PSDB NÃO TEM CANDIDATO A PRESIDENTE MELHOR DO QUE SERRA. TEM IGUAL

br_folha_spaulo. Um candidato tucano que cobiçou a presidência do Brasil

tucano

Trechos de discurso do deputado Ivan Valente na Câmara Federal:
Segundo reportagem publicada no último dia 2 pelo jornal Folha de S.Paulo, a empresa alemã Siemens apresentou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) documentos em que afirma que o governo de São Paulo sabia e deu aval à formação de um cartel para licitação de obras do metrô no estado. De acordo com a reportagem, o cartel em São Paulo teria sido formado em 2000, no governo de Mário Covas (PSDB), para a construção da linha 5 do Metrô. A empresa, segundo o jornal, teria assinado um documento em que garantiria a imunidade caso o esquema fosse descoberto. O Cade apontou, afirma ainda o jornal, que o esquema se estendeu ao governo de Geraldo Alckmin (2001-2006) e também ao primeiro ano do governo de José Serra (2007).

Além disso, informações recentes de um inquérito realizado na França apontam, segundo o jornal Brasil de Fato, que parte da verba movimentada nas fraudes seria para manter a base sólida do esquema no Brasil, formada pelos governadores tucanos, funcionários de alto escalão do governo, autoridades ligadas ao PSDB e diversas empresas de fachada montadas para atuar na trama. Dessa forma, o financiamento de campanhas eleitorais aos governadores tucanos foi constante desde o início da fraude na tentativa de manter a homogeneidade do esquema ilícito.

A transnacional francesa Alstom, a canadense Bombardier, a espanhola CAF e a japonesa Mitsui são algumas das que fazem parte do esquema delatado pela Siemens. Após ganhar uma licitação, essas empresas geralmente subcontratavam uma outra para simular os serviços, e por meio da mesma realizar o pagamento da propina. Em 2002, no governo de Geraldo Alckmin, a alemã Siemens venceu a disputa para manutenção preventiva de trens da CPTM. Para isso, subcontratou à época a MGE Transportes. A Siemens teria pagado a MGE R$ 2,8 milhões em quatro anos. Desse montante, ao menos R$ 2,1 milhões foram distribuídos a políticos do PSDB e diretores da CPTM.

Mas não é de hoje que suspeitas seríssimas rondam o transporte sobre trilhos de São Paulo. Em 2008 veio o tona pelo Wall Street Journal o caso Alstom, revelando que a França e a Suíça tinham documentos mostrando que a Alstom teria pago a políticos do PSDB uma quantia de US$ 6,8 milhões para ganhar uma licitação de US$ 45 milhões do metrô de São Paulo, além de outras empresas estatais paulistas como a Eletropaulo. Pedimos à época os documentos para a Justiça suíça e pedimos uma audiência pública nesta Casa para discutir o caso.

E ainda há mais denúncias que ainda não surgiram na mídia. Segundo integrantes do Sindicato dos Metroviários, o chamado Sistema CBTC Driverless – criado para diminuir a distância de segurança entre os três e com isso permitir a redução do intervalo de espera na plataforma de 101 segundos para 61 segundos – custou R$ 700 milhões pelo contrato realizado em 2008 com prazo de entrega para 2011, para ser implantado nas linhas 1, 2 e 3 do metrô. Durante este período os valores do contrato foram reajustados, mas o produto até agora não foi entregue. Suspeita-se que a Alstom sequer teria cacife técnico para a implantação deste sistema, tendo subcontratado várias outras empresas e consultorias de engenharia para auxiliar na montagem do sistema.

A implantação das portas de plataformas seria uma outra fonte de irregularidades. Segundo reportagem da Folha de S. Paulo de agosto de 2011, o número de portas teria sido reduzido para 24 portas, mas sem que o valor fosse recalculado de forma proporcional a redução do pedido. Previstas inicialmente para serem entregues em junho de 2010, as portas de plataforma da estação Vila Matilde, da linha 3-vermelha do metrô, ainda não estão funcionando. Devido ao atraso, o contrato para fornecimento das portas em 12 estações do trecho foi suspenso.

E vê-se que o sistema está completamente viciado, e isto fica evidente quando notamos que Décio Tambelli, ex-diretor do Metrô e diretor de Operações da Linha 4, acusado pela Siemens de ser um dos integrantes do esquema, exerce atualmente a função de Coordenador da Comissão de Monitoramento das Concessões e Permissão (CMCP), ligada a Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM) do governo do Estado de São Paulo. Uma função chave na coordenação do processo de privatização do metrô, da qual a primeira experiência é a linha 4. A CMCP cumpre o papel de uma agência reguladora e monitora os contratos da linha 4 que está sendo administrada pela CCR, a mesma empresa que controla as rodovias paulistas privatizadas e o sistema de pedágios.

O responsável pela situação é um só: o PSDB, partido que está há dezenove anos no poder no Estado e fez do transporte público uma grande bomba-relógio. Está claro que o estado pagava mais para ter um serviço pior. Com seus 78 quilômetros, o metrô da capital não pode ser comparado nem mesmo a outras cidades de países em desenvolvimento, como a Cidade do México (que tem mais de 300 km).

Corrupto que investe na Folha retorno garantido

por Gilmar Crestani/ Ficha Corrida

 

indignados tucanos

Já não sei qual dos editorias é pior. Se aquele d’O Globo saudando a chegada da ditadura, se este da Folha defendendo a corrupção, desde que praticadas por tucanos. As próprias empresas, ALSTON e SIEMENS declararam e foram julgadas e condenadas em seus países de origem. No Brasil só há um tipo de corrupção que ocupa os grupos mafiomidiáticos e altas esferas do Poder Judiciário e do Ministério Público. Qualquer quadrilha, não sendo do PT, tem salvo conduto. Até parece que a condenação do PT se dê exclusivamente por ameaça ao monopólio. Estariam com medo de concorrência? Não é mero acaso que tenham se reunido, todos as cinco famiglias mafiomidiáticas, para criarem o Instituto Millenium, através do qual podem coordenar as ações e  serem a$$e$$orados pela CIA.

Crítica ao editorial da Folha de S.Paulo

Sugestão de Osvaldo Ferreira

Por fora dos trilhos

Editorial

Cartel delatado pela Siemens lança suspeita grave sobre governos tucanos em SP; PSDB acusa Cade de servir como instrumento político
As sucessivas administrações do PSDB em São Paulo, Estado governado pelo partido desde 1995, estão no epicentro de um escândalo milionário em torno do fornecimento de material ferroviário para linhas de metrô e de trens da CPTM.
O caso foi revelado nesta Folha. Reportagem de 14 de julho relatou a delação de um cartel por um de seus integrantes, a empresa alemã Siemens, ao Cade (agência federal antitruste) e ao Ministério Público, com os quais fizera acordo de imunidade em troca de colaboração.Não há ainda denúncia formal à Justiça. Por ora vieram à tona apenas documentos internos da Siemens que mencionam a combinação de resultados com as concorrentes Alstom (França), Bombardier (Canadá), CAF (Espanha), Mitsui (Japão) e outras empresas menos expressivas. Ao menos seis licitações teriam sido fraudadas.
Há que considerar a investigação com dupla cautela. Os detalhes ainda são nebulosos, mas o que transpirou até aqui indica um conluio entre fornecedores para repartir encomendas e elevar seus preços de 10% a 30%, sem provas de envolvimento das autoridades.

– Observação: Não cabe a um jornal em seu editorial afirmar que não há provas contra autoridades de um partido político ou governo. Cabe a um jornal que mereça receber o nome de jornal exigir das autoridades que abram as suas contas à cidadania, de modo que esta com o respaldo do Ministério Público e da Polícia Estadual e, se for o caso Federal, averiguem qual foi o grau de envolvimento das autoridades públicas na grave denúncia, afinal, não há corruptores sem corruptos. Esta cautela excessiva da Folha de São Paulo com o PSDB jamais, repito, JAMAIS é repetida diante de acusações contra o PT, quando manchetes são postas em letras garrafais, repercutidas durante vários dias ou meses e reputações são assassinadas. Depois há o arquivamento das denúncias e a Folha nem sequer se dá ao trabalho de dar satisfações aos seus leitores sobre isso.

Essa hipótese, nada implausível, aparece em “diários” de executivos da Siemens entregues ao Cade que sugerem um suposto aval ao esquema dos governos tucanos de Mário Covas (1995-2001), Geraldo Alckmin (2001-2006) e José Serra (2007-2010).
Uma nota oficial de Alckmin, atual governador, afirma que surgiram apenas “comunicações entre empresas privadas, sem participação de servidor público estadual”, e que será pedido ressarcimento aos cofres públicos.

Observação: Se o Governador não sabia, deveria saber. É sua obrigação. Se sabia e se aquietou prevaricou. Se sabia, se aquietou e continuou a manter contratos com essas empresas, é um corrupto protegido pela Folha de São Paulo. Como as obras e os serviços continuaram até hoje com pagamentos às empresas corruptoras, a defesa que este editorial safado faz do governo de São Paulo e do partido que está no poder, o PSDB, é simplesmente de dar ânsia de vômito!

Seu chefe da Casa Civil, Edson Aparecido, saiu em ataque contra o governo federal do PT, acusando o Cade de se tornar “instrumento de polícia política”. O ex-governador Serra agiu da mesma forma.
Já o secretário estadual de Transportes da administração Covas, Claudio de Senna Frederico, pronunciou-se em termos mais ambíguos. Ainda que negue ter tomado conhecimento do cartel, ele não o descarta. E afirma não se lembrar de “ter acontecido uma licitação de fato competitiva” no setor.

É uma declaração consternadora. Mesmo que o conluio sob investigação tenha permitido saltar a usual e custosa etapa de ações judiciais após licitações, seria excesso de pragmatismo –ou índice de coisa pior– tolerar o sobrepreço e o desperdício de recursos públicos sob esse pretexto.

Observação: Consternadora é a situação de milhões de pessoas que dependem do transporte público no Estado de São Paulo e na Capital e não a declaração clara e evidente de um ex Secretário Estadual de Transportes confirmando não se lembrar da eficácia de alguma licitação no setor. O jornal em seu editorial, suave, suave, fala em tolerar sobrepreço, como se tolos fôssemos (seus leitores assíduos com certeza devem ser) e não soubéssemos que sobrepreços como os praticados dão azo a apropriação privada de recursos públicos, vale dizer, bola e bola ao PSDB!

Ainda não há como concluir se houve um caso grave de conspiração privada contra o princípio da concorrência ou se foi ultrapassado também o limiar da corrupção pública. Que o Cade e o Ministério Público concluam com o máximo de firmeza e celeridade sua investigação, de modo a confirmar ou afastar de vez a suspeita que paira sobre os trilhos paulistas.

Observação: Interessante como este benefício da dúvida que este editorial concede ao PSDB, partido no governo de São Paulo há 20 anos não é extensivo ao PT no Governo Federal. Muito interessante. Já há declarações de repasses de pelo menos 7% do sobrepreço cobrado a dirigentes do PSDB em cargos no metrô e nas ferrovias paulistanas e essas declarações são das empresas corruptoras, notadamente da Siemens. Logo, este editorial comprova o cinismo, o partidarismo e o desserviço que a imprensa brasileira presta ao cidadão, ocultando o que já é de conhecimento público nas redes sociais e tratando agremiações partidárias de forma absolutamente diferenciada conforme suas conveniências econômicas e políticas. Uma vergonha absoluta e um editorial repulsivo pelo cinismo escancarado!

Crítica ao editorial da Folha de S.Paulo | Brasilianas.Org

BRA_OE corrupçãoBRA_FDSP corrupção licitações

Mídia blinda tucanos paulistas envolvidos em escândalos de R$ 425 milhões

Davis Sena Filho (Blog Palavra Livre)

O Ministério Público Estadual entra na investigação sobre propina e superfaturamento de obras no metrô e nos trens metropolitanos de São Paulo, denunciados pela empresa alemã, Siemens, que integra o cartel, juntamente com a francesa Alstom, que confessou a distribuição de U$ 6,8 milhões, entre 1998 a 2001, a membros do PSDB paulista.

O MP pedirá às Justiças suíça e alemã cópias de depoimentos e de documentos bancários com indícios de supostos pagamentos feitos por executivos a “agentes públicos” que trabalharam no governo do Estado de São Paulo. A Siemens revelou que 7,5% do valor de contratos de 15 empresas, entre 1995 e 2010, iam para as mãos dos tucanos.Nos EUA, recentemente importante executivo da Alstom foi preso por corrupção. A multinacional francesa também foi condenada em vários países por ter corrompido servidores públicos. Mário Covas, já falecido, José Serra e Geraldo Alckmin estão no olho do furacão.

O então genro do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I —, David Zylbersztain, estava à frente da Secretaria de Energia de São Paulo e participou das negociações de assinaturas de contratos de consultoria, além de ser um dos “gênios” quando esteve no comando da Agência Nacional de Petróleo, que quiseram transformar a Petrobras em Petrobrax, com a finalidade de facilitar uma possível privatização da mais importante estatal brasileira. Andrea Matarazzo, atualmente vereador do PSDB, também participou desse processo de consultoria, bem como também foi secretário de Energia.

SILÊNCIO
Enquanto isso, com exceção da revista Istoé, que deu detalhes do caso, a imprensa de mercado blinda as autoridades tucanas envolvidas em um escândalo de R$ 425 milhões, e que teve seu começo há 20 anos. Em meio às manifestações no Brasil, a alemã Siemens demite seu presidente-executivo, Peter Loescher.A imprensa de mercado se cala, torna-se cúmplice dos que cometeram malfeitos e mostra mais uma vez que fazer jornalismo é apenas um mero detalhe, pois esconde tamanho escândalo do povo brasileiro, porque a imprensa de negócios privados tem lado, cor, partido político e ideologia.

NOTA DA REDAÇÃO DA TRIBUNA DA IMPRENSA  – O silêncio não surpreende. Aqui no Blog da Tribuna, temos publicado escândalo muito maior. o caso dos precatórios pagos com acréscimo ilegais de juros de mora pelo governo Alckmin, envolvendo BILHÕES, e a mídia não publica uma só linha. (C.N.)