Acidentes de trabalho o patrão nunca é culpado

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CAUSAS DE ACIDENTES DE TRABALHO

por Nestor Waldhelm Neto

Quando o acidente acontece às perdas podem alcançar todas as esferas da sociedade.

Descobrir a causa é muito importante para focar no problema, e assim, evitar que casos parecidos se repitam.

As causas de acidente de trabalho são variadas, e nessa postagem vamos abordar as mais comuns.

Estresse mental
Vivemos em uma época em que produzir é muito importante. Tem pessoas que perdem até a família por causa do trabalho. Outras vão parar no hospício, se suicidam…

Seja qual for sua origem, o estresse afeta o comportamento da pessoa no trabalho, transformando em uma ameaça a segurança.

A empresa:
Tudo na vida tem um limite, e é importante analisar até que ponto a empresa pode ir. Até onde a cobrança está sufocando o funcionário (Transcrevi trechos)

 
uy_elpais. acidentes trabalho

El miércoles el Frente Amplio aprobará en Diputados un polémico proyecto que lo enfrenta con todas las cámaras empresariales y que pena con hasta 24 meses de prisión a los empresarios que incumplan medidas de seguridad para sus trabajadores.

Por año, según datos del Banco de Seguros del Estado, se producen en el entorno de 54.000 accidentes, dijeron a El País fuentes de la empresa.

En 2006 la cifra rondaba los 33.000, pero desde entonces ha ido creciendo hasta 2011 cuando comenzó a estabilizarse.

Varios factores inciden en el porqué del crecimiento. Por un lado, debido al incremento de la población ocupada y por otro, según sostienen dentro del BSE, debido al crecimiento de actividades industriales y forestales que son más riesgosas.

Es que la evolución de la estructura de los accidentes de trabajo y enfermedades profesionales según rama de actividad económica sufrió transformaciones durante el siglo XX.

En 1910 casi la mitad de los siniestros laborales (49%) ocurrían en las industrias manufactureras, algo que luego cambió con la introducción de las máquinas. Entre las industrias manufactureras la de la alimentación y bebidas aportaban la cuarta parte de los casos registrados, seguidas por las metalúrgicas con el 21%, según el informe “Variables Estadísticas Relevantes Durante el Siglo XX del Instituto Nacional de Estadística”.

Por su parte, en ese entonces, la rama de la construcción y el transporte representaban el 26% y 23% respectivamente.

Las causas más frecuentes que provocaban estos accidentes eran la carga y descarga de mercadería ya que se hacían en forma manual. Posteriormente, la incorporación de maquinaria y nueva tecnología permitió reducir los riesgos de accidentes y padecimiento de enfermedades profesionales.

El informe indica que al finalizar el siglo XX, “si bien la industrias manufactureras mantienen su predominio, su peso en el total de accidentes se redujo casi a la mitad (26%) por transferencia de mano de obra hacia otros sectores de la actividad económica, como la agricultura ganadería y pesca que conjuntamente con las industrias extractivas se llevan casi la cuarta parte de los accidentes y enfermedades profesionales. Le siguen en orden de importancia la construcción con un 21% y los servicios con un 20%”.

De acuerdo a la primera encuesta sobre condiciones de trabajo, seguridad y salud en el trabajo en Uruguay dirigida por David Martínez Íñigo, investigador y profesor titular de la Universidad Rey Juan Carlos de Madrid (España), el 6,6% de la población trabajadora se accidentó en los últimos dos años y la principal causas fue la “distracción”.

La protección del trabajador contra riesgos laborales comenzó en 1911 cuando se creó el Banco de Seguros del Estado. Luego, una ley de octubre de 1989 (Nº 16.074) establece la responsabilidad patronal declarando obligatorio el seguro sobre accidentes del trabajo y enfermedades profesionales.

Desde 1995 el BSE opera en régimen de competencia, excepto por la rama accidentes de trabajo, que es monopólica y que en 2012 le generó US$ 284 millones de ingresos.

 

Epaud
Epaud

Estresse é uma das principais causas de acidentes de trabalho

Uma das grandes preocupações das equipes de saúde e de segurança profissional, o estresse tem sido apontado como uma das principais causas de acidentes no local de trabalho segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Sobrecarga, monotonia e desvalorização foram apontadas como algumas das principais causas do estresse, que afeta 70% dos brasileiros.

A Associação Internacional de Gerenciamento do Estresse (ISMA, sigla do nome em inglês), com sede nos EUA, destacou que o Brasil só perde para o Japão em número de profissionais estressados.

“Qualquer desequilíbrio emocional pode diminuir o rendimento de um profissional. Quanto ao estresse não é diferente”, comentou Marcelo Pustiglione, médico homeopata e professor de Medicina do Trabalho da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Ele explicou que, se não diagnosticado corretamente e tratado a tempo, o estresse pode se converter em doença com muita facilidade. “No campo da saúde ocupacional, ele está entre os riscos psicossociais. É uma adaptação insatisfatória, que causa tensões fisiológicas que podem originar outras doenças.”

O médico observou que cada pessoa reage ao agente estressor de uma maneira diferente e, quanto mais flexível for o profissional, mais ele poderá reagir positivamente e manter o controle diante de eventos adversos. “É inegável que o trabalhador satisfeito, saudável e feliz produz mais e se acidenta menos. O estresse não é sempre ruim”, disse. Segundo o especialista, ele pode contribuir para aumentar a percepção e o nível de alerta no trabalho, melhorando o desempenho profissional, por exemplo. “Tanto as habilidades mentais quanto as físicas melhoram quando estamos espertos e com a adrenalina na medida certa. Assim, metas e desafios clara e objetivamente propostos fazem parte dos ‘estressores do bem’.” (Portal Terra)

doenças trabalho
 

Doenças profissionais são principais causas de mortes no trabalho

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As doenças profissionais continuam sendo as principais causas das mortes relacionadas com o trabalho. Segundo estimativas da OIT, de um total de 2,34 milhões de acidentes de trabalho mortais a cada ano, somente 321.000 se devem a acidentes. Os restantes 2,02 milhões de mortes são causadas por diversos tipos de enfermidades relacionadas com o trabalho, o que equivale a uma média diária de mais de 5.500 mortes. Trata-se de um déficit inaceitável de Trabalho Decente.

A ausência de uma prevenção adequada das enfermidades profissionais tem profundos efeitos negativos não somente nos trabalhadores e suas famílias, mas também na sociedade devido ao enorme custo gerado, particularmente no que diz respeito à perda de produtividade e a sobrecarga dos sistemas de seguridade social. A prevenção é mais eficaz e tem menos custo que o tratamento e a reabilitação. Todos os países podem tomar medidas concretas agora para melhorar sua capacidade de prevenção das enfermidades profissionais ou relacionadas com o trabalho.

Como acontece todos os anos, o Programa da OIT sobre Segurança e Saúde no Trabalho e Meio Ambiente elaborou um relatório que serve para aprofundar o tema. Este ano, faz-se um apelo aos governos, organizações de empregadores e de trabalhadores para colaborar no desenvolvimento e na implantação políticas e estratégias nacionais destinadas a prevenir as enfermidades profissionais.

Segurança e Saúde no Trabalho
2,02 milhões de pessoas morrem a cada ano devido a enfermidades relacionadas com o trabalho.
321.000 pessoas morrem a cada ano como consequência de acidentes no trabalho.
160 milhões de pessoas sofrem de doenças não letais relacionadas com o trabalho.
317 milhões de acidentes laborais não mortais ocorrem a cada ano.

Isto significa que:
A cada 15 segundos, um trabalhador morre de acidentes ou doenças relacionadas com o trabalho.
A cada 15 segundos, 115 trabalhadores sofrem um acidente laboral.
Os países em desenvolvimento pagam um preço especialmente alto em mortes e lesões, pois um grande número de pessoas está empregada em atividades perigosas como a agricultura, a construção civil, a pesca e a mineração.

Bangladesh y la explotación de los trabajadores. Dossier

Este Dossier sobre Bangladesh consta de los siguientes textos:

1) Jorge Yabkowski: ¿Cuán lejos estamos de Bangladesh?
2) Deborah Orr: De Tejas a Dhaka, la explotación económica sigue derramando sangre
3) Maha Rafi Atal: La tragedia de la fábrica de Bangladesh y los moralistas de la economía explotadora
4) Vijay Prashad: Los trabajadores de Bangladesh necesitan algo más que boicots

Gris. Picasso
Gris. Picasso

 

¿Cuán lejos estamos de Bangladesh?

Ruman es uno de los 5 millones de niños que trabajan más de 6 horas al día en Bangladesh. Su sueldo no sobrepasa los 12 euros mensuales. “Salgo a jugar cuando se va la luz en la fábrica”, cuenta. (1)
Sin zapatos. Sin guantes. Ni cascos, ni lentes de protección. Así cada día se enfrenta Ruman a su jornada de trabajo. Él ya es uno de los trabajadores más veteranos del galpón 2, donde comenzó hace 5 años, cuando apenas alcanzaba los 7.

 

Al escuchar la sirena a la siete de la mañana, Ruman corre cada día hasta la puerta de la fábrica, que no es más que un galpón improvisado de tres pisos, en el que se reporta una temperatura promedio de 40 grados, combatida por dos ventiladores huérfanos de la mitad de sus aspas. La luz natural suele colarse con timidez por las cuatro ventanas dibujadas en las paredes y que han sido tapadas por grandes carteles de distinta publicidad electoral.

 

Esta improvisada empresa es una de las 600 que funcionan en la capital de Bangladesh, donde los niños entre 5 y 12 años representan la mano de obra más barata del mercado. El Ministerio del Trabajo asegura que sus sueldos equivalen al 30 por ciento del presupuesto familiar.
En Bangladesh, Pakistán, India y China se fabrica el 70 por ciento de la ropa del mundo. En la semana de la salud y la seguridad en el trabajo, cuando estaba comenzando el Encuentro Nacional de Salud laboral de la CTA una de estas factorías infames que fabricaba ropa para Mango, Wall Mart y otras marcas de occidente se derrumbó en Bangla Desh provocando más de 500 muertes entre los trabajadores.(2) La cifra final, una vez que termine la remoción de los escombros, puede llegar a 1000, igual a la cifra oficial de muertos por accidentes de trabajo de nuestro país en un año. Los obreros muertos ganaban un promedio de 38 euros por mes. Una sola prenda de Mango en la quinta avenida de Nueva York puede costar tres o cuatro veces tanto. (…)

Aquí, en Bangladesh y en todo el mundo la batalla por la salud laboral es una parte esencial de la lucha contra la voracidad del capital. Y esa batalla no se concibe sin la movilización unitaria de toda la clase trabajadora.Leer más

 

De Tejas a Dhaka, la explotación económica sigue derramando sangre

 

 

Ya se trate de una explosión en una fábrica de fertilizantes en los EE. UU. o del derrumbe del edificio de una fábrica en Bangladesh, se tiende a dar noticia de las catástrofes industriales casi como si se tratase de un desastre natural. Un individuo que lleva a cabo una matanza a tiros o pone una bomba, eso sí que son noticias, eso es censurable, eso es merecedor de justicia para las víctimas. Pero cuando la culpa la tienen las empresas, el dedo acusador se juzga menos importante. Lo que resulta extraño, en cierto modo. La humanidad nunca puede decir con plena seguridad qué gentes perturbadas o enojadas son verdaderamente peligrosas. (…)

 

Hasta que los seres humanos no se den cuenta de que la explotación económica sistemática es tan cruel y disociada como disparar un arma de fuego contra un grupo de extraños, seguirá habiendo sangre. Mucha sangre. Leer más 

 

La tragedia de la fábrica de Bangladesh y los moralistas de la economía explotadora

 

 

Tras el derrumbe de una fábrica la semana pasada en Dhaka, ha aparecido un peligroso  argumento que circula por la blogosfera. El argumento, al que han dado voz medios tan diversos como Slate [revista electrónica norteamericana] y The Spectator[veterana revista conservadora inglesa], es que los beneficios económicos de la economía de las fábricas de explotación laboral [conocidas en inglés como “sweatshops”, literalmente “talleres de sudor”] rebasan la preocupación por los derechos de los trabajadores de los talleres.

 

Estos talleres, dice el argumento, no pagan gran cosa (cerca de 40 dólares en Bangladesh), pero pagan bastante más que la agricultura de subsistencia, principal alternativa a disposición de los trabajadores pobres en los países en desarrollo. El atractivo de un mayor salario, horarios más regulares y la independencia, en el caso de las mujeres, atrae a los trabajadores de zonas rurales a los barrios miserables de las ciudades en busca de trabajo en las fábricas. La globalización, y con ella la deslocalización del trabajo manufacturero de los países ricos a los pobres, ha sacado a millones de personas de la extrema pobreza (definida como vivir con menos de 1 dólar al día). Leer más 

 

Los trabajadores de Bangladesh necesitan algo más que boicots

 

 

 

Cuando se difundió la noticia del derrumbe del edificio cerca de Savar, no lejos de Dhaka, la capital de Bangladesh, los trabajadores salieron en tropel de las fábricas de endeble construcción dispuestos a ayudar en las labores de rescate…y dispuestos también a destrozar coches y levantar barricadas en las calles. Sentían en igual medida compasión por sus compañeros trabajadores e ira por el sistema sin rostro que reduce su vida diaria a horas confeccionando prendas de ropa y minutos para descansar. No les detuvo el miedo al castigo de la policía. Necesitaban estar en las calles, registrar su viviente humanidad ante un mundo que solo los veía doblados sobre sus máquinas o como cuerpos muertos que sacan de entre los escombros de un desastre. Los trabajadores con sangre en las venas son una visión poco familiar.

 

Los propietarios de las fábricas se apresuraron a cerrrar sus unidades subcontratadas y buscar refugio detrás de Atiqul Islam, presidente de la Bangladesh Garment Manufacturers and Exporters Association (BGMEA – Asociación de Exportadores y Fabricantes de Ropa de Bangladesh). Este hombre demostró poco interés por los heridos y los muertos. Estaba preocupado por “las alteraciones de la producción debida la agitación” y declaró que la violencia de los trabajadores era “otro duro golpe a la industria de confección de ropa”. Es de esperar que esos funcionarios se muestren consternados por las fábricas paradas y los trabajadores intranquilos. Cada segundo que están las máquinas inmóviles les cuesta dinero. La benevolencia es un negocio caro. Leer más 

 

 

 

 

 

A globalização matou mais de mil operários em Bangladesh

o_dia. o milagre nao deve esconder a aberração

Pretende a imprensa colonial adocicar a tragédia com a história de um milagre. O milagre não apaga o crime do capitalismo selvagem que matou mais de mil operários explorados por multinacionais em Bangladesh, que oferece mão de obra escrava – disse o Papa Francisco.

Derrumbe deja a la luz el drama textil

Condiciones laborales

Los hilos que atraviesan las prendas de vestir de cientos de marcas a nivel mundial tejen más que los últimos diseños de moda. En algunos casos, hilvanan historias de interminables horas de trabajo en condiciones precarias en Asia, África y América Latina, e incluso de dolor y tragedia, como el derrumbe de un edificio el pasado 24 de abril en Bangladés, que deja hasta el momento más de mil muertos y el cierre de 18 fábricas textiles.

En el edificio que según su arquitecto, Massoud Reza, fue concebido como un centro comercial de seis pisos, funcionaban cinco talleres de confección y había sido aumentado a nueve pisos sin reforzar las bases y con materiales de mala calidad, indican los primeros reportes.

Allí, los trabajadores cosían prendas para marcas europeas y estadounidenses. De acuerdo con el diario The New York Times, en el sitio del derrumbe había etiquetas y documentos de empresas como Children’s Place, Benetton, Cato Fashions y Mango. Primark, una cadena británica de ropa, confirmó que en el segundo piso funcionaba un taller que confeccionaba sus productos, y Mango, que había encargado unas muestras.

El derrumbe no solo fue el tercer incidente industrial importante en cinco meses en Bangladés, el segundo mayor exportador mundial de ropa después de China, sino que es considerado el peor accidente en fábricas textiles en la historia. Supera a un incendio registrado en 1911 en Nueva York, que causó 146 muertes, o al registrado en Pakistán en el 2012, que acabó con la vida de 260 personas.

El luto en fábricas textiles ya había invadido Bangladés en noviembre del 2012, cuando un incendio dejó 112 muertos. El miércoles pasado, catorce días después del derrumbe, el fuego en otro taller causó la muerte de ocho personas.

Los casos plantean dudas sobre la seguridad laboral y los bajos salarios, que en ese país rondan los $ 38 al mes. Pero, además, reactivan el debate sobre el papel de las compañías de moda, los derechos de trabajadores –sobre todo en países pobres– y el consumo sin importar las condiciones de fabricación.

El papa Francisco, el pasado 1 de mayo, con ocasión del Día Mundial del Trabajo, dijo que salarios injustos y la desenfrenada búsqueda por ganancias iban “en contra de Dios”. “Vivir con 38 euros ($ 50) al mes, eso era el salario de estas personas que murieron. Eso se llama trabajo esclavo”, sostuvo.

En realidad, los salarios son aún más bajos. El mínimo legal es de 29 euros ($ 38 al mes), por seis días de trabajo semanal y turnos diarios de diez horas.

Los operarios de ese sector son de los más baratos del mundo, a pesar de que el sueldo promedio mensual prácticamente se ha duplicado en Asia desde el 2000 al 2011, según la Organización Internacional del Trabajo (OIT). Por ejemplo, un trabajador del sector manufacturero en Filipinas gana $ 1,4 la hora, frente a los $ 5,4 que pagan en Brasil, los $ 13 de Grecia y $ 23 de Estados Unidos, consta en el Informe Mundial sobre Salarios 2012/2013 de la OIT.

Hay condiciones más precarias aún. En Camboya, donde hay unas 500 fábricas de ropa y calzado en las que trabajan unas 511.000 personas, el salario mensual del sector textil es $ 80 ($ 2,66 el día); los trabajadores piden que se aumente a $ 150.

En China, en cambio, el incremento salarial impulsado por el gobierno ubica el sueldo promedio en $ 345 ($ 11 el día), lo que a criterio de economistas hará que empresas del sector de manufactura lleven su producción a otros países de Asia del sureste y del sur, donde la mano de obra es más barata, señala un reporte del banco Francés.

Gilbert Houngbo, vicedirector general de operaciones en el terreno de la OIT, que entre el 1 y el 4 de mayo envió una comisión a Bangladés para evaluar su catástrofe, culpó de la falta de seguridad en los talleres a las empresas extranjeras: “Todo el mundo quiere comprar la máxima calidad al menor precio”.

Raúl Izurieta, exministro de Trabajo del Ecuador, considera que la población del mundo no crece en la misma medida que el trabajo o la producción de alimentos y que por eso la escasez de comida y la oferta de trabajo siempre serán un problema de dimensiones mundiales.

El fenómeno, indica, será permanente mientras exista exceso de población frente a la falta de oportunidades. A esto se suma la migración y el uso de maquinaria en reemplazo del hombre.

Esta realidad no es exclusiva de Asia. Las situaciones de trabajo precario (sin todos los beneficios de ley) y hasta de tipo forzoso (por obligación o deudas) se dan también en algunas fábricas textiles de países de América Latina, como Haití, Guatemala, Brasil y Argentina.

De acuerdo con la OIT, el trabajo doméstico, la agricultura, la construcción, la manufactura y el entretenimiento son los sectores más afectados por el tipo de labor obligatoria, que es considerada una forma de esclavitud moderna. En el mundo casi 21 millones de personas son víctimas de trabajo forzoso: 11,4 millones de mujeres y niñas y 9,5 de hombres y niños.

En Argentina, el pasado 10 de abril, el Ministerio de Trabajo detectó en dos domicilios de Villa Soldati, un barrio de Buenos Aires, cinco talleres textiles donde eran explotadas 45 personas de nacionalidad boliviana, privadas de su libertad y hacinadas, reportó el diario La Nación.

Los talleres estaban en “deplorables condiciones de higiene y seguridad”, no había salidas de emergencia, había material inflamable junto a las máquinas eléctricas, contó el rotativo.

Otro caso se dio a conocer el 30 de abril, en el sector de Parque Chacabuco, en talleres textiles que confeccionan pantalones para las marcas locales Pinguin, Narrow y M51.

En Haití, devastado tras el terremoto de enero del 2010, las maquilas y los recién creados parques industriales (que alojan estos talleres) son la principal opción de trabajo. Unas 29.000 personas laboran en estas fábricas con salarios de $ 5 el día, según la agencia de información Ayiti Kale. Allí se fabrican prendas para Banana Republic, Gap, Gildan Activewear, Levis.

En octubre del 2012, el gobierno inauguró el parque industrial Caracol, donde se instaló una filial de la compañía surcoreana Sae-A, que fabrica para marcas como JC Penny y WalMart, y ofrece contratar 20.000 trabajadores hasta el 2016.

The New York Times publicó en julio el conflicto que tuvo Sae-A en Guatemala, de donde se retiró hace un año tras ser denunciada por los sindicatos de violar las leyes laborales y penales. Los trabajadores aseguran que las empresas reprimen sus intentos de organización.

Las precarias condiciones de trabajo han levantado voces en espacios internacionales que piden a los consumidores comprar ropa en tiendas cuya cadena de producción respete los derechos laborales. “Para el consumidor es virtualmente imposible saber si el producto fue elaborado en condiciones seguras”, comenta Craig Johnson, presidente de la consultora Customer Growth Partners.

Fair Trade U.S.A. es una organización sin fines de lucro que audita productos para asegurarse de que los trabajadores reciben un salario digno y laboran en condiciones seguras e impulsa la compra de la llamada ropa hecha éticamente.

Rob Behnke, cofundador y presidente de Fair Indigo, tienda dedicada a la venta de prendas éticas, dijo que algunos compradores llaman y mencionan la reciente tragedia de Bangladés. La compañía, que genera ventas anuales de menos de $ 10 millones, tuvo un incremento del 35% en sus ingresos luego del desastre. Sin embargo, la ropa hecha “éticamente” es vendida por pocas compañías y representa apenas un punto porcentual de los $ 3.000 millones que mueve la industria mundial del vestido.

11,7
Millones de personas

Es la cantidad de trabajadores víctimas de labores obligatorias en la región Asia-Pacífico, según la OIT. Le siguen África, con 3,7 millones, y América Latina y el Caribe, con 1,8 millones.


El Universo, Guayaquil, Ecuador