Carta aberta de funcionária da Petrobras e Campanha do Petróleo É Nosso

Michele Daher
Michele Daher

A carta aberta de uma funcionária da Petrobras continua com a crescente aprovação dos internautas, e transcrita por blogues e redes sociais, apesar da aparente indiferença dos irmãos Marinho, proprietários do monopólio midiático da Globo.

Michelle Daher Vieira escreveu a carta porque sua foto apareceu em uma reportagem publicada no jornal O Globo do dia 15 de fevereiro, intitulada “Nova Rotina de Medo e Tensão”.

A carta publicada na sua página do Facebook é dirigida ao jornal de propriedade dos irmãos Marinho e à jornalista Letícia Fernandes que assinou a reportagem embusteira e escandalosa.

Escreveu Michele: “Fico imaginando como a dita jornalista sabe tão detalhadamente a respeito do nosso cotidiano de trabalho para escrever com tanta propriedade, como se tudo fosse a mais pura verdade, e afirmar com tamanha certeza de que vivemos uma rotina de medo, assombrados por boatos de demissões, que passamos o dia em silêncio na ponta das cadeiras atualizando os e-mails apreensivos a cada clique, que trabalhamos tensos com medo de receber e-mails com represálias, assim criando uma idéia, para quem lê, a respeito de como é o clima no dia a dia de trabalho dentro da Petrobras como se a mesma o estivesse vivendo.

Acho que tanta criatividade só pode ser baseada na própria realidade de trabalho da Letícia, que em sua rotina passa por todas estas experiências de terror e a utiliza para descrever a nossa como se vivêssemos a mesma experiência”.

Michele tocou no calcanhar de Aquiles dos jornalistas da Globo, que recebem o salário do medo e da fome. E das redações onde imperam o assédio moral e o assédio sexual. Um trabalho servil. Um jornalismo marrom, faccioso e partidário, que tem como fontes desclassificados indivíduos como o bicheiro Carlinhos Cachoeira, delatores da Justiça e outros bandidos. A aberração do uso de fontes fictícias consideradas como não oficiais. Ou hipotéticas. Para dar uma aparência de verdade informam: trocamos os nomes para o informante não sofrer coação (mas não diz quem seria o perseguidor, apenas insinua, que é outra forma de caluniar, de criar um falso clima de terrorismo). Um jornalismo quinta-colua. Redações que espalham boatos, mentiras, rumores, balões de ensaio, meias-verdades, barrigas, e que deturpam entrevistas.

Michele consegue desnudar as Louras Platinadas da campanha que visa privatizar a Petrobras: “Minha intenção era mostrar que a Petrobras é um patrimônio brasileiro, maior que tudo isto que está acontecendo, que não pode ser destruída por bandidos confessos que posam neste jornal como heróis, por juízes que agem por vaidade e estrelismos apoiados pelo estardalhaço e holofotes que vocês dão a eles, pelo mercado que só quer lucrar com especulação e nunca constrói nada de concreto e por um jornal repulsivo como O Globo que não tem compromisso com a verdade nem com o Brasil“.

Lembra Michele: “Em abril próximo vou fazer 9 anos de Petrobras, no dia em que assinei o contrato, foi o meu primeiro dia como empregada da maior empresa do Brasil. Éramos muitos novos empregados sendo contratados naquele dia, estávamos todos num grande auditório e tocou o Hino Nacional. Isso dá um significado muito grande da importância do nosso trabalho: aquele contrato não é só a concretização de uma realização pessoal, é também um projeto de empresa e do país que queremos e trabalhamos para construir, se eu já sabia disso, naquele momento a dimensão desta minha certeza se ampliou. Nós não estamos aqui para trabalhar só para o mercado, estamos aqui para construir um Brasil melhor, maior e mais desenvolvido para todos”.

Os Marinho ordenaram que seus capatazes e escribas participem do chamado golpe “suave” ou golpe a jato.

Comenta o jornalista Paulo Nogueira: “Erick Bretas, que ocupou diversas posições de destaque no telejornalismo da Globo e hoje é seu diretor de Mídias Digitais, fez ontem uma coisa que desafia a capacidade de compreensão. Defendeu a cassação de 54 milhões de votos dados há menos de cinco meses para Dilma”.

No jornalismo on line, Bretas é quem ordena a publicação de matérias contra a Petrobras. Certamente faz tudo conforme mando, que ele não é doido para contrariar os patrões.

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Tal como fez com Michele , qualquer cidadão nacionalista, patriota pode fazer o mesmo: Funcionário da Globo defende estatização, a Petrobras para os brasileiros
O jornal O Globo, indevidamente, usou a imagem de Michele Daher Vieira. Qualquer cidadão nacionalista e patriota pode dar o troco: Funcionários da Globo realizam, sem medo e tensão, a Campanha do Petróleo É Nosso. Dos brasileiros. E defendem a estatização da Petrobras

Em Pernambuco, teorias conspiratórias são usadas para explicar a morte de Campos

Autores de ‘atentado’ são os mais diversos nas ruas do Recife

Quem tem medo de Eduardo

por Letícia Lins/ O Globo

A investigação sobre as causa do acidente que matou o ex-candidato do PSB à Presidência da República Eduardo Campos ainda não tem data para ser concluída. Mas, para grande parte da população pernambucana, a tragédia já tem uma explicação: trata-se de um “atentado”. Essa, pelo menos, é a versão que corre no cemitério onde o socialista foi enterrado, nas praias, nas esquinas, em escritórios do Recife. E não foi por outro motivo que a palavras mais repetida, aos gritos, por pessoas durante todas as cerimônias fúnebres do ex-governador foram: “Justiça, justiça!”.
O GLOBO ouviu 30 pessoas em quatro bairros da capital, e apenas duas não compartilham da mesma suspeita, que intriga os pernambucanos desde a última quarta-feira. A equipe ouviu conversas espontâneas no meio das ruas e abordou também pessoas de todas as classes sociais. Não há limite para procurar culpados. As pessoas apontadas como “responsáveis” vão da presidente Dilma Rousseff à “máfia do PT”. De alguém “muito invejoso” à ex-senadora Marina Silva, candidata a vice quando houve a tragédia.

Ambulante na praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, onde vende cerveja e refrigerantes, Francisco Tenório gritava à beira mar, na segunda feira:

‘FOI A MÁFIA DO PT’

—Vou dizer uma coisa a vocês. É muito estranha a morte de Eduardo Campos. Ele era um grande guerreiro. Quem matou foi Dilma, foi o PT. Nós somos fiéis a Eduardo. O avô dele, Miguel Arraes, era nosso amigo. Eu garanto, quem matou Eduardo foi a máfia do PT. Vamos escolher um novo presidente — dizia.

Professora universitária aposentada, Maria Helena Cruz de Oliveira também já formou sua opinião. Ela só falava no assunto, ao chegar logo cedo em um salão de estética, no bairro do Rosarinho:

— Eu acho que foi sabotagem. Esse negócio de caixa preta que só gravou as conversas de outro voo, para mim, não passa de enrolada. Pode ser até que o acidente tenha sido de verdade. Mas na minha mente, foi uma coisa programada mesmo. Claro que há muito interesse no desaparecimento de Eduardo, inclusive de partidos contrários a ele, como o PT — afirmou ela.

‘FOI ALGUM LOUCO’

Irmãs, Maria Cordeiro das Neves e Aládia Neves, que trabalham em um salão de beleza, informaram que a maior parte da clientela também acredita na hipótese de sabotagem. Da mesma ideia, compartilham as duas:

— Acho que houve, sim, sabotagem. Algum louco. Não acredito que foi só um acidente e Deus permita que eu esteja enganada — suspeita Aládia.

– Para mim, também houve alguma coisa estranha. A forma como descreveram o acidente… Parecia até um traque de massa estourando no ar — disse Maria, comparando o avião ao fogo junino.

‘FOI UM ASSASSINATO’

Eleitora do ex-presidente Lula por duas vezes e de Dilma Rousseff no último pleito presidencial, a dona de casa Maria do Carmo (ela não quis dizer o sobrenome) se preparava para votar em Eduardo para presidente em 2014. E não escondia a tristeza e a suspeita:

— Foi uma perda que os brasileiros e pernambucanos só têm a lamentar. Para mim, foi um assassinato. Não quero culpar ninguém, mas o ser humano morre de inveja de quem tem sucesso. Eduardo Campos era uma estrela que ia subir muito. Na minha rua, na minha família, por onde ando, é unanimidade. Se você for conversar, vai dar 99,9% de pessoas que pensam que foi um atentado. Meu sonho agora é que se descubra quem fez isso— afirmou ela. Maria do Carmo esteve no domingo no cemitério de Santo Amaro, onde o socialista foi sepultado.

‘OLHO GRANDE’

Ainda há pessoas que atribuem o acidente ao “olho grande”, como foi o caso da dona de casa Maria das Dores da Silva. Ela mora em uma comunidade que fica às margens do rio Capibaribe:

— Mataram aquele homem. O avião não ia cair assim. Foi alguém com olho grande. Ele era humilde, falava com todo mundo, dizia que ia fazer mudanças, uma pessoa simples. Para mim, o acidente foi provocado — disse ela, enquanto sua fala era aprovada por duas outras vizinhas, no bairro de Dois Irmãos.

Até mesmo o Arcebispo da Arquidiocese de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, tocou no assunto, durante a homília da missa de corpo presente no velório, no Palácio do Campo das Princesas:

— Como isto é algo que parece tão incompreensível para muitas pessoas, não só podemos como temos até que perguntar de que maneira tudo isto aconteceu — disse ele no domingo.

Dúvidas também circulam até no Palácio do Governo, onde os restos mortais de Eduardo foram velados:

— Quando penso no que aconteceu, os indícios aparecem divididos na minha cabeça. 50%do que penso é que houve um acidente, mas os outros 50% me induzem à hipótese de atentado — disse Manoel Messias, assessor do governador João Lyra Neto (PSB).

‘QUEM TERIA O INTERESSE?’

Para o ex-secretário de Imprensa do então governador Eduardo Campos, Evaldo Costa, só resta às autoridades uma alternativa:

— A Polícia Federal, o governo federal, a Aeronáutica não podem economizar nenhum esforço na investigação. Porque o que ocorreu envolve o sonho da população, a segurança da aviação. Quem, enfim, teria interesse em matar Eduardo Campos? Seja acidente ou atentado, o que não pode é que as autoridades brasileiras deixem que nos restem dúvidas sobre isso — disse.

O aposentado Fernando Laime também desconfia:

— Alguém cortou o seu sonho no meio do caminho. Ao meu ver, foi um atentado. Até porque é muito estranho o que ocorreu com a caixa-preta — disse.

‘NÃO FOI MARINA?’

Alguns, como uma faxineira, chegam a levantar hipóteses absurdas.

— E não foi Marina? Ela era a mais interessada, porque agora a candidata vai ser ela.

A esteticista Ilusca Estefânia da Silva não acredita em atentado.

— Pelo que o povo está pensando, as pessoas interessadas na morte dele seriam os candidatos Dilma e Aécio. Mas os dois só têm a perder com a morte de Eduardo. Porque Marina passa na frente de Aécio, e tem chance de chegar ao segundo turno. Logo, nem mesmo teoricamente, haveria interesse por parte dos dois outros candidatos na morte dele. Falam que era o tipo de combustível usado no avião. Realmente só as autoridades podem explicar o que aconteceu.

Ex-prefeito do município da cidade de Jaboatão dos Guararapes, aos 93 anos, o ex-deputado Newton Carneiro foi outra voz dissonante em meio a tantas e curiosas suposições:

— O que houve foi uma fatalidade. Já soube que naquela região de Santos tem muita ventania. Eduardo era um santo, não fazia mal a ninguém, e não acredito que alguém tivesse interesse em matá-lo.

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[Postei o material ilustrativo. São memes que circulam na internert. A reportagem de Letícia Lins mostra uma realidade que os marqueteiros burros de Dilma não conseguem lidar. É uma campanha emocional. A teoria da conspiração foi iniciada com a queda do avião. A “confirmação” do atentado vem sendo fortalecida com as seguintes senhas: “avião fantasma”, “drone”, “investigação do acidente”, principalmente quando solicitada por Marina e Beto Albuquerque, “caixa-preta”]

Irmão de Eduardo Campos alimenta a teoria da conspiração. Aparece um drone da Aeronáutica no lugar de um misterioso helicóptero

A teoria da conspiração nasceu na hora da queda do avião da campanha de Eduardo Campos e Marina. Pelos boatos e rumores espalhados, o “atentado” beneficiaria Dilma, a candidata menos interessada que, pelas pesquisas, ganharia a eleição no primeiro turno.

Inicialmente falaram de colisão com um helicóptero. Se é para acreditar em atentado político, prefiro a teoria surgida nos Estados Unidos, e escondida pelos barões da mídia brasileira, o PIG, de que foi coisa da CIA e de George Soros & outros banqueiros associados.

No clima emocional teatralizado, as pesquisas indicam que Marina vence no primeiro e no segundo turno.

profecia

Quem deseja a morte de um presidente tem que ser investigado
Quem deseja a morte de um presidente tem que ser investigado

atentado bomba pesquisa Eduardo

Morte de Eduardo Campos: Assessor de Richa acusa PT de assassinato 

Júlio Jacob Júnior, assessor do governador Beto Richa (PSDB) e presidente da Copel Participações S/A, terá 48 horas para se explicar sobre acusação que fez contra o PT no caso da morte do ex-presidenciável Eduardo Campos; “Reafirmo, suspeito sim de sabotagem, típica de fanatísmos como vários radicais do PT”, escreveu  nas redes sociais, o que causou forte impacto nos internautas; decisão é da juíza Letícia Marina Conte, da 4ª Vara Criminal de Curitiba, que acolheu nesta quarta-feira (27) parecer do Ministério Público.
Júlio Jacob Júnior, assessor do governador Beto Richa (PSDB) e presidente da Copel Participações S/A, acusou o PT como responsável pela morte do ex-presidenciável Eduardo Campos; “Reafirmo, suspeito sim de sabotagem, típica de fanatismos como vários radicais do PT”, escreveu nas redes sociais, o que causou forte impacto nos internautas.

Escreve Esmaeal Moraes: No Paraná, o cadáver do ex-presidenciável Eduardo Campos (PSB) continua insepulto.

A juíza Letícia Marina Conte, da 4ª Vara Criminal de Curitiba, acolheu nesta quarta-feira (27) parecer do Ministério Público que dá prazo de 48 horas para que o advogado Júlio Jacob Júnior, assessor do governador Beto Richa (PSDB) e presidente da Copel Participações S/A, explique a acusação que fez ligando o PT a atentado contra o ex-governador pernambucano (clique aqui).

O quiproquó se deu no dia do acidente aéreo que vitimou o socialista, dia 13 de agosto, quando Jacob acusou o PT pelas redes sociais:

“Reafirmo, suspeito sim de sabotagem, típica de fanatísmos como vários radicais do PT”, escreveu o assessor de Richa.

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Diante da grave acusação, o diretório estadual do PT do Paraná ingressou no dia seguinte (14) com uma interpelação criminal. O objetivo dos petista é dar oportunidade de Jacob “reafirmar” ou “recuar” das acusações que fez contra o partido. Se confirmar, será processado criminalmente por calúnia e difamação (clique aqui).

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Publica o G1 (Globo): O irmão do ex-governador de Pernambuco e candidato à Presidência da República, Eduardo Campos (PSB), que morreu após um acidente aéreo no dia 13 de agosto em Santos, no litoral de São Paulo, esteve pela primeira vez no local onde o avião que levava Eduardo caiu. Antonio Campos se reuniu com vítimas que tiveram casas e seus comércios impactados com o acidente.

Antonio disse que prestará apoio para essas pessoas. “Mesmo sendo um momento muito difícil para mim, vindo pela primeira vez ao local onde ele faleceu, junto com mais seis vítimas, das quais algumas eram amigas minhas, também vimos a dor de pessoas que estão sofrendo danos materiais e merecem ser reparados. Vamos fazer o possível para que esses danos sejam reparados. Estaremos lado a lado, lutando por esse direitos deles”, diz.
O PSB, partido de Campos, também deve ajudar essas vítimas. A maneira como esse auxílio irá acontecer não está definida. “Nós vamos construir um caminho conjunto de melhorar a situação de quem sofreu esses danos materiais. Também houve danos psicológicos. Eduardo Campos é mais uma vítima do acidente, só que mesmo assim, vamos nos esforçar dia e noite para minimizar esses danos”, completa [sem informa de onde sairá o dinheiro]

Campos reforça as recentes declarações de Marina e do vice Beto Gonçalves, que jamais falam de morte acidental. Todos os três reforçam a teoria da conspiração aceita pela maioria dos eleitores.

Além disso, o parente de Campos esteve reunido com o Ministério Público da cidade, para saber detalhes sobre as investigações. Segundo o irmão, que está habilitado pela família a acompanhar as investigações do caso, o MP trabalha com a possibilidade de que um drone meteorológico, utilizado pela Força Aérea Brasileira, tenha atingido o avião de Eduardo. “Tomei conhecimento dessa possibilidade de um drone ter colidido com o avião do presidenciável Eduardo Campos. Essa é uma das linhas de investigação do Ministério Público e é uma hipótese real”, afirma.
Antonio destaca que um drone da Aeronáutica teria sido dado como desaparecido dias antes do acidente. “Existe imagens no inquérito civil de peças que podem ser de um drone meteorológico. Houve um alerta dias antes de um drone desaparecido na região. Esse pode ser considerado um fato significativo e novo sobre a morte de Eduardo Campos”, aponta.
O irmão de Campos também cita que o promotor Thiago Nobre pediu algumas explicações para diversos órgãos sobre possíveis causas do acidente. “Estou com a cópia da documentação e existe uma investigação que ganhou corpo sobre a possibilidade do drone, mas ainda não é conclusiva. É uma hipótese que ganha força também porque há registro de fotos e imagens, inclusive no G1, de imagens similares a esse drone no local do acidente. Fora isso, foram feitas perguntas pelo promotor sobre o sistema utilizado na Base Aérea de Guarujá, para saber se o equipamento estava em perfeito funcionamento. Isso pode também ter atrapalhado a aeronave”, comenta.

Para Antonio Campos, ainda não é possível saber quando haverá uma conclusão sobre o caso. “O inquérito civil não está em segredo de Justiça, mas ainda não podemos concluir nada. É preciso aguardar o encerramento das investigações”, conclui.

É isso aí. Fica o clima de suspense. O povo que tire as conclusões.

Pelicano
Pelicano

 

Marina e imprensa quebram a trégua do luto e recomeçam campanha eleitoral

O rei está morto! Viva a rainha!

Foi decretada uma trégua política como luto pela morte acidental de Eduardo Campos.

Aécio Neves está calado.

Dilma Rousseff está calada.

Um luto desrespeitado por Marina Silva e deputados do PSB.

Marina Silva fala, fala e fala.  Principalmente via porta-vozes e marqueteiros e assessores. Isso com o apoio da Grande Imprensa direitista, que pretende realizar uma campanha fúnebre e emocional. Uma campanha que precisa ser desmascarada. E já. Inclusive com boatos de que Eduardo foi vítima de um atentado político.

Existem até profecias. E revelações de sessões espíritas:

profecia

 

Veja a propaganda do jornal que antes defendia a candidatura de Aécio Neves:

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Vem um deputado de Marina e denuncia a investigação da Aeronáutica, e pede uma apuração isenta. Fala de suspeita de atentado. Leia aqui.

O principal político que levou vantagem com a morte de Eduardo Campos foi Marina Silva. Suspeita é a desconfiança do PSB.

Quem era o proprietário do avião?

Por que Marina não quis viajar no vôo da morte com Eduardo Campos?

Está na hora de acabar com os boatos. Se existe desconfiança, revelar. Não ficar na covardia de não apontar nomes.

Jornal de Aécio espalha o boato de atentado

Uma mentira que favorece Marina. Apenas Marina…

 

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A morte de Eduardo Campos só podia favorecer uma candidatura à presidência. Quem espalha rumores culpa quem indiretamente?

A Hora de Marina

por Fernando de Barros e Silva, revista Piauí

Marina Silva jamais esteve tão próxima da Presidência. No mundinho da política esse sentimento se espalhou por toda parte nas últimas 48 horas, em graus variados, entre adeptos e adversários da possível candidata.

Sim, Eduardo Campos ainda não foi enterrado; sim, Marina não assumirá a candidatura antes do funeral; sim, o PSB, partido que a hospeda, é um saco de gatos magros sem nenhuma liderança forte e ainda não decidiu oficialmente que rumo tomar.

Ninguém mais, no entanto, nem no PT nem no PSDB, cogita seriamente a hipótese de ver Marina fora da disputa. A carta do irmão de Campos reiterando a vontade da família de que a vice substitua o candidato morto praticamente encerra a questão.

A repórter Daniela Pinheiro, da piauí, tem a informação de que Marina quer Renata Campos, a viúva, como candidata a vice-presidente. Considera que ela, auditora do Tribunal de Contas de Pernambuco, gosta de política e entende de administração pública. Sua candidatura seria também uma maneira de homenagear o marido e manter viva a imagem da família na própria chapa presidencial. Seria, sobretudo, um tremendo lance de marketing.

As resistências no PSB a Marina, tão repisadas nos bastidores da pequena política nas últimas horas, tendem a se diluir diante da perspectiva, agora real, de chegar ao comando do país. Ou seja, até em nome do oportunismo político os velhos socialistas brasileiros caminham para os braços da líder ambientalista, ainda que tenham horror a ela, o que é verdade em alguns casos.

Sem Marina, Dilma muito provavelmente venceria a eleição no primeiro turno. Aécio Neves, por sua vez, vive uma situação paradoxal: precisa de Marina no páreo para manter viva a expectativa de que haja segundo turno; ao mesmo tempo, corre o risco _a essa altura muito grande_ de ser ultrapassado pela representante da terceira via e ficar fora do palco da grande final.

O histórico das candidaturas sugere isso. Marina figurou pela última vez numa pesquisa do Datafolha como possível candidata do PSB em abril deste ano (só em maio o partido viria ratificar o nome de Campos na cabeça da chapa). Ela tinha, então, 27% das intenções de voto (marca que Aécio jamais alcançou). Dilma estava com 39% (praticamente no mesmo patamar em que se encontra hoje). Aécio somava 13%.

Na próxima segunda-feira, a Folha divulga o resultado de uma nova pesquisa com Marina de volta à cédula. A apreensão entre os petistas é imensa. “Sacanagem fazer a pesquisa nesse momento”, me disse um deles ontem à noite. “Ninguém da elite, em sã consciência, a quer como presidente. Querem usá-la para manter Aécio vivo, mas é uma manobra arriscada”, acrescentou.

Na avaliação desse petista, Marina será ungida candidata assim que o caixão de campos descer à terra. Haverá, num primeiro momento, uma pantomima par encenar a unidade do partido. Os problemas e as brigas virão logo nos dias seguintes: quem vai mandar na campanha? Qual será o discurso da candidata? Como se comportará diante das alianças regionais com petistas e tucanos feitas por Campos à sua revelia?

Muita gente parece ter descoberto que Eduardo Campos era seu candidato agora que ele morreu. Boa parte disso se deve às circunstâncias trágicas de seu fim e à comoção que tomou conta do país. Mas, além disso, parece que a morte de Campos trouxe à tona o desejo latente de mudança que fermenta há meses de forma difusa na sociedade. Até então nenhum candidato _nem Aécio nem Campos em vida_ tinha sido capaz de galvanizar esse sentimento de insatisfação, que não é necessariamente contra o governo (embora também o seja), mas, também, contra o sistema político. A deterioração do quadro econômico, embora lenta, só tende a engrossar o coro dos descontentes.

Marina parece ser o personagem ideal para o momento. Basta lembrar que, ao contrário da quase totalidade dos políticos, se beneficiou das revoltas de junho de 2013. No início daquele mês, quando o movimento ainda era gestado, Marina aparecia no Datafolha com 14% das intenções de voto; Dilma tinha 51%. Dois meses depois, em agosto, Marina tinha saltado para 26% (um crescimento de 100%), enquanto Dilma caía para 35%. A virtual candidata entrava em sintonia com o recado das ruas.

Renovação da política e aversão à política se confundem na figura de Marina. Sua fala a todo instante descamba para o registro messiânico, ao mesmo tempo em que ela preserva sua postura ponderada e dá sempre a impressão de ser uma pessoa extremamente racional. Há algo de genuinamente monástico em sua figura que contrasta com o bordel da política brasileira. Como ela vai governar, se chegar lá, talvez nem o Senhor saiba explicar.

Em 2010, Marina era uma candidata mambembe, com pouco tempo de TV e quase nenhuma estrutura partidária. Obteve quase 20 milhões de votos, surpreendendo a todos. Dois anos depois, nas eleições municipais, pressionada a sair candidata para aproveitar o cacife eleitoral acumulado, se recusou a fazê-lo. Foi além, retirando-se da disputa sem apoiar ninguém. Parecia um fim.

Quando eclodiram as revoltas de junho o nome de Marina andava esquecido. Praticamente ninguém a mencionava como peça importante do xadrez da sucessão. Em poucas semanas, ela ressuscitou nas ruas, quase à revelia de si mesma.

Logo adiante, voltou a afundar quando a Justiça Eleitoral negou o registro da sua Rede. A mão pesada do PT atuou para inviabilizar a provável candidatura presidencial da ex-ministra de Lula, sabemos disso. Mas o episódio também deixava patente a inabilidade (ou incompetência) de Marina para lidar com as contingências do mundo prático. Fora incapaz, apesar de todo o respaldo popular, de obter assinaturas ao longo de meses para criar seu partido. Isso enquanto outras legendas muito menos representativas ou francamente negocistas recebiam sua certidão de nascimento e ingressavam no circo da democracia institucional.

Em menos de 48 horas, no entanto, Marina virou o jogo novamente, aliando-se a Eduardo Campos, no que ficou conhecido como “casamento do ano”.

Nos últimos meses, muita gente na cúpula do PSB acusava Marina de jogar apenas para si mesma e fazer pouco esforço pela candidatura de Campos. A família de Eduardo, porém, a tinha e a tem em alta consideração. Seja como for, o fato é que Marina ainda não havia transferido sua popularidade ao ex-governador de Pernambuco. Parecia, mais uma vez, devolvida à condição de coadjuvante numa chapa com algum potencial de crescimento, mas na qual mais ninguém apostava suas fichas. Isso tudo até a manhã dessa quarta-feira, dia 13 de agosto.

A campanha eleitoral está praticamente recomeçando, a menos de 50 dias do primeiro turno, sob forte componente emocional. A tragédia de Campos o transforma num mártir. Marina Silva, por sua vez, tem certeza de que é uma predestinada. Como milhões de pessoas, crê nos desígnios de Deus. Só saberemos o final do filme em outubro. Mas para quem acredita em destino este é um enredo e tanto.

Boato sobre magia negra mata mulher em Garujá

O sequestro de crianças por papa-figo e para rituais de magia negra sempre fez parte do legendário brasileiro. Os boatos servem para encobrir o tráfico infantil para a prostituição e transplantes de órgãos, que a polícia não procura as meninas e meninos desaparecidos. Nem investiga as mortes por balas perdidas e por causa desconhecida conforme incompetentes atestados de óbitos.

 

Três Rios em Pânico, no Rio de Janeiro

Em 12 de abril, o jornal online Três Rios publicou reportagem assinada por Luana Lazarini:

Desde o início da semana, o retrato falado de uma suposta sequestradora de crianças em Três Rios circula pelas redes sociais. A mensagem, que diz que a mulher retira os menores dos braços das mães à força, tem preocupado pais e a população em geral. Com o temor que aflige os trirrienses, cartazes chegaram a ser fixados em muros de algumas escolas do município e muitas mães não deixam os filhos andarem sozinhos pelas ruas.

Em nota enviada ao Entre-Rios Jornal, a 108ª Delegacia de Polícia informa que os boatos sobre a ação da suposta sequestradora na cidade são inverídicos e que “a foto da mulher foi retirada de uma antiga notícia de jornal que não tem qualquer relação com o município de Três Rios”. A reportagem em questão foi publicada em 2012, quando a mulher tentou roubar um bebê do colo da mãe e esfaqueou a vítima na Zona Norte do Rio de Janeiro. Transcrevi trechos. Os dois retratados foram publicados no

Pontal Notícias do Paraná no dia 13 de abril último:

Sequestradora está agindo no litoral do Paraná

sequestradora

A mulher do retrato falado acima é uma criminosa que tentou sequestrar uma criança em uma creche em Pontal do Paraná. Segundo informações, essa moça sequestra crianças para praticar magia negra, e está sendo procurada pela polícia por ser acusada de sequestrar mais de 30 crianças. A polícia pede cautela e atenção aos pais e sociedade, e qualquer informação da meliante deve ser passada pela Polícia no 190, pois ajuda no paradeiro da sequestradora. Não é preciso se identificar.

 

Pedido de alerta em Guarujá, São Paulo

Em 25 de abril último, o Página Guarujá Alerta publicou no Facebook:

Guarujá alerta

 

 Linchamento após boatos de rapto de crianças 

 

Fabina, quando jovem
Fabiana, quando jovem
Foto recente de Fabiana
Fabiana depois de casada
No linchamento
No linchamento

Fabiana morta

Fabiane Maria de Jesus morreu na manhã desta segunda-feira (5), dois dias após ter sido espancada por dezenas de moradores de Guarujá, no litoral de São Paulo. Segundo a família, ela foi agredida a partir de um boato gerado por uma página em uma rede social que afirmava que a dona de casa sequestrava crianças para utilizá-las em rituais de magia negra.

Informa a revista Veja: Moradores do bairro Morrinhos, no Guarujá, são os principais suspeitos de linchar até a morte a dona de casa Fabiane Maria de Jesus, de 33 anos. A principal linha de investigação da Polícia Civil é que Fabiane foi confundida com um retrato falado espalhado nas redes sociais, atribuído a uma suposta sequestradora de crianças que praticava rituais de magia negra. Amarrada e espancada nas ruas do bairro, ela acabou sendo vítima de mais uma inaceitável ação de “justiceiros” no Brasil.

A Polícia Civil ainda não sabe quantas pessoas participaram do linchamento, mas já tem imagens da agressão coletiva, feitas com telefones celulares e divulgadas na internet. Investigadores fazem buscas e procuram testemunhas em Morrinhos, bairro com mais de 20.000 habitantes, na periferia do Guarujá.

 

 

“Tudo indica que os autores são da comunidade mesmo. As imagens são fracionadas, mas permitem a identificação de pessoas que tenham relacionamento com os suspeitos. Ainda não sabemos quantas pessoas efetivamente participaram das agressões”, disse o delegado Luiz Ricardo Lara, do 1º Distrito Policial de Guarujá.

O bairro Morrinhos é dividido em quatro glebas. Fabiane morava com familiares em Morrinhos 1 e sofreu o espancamento em Morrinhos 4, distante de sua casa. Segundo as investigações, ela saiu de casa sozinha para caminhar, mas a polícia ainda não sabe como ela chegou ao local do espancamento.

Familiares de Fabiane já prestaram depoimento à polícia. O marido dela relatou que a mulher fazia acompanhamento psiquiátrico. Eles não relataram perseguições anteriores a Fabiane.

A família e os investigadores suspeitam que a dona de casa tenha sido confundida com uma mulher que teve dois retratos falados divulgados na internet. As imagens são acompanhadas por textos alertando pais e mães para não deixarem seus filhos nas ruas, porque poderiam ser alvo de sequestro para rituais de magia negra.

A polícia, entretanto, é categórica ao afirmar que não tem nenhum registro de acontecimentos desse tipo no Guarujá. “Os fatos veiculados pelas redes sociais são inverídicos. Pelo menos até agora, não há registro aqui na cidade de Guarujá, em qualquer dependência policial, de fato caracterizado como sequestro de criança. Nenhum boletim de ocorrência”, disse o delegado. Boatos similares, espalhados com as mesmas imagens, já haviam sido desmentidos em cidades no Rio de Janeiro.

Guaruja volta a linchar

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Um casal de jovens, morador da região do ABC Paulista, na Grande São Paulo, foi pintado por banhistas e moradores da comunidade da Prainha Branca, em Guarujá, no litoral do Estado, após terem pichado uma grande pedra que fica na entrada da praia.

 

 

A cachaça de Lula e o pó de Aécio

Segundo o historiador Howard Markel, a cocaína foi promovida até mesmo por Thomas Edison, pela Rainha Vitória e pelo Papa Leão XIII.

Em 1884, Sigmund Freud era um jovem médico em Viena, lutando para ganhar a vida e ser mundialmente famoso. Ele só precisava de uma descoberta: e achou que a tivesse encontrado.

Ele escreveu sobre a cocaína para sua futura esposa: “Se tudo correr bem, vou escrever um ensaio sobre ela e espero que ganhe seu lugar na terapêutica, ao lado da morfina e superior a ela. Eu tomo pequenas doses regularmente contra a depressão e contra a indigestão, e com o mais brilhante de sucesso”. Freud morreu de câncer nas vias respiratórias provocado pela cocaína.

A Rainha Vitória, na velhice, vivia de porre com seu jardineiro, com quem teria casado secretamente.

O papa Leão 13 (1810-1903) estampava o rótulo do Vinho Mariani, um poderoso coquetel à base de cocaína e álcool criado pelo químico francês Angelo Mariani em 1863 -, que se tornou a bebida predileta do Sua Santidade.

O médico Howard Markel, autor de Anatomy of Addiction (Anatomia do Vício), afirma que Mariani foi um dos primeiros a fazer fortuna com a cocaína – o “drinque do papa” conquistou rapidamente intelectuais e celebridades. A lista dos admiradores inclui os escritores Julio Verne, Henrik Ibsen, Alexandre Dumas e Arthur Conan Doyle (o criador do detetive Sherlock Holmes, um usuário notório). Thomas Edison e o ex-presidente americano Ulysses S. Grant completam a lista. Antes de morrer de câncer na garganta, em 1885, Grant redigiu suas memórias sob o efeito desse “vinho tônico”.

O Papa e a propaganda do drinque milagroso
O Papa Leão XIII na propaganda do drinque milagroso
1900, anúncio da Coca-Cola com cocaína
1900, anúncio da Coca-Cola com cocaína

A Coca-Cola foi introduzida em 1886 como um “tónico cerebral valioso e cura para todas as aflições nervosas”. A Coca-Cola foi promovida como bebida de temperança “oferecendo as virtudes da coca sem os vícios do álcool”. A nova bebida era revigorante e popular. Até 1903, uma dose normal continha cerca de 60 mg de cocaína. Vendida hoje em dia, ainda contém um extracto de folhas de coca. A Coca-Cola Company importa oito toneladas de folhas de coca por ano da América do Sul. Hoje em dia, as folhas são usadas apenas para darem sabor à bebida, que a droga é retirada da fórmula secreta da bebida, que vicia não se sabe porquê.

Pedro I gostava de uma bebedeira, apesar de epiléptico e tuberculoso. O presidente Jânio Quadros também ficou famoso pelos porres. Lula foi o presidente mais perseguido pela imprensa.

Não sei se a foto é verdadeira. E traz o seguinte título: Lula Bêbado, Mijado, Fazendo Caretas e ainda quer ser secretário da ONU!

Não está identificada a fonte. Falta a data da foto que pode ser uma montagem. Não esquecer que várias doenças na velhice provocam incontinência urinária, e principalmente quando uma pessoa sofre o tratamento de quimioterapia, como aconteceu com Lula para curar um câncer na garganta, provocado pelo cigarro. As expressões de Lula são de imensa dor. Confira

lula-bêbado-mijado

Toda campanha eleitoral traz revelações chocantes, que a propaganda não tem compromisso com a verdade, desde que visa apresentar apenas um lado: o negativo ou o positivo.

Na internet existem vídeos onde Aécio Neves aparece bêbado. Esta reportagem do Novo Jornal incomoda muito mais o presidenciável do PSDB:

“OVERDOSES DE AÉCIO”

Era previsível a retaliação por parte de integrantes do MPMG e da Polícia Civil, que após a tramitação irregular de uma denúncia apócrifa, tenta envolver o Portal jornalístico por defender o denunciante da Lista de Furnas e do Mensalão, Nilton Monteiro. Tudo ocorreu após a recusa pelo diretor responsável do Novojornal a um interlocutor do Governo de Minas em retirar de pauta duas matérias envolvendo três ex-governadores, um ex-vice-governador de Minas e o presidente da CEMIG.

Sabe-se hoje que a retaliação contra o Portal jornalístico foi conduzida pelo Procurador André Estevão Ubaldino Pereira, chefe do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Combate ao Crime Organizado e de Investigação Criminal (CAO Crimo) e Coordenadorias Regionais de Combate às Organizações Criminosas (CRCOCs), todos os órgãos ligados ao MPMG.

A primeira matéria ainda não publicada narrará o que vem ocorrendo na Coordenadoria de Combate e Repressão ao Tráfico Ilícito de Entorpecentes, mais conhecida como Coordenadoria Antidrogas, que além de sua inércia em apurar, desapareceu com o procedimento instaurado em função das overdoses que quase levaram a óbito Aécio Neves, quando o mesmo exercia o Governo de Minas Gerais.

É necessário destacar que tais overdoses ocorreram dentro do Palácio das Mangabeiras, residência oficial do governador de Minas guarnecido pela Polícia Militar, 24 horas por dia. Corporação Militar que cumpriu sua obrigação entregando através de seu serviço reservado um detalhado relato do ocorrido a Coordenadoria Antidrogas, inclusive, sobre a transferência de Aécio Neves em helicóptero operado pela Polícia Militar para o Hospital Mater Dei em Belo Horizonte.

A matéria do Novojornal não tem como destaque o fato de Aécio Neves ser um dependente químico, pois além de não ser novidade, trata-se de uma doença tratável. O objetivo é demonstrar que em função de seu vício, houve a tomada do Poder por setores da área criminal do MPMG, assim como, ligada à defesa na justiça de grandes traficantes, culminando com a nomeação do ex-secretário de Defesa Social o advogado Mauricio Campos.

Refém de seu vício, o ex-governador Aécio Neves viu-se envolvido, mesmo que para alguns involuntariamente, na defesa de um afrouxamento por parte das autoridades públicas na repressão e combate ao tráfico de drogas, com a justificativa da introdução de uma política pública no Estado visando à descriminalização das drogas, mesmo antes da aprovação de leis neste sentido.

A matéria mostrará ainda que tal política pública visava manter uma Apartheid do vício. Enquanto para as classes sociais mais elevadas, onde o preço da droga chega a ser três vezes maior, o consumo é considerado “recreativo”, nas classes menos favorecidas, onde predomina a droga de baixo custo desta maneira com pequeno lucro, é tratado com prisão. Evidente que independente do mérito da legalização ou não das drogas, o que será abordado é a necessidade de combate a quem fornece a droga, o traficante e as organizações criminosas a que pertencem.

Mostraremos que nos últimos 10 anos não houve em Minas Gerais através da Coordenadoria de Combate e Repressão ao Tráfico Ilícito de Entorpecentes, qualquer operação de destaque com a desarticulação de grandes quadrilhas e apreensão proporcional, fruto de um trabalho de inteligência que merecesse o mesmo cuidado obtido no combate a crimes fiscais.

O Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Combate ao Crime Organizado e de Investigação Criminal, foi transformado em um braço auxiliar e arrecadatório do Executivo através da Secretaria da Fazenda, que mesmo ao arrepio da Lei, forneceu e mantém os equipamentos de escuta telefônica e outras tecnologias utilizadas de maneira irregular, conforme denunciado por Novojornal na matéria; PGJ-MG serve apenas de fachada para “Central de Grampo Clandestino”. Fato reconhecido em relatório pelo CNMP- Conselho Nacional do Ministério Público.

A segunda matéria, esta já publicada, foi; “Juíza do “Mensalão Mineiro” manda investigar morte de modelo” diz respeito à morte da modelo Cristiane Aparecida Ferreira. Após sua publicação acompanhada dos documentos exibidos na reportagem do “Mensalão Tucano” comprovando que modelo assassinada recebera R$ 1.800.000,00 de Walfrido dos Mares Guia, obrigou a Juíza Neide da Silva Martins e o Promotor João de Medeiro à abrirem nova linha de investigações para analisar nova vertente criminal.

Depoimentos informam que Cristiane Aparecida Ferreira atuou transportando valores milionários a serviço do esquema do “Mensalão Tucano”.

No entender de diversos criminalistas que se dedicam ao caso, a morte da modelo não foi um crime passional em relação ao seu namorado, Cristiane estaria jurada de morte por esposas de diversos figurões da sociedade mineira. Segundo um dos criminalistas que atua no caso, o assassinato da modelo realmente foi cometido por Reinaldo Pacífico, conforme sua condenação, porém, provas e evidências demonstram que houve um ou mais mandantes, porque Cristiane tornara-se “perigosa”, para o esquema, pois além de conhecer toda operação mantinha relação amorosa com os principais operadores do esquema, desta forma, no entendimento destes criminalistas, a morte da modelo foi uma queima de arquivo.

Como narrado anteriormente, diante das provas existentes nos autos, a Juíza da 9ª Vara Criminal de Belo Horizonte determinou a abertura de um novo inquérito para apurar exclusivamente a participação de Cristiane no esquema conhecido como “Mensalão Tucano”.

O processo tramita em Belo Horizonte por decisão do ministro Joaquim Barbosa. Segundo os criminalistas, comprovadamente Cristiane mantinha um caso amoroso com o atual presidente da Cemig Dijalma Moraes, com o ex-ministro e ex-vice-governador Walfrido dos Mares Guia e com o ex-governador Newton Cardoso e Itamar Franco.

“Com a abertura deste novo inquérito, quebra-se a resistência do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Combate ao Crime Organizado e de Investigação Criminal dirigido pelo Procurador Andre Estevão Ubaldino Pereira, que recusava reabrir o caso da morte da modelo”, conclui um dos criminalistas ouvidos por Novojornal.

A matéria noticiava ainda que o inquérito que apurou o crime ocorrido no San Francisco Flat, um aparte hotel de luxo da capital mineira, teve várias de suas páginas arrancadas se transformando em ação penal com a condenação do despachante Reinaldo Pacifico, que até hoje continua solto sem qualquer explicação das diversas autoridades envolvidas.

Infelizmente, fazer jornalismo em Minas Gerais onde o Estado foi capitulado pelo pior lado da classe política do Ministério Público e da Polícia Civil, tornou-se profissão de alto risco. A matéria relativa às overdoses de Aécio Neves será publicada simultaneamente com o lançamento de um livro que abordará seu comportamento desde que veio para Belo Horizonte em 1983 da Cidade do Rio de Janeiro até sua gestão frente o Governo de Minas Gerais.

A reportagem do Novojornal procurou em Janeiro de 2013 o ex-governador e atual senador Aécio Neves e o Hospital Mater Dei por duas vezes e os mesmos recusaram-se a comentar as internações ocorridas. O Procurador Andre Estevão Ubaldino Pereira, chefe do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Combate ao Crime Organizado e de Investigação Criminal (CAO Crimo), foi consultado sobre possíveis ocorrências de overdose do ex-governador e até o fechamento desta matéria nada respondeu. Veja os documentos citados na matéria

OPI-3001.eps

“A PRIVATARIA TUCANA” DENUNCIA QUE SERRA PLANTOU A INSINUAÇÃO DE QUE AÉCIO NEVES CHEIRA COCAÍNA

O livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr., “A Privataria Tucana”, denuncia que José Serra queria tanto derrubar a candidatura de Aécio Neves para 2010 que, além de espionar o tucano mineiro, “mexeu os pauzinhos” para insinuar que Aécio cheira cocaína, por meio de um artigo chamado “Pó pará, governador” (publicado em 28.02.20109, leia o texto logo abaixo), do falecido Mauro Chaves, plantado pelos aspones de Serra no jornal serrista “O Estado de S. Paulo”, para desgastar o governador mineiro: “insinuação pesada, uma suposta ligação de Aécio ao ‘Pó’, ou seja, cocaína”, diz o livro. Leia mais

Nota do redator do blogue: É costume dos políticos esconder a malignidade de suas doenças. Aconteceu com Tancredo eleito presidente e não tomou posse.

Marco Maciel, cristão fervoroso, devia saber alguma coisa a respeito do câncer de Tancredo. Este o motivo dele ter recusado o convite para ser vice-presidente. Marco jamais aceitaria ser presidente da República como vice de um moribundo.

Aécio pode estar sendo vítima da blindagem, que a censura motiva boatos, rumores.