Estabilidade no emprego um direito perdido

correio_braziliense. estabilidade

O sonho do brasileiro é ter um futuro garantido. A volta da estabilidade no emprego cassada pelo ditador Castelo Branco, com o golpe de 1964.

Hoje todos os empregos nas empresas e serviços privados são temporários.

Com um emprego provisório – recebendo um salário mínimo ou um salário piso – nenhum trabalhador pode planejar o próprio futuro. É viver sem esperança, com a incerteza do amanhã. Um amanhã miserável que, depois dos 35 anos, cada vez mais vai ficando difícil arranjar um trabalho digno. Vale para todas as profissões.

A terceirização é uma armadilha para roubar a estabilidade do emprego público.

O pequeno funcionário tem estabilidade porque ninguém ousa tirar esta mesma estabilidade dos lá de cima.

Os Associados, proprietários do Correio Braziliense, querem a eternidade das concessões de suas rádios, de suas telivisões. O sonho do Correio Braziliense é ser concessionário público. E com seus empregados recebendo um salário piso e mínimo.

Este o projeto de todos os barões da mídia, enriquecidos com a publicidade do executivo, do legislativo, do judiciário.  E outros diversificados negócios, também adquiridos como concessões.

 

 

 

 

 

Governador Eduardo Campos não paga salário piso aos professores

Informa o Blog de Jamildo:

 

Professores dizem não ao governo de Pernambuco
Professores dizem não ao governo de Pernambuco

Os trabalhadores em educação lotaram o Teatro Boa Vista, em assembleia realizada na tarde desta sexta-feira (15). O propósito da reunião foi repassar informes da última mesa de negociação e aprovar novas datas para a campanha salarial.

Os informes foram repassados segundo a última rodada de negociação. Nela, o secretário de Educação do Estado, Ricardo Dantas disse que Pernambuco passa por momentos de dificuldades financeiras, por isso a não aplicação da Lei do Piso.

Em função disto, o reajuste de todos os trabalhadores em educação do Magistério seria de 7,97% para quem tem ensino Médio, e para quem tem ensino superior o aumento de 3,9% durante seis meses e a partir de julho o aumento seria de 7,97%. O representente da categoria afirmou que, com essa proposta, não haverá início o processo de negociação.

“O Estado reduziu o que se conseguiu no período de luta. Só começamos a negociar se a base for respeitada”, garantiu o presidente do Sintepe, Heleno Araújo. Segundo o sindicalista, o governo pediu um tempo para repensar.

Uma próxima mesa específica de negociação foi agendada para o dia 26 de março.

No encontro, serão levados pontos que o Conselho Estadual de Representantes deliberou, entre eles, rejeitar qualquer proposta que diminua salário, resolver pendências na negociação, avançar no percentual de julho a partir de 2013, pressão dos núcleos regionais para viabilizar as propostas que garantam uma melhoria na vida do profissional em educação.

O momento serviu ainda, para reforçar os três dias de greve nacional convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), 23, 24 e 25 de abril. Terminada as avaliações, três deliberações foram aprovadas pela categoria.

A primeira, que o reajuste seja de 8% a partir de janeiro para todos os trabalhadores em educação e em julho acrescentar 6% no salário a partir de julho. A segunda, foi se utilizar da estratégia de manter o processo de negociação, mobilização paralela nas regionais e no próximo dia 8 de abril, às 9h, uma nova assembleia está marcada, no teatro Boa Vista.

 

Manchete que denuncia a dependência de um país

Um país independente investe. Veja os sinônimos de dependência: agência, escritório, filial, obediência, submissão, subordinação, sucursal, sujeição.

O Brasil virou um país de montadoras e oficinas estrangeiras. Repleto de agências, filiais, sucursais e escritórios de piratas e corsários de várias bandeiras.

FHC patrocinou a venda de mais de 70 por cento de nossas empresas estatais e incentivou a desnacionalização de empresas e indústrias.

Muitas dessas empresas estão em crise. Uma crise que na matriz vem sendo discutida, e que motiva protestos, greves. Que, aqui, na filial é escondida.

Mas a pobreza na matriz em Espanha, em Portugal, na Itália, nunca será igual à pobreza do Brasil, do Paraguai e outros países das Américas do Sul, Central e África.

Corsários e piratas que pagam humilhantes salários ao trabalhador brasileiro.

Quando os industriais choram dinheiro do governo

Toda vez que a imprensa conservadora fala de queda na produção, não tem outra: os industriais estão querendo bilhões e mais bilhões de ajuda do governo.

O Brasil não tem indústrias. Virou um pais de montadoras e oficinas. Os jornalões e revistas de papel cuchê estão solicitando dinheiro para industriais estrangeiros. Acontece o mesmo com os banqueiros.

Estão em crise na matriz, e pretendem ser salvos pelas filiais espalhadas pelo Brasil colônia internacional.

A imprensa condena as greves por salários dignos. Salários que estão congelados.

Os salários pagos no Brasil, pelas empresas estrangeiras, são humilhantes. O salário mínimo, hoje, não passa dos 310 dólares.  Para a maioria dos trabalhadores.

Os aposentados e pensionistas também  ganham apenas 310 dólares por mês: 620 reais.

Quanto mais baixo o salário pago, maior o lucro da empresa.

Quem tem nível universitário ganha o salário piso. Outra porcaria. Um salário de chefia, para exercer um cargo da máxima confiança, equivale um salário mínimo da Espanha, da Itália, de Portugal, países em crise, e com todas suas grandes empresas e indústrias faturando mais no Brasil do que em toda Europa. E o Brasil diz que é a sexta ou quinta potência mundial.

A imprensa é contra o pagamento do salário desemprego. É contra o bolsa-família, uma esmola máxima de 110 dólares para uma família. É muita maldade. Quando metade da população – mais de cem milhões de brasileiros – tem um rendimento mensal de zero a 130 dólares.

Quem ganha o salário mínimo não come três refeições/dia, e mora em algum casebre numa favela. Um pobre brasileiro não pode ser comparado a um português pobre, a um espanhol pobre. O Brasil é um país de miseráveis. Miserabilidade de país africano em guerra civil e explorado pelo colono branco ocidental e cristão.

Compare os salários mínimos. Clique aqui

O governo promete que vai melhorar a vida do brasileiro. Depois da Copa do Mundo, no ano de 2015, se não existir mais crise na Europa, e com ordem e progresso, eis o salário mínimo  de 99% dos brasileiros: 803 reais e 93 centavos. Não passa dos 400 dólares.

Caixa Econômica faz propaganda enganosa

A Caixa empresta dinheiro para as grandes empresas construírem edifícios, cujos apartamentos serão vendidos a estrangeiros (devia ser proibido), e mafiosos dos precatórios, cabos eleitorais das eleições municipais deste ano, prefeitos, vereadores, marajás, Marias Candelária, pelegos, proprietários de igrejas, de ONGs, de empresas de fachada, de serviços fantasmas e de obras inacabadas.

O trabalhador de salário mínimo não come nem as três refeições dia, e o bacharel do salário piso estrebucha num emprego temporário e recebe um salário engana fome.

Quem tem emprego temporário não pode arriscar nenhum projeto para o futuro, quando jovem. E depois dos 40 anos dificilmente arranjará trabalho.

Os cargos de chefia, nas empresas ex-estatais e desnacionalizadas, são de estrangeiros.

Sobram vagas para peões. A chamada mão de obra qualificada bate calçada. E quando bate ponto recebe, no máximo, três salários mínimos. Isso por dois ou três anos. Dificilmente um brasileiro fica quatro, cinco anos em uma mesma empresa. Todo emprego é precário.

Qualquer dia é dia para comprar imóvel. Basta possuir grana. Essa de leilão coisa do governo para engodar os bestas. Propaganda enganosa.

A maioria que compra imóveis, compra para alugar. Os aluguéis estão nas alturas, quentes, ferventes, e os salários congelados.

O classe média que aluga esquece a condição de teto engravatado.

O contrato de aluguel, prazo máximo de três anos, raramente é renovado. Que o aumento tabelado pelo governo não bate com a dura e escandalosa realidade da especulação imobiliária.

Eta governo ludribiador! Eta classe média lascada! Pendurada no cartão de crédito. E sempre, e sempre escondendo a vida miserável de crediarista.

Greve Geral amanhã na Espanha. Coisa que o Brasil nunca fez. Que o brasileiro sempre leva vantagem em tudo

O jeitinho brasileiro resolve tudo. Subiu o salário mínimo. Cresce a escalada social. Miserável vira pobre, e pobre entra na classe média.

Um povo feliz – temos o melhor carnaval do mundo, vamos construir doze estádios para a Copa do Mundo, e todo final de semana tem show grátis da prefeitura – não faz greve.

A crise  dos espanhóis está no esbanjamento. Eles compraram nossas estatais. De telefonia. De energia. Bancos. Mineradoras. Poços de Petróleo. Etc. Etc. Em troca: Temos luz quase de graça. A conta do telefone é bem pequeneninha. Os bancos deles estão falidos lá na Espanha, mas aqui no Brasil dão o lucro besta. Levam nosso petróleo. Nossos minérios. E reclamam. É! não sabem levar vantagem com tudo que o Brasil deu de mão beijada. Veja a choradeira deles:

Nuestra mejor arma siempre debe ser la solidaridad, la unión, el apoyo mutuo y la acción directa. En un día de huelga no sólo luchas por tu gente, tu familia, tus amistades, tu vecindario, también luchas por las personas sin empleo (tú puedes ser el o la siguiente), luchas por las trabajadoras y trabajadores migrantes sin derechos que están sufriendo explotación, luchas por tus derechos como trabajador o trabajadora, contra las injusticias y las condiciones laborales que nos están imponiendo entes que sólo buscan su beneficio: la Banca, la Patronal, el Gobierno y el Estado, entre otros.

Un día de huelga no sirve para quedarse en casa, no es un día de vacaciones, es un día de lucha donde la clase trabajadora participa día y noche en acciones informativas (piquetes), intentando influenciar sobre la necesidad de hacer la huelga al resto de trabajadores y trabajadoras, acudiendo a las manifestaciones que se convocan, haciendo desobediencia civil, boicot a la producción y al consumo. Pero tampoco es un solo día de lucha, sino una herramienta que ha de servir como punto de partida que permita tener el control de nuestras propias vidas, por eso la huelga no puede ser la anécdota de un día y debe ser indefinida.

Convocatoria de huelga contra la Reforma Laboral y el Pacto Social, con los objetivos básicos siguientes:

1.- La retirada de las políticas, leyes y actuaciones del capital que fomentan el paro, el recorte de los derechos sociales e individuales, la precariedad y la explotación de la clase trabajadora y que impiden un reparto justo del trabajo, la riqueza y el bienestar.

2.- Un rechazo radical de la política económica desarrollada por el Estado.
3.- Exigir la aplicación inmediata de medidas concretas que acaben con el paro, la precariedad, la temporalidad y siniestralidad laboral.

Por que o povo não apoia greve da polícia?

A polícia costuma bater nos trabalhadores. Reprime os grevistas e os movimentos sociais.

A polícia bate no povo. O “episódio do Pinheirinho”, em São José dos Campos, e outras chacinas como Carajás, Candelária e Carandiru são bem representativas.

A polícia chega nos morros do Rio, nas favelas das cidades brasileiras, sempre atirando, derrubando portas, espancando, estuprando, no prende e arrebenta da ditadura que continua. A ditadura dos banqueiros e dos piratas das empresas e indústrias estrangeiras.

A polícia trata os sem terra e os sem teto como animais.

Soldado tem que se lembrar sempre que é povo. Que será sempre da camada mais baixa da hierarquia policial. Ganha mais que um salário mínimo. Dois ou três salários mínimos, isto é, o salário piso de várias categorias profissionais formadas por nossas universidades públicas e privadas. E tem o direito de estabilidade, quando todos os empregos das empresas privadas passaram a ser temporários e precários. Não existe mais emprego fixo.

Como conseguir o apoio do povo? Metade da população pena com um rendimento mensal de 370 reais.

Ou da maioria dos trabalhadores?

O soldado não bate nos grevistas do Fisco nem do Judiciário.

Esta falta de apoio às greves justas dos praças, em vários Estados brasileiros, constitui uma lição que soldados, cabos e sargentos precisam aprender.

Os oficiais da Polícia Militar apoiam às escondidas os grevistas: por causa do gatilho salarial. Eles serão os principais beneficiados.

O povo continuará na mesma. A baixo da linha de pobreza, e perseguido pela polícia e pela justiça PPV.

OS POLÍTICOS

A esquerda extra-governamental brasileira, PSOL e PSTU, apoia a greve da polícia militar baiana, que continua a ocupar a Assembleia Legislativa, enquanto o número de mortos causado pela onda de violência já ultrapassou os cem.

PSTU considera que “os policiais lutam pela melhoria nas suas condições de trabalho” e acusa o governador do estado (Jacques Wagner, do PT) de procurar criminalizar os grevistas tratando-os como delinquentes. Para o PSTU, a solução passa pela retirada da Força Nacional deslocada para o estado da Bahía, considerando que a sua chamada visa “não a segurança do povo pobre, mas garantir a segurança para os milionários negócios da burguesia comercial e da grande indústria do turismo e do entretenimento no verão”, o que vai significar “um aumento da repressão e violência, um banho de sangue pode acontecer”. O PSTU defende “todo apoio e solidariedade a greve dos policiais” e “uma greve geral unificada de todas as associações de policiais”.

EXEMPLO DE PORTUGAL

Recentemente, as Forças Armadas de Portugal mandaram um aviso para o Governo: não iriam para as ruas reprimir o povo nas passeatas dos indignados, nem nas greves sindicais.