A praga dos pelegos

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Existem sindicatos sem sede. E ninguém fiscaliza o dinheiro que corre solto.

O Brasil é o país das federações dos empregados e dos patrões que mamam nas burras da Nação.

De desconhecidas centrais dos trabalhadores. Tem central que constitui uma criminosa aberração. Como a Força de Paulinho, que defende a terceirização, o emprego precário, o emprego temporário, a escravidão.

terceirização paulinho força

emprego em risco tercerizado

Os sindicatos promovem greves de teatro, e nenhuma central tem força para realizar uma greve geral, ou a coragem de defender a estabilidade no emprego, cassada em 1964 pelo ditador Castelo Branco.

Noventa e nove por cento dos trabalhadores desconhecem a qual central pertence, e o troca-troca de central pelos sindicatos.

De onde vem o dinheiro

Um sindicato fatura as mensalidades dos sócios, os convênios com os governos municipal, estadual e federal, e o bilionário imposto sindical.

A contribuição sindical está prevista nos artigos 578 a 591 da CLT. Possui natureza tributária e é recolhida compulsoriamente pelos empregadores no mês de janeiro e pelos trabalhadores no mês de abril de cada ano. O art. 8º, IV, in fine, da Constituição da República prescreve o recolhimento anual por todos aqueles que participem de uma determinada categoria econômica ou profissional, ou de uma profissão liberal, independentemente de serem ou não associados a um sindicato. Tal contribuição deve ser distribuída, na forma da lei, aos sindicatos, federações, confederações e à “Conta Especial Emprego e Salário”, administrada pelo MTE. O objetivo da cobrança é o custeio das atividades sindicais e os valores destinados à “Conta Especial Emprego e Salário” integram os recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador. Compete ao MTE expedir instruções referentes ao recolhimento e à forma de distribuição da contribuição sindical.Legislação Pertinente: arts. 578 a 610 da CLT. Competência do MTE: arts. 583 e 589 da CLT.

O Ministério do Trabalho e Emprego divide a contribuição sindical com as centrais dos trabalhadores e o FAT que, por sua vez, repassa para o BNDES emprestar aos patrões. Este dinheiro, no tempo de FHC, serviu para privatizar estatais, eliminando empregos com estabilidade, e criando outros terceirizados, temporários, e com salários baixos.

A União Geral dos Trabalhadores transcreveu no seu portal reportagem do Valor Econômico:

Arrecadação com contribuição sindical cresce 9,4% em 2014 e atinge R$ 3,5 bi

Ali Divandari
Ali Divandari

A arrecadação da contribuição sindical cresceu 9,4% no ano passado em relação a 2013 e chegou a quase R$ 3,5 bilhões. Dados do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) mostram que, do total do imposto urbano (R$ 3,2 bilhões), 55,83% foram distribuídos entre os pouco mais de 10 mil sindicatos existentes no país, 5,65% foram repassados às seis centrais sindicais reconhecidas pelo governo e o restante, às confederações, federações e à Conta Especial Emprego e Salário, administrada pelo Ministério do Trabalho.

O imposto sindical é hoje uma das principais razões do aumento da competição entre as centrais sindicais, na avaliação de Adalberto Cardoso, professor do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). Reconhecidas juridicamente em 2007, elas recebem parte do imposto desde 2008. No ano passado, o valor chegou a R$ 180,1 milhões. Em 2009, foi de R$ 64 milhões.

Para Cardoso, há uma disputa na cúpula do movimento trabalhista pelas entidades existentes – à medida que “cada sindicato a mais significa ter acesso a uma fatia maior do imposto sindical”. Segundo ele, “a luta das centrais sindicais, hoje, não é tanto por representar politicamente sindicatos e formular seus projetos estratégicos. É principalmente para controle do maior número possível de sindicatos”. Essa dinâmica, avalia o sociólogo, tem levado o país a um processo intenso de fragmentação da estrutura sindical – de incentivo à criação de novos sindicatos.

A perda de participação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) dentro da representação sindical é um reflexo desse novo cenário, afirma Ruy Braga, professor de sociologia da USP. Em 2015, a central passou a responder por 33,67% dos 15,4 milhões de trabalhadores sindicalizados (dados de 2013). Essa fatia era de 35,84% em 2008.

O avanço da União Geral dos Trabalhadores (UGT) – de 6,29% para 11,67% no mesmo período – acompanhou o crescimento expressivo do setor de serviços na economia brasileira e a perda relativa de importância da indústria no Produto Interno Bruto (PIB), diz Braga. A entidade surgiu em 2007, resultado da fusão entre Central Geral dos Trabalhadores (CGT), Social Democracia Sindical (SDS) e Central Autônoma dos Trabalhadores (CAT).

“O aumento do trabalho assalariado no setor de serviços foi ocupado progressivamente pela UGT, com uma característica menos ideológica e menos focada na política federal, muito pragmática”, avalia o sociólogo.

Fora CUT e Força Sindical, fundadas em 1983 e 1991, respectivamente, as outras quatro centrais sindicais reconhecidas pelo Ministério do Trabalho surgiram na década passada: Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) em 2005, Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) em 2006 e Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB) e UGT em 2007.

Dirigentes sindicais se eternizam no poder

Vladimir Kazanevsky
Vladimir Kazanevsky

Ceará Agora transcreve ampla matéria escrita pelos jornalistas Henrique Gomes Batista e Ruben Berta, no O Globo nesta segunda-feira, 20:

Em 1990, Alfredo Sampaio assumia a presidência do Sindicato dos Atletas de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Saferj). Onde está até hoje.

Segundo a publicação, a situação de Alfredo é um dos retratos dos problemas que assolam o sindicalismo no país, tema da série de reportagens que O GLOBO inicia hoje, mostrando que as entidades criadas para a defesa de interesses coletivos dos trabalhadores muitas vezes têm sido usadas para objetivos particulares.

Dados do Ministério do Trabalho apontam que havia, em 2014, ao menos 8.518 sindicalistas, incluindo cargos de presidente e diretores em geral, com mais de dez anos de mandato — no Poder Executivo só podem ficar oito anos no cargo. O número pode ser maior, pois falta transparência e uma série de entidades não fornece seus dados. Mais de 25 anos após a Constituição ter avançado para garantir a liberdade sindical, fundamental para lutas e conquistas dos trabalhadores, lacunas como a falta de transparência, fiscalização frouxa e a pouca representatividade deixam um caminho aberto para os abusos. Algumas centrais sindicais já reconhecem que é necessário pensar em novas normas. O próprio Supremo Tribunal Federal (STF) indica que as entidades não tem salvo-conduto e precisam ser fiscalizadas.

O sindicato dos atletas esbarra em outros problemas: falta de representatividade (Alfredo Sampaio é técnico e não atleta); nepotismo (seu filho é o diretor da academia da Saferj), e conflito de interesses (ele tem uma empresa de marketing esportivo).

Há casos também de enriquecimento ilícito e desvios de sindicatos, que muitas vezes são verdadeiras máquinas de ganhar dinheiro. Isso num universo de 10.620 entidades por onde, no ano passado, circularam R$ 3,18 bilhões apenas de Contribuição Sindical — o chamado Imposto Sindical — obtida com um dia de salário de todos os trabalhadores com carteira assinada.

Leia mais: “Só 30% dos sindicatos são sérios”, Salário de R$ 50 mil. Viagem por conta da entidade. Em SP, o ‘milagre’ da multiplicação. O pelego é um parasita perigoso e nocivo e ladrão todo

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Onda de greves na Alemanha: A desintegração do “modelo alemão”

O país está a viver uma “ampla erosão das normas salariais formais e informais que por várias décadas mantiveram a paz no capitalismo alemão”, afirma o sociólogo económico Wolfgang Streeck, sublinhando que a vaga de paralisações “é mais do que um episódio conjuntural: é outra faceta da desintegração inexorável do que costumava ser o ‘modelo alemão”. In Esquerda Net

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“Este ano, a maior economia da Europa está prestes a bater um novo recorde de greves, com todos os trabalhadores – desde os maquinistas aos professores de jardins de infância e creches e trabalhadores dos correios – a promoverem paralisações nos últimos tempos. Esta onda de greves é mais do que um episódio conjuntural: é outra faceta da desintegração inexorável do que costumava ser o ‘modelo alemão’”, assinala Wolfgang Streeck num artigo publicado no Guardian.

“Os sindicatos das prósperas indústrias de exportação não são os únicos que estão em greve nos dias de hoje”, refere o sociólogo económico, exemplificando com as paralisações nos serviços domésticos, especialmente no setor público, que aparentam “ter vindo para ficar”.

Lembrando que “a concorrência internacional já não é apenas sobre a quota de mercado, mas também sobre o emprego”, o que veio, por exemplo, condicionar a ação dos sindicatos metalúrgicos, Wolfgang Streeck assinala que a contestação deslocou-se para os serviços, já que, neste caso, “a exportação do trabalho é mais difícil”.

O sociólogo refere também que “os empregadores públicos, na prossecução da consolidação orçamental, romperam o peculiar regime de contratação coletiva do setor público da Alemanha” que assegurava, no essencial, os mesmos aumentos salariais anuais para todos os trabalhadores. Por outro lado, Wolfgang Streeck aponta que várias ocupações – incluindo a dos maquinistas, professores e trabalhadores dos correios – deixaram de ser reguladas pela legislação específica da Função Pública.

“Além disso, a privatização progressiva dos serviços públicos, combinada com o desemprego e a de-sindicalização que veio com o mesmo, colocou cada vez mais os salários do sector público sob concorrência, levando a problemas até então desconhecidos para os sindicatos, desencadeados por aquilo que rapidamente se estava a tornar num sistema de dois níveis salariais”, avança.

Outro desenvolvimento que, segundo o sociólogo, contribuiu para o conflito laboral tem a ver com o surgimento de novas ocupações, especialmente as relacionadas com a educação dos filhos e cuidados com os idosos. Estes trabalhadores são mal pagos e precários, não obstante “a retórica do Governo sobre a indispensabilidade e a virtude moral do seu trabalho”, vinca Wolfgang Streeck.

A somar a estes fatores surge a forma como o patronato se serve do progresso tecnológico para exercer pressão sobre ocupações anteriormente privilegiadas, como pilotos de avião, controladores de tráfego aéreo e maquinistas, pondo em causa direitos já conquistados.

“Tudo isto resulta numa ampla erosão das normas salariais formais e informais que por várias décadas mantiveram a paz no capitalismo alemão”, salienta o sociólogo económico alemão.

A par da deterioração das condições de trabalho, da perda de rendimentos e dos cortes nos serviços públicos e prestações sociais a que é sujeita a maioria das famílias, os salários dos gestores de topo crescem “especialmente, mas não exclusivamente, na área financeira”, refere Streeck, que assinala um aumento das desigualdades salariais.

“O sistema de fixação dos salários alemã está a aproximar-se de uma condição de ausência de normas, semelhante ao que a Grã-Bretanha experimentou na década de 1970. À época, o sociólogo John Goldthorpe Oxford diagnosticou um estado de anomia laboral: uma ausência fundamental de consenso sobre os princípios legítimos de distribuição entre capital e trabalho, bem como entre grupos de trabalhadores”, afirma.

Segundo Wolfgang Streeck, “o governo alemão, com o seu ministro do Trabalho social-democrata, está a tentar suprimir a vaga de conflitos laborais reduzindo o direito de organização e de greve, ilegalizando as greves de sindicatos setoriais – como os maquinistas”.

“Mas isso irá falhar, muito provavelmente no Tribunal Constitucional e, certamente, na prática, num mundo em que a estrutura das empresas e sectores não é mais favorável ao sindicalismo que se baseia na doutrina ‘um local de trabalho, um sindicato’, e onde os maquinistas, pilotos e outros vão sentir-se no direito de se defender, se necessário, entrando em greve, diga a lei o que disser”, remata.

Paraná. 217 professores feridos festejam queda do secretário policial

Que fique como lição para os truculentos secretários de segurança e comandantes das polícias militares: o governador sempre tira o dele da reta.

 

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Cai, não cai. Caiu!

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Até o asfalto frio das ruas que cortam o Centro Cívico, que ficaram tomadas por cartuchos de balas e restos de bombas, sabiam do comprometimento do secretário de Segurança, Fernando Francischini, nos atos de barbárie do dia 29. Mas, para o governador Beto Richa, parecia que isso não era suficiente para subsitituí-lo, até porque, em matéria de culpabilididade pela barbárie, Beto Richa está alguns degraus acima. No entanto, a situação ficou insustentável na medida em que o secretário truculento e que gosta de ir a programas televisivos de gosto duvidoso mostrando armas na cintura, se indispôs contra a caserna, despertando a ira dos militares. Também foi forte a pressão pública por sua queda, não só dos(as) educadores(as), mas da população em geral que sabe muito bem que ele foi um dos responsáveis pelos atos do dia 29/04.

Para nós educadores e educadoras, as lembranças que guardaremos de Francischini – e fazemos questão de guardá-las – serão as piores possíveis. Como secretário, ele planejou o cerco ao Centro Cívico e durante as duas horas em que educadores(as) foram vítimas das balas, bombas e sprays, ele não fez nada para cessar a violência. Depois esquivou-se – com a dancinha que protagonizou em fevereiro quando, ao tentar abrir a porta do camburão com os(as) deputados(as), fugiu de um manifestante -, atribuindo culpa e responsabilidade pelo atos do dia 29 aos(às) manifestantes e policiais. Foi desmentido por um grupo e por outro e pelas fartas imagens dos acontecimentos que não deixam dúvidas e que varreram o mundo mostrando toda a violência policial chefiada pelo secretário.

Desde que foi chamado pelo governador Beto Richa para ser secretário, sabíamos que sua presença representava um total retrocesso aos Direitos Humanos e às políticas de segurança pública que vão além de criminalizar jovens, pobres e negros. O que não prevíamos é que, além destes grupos sociais, Franscischini se especializaria também em bater e prender professores(as), funcionários(as) de escola, estudantes e servidores(as) públicos(as). E não foram poucas as vítimas só no dia 29, já que contabilizam mais de 217 feridas.

Poderíamos comemorar a sua queda, afinal é uma vitória do movimento. No entanto, as lembranças das cenas do dia 29 ainda estão nítidas em nossa memória e soam como um triste lamento daquilo que um governo insano produziu e ainda é capaz de produzir de violência, de truculência e de barbárie.

Já vai tarde e se que depender de nós, não voltará tão cedo!

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EUA: Maior greve dos trabalhadores das petrolíferas dos últimos 35 anos

No passado domingo, 8 de fevereiro, cerca de 1.500 trabalhadores da BP entraram em greve, juntando-se aos cerca de 3.800 trabalhadores da Shell que no domingo anterior iniciaram maior greve do sector nos EUA desde 1980.
por Bruno Góis

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Greve na Shell

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O sindicato dos metalúrgicos USW -United Steelworkers Union convocou a greve depois do insucesso das negociações com a petrolífera Shell Oil Co.

O vice-presidente do sindicato Gary Beevers sublinha que “esta paralisação é por causa de trabalho extraordinário penoso, números de efetivos abaixo dos níveis de segurança, condições de trabalho perigosas que a indústria continua a ignorar, ocorrências diárias de incêndios, emissões, vazamentos e explosões que ameaçam as comunidades locais sem que a indústria faça muito a esse respeito“.

A greve foi convocada para cinco instalações do Texas, duas da California, uma no Kentucky e uma no estado de Washington. Entre estas nove destaque para a LyondellBasell em Houston, a Marathon Galveston Bay Refinery na cidade do Texas City, e a Marathon Refinery, de Catlettsburg, no Kentucky.

Ao nível do setor petrolífero, o sindicato dos metalúrgicos USW representa mais de 30.000 trabalhadores de 65 refinarias, e mais de 230 terminais, centrais petroquímicas e gasodutos de vários pontos dos EUA, os quais produzem cerca de dois terços do petróleo dos EUA. A nível nacional, o USW representa 850 mil homens e mulheres que trabalham nos setores do metal, mineração, papel e celulose, borracha, produtos químicos, vidro, auto, e indústrias produtoras de energia, juntamente com um número crescente de trabalhadores ao serviço do setor público.

“Não tínhamos outra escolha que não fosse convocar a greve”, afirmou Leo W. Gerard, presidente da USW International. As negociações para um novo contrato iniciaram-se a 21 de janeiro. Em menos de duas semanas, após rejeitar a quinta proposta de contrato, o sindicato dos metalúrgicos USW decidiu convocar greve. De acordo com o sindicato, os representantes da Shell recusaram-se a apresentar uma contraproposta e abandonaram a mesa das negociações.

Gary Beevers, Vice Presidente da USW International, e responsável do Programa Nacional de Negociações do setor do Petróleo, acrescenta “Nós dissémos à Shell que queríamos continuar a negociar um acordo que beneficiasse os trabalhadores e a empresa, mas eles recusaram-se a regressar à mesa das negociações”.

 

Porquê também na BP?

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A adesão dos trabalhadores da BP de Whiting e Toledo sindicalizados no USW reforça a luta do setor. A BP em Whiting, no Estado de Indiana, tem cerca de 1.860 trabalhadores dos quais mil são metalúrgicos. E a unidade de Toledo, no Ohio, administrada em parceria com a canadiana Husky Energy, tem cerca de 600 trabalhadores, sendo que mais de metade são metalúrgicos.

O acordo a que o sindicato dos USW chegar com a Shell será determinante para a luta dos trabalhadores nas outras empresas do setor, uma vez que se trata de um contrato nacional que servirá de padrão para as negociações com os sindicatos a nível local. É preciso ter em conta que a Shell é o principal negociador nas conversações do National Oil Bargaining. Além desta, participam também as gigantes petrolíferas Exxon Mobil e Chevron.

A porta-voz do sindicato USW, Lynne Hancock, declarou que o sindicato luta por um contrato de três anos onde sejam satisfeitas as principais reivindicações no âmbito dos custos de saúde, segurança, limites ao uso de prestadores de serviços e preocupações com o número de efetivos, e ainda ao nível dos salários.

Tom Conway, vice-presidente da administração do USW International, considera que “as petrolíferas são demasiado gananciosas para fazer mudanças positivas nos locais de trabalho”, “continuam a colocar a produção e o lucro acima da saúde e da segurança, acima dos trabalhadores e da comunidade”, acrescentando: “esta é a indústria mais rica do mundo e pode bem suportar as mudanças que nós propusemos nas negociações”.

 

VITÓRIA HISTÓRICA DOS GARIS!!!

* Garis conquistam aumento do piso salarial para R$ 1100
* Reviravolta evidencia jogo sujo usado pela prefeitura 
* Leia abaixo um breve histórico da greve
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por Chico Alencar

 

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Latuff

Foi uma luta duríssima, que termina agora com uma vitória histórica. Os garis deram uma lição de perseverança e garra a todos os cariocas.

Não foi fácil. Tudo começou com o anúncio de um aumento de apenas 9% para o piso salarial de R$802 (sem contar os descontos), após uma negociação a portas fechadas e sem participação da categoria.

Os garis não aceitaram. Denunciaram suas péssimas condições de trabalho, os conchavos do sindicato com os patrões e ameaçaram greve para o Carnaval. Sem resposta, a GREVE estourou.

A resposta foi CRUEL, revoltante, vergonhosa. O prefeito Eduardo Paes, a Comlurb e representantes sindicais iniciaram um jogo sujo de desinformação e de deslegitimação dos trabalhadores.

Ignorando o pleito dos garis (R$1200 de piso, R$20 de vale alimentação, adicional de insalubridade e horas extras), foram para a imprensa afirmar que não se tratava de greve, mas de um ‘motim’ feito por uma ‘minoria’ de ‘200 ou 300’ garis ‘manipulados’ por lideranças que teriam ‘vínculos partidários’ e ‘interesses escusos’.

Mas não foi só isso, a prefeitura ainda conseguiu fazer pior: demitiu arbitrariamente, por telefone, 300 funcionários. Contratou escolta privada, destacou até o Batalhão de Choque. Foi para a imprensa novamente e disse que os grevistas estavam ameaçando os que queriam trabalhar.

Não adiantou. A greve continuou e se fortaleceu. As montanhas de lixo acumuladas pela cidade mostravam que o movimento era forte e não era de uma ‘minoria’. Uma onda laranja tomou as ruas do Rio.

Lamentavelmente, a maioria dos meios de comunicação de maior circulação – e de forma notável, os meios das Organizações Globo – deram pouquíssima importância para a beleza das passeatas, para o apoio popular e para a força do movimento.

O prefeito aumentou o tom, na mesma linha. Hoje mesmo, em largos minutos de entrevista no RJTV e na GloboNews, Eduardo Paes disse, textualmente: “É um grupo de marginais coagindo quem quer trabalhar, num processo de guerrilha”.

O que aconteceu da hora do almoço – quando se deu essa entrevista – até o início da noite, não sabemos. Talvez o medo de uma tragédia, com a chuva incessante. Talvez o resultado de alguma pesquisa que mostrasse o apoio da população ao movimento grevista. Não se sabe.

O fato é que os garis foram guerreiros e venceram os gigantes. Conseguiram entrar em uma reunião no Tribunal Regional do Trabalho para a qual não tinham sido convidados e lograram um piso salarial de R$1100 + Vale Alimentação de R$20 + hora extra + adicional de insalubridade.

A VITÓRIA DOS GARIS É HISTÓRICA E É UM CALA-BOCA EM TODOS QUE TENTAM DESLEGITIMAR A LUTA DE TRABALHADORES ORGANIZADOS E BRIOSOS.

A VITÓRIA DOS GARIS É UM CALA-BOCA EM TODOS QUE AINDA NÃO ENTENDERAM QUE NÃO PODERÃO MAIS CONTINUAR SEUS MÉTODOS AUTORITÁRIOS.

A VITÓRIA DOS GARIS É O MAIS CLARO EXEMPLO DE QUE QUEM LUTA CONQUISTA!

VIVA ELES!
VIVA A LUTA DO POVO DO RIO E DO BRASIL!

 

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Leia Latuff na marcha vitoriosa dos garis (texto e fotos)

 

 

Tempo de dizer: adeus, senzala!

Via Mídia Ninja – Tribuna da Imprensa
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Mais de mil garis, em sua maioria negros, pais e mães de família, moradores das periferias e favelas do Rio, foram ovacionados hoje pelos cariocas em uma inesquecível passeata que começou na Prefeitura do Rio e tomou o centro da cidade como uma verdadeira onda laranja abolicionista. Porque a primeira coisa que o Brasil precisa reconhecer é que a luta dos garis se ergue contra os resquícios de escravidão mais arraigados em nossa sociedade.
Foram sucessivas as tentativas de desqualificação do movimento grevista. Elas partiram tanto do executivo municipal quanto da mídia corporativa, os fiéis representantes das posições mais conservadoras de uma elite tão escravocrata que é capaz de conviver com uma das mais aberrantes desigualdades econômicas de todo o planeta e ainda patrocinar um genocídio cujo maior homicida é justamente o Estado, através da Polícia Militar.

Resquício de DITADURA e resquício de ESCRAVIDÃO combinados dantescamente na mesma cena. Mas havemos de amanhecer, há esperanças e os garis são a prova! A luta dos trabalhadores da Comlurb tocou o coração dos brasileiros e conquistou de imediato o apoio da população carioca que, emocionada, já vê como vitoriosa a luta protagonizada por eles.

Venceram um sindicato pelego. Venceram a intimidação e as ameaças do prefeito. Venceram o assédio desmobilizador da mídia que insiste na ‘versão oferecida pelo patrocinador’ em detrimento de sua própria função social. Venceram o açoite do tronco e a mão opressora do chicote no lombo.

Quem viu os carros do Choque seguindo os caminhões de lixo, viu com os próprios olhos que a greve dos garis é um levante da senzala. É povo pobre, negro e trabalhador daqui, inventando por si próprio este país que é seu. Não se pode perder a esperança num país em que os garis aproveitam o carnaval para derrubar os portões da senzala e sambar em cima do lixo, nas portas da Casa Grande.

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O Carnaval mais sujo da história do Rio de Janeiro

Os garis unidos contra o Sindicato submisso
Os garis unidos contra o Sindicato submisso
 
O Rio de Janeiro teve o Carnaval mais sujo de sua história. Sujeira do prefeito que mandou demitir 300 garis. Sujeira do Sindicato que traiu a classe. Sujeira da Polícia Militar e guardas municipais que bateram nos grevistas.
Prais do Leblon, hoje no Rio. (Foto: Renata Soares/G1)
Praia do Leblon, hoje no Rio. (Foto: Renata Soares/G1)
 A resposta dos garis, que decidiram escapar do mando da pelegada do Sincato, foi que o prefeito Eduardo Paes fosse varrer as ruas. Os lá de cima da Prefeitura não são de pegar no pesado. E sim noutras coisas. E o Rio foi uma sujeira só desde sábado de Carnaval. 
 

Por decisão do prefeito Eduardo Paes, escoltas armadas estão acompanhando todos os caminhões da Comlurb para garantir a coleta. Para  Paes, a maioria dos garis compareceu ao trabalho durante o carnaval, mas foi impedida de trabalhar por “delinquentes”, inclusive grupos armados. Isso não é verdade.

Os garis realizaram vários protestos. A polícia de Sérgio Cabral jogou bombas de gás lacrimogêneo e atirou com balas de borracha. Os líderes grevistas foram presos. 

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Ato contra demissão garis

Paes também disse que vai suspender a todas as demissões para os garis que retornarem ao trabalho. Derrotado, prometeu atender todas as reivindicações dos garis: uma alta salarial para R$ 1.200, o pagamento de horas extras e outros benefícios. 

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████████████████ Brasil realmente tem vivido tempos interessantes. Com a mais pura estratégia, garis paralisaram seus trabalhos durante o Carnaval no Rio de Janeiro, período de maior atenção e turismo na Cidade Maravilhosa. Ao parar, a Cidade fedeu, os lixos acumularam e o debate sobre a greve acendeu.

Direito a greve é mais do que uma garantia inscrita na Constituição Federal. Ao parar a exploração de seu trabalho, clama-se pelo reconhecimento da importância da função e acontraprestação oferecida. É um ativismo político dos mais sangrados, mas que, ainda hoje, oferece resistência e grandes resultados.

“Garis não são diplomados” – dirá a pessoa contra o aumento de salários. Para essa pessoa, a desigualdade é algo tão natural quanto o nascer do sol, e não imposto pelo sistema econômico. Além disso, menospreza-se o valor do trabalho pela ausência de diploma, como se a graduação fosse indicativo de nobreza, na pura tradução do pensamento aristocrático. Típico sintoma da alienação intelectual, onde acredita-se que o trabalho material não exige conhecimento, enquanto o trabalho intelectual é responsável unicamente pela criação de toda sabedoria, e portanto, merece a maior das remunerações. 

Argumenta-se ainda que os “Garis foram chantagistas”, ao escolher a fatídica época para interromperem a função. Ora, greve nada mais é do que parar as atividades para atrapalhar o funcionamento da máquina, tudo para forçar o debate sobre a valorização da função.

Infelizmente, no caso dos garis, em razão do elo fraco no cabo de guerra, os grevistas foram demitidos, numa clara demonstração de arbítrio e falta de diálogo. Hoje, funcionários intimidados pela demissão foram trabalhar, sob o protesto dos grevistas. Além disso, o Tribunal Regional do Trabalho julgou a greve ilegal. Ao que parece, a Greve não é permitida no carnaval da Democracia brasileira.

 
 

Da Alienação à Depressão – caminhos capitalistas da exploração do sofrimento

Para romper as barreiras da alienação é preciso entender que mecanismos materiais e psicológicos contribuem para garantir que os trabalhadores continuem dóceis às exigências do capital, elevando a produtividade e os lucros empresariais. Por Emilio Gennari.

Apresentação

É bastante comum ouvir quem atua nos movimentos sociais se queixar da dificuldade de envolver as pessoas que, por sua situação, deveriam ser as primeiras interessadas em aderir às lutas propostas. Frases como: “o povo não se mexe” ou “o pessoal não quer saber de nada”, são parte de um cotidiano no qual, via de regra, quem se revoltou diante das contradições do presente não consegue despertar qualquer reação individual ou coletiva à altura das necessidades.

alienacao-depressao1A explicação pode ser encontrada sem maiores problemas no sentido da palavra “alienação” que, de acordo com o dicionário Houaiss, é definida como o “processo em que o ser humano se afasta de sua real natureza, torna-se estranho a si mesmo na medida em que já não controla a sua atividade essencial (o trabalho), pois os objetos que produz, as mercadorias, passam a adquirir existência independente do seu poder e antagônica aos seus interesses”.

Dito isso, parece óbvio que o povo simples não consiga compreender os fatores sociais, políticos e culturais que condicionam sua vida e nem possa decifrar os impulsos que o levam a agir numa determinada maneira. Pela definição de alienação, podemos dizer que as relações do dia-a-dia chegam aos nossos olhos como a imagem refletida no espelho. Aparentemente, o que se vê parece ser a fiel reprodução do cotidiano vivido, quando, na verdade, tudo não passa de um reflexo que inverte as relações sociais. Na ilusão de estar enxergando a realidade como ela é, o homem-massa não capta o que se esconde por trás das aparências e sequer desconfia de que pode estar diante de uma miragem enganadora.

O problema é que esta constatação pouco ajuda quem se dedica a organizar a classe trabalhadora. Para que sindicatos, partidos e movimentos sociais possam romper as barreiras da alienação é necessário compreender que elementos, ao atualizá-la, contribuem para garantir que suas bases continuem dóceis às exigências do capital. Ou seja, precisamos delinear claramente a forma pela qual os fatores internos e externos às empresas se articulam para introduzir tensões desagregadoras no seio do trabalhador coletivo e realizar a façanha de levá-lo a aumentar a produtividade e os lucros mesmo quando a adesão ativa à lógica e aos projetos capitalistas é paga com a perda da integridade física e mental.

O estudo que segue propõe algumas respostas. Continue lendo

Centrais sindicais mais um ministério sem mistério

por Luis Carlos

 

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Para que servem as confederações e federais sindicais no Brasil?

No Brasil dos títulos (…) de parco conteúdo, se criou o péssimo habito de “criar coisas, sistemas” e não usar nada; outra grande invenção brasileira é “o provisório se tornar permanente”, ninguém pode negar isso! O Banco de Horas que era específico da área automotiva, naquele período de mudança de sistema produtivo, se espalhou pelo país e se tornou regra; a tripla jornada que descaracteriza a função principal se tornou o modo comum de trabalho, e inibiu a profissionalização para criar um patamar salarial (…).

Após as manifestações populares, convocadas pelo sistema “face book”, e organizadas pelo Movimento do Passe Livre mais, as correntes espontâneas; a velha e boa Resistência; e a palavra de ordem “sem políticos” referindo-se ao Congresso Nacional e os partidos republicanos de representação burguesa e ainda depois, um chamamento para “Greve Geral dos Trabalhadores” convocada dentro do mesmo “espírito de não dependência política”, enganoso, mas por justa causa, o dia 1º de julho, foi a gota d’água. O governo trabalhista, populista e candidatíssimo para 2014 precisava se “engajar no processo” de marketing popular, para dar a direção, ou sugerir isso: o benefício da dúvida!

As Centrais Sindicais foram compelidas pelas próprias Bases das Centrais, que não entendiam (…) porque não participariam, enquanto grupo sindical, de uma manifestação popular, agora, “com suas bandeiras”… As forças ligadas ao PT, ainda com um resquício de esquerda; as forças do PCdoB, limitadas mais usáveis, do PDT, e até do PMDB, que de fato, sempre trouxeram a tira colo uma bandeira de esquerda do lado direito, e uma da direita do lado esquerdo não só pelos acordos, pela sua conduta centralizadora, arrogante e silenciosa. E ainda uma sondagem de opinião do “prólulismo” e do “petismo”, tendo em vistas as próximas eleições.

Neste contexto pouco realista, liberaram as “araras de marketing” e levaram juntas consigo outras Centrais menores como a UGT, ligadas aos “motociclistas de frete”, da grande São Paulo e suas reivindicações, como o “colete air bag” inventada por algum empreendedor terceirizado, e melhor financiamento para motos, e ainda os portuários de Santos que estão ameaçados pela terceirização dos serviços nos portos; pequena parcela de metalúrgicos agregados ao sindicato do ABC e os “metroviários”; uma imagem pálida do que teria sido no passado os “ferroviários”. O centro nervoso da passeata foi no Museu do MASP, um local privilegiado para terminar o passeio, no coração financeiro do Brasil, mais propriamente nos quintais da FIESP.

Em alguns Estados a coisa foi levada à risca, acreditaram e fizeram por merecer atenção e destaque, e também foram companheiros honrados e nada se perde por isso, mas nunca por conta dos objetivos das Centrais e mais pelos autênticos partidos de Esquerda que entenderam sabiamente que deveriam participar, mesmo reconhecendo a precariedade e o limite político das manifestações, mesmo esta que pretendia ser mais profissional.

A ousadia laboriosa da Força Sindical, com um número pequeno de manifestantes, após uma multa aplicada pela justiça, por tentar trancar a rodovia São Paulo/Rio – parabéns os companheiros trabalhadores de Guarulhos –, acabou por desfalecer o ímpeto já abalado pelo dilacerante andamento das manifestações deste dia 11 de julho de 2013.

A “multa”, antes de ser uma multa a ser paga em “espécie” é um “castigo que veio a cavalo e galopante”. Acaso, não era a função das Centrais Sindicais, junto com Confederações Sindicais, Federações Sindicais, Sindicatos na Base, Trabalhadores, deputados da classe trabalhadora e associações proletárias, barrarem esta lei de exceção (Interdito Proibitório) e aumentarem a liberdade sindical, qual bandeira usava o governo nesta hora? Não ficou o governo, 08 anos no poder, assoprando as “orelhas” do infame governo Norte Americano (e europeu)? Pois é, diga-me com quem tu andas que eu te direi quem és! Um neoliberal disfarçado de social!

A conclusão óbvia, mostrada anteriormente no momento oportuno na década de 80 e anos seguintes (quando da mudança da linha de montagem para robótica, a apologia da crise pelas demissões e o acordo neoliberal) , quando as Centrais deveriam começar a fazer o trabalho a que se propuseram na CONCLAT, de organização e emancipação da classe trabalhadora e não fizeram e tiveram duas décadas e muito dinheiro para fazê-lo, foi confirmado agora, a ponto de a CUT e a Força Sindical se esconderem, como “crianças travessas”, como se vivêssemos em regime de exceção, como se fossem “clandestinos”, com medo de multa, não da polícia, que foi “parceira” e colaboradora, morrendo de rir, quando soltavam algumas bombinhas de fumaça, um pouco enfadonho (…) é fato.

Acaso a principal reivindicação não deveria ser fim do Interdito Proibitório no movimento sindical? E sabem o que isso representa para um sindicato autêntico? Poder fazer manifestação em frente ao local de trabalho da categoria sem ser multado, ou acusado no Ministério do Trabalho por assédio aos trabalhadores! Ou receber um Termo de Ajuste de Conduta! Isso cabe aos patrões! Isso significa o “Interdito Proibitório”; que passou nas “barbas das Centrais Sindicais, Federações e Confederações e do governo de duas bandeiras”. E que impede o sindicalismo de esclarecer com todas as letras a questão das mudanças na CLT e a Terceirização.

Acabou! As Centrais, que ousaram aparecer, ao contrário das Federações e Confederações, não representam mais nada, sequer a si mesmas! O que faz as Centrais, que não pode e deve fazer as “estranhamente silenciosas e camufladas”, Confederações, as Federações que são legais, constitucionais e recebem imposto sindical e mensalidades dos sindicatos? Talvez não se prestem a serviços políticos de partidos, ora, esta é a condição sine-qua-non de existência do sindicalismo. Então, façam o trabalho sindical, não basta combater em Brasília, tem que respaldar os sindicatos na base, criar ânimo de potência e apoio aos trabalhadores, “fazer tremer a pequena burguesia que tripudia e explora o trabalho manual”.

Obrigar trabalhadores, por melhores que sejam as razões, a se orientarem por determinado partido, por meio de uma “Central” é no mínimo um contrassenso democrático, especialmente se considerando que o trabalhador conhece apenas uma forma de democracia: o voto. Não aceita pertencer a qualquer partido (…), para “preservar seu direito do voto” nas sagradas urnas “eletrônicas” invioláveis.

Logo, uma Central “partidária” além de ser um “cerco” para com aqueles que por vários e vans motivos não querem “ser partidário”, é autoritarismo inútil para esta execrável função: de forçar alguém a alguma coisa segundo o “seu ponto de vista e interesse difuso aos olhos destes mesmos”.

Especialmente quando este grupo gigantesco de trabalhadores foi condicionado (pela mídia, pela teve Globo, Bandeirantes, Recorde e seus autores, artistas e palhaços etc.) a ter vergonha, das lutas diárias que travam a classe social a que pertence – quer queira quer não – o que define isso, a classe social, são os modos de produção e não o que a pessoa pensa de si, quando pode insinuar-se filha (o) do Criador…
Forçar uma pessoa nestas condições emocionais e psíquicas a “se sentir ligada a um partido”, para ela é uma tripla traição; ao Pai, à liberdade de escolha e à democracia!  O alvo imediato, alcançável de suas contrariedades e revoltas é o Sindicato na base, pobre parceiro!

E pior, elas, as Centrais, cujo nome parece feminino, o que sugere sensibilidade e graça, no entanto é bastante masculino no pior sentido, do macho humano que “perverteu a natureza” e quer “se dar bem a qualquer custo”, e se prestaram, de forma política, e mais sofisticada que as Confederações e Federações a inibir o sindicalismo autêntico, privilegiando com naturalidade, o sindicalismo de pelegos (permitam-me: “newpelage’s”) que sempre estão “alinhados” aos patrões e não “criam problemas”, são educados, bommocistas (Plinio Sampaio), assim como as principais Centrais que não se fazem de rogadas e estão alinhadas à FIESP, à FIRJAN e ao canal “FUTURA”, para manter o “mundinho operário” do único e reduzido parque industrial brasileiro em estado de “glórias ao capitalismo” e isso é o neoliberalismo.

Enquanto as outras categorias, nas periferias das grandes cidades, se amofinam, ora pelos baixos salários, más condições de transporte, saúde; Educação ideológica inútil para trabalhadores; por outro lado, a execrada e imunda meritocracia; criticas aos sindicatos (impedidos pela lei); o retorno implacável do “chefismo marimbondo”: que irrita pelo som e destila veneno; tripla jornada de trabalho; falta de especialização, isonomia “na linha do ajudante geral” para reduzir ganhos; acidentes de trabalho por falta de ferramentas apropriadas etc.

Voltando às Centrais, como desativar este “elefante branco de tetas parlamentares”. O exemplo de Brasília e em cada Município mostra o quão difícil é tirar os “predestinados”, que aumentam a cada nova eleição; os que perdem sempre arrumam cargos! Depois os parentes!

“Fechar as portas”, se redimir publicamente do “apagão trabalhista”, seria o melhor a fazer, para mostrar honra, dignidade e exemplo à classe trabalhadora! E começaríamos de novo, de maneira diferente, a partir deste exemplo.

De outra forma para não se perder esta experiência acumulada daqueles que atuam nas Centrais e acreditando que ainda sejam classistas nesta conjuntura capitalista e neoliberal, as Centrais deveriam continuar atuando na forma política, para poder se contrapor na medida certa ao economismo sindical e o “peleguismo”.

Os grandes desafios das Centrais são dois: um, é abrir mão da porcentagem do imposto obrigatório, para que os sindicatos recebam mais e acabem de vez com a contribuição assistencial; dois que as federações e confederações sindicais sejam oxigenadas pela política por intermédio da criação de Câmaras de Política Sindical e Economia.

Estas pessoas adensadas às Confederações e Federações, a título de organização política sindical podem cumprir duas funções fundamentais:

1) “Tirar da conveniente penumbra”, as Confederações e Federações, dando destinação política e informativa a todos os sindicatos, sem distinção de categoria, aos excelentes e excedentes recursos destas entidades, e retornando-as ao estado de origem, da condição de sua existência: os trabalhadores; via sindicatos; 2) Acabar definitivamente com o “atrelamento” político e a ilusão do controle sindical por partidos políticos, que restringe a atuação sindical aos modos do parlamento burguês e afasta os trabalhadores.

Os Sindicatos na base foram as vitimas da “divisão dos recursos do imposto sindical obrigatório”, tiveram reduzido o repasse do dinheiro e se obrigaram a “emboscada da contribuição assistencial”, quando ficaram vulneráveis. E as Centrais (…), ou direções atreladas aos partidos, apenas aguardavam o momento histórico de os Sindicatos na base descobrirem isso: quando das mudanças na CLT e a aprovação da Terceirização!

A armadilha: se o sindicato é pelego, ou não tem iniciativa política sindical, não cria indisposições com o patrão em defesa dos trabalhadores; se o sindicato é autêntico e classista, sofre pressões de todos os lados e se torna objeto de um expediente mais sórdido, quando as “entidades patronais” elaboram uma “cartinha” e dispensam os trabalhadores para que entreguem a “cartinha se isentando da contribuição assistencial ao sindicato”.

A sordidez fica por conta, da aliança entre “empregados e patrões”. Os “cartistas” crescem na proporção do aumento do imposto assistencial e redução dos salários pela inflação, e o incentivo da ética do Departamento de Recursos Humanos e as Centrais, as Federações e Confederações se fazem de mortas e cumplices?

Quanto aos sindicatos “cordatos”, logo serão substituídos pelos sindicatos dentro das empresas. Eles próprios sabem que serão sacrificados, e não fazem nada! E os trabalhadores são deixados à própria sorte!

Nada disso é fácil, por muito menos, o Sindicato dos Rodoviários de São Paulo, se envolveram com crimes hediondos, o mesmo aconteceu em Santo André com um Prefeito!

Não é a hora de dar um basta neste modelo fascista e mafioso de controle sindical, tendo como partícipe toda a estrutura sindical e parte da estrutura política? Manter isso como esta, significa oposição aos trabalhadores, então se define uma política, uma política fascista de oposição à classe trabalhadora.

Como nunca, as Centrais Sindicais, as Federações e Confederações Sindicais, tem uma única oportunidade de mudar isso. Basta coragem e desprendimento! Coisa que qualquer trabalhador faria sem o menor susto!

Os Sindicalistas Deputados, ligados ao governo, aprovaram no Congresso, Lei que determinava o repasse de 10% da Contribuição Sindical Obrigatória, às Centrais Sindicais. Isso fez com que o repasse aos sindicatos de todo o país diminuísse em alguns meses no ano e isso os obrigou a mais uma contribuição, a Contribuição Assistencial. São 15 mil e aumentando (…) dia após dia o número de Sindicatos que participam do “bolo” e movimenta um valor que atinge R$2,4 bilhões por ano, logo, a Reforma sindical é mais importante que a trabalhista.

Nas periferias mais incautas da política sindical, fazem crer (a mídia, o sindicato patronal, as associações patronais e entidades de classe burguesas, os Rotary’s, as damas da sociedade, os homens de fé etc.) que a Convenção Coletiva é apenas uma formalidade e que são os patrões quem dão o aumento (!) e não o Sindicato.

Anula por este elementar e absurdo argumento, e também pela oposição aos trabalhadores do histórico sindical, a convenção anual, entre o Sindicato dos Trabalhadores e o Sindicato Patronal (seus advogados, contadores, e associações comerciais) que chega a durar quatro meses, de difícil negociação, quando não parte para dissídio e o aumento fica a cargo da justiça, que repassa o valor do INPC sugerido pelo governo federal de dupla bandeira e segundo cálculos de órgãos especializados de pesquisa.

CORRUPÇÃO NO SINDICATO? Como identificar e combater

Não tenho medo. Vote livre. Desenho de Giacomo Cardelli
Não tenho medo. Vote livre. Desenho de Giacomo Cardelli

“Muitos sindicatos não têm uma política de filiações e não querem que os trabalhadores conheçam o sindicato”. Um dos truques mais manjados são as urnas volantes. As chamadas urnas prenhas.

O principal indício de sindicalismo corrupto: “Diretoria que não se renova, os principais cargos são as mesmas pessoas, ou seja, mantendo-se no poder por décadas (diretores que fazem do sindicato sua profissão)”.

“Há indícios visíveis na forma de atuação da entidade de classe. Observe seu sindicato e veja as conquistas da categoria em cada negociação coletiva”. Por que cada vez o salário do jornalista cresce que nem rabo de cavalo? Resultado: o jornalista anda por baixo.
COMO IDENTIFICAR A CORRUPÇÃO NO SINDICATO
TEM QUE PRIMEIRO IDENTIFICAR A CORRUPÇÃO NO SINDICATO. PARTICIPE E COMBATA O VOTO DE CABRESTO E AS CHAPAS BATIDAS
Os sindicatos inertes, não atuantes, causam prejuízo social à categoria e perdem sua legitimidade com os trabalhadores e a confiança de alguns diretores do sindicato.
Observe seu sindicato e atente para o comportamento da diretoria do sindicato, veja se os diretores se aproximam dos membros da categoria, como eles são remunerados, se prestam contas de seus gastos, PRESTAÇÃO DE CONTA DA ENTIDADE.
Há indícios visíveis na forma de atuação da entidade de classe. Observe seu sindicato e veja as conquistas da categoria em cada negociação coletiva. Atente para o comportamento de alguns diretores, veja se os diretores se aproximam dos trabalhadores (visita os locais de trabalho), se recebem remuneração do sindicato, se prestam contas de seus gastos, se têm jornal de divulgação (informativos para os trabalhadores) etc.


ATENÇÃO: A DIRETORIA SÓ PERMANECE NO CARGO ENQUANTO A CATEGORIA PERMITIR. CADA ASSOCIADO DEVE FICAR ATENTO AO TRABALHO DA DIRETORIA. LEMBRE-SE: SEU SALÁRIO E SUA CONDIÇÃO DE TRABALHO DEPENDEM DISSO.
O QUE SIGNIFICA DIRETOR PELEGO DO SINDICATO?

“A palavra pelego significa uma manta de pele que se coloca no lombo do burro para que este possa suportar, sem reclamar, o peso colocado em suas costas. Assim, os patrões usam alguns trabalhadores para “amaciar” a brutal carga de trabalho imposta à classe obreira. Trabalhadores estes, que  por não terem sentimento de classe, e para obter vantagens pessoais (SER LIBERADO PARA O SINDICATO, promoções, etc), se infiltram dentro do sindicato a serviço dos patrões.”
CONHEÇA OS PRINCIPAIS INDÍCIOS DE SINDICALISTAS CORRUPTOS:
·        Diretoria que não se renova, os principais cargos são as mesmas pessoas, ou seja, mantendo-se no poder por décadas (diretores que fazem do sindicato sua profissão).
·        Realização de assembléias gerais sem ampla divulgação.
·        Falta de aproximação com a base da categoria.
·        Falsas negociações com os patrões para enganar a categoria (sindicato  patronal ilegal que não representa a categoria).
·        Falta de incentivos à filiação de trabalhadores para os trabalhadores e dificultam a filiação dos trabalhadores.
·        Recusa em apresentar a prestação de contas.
·        Falta de informativos, que noticiem o que está acontecendo no mundo do sindicato e da categoria.
·        Desorganização na assistência, quando da rescisão contratual (homologação da rescisão), concordando sempre com as contas apresentadas pelo empregador.
·        Dificultam o acesso dos demais diretores do sindicato no atendimento aos trabalhadores.
PORQUE SINDICALISTAS CORRUPTOS NÃO QUEREM FILIAR TRABALHADORES PARA O SINDICATO?
Os sindicatos são entidades privadas, dotadas de autonomia, constituídas por vontade da categoria. Somente os filiados podem exigir mudanças principalmente nos indícios citados na questão anterior, podem decidir numa assembléia as ações da entidade, aprovar ou não a prestação de contas, eleger uma diretoria etc. Quando alguns diretores evitam filiar sócios é porque tem medo da categoria descobrir irregularidades. Dicas de como identificar sindicalistas corruptos verifique números de filiados que participam de assembléias e eleições se esse número for pequeno tem coisa errada acontecendo.
COMO SINDICATO SOBREVIVE SEM FILIADOS?
 Muitos sindicatos no Brasil sobrevivem através do imposto Sindical (valor descontado no seu salário do mês de março referente ao um dia de trabalho). Por isso muitos sindicatos não têm uma política de filiações e não querem que os trabalhadores conheçam o sindicato.
COMO OS DIRETORES PELEGOS ENGANA A CATEGORIA COM AJUDA DOS PATRÕES NO SINDICATO PATRONAL?

Para entender a corrupção é necessário entender como funciona o sindicato patronal. Várias empresas (PASMEM! SÃO VÁRIAS EMPRESAS COM O MESMO DONO, MAS REGISTRADA EM NOMES DE LARANJAS) filiam-se ao um determinado sindicato patronal e essa entidade negocia com o sindicato dos trabalhadores a CCT (Convenção Coletiva do Trabalho).

Esse sindicato patronal não aceita que outras empresas se filiem também por que numa licitação (procedimento administrativo para contratação de serviços ou aquisição de produtos pelos governos FederalEstadualMunicipal ou entidades de qualquer natureza) quem leva vantagens são as empresas (do mesmo dono) e as demais empresas tem dificuldade para disputar nas licitações.E o sindicato dos trabalhadores? os pelegos sabem da irregularidade e mesmo assim negociam convenção coletiva com esse sindicato patronal ilegal, e o resto da categoria fica prejudicada.

As demais empresas não reconhecem a Legitimidade da negociação dessa Convenção Coletiva e para enganar os trabalhadores os pelegos do sindicato entram na justiça trabalhista e cinicamente dizem “Caros amigos o sindicato já entrou na justiça para as empresas cumprirem as cláusulas da convenção coletiva, por isso devem aguardar a decisão”. Coloque uns 10 anos para a justiça decidir
Quanto ganha um sindicalista pelego no Brasil?
Essa pergunta é muito difícil de responder por que em alguns sindicatos a ajuda de custo é um salário mínimo ou piso da categoria ou muitos reais. O problema é que os pelegos assinam apenas um recibo e na prestação de contas do sindicato eles somam o total de todos os diretores e não informa o valor individual.
Como assinam um recibo e não declara no imposto de renda o valor da ajuda de custa, fica difícil saber.

Alguns sindicalistas além de receber o seu salário do vínculo empregatício (seu emprego) recebem também ajuda de custo do sindicato e das demais entidades sindicais. Demais entidades sindicais? O pelego além de ser da diretoria do sindicato laboral da categoria ele pode ser indicado para ser diretor de uma Federação, Confederação e até de uma Central Sindical.Obs: Um exemplo de quanto ganha alguns sindicalistas no Brasil:

R$ XXXXXX (não sei o valor) Salário do vínculo empregatício
R$ 545,00 (salário mínimo) ajuda de custo do sindicato
R$ 1.200 (mil e duzentos reais) Ajuda de custo da Federação
R$ 2.600 (dois mil e seissentos reais) ajuda de custo da Central Sindical
Obs: Sindicato é ou não é, um negócio lucrativo! Lembrando que esses dirigentes sindicais são liberados, ou seja, não precisa ir para empresa. O sindicato também beneficia situações que qualquer profissional TST deseja e devido o piso (não existe, R$ 545,00) fica apenas sonhando, é o sindicato bancando viagens para os dirigentes sindicais participarem de Feiras, Encontros SST e aproveitam os Cursos, Seminários, Etc. Acha que estou exagerando, filie-se ao sindicato e participe de assembléias de prestação de contas da entidade.
Transcrito do Fala TST: Corrupção no sindicato? Blog dos Técnicos em Segurança do Trabalho (TST). Se você está prejudicado(a) com a falta de um piso salarial e benefícios, falta estágio, o sindicato é inoperante, etc?
Leia, divulgue e participe na organização da categoria.
Esse blog não apóia nenhuma corrente política ou oposição à diretoria de qualquer sindicato.
É apenas um instrumento que busca educar os TSTs e conscientizá-los para a importância de se organizarem coletivamente. Confira 
Para um pelego: eis a sede ideal de um sindicato. Cartum de Popa Matumula
Para um pelego: eis a sede ideal de um sindicato. Cartum de Popa Matumula
A chapa governista do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Pernambuco apresenta, em décadas de continuísmo, a única obra realizada: uma maquete da sede. Coisa de marqueteiro. De propaganda eleitoral repetida e enganosa
A chapa governista do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Pernambuco apresenta, em décadas de continuísmo, a única obra realizada: uma maquete da sede. Coisa de marqueteiro. De propaganda eleitoral repetida e enganosa