Censura para proteger ladrões

Ser honesto no Brasil significa escolher o caminho da pobreza.

É um País que facilita o enriquecimento ilícito e rápido.

E quem denuncia a corrupção dos poderosos sofre assédio judicial, espancamentos, ameaças de prisão e morte.

Essa aberração acontece até nas igrejas. Ou sempre aconteceu. Jesus quando expulsou os mercadores do Templo, da Casa do Pai, assinou sua sentença de morte.

Sempre lembro que a morte é a solução final da censura.

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Veja este vídeo da inquisição do pastor Silas Malafaia, que amaldiçoa e excomunga quem denuncia pastores ladrões:

Aécio censura

Veja como funciona a censura para transformar em louvação os programas eleitorais:

Quando o censor é o próprio Judiciário é hora de começarmos a nos preocupar

por Noélia Brito

Noélia Brito
Noélia Brito

A Constituição Federal traz em seu bojo um sistema protetivo das garantias e direitos individuais e coletivos que inclui de maneira expressa tanto o direito à informação, passando pelo direito à livre manifestação do pensamento e culminando com a vedação a toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística e ainda a qualquer restrição à manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo.

Entretanto, alguns magistrados brasileiros, em especial, em Pernambuco, têm preferido ignorar o texto constitucional, para conferir a alguns agentes públicos e figuras políticas absurda blindagem, atribuindo-lhes verdadeira imunidade, sequer deferida a quem ocupa o cargo político máximo da Nação, que é a presidência da República.

As decisões de alguns juízes e desembargadores pernambucanos chegam ao escárnio institucional de proibir toda e qualquer referência sobre qualquer notícia que diga respeito a esses cidadãos acima da lei e que ocupam cargos importantes na estrutura política de nosso Estado.

As decisões em questão transformaram seus protegidos em verdadeiros intocáveis, quando nosso sistema constitucional veda a criação de cidadanias privilegiadas. Por vontade desses julgadores, membros do Poder Judiciário e do Poder Executivo e até marqueteiros de políticos e partidos foram alçados à qualidade de majestades, onde qualquer crítica ou notícia que não lhes seja elogiosa ou favoráveis devem ser implacavelmente proibidas, sob pena de pagamento de pesadas multas, para que a população em geral permaneça ignorante sobre a realidade que se oculta nos diários oficiais, que ninguém lê e nos sites de acompanhamento judicial, que ninguém visita.

Não satisfeitos em mandar retirar do ar notícias que gestores descompromissados com a transparência querem ocultar, esses juízes e desembargadores ainda instituem ignominiosa censura prévia contra os cidadãos que ousam exercer sua cidadania e denunciar, exigir e cobrar dos gestores públicos transparência da administração de bens, recursos e serviços públicos.

“A EXPRESSÃO MAIS ODIOSA DA FACE AUTORITÁRIA”

A situação em Pernambuco de censura ilegal e inconstitucionalmente por alguns membros do Judiciário local contra a cidadania é tão grave que já começa a merecer uma denúncia ao CNJ e aos órgãos de proteção aos direitos humanos, órgãos estes que, este ano, já colocaram o Brasil no banco dos réus dos direitos humanos internacionais, justamente por violar tratados internacionais sobre a liberdade de expressão.

As decisões de alguns juízes e desembargadores do TJPE que censuram cidadãos em suas críticas e publicações sobre processos criminais, ações de improbidade, investigações pelo Ministério Público de tráfico de influência, entre outros crimes ou mesmo de atos de gestão administrativa, tais como dispensas e inexigibilidade de licitações milionárias têm proliferado em nosso Estado e de acordo com o Ministro Marco Aurélio do STF são “a expressão mais odiosa da face autoritária do poder público.”

A cidadania, assim, vê-se em perene ameaça de ser vítima de novos ataques à liberdade de expressão e informação, tão caras à nossa jovem democracia. Como destacou o relator da ADCP nº 130, Ministro Ayres Britto, que decidiu pela não recepção da Lei de Imprensa pela Constituição de 1988, o “pensamento crítico é parte integrante da informação plena e fidedigna. O possível conteúdo socialmente útil da obra compensa eventuais excessos de estilo e da própria verve do autor. O exercício concreto da liberdade de imprensa assegura ao jornalista o direito de expender críticas a qualquer pessoa, ainda que em tom áspero ou contundente, especialmente contra as autoridades e os agentes do Estado. A crítica jornalística, pela sua relação de inerência com o interesse público, não é aprioristicamente suscetível de censura, mesmo que legislativa ou judicialmente intentada. O próprio das atividades de imprensa é operar como formadora de opinião pública, espaço natural do pensamento crítico e real alternativa à versão oficial dos fatos’.

Merece nosso mais absoluto repúdio os atentados que têm sido praticados contra nosso regime democrático, via Judiciário e em flagrante desrespeito à própria Constituição e em afronta escandalosa à Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, com o intuito flagrante de blindar aqueles que deveriam antes de qualquer outro cidadão, prestar contas à sociedade, em razão dos cargos públicos que exercem ou que um dia exerceram. Quando é o próprio Judiciário quem fragiliza a democracia é hora de começarmos a nos preocupar. Transcrevi trechos. Leia mais 

 Bernard Bouton
Bernard Bouton

A CENSURA E A DITADURA DO PENSAMENTO ÚNICO

[Nota do redator do blogue: A justiça pernambucana na censura a Ricardo Antunes criou a persona “jornalista inimigo”. No caso da mordaça e cabresto para Noélia Brito: “repercussão viral”, uma expressão estranha às Ciências da Comunicação e à Ciência do Direito.

Viral é a peste da corrupção. Se uma pessoa comum  faz uma denúncia, dever da justiça investigar, e não punir quem exerceu o direito de cidadania. A impunidade é mãe de todos os crimes.

A justiça não pode ser contra o jornalismo investigativo e o jornalismo opinativo. Nem à crítica, quando o debate constitui a alma do jornalismo e da democracia.

Cito o Papa Francisco: “O futuro está na diversidade, não na homogeneização de um pensamento único, teoricamente neutro”. O último reduto do pensamento único, em uma democracia,  é a propaganda política. E a censura é uma arma letal da persuasão.

Noélia Brito tem um blog censurado. Primeiro quero lembrar que a ONU decidiu classificar os blogueiros como jornalistas onlines]

O BIZARRO EUFEMISMO REPERCUSSÃO VIRAL 

Transcrevo reportagem de Antonio Nelson:

A secretária de Educação de Ipojuca, Margareth Zaponi ingressou com a ação nº 0074071-68.2013.8.17.0001,com a finalidade de censurar Noelia, que havia publicado artigos sobre contratos e dispensas de licitação da prefeitura de Ipojuca e do governo Eduardo Campos, da época em que Margareth Zaponi era secretária de Rede da Secretária de Educação da gestão.

O juiz Paulo Torres, da 20ª Vara Cível do Recife, negou a liminar para Zaponi censurar Noelia, mas através de um agravo de instrumento (315177-5), o desembargador Patriota Malta expediu um mandado intimando à blogueira para que excluísse dentro de 24 horas qualquer publicação em que constasse o nome de Margareth Zaponi, sejam através de blogs ou de redes sociais de sua titularidade. Abstendo-se de fazer novas referências à mesma, em redes sociais, blogs ou qualquer tipo de site na internet, seja pelo cargo que ocupa ou por qualquer outra forma que possibilite de identificá-la. Para a hipótese de descumprimento desta decisão, fixou multa diária no valor de R$ 1.000,00 (um mil reais) por dia de circulação da notícia publicada online.

O Juiz Paulo Torres afirmou na decisão, que negou a censura, porque não via prova suficiente para impor à blogueira uma censura à sua manifestação, inclusive porque o que fora levado a juízo não era conteúdo de lavra de Noemia, já que apenas replica matérias de outros blogs, inclusive do BLOG DO JAMILDO, exemplificado por Margareth Zaponi como exemplo de respeitabilidade. O Juiz ainda registra que uma das notícias publicadas por Noelia, apenas menciona a existência de uma ação penal promovida contra Margareth Zaponi, o que ante o caráter público de que se revestem as medidas judiciais, menos ainda pode ser objeto de censura. E que, em se tratando de matérias replicadas de outros blogs – estes sim de caráter jornalístico – o destaque para o dispositivo constitucional que assegura a liberdade de expressão da atividade de comunicação.

Retirar as matérias do blog de Noelia Brito de nada adiantaria, já que as matérias permaneceriam na origem e, neste caso, protegidas por preceito da Lei Maior. Embora não possua caráter “jornalístico”, continua o juiz, o blog da ciberativista está igualmente protegido por dispositivo constitucional que garante a todos a liberdade de manifestação do pensamento. Contudo, o advogado da secretária de Ipojuca deixa transparecer que os reais motivos de querer censurar a  a blogueira e ciberativista seria a capacidade desta de disseminar as informações nas Redes Sociais e que suas postagens já teriam se transformado, segundo suas palavras reproduzidas pelo desembargador Patriota Malta, em “virais” na internet. Confira 

ENSINO PÚBLICO SUCATEADO DE IPOJUCA

Ressalto que Ipojuca tem o segundo maior PIP de Pernambuco, e apenas 87 mil 928 habitantes.  Jaboatão, por exemplo, 676 mil. Não se sabe para onde vai o dinheiro do município, com uma péssima rede escolar.

Protesto em Ipojuca
Protesto em Ipojuca

 

Escola Jarbas Passarinho
Escola Jarbas Passarinho

Apesar de ter o segundo maior PIB – Recife é o primeiro – Ipojuca recebe verbas do Estado e da União para aplicar no ensino público.

Caso Noemi. Um Papa que não persegue bruxas, ateus, homossexuais, árabes, judeus, emigrantes, mendigos e favelados. O amor de Francisco


 

Convidou a não sermos áridos nem indiferentes diante do sofrimento do próximo

Houve quem chorou esta manhã na praça de São Pedro. Chorou enquanto o profundo silêncio que se apoderou da praça se transformou em oração. Uma oração pedida pelo Papa Francisco por uma menina que está prestes a ir para o céu. “Chama-se Noemi” informou o Papa. “Esta manhã fui visitá-la” e ela “sorria, coitadinha!”. “Façamos um acto de amor por ela” mesmo “se não a conhecemos” porque ela “é uma de nós”. Noemi, uma criança que nasceu há dezasseis meses na província de Chieti, aguarda que a doença genética que a atingiu – a amiotrofia muscular espinhal (Ame) – conclua inexoravelmente o seu percurso. Ao lado dela só o amor impotente do pai Andrea e da mãe Tahereh. E desde o dia 14 de Outubro deste ano, ou seja, desde quando o telemóvel de Andrea Sciarretta tocou anunciando o telefonema, aos pés do seu berço de dor está também o amor do Papa Francisco. Nunca mais os deixou sozinhos. Pediu ao arcebispo Krajewski, o seu esmoler, que os seguisse de perto. Desde então os contactos foram frequentes. A última vez que D. Krajewski os visitou nos Abruzos foi no dia de Todos os Santos. O Papa quis que lhes levasse pessoalmente os seus votos e que rezasse com eles como se fosse ele a fazê-lo.
Depois ontem de manhã um telefonema angustiado ao telemóvel do esmoler: “Padre, sou o Andrea. Já não há mais tempo. Noemi está a morrer…”. “Vem, vem imediatamente. Sem dúvida, o Papa receber-vos-á”. O tempo de se organizar e esta manhã cedo, a viagem para Roma. Às 9h00 o Papa Francisco abraçava Noemi. Acariciou-a ternamente, beijou-a comovido, abençoou-a jubiloso com a mesma alegria que extraordinariamente iluminava o rosto de Noemi. Certamente não sabe o que lhe está a acontecer, sobretudo não sabe porquê precisamente a ela; mas nos seus olhos entrevê-se aquela luz que, como escreveu o pai na carta enviada ao Papa nos primeiros dias de Outubro, transmite a quem olha para ela “coragem e força de viver”.
A história de Noemi tornou-se de domínio público há alguns meses, quando na Itália explodiu a polémica sobre a chamada “cura estaminal”, um protocolo terapêutico que prevê o uso de células estaminais para curar doenças neurodegenerativas como precisamente a amiotrofia muscular espinhal de que sofre Noemi, a esclerose lateral amiotrófica e outras. Noemi nasceu a 31 de Maio de 2012. Em Outubro foi-lhe diagnosticada a Ame. É uma condenação à morte. Só tem alguns meses de vida. Começou assim o seu longo calvário com os pais que sentem crescer o amor pela sua menina em igual medida do desânimo devido a uma impotência evidente. Ouvem falar da cura estaminal e dos progressos de outra criança nas mesmas condições de Noemi. Pedem, segundo a praxe quando se trata de curas estaminais, a autorização ao juiz. É-lhes negada. Apresentam recurso mas entretanto Noemi piora. É internada em Bolonha devido a uma grave pneumonia. Arrisca a vida. E precisamente naqueles dias chega o não definitivo. Começam a perder todas as esperanças. Unem-se aos muitos doentes que decidem manifestar acampando em Roma na praça Montecitorio. Certamente não podem ficar tanto tempo como fazem os outros. Mas permanecem solidários também quando morre o primeiro daqueles que tinham ido à praça para reclamar o direito de tentar todas as vias possíveis para voltar a dar vida à esperança.
Algo surge em Andrea quando ouve na televisão “um homem santo – escreverá depois na carta ao Papa – convidar todos a não deixar que lhes roubem a esperança”. Abandonados por um mundo totalmente indiferente ao sofrimento do próximo, Andrea decide escrever ao Santo Padre. Uma carta cheia de amor, dir-lhe-á depois o Papa Francisco ao telefone. “Padre, apelamos para si”. Peço-lhe que nunca nos abandone, não abandone Noemi. Um Estado não pode decidir se devemos viver ou morrer. Peço-lhe isto com humildade, caridade e amor”.
O Papa Francisco não os abandonou. Telefonou ao pai de Noemi e depois de lhe ter garantido a sua proximidade “perguntou-me – contou Andrea – o que poderia fazer por mim. Dei-lhe a entender que somos invisíveis aos olhos de todos. Pedi-lhe que se tornasse presente também com os outros que vivem os meus mesmos sofrimentos”.
A oração desta manhã na praça de São Pedro foi a primeira resposta do Papa Francisco. Mas se garantiu a Andrea que continuará a seguir o seu caso deve-se considerar que o fará certamente. Entretanto, D. Krajewski está pronto para ir entre quantos manifestaram na praça Montecitorio, acompanhado pelo médico pessoal do Papa, para expressar a proximidade do próprio Pontífice o qual “pretende partilhar com aqueles doentes – disse-nos o esmoler – todos os momentos do seu sofrimento e o seu médico pessoal, se for necessário”.

 Mario Ponzi

Un 12 de octubre. El día en que el dios blanco violó a la Pachamama

Robert García
Robert García

por Carlos de Urabá

Ese día el Dios blanco todopoderoso con su espada de acero desgarró el vientre de la Pachamama, la madre tierra en permanente juventud.

Con la bendición del Dios Blanco que se alimenta de oro, plata y piedras preciosas comenzó la conquista, destrucción y muerte del nuevo mundo. El cautiverio de los aborígenes confinados a las reservas indias; las mitas, los resguardos, las encomiendas donde debían producir el ciento por ciento para gloria del imperio español y del Dios blanco todopoderoso. Gracias a la inmensa misericordia de los clérigos y frailes los bárbaros herejes recibieron el sacramento del bautismo y fueron salvos de las llamas del infierno. Los gentiles a la fuerza aprendieron el nuevo credo de los cristianos: trabaja, produce, recoge, levanta, arrastra, muévete, sírveme, persígnate en nombre del Dios Blanco y el emperador de España.

Los colonizadores “abrieron el camino a la civilización justiciera” borrando para siempre su historia, su lengua, sus nombres, sus vestidos, sus comidas, sus dioses, los sueños, la magia. La indescriptible belleza de ese mundo sobrenatural quedó reducida a cenizas en las hogueras inquisitoriales. Nadie podía contradecir los designios del Dios blanco todopoderoso y a sangre y fuego se consumó el genocidio.

Se instituyó una sociedad de castas donde la raza blanca ocupó el lugar privilegiado a la diestra del Dios blanco todopoderoso. De ahí para abajo se situaron los estratos más despreciables: los mestizos, indios, cholos (cuyo origen es el cruce de un perro chandoso con uno fino) mulatos, zambos, los negros bozales o salvajes, congos, mandingas, carabalíes, lucumíes, balantas, y todos los cruces habidos y por haber: tercerón, cuarterón ochavón, púchela o pardo, coyote, jíbaro, lobo, chino, tente en el aire, saltatrás, o sea, la escoria humana emparentada con las bestias de carga.

Los indígenas o lacayos del rey de España y el Dios blanco se vieron obligados a respetar la jerarquía y postrarse de rodillas ante su merced, vuecencia, mi amo, mi señor, únicos representantes del poder político y religioso.

El español o chapetón o gachupín, el amo o el gamonal, el obispo, el fraile ejercieron el concubinato polígamo, el derecho a pernada, el amancebamiento y la barraganía. Los machos hambrientos de placer tenían que desfogar sus instintos básicos. El producto de esta unión ilegítima con las razas inferiores es el llamado bastardo. El bastardo es un ser indeseable que nunca contó con el afecto paterno y que tuvo que consolarse en el regazo de las mancilladas madres (“la llorona”). Hijos de la bastarda América procreados sin amor, bastardos no reconocidos fruto del pecado, el rapto y el secuestro.

El resultado de este mestizaje es un hibrido de características esquizoides víctima de un terrible trauma afectivo. Son hijos huérfanos y abandonados de sangre impura lo que les provoca un terrible complejo de inferioridad y una baja autoestima. Una huella indeleble que perdura en el inconsciente colectivo de nuestro pueblo.

De ahí que el mestizo, el zambo, el indio, el negro y todas sus combinaciones manifieste un incontenible deseo por blanquearse (¿humanizarse?), travestirse; cambiándose los nombres y los apellidos, ávidos por imitar el canon de la belleza blanca, el mito de la belleza blanca y aclararse la piel con pomadas milagrosas, alisarse el pelo, teñírselo de rubio- si son negras- colocarse lentillas azules, renegar de su origen porque no son dignos de entrar en el paraíso (blanco).

¿Cómo borrar ese maldito estigma que llevan marcado en su piel a fierro candente? El blanqueamiento de la sociedad es el supremo ideal pues adquiriendo una nueva identidad podrían ser redimidos del retraso y la ignorancia.

Ese desprecio por nuestras raíces ancestrales proviene de un conflicto racial que subyace en los genes, en el ADN, en los cromosomas y espermatozoides y que también se traduce en el rencor, la rebeldía y la lucha de clases. La Pachamama ha sido violentamente poseída por el diablo blanco, los colonizadores blancos, el Dios blanco, la virgen blanquísima y el Jesucristo también blanco y de ojos azules.

En la época de la colonia los derechos que le correspondían a cada persona estaban ligados a la clasificación racial étnica. A los españoles o europeos blancos, católicos y apostólicos gachupines o chapetones se les otorgaba el derecho exclusivo a la educación, los cargos administrativos, la milicia, el sacerdocio, mientras a las razas inferiores que carecían del rancio abolengo ocupaban los oficios más rastreros y despreciables.

Se estructuró un régimen de apartheid donde una minoría blanca tutelaba a los indios, a los negros, a los mestizos y todos sus derivados pues se les consideraban menores de edad, seres inferiores sin uso de razón e incapaces de gobernarse a si mismos.

En el imperio español la limpieza de sangre era un mecanismo de discriminación legal. Los individuos que iban a ocupar cargos públicos tenían que certificar ante la Real Audiencia que no estaban manchados ni con una sola gota de sangre india, negra, gitana, mora o judía. Se examinaban fondo sus antecedentes, su árbol genealógico (por tres generaciones) sus apellidos, su procedencia, sus padres, sus ancestros. Sólo se admitían blancos químicamente puros, es decir, de sangre azul, cristianos viejos, nobles, aristócratas e hidalgos de pedigrí y apellidos rimbombantes que se jactaban de haber mantenido impoluta la honra y el honor de la familia.

Si existía alguna duda al respecto el Tribunal de la Santa Inquisición era el encargado de emitir la sentencia definitiva. En el caso de encontrase algún rastro de impureza en el individuo este tendría que cargar el sanbenito “para que siempre halla memoria de la infamia de los herejes y su descendencia”. Los indios, los negros, mulatos, zambos o cholos conversos aunque hubieran jurado fidelidad al rey de España y demostraran su infinito amor por el Dios blanco siempre fueron vistos como sospechosos de prácticas heréticas o paganas.

Durante la colonia y también tras la independencia, se desarrollaron oficialmente planes de limpieza étnica y exterminio de las razas inferiores pues eran consideradas un obstáculo para el progreso y el buen gobierno. Tanto es así que las nuevas constituciones republicanas consideraban un ciudadano libre a todo aquel que sabía leer y escribir y no ejercía labores manuales propias de indios, negros, mulatos o zambos. Nuestros mitos fundacionales se estructuraron sobre bases racistas con una clara tendencia a la eugenesia.

“El Dios blanco le otorgó al blanco la autoridad y la sabiduría, la civilización es blanca como el purísimo manto de la virgen María, la racionalidad y la bondad son blancas mientras que los indios, mestizos, negros y zambos y sus derivados representan la maldad y la barbarie. “Razas degeneradas y holgazanas propensas al vicio y la borrachera que necesitaban ser domadas a punta de latigazos”

El blanqueamiento genético y cultural sólo ha servido para perpetuar las desigualdades en una sociedad ya de por si injusta y excluyente. Los criterios raciales blancos son los que prevalecen por encima de la diversidad y el mestizaje. Estas taras se han reproducido con mayor énfasis en este siglo XX donde los medios de comunicación alienantes trasmiten esa imagen subliminal del blanqueamiento como fórmula del éxito.

Nuestra identidad se ha construido en base al racismo condenado a las grandes mayorías a ser extranjeros en su propia tierra, hijos ilegítimos de la bastarda América empobrecidos y subdesarrollados.

España. Conozca los diez libros prohibidos en este imperio borbónico

InSurGente

Al menos diez libros que afectan a los principales personajes de la partitocracia o de la Historia de España han sido censurados por los medios de comunicación españoles o por su “establisment” académico y forman parte del conocido “Índice” que, al igual que en la época de la Inquisición, rige para las publicaciones comprometedoras. Cinco siglos después, aquel “Index expurgatorius” sigue teniendo vigencia y esta es la primera parte de la lista de los 10 proscritos, susceptible de ser ampliada con los testimonios de los lectores, pero hoy encabezada por varios títulos relacionados con la Casa Real española.

Periodistas de varios medios de comunicación están haciendo llegar a “Espía en el Congreso” sus denuncias por el aumento “considerable” de la “presión” y la “censura” de dirigentes políticos, grandes empresarios y sobre todo de Casa Real para evitar la difusión de investigaciones y denuncias sobre la corrupción de las élites españolas.

La queja se relaciona con las habituales peripecias del rey y la cada vez mayor cercanía de las elecciones europeas de 2014, así como con las encuestas que vaticinan la pérdida de 11 millones de votos por parte de los principales partidos, fundamentalmente PP, PSOE y CiU. De todo ello informaremos en cuanto podamos documentar estas denuncias, pero hoy nos detendremos en otro tipo de censura: frente a las prohibiciones más burdas que los mass media acostumbran a ordenar, figuran otras que aluden expresamente a determinados libros que, tras el revuelo que ocasiona su salida, son rápidamente confinados en el ostracismo para evitar su divulgación y lectura. Estos son algunos de ellos:

el rey

“23-F, el rey y su secreto” de Jesús Palacios (Libros Libres).  La censura hacia este libro la justificaban en el Grupo Prisa con el calificativo de “extrema derecha” cuando su autor, profesor en la Universidad Complutense sin militancia política alguna, se limita a recoger y documentar el testimonio del embajador de EE.UU en Madrid, Terence Todman al que se ha sumado también Lothar Lahn, embajador alemán. Cada vez surgen más testimonios que acreditan como el golpe de Estado fue organizado por el rey junto a los principales políticos de la época (Felipe González, Enrique Múgica, Santiago Carrillo, Solé Turá y Manuel Fraga, entre otros) para derrocar a Adolfo Suárez y formar un “Gobierno de concentración”. Como Suárez no tragaba, para lograr sus fines aprovecharon el descontento militar, jugaron a dos bandas con múltiples ambiguedades y después, cuando se les fue de las manos por la “opereta” del coronel Tejero al ser ésta retransmitida inesperadamente por una cámara de TVE, se presentaron a la opinión pública como víctimas.Jugaron con fuego y estuvieron a punto de chamuscarse, lo que se dejó entrever gracias a una indiscreción de la reina Sofía sobre los militares golpistas: “El rey los engañó a todos”.

El conciliábulo de aquella noche en el Congreso, sólo parcialmente escrito, pretendía mantenerse en secreto pero la médico del Congreso, Carmen Echave, escuchó algunos de sus detalles, que también han sido hurtados del relato oficial aunque por fortuna están escritos. Y además Tejero se negó a utilizar el avión que le tenían preparado desde Zarzuela para exiliarse. De aquel monumental engaño a los españoles, que gozó de la complicidad de los principales periodistas y políticos de la época que se enriquecieron con su silencio, surgió uno de los principales mitos de la actual partitocracia, hoy ya muy deteriorado, de ahi la importancia en censurar este libro.

princesa

“Adiós Princesa” de David Rocasolano (Ediciones Akal). Aunque se le ha tildado de “vendetta” del primo de Letizia, lo cierto es que si prescindimos de los “chascarrillos” rosas y de los asuntos más privados (el aborto de la princesa es uno de ellos), el libro arroja suculenta información de primera mano sobre el funcionamiento cotidiano de la Casa Real, sus protagonistas y el verdadero carácter de sus personajes, algo que no asoma habitualmente a la luz pública por falta de testimonios directos. Los fariseísmos y corrupciones de la Familia Real, de los que informaremos próximamente, son lo más jugoso de este volumen.

gaviotas

Gaviotas que ensucian su propio nido” de Illy Nes (Bubok). Que un dirigente gay del PP como era Carlos Alberto Biendicho desvele las tripas de la homosexualidad oculta en Génova 13 es algo cuando menos curioso, pero si además se documentan profusamente las salidas del armario de su líder, Mariano Rajoy, junto a media docena más de conocidos dirigentes del partido (hombres y mujeres, como Rita Barberá, Miguel Angel Cortés o Luisa Fernanda Rudi) el silencio hacia este libro resulta escamante.

golpe

“Un rey golpe a golpe” de Patricia Sverlo. (Ardi Bertza). La biografía mejor documentada de Juan Carlos podía haber sido un clamoroso éxito de ventas pero los medios de comunicación se conjuraron para silenciarla todo lo que pudieron, con el argumento de que había sido ¡editada! por un periodista condenado por terrorismo. Fue una manipulación más: su autora, hoy profesora en Barcelona, tuvo que refugiarse en un pseudónimo para evitar represalias y solo encontró posibilidad de publicar el libro en el entorno abertzale o en Francia, lo que la condenaba a no ser leída en España. Si los ciudadanos leyeran este libro, la monarquía de partidos se disolvería en nuestro país como un azucarillo, situación que de hecho ya está ocurriendo porque el libro circula libremente por internet.

espia

“Cisne. Yo fui espía de Franco” de Luis González Mata (Argos Vergara). Si hay algún personaje que merezca la pena en los estertores del franquismo ese esLuis González Mata, uno de los principales espías de los servicios secretos del régimen, que al final de su vida se decidió a “cantarlo” todo y publicarlo en un libro. Infiltrado en la mayor parte de los movimientos antifranquistas, González Matarevela como los rusos vendieron a Franco la información que les proporcionó o robaron a Santiago Carrillo sobre la infraestructura del PCE en España a cambio de la información que el dictador tenía sobre los americanos en la negociación de las bases militares, lo cual pudo costarle la vida a Carrero Blanco por la inacción americana ante su atentado. No se entiende como la documentación que aporta este libro sobre ese y otros sucesos no forma parte del acervo histórico de España si no es por la pervivencia de una censura que alcanza no solo a los vivos sino a los muertos que puedan poner en tela de juicio el relato histórico de un régimen que ha sido continuidad del franquismo con la complicidad de todos los que se llevaron algo en el trasvase.

Concluímos esta reflexión sobre los “libros prohibidos” en España con otros cinco títulos proscritos: El primero hace referencia al político y banquero Jordi Pujol, ex presidente de Cataluña, que logró erradicar de las librerías el volumen que afloraba las tropelías financieras de su padre,Florenci Pujol, experto en evasión de capitales y encarcelado por ello. De aquellos polvos vinieron estos lodos que tan bien manejan sus herederos y que han gozado durante decenas de años de la misma impunidad judicial en Cataluña que la que posee el rey Juan Carlos de Borbón en el resto de España. Junto a este libro, una biografía de Florentino Pérez, presidente del Real Madrid, un libro del politólogo republicano Antonio García Trevijano y dos volúmenes heterodoxos sobre Miguel de Cervantes y Cristóbal Colón, repudiados por el academicismo oficial, completan el vigente “Index expurgatorius” que, al igual que en tiempos de la Inquisición, aún rige consciente o inconscientemente en España.

Pujol

“Jordi Pujol: en nombre de Cataluña” de Félix Martínez y Jordi Oliveres (Ed. Debate). Aunque gozan de la máxima impunidad, tanto en Cataluña como Madrid, los Pujol han evadido decenas de millones de euros fuera de España pero ninguno entrará jamás en la cárcel y ni siquiera será procesado. Dos periodistas alertaron hace años que el dirigente nacionalista catalán no era trigo limpio y que le guiaban más afanes financieros que políticos, por muy bien que disfrazara su discurso y lo envolviera de manera oportunista en la senyera. Hoy los hechos vienen a darles la razón, pero su libro sigue estando censurado porque cuestiona la moralidad de una familia que lleva la corrupción en los genes desde que el patriarca, Florenci Pujol, padre del presidente de la Generalitat y abuelo de los codiciosos nietos, fuera encarcelado por evasión de divisas.

Lea un extracto del libro pinchando aquí

La fortuna de los Pujol

La evasión de capitales, especialidad de la familia

Jordi Pujol vendió a su socio republicano al franquismo a cambio de Banca Catalana

blanco e negro

“Florentino Pérez, retrato en blanco y negro de un conseguidor” de Juan Carlos Escudier (Akal). En España a nadie extraña que solo se permita construir rascacielos en la Castellana a un solo constructor, o que el palco del Real Madrid se llene habitualmente de banqueros, políticos, empresarios y periodistas para organizar un fabuloso tráfico de influencias a costa del contribuyente. Tampoco que un presidente dilapide cientos de millones de euros cada temporada y mientras que los clubes exportaron en 2013 por primera vez 150 millones de euros en jugadores, él solo desequilibró la balanza de pagos nacional con los 100 millones que ha gastado con Bale. Su poco tino le llevó a pagar 40 millones por Illarramendi cuando tenía gratis a Casemiro en casa. Pero esto son solo significativas cuestiones futbolísticas de un presidente derrochador, cuando estamos ante uno de los miembros más afamados de la “casta”, conocido en el mundo entero por sus tropelías, despilfarros y negocios siempre al amparo del sector público y el poder. Este libro lo desenmascara, pero la censura mediática lo condenó a galeras. No obstante, sus procedimientos intimidatorios, parecidos a los que usan en el sur de Italia (el periodista José María García asegura que “Floren” intentó comprarlo), le obligan a realizar piruetas cada vez más complicadas que alguna vez lo llevaran a la lona: el homenaje a Raúl o a Del Bosque, a quienes él mismo expulsó antes del Real Madrid, y la complicidad con el rey para mejorar su escasa popularidad, revelan que ya solo da golpes de ciego. Su segunda caída será la más estrepitosa de la partitocracia y mucho más dolorosa que la primera.

Republica

“Teoría Pura de la República” de Antonio García Trevijano. El viejo pensador y filósofo, referente del republicanismo en España,  se ha convertido en un testigo incómodo de la Transición que ha logrado sobrevivir a casi todos los que traicionaron las ideas demócratas a la muerte de Franco: muertosManuel Fraga, Santiago Carrillo, Peces Barba, Solé Turá y Gabriel Cisneros,enfermos Juan Carlos de Borbón y Adolfo Suárez, jubilado y desacreditadoJordi Pujol, escondidos, viviendo del erario público y avergonzados Alfonso Guerra y Herrero de Miñón, enriquecidos y opulentos Felipe González, Miquel Roca, Pérez Llorca y Enrique Múgica… el abogado García Trevijano los conoció a todos en la intimidad cuando se trataba de construir un nuevo régimen en España. Por fortuna, dejó escrita su “Teoría Pura de la República”, donde explica como debería empezar a construir una arquitectura democrática y política en España digna de tal nombre, pero Trevijano sufre el silencio, cuando no el ataque, de quienes no soportan su decencia moral e ingobernable espíritu crítico. Esa miopía general y ausencia de altura de miras impide que progresen aún más sus ideas, ya muy extendidas entre las capas ilustradas de la sociedad española, aunque ya es sintomático que su libro de referencia y toda su biblioteca solo pueda leerse en internet.

Cervantes

“Cervantes en Sanabria. Ruta de Don Quijote de la Mancha” de Leandro Rodriguez. El cervantismo oficial es un próspero negocio en España, aún a costa de mantener desinformados y en la ignorancia, tanto en espíritu como en la letra, al emblema del idioma y la cultura española. Al igual que las élites políticas han secuestrado la democracia, las élites sindicales han sustituido a los trabajadores y las élites empresariales, bancarias y financieras han saqueado el país, las élites académicas se han apropiado de la figura de Cervantes y no soportan discrepancia o heterodoxia alguna en torno suya. Comandan esta partida el filólogo Francisco Rico, que ha tejido un emporio editorial en torno a su ortodoxia, con millonarias subvenciones por medio de las que luego se beneficia, y Francisco de la Concha, actual responsable del Instituto Cervantes y ex director de la Academia de la Lengua. Fuera de este abrevadero, el cervantismo no oficial aparca en la riqueza de las relecturas e investigaciones contemporáneas e independientes y ahí figuran dos nombres excepcionales: Leandro Rodríguez y César Brandariz (“Cervantes decodificado” o “El hombre que hablaba difícil”). Acreditados investigadores sólidamente formados pero sin el “plácet” de las autoridades, sus conclusiones ponen en solfa la imagen que de Cervantes han transmitido los gobernantes de la cultura española. Sus libros figuran en lo más alto del “Index expurgatorius” y su sola mención en los círculos académicos o mediáticos de la cultura oficial suscita el anatema o el ataque de nervios.

geografia

“La geografía secreta de América” de Jacques de Mahieu. Con este libro en torno a otra de las figuras míticas de la cultura española, Cristobal Colón, ocurre otro tanto. Su autor, acusado al tiempo de “nacionalista-socialista” o “comunista” (y no sin cierta razón), ha sido desacreditado por sus adversarios académicos utilizando razones políticas. Sin embargo, en este volumen sobre el descubrimiento de América, sólidamente construido y documentado, se contextualiza mejor el mito de Cristóbal Colón, aunque destruya centenares de investigaciones y apriorismos en torno a aquel hecho excepcional que fue la incorporación de un nuevo continente a la Modernidad. El antropólogo Mahieu, pese a sus ideas y quimeras políticas, introdujo una nueva percepción histórica sobre el descubrimiento de América que los historiadores oficiales se empeñan en enterrar y vilipendiar, pero que emerge de manera cada vez más diáfana y evidente.

 

O reino ideal do pastor Feliciano: Cadeia para os heréticos da Santa Inquisição

As Nadezhda Tolokonnikova goes on hunger strike, questions are being asked about the brutal conditions that she is having to endure

Nadezhda Tolokonnikova
Nadezhda Tolokonnikova

The Pussy Riot trial was seen by many as part of a Kremlin crackdown on dissent that has since continued with the conviction of the opposition leader, Alexei Navalny, in a politicised trial in July, and the ongoing prosecution of people present at a Bolotnaya Square protest against Vladimir Putin’s re-election in May 2012. Laws have been passed labelling non-governmental organisations that receive money from abroad as “foreign agents” and banning “homosexual propaganda” – a vague term for behaviour that is deemed to promote homosexuality.

The Russian Orthodox Church has served as a linchpin of this trend. On the same day that the State Duma passed the controversial “gay propaganda” law in June, it also approved a blasphemy law outlawing public actions that offend the “religious feelings of believers”. Orthodox activists have beaten gay-rights activists at rallies and attempted to disrupt art exhibitions and performances, including a show by Pussy Riot supporters at a Moscow theatre in August 2012.

Russia

Não sou contra as ONGs. E, sim, contra os serviços de espionagem disfarçados em ONGs. Idem ONGs e fundações e entidades beneficentes que visam passar notas frias, e que são não governamentais apenas no nome.

the_independent.

O Papa Francisco declarou que a Igreja Católica se tornou “obcecada” com os temas do aborto, do casamento homossexual e da contracepção.

“Não podemos concentrar-nos só nestes temas. Não tenho falado muito sobre estes temas e por vezes isso tem-me sido apontado. Mas quando se fala destes assuntos, deve ser no devido contexto. Sabemos qual é a opinião da Igreja e eu sou um filho da Igreja, mas não é preciso continuarmos a falar disto assim.”

Jesus jamais tocou no assuntos homossexualidade. Jamais. No Novo Testamento existe apenas uma referência de São Paulo contra o homossexualismo masculino. E contra o sexo anal. Nada que se possa garantir que foi uma referência ao amor lésbico.

Considero a preocupação do pastor Feliciano doentia e radical. É o mesmo discurso raivoso de Bolsonaro.

O ÚLTIMO AVISO

por Talis Andrade

 

Manda a precaução

se carregue pendurado

no pescoço

bento escapulário

 

o testamento no bolso

uma arma na mão

 

na boca a moeda

para o pedágio

 

Manda a precaução

não ceder jamais

um palmo de chão

não confiar no que se cheira

no que se toca

não confiar na conversa dos arautos

não acreditar nas imagens

que o espelho mostra

a esquerda

é a direita

e vice-

versa

 

Nos supremos tempos

da Santa Inquisição

na inversão se escreve

se decifra

a secreta escrita

de Miguel Ângelo

 

Mais poesia do livro O Enforcado da Rainha aqui

El imperio y sus consecuencias

Al nivel humano, la inmoralidad del asesinato es fundamental y la mayoría de la gente comprende la demencia del odio armado. Mantener ocultas esas tenebrosas fuerzas es esencial para la existencia de la sociedad humana. ¿Por qué entonces, al nivel abstracto del nacionalismo, se honoran, veneran, saludan, elogian como gloriosas, y reciben el control de un enorme presupuesto?

¿Por qué se iguala su perpetuación mediante tecnología cada vez más sofisticada con la seguridad nacional y nadie habla de las consecuencias negativas totalmente predecibles de basar la seguridad en asesinatos y odio?

¿Por qué se siente uno tan ingenuo cuando formula preguntas semejantes?

Es como si el asunto hubiera sido establecido hace cuatro o cinco milenios. Matar es malo, pero tenemos que matarnos los unos a los otros, ya sabéis, en autodefensa, a fin de sobrevivir. Y odiar a otros es malo –burlarse de ellos, deshumanizarlos– pero hay quienes lo están pidiendo. Lo hacen con nosotros, por lo tanto no tenemos otra alternativa que hacerlo nosotros. Odiad, deshumanizad, eliminad a nuestros enemigos y… voilà, estamos seguros, por lo menos por el momento. ¿Qué se consigue con eso?

La crítica contra una política semejante va generalmente expresada en términos que eliminan la supuesta ingenuidad de la crítica, pero me pregunto si no es hora de considerar directamente la maldad fundamental de la guerra.

“El empleo de esta capacidad contra la sociedad y sus valores, llamada ‘contra-valor’… (consiste de) ataques que destruyen masivamente la voluntad pública de resistir del adversario”.

Es la moralidad del imperio, la moralidad de la dominación. No la inventamos; solo continuamos la tradición, que se remonta a través del colonialismo y la esclavitud a la Inquisición (“matadlos a todos, dejad que Dios los clasifique”) a Roma (“crean un desierto y lo llaman paz”) y más allá, a los orígenes de la civilización.

Dictadura militar de Argentina

En el año 1976, se produjo en Argentina el llamado Proceso de Reorganización Nacional, es decir, nombre que se utilizó para denominar a la dictadura que se llevó a cabo en ese año, impuesta tras un golpe de estado el día 24 de marzo de 1976, instalándose así una junta militar formada por los comandantes de las tres Fuerzas Armadas. Los años posteriores a este golpe de estado constituyeron la etapa más sangrienta de la historia de argentina. Ésta estuvo caracterizada por el terrorismo de estado, la violación de los derechos humanos, entre los que se encuentra la práctica de la tortura, la desaparición y la muerte de miles de personas, el robo de recién nacidos y demás crímenes.

Miles de personas fueron detenidas, torturadas, asesinadas y desaparecidas o forzadas al exilio, como parte del plan del exterminio militar que contaba con raíces en el nazismo, pues se excluía a toda persona a partir de sus raíces, como sucedía con los judíos, su orientación sexual o sus creencias religiosas. De esta manera se atentaba contra los derechos humanos.

Tantas fueron las personas desaparecidas que no se sabe aún hoy en día el número con exactitud. Solamente se estima en torno a unos 30.000. Sin embargo esta cifra  no es aceptada por los defensores de la dictadura que remiten a algunos casos de supuestos desaparecidos que luego han vuelto a la vida pública con el objetivo de poner en duda todas las acusaciones contra la dictadura sobre las violaciones a los derechos humanos, que han sido probadas en las cortes nacionales e internacionales.

Cabe destacar entre todas estas personas desaparecidas un gran número de niños que nada más nacer en los centros  de detención, eran adoptados clandestinamente. Estos centros fueron muy numerosos durante toda la dictadura, destacándose algunos como La Escuela Mecánica de la Armada y el Garage Olimpo, del que incluso hay hecha una película basada en él.

Justiça na Espanha continua a mesma de Franco

Veja um exemplo:

 

El 15 de Diciembre de 2009, Tamara es detenida en Getafe (Madrid) por el envío de un paquete explosivo. Tras pasar la noche en las dependencias de la Guardia Civil en Madrid, es trasladada a Barcelona, donde el juez decreta prisión preventiva. Tras permanecer 4 meses en la prisión de Brians I, alejada de su ciudad de origen y por tanto de su familia, amig@s y compañer@s más cercan@s, Tamara es puesta en libertad provisional y a espera de juicio gracias a dos informes periciales, los cuales demostraban que el paquete no tenía capacidad para matar.

Casi dos años después de que tuvieran lugar estos acontecimientos, Tamara se enfrenta el14 de Septiembre de 2011, a una petición fiscal de 16 años de prisión bajo el cargo de “intento de asesinato”, presentándose en la Audiencia Provincial nº 7 de Barcelona que la iba a juzgar ese mismo día.

En aquellos momentos se decidió aceptar la condena planteada por la fiscalía de 8 años de prisión, ya que se vió como única posibilidad de reducir condena, teniendo en cuenta que había una petición fiscal de 16 años y valorando que ir a juicio podría significar una condena mayor dadas las circunstancias adversas que desde el principio han rodeado a este proceso judicial por parte de las instituciones catalanas.

Actualmente, Tamara se encuentra en libertad a espera de un indulto parcial que podría reducir la condena de 8 años.