Emissora comunitária de Sergipe é invadida e funcionários foram ameaçados com facão

A Rádio Comunitária Juventude FM, de Lagarto (SE), foi invadida na manhã dessa sexta-feira, 13. Repórteres da emissora acompanhavam e fotografavam o trabalho de funcionários da Prefeitura, que cortavam uma árvore na Praça Filomeno Hora, no centro da cidade. O coordenador da atividade, identificado como Arnaldo Vinícius, não gostou de ser observado e entrou na sede do veículo com um facão para ameaçar os profissionais.

Arnaldo Vinícius
Arnaldo Vinícius

De acordo com informações da emissora, o homem encontrou a porta aberta e entrou na rádio empunhando o facão, circulando pelas dependências da rádio. “Se mandar alguém tirar foto outra vez, corto vocês de facão. Olhe aqui”, disse, segundo o diretor do veículo, Aloísio Andrade.

Antes de deixar o local, o homem desceu as escadas e bateu no portão com o facão. O diretor contou que pediu calma, mas o homem estava muito nervoso. Toda a ação do funcionário da prefeitura foi registrada pelas câmeras de segurança. Andrade foi à Delegacia Regional e registrou boletim de ocorrência por tentativa de homicídio.

Vejas as imagens feitas pelo sistema de segurança.

Ameaça desse tipo só pode acontecer em uma cidade entregue às baratas:

 

Pessoas dormem no chão para marcar exames médicos

A equipe de reportagem do Lagarto Como Eu Vejo esteve na Clínica de Saúde da Família localizada na Avenida Contorno, próximo ao Ribeirão por volta das 23h de terça-feira (29), e nesse horário várias pessoas já se encontravam dormindo no chão enroladas em cobertores para amenizar o frio e papelões no chão para amenizar o desconforto do local.

“As pessoas começaram a chegar agora, a partir de 2 horas aqui ta cheio de gente” disse uma mulher que tinha chegado a poucos instantes.

As pessoas chegam por volta das 22h (ou até mesmo antes) de terça-feira para pegar uma ficha que só é entregue na manhã seguinte, na manhã de quarta-feira “É muito perigoso sair de casa de madrugada, mas não tem outro jeito”, contou Salete, que precisava marcar um exame.

“Isso é de certa forma um tipo de humilhação, os órgãos públicos deveriam fazer algo pra mudar isso” disse um cidadão Lagartense.

Essa e a situação que a população Lagartense precisa enfrentar para poder marcar exames, enfrentar frio chuva, arriscar  a vida para poder ter melhor saúde, chega a ser hilário isso.

Lagarto

Lagarto está no noticiário pela decisão do atacante Diego Costa, nascido no município sergipano, que decidiu recusar a Seleção Brasileira para defender a Espanha no futebol. A prefeita Lia Fraga disse que 90% da população de cerca de 100 mil habitantes está do lado do conterrâneo, que atua no Atlético de Madrid.

 

 

Tribunal de Sergipe reconhece que possui um “jagunço das leis” e condena jornalista

O Tribunal de Justiça de Sergipe manteve a decisão de primeira instância que condena o jornalista Cristian Góes a 7 meses e 16 dias de prisão por injúria. A pena, proferida nessa terça-feira, 22, foi revertida em prestação de serviços assistenciais. Desde dezembro de 2012, o processo criminal é movido pelo vice-presidente do órgão, desembargador Edson Ulisses, que se sentiu ofendido por artigo ficcional.

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Leia Mais: Texto de ficção faz jornalista ser processado por desembargador

Intitulado de “Eu, o coronel em mim”, o texto ficcional escrito por Góes em maio de 2012 é uma confissão em primeira pessoa, em que o personagem imaginário se vê obrigado a lidar com questões democráticas. Apesar de não citar nenhum nome, sobrenome, local e data, o desembargador considerou-se pessoalmente ofendido pela expressão “jagunço das leis”.

Na ocasião em que descobriu que estava sendo processado, Góes alertou para o perigo de confundir conteúdos jornalísticos e textos subjetivos e ficcionais. “São coisas opostas. O processo fere o princípio da liberdade de expressão”, avaliou, em entrevista ao Comunique-se.

De acordo com informações da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), no julgamento do recurso, o juiz relator Hélio Mesquita Neto considerou o processo irregular. Enquanto os juízes José Anselmo de Oliveira e Maria Angélica França e Souza votaram mantiveram a condenação de primeira instância. A sentença foi mantida por 2 votos a 1.

Para o presidente da Fenaj, Celso Schröder, a decisão é absurda e inaceitável. “Um julgamento desses, num ambiente permeado por influências políticas, caracteriza um cerceamento às liberdades de expressão e de imprensa, merecendo repúdio, denúncia e recurso a instâncias superiores do judiciário”, disse, disponibilizando o apoio da Federação ao jornalista processado.

Fonte Comunique-se. Clique  nos links. O desembargador é cunhado do governador.

 

QUANDO UM DESEMBARGADOR VESTE A CARAPUÇA

Jornalista em Sergipe é condenado à prisão por escrever crônica ficcional

 

“Todo mundo sabe que ele escreveu contra o governador e contra mim. Não tem nomes e nem precisa, mas todo mundo sabe que o texto ataca Déda e a mim”, afirmou o desembargado“ Edson Ulisses.

Com esta afirmativa todo mundo ficou sabendo quem é o “jagunço das leis”. E “o coronel que faz e desfaz. Manda e desmanda”.

É isso aí! os cunhados governam o executivo e o judiciário.

Isso acontece em Sergipe. Só podia ser. Terra de jagunços e coronéis. Porque falta governo e falta justiça.

 

Apesar de o texto ser em primeira pessoa e não ter indicação de locais e datas, um desembargador do TJ, cunhado do governador Marcelo Déda, sentiu-se ofendido, pediu a prisão do jornalista e juiz atendeu
Apesar de o texto ser em primeira pessoa e não ter indicação de locais e datas, um desembargador do TJ, cunhado do governador Marcelo Déda, sentiu-se ofendido, pediu a prisão do jornalista e juiz atendeu

 

Sindijor/ Brasil de Fato

A Justiça em Sergipe acaba de condenar o jornalista José Cristian Góes a sete meses e 16 dias de detenção. O crime cometido por ele: ter escrito uma crônica ficcional sobre o coronelismo.

Mesmo sendo um texto em primeira pessoa e sem citar nome de ninguém, o desembargador e vice-presidente do Tribunal de Justiça Edson Ulisses, alegou que se sentiu pessoalmente ofendido pela expressão “jagunço das leis” e pediu a prisão do jornalista por injúria.

Apesar de todo o processo ter sido presidido pela juíza Brígida Declerc, do Juizado Especial Criminal em Aracaju, a sentença foi assinada no último dia 04 de julho pelo juiz substituto Luiz Eduardo Araújo Portela.

“Esta é uma decisão em primeira instância. Vamos ingressar com os recursos. Em razão de ser uma sentença absurda, não acreditamos que ela prospere, mas se for o caso vamos até o STF em razão da decisão ferir gravemente à Constituição Federal, e quem sabe, podemos ir até ao CNJ e as Cortes Internacionais de Direitos Humanos”, informou Antônio Rodrigo, advogado de Cristian Góes.

Os sete meses e 16 dias de detenção foram convertidos pelo juiz Eduardo Portela em prestação de serviço a alguma entidade assistencial.

O desembargador Edson Ulisses, cunhado do governador Marcelo Déda (PT), alegou que a crônica literária intitulada “Eu, o coronel em mim”, escrita pelo jornalista Cristian Góes em maio de 2012 em seu blog, ataca diretamente o governador de Sergipe e a ele, por consequência.

Por isso, ingressou com duas ações judiciais. Na criminal, o desembargador pedia a prisão de quatro anos do jornalista. Na ação cível, solicita que o juiz estabeleça um valor de indenização por danos morais e já estipula os honorários dos seus advogados em R$ 25 mil.

Numa audiência, o desembargador afirma: “Todo mundo sabe que ele escreveu contra o governador e contra mim. Não tem nomes e nem precisa, mas todo mundo sabe que o texto ataca Déda e a mim”.

O advogado Antônio Rodrigo provou com farta documentação que é completamente impossível na crônica literária assinada por Cristian Góes encontrar a mínima prova da intenção de ofender a honra de ninguém. “Esse ‘alguém’ não existe no texto. Não é uma questão de interpretação. A figura do injuriado não existe”, disse o advogado.

Durante o processo, a juíza negou à defesa do jornalista ouvir duas de suas testemunhas, sendo uma chave para esclarecer todo processo: o governador Marcelo Déda. Também não foi permitida uma série de perguntas do advogado ao desembargador Edson Ulisses e às suas testemunhas.

A crônica literária “Eu, o coronel em mim” é um texto em estilo de confissão de um coronel imaginário dos tempos de escravidão que se vê chocado com o momento democrático. Não há citação de nomes, locais, datas, cargos públicos.

Em Sergipe, o irmão do governador Marcelo Déda, o desembargador Cláudio Déda, é o presidente do Tribunal de Justiça e o cunhado do governador, o desembargador Edson Ulisses é o vice-presidente, sendo que este último foi escolhido e nomeado pelo governador.

Atendendo ao pedido do desembargador Edson Ulisses, o Ministério Público, ainda na primeira audiência de conciliação, denunciou criminalmente o jornalista. Por coincidência, dias depois da denúncia, a promotora de Justiça Allana Costa, que era substituta e trabalhava no interior de Sergipe, foi premiada com a promoção para a capital, em cargo de coordenadoria.

Em uma das audiências do caso, vários representantes de movimentos sociais que lutam pela liberdade de expressão, e até familiares do jornalista, foram impedidos de participar da audiência. A segurança da Polícia Militar foi reforçada na sede do Tribunal de Justiça. Todos os lugares da sala de audiência foram tomados desde cedo por funcionários com cargos comissionados e terceirizados do Tribunal de Justiça.

 
 

Brasil: O “Jagunço” e a “Feia”

Ministério Público denuncia jornalista José Cristian Góes por texto ficcional. Desembargador do Tribunal de Justiça, Edson Ulisses, disse que teve a honra ofendida em crônica sobre coronelismo. O texto, entretanto, sequer cita o nome e a função da autoridade. Nota de solidariedade. Adesões.
Jagunço
 

O Ministério Público de Sergipe denunciou criminalmente o jornalista José Cristian Góes, no último dia 23, por causa de um texto ficcional sobre coronelismo. O desembargador do Tribunal de Justiça do Estado, Edson Ulisses, é autor da ação e acusa Góes de ter ofendido a sua honra.

Segundo a ação, o jornalista chamou o desembargador de “jagunço” e a sua mulher, irmã do governador Marcelo Déda (PT), de “feia”. A crônica, entretanto, sequer cita o nome e a função do desembargador.

A passagem “chamei um jagunço das leis, não por coincidência marido de minha irmã” é causadora da polêmica (Leia aqui, na íntegra, o texto Eu, o coronel em mim). Góes propôs escrever um novo texto esclarecendo que jamais havia feito referência a pessoas concretas ou ao desembargador, mas Edson Ulisses rejeitou a proposta. O desembargador também negou a possibilidade de diálogo e acordo para que o processo não fosse adiante.Diante do quadro, o MP propôs ao jornalista que aceitasse pagar três salários mínimos ou cumprir três meses de prestação de serviços à comunidade. A transação penal, uma espécie de confissão do crime, foi recusada pelo jornalista. “Em hipótese alguma aceito que cometi crime quando escrevi um texto ficcional que fala de um coronel irreal. Não aceito porque jamais citei, nem direta e nem indiretamente, o senhor Edson Ulisses. A prova é o texto”, disse. Diante disso, o MP denunciou criminalmente Góes.

A audiência foi acompanhada na parte externa por movimentos sociais, sindicais, religiosos e partidários, que reivindicavam o respeito à liberdade de expressão e o direito de comunicação. Outra audiência deve ocorrer no mês de março.

Entidades nacionais e internacionais de direitos humanos estão preparando uma série de manifestações para a data.

Liberdade de Expressão: direito fundamental para o exercício da cidadania

Nota de solidariedade ao jornalista Cristian Góes

As entidades sindicais, movimentos sociais, organizações populares e partidos políticos abaixo-assinados vêm a público manifestar solidariedade ao jornalista Cristian Góes, que está sendo, injustamente, alvo de dois processos judiciais (um criminal e um cível) movidos pelo Desembargador do Tribunal de Justiça de Sergipe, Edson Ulisses de Melo.

A motivação do Desembargador Edson Ulisses foi um artigo de caráter ficcional escrito por Cristian Góes, em maio deste ano, em seu blog no Portal Infonet. Mesmo o artigo não fazendo qualquer referência a nomes, datas, lugares ou fatos, o Desembargador entendeu que Cristian Góes, de algum modo, o atacava e, por isso, decidiu processar o jornalista.Mesmo sem ser citado em qualquer linha do artigo, o Desembargador Edson Ulisses alega injúria, difamação e pede a prisão de até quatro anos do jornalista, abertura de inquérito policial e pagamento de indenização em valores a ser fixado pelo juiz, além do valor de R$ 25 mil para as custas do processo. O artigo escrito pelo jornalista nada mais é que o exercício criativo de descrever uma situação que poderia ter acontecido em qualquer tempo e em qualquer lugar do mundo, que, em vários aspectos, ainda tem marcas do coronelismo e do autoritarismo político e econômico.

Por isso, para nós, não restam dúvidas que a ação judicial impetrada pelo Desembargador se configura como um ataque à liberdade de expressão, direito fundamental para o exercício da cidadania.

Direito este que é previsto no artigo XIX da Declaração Universal dos Direitos Humanos que, no último dia 10 de dezembro, completou 64 anos. Diz o artigo XIX: “todo ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão; esse direito inclui a liberdade de ter opiniões sem sofrer interferência e de procurar, receber e divulgar informações e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras”.

Direito garantido também na Constituição Federal brasileira, de 1988. Diz o artigo 5º, IX, da nossa Carta Magna: “É livre a expressão da atividade intelectual, artísticas, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”. Dessa forma, entendemos que a ação judicial contra o jornalista Cristian Góes não fere somente a sua liberdade, mas a de todos aqueles que defendem a verdadeira liberdade de expressão e o direito humano à comunicação. Com ações como esta, o Desembargador Edson Ulisses processa não só o jornalista Cristian Góes, mas nos processa também.

Por isso, por meio desta nota e cotidianamente em nossas ações, continuaremos na luta diária pela garantia do direito à liberdade de expressão para todos e todas, e não somente para alguns.

19 de dezembro de 2012

Entidades que assinam a nota:

ABRAÇO – Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária em Sergipe
Associação Desportiva, Cultural e Ambiental do Robalo – ADCAR
ANEL – Assembleia Nacional dos Estudantes Livre
Associação dos Geógrafos do Brasil
Cáritas Diocesana de Propriá
CCLF – Centro de Cultura Luiz Freire
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Sergipe – CTB/SE
Central Sindical e Popular – CSP/CONLUTAS
Central Única dos Trabalhadores em Sergipe – CUT/SE
Coletivo Azedume
Diretório Acadêmico de Comunicação Social da Universidade Federal de Sergipe
ENECOS – Executiva Nacional dos/as Estudantes de Comunicação Social
Fórum em Defesa da Grande Aracaju
Grupo de Pesquisa em Marketing da Universidade Federal de Sergipe
Instituto Braços
Instituto de Formação Humana e Educação Popular
Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social
MNDH – Movimento Nacional de Direitos Humanos em Sergipe
Movimento Não Pago
Núcleo Piratininga de Comunicação
PACS – Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul
Partido Comunista Brasileiro (PCB)
Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) – Diretório Municipal de Aracaju
Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) – Diretório Municipal de Aracaju e Diretório Estadual de Sergipe
Renajorp – Rede Nacional de Jornalistas Populares
Sindicato dos Agentes de Medidas Socioeducativas de Sergipe
Sindicato dos Bancários de Sergipe
SINDICAGESE – Sindicato dos Trabalhadores da Indústria do Cimento, Cal e Gesso do Estado de Sergipe
SINDIFISCO – Sindicato do Fisco do Estado de Sergipe
SINDIJOR – Sindicato dos Jornalistas do Estado de Sergipe
SINDIJUS – Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Sergipe
SINDIPETRO AL/SE – Sindicato Unificado dos Trabalhadores do Ramo do Petróleo, Químico, Petroquímico, Plástico e Fertilizante de Alagoas e Sergipe
SINTESE – Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe
SINTUFS – Sindicato dos Trabalhadores Técnico Administrativo em Educação da Universidade Federal de Sergipe
STERTS – Sindicato dos Radialistas do Estado de Sergipe
União da Juventude Comunista – UJC
ULEPICC-BR – União Latina de Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura, Capítulo Brasil.
Pessoas que aderem à nota:

Adriana Sangalli, jornalista (Rio de Janeiro)
Alexandrina Luz Conceição, professora do Núcleo de Pós-Graduação de Geografia da Universidade Federal de Sergipe
Álvaro Brito, jornalista, vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio de Janeiro
Alejandro Zambrana, fotógrafo (Sergipe)
Allan de Carvalho, jornalista (Sergipe)
Arlene Carvalho, enfermeira (Rio de Janeiro)
Bia Barbosa, jornalista (São Paulo)
Caio Teixeira, jornalista (Santa Catarina)
Carlos Pronzato, cineasta e escritor (Salvador)
Carole Ferreira da Cruz, jornalista (Sergipe)
Caroline Rejane Sousa Santos, jornalista, presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado de Sergipe
Cecília Figueiredo, jornalista (São Paulo)
César Bolaño, professor da Universidade Federal de Sergipe
Cláudio Nunes, jornalista (Sergipe)
Clécia Carla Silva Santos, jornalista, mestranda em Comunicação da Universidade Federal de Sergipe
Débora Melo, jornalista (Sergipe)
Demétrio Varjão, economista (Sergipe)
Diego Barboza, jornalista (Sergipe)
Edivânia Freire, jornalista (Sergipe)
Elaine Tavares, jornalista (Santa Catarina)
Elma Santos, radialista (Sergipe)
Ethiene Fonseca, publicitário e jornalista (Sergipe)
Fernanda de Almeida Santos, estudante de audiovisual da Universidade Federal de Sergipe
Flávia Cunha, professora (Sergipe)
Gabriela Melo, jornalista (Sergipe)
George Washington, jornalista, ex-Presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado de Sergipe
Hamilton Octavio de Souza, professor da PUC-SP e editor da Revista Caros Amigos
Hellington Chianca Couto – Professor (Rio de Janeiro)
Heitor Cesar Oliveira, historiador e membro do Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro
Heitor Pereira Alves Filho, professor substituto de Economia do Petróleo da Universidade Federal de Sergipe
Iracema Corso, jornalista (Sergipe)
Isabela Raposo, radialista (Sergipe)
Isaías Carlos Nascimento Filho, padre (Sergipe)
Ivan Moraes Filho, jornalista e produtor do programa Pé na Rua (Pernambuco)
Izabel Nascimento, professora (Sergipe)
Janete Cahet, jornalista (Sergipe)
Joanne Mota, jornalista (São Paulo)
Joe Igor, Diretor do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgoto do Estado de Sergipe
Jonas Valente, jornalista, Secretário-Geral do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal
José Dias Firmos dos Santos – Servidor Público Federal (Sergipe)
José Leidivaldo Oliveira, estudante de Com. Social/Jornalismo-UFS
Juliana Sada, jornalista (São Paulo)
Júlio César Carignano, jornalista (Cascavel, Paraná)
Keka Werneck, jornalista, Secretária-Geral do Sindicato dos Jornalistas do Mato Grosso
Leonor Costa, jornalista, 1ª tesoureira do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal
Lilian França, professora da Universidade Federal de Sergipe
Lúcia Rodrigues, jornalista (São Paulo)
Luige de Oliveira, sociólogo (Sergipe)
Luis Alberto Barbosa Pinto, historiador, músico e tesoureiro do PSOL Sergipe
Luiz Antonio dos Santos, jornalista (Rio de Janeiro)
Luiz Gustavo de Mesquita Soares, jornalista, membro do grupo Sindicato é Pra Lutar (Santos/SP)
Márcio Rocha, radialista (Sergipe)
Márcio Rogers Melo de Almeida, economista (Sergipe)
Marcos Urupá, jornalista, membro do Intervozes e do LutaFENAJ! (Distrito Federal)
Marina Schneider, jornalista (Rio de Janeiro)
Mário Augusto Jakobskind, Presidente da Comissão de Defesa da Liberdade de Imprensa e Direitos Humanos da Associação Brasileira de Imprensa
Matheus Ítalo Nascimento, Diretor Executivo e fundador da Agência Prime Propaganda
Matheus Pereira Mattos Felizola – Prof. Dr. Universidade Federal de Sergipe
Natália Alexandre, engenheira eletricista (Bahia)
Paulo Sousa, jornalista, radialista, publicitário
Pedro Carrano, membro da Diretoria do Sindicato dos Jornalistas do Paraná
Pedro Estevam da Rocha Pomar, jornalista (São Paulo)
Pedro Paulo de Lavor Nunes (Sec. de Formação Política da UJC-Sergipe)
Priscila da Silva Góes, professora de História (Sergipe)
Renato Lima Nogueira, jornalista (Sergipe)
Renato Prata, integrante do Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD)
Renato Rovai, editor da Revista Fórum e professor da Faculdade Cásper Libero (São Paulo)
Roberto Morales, integrante da Justiça Global
Rogério Alimandro, membro da Executiva do Partido Socialismo e Liberdade Diretório do Rio de Janeiro (PSOL/RJ)
Romério Venâncio, professor do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Sergipe
Sílvia Sales, jornalista (Pará)
Sônia Aguiar, jornalista e professora da Universidade Federal de Sergipe
Tarcila Olanda, jornalista (Sergipe)
Valério Paiva, jornalista e membro do Diretório Estadual do PSOL (São Paulo)
Valter Pomar, membro do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT)
Venício Lima, jornalista e sociólogo (Distrito Federal)
Verlane Aragão, professora da Universidade Federal de Sergipe
Wesley Pereira de Castro, mestrando em Comunicação da Universidade Federal de Sergipe
Iran Barbosa, vereador de Aracaju pelo PT
Para aderir à nota de solidariedade, basta enviar um e-mail para liberdadedeexpressao.sergipe@gmail.com

Transcrito do america.latinakarroba2008kaosenlared.net

[O desembargador faltou dizer que personagem se parece com ele no conto “Eu, o coronel de mim”]

Um país de assassinos de jornalistas

Informam Repórteres Sem Fronteiras que este ano já foram assassinados dez jornalistas. Tudo indica que muito mais. Em nome da boa imagem do Brasil democrático, quinta potência mundial, a grande imprensa raramente noticia os assassinatos de jornalistas desconhecidos, de blogueiros, de radialistas.

O radialista Edmilson de Jesus, de 40 anos, conhecido como ‘Edmilson dos Cachinhos’, foi assassinado a tiros enquanto trabalhava nos estúdios da rádio Princesa da Serra, em Itabaiana (SE), distante 58 km de Aracaju, na noite de domingo (28).

De acordo com a polícia, o crime ocorreu por volta das 21h, no momento em que a vítima estava sozinha na emissora localizada na Avenida Manoel Antônio dos Santos. Por não haver sinais de arrombamento, os policiais acreditam que o suspeito seria conhecido da vítima.

Ainda segundo a polícia, há indícios de que houve uma discussão entre o radialista e o suspeito. Os dois teriam entrado em luta corporal e o homem efetuou três disparos contra Edmilson. A vítima ainda tentou correr, mas caiu na porta de acesso ao estúdio.

De acordo com a irmã do radialista, Eliana de Jesus, o filho dela ligou para o tio para pedir uma música por volta das 21h30, no entanto, um homem atendeu a ligação. “Meu filho ficou assustado, pois logo no primeiro toque o suspeito atendendeu e disse não ser Edmilson. Ele pediu então para falar com tio e o homem disse que ele estava morto e desligou“, afirmou.

Vídeo

Informa o Portal Alarde:

O presidente do Sindicato dos Radialistas de Sergipe, Fernando Cabral se reuniu na manhã desta quarta-feira, 31, com o secretário de Estado da Segurança Pública (SSP), com o adjunto, João Batista e o coordenador das Delegacias da Capital,Flávio Albuquerque para cobrar empenho nas investigações visando elucidar o crime que tirou a vida do radialista.

“O sindicato solicitou essa reunião para saber como está essa investigação do assassinato do companheiro Edmilson de Jesus e solicitar uma atividade maior da SSP no caso. Foi um crime bárbaro que chocou o Brasil, a Federação dos Radialistas já comunicou internacionalmente esse fato e precisamos de agilidade na apuração”, ressalta Fernando Cabral, lembrando ser o primeiro registro de assassinato de radialistas dentro do estúdio de uma emissora de rádio.

Fernando Cabral disse ainda que há 12 anos Sergipe não tinha o registro de assassinatos de radialistas. “O último caso foi junho de 2000, com o companheiro Wellington Costa, da Rádio Ouro Negro, de Carmópolis e em seguida, José Wellington Fernandes, o Zezinho Cazuza, em Canindé do São Francisco”, informa reivindicando maior segurança nas empresas de pequeno e médio porte.

RSF denuncia assassinato do décimo jornalista no Brasil em 2012

Na última terça-feira (30/10), a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) denunciou o assassinato do jornalista brasileiro Edmilson de Jesus dentro de seu próprio estúdio de rádio, informou a agência AFP.  É o décimo jornalista assassinado no Brasil em 2012, ressaltou a entidade.
Radialista é o décimo profissional de imprensa a morrer no país só este ano
Radialista é o décimo profissional de imprensa a morrer no país só este ano

“O assassinato de Edmilson de Jesus, de 40 anos, na noite de 28 de outubro de 2012 em Itabaiana (Sergipe), eleva para dez o total de jornalistas ou proprietários de meios de comunicação brasileiros assassinados desde o início do ano”, diz o comunicado da organização de defesa da liberdade de imprensa com sede em Paris.

Embora reconheça que “reais esforços de luta contra a impunidade tenham sido feitos no Brasil”, a RSF defende “uma coordenação em nível federal a favor da segurança e da proteção dos jornalistas”.

(Transcrito do Portal UOL)

Chacina no maior hospital de Aracaju. A fúria assassina de um tenente

Revoltado com a morte do irmão, também policial militar, o tenente Genilson Alves de Souza, à paisana e de arma em punho, invadiu, por volta das 22 horas de sexta-feira, a ala verde do Hospital de Urgência de Sergipe João Alves Filho (Huse), o maior hospital público do Estado, localizado no bairro Capucho, na capital Aracaju, e atirou contra enfermos, que estavam sendo atendidos na unidade hospitalar.

Os executados pelo tenente foram identificados como Adalberto Santos Silva, Márcio Alves dos Santos e Cleidson dos Santos. Adalberto, segundo a polícia, teria trocado tiros com Jailson, que também ficou ferido durante o confronto, no bairro Santa Gleide. O policial fazia diligência não autorizada  à procura de uma moto roubada.

Jailson foi encaminhado para o Huse onde morreu. Indignado com a morte do irmão, o tenente invadiu o hospital atirando. Segundo depoimento de pacientes e funcionários do hospital, o tenente, após realizar os disparos, fugiu, acompanhado de outros dois homens.

Segundo informações da Secretaria de Estado da Segurança Pública, a “confusão” teria começado, depois que dois irmãos do tenente, Ginaldo Alves de Souza e Jailson Alves de Souza, na companhia de um sobrinho, Ralf Souza Monteiro, foram tentar recuperar a motocicleta de Jailson, que teria sido roubada e encontrada em posse de Adalberto Santos Silva.

De acordo com a SSP, ao chegar no hospital para ter notícias dos parentes, o tenente Genilson Alves recebeu a informação de que o irmão, Jailson Alves de Souza, teria morrido.

Descontrolado, o policial militar se dirigiu para uma das alas do hospital e atirou contra Adalberto Santos Silva, suspeito do crime.

 

Os disparos ainda atingiram Márcio Alves dos Santos, que estava em uma das macas do hospital, e Cleidson dos Santos, que aguardava atendimento.

“Tudo indica que Márcio e Cleidson não tinham nenhum envolvimento com o caso, mas vamos aguardar as investigações”, disse o assessor de comunicação da SSP, Lucas Rosário.

A SSP informou ainda que durante a fuga do tenente, vigilantes da unidade e policiais militares que estavam acompanhando o caso tentaram prender Genilson, mas evitaram confronto para que mais pessoas não fossem feridas.

O comando da Polícia Militar não liberou o retrato do serial  killer, que responde processo por outros crimes.