Dança da morte na boite Kiss. Queimou 242 pessoas vivas. Não existe lei para prender os assassinos das antigas e futuras chacinas

fogo

Boate_Kiss_2013.02.04._24

O pessoal do tráfico sempre investe na noite: bares, restaurantes, motéis (nome sofisticado para prostíbulo), boates. São esses os principais negócios que lavam o dinheiro sujo do tráfico de drogas, de pessoas, de órgãos, de tudo que não presta. Depois a compra de fazendas na fronteira seca. Certo que não estou generalizando. Mas, para esta gente do tráfico a vida humana não vale um tostão furado.

Eis a prova:

Dois anos após tragédia da Kiss, lobby emperra lei sobre segurança em boates

.

.

Projeto determina prisão para quem descumprir as regras e enfrenta resistência de produtores culturais e donos de casas noturnas.

Fachada da boate Kiss foi limpa nesta semana para as homenagens de um ano do incêndio em Santa Maria
Fachada da boate Kiss foi limpa nesta semana para as homenagens de um ano do incêndio em Santa Maria

Dois anos após a tragédia na boate Kiss, em Santa Maria (RS), onde 242 pessoas morreram em janeiro de 2013, o Brasil ainda não tem uma lei unificada que trata especificamente da segurança em casas noturnas. A proposta que trata especificamente sobre esse tema tramita há sete anos no Congresso Nacional e ainda precisar ser aprovada pelo Senado para virar lei. O PLC 33 enfrenta o lobby contrário de produtores culturais, organizadores de festas e donos de casas noturnas em todo o Brasil, que não querem uma lei que estabeleça regras para a segurança. Resumindo: Os assassinos que torraram 242 pessoas no forno da Kiss estão todos soltos. 
.
O projeto torna obrigatória a vistoria e a liberação das licenças e alvarás de funcionamento em locais com grande quantidade de pessoas e determina a publicação destes documentos na internet. Além disso, responsabiliza por crime de improbidade administrativa, gestores municipais que deixarem de regulamentar medidas de prevenção e combate à incêndio.
.
Um dos pontos mais polêmicos é o que determina pena de seis meses a dois anos de prisão para os donos de casas noturnas que não realizarem obras de combate a incêndio. A proposta também proíbe a utilização das comandas em boates, prática que pode motivar a demora ou a retenção de pessoas nas casas noturnas em casos de emergência.
.
No caso da boate Kiss, a demora em liberar os clientes sem o pagamento das comandas e os obstáculos colocados na porta acabaram contribuindo para o grande número de mortos.
Todas as normas da proposta são destinadas a estabelecimentos de diversões cuja frequência média seja superior à 100 pessoas por evento.
.
A proposta foi apresentada em 2007 pela deputada federal Elcione Barbalho (PMDB/PA) e tramitou na Câmara durante por sete anos. Somente na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, a proposta ficou parada entre maio de 2012 e janeiro de 2013. A comoção provocada pela tragédia fez com que o projeto voltasse a ser discutido e votado.
.
Em abril do ano passado foi aprovado na Câmara. No Senado, foi aprovado pela Comissão de Direitos Humanos da Casa, com relatoria do senador Paulo Paim (PT-RS), que levou a proposta para comissão com o objetivo de driblar a resistência dos proprietários de boates e produtores. “Existe um lobby intenso para que essa lei não vá adiante porque essa proposta não trata apenas das casas noturnas, mas também traz normas mais rígidas para espaços de shows”, revelou o senador Paim. Os maiores promotores de shows são os prefeitos e governadores, nas festas profanas e festas de santo. Vários cantores ladrões esquentam notas frias. 
.
“Estou em contato direto com as famílias vítimas de Santa Maria. É um absurdo que essa proposta esteja demorando tanto para ser aprovada. É um desrespeito às famílias. O massacre em Santa Maria ocorreu há quase dois anos e não temos ainda uma legislação nacional que regulamente o funcionamento das casas noturnas”, disse o senador.
.
A proposta está pronta para ser apreciada pelo plenário do Senado. A intenção do relator do projeto é que ela seja votada no retorno do processo legislativo. No final do ano passado, Paim chegou a conversar com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para que o projeto fosse apreciado no final do ano. Renan preferiu deixar a pauta para este ano. “Vou brigar para que o Renan coloque isso em pauta o quanto antes”, revelou o petista.
.
Por se tratar de uma proposta de lei complementar, o projeto precisa ser aprovado no Senado sem modificações antes de seguir para sanção da presidente Dilma Rousseff (PT). Se houver modificações, precisará passar novamente pela Câmara para que essas modificações sejam apreciadas, antes de retornar para o Senado e seguir para sanção.
.
Para a imprensa safada de Santa Maria a noite está segura. O Diário da Santa Maria publica hoje a seguinte manchete mentirosa: “A noite está mais segura e começa mais cedo em Santa Maria”. O jornal não pede cadeia para os assassinos.

 

Boate Kiss – Programação das homenagens
AVTSM – A Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria divulgou a sua programação religiosa em homenagem aos dois anos da Tragédia de Boate Kiss, que vitimou 242 pessoas em 27 de janeiro de 2013.

Na oportunidade, ocorrerá um Ato Ecumênico na Praça Saldanha Marinho, a partir das 18h, da próxima terça-feira. Dentre as atividades, estão previstas toques de bumbo e tarol, que serão executados 242 vezes após a leitura, em ordem alfabética, do nome de cada vítima da tragédia. Também haverá a participação da Banda de Música da Base Aérea de Santa Maria, um momento de oração e a liberação de balões ao ar simbolizando todos os jovens vitimados na tragédia.

Movimento do Luto à Luta – Já o Movimento do Luto à Luta irá prestar a sua homenagem a partir do dia 26, segunda-feira. A concentração está marcada para as 20h, na Praça Saldanha Marinho, e as homenagens irão se estender até a terça-feira. Durante o período, estão previstos os depoimentos de familiares e amigos das vítimas, e a divulgação de fotos e vídeos. A partir da meia-noite, o grupo seguirá em deslocamento até a boate onde ficará em vigília em frente ao local. A intenção do Movimento, segundo o presidente Flávio Silva, é fazer a repercussão da tragédia tocar as pessoas e não cair no esquecimento.

Roupa branca: O presidente da AVTSM, Adherbal Ferreira, solicita às pessoas que usem roupas brancas na data. A atitude serve para lembrar e prestar solidariedade aos familiares e vítimas da tragédia. Recomenda-se, também, o uso de fitas brancas nos carros e nas motocicletas.

Projeto Ahh… Muleke! realiza festa: No dia 27, a partir das 23h30min ocorre a Festa I Love Funk – White Peace no Muzeo Pub, localizado na Rua Dr. Bozano, 565. A ideia da comemoração é relembrar as 242 vítimas da tragédia. Cinquenta por centro da renda adquirida na festa será revertida para uma instituição de caridade. É obrigatória a entrada com uma peça de roupa branca.

Uma festa macabra 

Fonte: iG

Esconderam os assassinos do crematório da boate Kiss

BRA_DSM Santa Maria

 

Estão soltos os mafiosos dos alvarás permissivos da Prefeitura, dos Bombeiros e os comerciantes gananciosos que assassinaram 242 pessoas e feriram 116.

Uma página da história de Santa Maria que também foi queimada. E sopraram as cinzas na lonjura do esquecimento. Veja links

Um ano depois, Santa Maria revive a madrugada sem fim

BRA^RS_MET kiss

BRA_PIO kiss

A dor não cumpre calendário, mas no dia em que o incêndio completou seu primeiro ano, neste 27 de janeiro de 2014, o ar se tornou mais denso naquela ladeira da Rua dos Andradas. Pais, amigos e sobreviventes esperaram o amanhecer em vigília diante da Kiss para cobrar Justiça. Com baldes de tinta branca nas mãos, jovens ligados ao movimento Santa Maria Do Luto à Luta pintaram 242 silhuetas no asfalto.

Chegaram minutos antes da virada para o dia 27 – o mesmo horário em que, um ano atrás, os frequentadores formavam fila para entrar na Kiss. Em silêncio, dividiram-se em grupos para encharcar de realidade o chão onde tombaram as vítimas.

Num megafone, contavam em voz alta o luto convertido em estatística. Um! Dois! Três! Quatro! Cinco! Seis! Sete! Oito!…quase cinco minutos até o 242. Uma contagem que se repetiu ao longo do dia. Queriam mostrar que seus filhos não são números. Que suas mortes não podem ser em vão.

– Acorda Santa Mariiiiiaaaa! – bradavam, enquanto sirenes ecoavam pelo ar, no horário da tragédia, iniciada às 3h15min.

Com um nariz pintado de vermelho, como palhaço, a feirante Lilian Xisto, 33 anos, contornava atordoada os corpos recém desenhados no chão, com lágrimas escorrendo pelo rosto.

– Eu não consigo enxergar pintura. Eu enxergo a Luana, o João, a Jeniffer… Eu vejo todos eles. (Continue lendo o excelente texto de Letícia Duarte)

242 corpos pintados em frente ao prédio da boate

Com 65 mortos na Kiss, faculdade faz ‘pacto’ de silêncio.

BRA_ZH kiss

BRA_ZH kiss 2

[O “silêncio dos inocentes”.  Estão neste pacto a justiça, o prefeito de Santa Maria e os bombeiros. Também concordam os proprietários do forno crematório – a boate Kiss.]

A tragédia na boate Kiss é assunto quase proibido no prédio do Centro de Ciências Rurais da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Dos 242 mortos, 65 estudavam ali, onde estão os cursos de Agronomia, Engenharia Florestal e Medicina Veterinária. Qualquer aluno ou professor muda imediatamente a feição e o tom de voz ao conversar sobre aquele 27 de janeiro. Em algumas turmas, lembrar dos colegas que não sobreviveram foi oficialmente vetado.

Os psicólogos que fazem o acompanhamento de 80 alunos do centro orientam seus pacientes a não falar daquela madrugada nas salas de aulas ou nos encontros fora da faculdade. A maior parte desses estudantes conseguiu escapar no início do incêndio. Alguns carregam queimaduras nos braços e oito se recuperam de lesão pulmonar. A festa era organizada pela 89.ª turma de Agronomia – dos 36 alunos da sala, 10 morreram.

Por causa de uma greve no segundo semestre do ano passado, os alunos continuam em aulas neste mês. O silêncio sobre a tragédia parece um pacto entre os estudantes. Eles argumentam que a universidade precisa voltar a ter uma existência desvencilhada daquele dia. Os folhetos de festas e de formaturas também são raros.

“No máximo, o que teve esse ano foi um churrasco ou outro. Mas não é a mesma coisa, as pessoas ficam metade do tempo que ficavam antes e vão embora. Festa em lugar fechado ninguém mais quer fazer. As coisas mudaram muito por aqui”, conta Alex Schonell, de 19 anos, da 89.ª turma de Agronomia. O clima pesado também contagiou os calouros dos cursos de agrárias. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

BRA_PIO kiss

Bispo Crivella matar 246 pessoas é terrorismo? Aconteceu na boite Kiss, e ninguém será preso

crivella

Delegada se diz decepcionada com o rumo do processo da Kiss

delegadaluizasouzafavero

Luisa Souza, que trabalhou na força-tarefa da Polícia Civil, lamenta que algumas pessoas, indiciadas no inquérito, acabaram não responsabilizadas pelo MP

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul indiciou 16 pessoas, incluindo servidores públicos, pelo incêndio na Boate Kiss, que matou 242 pessoas na madrugada do dia 27 de janeiro de 2013. Entretanto, na hora de encaminhar à Justiça, o Ministério Público denunciou ao todo oito pessoas. A decisão de deixar isentar essas pessoas do processo foi frustrante para a polícia, mais especificamente para a delegada Luiza Souza, uma das policiais que esteve envolvida nas investigações.

“É a minha opinião pessoal, mesmo, mas não tem como te dizer que eu não fiquei frustrada, porque a gente vivenciou aquela tragédia de perto. Fui lá na boate no dia, e aquilo é uma coisa surreal… uma coisa horrível, que eu nuca vou esquecer na minha vida, e aquele incêndio ocorreu por conta de várias negligências, e não foram uma, nem duas mortes, foram 242, e acabou com pouca gente responsabilizada, embora a gente tenha indicado outras”, desabafa a Luiza.

Quatro pessoas foram presas temporariamente – dois sócios da boate, Elissandro Callegaro Spohr, conhecido como Kiko, e Mauro Hoffmann, e dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira, Luciano Augusto Bonilha Leão e Marcelo de Jesus dos Santos. Enquanto a Polícia Civil investiga documentos e alvarás, a prefeitura e o Corpo de Bombeiros divergem sobre a responsabilidade de fiscalização da casa noturna.

A tragédia fez com que várias cidades do País realizassem varreduras em boates contra falhas de segurança, e vários estabelecimentos foram fechados. Mais de 20 municípios do Rio Grande do Sul cancelaram a programação de Carnaval devido ao incêndio.

No dia 25 de fevereiro, foi criada a Associação dos Pais e Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia da Boate Kiss em Santa Maria. A associação foi criada com o objetivo de oferecer amparo psicológico a todas as famílias, lutar por ações de fiscalização e mudança de leis, acompanhar o inquérito policial e não deixar a tragédia cair no esquecimento.

Indiciamentos
Em 22 de março, a Polícia Civil indiciou criminalmente 16 pessoas e responsabilizou outras 12 pelas mortes na Boate Kiss. Entre os responsabilizados no âmbito administrativo, estava o prefeito de Santa Maria, Cezar Schirmer (PMDB). A investigação policial concluiu que o fogo teve início por volta das 3h do dia 27 de janeiro, no canto superior esquerdo do palco (na visão dos frequentadores), por meio de uma faísca de fogo de artifício (chuva de prata) lançada por um integrante da banda Gurizada Fandangueira.

O inquérito também constatou que o extintor de incêndio não funcionou no momento do início do fogo, que a Boate Kiss apresentava uma série das irregularidades quanto aos alvarás, que o local estava superlotado e que a espuma utilizada para isolamento acústico era inadequada e irregular. Além disso, segundo a polícia, as grades de contenção (guarda-corpos) existentes na boate atrapalharam e obstruíram a saída de vítimas, a boate tinha apenas uma porta de entrada e saída e não havia rotas adequadas e sinalizadas para a saída em casos de emergência – as portas apresentavam unidades de passagem em número inferior ao necessário e não havia exaustão de ar adequada, pois as janelas estavam obstruídas.

Já no dia 2 de abril, o Ministério Público denunciou à Justiça oito pessoas – quatro por homicídios dolosos duplamente qualificados e tentativas de homicídio, e outras quatro por fraude e falso testemunho. A Promotoria apontou como responsáveis diretos pelas mortes os dois sócios da casa noturna, Mauro Hoffmann e Elissandro Spohr, o Kiko, e dois dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Augusto Bonilha Leão.

Por fraude processual, foram denunciados o major Gerson da Rosa Pereira, chefe do Estado Maior do 4º Comando Regional dos Bombeiros, e o sargento Renan Severo Berleze, que atuava no 4º CRB. Por falso testemunho, o MP denunciou o empresário Elton Cristiano Uroda, ex-sócio da Kiss, e o contador Volmir Astor Panzer, da GP Pneus, empresa da família de Elissandro – este último não havia sido indiciado pela Polícia Civil.

Os promotores também pediram que novas diligências fossem realizadas para investigar mais profundamente o envolvimento de outras quatro pessoas que haviam sido indiciadas. São elas: Miguel Caetano Passini, secretário municipal de Mobilidade Urbana; Belloyannes Orengo Júnior, chefe da Fiscalização da secretaria de Mobilidade Urbana; Ângela Aurelia Callegaro, irmã de Kiko; e Marlene Teresinha Callegaro, mãe dele – as duas fazem parte da sociedade da casa noturna. (Fonte: Daniel Favero/ Portal Terra)

kiss4

kiss5

kiss3

kiss 1

Um shopping ou hipermercado, em bairro residencial, fecha incontáveis pequenos estabalecimentos comerciais

O Brasil vive uma mania (modismo) de construção de shoppings e de multiplicação de hipermercados (os novos templos do capitalismo selvagem) como modelo de um progresso que desumaniza as cidades.

Podemos classificar os bairros em residenciais, aqueles nos quais prevalecem as residências; com pequenos comércios para facilitar a vida das pessoas, como padarias, açougues, quitandas e frutarias, lojas de presentes, etc. Nos comerciais prevalecem as lojas, são movimentados em razão do grande número de lojas que possuem, sendo que essas variam muito em todos os artigos, como lojas de sapatos, roupas, tecidos, brinquedos, materiais de construção, bancos, etc. Já os bairros industriais ficam mais afastados dos centros das cidades. Neles são encontradas as indústrias de alimentos, indústrias têxteis, de materiais de construção, produtos farmacêuticos, etc. (Jussara de Barros, pedagoga)

No novo Plano Diretor são criados espaços para comércios e serviços no pavimento térreo dos edifícios a serem construídos no centro da cidade e nos núcleos centrais de todos os bairros. O comércio e os serviços são dois dos principais fatores da humanização das cidades, atenuando as distâncias entre os espaços públicos e privados. Nas áreas em que o comércio é estimulado, portas, janelas e vitrines substituem as paredes cegas – que configuram verdadeiros “muros” para os transeuntes, transformando ruas e calçadas em locais de vivência e não apenas de passagens. O reconhecimento do papel dos pequenos estabelecimentos na qualidade dos espaços urbanos é um dos principais ganhos do novo plano diretor em relação ao regramento atual, que ignora completamente a necessidade dessa valorização.

Como e onde

As Áreas Mistas Centrais, AMCs, previstas para todos os bairros da cidade, priorizam a relação das áreas construídas com as ruas, estimulando o comércio e os serviços e estão presentes no conjunto dos mapas propostos pelo Plano Diretor. No artigo 30, define-se que os pequenos comércios e serviços devem integrar as áreas residenciais, permitindo legalizar centenas de estabelecimentos hoje colocados na marginalidade pela generalização das áreas exclusivas. (Plano Diretor de Florianópolis)

Leis de proteção

Precisamos criar leis para proteger os pequenos comerciantes. A exemplo da França:

Pour protéger le commerce de proximité, les lois de 1973 (loi Royer), de 1993 et de 1996 ont institué un régime d’autorisation pour les projets de création ou d’extension de magasins dépassant 300 m².

“Paris oeuvre depuis longtemps pour la sauvegarde du commerce de proximité“.

Un groupe de parlementaires a déposé une proposition de loi sur l’urbanisme commercial pour protéger le paysage urbain et les petits commerçants.

Entrées de ville défigurées par des centres commerciaux à ciel ouvert et centres-villes désertés par les commerces et condamnés à mourir à petit feu…

Nos shoppings brasileiros a permanência de apenas um hipermercado de alimentos, que monopoliza preços, produtos, inclusive a venda de bens culturais estrangeiros como livros, dvs, cds etc. Funciona, inclusive, uma farmácia, proibida por lei, mas estabelecida como uma empresa laranja. Nem preciso dizer que nem o nome é brasileiro.

Santa Maria, que viveu o fogo do crematório da boite Kisse, festeja um novo inferno

BRA_DSM hipermercado

Alvarás da Prefeitura de Santa Maria e dos bombeiros abanaram o fogo da boite Kiss

Kiss tragédia incêndio Alfredo Martirena

O incêndio na boate Kiss matou 242 pessoas e feriu 116. Ninguém está preso. E vai terminar sobrando para algum músico liso e sem poder político.

Se, se condenados os gananciosos donos da boite da morte vão pegar, no máximo, dois anos de cadeia.

E Alckmin e Sérgio Cabral querem “prisão perpétua” para os participantes de passeatas de protestos, irregularmente presos pelos soldados estaduais. 

BRA^GO_DDM boite kissBRA_DSM kissBRA_DSM kiss documentos falsosBRA_DSM kiss2

O Papa reza pelos 222 jovens carbonizados pela ganância dos proprietários e corrupção da Prefeitura e Corpo de Bombeiros que venderam os alvarás da morte na boite Kiss

“Com a cruz, Jesus se une às famílias que se encontram em dificuldade e que choram a trágica perda de seus filhos, como no caso dos 242 jovens vítimas do incêndio na cidade de Santa Maria, no princípio desse ano. Rezamos por eles”, disse Francisco.

A prece do Papa é notícia na imprensa internacional. Quando a imprensa estava calada.

Seis meses depois do beijo da morte na boite Kiss, o Brasil relembra a tragédia anunciada: 242 mortos e mais de 600 feridos.

Seis meses depois, a justiça tarda e falha não condenou ninguém.

corpos 1

corpos santa maria

Papa santa maria

BRA_ZH papa santa maria

Diário da Santa Maria hoje:

Santa Maria seis meses depois da Kiss: pronta para reagir e em busca de justiça

Pesquisa mostra que, 180 dias após incêndio que matou 242 pessoas, santa-marienses temem impunidade, condenam apatia do poder público e querem a recuperação da cidade

Passados seis meses do incêndio na boate Kiss, Santa Maria ainda é uma cidade em luto, dilacerada pelas mortes de 242 jovens e marcada pelo sentimento de impunidade. Mas também é uma cidade pronta para reagir e recomeçar. Na última semana, pesquisadores do Instituto Methodus saíram às ruas do município para saber como está e o que pensa a população sobre o desfecho da maior tragédia da história do Rio Grande do Sul.

>>> Leia a íntegra da pesquisa

Uma das principais conclusões aponta a percepção popular sobre quem, afinal, seriam os maiores responsáveis pelo episódio, independentemente do resultado das investigações.

Para a maior parte dos entrevistados, os mais citados foram os proprietários da casa noturna, seguidos do Corpo de Bombeiros e, em seguida, o prefeito Cezar Schirmer (PMDB), isentado pelo Ministério Público (MP). Na avaliação da maioria, eles seriam mais responsáveis pelo episódio do que integrantes da banda Gurizada Fandangueira e servidores municipais.

Seiscentos entrevistados participaram do levantamento — o primeiro desde a madrugada de 27 de janeiro — encomendado pelo Grupo RBS para aferir o que os santa-marienses pensam sobre o episódio meio ano depois. Durante o trabalho, os entrevistadores enfrentaram uma situação pouco comum em pesquisas de opinião.
— Todos ficaram impactados. Muita gente chorou ao falar. A cidade não voltou ao normal e, de um modo geral, tem a sensação de que não haverá punição adequada — relata Margrid Sauer, diretora de pesquisa instituto.

A conclusão se expressa em números: 61,9% dos participantes da enquete discordam de que todos os envolvidos estão respondendo judicialmente pelos erros cometidos, 57,5% não acreditam que será feita justiça e 52,2% questionam a isenção da CPI criada pela Câmara Municipal para investigar o caso. A avaliação reflete o clima de indignação na cidade.

Em abril, apenas metade dos 16 indiciados pela Polícia Civil foi denunciada pelo MP, desencadeando críticas na comunidade, que esperava mais implicados criminalmente no caso. Em maio, a decisão da Justiça de soltar os donos da Kiss e os músicos, presos desde janeiro, levou a novas manifestações de inconformidade. No dia 15 deste mês, em outra frente de investigação, um inquérito civil levou cinco meses para ficar pronto e isentou todos os nomes ligados à prefeitura, inclusive o de Schirmer — considerado responsável por 68% dos entrevistados. Apenas quatro envolvidos — dois proprietários e dois membros da banda — podem ir para a cadeia.

— Parece que a morte de 242 pessoas não valeu nada. Fica uma lacuna muito grande. Não estão tratando a sociedade com o respeito que merecia — afirmou, na ocasião, o presidente da Associação de Familiares de Vítimas e Sobreviventes, Adherbal Ferreira.

A revolta, a julgar pelos dados que agora vêm à tona, não se restringe a Ferreira ou àqueles que perderam amigos e parentes em função de uma cadeia de irresponsabilidades. Dos moradores ouvidos, sete em cada 10 tiveram perdas pessoais e 97,3% declararam que o drama afetou a vida de todas as famílias santa-marienses.

Se os percentuais são a prova de que as feridas continuam abertas, a boa notícia é que ainda há esperança. Para 95,7% dos homens e mulheres que deram voz à dor coletiva, é preciso reagir. Embora 45% acreditem que a cidade mudou para pior, 52,1% estão otimistas ou muito otimistas em relação ao futuro. Santa Maria precisa seguir em frente, e a maioria entende que o resgate da autoestima da cidade cabe à própria população.

BRA_PIO papa

Jornal El Dia, Argentina – El papa Francisco advirtió ayer que los jóvenes desconfían de las instituciones políticas porque ven “egoísmo y corrupción”, en el marco de un multitudinario Vía Crucis en la playa de Copacabana, donde la representación de la pasión y muerte de Jesucristo hizo referencia a los males que afligen a la sociedad actual.

“La cruz de Jesús se une a tantos jóvenes que han perdido su confianza en las instituciones políticas porque ven egoísmo y corrupción, o que han perdido su fe en la Iglesia”, señaló.

“E incluso en Dios, por la incoherencia de los cristianos y de los ministros del Evangelio”, reconoció ante más de un millón y medio de personas que lo aclamaban.

“Con la cruz, Jesús se une al silencio de las víctimas de la violencia, que no pueden ya gritar, sobre todo los inocentes y los indefensos, y a las familias que lloran la pérdida de sus hijos”, aseveró, al recordar en medio de aplausos a las 242 víctimas mortales del incendio en la localidad brasileña de Santa María, ocurrido a principios de año.

El Papa afirmó que Jesús se une a las madres que ven sufrir a sus hijos “al verlos víctimas de paraísos artificiales como la droga”, a las personas que “sufren hambre en un mundo que cada día tira toneladas de alimentos”, y a “quien es perseguido por su religión, por sus ideas, o simplemente por el color de su piel”.

MISERICORDIA

El papa Francisco aseguró por otra parte a los jóvenes que la cruz también invita a dejarse “mirar siempre al otro con misericordia y amor, sobre todo a quien sufre, a quien tiene necesidad de ayuda, a quien espera una palabra, un gesto, y a salir de nosotros mismos para ir a su encuentro y para tenderles la mano”.

Tras interpelarlos a “no hacerse los distraídos ni lavarse las manos”, invitó a los jóvenes “a fiarse de Jesús, porque él no defrauda a nadie”.

ESTACIONES

La representación de trece de las catorce estaciones de la vía dolorosa se realizó a lo largo de 900 metros de la avenida Atlántica y la última en el escenario central en la que estaba el Papa.

El Pontífice siguió cada uno de los detalles a través de las pantallas gigantes montadas a lo largo de la playa.

La recreación de la vía dolorosa, que describe el sufrimiento de Jesús hasta el calvario, hizo hincapié en los males que aflige a la sociedad actual y del sufrimiento de los jóvenes.

La misión de conversión, las comunidades, las madres jóvenes, los seminaristas, el aborto, las parejas, las mujeres que sufren, los estudiantes, las redes sociales, los reclusos, las enfermedades terminales, la muerte de los jóvenes, fueron algunos de los temas representados.

Las frases

 “La cruz de Jesús se une a tantos jóvenes que han perdido su confianza en las instituciones políticas porque ven egoísmo y corrupción”.

– “Los jóvenes han perdido su fe en la Iglesia, e incluso en Dios, por la incoherencia de los cristianos y de los ministros del Evangelio”.

– “Jesús se une a las madres que ven sufrir a sus hijos al verlos víctimas de paraísos artificiales como la droga”.

– “Muchas personas sufren hambre en un mundo que cada día tira toneladas de alimentos”.

– “Aún hay quien es perseguido por su religión, por sus ideas, o simplemente por el color de su piel”.

– “La cruz también invita a mirar siempre al otro con misericordia y amor, sobre todo a quien sufre, a quien tiene necesidad de ayuda, a quien espera una palabra, un gesto, y a salir de nosotros mismos para ir a su encuentro y tenderles la mano”.

– “No hay que hacerse los distraídos ni lavarse las manos”.

O nariz de palhaço de quem espera justiça no Brasil. Vídeo e fotos de passeata e carreata em Santa Maria

BRA_DSM O nariz de palhaço de quem espera justiça no Brasil

DECISÃO DE SOLTAR PRINCIPAIS RÉUS NO CASO DA BOATE KISS TRANSFORMA DOR EM REVOLTA

Parentes de mortos na tragédia voltam a protestar e se dizem traídos por determinação do Tribunal de Justiça

242 mortos. Duas vítimas permanecem hospitalizadas
242 mortos. Duas vítimas permanecem hospitalizadas

 

por Letícia Duarte
Depois de quatro meses da tragédia de Santa Maria, familiares e amigos das 242 vítimas do incêndio na boate Kiss acreditavam já ter ultrapassado todos os limites da dor. Com auxílio terapêutico, se esforçavam dia a dia para ressignificar a perda. Por orientação da polícia e do Ministério Público, apostavam em manifestações “pacíficas e ordeiras” para converter o luto em causa coletiva.
Diante da decisão judicial de soltar os quatro principais réus, usando como um dos argumentos a ausência de clamor popular, os parentes agora sentem-se traídos. Arrependem-se dos gritos contidos desde aquele 27 de janeiro, que ontem se traduziram em manifesto por justiça. Com a ferida reaberta, descobrem uma nova dimensão da dor, desta vez convertida em revolta.

começo sm

NÃO EXISTE MAIS CLAMOR, DIZ TJ
Uma das primeiras reações extremadas foi o tapa desferido por uma mãe no rosto de um dos defensores dos donos da boate, o advogado Jader Marques, na saída do julgamento, na quarta-feira. Apesar de ter prevalecido o entendimento na 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de que a prisão cautelar não seria mais necessária a esta altura do processo, os familiares também se sentiram esbofeteados pela decisão dos desembargadores. Um dos trechos da decisão assinala:
“A verdade é que, passados quatro meses desde o infausto, já não se fazem mais presentes os aspectos da ordem pública ressaltados pelo magistrado no decreto prisional: o clamor público e a necessidade de resguardar-se a credibilidade da Justiça”.

 

sm cartaz
— Nós fizemos o que a polícia, o Ministério Público, o juiz e os defensores públicos nos pediram: “Adherbal, segura a população que nós vamos revelar e dizer coisas que vão afetar e desagradar muita gente”. Nós cumprimos nosso dever de casa, fizemos tudo o que nos pediram e levamos um belo puxão de tapete. No caso da Eliza Samudio (ex-amante do goleiro Bruno), era apenas uma vítima e havia comoção. Os suspeitos foram presos preventivamente porque havia comoção. Então, com 242 vítimas não há comoção? — desabafou o presidente da Associação das Vítimas e Sobreviventes da Tragédia, Adherbal Ferreira.
Revoltados, familiares prometem subir o tom. Durante protesto na Praça Saldanha Marinho, nesta quinta-feira, membros da associação formaram um círculo e mostraram cartazes, pintaram o nariz de vermelho. Expressaram sentimentos com gritos em um megafone.
— A Justiça quer ouvir os gritos? Eles vão ouvir os gritos! — disse a dona de casa Marise Oliveira, 49 anos, que perdeu um filho no incêndio.

sm cartaz 2
Testemunha do esforço diário dos envolvidos para ressignificar a dor, a psicóloga Melissa Haigert Couto, diretora do departamento de voluntariado da Cruz Vermelha, observa que o processo de elaboração do luto regrediu.
— Eles estão revivendo a morte dos filhos com a mesma dor daquele dia, é como se a vida dos filhos não valesse. E a dor vem aumentada, porque vem junto com a revolta — observou.
Aumenta procura por psicólogos
Questionado sobre a decisão dos desembargadores, o prefeito Cezar Schirmer preferiu não se manifestar. Preocupados com a comoção pública, psicólogos do serviço de Acolhimento 24 horas, ligado à prefeitura, se reuniram na tarde desta quinta-feira para discutir novas estratégias de atendimento à população.
— Sentimos que aumentou a procura por auxílio e estamos em prontidão. Esse fato nos assinala que o trauma está longe do fim — analisou o psicanalista Volnei Dassoler, do comitê gestor.

Colaborou Patricia Silva. Acompanhe a situação dos envolvidos na tragédia. Veja nas tags os nomes dos assassinos que TJ protege. Para botar panos quentes no caso, a Câmara de Vereadores começou uma CPI, que devia ser realizada pela Assembléia Legislativa.

 

passeata e carreata

Clima tenso antecede a CPI da Kiss em Santa Maria

 

por Carlos Wagner

 

 

O clima que antecede a sessão da CPI da Kiss, prevista para começar às 9h na Câmara de Vereadores de Santa Maria, está tenso.Cerca de 20 minutos antes do início, a avó de uma vítima do incêndio da boate Kiss Nubia Leite Kaarsten e uma funcionária do Legislativo se desentenderam e chegaram a trocar tapas e empurrões.

 

foto câmara

— Ninguém, mas niguém mesmo tem o direito de fazer o que ela fez com nossa dor — disse Núbia, avó de Kellen, uma das 242 pessoas que morreu na boate.

Elas foram contidas pelas pessoas que estão no local. A sessão de hoje, que deve ouvir o ex-secretário de Mobilidade Urbana de Santa Maria, Sergio Medeiros, e três fiscais do município será marcada por um protesto de familiares das vítimas da Kiss. Todos estão revoltados com a soltura dos quatro réus que estavam presos

 

Galeria de fotos