PORTUGAL. “A austeridade é um roubo”

banner-porto

 

“A austeridade é um roubo” serve de mote para as iniciativas agendadas pelo Bloco de Esquerda para o próximo sábado, dia 21 de fevereiro, no distrito do Porto.

Pelas 15h, os bloquistas promovem uma marcha anti austeridade, que terá início no Largo Sandeman, na Ribeira de Gaia.

Já pelas 16h, a porta voz do Bloco, Catarina Martins, e Yiannis Bournous, membro e dirigente do Syrisa e do Partido da Esquerda Europeia, participam num comício no Mercado Ferreira Borges, no Porto. A iniciativa contará ainda com música, retratos e depoimentos de resistência.

No sábado, Yiannis Bournous participará ainda, em Lisboa, no primeiro painel do Fórum Dívida e Direitos Humanos, organizado pelo IAC – Iniciativa para uma Auditoria Cidadã à Dívida, que é subordinado ao tema “Dívida e direitos humanos, uma causa sem fronteiras”.

 

O sujo e o mal lavado

Para a mídia nada aconteceu no governo de FHC, nem para o bem, nem para o mal. Simplesmente, FHC não existe. Portanto, nada fez. Nenhuma obra.

O FHC que a tv mostra é apenas um clone. Uma cópia. Uma estátua de ouro. O verdadeiro, o divino FHC nunca pôs os pés no Brasil. Sempre esteve no céu. Nos palácios e cortes estão seus adoradores. E na imprensa…

dp barusco

ESCÂNDALOS ESQUECIDOS PELA MÍDIA ISENTA…

por Franklin Tavares

Somente para citar alguns, alguém saberia me dizer se os “casos” abaixo citados tiveram algum desfecho?

GOVERNO JOÃO BAPTISTA FIGUEIREDO (1979-1985)
Caso Capemi
Caso do Grupo Delfim
Escândalo da Mandioca
Escândalo da Brasilinvest
Escândalo das Polonetas
Escândalo do Instituto Nacional de Assistência Médica do INAMPS
Caso Morel
Crime da Mala
Caso Coroa-Brastel
Escândalo das Jóias

GOVERNO JOSÉ SARNEY (1985-1990)
CPI da Corrupção
Escândalo do Ministério das Comunicações
Caso Senador Carlos Chiarelli (Dossiê Carlos Chiarelli)
Caso Imbraim Abi-Ackel( o das jóias)
Escândalo da Administração de Orestes Quércia
Ferrovia Norte-Sul

GOVERNO FERNANDO DE COLLOR (1990-1992)
Escândalo do BCCI
Escândalo da Ceme
Escândalo da LBA
Esquema PP
Esquema PC (Caso Collor)
Escândalo do INSS
Escândalo da Eletronorte
Escândalo da Ação Social
Escândalo da Merenda
Escândalo das Estatais
Escândalo da Vasp
Escândalo da Aeronáutica

GOVERNO ITAMAR FRANCO (1992-1995)
Escândalo do Orçamento da União (Escândalo dos Anões do Orçamento)
Caso Ricupero

GOVERNO FERNANDO HENRIQUE CARDOSO (FHC) (1995-2003)

FHC 1
Escândalo da Pasta Rosa
Escândalo da Administração de Paulo Maluf
Escândalo das Privatizações
Escândalo do BNDES (verbas para socorrer ex-estatais privatizadas
Escândalo da Telebrás
Escândalo da Compra de Votos Para Emenda da Reeleição
Escândalo da Venda da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD)
Escândalo da Previdência
Escândalo dos Precatórios
Escândalo do Banestado
Escândalo da Encol
Escândalo da Mesbla
Escândalo do Banespa
Escândalo da Desvalorização do Real
Escândalo dos Fiscais de São Paulo (Máfia dos Fiscais)
Escândalo do dossiê Cayman (ou Escândalo do dossiê Caribe)
Escândalo dos Grampos Contra FHC e Aliados
Escândalo do Judiciário
Escândalo das Vendas de Madeira da Amazônia
Escândalo dos Bancos
CPI do Narcotráfico
Escândalo de Corrupção dos Ministros
Escândalo da Banda Podre
Escândalo dos Medicamentos
Escândalo dos Desvios de Verbas do TRT-SP
Escândalo da Administração da Roseana Sarney
Escândalo da Administração de Celso Pitta
Escândalo da Sudam
Escândalo da Sudene
Escândalo do Banpará
Escândalo dos Gafanhotos (ou Máfia dos Gafanhotos)
Escândalo da Quebra do Sigilo do Painel do Senado
Caso Lunus (ou Escândalo do dossiê contra Roseana Sarney)
Escândalo do PROER
Caso Marka/FonteCindam
Escândalo Daniel Dantas – Grupo Opportunity
Escândalo do Sivam
Escândalo da pane DDD do sistema telefonico privatizado (o “caladão”)
Abuso de Medidas Provisórias (5.491)
Acidentes Ambientais da Petrobrás
Quebra do Monopólido do Petróleo (criação da ANP) etc etc…

FHC 2

jornal_estado_minas. sujo

PSDB tucano corrupção bolsa família

br_atarde. sujo

PSDB tucanos FHC

Cobrar pedágio em estrada construída com o dinheiro do povo é roubo. Corrupção legalizada. O negócio mais lucrativo que existe. Você entra com nenhum tostão e ganha um milhão a cada mês ou dia

Todo cobrador de pedágio é ladrão. Isso fazia Robin Hood, entre 1250 e 1260, na Inglaterra de Ricardo Coração de Leão, durante uma guerra pelo trono.

Robin cobrava pedágio dos ricos para dar aos pobres. Hoje, no Brasil, ninguém sabe para onde vai o dinheiro. Coisa jamais investigada. Que a justiça é cega e muda e surda.

Robin Hood Memorial, em Nottingham, junto ao castelo
Robin Hood Memorial, em Nottingham, junto ao castelo

Esmael Morais – O governador Beto Richa (PSDB) recebeu um “não” da presidenta Dilma Rousseff,  dia 12 último, durante audiência realizada em Brasília, quando pediu para renovar as concessões das rodovias federais pedagiadas no Paraná.

Richa pediu para renovar a concessão do pedágio para mais 25 anos no estado porque, segundo ele, há desequilíbrio nos contratos. Dilma, no entanto, torceu o nariz e não permitiu que o assunto prosperasse na conversa de ontem.

A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT), não participou do encontro realizado no Palácio do Planalto, mas, provavelmente, sondou pela fresta da fechadura o diálogo da chefa com seu adversário no Paraná.

Beto Richa não quer ver a ministra nem pintada de ouro. Tanto é que pediu uma “linha direta” com a presidenta Dilma, sem necessidade de “filtro” dos três ministros paranaenses.

É bom frisar que o governador tucano não recebeu apenas “não”. Houve também um “sim” ao pedido de prorrogação do Programa de Apoio ao Investimento de Estados e do Distrito Federal (Proinveste), que prevê o empréstimo de R$ 817 milhões para o Paraná.

Dos 2,5 mil quilômetros de rodovias que foram entregues à iniciativa privada no final da década de 90 durante os governos de Jaime Lerner e Fernando Henrique Cardoso. Desses, cerca de 1.865 são trechos federais e 635 quilômetros correspondem a vias estaduais.

A malha total no Paraná é de 5,6 mil quilômetros de rodovias federais e estaduais, sendo 3,8 mil km de federais e 1,8 mil de trechos estaduais.

 

PETROBRAS. Nunca se roubou tão pouco

 

por Ricardo Semler (*)

 

corrupção indignados
Não sendo petista, e sim tucano, sinto-me à vontade para constatar que essa onda de prisões de executivos é um passo histórico para este país

Nossa empresa deixou de vender equipamentos para a Petrobras nos anos 70. Era impossível vender diretamente sem propina. Tentamos de novo nos anos 80, 90 e até recentemente. Em 40 anos de persistentes tentativas, nada feito.

Não há no mundo dos negócios quem não saiba disso. Nem qualquer um dos 86 mil honrados funcionários que nada ganham com a bandalheira da cúpula.

Os porcentuais caíram, foi só isso que mudou. Até em Paris sabia-se dos “cochons des dix pour cent”, os porquinhos que cobravam 10% por fora sobre a totalidade de importação de barris de petróleo em décadas passadas.

Agora tem gente fazendo passeata pela volta dos militares ao poder e uma elite escandalizada com os desvios na Petrobras. Santa hipocrisia. Onde estavam os envergonhados do país nas décadas em que houve evasão de R$ 1 trilhão — cem vezes mais do que o caso Petrobras — pelos empresários?

Virou moda fugir disso tudo para Miami, mas é justamente a turma de Miami que compra lá com dinheiro sonegado daqui. Que fingimento é esse?

Vejo as pessoas vociferarem contra os nordestinos que garantiram a vitória da presidente Dilma Rousseff. Garantir renda para quem sempre foi preterido no desenvolvimento deveria ser motivo de princípio e de orgulho para um bom brasileiro. Tanto faz o partido.

Não sendo petista, e sim tucano, com ficha orgulhosamente assinada por Franco Montoro, Mário Covas, José Serra e FHC, sinto-me à vontade para constatar que essa onda de prisões de executivos é um passo histórico para este país.

É ingênuo quem acha que poderia ter acontecido com qualquer presidente. Com bandalheiras vastamente maiores, nunca a Polícia Federal teria tido autonomia para prender corruptos cujos tentáculos levam ao próprio governo.

Votei pelo fim de um longo ciclo do PT, porque Dilma e o partido dela enfiaram os pés pelas mãos em termos de postura, aceite do sistema corrupto e políticas econômicas.

Mas Dilma agora lidera a todos nós, e preside o país num momento de muito orgulho e esperança. Deixemos de ser hipócritas e reconheçamos que estamos a andar à frente, e velozmente, neste quesito.

A coisa não para na Petrobras. Há dezenas de outras estatais com esqueletos parecidos no armário. É raro ganhar uma concessão ou construir uma estrada sem os tentáculos sórdidos das empresas bandidas.

O que muitos não sabem é que é igualmente difícil vender para muitas montadoras e incontáveis multinacionais sem antes dar propina para o diretor de compras.

É lógico que a defesa desses executivos presos vão entrar novamente com habeas corpus, vários deles serão soltos, mas o susto e o passo à frente está dado. Daqui não se volta atrás como país.

A turma global que monitora a corrupção estima que 0,8% do PIB brasileiro é roubado. Esse número já foi de 3,1%, e estimam ter sido na casa de 5% há poucas décadas. O roubo está caindo, mas como a represa da Cantareira, em São Paulo, está a desnudar o volume barrento.

Boa parte sempre foi gasta com os partidos que se alugam por dinheiro vivo, e votos que são comprados no Congresso há décadas. E são os grandes partidos que os brasileiros reconduzem desde sempre.

Cada um de nós tem um dedão na lama. Afinal, quem de nós não aceitou um pagamento sem recibo para médico, deu uma cervejinha para um guarda ou passou escritura de casa por um valor menor?

Deixemos de cinismo. O antídoto contra esse veneno sistêmico é homeopático. Deixemos instalar o processo de cura, que é do país, e não de um partido.

O lodo desse veneno pode ser diluído, sim, com muita determinação e serenidade, e sem arroubos de vergonha ou repugnância cínicas. Não sejamos o volume morto, não permitamos que o barro triunfe novamente. Ninguém precisa ser alertado, cada de nós sabe o que precisa fazer em vez de resmungar.

 

(*) RICARDO SEMLER, 55, empresário, é sócio da Semco Partners. Foi professor visitante da Harvard Law School e professor de MBA no MIT – Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA)

Artigo publicado na Folha de S. Paulo

 

 

 

Na hora de roubar jornalistas delegado e bandido é tudo uma coisa só

Ladrões armados na calçada de Eduardo Campos

Foto Allan Torres
Foto Allan Torres

 

Sete jornalistas, que estavam nesta sexta-feira trabalhando na cobertura em frente à casa do ex-governador Eduardo Campos, em Dois Irmãos, Recife, tiveram seus celulares roubados por dois bandidos armados, que chegaram em um carro, ordenando a entrega dos aparelhos. Os assaltantes até recusaram um dos aparelhos. Segundo relato das vítimas, eles queriam apenas Iphones.

É virou mania roubar jornalistas. Aconteceu também em Belo Horizonte, Minas Gerais, mas foi coisa de delegados de polícia. Veja o relato:

Coisas da vida

 Alfredo Martirena
Alfredo Martirena

 

por Geraldo Elísio

 

Estava eu posto em sossego, e toca a campainha do apartamento onde moro. Atendo e eram policiais do DEPATRI com ordem de busca e apreensão de meu netbook, HD externo. pen drive e cadernetas de telefone, por obra e graça do então senador Aécio Neves e sua irmã Andrea Neves, a “Goebbels” das Alterosas, sinha “Mãos de Tesoura”.

Ao Estado a Lei assiste investigar quem for necessário. Mas tudo dentro de normas legais. Fui acusado de pertencer a uma quadrilha de falsário a movimentar um bilhão de dólares por ano para acusar políticos tucanos e do DEM, logo eu aposentado pelo INSS. Tudo porque, sete meses antes, eu trabalhara no Novojornal. Site que os Neves conseguiram retirar do ar.

Meus equipamentos foram levados, arrolaram duas testemunhas, mas não deixaram nenhuma prova comigo. Para ler os meus poemas, contos, hai kais, letras de música e romances sendo escritos aposto que não foi. Ah… Já sei. Sinha Andrea e o biruta de aeroportos talvez tivessem medo que eu pudesse dispor de informações comprometedoras. Ledo engano. Se tivesse teria publicado, pois no Estado Democrático de Direito a notícia não pertence ao repórter e sim ao povo. Se fosse algo calunioso ou sem provas nem pensaria em publicar. E o que eu publiquei antes o procurador geral da República, doutor Rodrigo Janot, pelas mesmas razões pediu 22 anos de prisão para o ex-deputado federal Eduardo Azeredo.

Helicoca, aeroportos clandestinos, refinaria de drogas na cidade mineira de Cláudio, bem como queima de arquivo “não é do meu tempo”.

Certo é que o meu equipamento continua preso. E olha que eu tenho um Prêmio Esso Regional de Jornalismo, denunciando torturas, quando ainda vigia o AI-5, dois diplomas bis excelência por serviços prestados à Polícia Civil de Minas Gerais, convidado que fui a participar de um projeto de Polícia Humanitária, o Curso de Estudos Superiores de Planejamento Estratégico – CESPE -, e possuo a mais alta condecoração da PCMG, a Medalha Gilberto Porto, em grau ouro, também por serviços prestados visando uma polícia cidadã. Claro isto não atesta que não poderia mudar de rumos, justificando uma ação policial.

Não me considero acima de qualquer suspeita. Mas com a Graça de Cristo, o primeiro dos anarquistas filosóficos, conservo íntegros os meus princípios morais.

Já depus perante um delegado especializado e perante um juiz de primeira instância, por sinal tratado com muito respeito, audiência na qual estavam presentes representantes do MPMG a quem, no dia em que fiz um depoimento perante a Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa de Minas Gerais ofereci, espontaneamente, a quebra de meus sigilos fiscal, bancário e telefônico, repetido na Polícia e no Juizado. Vocês fariam, isto Aécio e Andrea Neves? Deviam fazê-lo. Mas deixa para lá. Só quero reclamar que os meus equipamentos não me foram devolvidos. Nem o back up que a Lei recomenda me entregaram, Não peço muito só a Justiça e a minha literatura.

Pirataria tucana. Livro Deixa tucanato desesperado

E 2011 está chegando ao fim com uma bomba política nas livrarias. A Privataria tucana, muito bem escrita e documentada pelo  jornalista Amaury Ribeiro Júnior. Ele provocou um fato político que deixou o PSDB em polvorosa. Ficou evidente que a patota de FHC/Serra não esperava. O trabalho apresenta documentos que comprovam falcatruas ocorridas no governo de Fernando Henrique Cardoso e com Serra na cabeça. Leia mais 

O UOL, como toda empresa privada independente e séria, retirou o livro da lista dos mais vendidos. Como a mentira tem perna curta, faltou o UOL combinar com a revista Veja, que manteve o livro em 6º lugar dentre os mais vendidos de não-ficção. Leia aqui matéria do Jornal do Brasil a respeito. Hoje, ao que parece, voltou ao normal: A Folha “errou”. E consertou: livro de Amaury volta ao topo.

Se não servir para descobrirmos a lavanderia que o PSDB montou com as privatizações, servirá para desvelar um pouco mais o caráter do que é feito aquilo que PHA convencionou chamar por PIG. Aqui e ali, da Ombudsman da Folha, aos comentários desconstrutivos,  pela imprensa chapa preta, o livro vai se tornando o maior best-seller da história do brasileira. 

Para os que ainda não puderam comprar, por não terem encontrado nas livrarias, informo que o livro A privataria tucana já está na internet disponível para download.

O fato de os colonistas do Grupo RBS e da Rede Globo saírem do armário para condenarem o que alegam não terem lido, e não gostado, já é motivo suficiente para desconfiarmos de que se trata de livro da maior importância para entendermos o caráter do coronelismo eletrônico. Logo eles, que acusam os blogs de sujos ou de chapa branca, devem estar levando uma grana preta para esconder a maior lavanderia que este país já teve.

Nesta manhã o livro estava disponível para download nos seguintes links:

1) http://www.fileserve.com/file/tv3ZY5c

2) http://www.filesonic.com/file/4264342485/A%20Privataria%20Tucana.pdf

3) http://uploaded.to/file/hojetd7z

Se não estiverem mais disponíveis nestes endereços, é simples, basta procurar AQUI!