Grécia propõe corte de 15% no salário dos políticos

Alexis Tsipras diz que a medida não está incluída nas negociações com a troika e já fazia parte das promessas eleitorais do Syriza.

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“Quando está na mesa das negociações a questão da supressão dos benefícios fiscais dos agricultores, não podemos ficar indiferentes em relação às nossas próprias vantagens”, sublinhou Tsipras à saída de uma reunião com o ministros-adjuntos da Reforma administrativa e das Finanças.

Segundo a agência ANA-MPA, o pacote em preparação pelo governo grego inclui o corte de 15% nos salários dos membros do governo, deputados, secretários-gerais e conselheiros dos ministérios, um teto salarial para os administradores de empresas públicas no valor de 80% do salário de um ministro, e um teto de ajudas de custo equiparado ao salário do presidente do Supremo Tribunal.

Os deputados irão passar a ver os seus salários e ajudas de custo taxados por inteiro (atualmente apenas 75% do salário é taxado e as ajudas de custo são livres de impostos).

“É uma iniciativa política que não tem apenas por objetivo garantir economias, mas também possui um significado simbólico”, acrescentou o primeiro-ministro grego.

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Onda de greves na Alemanha: A desintegração do “modelo alemão”

O país está a viver uma “ampla erosão das normas salariais formais e informais que por várias décadas mantiveram a paz no capitalismo alemão”, afirma o sociólogo económico Wolfgang Streeck, sublinhando que a vaga de paralisações “é mais do que um episódio conjuntural: é outra faceta da desintegração inexorável do que costumava ser o ‘modelo alemão”. In Esquerda Net

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“Este ano, a maior economia da Europa está prestes a bater um novo recorde de greves, com todos os trabalhadores – desde os maquinistas aos professores de jardins de infância e creches e trabalhadores dos correios – a promoverem paralisações nos últimos tempos. Esta onda de greves é mais do que um episódio conjuntural: é outra faceta da desintegração inexorável do que costumava ser o ‘modelo alemão’”, assinala Wolfgang Streeck num artigo publicado no Guardian.

“Os sindicatos das prósperas indústrias de exportação não são os únicos que estão em greve nos dias de hoje”, refere o sociólogo económico, exemplificando com as paralisações nos serviços domésticos, especialmente no setor público, que aparentam “ter vindo para ficar”.

Lembrando que “a concorrência internacional já não é apenas sobre a quota de mercado, mas também sobre o emprego”, o que veio, por exemplo, condicionar a ação dos sindicatos metalúrgicos, Wolfgang Streeck assinala que a contestação deslocou-se para os serviços, já que, neste caso, “a exportação do trabalho é mais difícil”.

O sociólogo refere também que “os empregadores públicos, na prossecução da consolidação orçamental, romperam o peculiar regime de contratação coletiva do setor público da Alemanha” que assegurava, no essencial, os mesmos aumentos salariais anuais para todos os trabalhadores. Por outro lado, Wolfgang Streeck aponta que várias ocupações – incluindo a dos maquinistas, professores e trabalhadores dos correios – deixaram de ser reguladas pela legislação específica da Função Pública.

“Além disso, a privatização progressiva dos serviços públicos, combinada com o desemprego e a de-sindicalização que veio com o mesmo, colocou cada vez mais os salários do sector público sob concorrência, levando a problemas até então desconhecidos para os sindicatos, desencadeados por aquilo que rapidamente se estava a tornar num sistema de dois níveis salariais”, avança.

Outro desenvolvimento que, segundo o sociólogo, contribuiu para o conflito laboral tem a ver com o surgimento de novas ocupações, especialmente as relacionadas com a educação dos filhos e cuidados com os idosos. Estes trabalhadores são mal pagos e precários, não obstante “a retórica do Governo sobre a indispensabilidade e a virtude moral do seu trabalho”, vinca Wolfgang Streeck.

A somar a estes fatores surge a forma como o patronato se serve do progresso tecnológico para exercer pressão sobre ocupações anteriormente privilegiadas, como pilotos de avião, controladores de tráfego aéreo e maquinistas, pondo em causa direitos já conquistados.

“Tudo isto resulta numa ampla erosão das normas salariais formais e informais que por várias décadas mantiveram a paz no capitalismo alemão”, salienta o sociólogo económico alemão.

A par da deterioração das condições de trabalho, da perda de rendimentos e dos cortes nos serviços públicos e prestações sociais a que é sujeita a maioria das famílias, os salários dos gestores de topo crescem “especialmente, mas não exclusivamente, na área financeira”, refere Streeck, que assinala um aumento das desigualdades salariais.

“O sistema de fixação dos salários alemã está a aproximar-se de uma condição de ausência de normas, semelhante ao que a Grã-Bretanha experimentou na década de 1970. À época, o sociólogo John Goldthorpe Oxford diagnosticou um estado de anomia laboral: uma ausência fundamental de consenso sobre os princípios legítimos de distribuição entre capital e trabalho, bem como entre grupos de trabalhadores”, afirma.

Segundo Wolfgang Streeck, “o governo alemão, com o seu ministro do Trabalho social-democrata, está a tentar suprimir a vaga de conflitos laborais reduzindo o direito de organização e de greve, ilegalizando as greves de sindicatos setoriais – como os maquinistas”.

“Mas isso irá falhar, muito provavelmente no Tribunal Constitucional e, certamente, na prática, num mundo em que a estrutura das empresas e sectores não é mais favorável ao sindicalismo que se baseia na doutrina ‘um local de trabalho, um sindicato’, e onde os maquinistas, pilotos e outros vão sentir-se no direito de se defender, se necessário, entrando em greve, diga a lei o que disser”, remata.

Papa Francisco: Corrupção cheira mal, não à exploração dos trabalhadores

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O Papa Francisco lançou neste sábado um forte apelo para superar os desafios de Nápoles – a corrupção que “fede”, a “escravidão” e a rejeição dos migrantes.

Para esta primeira visita a Nápoles, o Papa argentino, acompanhado pelo cardeal Cescenzio Sepe, percorreu no papamóvel as ruas lotadas, onde dezenas de milhares de fiéis agitavam bandeiras do Vaticano.

“Como um animal morto fede, a corrupção fede, a sociedade corrupta fede, e um cristão que deixa entrar a corrupção fede”, declarou sem rodeios aos habitantes do bairro pobre de Scampia, advertindo que “todos têm a oportunidade de ser corrupto e resvalar para a delinquência”.

O Papa, sentado em um pódio no meio de centenas de crianças, criticou “aqueles que tomam o caminho do mal e que roubam um pedaço de esperança sobre si mesmo, a sociedade, a boa reputação da cidade, a sua economia”.

Algumas faixas exibidas por fiéis proclamavam: “Não se entregue ao mal” e “Stop aos incêndios tóxicos”, referindo-se ao escândalo das descargas tóxicas da “Terra dei fuochi.”

No fundo cinzento e deprimido da praça João Paulo II (nome dado em memória a visita do Papa polonês, em 1990), Francisco respondeu ao magistrado napolitano Antonio Buonajuto, que havia considerado que “o respeito pela lei é traído diariamente pela corrupção pública e privada que permeia o corpo social, gerando delinquência Juvenil, desespero e morte”.

‘Somos todos migrantes’

O Papa apoiou fortemente o apelo da filipina Corazon Dag-Usen, que pediu que os imigrantes vindos da África e da Ásia sejam “reconhecidos”, e apelou para um teto para as muitas pessoas que estão desabrigadas.

“Eles são cidadãos, não são cidadãos de segunda classe! Nós também somos todos migrantes, filhos de Deus, no caminho da vida! Ninguém tem um lar permanente nesta terra”, insistiu Francisco.

O desemprego estrutural, especialmente entre os jovens, também foi denunciado. O Papa observou que o desemprego entre as pessoas com menos de 25 anos é de 40%. As instituições de caridade e assistência social não podem substituir a “dignidade” do trabalhador, que “não tem a oportunidade de levar o pão para casa”.

O Papa considerou ainda que o trabalho clandestino, generalizado na economia paralela napolitana, era uma forma de “escravidão”. Ele citou o testemunho de uma jovem que havia recebido uma proposta de 11 horas de trabalho por dia, por 600 euros por mês.

 

 

Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais lideram a lista de trabalho escravo

O Brasil tem 579 empregadores na lista suja como escravocratas

 

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Atendendo ao disposto na Portaria Interministerial MTE/SDH nº. 2, de 12 de maio de 2011, que disciplina o Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à de escravo, torna-se pública a atualização semestral datada de 30/12/2013.

Nesta atualização semestral foram incluídos os nomes de 108 (cento e oito) novos empregadores, bem como foram reincluídos 2 (dois) empregadores em razão de determinação judicial e excluídos 17 (dezessete) empregadores em decorrência do cumprimento dos requisitos administrativos.

O Cadastro possui atualmente 579 (quinhentos e setenta e nove) nomes de empregadores flagrados na prática de submeter trabalhadores a condições análogas à de escravo, sejam pessoas físicas ou jurídicas. Desse total, o estado do Pará apresenta o maior número de empregadores inscritos na lista, totalizando 26,08%, sendo seguido por Mato Grosso com 11,23%, Goiás com 8,46% e Minas Gerais com 8,12%.

Os procedimentos de inclusão e exclusão são determinados pela Portaria Interministerial MTE/SDH nº. 2/2011, a qual dispõe que a inclusão do nome do infrator no Cadastro ocorrerá após decisão administrativa final relativa ao auto de infração, lavrado em decorrência de ação fiscal, em que tenha havido a identificação de trabalhadores submetidos ao “trabalho escravo”. Por sua vez, as exclusões derivam do monitoramento, direto ou indireto, pelo período de 02 (dois) anos da data da inclusão do nome do infrator no Cadastro, a fim de verificar a não reincidência na prática do “trabalho escravo”, bem como o pagamento das multas decorrentes dos autos de infração lavrados na ação fiscal.

Cumpre asseverar que o MTE não emite qualquer tipo de certidão relativa ao Cadastro, sendo certo que a verificação do nome do empregador na lista se dá por intermédio da simples consulta ao Cadastro, que elenca os nomes em ordem alfabética.

A última atualização foi de dezembro de 2013.

Campanha do trabalho de sol a sol

Sem tempo para descanso, sem tempo para a família, sem tempo para o lazer,  sem tempo e dinheiro para as férias, o empregado das multinacionais está sempre correndo contra o relógio, na hora de comer sem mastigar, e na rapidinha do sexo semanal. E no mais, e no mais vai aumentando o crédito no banco de horas, que o tempo é ouro, reclama o patrão ou capataz.

 

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consumo vida salário pobre rico indignados

pobre salário dinheiro indignados

salário divída pessoal indignados

O HOMEM COM QUEM NINGUÉM SE PREOCUPA

por Talis Andrade

 

A vida uma encenação

farsa que represento

sem a mínima vocação –

o reprisado enredo

de escapar ileso

.

A vergonha o medo

me vejam

driblando a fome

me julguem

pelos (ul)trajes

.

a bata

de professor

suja de giz

.

o lavado terno

a gravata

em que se enforca

o funcionário público

.

o engomado terno

passado a ferro

das entrevistas

solenidades e festas

dos jornalistas

.

“O trabalho enobrece”

– a frase gravada na porteira

dos campos de concentração.

.

Se Hitler estava certo

o trabalho liberta

enriquece e engrandece

.

Que aluno lembra o nome de um professor

Quem memoriza a face de um servidor

no birô de uma repartição

Quem realmente se preocupa

o ancião termine nas filas dos bancos

para receber o mínimo salário mínimo

O ancião arraste a aposentadoria

como uma humilhante penitência

O ancião espere a morte

nas filas dos hospitais

quem realmente se preocupa

Campo de Concentração, Auschwitz
Campo de Concentração, Auschwitz

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Bangladesh y la explotación de los trabajadores. Dossier

Este Dossier sobre Bangladesh consta de los siguientes textos:

1) Jorge Yabkowski: ¿Cuán lejos estamos de Bangladesh?
2) Deborah Orr: De Tejas a Dhaka, la explotación económica sigue derramando sangre
3) Maha Rafi Atal: La tragedia de la fábrica de Bangladesh y los moralistas de la economía explotadora
4) Vijay Prashad: Los trabajadores de Bangladesh necesitan algo más que boicots

Gris. Picasso
Gris. Picasso

 

¿Cuán lejos estamos de Bangladesh?

Ruman es uno de los 5 millones de niños que trabajan más de 6 horas al día en Bangladesh. Su sueldo no sobrepasa los 12 euros mensuales. “Salgo a jugar cuando se va la luz en la fábrica”, cuenta. (1)
Sin zapatos. Sin guantes. Ni cascos, ni lentes de protección. Así cada día se enfrenta Ruman a su jornada de trabajo. Él ya es uno de los trabajadores más veteranos del galpón 2, donde comenzó hace 5 años, cuando apenas alcanzaba los 7.

 

Al escuchar la sirena a la siete de la mañana, Ruman corre cada día hasta la puerta de la fábrica, que no es más que un galpón improvisado de tres pisos, en el que se reporta una temperatura promedio de 40 grados, combatida por dos ventiladores huérfanos de la mitad de sus aspas. La luz natural suele colarse con timidez por las cuatro ventanas dibujadas en las paredes y que han sido tapadas por grandes carteles de distinta publicidad electoral.

 

Esta improvisada empresa es una de las 600 que funcionan en la capital de Bangladesh, donde los niños entre 5 y 12 años representan la mano de obra más barata del mercado. El Ministerio del Trabajo asegura que sus sueldos equivalen al 30 por ciento del presupuesto familiar.
En Bangladesh, Pakistán, India y China se fabrica el 70 por ciento de la ropa del mundo. En la semana de la salud y la seguridad en el trabajo, cuando estaba comenzando el Encuentro Nacional de Salud laboral de la CTA una de estas factorías infames que fabricaba ropa para Mango, Wall Mart y otras marcas de occidente se derrumbó en Bangla Desh provocando más de 500 muertes entre los trabajadores.(2) La cifra final, una vez que termine la remoción de los escombros, puede llegar a 1000, igual a la cifra oficial de muertos por accidentes de trabajo de nuestro país en un año. Los obreros muertos ganaban un promedio de 38 euros por mes. Una sola prenda de Mango en la quinta avenida de Nueva York puede costar tres o cuatro veces tanto. (…)

Aquí, en Bangladesh y en todo el mundo la batalla por la salud laboral es una parte esencial de la lucha contra la voracidad del capital. Y esa batalla no se concibe sin la movilización unitaria de toda la clase trabajadora.Leer más

 

De Tejas a Dhaka, la explotación económica sigue derramando sangre

 

 

Ya se trate de una explosión en una fábrica de fertilizantes en los EE. UU. o del derrumbe del edificio de una fábrica en Bangladesh, se tiende a dar noticia de las catástrofes industriales casi como si se tratase de un desastre natural. Un individuo que lleva a cabo una matanza a tiros o pone una bomba, eso sí que son noticias, eso es censurable, eso es merecedor de justicia para las víctimas. Pero cuando la culpa la tienen las empresas, el dedo acusador se juzga menos importante. Lo que resulta extraño, en cierto modo. La humanidad nunca puede decir con plena seguridad qué gentes perturbadas o enojadas son verdaderamente peligrosas. (…)

 

Hasta que los seres humanos no se den cuenta de que la explotación económica sistemática es tan cruel y disociada como disparar un arma de fuego contra un grupo de extraños, seguirá habiendo sangre. Mucha sangre. Leer más 

 

La tragedia de la fábrica de Bangladesh y los moralistas de la economía explotadora

 

 

Tras el derrumbe de una fábrica la semana pasada en Dhaka, ha aparecido un peligroso  argumento que circula por la blogosfera. El argumento, al que han dado voz medios tan diversos como Slate [revista electrónica norteamericana] y The Spectator[veterana revista conservadora inglesa], es que los beneficios económicos de la economía de las fábricas de explotación laboral [conocidas en inglés como “sweatshops”, literalmente “talleres de sudor”] rebasan la preocupación por los derechos de los trabajadores de los talleres.

 

Estos talleres, dice el argumento, no pagan gran cosa (cerca de 40 dólares en Bangladesh), pero pagan bastante más que la agricultura de subsistencia, principal alternativa a disposición de los trabajadores pobres en los países en desarrollo. El atractivo de un mayor salario, horarios más regulares y la independencia, en el caso de las mujeres, atrae a los trabajadores de zonas rurales a los barrios miserables de las ciudades en busca de trabajo en las fábricas. La globalización, y con ella la deslocalización del trabajo manufacturero de los países ricos a los pobres, ha sacado a millones de personas de la extrema pobreza (definida como vivir con menos de 1 dólar al día). Leer más 

 

Los trabajadores de Bangladesh necesitan algo más que boicots

 

 

 

Cuando se difundió la noticia del derrumbe del edificio cerca de Savar, no lejos de Dhaka, la capital de Bangladesh, los trabajadores salieron en tropel de las fábricas de endeble construcción dispuestos a ayudar en las labores de rescate…y dispuestos también a destrozar coches y levantar barricadas en las calles. Sentían en igual medida compasión por sus compañeros trabajadores e ira por el sistema sin rostro que reduce su vida diaria a horas confeccionando prendas de ropa y minutos para descansar. No les detuvo el miedo al castigo de la policía. Necesitaban estar en las calles, registrar su viviente humanidad ante un mundo que solo los veía doblados sobre sus máquinas o como cuerpos muertos que sacan de entre los escombros de un desastre. Los trabajadores con sangre en las venas son una visión poco familiar.

 

Los propietarios de las fábricas se apresuraron a cerrrar sus unidades subcontratadas y buscar refugio detrás de Atiqul Islam, presidente de la Bangladesh Garment Manufacturers and Exporters Association (BGMEA – Asociación de Exportadores y Fabricantes de Ropa de Bangladesh). Este hombre demostró poco interés por los heridos y los muertos. Estaba preocupado por “las alteraciones de la producción debida la agitación” y declaró que la violencia de los trabajadores era “otro duro golpe a la industria de confección de ropa”. Es de esperar que esos funcionarios se muestren consternados por las fábricas paradas y los trabajadores intranquilos. Cada segundo que están las máquinas inmóviles les cuesta dinero. La benevolencia es un negocio caro. Leer más 

 

 

 

 

 

MISÉRIA SEM FIM


por Carlos Chagas

Edição de 14 de abril de 2012
Edição de 14 de abril de 2012: todo Brasil esperava pela mixaria. Um mínimo do mínimo. Hoje e sempre. T.A.

Anuncia o governo que a partir do ano que vem o salário-mínimo será elevado de 622 para 670 reais. Houve até celebração no palácio do Planalto, pelo reajuste que ultrapassará a inflação. Um presente para o trabalhador…

Estão brincando com a miséria alheia. Como poderá um infeliz operário viver e sustentar sua família com essas migalhas? Nunca é demais repetir que a Constituição assegura para quem recebe o salário-mínimo, e sua família, condições para prover habitação, alimentação, vestuário, educação, saúde e até lazer.

Seria uma bela experiência obrigar esses tecnocratas, mais os ministros e, com todo o respeito, a própria presidente da República, a passarem um mês que fosse sobrevivendo com essa porcaria. Quando criado por Getúlio Vargas, o salário-mínimo bastava para as despesas referidas. Quando João Goulart, ministro do Trabalho, dobrou a importância congelada durante todo o governo anterior de Eurico Dutra, não apenas ele caiu. Getúlio também, logo depois. Vem agora o governo do trabalhador, perdão, apenas do partido do próprio, e dez anos depois de instalado no poder continua humilhando metade da população do país. Porque apesar de toda a propaganda sobre a criação na nova classe média, 80 milhões de brasileiros recebem apenas o salário-mínimo…

 

Banqueiros portugueses são dos que menos ganham na Europa Um estudo revela que a lista dos mais bem pagos banqueiros europeus é liderada pelos britânicos

 Um banqueiro brasileiro fatura mais que um ministro da suprema justiça?  Estas comparações são realizadas noutros países. No Brasil pertence a lista dos segredos eternos. Confira

O judiciário brasileiro está em greve para receber além do teto. Quando os trabalhadores recebem o terceiro pior salário mínimo da América do Sul.

Um estudo revela que a lista dos mais bem pagos banqueiros europeus é liderada pelos britânicos.

Os principais banqueiros portugueses são dos que menos recebem em salários na Europa, mas mesmo assim estão à frente dos dinamarqueses, noruegueses, holandeses e belgas, refere um estudo de analistas da Alphaville.

O documento, publicado hoje no  Le Parisien, indica que os executivos dos principais bancos portugueses receberam em 2010, em média, cerca de 845 mil euros por ano, estando em nono lugar num ranking que inclui treze países. Quanto embolsa um José Ermírio de Morais, um Sílvio Santos, banqueiros recentemente ajudados pelo governo?

Todo trabalhador que entra em greve, para conseguir o apoio da população, e convencer a fonte pagadora da justeza do pleito, e como parte da estratégia de luta do movimento paredista,  começa a campanha com a revelação do salário impróprio que recebe. No Brasil, o judiciário esconde. Eis um dos manifestos da Ajufe:

1. O direito de greve é assegurado pela Constituição da República e abrange a paralisação total ou parcial das atividades. Deve-se lembrar que esse direito foi assegurado por decisões dos próprios Juízes Federais aos advogados públicos nas sucessivas greves por estes deflagradas nos últimos 5 (cinco) anos.

2. A argumentação irresponsável das associações de classe da advocacia pública no sentido de criminalizar o protesto dos Juízes Federais – que não se confunde com greve – é incompatível com o Estado Democrático de Direito. Por outro lado, põe sob investigação os sucessivos movimentos grevistas da advocacia pública e os prejuízos causados ao erário, à sociedade e aos cidadãos mais humildes como os nossos trabalhadores, aposentados e pensionistas daí advindos. Esses movimentos poderão e deverão ser sindicados pelo Ministério Público via ação civil pública ou pelo cidadão via ação popular, sem prejuízo da análise criminal destas condutas individualmente.

3. Os processos de interesse do cidadão – ações previdenciárias, direito à saúde, ações criminais, medidas de urgência –  e da União vão tramitar normalmente na Justiça Federal no período de 18 de outubro a 29 de novembro. Apenas em relação aos processos de interesse da União, as intimações e citações serão concentradas no dia 29 de novembro, exigindo daí que os advogados públicos acompanhem o árduo ritmo de trabalho e costumeira celeridade implementada pelos juízes federais nos processos de interesse da União e cumpram a sua função institucional como determina a Constituição Federal.

4. Ao contrário dos Juízes Federais, muitos advogados públicos recebem remuneração além do teto constitucional por vias transversas, a título de participação em conselhos administrativos das empresas estatais e gratificações pelo exercício de cargos comissionados, sem base legal, e pleiteiam ainda no Congresso Nacional com as PECs 443 e 452, além de outros privilégios, a obtenção dos subsídios, igual ao dos juízes, além de honorários de sucumbência, o que no entendimento da Ajufe pertencem ao povo brasileiro e devem ser destinados a obras sociais como campanhas no combate à fome, construção de escolas e hospitais. 

5. A Ajufe por outro lado defende que os advogados públicos devem também ficar vinculados ao CNJ para que a sua conduta e produtividade seja avaliada e rigorosamente controlada, como ocorre com a magistratura, em benefício da sociedade,  do jurisdicionado e da justiça brasileira como um todo.

6. Os juízes federais reivindicam estrutura de trabalho, segurança e uma política remuneratória e previdenciária compatível que garantam a independência do Poder Judiciário em benefício da sociedade, que tem o direito a uma justiça mais acessível, célere, barata e que no aspecto criminal não admita a impunidade e a corrupção no Brasil.