Dez erros que causam alagamentos e matam. 460 mil mortes em vinte anos

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Falta de limpeza de bueiros e valões, ruas sem infraestrutura e redes de drenagens mal construídas são alguns dos problemas que levam a população a sofrer em dias de chuva.

Um leitor fez o seguinte comentário sobre a reportagem no jornal A Tribuna:

Estado Democrático de Direito, sem deveres e obrigações, se fosse um produto ninguém compraria, o que se vê é descaso, falta de compromisso, comprometimento, atitude… Isso perdura a quantos anos? Para cobrar impostos e responsabilidade dos outros é um Leão, guincha carro, põe em dívida ativa, restringi uma série de coisas, usa a força armada o tempo todo, julga, condena, prende… Mas na hora do retorno é incompetente, negligente, imprudente, omisso, hipócrita, mesquinho, malandro…

[Isso acontece em cidade que tem prefeito ladrão. Ladrão descarado. Ladrão que mata, impunemente]

EM 20 ANOS, SECAS E ENCHENTES AFETARAM 86 MILHÕES DE BRASILEIROS. 460 MIL MORTES

Informa Vinícius Lisboa, da Agência Brasil/EBC: Cerca de 86 milhões de pessoas foram afetadas direta ou indiretamente por secas e chuvas ocorridas no Brasil de 1990 até 2010, disse hoje (19) o professor Carlos Machado, da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Ao falar sobre Gestão de Desastres Naturais no 4º Seminário Internacional de Engenharia de Saúde Pública, Machado destacou que 5,5 milhões de pessoas foram diretamente expostas a esses desastres.

No período analisado por Machado, 1.780 pessoas morreram nos eventos que ocasionaram os desastres, mas o número de mortes efetivamente causadas por eles chega a 460 mil, se forem incluídas doenças e outros males desencadeados pelas tragédias.

Apesar disso, apenas 6% dos municípios brasileiros contam com planos de risco – em 10% deles estão sendo estudados meios de se preparar para situações de emergência. De acordo com o pesquisador, nesse grupo, encontram-se principalmente municípios com mais de 500 mil habitantes.

Ao analisar casos como a tragédia que deixou mais de 900 mortos na região serrana do Rio de Janeiro em 2009, Machado chama a atenção para a recorrência dos deslizamentos, que, em 1987, já tinham causado 282 mortes nos municípios de Petrópolis e Teresópolis. De 1987 até 2009, lembrou o professor, houve mais cinco episódios com mais de 300 vítimas.

Rezar é a única alternativa quando asteroides estiverem próximos a Terra. Rezar é a única alternativa para os pobres quando chove no Brasil

MAIS DE 50 MORTES
MAIS DE 50 MORTES

Tem autoridade bunda suja que costuma dizer que pobre gosta de morar em área de risco, e rico em área sem nenhum risco, e super super valorizada, super super protegida.

Mais de 50 pessoas morreram soterradas ou afogadas em Petrópolis. Uma gente pobre de marré deci. Veja a paisagem. Veja a cara de pobreza dos moradores:

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Bombeiros resgatando um cadáver
Bombeiros resgatando um cadáver
Outro cartão postal da pobreza. Prova que não se faz nada que preste para o povo
Outro cartão postal da pobreza. Prova que não se faz nada que preste para o povo

Rico não tem medo de enchente nem de chuva. Se faz frio acende a lareira e curte um bom vinho. Que é bom fazer amor em noite de chuva.

Rico no Brasil não corre nenhum risco. Nem quando rouba e mata. Não tem medo de satanás. Nem de asteroides.

O Brasil enriquece os industriais da chuva e os industriais da seca. A desgraça do pobre sempre foi transformada em bonança para os corruptos. Principalmente prefeitos e governadores comedores de verbas, que vivem no luxo e na luxúria.

Escreve Rafaela Possebon: Nos últimos anos e principalmente meses, um assunto vem assustando a população mundial: os objetos que circulam no espaço. De acordo com o diretor da Agência Espacial Americana (Nasa), Charles Bolden, quando um asteroide estiver a caminho da Terra só há uma alternativa: rezar.

Bolden disse aos legisladores na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos que rezar é o que podemos fazer quando asteroides ou meteoros desconhecidos estiverem em rota de colisão com o nosso planeta.Tal explanação veio junto a um pedido da Nasa para que o governo americano financie programas para detectar e desviar objetos que estejam próximos da Terra.

Apesar de já muito discutido anteriormente, as ameaças do espaço só se tornaram mais agravantes após a queda de um meteorito na Rússia no dia 15 de fevereiro, ao qual deixou muitas pessoas feridas além de estragos materiais.

Os políticos, preocupados com os fenômenos, convidaram o diretor da Nasa para falar sobre o programa espacial e também sobre métodos de prevenção contra objetos vindo do céu.

Os legisladores acabaram não gostando muito do que foi ouviram, porém, deputados governistas e da oposição se mostraram bastante receptivos a ideia de injetar mais recursos para tentar evitar tragédias.

Vale lembrar que a Nasa, atualmente, consegue detectar cerca de 95% dos grandes asteroides que passam perto do nosso planeta, isto é, somente aqueles que possuem diâmetro igual ou superior a 1 Km. Diferentemente dos asteroides pequenos, aqueles que apresentam apenas 50 metros de diâmetro, ao qual somente 10% foram detectados.

Os asteroides que possuem potencial para destruir a Terra, em média, atingem a Terra a cada 1000 nos. “Pelas informações de que dispomos, não sabemos quando um asteroide ameaça a população dos EUA”, afirmou John Holdren. “Mas se acontecer nas próximas semanas, rezem”, aconselhou.

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[Jamais a imprensa e as autoridades apresentarão a lista dos mortos ou divulgarão os retratos, os bonecos na gíria jornalística. Serão sempre pobres desconhecidos, miseráveis anônimos]

BRA_DSM kiss a melhor homenagem e condenar todos os culpados pela tragédia. Todos

Chuva: bênção que os governantes transformam em tragédia: mais de 50 mortes em Petrópolis

por Marcelo Gomes

Mais de 50 assassinatos previstos por falta de serviço públicos
Mais de 50 assassinatos previstos por falta de serviço públicos

Por dois dias, Davi e José Ventura Fernandes foram incansáveis. Ignoraram os alertas de perigo dos bombeiros e procuraram a família do irmão deles, Pedro, de 45. Ele desapareceu na noite de domingo, com a mulher Cristina, de 42 anos, e os filhos, Nicolas, de 9, e Letícia, de 6, quando a casa em que viviam, na Vila São Joaquim, em Petrópolis (RJ), veio abaixo. No início da tarde desta terça-feira, José encontrou os sobrinhos. As crianças estavam presas a galhos num rio que fica a um quilômetro da residência da família. Ao longo do dia, outros nove corpos foram localizados – desde domingo, são 27 mortos.

Davi, de 48 anos, e José, de 42, usaram enxadas para revirar a lama que recobria as casas, numa área pobre do bairro Quitandinha. No fim da manhã, José e outros moradores decidiram procurar na parte baixa, do outro lado da rodovia. Ele entrou no córrego e avistou o corpo de três crianças – um menino de cerca de 13 anos, Nicolas e Letícia. Usou a enxada para liberá-los dos galhos de árvore. Emocionado, pediu para que não fizessem fotos dos sobrinhos.

“Meu irmão sofreu muito para construir a casinha dele. Carregou na mão as pedras e os tijolos, morro acima. Ele se preocupou em fazer a contenção de uma encosta próxima e fez os pilares da casa direitinho, mas não adiantou. Somos nascidos em Santa Maria Madalena (no interior do Estado) e viemos para Petrópolis há mais de 20 anos para conseguir uma vida melhor”, contou Davi, de 48 anos.

Durante todo o dia, 250 bombeiros, além de moradores e voluntários procuraram vítimas dos deslizamentos. O terreno enlameado dificultava o trabalho. “Até cães farejadores afundam na lama”, contou o secretário estadual de Defesa Civil, coronel Sérgio Simões. A estimativa era de que entre 10 e 15 pessoas estivessem soterradas pela avalanche de lama que destruiu pelo menos três casas na Vila São Joaquim. Dessas, sete eram crianças da mesma família, com idades entre 2 e 8 anos.

“Uma igreja dos pobres e dos oprimidos, responsabilidade perante o meio ambiente e rejeição ao luxo e a ostentação”

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(da agência EFE)

BERLIM – O ex-sacerdote brasileiro Leonardo Boff, um dos mais destacados representantes da chamada Teologia da Libertação, acredita que o papa Francisco surpreenderá muitos dando um reviravolta radical à Igreja.

 “Estou muito satisfeito”

“Agora é papa e pode fazer o que quiser. Muitos se surpreenderão com o que Francisco fará. Para isso, precisará de uma ruptura com as tradições, deixar para trás a cúria corrupta do Vaticano para abrir passagem para uma igreja universal”, disse Boff em entrevista que será publicada na edição da próxima semana da revista alemã “Der Spiegel”.

O teólogo se disse muito satisfeito que o novo papa, o cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, tenha assumido o nome de Francisco para seu pontificado.

“Este nome é programático: Francisco de Assis representa uma igreja dos pobres e dos oprimidos, responsabilidade perante o meio ambiente e rejeição ao luxo e a ostentação”, acrescentou Boff, que pertence à Ordem dos Frades Menores, mais conhecidos como Franciscanos.

PAPA É LIBERAL

O estudioso disse também que, embora em muitos aspectos – como o referente aos anticoncepcionais, o celibato e o homossexualismo – Francisco tenha seguido uma linha conservadora como cardeal, isso se deveu apenas à pressão do Vaticano. Para ele, há elementos que indicam que o novo pontífice é muito mais liberal.

“Há alguns meses, por exemplo, ele aprovou expressamente que um casal de homossexuais adotasse uma criança. Tem contato com sacerdotes que foram repudiados pela igreja oficial por terem se casado. E, o mais importante, é que não se deixou separar de sua convicção que temos que estar do lado dos pobres”, destacou.

Boff rejeita também as acusações que surgiram contra Francisco segundo as quais não deu suficiente apoio a dois jesuítas que foram presos durante a ditadura militar argentina.

“Conheço as acusações e acredito no que diz o Prêmio Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel, que como opositor ao regime militar esteve preso e foi torturado. Houve bispos que foram cúmplices da ditadura, mas Bergoglio não estava entre eles”, opinou.

“Até agora, não há indícios claros de um comportamento censurável. Pelo contrário, ele escondeu e salvou muitos sacerdotes perseguidos. Conheci Orlando Yorio, um dos jesuítas que dizem terem sido traídos por Bergoglio e nunca fez a mim tais acusações”, completou.

“Custodiar a la gente, el preocuparse por todos, por cada uno, con amor, especialmente por los niños, los ancianos, los más frágiles”

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“Gostaria de pedir, por favor, a todos os que ocupam postos de responsabilidade no âmbito econômico, político ou social, a todos os homens e mulheres de boa vontade: sejamos ‘custódios’ da criação, do desígnio de Deus, inscrito na natureza, guardiães do outro, do meio ambiente; não deixemos que os sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo”, declarou o papa na missa de inauguração de seu pontificado na praça São Pedro.

“Nunca esqueçamos que o verdadeiro poder é o serviço e que também o papa, para exercer o poder, deve entrar cada vez mais neste serviço que tem seu cume luminoso na cruz, deve colocar seus olhos no serviço humilde, concreto, rico de fé, de São José e, como ele, abrir os braços para proteger todo o povo de Deus e acolher com afeto e ternura toda a humanidade, especialmente os mais pobres, frágeis, os pequenos”.

Francisco, el primer papa latinoamericano y jesuita de la historia, dio hoy el puntapié inicial a su pontificado con una multitudinaria misa en la plaza San Pedro, ante líderes políticos y religiosos de todo el mundo, y una marea humana de fieles, muchos de ellos argentinos.

El argentino Jorge Bergoglio buscó imprimirle su sello personal a la ceremonia, en la que se le colocaron los símbolos del pontificado: el palio y el anillo del pescador, fabricado en plata dorada y no en oro como era tradición hasta ahora en el Vaticano.

Antes de la misa, el papa recorrió durante 20 minutos la plaza San Pedro, colmada de gente, a bordo de un jeep blanco descubierto, saludando en varias oportunidades a niños y especialmente a una persona discapacitada que se encontraba junto a su familia.

La celebración comenzó en el interior de la Basílica, donde Francisco oró ante la tumba de San Pedro, el primer papa, y luego -junto al colegio cardenalicio- se trasladó al exterior, donde comenzó la misa, que duró menos de 2 horas tras ser acortada en algunos tramos.

Sobre la explanada del templo, a la izquierda, estaban ubicadas las delegaciones oficiales de 132 países; encontrándose en primera fila la comitiva argentina encabezada por la presidenta Cristina Fernández de Kirchner junto a miembros del poder Ejecutivo, Legislativo y Judicial del país.

Tras la misa, otra vez en el interior de la basílica, el papa -de pie y todo vestido de blanco- saludó a los presidentes y delegaciones presentes, con apretones de mano e intercambiando comentarios con muchos de ellos.

Participaron también de la misa líderes religiosos judíos, musulmanes y de otras confesiones, entre quienes se destacó la presencia del patriarca ecuménico de Constantinopla, Bartolomé I, en un acontecimiento que ocurre por primera vez en mil años.

LA HOMILÍA

El papa Francisco sostuvo que “el verdadero poder es el servicio” y realizó un enérgico llamamiento a los líderes del mundo y todos los hombres a “ser custodios de la creación y de los hermanos”.

Así lo expresó en el marco de la multitudinaria misa de inicio de su pontificado, en la plaza San Pedro, que se celebra el día de la fiesta de San José, y de la que participan delegaciones de 132 países -entre ellos, la comitiva argentina presidida por Cristina Fernández de Kirchner-, líderes de otras religiones y una multitud de fieles, muchos de ellos argentinos y latinoamericanos.

“Nunca olvidemos que el verdadero poder es el servicio, y que también el papa, para ejercer el poder, debe poner sus ojos en el servicio humilde, concreto, rico de fe, y acoger con afecto y ternura a toda la humanidad, especialmente los más pobres, los más débiles, los más pequeños”, afirmó Jorge Bergoglio.

Seguido de un impresionante silencio desde la plaza y con decenas de banderas celeste y blanca flameando, el papa destacó la necesidad de ser “custodios de los dones de Dios” y advirtió sobre “los Herodes que traman planes de muerte, destruyen y desfiguran el rostro del hombre y de la mujer”.

“Guardemos a Cristo en nuestra vida, para guardar a los demás, salvaguardar la creación”, dijo el papa y explicó que eso significa “custodiar a la gente, el preocuparse por todos, por cada uno, con amor, especialmente los niños, los ancianos, quienes son más frágiles y que a menudo se quedan en la periferia de nuestro corazón”.

En un llamado a los líderes del mundo, pidió también a ellos que “sean custodios de la creación”.

“Quisiera pedir por favor a todos los que ocupan puestos de responsabilidad en el ámbito político, social o económico, a todos los hombres de buena voluntad: seamos custodios de la creación, guardianes del otro, del medio ambiente”, dijo en una vibrante homilía.

“No dejemos que los signos de destrucción y muerte acompañen el camino de este mundo nuestro”, añadió y advirtió que “el odio, la envidia, la soberbia ensucian la vida”.

Al inicio del sermón, Francisco tuvo palabras de afecto y recuerdo hacia su antecesor, Benedicto XVI, al señalar que “en una coincidencia muy rica de significado, hoy es el onomástico de mi venerado Predecesor”, sobre quien señaló que “le estamos cercanos con la oración, llena de afecto y gratitud”.

En base al texto bíblico del Evangelio de hoy, el papa destacó la figura de San José, esposo de la Virgen María -de quien Bergoglio es muy devoto- y centró su mensaje en su misión de “custodio” de María y de la Iglesia toda, que ejerce “con discreción, humildad y fidelidad”, según dijo.

En ese marco, Bergoglio dijo que todos los hombres tienen la misión de “custodiar” la creación y los bienes de Dios, y tomando el ejemplo de San Francisco de Asís -el santo por quien tomó su nombre papal- afirmó que implica “tener respeto por todas las criaturas de Dios y por el entorno en el que vivimos”.

“Es custodiar a la gente, el preocuparse por todos, por cada uno, con amor, especialmente por los niños, los ancianos, quienes son más frágiles y que a menudo se quedan en la periferia de nuestro corazón. Es preocuparse uno del otro en la familia”, añadió.

Advirtió también que “cuando el hombre falla en esta responsabilidad, cuando no nos preocupamos por la creación y por los hermanos, entonces gana terreno la destrucción y el corazón se queda árido”.

“Por desgracia, en todas las épocas de la historia existen `Herodes` que traman planes de muerte, destruyen y desfiguran el rostro del hombre y de la mujer”, dijo en un tramo muy aplaudido de su mensaje.

Dijo también que “custodiar quiere decir entonces vigilar sobre nuestros sentimientos, nuestro corazón, porque ahí es de donde salen las intenciones buenas y malas: las que construyen y las que destruyen” y agregó: “No debemos tener miedo de la bondad, más aún, ni siquiera de la ternura”.

En otro tramo de la homilía, y haciendo referencia a la segunda lectura -una carta de san Pablo- remarcó la actitud de Abraham, quien “creyó, contra toda esperanza”.

“También hoy, ante tantos cúmulos de cielo gris, hemos de ver la luz de la esperanza y dar nosotros mismos esperanza. Custodiar la creación, cada hombre y cada mujer, con una mirada de ternura y de amor; es abrir un resquicio de luz en medio de tantas nubes; es llevar el calor de la esperanza”, expresó.