Os vinte processos do senador Roger Pinto

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Senador Roger Pinto enfrenta uma série de processos na Justiça boliviana – cerca de 20, segundo a imprensa do país. Destes, quatro acusações são por corrupção, que, segundo o governo boliviano, impediriam o senador de deixar o país. [Os condenados do Mensalão podem pedir asilo político?]

O governo Morales responsabiliza o senador por casos de corrupção e desvio de verbas federais como governador de Pando e diretor da Zona Franca de Cobija (2000), onde teria utilizado irregularmente recursos da Universidade Amazônica de Pando.

Em junho passado, o senador foi condenado a um ano de prisão por “abandono do dever” e “dano econômico ao Estado”, mas sua defesa alegou que a decisão era “política”, com o objetivo de impedir sua saída do país. [Decisão política da Justiça, que só acontece na Bolívia?]

Ele foi condenado em primeira instância “por ter agido contra a Constituição e as leis, por prevaricação, e por causar prejuízos econômicos ao Estado de mais de 11 milhões de pesos bolivianos (US$ 1,6 milhão)”, de acordo com um relatório da Promotoria.

Durante seu mandato como diretor da Zona Franca-Cobija (Zofra-Cobija) em 2000, Pinto concedeu recursos de maneira irregular à Universidade Amazônica de Pando, indica o relatório.

Outros casos
Pinto também foi acusado por Morales de envolvimento no “massacre” em 2008 de indígenas ligados ao governo durante um conflito político em Pando. [Os indígenas trucidados não eram oposicionistas? Índios governistas merecem morrer/]  Segundo a advogada das vítimas do massacre, o senador participou de um esquema para inocentar o ex-prefeito de Porvenir, Leopoldo Fernandez pela morte de 11 agricultores.

Pinto ainda tem pendentes contra si outras quatro denúncias de crimes de corrupção e 10 processos por delitos comuns, segundo o jornal boliviano “Cambio”.

De acordo com o jornal, entre os processos instaurados contra ele estão duas acusações de irregularidades no adiantamento de fundos – uma delas correspondente à entrega de 30 milhões de bolivianos como fundos de adiantamentos sem fiscalização ou prestação de contas quando era prefeito em 2000.

O senador também responde a quatro acusações de desmatamento, quatro acusações de abandono de deveres, uma acusação de venda irregular de terras do Estado para particulares, incluindo estrangeiros, cinco acusações de desacato, uma acusação de conspiração e uma acusação conjunta de desacato e conspiração.

Ele ainda é investigado pela contratação sem licitação de empresas para a construção de quatro ancoradouros, e por abuso de influências para ganhar legitimidade em um caso de extorsão conhecido como Bingo Bahiti.

Trechos de reportagem do G1. Inclui os colchetes 

Roger Pinto quando exilado na Embaixada do Brasil em La Paz
Roger Pinto quando exilado na Embaixada do Brasil em La Paz

 

Morales: es importante que Brasil explique fuga de Pinto y que lo devuelva para que responda a la justicia

    En una conferencia de prensa dictada en Palacio de Gobierno, el Jefe de Estado ratificó la decisión de su gobierno de luchar contra la corrupción pública y consideró que en el marco de acuerdos internacionales devolver a Pinto ‘sería la mejor forma de contribuir a la lucha contra la corrupción.

‘Estamos esperando una respuesta oficial a la nota diplomática enviada por la Cancillería’, explicó y denunció la acción de grupos conservadores de Brasil que ‘quieren enfrentar’ a Bolivia con el gobierno de ese país.’Quieren crear desconfianza’, matizó, al recordar una denuncia sobre la requisa a una aeronave brasileña que -dijo- sacaron al tapete con ese propósito, después de más de 2 años.

El gobernante boliviano aseguró que ‘siente’ que ese no es el sentimiento del Gobierno brasileño sino de grupos que ‘protegen la corrupción’.

Respecto a la versión de que el traslado furtivo de Pinto a Brasil se realizó porque la vida de Pinto estaba en peligro, Morales dijo que el Senador de Convergencia Nacional nunca estaba en peligro en Bolivia y que inclusive podía movilizarse libremente por cualquier región del país, menos salir de Bolivia porque sobre él pesan al menos cuatro arraigos decretados por la Justicia.

‘Si bien es importante que muchos países estamos luchando contra la corrupción es importante que Pinto sea devuelto a la justicia para que responda por las acusaciones’, insistió.

Pinto abandonó el viernes la embajada de Brasil en ciudad de La Paz, donde permaneció desde el 28 de mayo de 2012, y luego de un viaje de 22 horas llegó a Brasil, país que le otorgó asilo político, luego que él se calificará a sí mismo como perseguido político, cuando tiene pendientes en Bolivia procesos por corrupción pública. (ABI)

A fuga do senador asilado na Bolívia, repercussão total contra o Brasil, com um Encarregado de Negócios derrubando o Ministro do Exterior. Cabral não mora mais aqui. A voz do povo, que a partir de 6 de junho era objetiva, se dispersou. A Rússia (dos Romanoff), a França, a Inglaterra e os EUA, têm metrô e ferrovias há mais de 100 anos

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por Helio Fernandes

Depois das manifestações começadas em 6 de junho, que tinha reivindicações diretas relacionadas a providências especificas, houve mudança muito grande.

O protesto começou contra o inacreditável desprezo pela sobrevivência do povo. Que passava e continua passando três horas ou mais em transportes (ônibus, trens, metrô) para ir e voltar de casa para o trabalho.

Não existe um trabalhador (ou outros cidadãos) que não seja atingido por essa calamidade, mais do que isso, verdadeiro massacre d-i-á-r-i-o. Prometeram muito, não fizeram nada. Essa importante infraestrutura não pode ser “inventada” do dia para a noite, perderam dezenas de anos não construindo nada.

RÚSSIA, FRANÇA, INGLATERRA

O metrô da Rússia (desde os tempos dos Romanoff) tem 120 anos. Na Inglaterra, há 2 meses completou 100 anos, foi comemorado com a ida da própria Rainha a uma belíssima estação, das mais antigas.

Já construíram e em pleno funcionamento, o audaciosa transporte subterrâneo, que liga Inglaterra e França, por baixo do mar. E a França também tem metrôs para todos os lados e direções, que transportam milhões de pessoas, diariamente. Até ricos deixam os carros em casa e andam de metrô, com satisfação e eficência.

Nos EUA o transporte coletivo é quase obrigatório. Personalidades destacadas de várias cidades são vistas normalmente em coletivos. O prefeito de Nova Iorque, o bilionário Bloomberg, anda quase sempre de metrô, deixa de lado o carro oficial.

OS PROTESTOS POR MAIS
TRANSPORTES DESAPARECERAM

Inesperadamente, as vozes do povo nas ruas mudaram de volume, passaram do coletivo para o individual. Se concentraram em Sergio Cabral, nenhuma injustiça, tempo e objetivos desperdiçados. Insistiram no “fora Cabral”. Mas por que também não “fora Renan” ou “fora Henrique Eduardo Alves”. Ou “fora Alckmin”.

Nenhuma restrição ao “fora Cabral”. Só que, como no título do filme famoso, “Cabral não mora mais aqui”. Há mais de um mês fazem “plantão” em frente ao apartamento onde “mora” o governador. Só que ele está fazendo mistificação-enganação-empulhação sobre os manifestantes e os protestos.

CABRAL-CAVENDISH

O governador está MORANDO na cobertura do amigo, que naturalmente, por sorte ou coincidência, ganhou fortunas em obras do governo. Mas diariamente, a equipe do governador faz a operação “sai de casa” (pela manhã) e “volta para casa” (à noite).

Por volta de 8 ou 9 da manhã, dois ou três carros (blindados e com vidro esfumaçados) entram no edifício onde o governador mora. A impressão é de que vão buscá-lo, trafegando pela contra-mão. Passado algum tempo saem, como se Cabral estivesse no carro. À noite repetem a operação, inversa.

“POUPEM MINHA FAMÍLIA,
MINHA MULHER E FILHOS”.

Já repetiu esse quase bordão, várias vezes na televisão. Mas há muito tempo está na belíssima cobertura do empreiteiro Cavendish, com vista maravilhosa. Na verdade, é incontestável: ninguém resistiria tanto tempo, entrando e saindo de um local dia a dia “tranquilizado” pelos que querem apenas que ele “deixe o governo”.

O CABRAL DA BOLÍVIA
FOGE PARA O BRASIL

Nesta época de várias personalidades de repercussão internacional, asilado ou lutando por asilo, esse boliviano cria problemas e envolve o Brasil na fuga inacreditável.

Ele pediu asilo ao Brasil, concedido. Mas a Bolívia, um direito dela, não concedeu salvo-conduto para ele viajar. O mesmo que aconteceu com Assange do WikiLeaks, fechado num quarto da embaixada do Equador em Londres, e com o agente Snowden, que conseguiu na Rússia um asilo provisório. Sem isso não poderia sair do aeroporto de Moscou.

O CHANCELER DO BRASIL
NADA A VER COM A FUGA

Já critiquei muito o ministro do Exterior pela falta de participação e de agressividade de nossa política externa. Só que ele cumpre ordens. O que não aconteceu agora. Na altura da Bolívia e na altura dos acontecimentos, só podia agir como agiu.

O fato é inacreditável, mas rigorosamente verdadeiro. Não existe um item explicável. O senador Roger Pinto fugiu da Embaixada do Brasil num carro diplomático, tinha transporte para vir para o Brasil, com toda proteção. Chegou a Mato Grosso, foi para a capital e andou pelas ruas como se fosse um cidadão no pleno gozo de seus direitos.

Quando o ministro Patriota foi comunicado, não acreditou. Um diplomata me disse que ele ficou “estarrecido” (palavra textual e mais do que razoável).

DIPLOMATA EDUARDO SABOIA
DIZ QUE SALVOU UM SER HUMANO

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O senador asilado saiu da Embaixada e fugiu num carro diplomático (do Brasil) durante 22 horas. De Mato Grosso foi para Brasília, tendo acionado para protegê-lo o senador brasileiro Ricardo Ferraço, que lhe deu cobertura total, quebrando todas as regras diplomáticas. Que conhece como presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado.

Me disseram que o senador Ferraço (que é do PMDB-ES), assim que decidiu ir buscar o fugitivo, conversou com Renan Calheiros, disse o que ia fazer. Nada surpreendente. Ferraço não tem cacife político ou gabarito para agir sozinho. Mas segundo o mesmo informante, Renan respondeu: “Você é presidente da Comissão de Relações Exteriores”. E não se comprometeu.

PS – Para terminar, Patriota, que iria viajar hoje, a trabalho, para a Europa, cancelou a viagem e logo em seguida foi demitido pela presidente.

PS2 – O ministro Eduardo Sabóia, que responde como Encarregado de Negócios (a Bolívia está sem embaixador), ficou em situação dificílima. Na primeira declaração ao chegar ao Brasil ontem, por volta das 6 horas da noite, ele assumiu a responsabilidade da fuga do asilado.

PS3 – E disse, no que pode ser considerado o Prêmio Nobel da bajulação: “Decidi ajudar um ser humano, PERSEGUIDO, da mesma forma que a presidente Dilma foi PERSEGUIDA no passado”. Acho que piorou sua situação.

Hay que reconocer que, a sus 53 años de vida, el senador Roger Pinto ostenta un prontuario judicial digno de respeto: las acusaciones de las que es objeto conforman casi un Código Penal completo

Uno de los principales dirigentes de la oposición al gobierno de Evo Morales, Pinto Molina es también autodenominado pastor de una de esas sectas evangélicas que se multiplican con la velocidad de hongos después de la lluvia. Responde a una nutrida serie de denuncias en la Justicia boliviana. Es acusado de venta irregular de tierras estatales, traspaso ilegal de fondos públicos, favorecimiento irregular de bingos y casinos, además de asesinato, al ser uno de los responsables de la masacre de campesinos en el departamento de Pando, en 2008.

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Por Eric Nepomuceno

El comunicado oficial dice que en la noche de ayer el canciller brasileño Antonio Patriota presentó su renuncia. Quien conoce a Dilma Rousseff y su estilo entenderá que en verdad Patriota fue renunciado. Convocado para una conversación con la presidenta en el Palacio do Planalto al comienzo de la noche, entró en el despacho de Dilma como ministro y salió como diplomático a la espera de algún destino. Su lugar será ocupado por el hasta ahora embajador de Brasil ante la ONU, Luis Alberto Figueiredo Machado.

El detonante de su caída ha sido la rocambolesca historia de un subordinado menor, el ministro-consejero que estaba a cargo de la embajada brasileña en Bolivia, y que obedeciendo exclusivamente a sus parcas luces decidió contrabandear a Brasil, en un vehículo oficial, a un senador opositor que se encontraba asilado en la legación diplomática.

El senador en cuestión, Roger Pinto Molina, está ahora asilado en Brasil, denunciado por el gobierno de Evo Morales como prófugo de la Justicia en su país y con pedido de captura enviado a Interpol.

El diplomático de segundo escalón, Eduardo Saboia, no sabe qué pasará con su carrera. Su hasta ayer jefe, Antonio Patriota, sabe que su carrera termina sin pena ni gloria.

La verdad es que en los últimos meses Antonio Patriota, diplomático de trayectoria más bien gris, venía dando muestras de una formidable capacidad de irritar a la presidenta y a los estrategas de política exterior del PT, y a sorprender a analistas por sus actuaciones erráticas y carentes de consistencia. No perdía oportunidad para demostrar su falta de iniciativa, o para dejar claro que cuando decidía tener alguna el resultado era inconsistente.

El incidente que lo fulminó comenzó en mayo del año pasado. Fueron 455 largos días con sus largas noches. Durante ese tiempo Roger Pinto Molina vivió en un cuartito –él dice ‘cubículo’– en la embajada brasileña en La Paz, como asilado político, aguardando que el gobierno del presidente Morales emitiese un salvoconducto para poder viajar a Brasil, o que la presidenta Rousseff revisara la decisión y suspendiese el asilo concedido. El pasado viernes, poco después de las tres de la tarde, dos coches con patente diplomática –y con la misma inmunidad territorial de la legación asegurada por las normas internacionales– salieron de la embajada. Uno llevaba una escolta de fusileros navales brasileños. El otro, el encargado de negocios de Brasil en Bolivia, Eduardo Saboia, y Roger Pinto Molina, además del motorista y de otro escolta.

Han sido 22 horas de viaje hasta Corumbá, en Mato Grosso do Sul, donde un avión privado lo aguardaba para llevarlo a Brasilia. En el camino pasaron por cinco puestos de fiscalización vial: cinco veces en que Saboia esgrimió sus credenciales diplomáticas y exigió pase libre.

La presidenta Rousseff sólo supo de la aventura cuando Pinto Molina ya estaba en territorio brasileño. El canciller Antonio Patriota dice que tampoco sabía nada.

Terminó así la odisea del asilo de Pinto Molina, y empezó uno de los embrollos más complejos involucrando al Itamaraty, como es conocido en Brasil el Ministerio de Relaciones Exteriores. La serie de dudas e interrogantes sobre cómo se dio esa acción es similar a las que existen sobre la oscura figura de Roger Pinto Molina.

Uno de los principales dirigentes de la oposición al gobierno de Evo Morales, Pinto Molina es también autodenominado pastor de una de esas sectas evangélicas que se multiplican con la velocidad de hongos después de la lluvia. Responde a una nutrida serie de denuncias en la Justicia boliviana. Es acusado de venta irregular de tierras estatales, traspaso ilegal de fondos públicos, favorecimiento irregular de bingos y casinos, además de asesinato, al ser uno de los responsables de la masacre de campesinos en el departamento de Pando, en 2008.

Hay que reconocer que, a sus 53 años de vida, el senador ostenta un prontuario judicial digno de respeto: las acusaciones de las que es objeto conforman casi un Código Penal completo. Niega todo, por supuesto. Dice que es nada más que una víctima inocente de la persecución implacable e inhumana de un gobierno perverso.

Las causas judiciales existen desde fines de 2011. Mejor dicho: desde 2008, pero ha sido a fines de 2011 que avanzaron en la Justicia. En mayo del año pasado, el cerco empezó a cerrarse rápidamente. A mediados de aquel mes fue intimado a comparecer ante un tribunal. No apareció.

El 24 de mayo pidió que se lo convocara otra vez, y la nueva audiencia fue fijada para el primero de julio. El 28 de mayo, Pinto Molina ingresó a la embajada brasileña y pidió asilo diplomático, argumentando ser víctima de persecución política.

Tres días antes había viajado de La Paz a Cobija. Podría haber cruzado la frontera con Brasil caminando. Todavía no era, legalmente, un bandido. Pedir asilo ha sido, hay que reconocer, una iniciativa bastante más eficaz para alcanzar la repercusión ansiada por la derecha boliviana.

Aconsejada por su entonces ministro de Relaciones Exteriores, Antonio Patriota, que a su vez fue recomendado por el entonces embajador brasileño en Bolivia, Marcel Biato, Dilma concedió asilo diplomático a Pinto Molina. Y el tema se transformó en un callejón sin salida: el gobierno de Morales se negó a conceder el salvoconducto necesario para que el asilado fuese trasladado a Brasil, y el gobierno de Dilma se resistió duramente a rever la concesión del status facilitado al senador.

La intransigencia boliviana tenía como base los procesos judiciales contra Pinto Molina. La intransigencia brasileña, el respeto a la Constitución y a la tradición del derecho a asilo.

En los últimos meses la situación de Pinto Molina dentro de la embajada se hizo más dura. Si en los primeros tiempos él tenía acceso a teléfonos y concedía entrevistas, además de firmar documentos oficiales del Senado, casi siempre para justificar su ausencia en las sesiones parlamentarias, se determinó que no recibiese más que visitas de un familiar por vez y de sus abogados.

Causa de permanente irritación para el gobierno boliviano, el problemático embajador Marcel Biato salió de escena cuando Dilma finalmente decidió proceder a un nuevo examen del asilo concedido a Pinto Molina. Biato ha sido llamado a Brasilia para gozar de inesperadas vacaciones. En su lugar quedó el ministro consejero Eduardo Saboia, como encargado de negocios.

Mientras, las delicadas negociaciones seguían. La cuestión era buscar una salida viable para los dos gobiernos. Y, como de costumbre, las gestiones diseñadas y llevadas a cabo por Patriota no llegaron a lugar alguno.

Así las cosas, Eduardo Saboia decidió tomar la iniciativa. En clara combinación con un senador de la base aliada de Dilma, Ricardo Ferraço, del PMDB, sacó al asilado y lo trasladó por tierra a Brasil.

Dice que no hizo más que salvar la vida de un perseguido que estaba al borde de la desesperación y que podía cometer suicidio en cualquier momento. Dice que actuó movido por el supremo sentido de defender la vida. Dice que todas las negociaciones entre Brasil y Bolivia no eran más que un intento de embromar a un perseguido. Faltó decir que se considera un héroe de la humanidad.

Una vez que haya ingresado a Brasil, Pinto Molina no podrá ser extraditado a Bolivia. Curiosamente, quien estaba enfermo y al borde del suicidio no fue atendido por ningún equipo médico, no fue conducido hacia un hospital o clínica especializada: fue llevado a Brasilia, en andas como héroe, y está previsto que conceda hoy una conferencia de prensa.

Eduardo Saboia, por si fuese poco, cometió la imprudencia de decir que todo lo que hizo fue “ayudar a un hombre perseguido, como la presidenta Dilma Rousseff lo fue –perseguida– en el pasado”.

No se sabe hasta qué punto es ingenuo o si se trata de una de las más claras demostraciones de idiotez de que se tiene noticia en mucho tiempo.

De acuerdo con los asesores de Dilma, el canciller Patriota irritó más que nunca a la presidenta brasileña. Además de una serie de fallas anteriores, quedó claro que ni siquiera tenía conocimiento de lo que hacían sus descabellados subordinados. Lo del senador contrabandeado ha sido la gota que colmó un vaso que hace mucho estaba lleno.

Gobierno: ‘ultraconservadores’ de Bolivia y Brasil buscan generar crisis con fuga de Roger Pinto

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El ministro de Gobierno, Carlos Romero, informó ayer que la policía boliviana notificó a la Interpol sobre el caso del senador opositor quien abandonó el país sin salvoconducto y fue declarado “prófugo” por el Ejecutivo.

Romero aseguró que la salida de Pinto no fue registrada por ningún puesto de control migratorio de la frontera por lo que pedirá un informe oficial a la embajada de Brasil en La Paz, donde el senador opositor se encontraba refugiado.

“Él (Pinto) es un prófugo que se encuentra en territorio brasileño en condición de ilegalidad, que tiene cuentas pendientes ante la justicia boliviana, que incluso ha sido sentenciado por alguno de los procesos de los cuales ha sido objeto de imputación y consiguientemente corresponde que se puedan activar los mecanismos de captura internacional a través de Interpol”, señaló. (Erbol)

La ministra de Comunicación, Amanda Dávila, afirmó el domingo que sectores ‘ultraconservadores’ de Bolivia y Brasil buscan generar una suerte de crisis diplomática con la fuga del político opositor Roger Pinto.

Pinto se encontraba refugiado hasta el pasado viernes en la Embajada de Brasil en La Paz desde el 28 de mayo de 2012 y, según el Gobierno boliviano, huyó para eludir procesos ‘por delitos comunes de corrupción pública con grave afectación económica’.

Roger Pinto, arraigado e involucrado en al menos 14 procesos de delitos comunes, ingresó el sábado a Brasil por tierra en circunstancias aún poco claras y llegó el domingo al aeropuerto de Brasilia en compañía del presidente de la Comisión de Relaciones Exteriores del Senado de Brasil, Ricardo Ferraco.

En junio, la justicia ordinaria declaró a Pinto culpable de daños económicos al Estado boliviano, por un monto cifrado en al menos 1,7 millones de dólares. (ABI)

 

Saboia fugiu com senador boliviano exilado na Embaixada brasileira em La Paz: “Eu me sentia como se o DOI-Codi estivesse ao lado da minha sala de trabalho”

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Neste domingo, o Ministério das Relações Exteriores informou, por meio de nota, queabrirá inquérito para apurar as circunstâncias da transferência para o Brasil do senador senador boliviano Roger Pinto Molina, asilado havia mais de um ano na embaixada brasileira em La Paz.

Segundo a AGU,  o governo brasileiro não podia conceder carro diplomático, uma vez que há decisões da Justiça boliviana restringindo a possibilidade de o senador deixar o país.

“Os pedidos formulados pelo impetrante não são juridicamente possíveis, isto é, se o governo brasileiro propiciar ao paciente o veículo requerido para que possa sair da Bolívia, estaríamos violando a ordem internacional, descumprindo decisões judiciais de tribunais bolivianos, que já decidiram que o paciente não pode deixar o país.”

 

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El diplomático brasileño Eduardo Saboia, que ayudó al senador Roger Pinto a viajar a Brasil sin autorización del Gobierno, afirmó hoy que tomó esa decisión personal por razones humanitarias, para ayudar a una persona enferma y que es perseguida política.

“Tomé la decisión porque había riesgo inminente de vida y amenaza a la dignidad de una persona”, afirmó el encargado de negocios de Brasil en La Paz, Eduardo Saboia, en declaraciones que concedió a periodistas al desembarcar en la madrugada de hoy en Brasilia, a donde viajó tras ser llamado a consultas.

“Opté por la vida. Opté por proteger a una persona, a un perseguido político, como la presidenta (brasileña) Dilma (Rousseff) fue perseguida”, agregó el diplomático.

Según Saboia, los problemas de salud de Pinto venían agravándose tras pasar 455 días asilado en la embajada de Brasilia en La Paz y “no había perspectivas de negociación” para que el Gobierno del presidente Evo Morales lo dejase salir de Bolivia.

El senador llegó a Brasil el pasado sábado tras haber abandonado la embajada de La Paz en un coche diplomático y haber viajado en el mismo hasta la frontera, escoltado por militares brasileños, al parecer por órdenes de Saboia.

Pinto, condenado por corrupción, estaba en la embajada brasileña hacía más de un año y había recibido asilo político en Brasil tras declararse perseguido político, pero el Gobierno se negaba a concederle un salvoconducto para que pudiera salir de la sede diplomática y viajar a Brasilia.

“Había una violación constante, crónica de los derechos humanos, porque no había perspectiva de salida. No había negociación en curso y había un problema de depresión que se estaba agravando. Tuvimos que llamar a un médico y él comenzó a hablar de suicidio”, afirmó Saboia.

“Yo me sentía como si el DOI-Codi (sede de un órgano de represión de la dictadura brasileña en que los detenidos eran torturados) estuviese al lado de mi sala de trabajo. Era un confinamiento prolongado y sin perspectivas”, agregó.

El diplomático dijo que intentó negociar una salida varias veces sin que la Cancillería lo atendiese y que pidió ser trasladado porque no podía tolerar esa situación de violación “a la dignidad de una persona y a la honra de mi país”.

Agregó que la Cancillería le pidió no dar declaraciones a la prensa sobre el caso, pero que tuvo que hacerlo porque el propio Ministerio de Relaciones Exteriores divulgó un comunicado informando de que había abierto una investigación y citando su nombre.