Dilma continua plano de privatização da saúde

Primeiro ninguém investiga os desvios das verbas do Ministério, das secretarias estaduais e municipais de Saúde. Isso vem de longe. Desde as operações Vampiro e Sanguessuga. Falta uma operação lobisomen. Que nunca parou o chupa-chupa do sangue dos brasileiros pobres de marré deci.

No Brasil não causou espanto a recomendação do primeiro ministro do Japão de que os aposentados e pensionistas da Previdência Social dos miseráveis devem apressar a morte. Essa apologia do suicídio e da eutanásia é considerada crime. Mas, a prática está liberada, que na saúde não existe filantropo. O Brasil tem um povo zumbi e governantes licantropos.

Um povo doente, apático, que nada reclama. Diferente de um europeu. Que não tem medo da polícia.

Os negócios da saúde são da pirataria estrangeira. Principalmente planos de saúde, redes de farmácias, laboratórios, fábricas de medicamentos (certo que existem algumas nacionais nas mãos de empresários tipo bicheiro Cachoeira). As autoridades ficam com o troco, a propina. Quanto mais privatizado um país – acontece na África e na América Latina -, mais colonizado. É exemplar que a crise da Europa atinge apenas os países sem armamento atômico e governados por corruptos.

No Brasil inventaram o hospital com enfermarias coletivas (cortiços) e apartamentos cinco estrelas. E estão construindo hospitais-hotéis de luxo, onde o pobre entra como empregado e muita saúde.

No hospital de Cid Gomes, em Sobral, caiu a fachada da saúde pública. Que ninguém faz nada que preste para o povo.

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Privatizaram a saúde e o Brasil nem percebeu

Passeata em Madri contra a privatização da saúde e de apoio à greve dos médicos. Manifestação impossível de acontecer no Brasil.
Passeata em Madri contra a privatização da saúde e de apoio à greve dos médicos. Manifestação impossível de acontecer no Brasil.

Por Paulo Kliass

No início do ano, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) acabou por decidir pela interdição de 225 planos de saúde operados por 28 empresas atuantes no setor. Esse tipo de medida não é uma grande novidade. Antes disso, em outubro passado, esse órgão regulador do sistema havia proibido 301 planos de venderem seus produtos. E ainda em julho de 2012, a lista de proibição contemplava 268 planos. Ainda que tais fatos possam passar a idéia de que o Estado está agindo e fiscalizando, a pergunta que deve ser feita vai em sentido oposto. Como é possível que uma área tão sensível, como a saúde, chegue a tal extremo de descontrole e regulamentação?

Outra decisão que causou grande impacto foi a operação de venda da empresa líder de saúde privada, a Amil. Em novembro de 2011, o Estado brasileiro autorizou que ela fosse comprada por uma das maiores operadoras globais, a norte-americana United Health, pelo valor de R$ 10 bilhões. Além das dificuldades envolvendo a internacionalização do setor, a decisão gerou muita polêmica por afrontar o impedimento legal de que hospitais (também incluídos no pacote) sejam propriedade de grupos estrangeiros.

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Serviço público: interesse social ou lógica privada?
A contabilidade fria do modelo capitalista busca a realização do lucro por meio da dinâmica de elevação de receitas e redução das despesas. Essa abordagem favorece o atendimento dos interesses dos proprietários e acionistas da empresa, mas quase nunca satisfaz as necessidades de áreas socialmente sensíveis. Essa é a principal razão, inclusive, que levou boa parte dos países do mundo capitalista à opção por delegar ao Estado a prestação de tais serviços. Ou então, pela constituição de modelos que contam com subsídios públicos destinados a instituições privadas, mas que demonstram efetiva competência e qualidade naquilo que oferecem à sociedade.

No nosso caso, o risco do processo que atravessamos é o de ficarmos com o pior dos mundos. As áreas de excelência do setor público estão, aos poucos, sendo sucateadas e perdendo competência e qualidade. As áreas de expansão do setor privado encontram um potencial de crescimento com baixa capacidade de regulação e fiscalização do Estado. A mercantilização tende a provocar uma segmentação baseada no nível de rendimento dos usuários dos sistemas, com a complementação de recursos públicos sem a correspondente qualidade na prestação dos serviços “públicos” oferecidos. A relação mercantil pressupõe um contrato. E o contrato estabelece a restrição do uso ao pagamento prévio.

Os recursos orçamentários deixam de ser utilizados para reforçar e reconstruir um sistema público à altura das necessidades de nossa população. Na verdade, são drenados para apropriação privada em um sistema onde a lógica predominante é a da remuneração do capital.

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O desmonte da Saúde (pública e particular)

MANCHETES DE HOJE

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por Paulo Pinheiro 

A diferença entre os sistemas público e privado de saúde, hoje, está no local onde são registradas as queixas: numa ouvidoria ou numa delegacia de defesa do consumidor. Bombardeado por propagandas surreais, o cidadão não entende para que serve um helicóptero de última geração ou a logomarca do plano de saúde estampada na camisa de um time de futebol, se a espera por um simples atendimento excede os limites toleráveis. Isso sem falar nos reajustes indevidos de preço e negativas de cobertura.

Não é à toa que nos últimos onze anos os planos de saúde são os campeões de reclamações, segundo o Instituto de Defesa do Consumidor.

Já no setor público, o plantão que mais vem internando pacientes é o plantão judiciário. De que serve alardear que o governo tal inaugurou clínicas da família, novos hospitais ou UPAs se, quando sua filha necessita de atendimento numa dessas instalações, não há profissionais para atendê-la?

INDISFARÇÁVEL CRISE

Em meio a uma indisfarçável crise — no público e no privado — nossos gestores preferem eximir-se de suas responsabilidades, transferindo-as para “supostos” delinquentes ou vagabundos. Se existem culpados pelo caos da Saúde, são exatamente aqueles que oferecem soluções mágicas, através de propagandas enganosas.

Os mesmos que desmoralizam os concursos públicos, propondo salários irrisórios para seus servidores, enquanto optam por pagar quatro vezes mais aos terceirizados, desestruturando o sistema.

Profissionais de saúde e estudiosos da área têm apresentando várias propostas, mas elas não agradam aos governos das soluções maqueteiras. Quando a Saúde é mal administrada a consequência é o desperdício de vidas.

HÁ CURA

É preciso realizar concursos públicos com a mesma remuneração paga pelos intermediários da iniciativa privada. Colocar profissionais com formação em administração pública nos cargos de comando, sem apadrinhamento político. Instituir um plano de cargos e salários para que servidores tenham condição de ascensão através de sua capacitação e tempo de serviço. Com a valorização profissional, torna-se mais fácil cobrar metas e reduzir a rotatividade.

A saúde suplementar vendeu planos para 48 milhões de brasileiros, faturando R$ 90 bilhões/ano. Enquanto isso, o SUS tem sob sua responsabilidade 152 milhões de brasileiros, com uma receita de R$ 88 bilhões para 2013. O subfinanciamento do SUS fica mais claro quando sabemos que a negativa de cobertura dos planos empurra para a rede pública 73% dos atendimentos de alta complexidade.

Há cura, mas, para nivelarmos a Saúde por cima, as autoridades têm que decidir se estamos falando de um bem público ou um bem de consumo, ao alcance apenas de quem tem dinheiro para pagar, cada vez mais, sem garantias.

 saúde, SUS, médico, hospital

Como curar a peste da corrupção nos postos de saúde?

Consultório Médico bem organizado e profissional

O design interior de um consultório médico transmite muitas coisas para os pacientes.

Por exemplo, o escritório de um pediatra vai ter um visual diferente do escritório de um cirurgião plástico. Porque os projetos de de um consultorio médico devem atender primeiramente as necessidades dos pacientes, o espaço precisa expressar o profissionalismo e competência do médico e fazer os pacientes se sintirem confortáveis.

O tipo de móveis, quadros e iluminação do consultório podem transformar a experiência da visita ao médico em um sensação menos estressante. A coisa mais importante a se considerar é a quantidade de espaço disponível. Os móveis, utensílios e decoração devem corresponder ao tamanho do consultório.

O design interior de um consultório médico deve ser atual, mas não muito na moda. Um consultório desatualizado pode dar a impressão de que a prática médica é antiquada, que não é um adjetivo que as pessoas querem associar com qualquer aspecto de sua saúde. Tendo móveis antigos misturados com equipamentos de ponta e eletrônica faz com que o espaço pareça incompatível.

Cada comodo, desde a recepção e sala de espera de um consultório médico precisam fluir e estar em harmonia com o outro.

As cadeiras em uma sala de espera deve ser simples e confortável e estrategicamente espaçadas para que os pacientes tenham espaço suficiente e opções de lugares. Colocar cadeiras em conjunto pode criar desconforto para os pacientes, especialmente em ambientes fechados com pessoas que estão doentes. A iluminação deve ser brilhante o suficiente para eles lerem, mas não brilhante a ponto de causar desconforto visual. Materiais de leitura devem ser abundantes e convenientemente exibidos.

As salas de exame deve ser bem iluminado e o paciente precisa ficar a vontade. Cartazes e outros objetos de decoração são bons porque dão ao paciente algo para se concentrar e, possivelmente, ajudar a eliminar o estresse.

Leia mais e veja fotos

Diário de um Posto de Saúde

Sei que não se faz nada que preste para o povo no Brasil que gasta bilhões com a saúde pública. Dinheiro que desaparece no ar. Dinheiro jogado no lixo. Veja como é um posto de saúde do pobre povo pobre:

Salas de exame

Eis o que escondem os sujos lençóis
Eis o que escondem os sujos lençóis
Legenda do G1: Janela de consultório não possui cortinas ou outro tipo de vedação
Legenda do G1: Janela de consultório não possui cortinas ou outro tipo de vedação
Acontece o mesmo no gabinete sanitário dos médicos. Com panorâmica vista para quem está dentro e fora...
Acontece o mesmo no gabinete sanitário dos médicos. Com panorâmica vista para quem está dentro e fora…

Improvisada lixeira. Jeitinho malandro e brasileiro
Improvisada lixeira. Jeitinho malandro e brasileiro
Outra improvisação
Outra improvisação

Fotos do Diário de um Posto de Saúde da médica Luiza Portugal

A privatização das universidades começa pelos hospitais

O Ministério da Educacão é uma gracinha. Está construindo, ou reformando, hospitais superfaturados para privatizar. Acontece na Universidade Federal de Juiz de Fora.

No Chile, os estudantes promovem uma campanha, com mártires, para tornar o ensino gratuito. No ano passado foram oito meses seguidos de greve. E gigantescas paradas (fotos). Aqui os tribunais de justiça teriam declarado a greve ilegal. Toda luta do povo continua ilegal. Na ditadura militar era assim. (“Eu nasci assim, eu cresci assim,/ E sou mesmo assim, vou ser sempre assim”).

A jornalista Elaine Tavares desmascara a criação da

Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares
Na fala do governo federal – de onde saiu a proposta – vem a conversa mole de que é uma empresa pública.

Não é. É de direito privado, portanto, vai atuar como tal. Seu objetivo é o lucro.

E como se gera lucro no atendimento à saúde? A resposta vem do médico Pedro Carreirão Neto: “cortando serviços, diminuindo a qualidade e enxugando pessoal”. Então, imaginem o que vai acontecer se o HU for entregue a essa empresa. O que nem é tão bom, vai piorar.

A ideia do governo é de entregar mais de cinco bilhões de reais para criar a nova empresa. Se esse dinheiro fosse direto para os hospitais, quanto bem não faria. Mas não. Será criada toda uma estrutura gigantesca para administrar os hospitais universitários de todo o país. O objetivo do governo é diminuir custos. Mas, é uma incoerência. Como diminuir custos, criando mais gastos? Bueno, a resposta a essa questão é simples. O governo mente. A empresa de serviços hospitalares é uma exigência do mercado. Empresas, médicos, laboratórios e mais uma série de abutres querem ganhar dinheiro com a saúde das gentes. E sem risco, porque vão ganhar tudo de mão beijada do Estado. É um negócio espetacular.

Não é sem razão que o povo brasileiro vê, todos os dias, as grandes redes de comunicação lançarem matérias enormes sobre a falta de qualidade dos hospitais públicos. A campanha de demonização do que é público não é por acaso. Não acontece assim, de repente, a mídia se interessar pela saúde dos pobres. Tudo isso faz parte de uma campanha muito bem urdida de lavagem cerebral. Mostra-se, à exaustão, o horror dos hospitais, e depois vem a “boa” notícia: agora vai privatizar. Como se privatização fosse a solução para as coisas ruins que acontecem na saúde pública. É fato que o atendimento público não é bom, mas não há garantia nenhuma de o atendimento ser melhor na iniciativa privada. Pelo contrário. Se o que vai valer é o dinheiro de quem pode pagar, a coisa tende a ficar pior para os pobres.

Em Santa Catarina o governo do estado já entregou vários hospitais para as malfadadas “organizações sociais”, espécie de ONGs que agora cuidam da administração dos mesmos. A lógica do lucro sobre a doença. Coisa muito perversa. Os sindicalistas estão aí, desde há tempos, denunciando, sem serem ouvidos. E a coisa foi se fazendo, urdida no silêncio, pois o que aparece para a população é que agora tudo vai melhorar. Quem precisa fazer uso de um hospital sabe que não é assim. Há algumas semanas os médicos de Santa Catarina vêm se mobilizando na denúncia dos horrores que estão vivendo nos hospitais. Áreas inteiras de hospitais são fechadas, atendimentos são centralizados na capital, há leitos desativados, equipamentos apodrecem sem uso por falta de pessoal. E agora? Dizer o quê? Muitos desses hospitais estaduais já estão em mãos privadas. Significa que o que alardeavam os “arautos da desgraça” era a mais pura verdade. Tudo ficou pior. Leia mais.

Existe tratamento diferenciado para cancerosos no Brasil

Até na doença e na morte persistem dois Brasis bem diferenciados: um dos miseráveis; o outro, dos especiais.

Para os especiais criaram várias previdências, fundos de pensões separados, todos de profundidade desconhecida, que ora são como se fossem privados, para distribuir beneficências, benesses, pagar aposentadorias, pensões, benefícios mil, como tratamento em hospitais de luxo, medicina de vanguarda etc.

Essas previdências especiais quando estão no vermelho, socializam os gastos, viram vermelhas, comunistas, estatais, isto é, tudo pago pelo Estado máximo, que todos nestas horas são contra o estado mínimo.

O sempre atento comentarista Delmiro Gouveia nos manda uma reportagem do Diário do Grande ABC, sobre o tratamento a que se submete no SUS uma prima do ex-presidente Lula.

A paciente Ana dos Santos Silva, 72 anos, que é prima do ex-presidente Luiz Inácio Lulla da Silva, recebeu diagnóstico de câncer na língua e na garganta há cerca de um mês, depois de quatro biópsias. A cirurgia de remoção do tumor, que foi agendada para o dia 23 de novembro no Centro Hospitalar Municipal de Santo André, foi cancelada horas antes de o procedimento começar. A paciente, que alegava dores e já estava internada em jejum, recebeu alta hospitalar e teve de voltar para casa, na Estrada do Cata Preta, no Parque João Ramalho.

De acordo com a família, o médico responsável pela cirurgia informou que o adiamento foi causado pela falta de materiais cirúrgicos para realizar o procedimento. A Prefeitura negou a informação e declarou que a cirurgia foi transferida por causa da chegada de outros dois casos urgentes no hospital – não especificados pela administração -, que ocuparam os dois leitos na Unidade de Terapia Intensiva disponíveis no dia. A cirurgia foi remarcada para amanhã e a paciente deverá ser internada hoje. “Mas até agora não deram nenhuma garantia”, desconfia a filha, Roseane dos Santos Silva, 29.

A Prefeitura considerou a cirurgia como urgente, porém eletiva, podendo ser adiada quando houver necessidade. A família, revoltada com confusão na marcação de cirurgias, não entendeu a dispensa e espera que desta vez o procedimento seja concluído. “Não concordamos com o que fizeram. O médico dela disse que o caso é grave. Ela não consegue mais falar, se alimenta por sonda e toma remédio para dor todos os dias”, disse a filha. O marido da paciente, o aposentado Manoel Lourenço da Silva, 74, indignou-se pela falta de atenção da equipe médica com a paciente. “Deixaram sem comida e avisaram do cancelamento horas depois. Se pudesse venderia minha casa para ela fazer essa cirurgia.”

O irmão de Lula, Genival Inácio da Silva, o Vavá, visitou a prima há cerca de um mês e considerou uma “safadeza” o modo que avaliaram o caso. “Chamaram para operar, colocaram outra pessoa na frente e mandaram ela embora”, criticou.

(Tribuna da Imprensa)


O Sistema Único de Saúde (SUS) foi criado pela Constituição Federal de 1988 para que toda a população brasileira tenha acesso ao atendimento público de saúde. Anteriormente, a assistência médica estava a cargo do Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS), ficando restrita aos empregados que contribuíssem com a previdência social; os demais eram atendidos apenas em serviços filantrópicos. Do Sistema Único de Saúde fazem parte os centros e postos de saúde, hospitais – incluindo os universitários, laboratórios, hemocentros (bancos de sangue), os serviços de Vigilância Sanitária, Vigilância Epidemiológica, Vigilância Ambiental, além de fundações e institutos de pesquisa, como a FIOCRUZ – Fundação Oswaldo Cruz e o Instituto Vital Brazil.