da comunicação no Brasil, uma ideia que há tempos já está sendo discutida por advogados e blogueiros do Paraná e do Brasil.

Preocupa a SIP os assassinatos de Jornalistas no Brasil

A Sociedade Interamerica de Imprensa terminou, ontem, em São Paulo, sua 68ª Asamblea General con las conclusiones que resumen los riesgos y las principales dificultades que enfrenta la prensa en las Américas. Más de 500 delegados se reunieron durante cuatro días en esta ciudad para evaluar el estado de la libertad de prensa en el hemisferio occidental.

Destaco das conclusões:

La violencia contra la integridad física de los periodistas y la creciente intolerancia de gobiernos autoritarios constituyen los principales problemas que afronta la prensa independiente hoy en el continente.

En efecto, trece periodistas fueron asesinados en los últimos seis meses en México, Honduras, Brasil y Ecuador por el solo hecho de realizar su trabajo.

Apesar da visão patronal da SIP, e defesa de uma imprensa colonialista, são condenados os inmensos aparatos mediáticos estatales y privados utilizados para difamar y hacer campañas de desprestigio contra los periodistas.

Não foi citada, mas apresento a prisão do jornalista Ricardo Antunes, pela polícia do governador Eduardo Campos, e apoio da justiça PPV, como um precedente aterrador.

En Brasil la justicia sigue fallando en contra de los medios para prohibir dar información.

Leia o texto completo, com as partes ideológicas e empresarias, que não aprovo.

Recado a la Sociedad Interamericana de Prensa: Basta de engaños

Del 12 al 16 de octubre se celebra en São Paulo la 68 Asamblea de la SIP

Del 12 al 16 de octubre, en São Paulo, Brasil, tiene lugar la 68 Asamblea de la Sociedad Interamericana de Prensa (SIP). Este cártel, conformado fundamentalmente por los dueños de los grandes medios de difusión corporativos, tiene previsto “examinar” la situación de la libertad de expresión en el continente, con el explícito propósito de sentar en el banco de los acusados a todos los gobiernos que han asumido la responsabilidad de abrir caminos en la perspectiva de avanzar hacia la democratización de la comunicación.

De hecho, en São Paulo se busca armar un nuevo episodio de la campaña emprendida por este cartel para señalar que su poder acumulado es intocable; esto es, que toda iniciativa que pretenda propiciar mayor diversidad y pluralidad en el mundo mediático debe ser condenada por “atentar a la libertad de expresión”, obviamente, una prerrogativa suya.

Con los vientos de cambio que soplan en nuestra región, sin embargo, lo que se torna cada vez más evidente es que padecemos de un sistema mediático en el que predominan grandes grupos familiares que concentran y monopolizan el sector, orgánicamente articulados al conjunto de poderes fácticos, imbuidos de un alto criterio patrimonialista y con una lógica eminentemente comercial, por señalar algunos rasgos. Y desde esta posición de fuerza han venido pregonando que en materia de comunicación no debe establecerse ninguna regulación, bajo la premisa de que la mejor ley es la que no existe. En suma: somos intocables y aquel que ose romper esta regla será condenado por atentar a la “libertad de expresión”.

Quienes suscribimos este comunicado tajantemente queremos rechazar la nueva impostura que la SIP pretende instrumentalizar y ratificar nuestro compromiso con la democratización de la comunicación, con el consecuente respaldo a las iniciativas de los gobiernos consecuentes con esta causa.