Festivais comprovam a degeneração da música brasileira

Lollapalooza faz propaganda de grupos políticos ligados à direita estadunidense 

Acontece de 12 a 13 de março de 2016. Já começou a propaganda do festival de música estrangeira no Brasil dos alienados
Acontece de 12 a 13 de março de 2016. Já começou a propaganda do festival de música estrangeira no Brasil dos alienados

Lollapalooza é um festival de música anual composto por gêneros como rock alternativo, heavy metal, punk rock e performances de comédia e danças, além de estandes de artesanato. Também fornece uma plataforma para grupos políticos e sem fins lucrativos. Lollapalooza tem apresentado uma grande variedade de bandas e ajudou a expor e popularizar artistas como, Alice in Chains, Tool, Red Hot Chili Peppers, Pearl Jam, The Cure, Primus, Rage Against the Machine, Soundgarden, Arcade Fire, Nine Inch Nails, Nick Cave, L7, Janes Addiction, X Japan, The Killers, Siouxsie and the Banshees, The Smashing Pumpkins, Muse, Hole, 30 Seconds to Mars, The Strokes, Arctic Monkeys, Foo Fighters, Green Day, Lady Gaga e Fun.

Concebido e criado em 1991 pelo cantor do Jane’s Addiction, Perry Farrell, como uma turnê de despedida para sua banda, o Lollapalooza aconteceu até o ano de 1997 e foi revivido em 2003. Desde a sua criação até 1997 e em seu renascimento em 2003, o festival percorreu a América do Norte. Em 2004, os organizadores do festival decidiram ampliar a permanência do festival para dois dias por cidade, mas a fraca venda de ingressos forçou o cancelamento da turnê de 2004. Em 2005, Farrell e a Agência William Morris fizeram uma parceria com a empresa Capital Sports Entertainment (atual C3 Presents), sediada em Austin, no Texas, e reformularam o festival para o seu formato atual, como um evento fixo em Grant Park, Chicago, Illinois.

Em 2010, foi anunciada a estreia do Lollapalooza no exterior, com um ramo do festival sediado em Santiago, no Chile, em 2 e 3 abril de 2011, onde estabeleceu uma parceria com a empresa chilena Lotus. Em 2011, a empresa Geo Eventos confirmou a primeira versão brasileira do evento, que foi sediada no Jockey Club, em São Paulo nos dias 7 e 8 de abril de 2012. Foi anunciado que o primeiro Festival Lollapalooza será realizado na Europa em setembro de 2015, na capital alemã,Berlim, no histórico aeroporto Tempelhof.

Lollapalooza de 2009 em Chicago
Lollapalooza de 2009 em Chicago

A palavra, algumas vezes pronunciada como lollapalootza ou lalapaloosa, vem dos séculos XIX e XX, de uma expressão americana que significa “uma extraordinária ou incomum coisa, pessoa, ou evento; um exemplo excepcional ou circunstância.” Com o tempo, o termo passou também a um grande pirulito (em inglês lollipop). Farrell, em busca de um nome para seu festival, gostou da sonoridade do termo ao ouvi-lo em um filme dos Três Patetas. Em homenagem ao duplo significado do termo, um personagem no logo original do festival segura um pirulito.

Lolla 2012

Em 1997, no entanto, o conceito Lollapalooza tinha acabado, e em 1998, os esforços não conseguiram encontrar uma banda principal adequada, assim resultando no cancelamento do festival. O cancelamento serviu como um significante declínio da popularidade do rock alternativo. Em meio aos problemas do festival, Spin disse, “Lollapalooza é como um coma para o rock alternativo agora.”

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Morto o festival, apelaram para a ressurreição em países colonizados.

Em 2010, foi anunciado que Lollapalooza iria estrear na América do Sul, com um ramo do festival produzido na capital do Chile, Santiago de 2 a 3 de Abril de 2011. A lineup incluia Kanye West, Jane’s Addiction, 30 Seconds to Mars, The National, Manny and Gil the Latin, The Drums, Los Bunkers,The Killers, Ana Tijoux, Javiera Mena, Fatboy Slim, Deftones, Los Plumabits, Cypress Hill, 311, The Flaming Lips e outros.

Em 2011, foi confirmado a versão brasileira do evento, que foi feita no Jockey Club em São Paulo nos dias 7 e 8 de abril de 2012.

Veja todas as atrações do Lollapalooza 2016 na ordem divulgada pelo festival:
Eminem, Florence + The Machine, Jack Ü, Mumford & Sons, Snoop Dogg, Noel Gallagher, Tame Impala, Alabama Shakes, Zedd, Kaskade, Die Antwoord, Of Monsters and Men, Marina and the Diamonds, Cold War Kids, Odesza, Zeds Dead, Flosstradamus, RL Grime, Emicida, Bad Religion, Walk the Moon, Twenty One Pilots, Halsey, Matanza, Jungle, Marrero, Eagles of Death Metal, A-trak, Seed, Albert Hammond Jr., The Joy Formidable, Gramatik, Maglore, Vintage Trouble, Supercombo, Matthew Koma, Jack Novak, Dônica, Versalle, Groove Delight, Zerb, Karol Conka, The Baggios, Funky Fat, Dingo Bells.

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As onerosas repartições públicas das secretarias e Ministério da Cultura não promovem a música brasileira. Nem os artistas novos. Prefere mega eventos de shows superfaturados dos cantores da TV Globo.

O Lolla mantém outra que é sua principal característica: apostar em grupos não tão conhecidos no Brasil. Entre eles, o mais destacado no line-up é o Mumford & Sons, estreante por aqui. Representantes do novo rock dançante, Walk the Moon e Twenty One Pilots têm em comum o fato de serem do estado americano de Ohio.

É o cantar na língua inglesa. Precisamente no inglês dos Estados Unidos. Que mortos estão os ritmos brasileiros.

o último jogral

No festival são proibidas as músicas de Tom Jobim, João Gilberto,  Chico Buarque, Caetano Veloso, Noel Rosa, Cartola, Gilberto Gil, Dorival Caymmi, Pixinguinha,  Luiz Gonzaga, Paulinho da Viola. Vinicius de Moraes, Milton Nascimento, Baden Powell, Ary Barroso, Nelson Cavaquinho,
Zé Ramalho, Adoniran Barbosa, Sivuca, Capiba, Nelson Ferreira, Getúlio Cavalcanti, entre outros mil da Pátria Amada Brasil.

Ary Barroso ganha homenagem do Google no 110º aniversário

PROIBIDO DE TOCAR NO ROCK IN RIO

 

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O Rio, ex-Capital do Samba, virou capital do rock.

Não toca mais Ary Barroso.

Escreve Thiago Barros: Ary Barroso, um dos maiores compositores da música popular brasileira, que festejaria seu 110º aniversário nesta quinta-feira (6), é o homenageado pelo Doodle do Google de hoje. A  ilustração de um pianista e um casal dançando samba formam a palavra Google. A biografia de Ary Barroso é repleta de grandes sucessos da música nacional, como: ‘Aquarela do Brasil’, ‘É Pra Frente Que Se Anda’, ‘Rio de Janeiro’, ‘Inquietação’, ‘Terra Seca’, ‘Na Baixa do Sapateiro’ e ‘Brazil’.

Você, que festeja os roqueiros, que não sabe nada do samba, escondido pelas rádios e televisões, clique aqui

 

Dinheiro de Eike pegou sumiço

OGeconomico. Eike

Em 2010 informava a Folha de S. Paulo: O empresário Eike Batista saltou da 61ª para a 8ª posição na lista das pessoas mais ricas do mundo, com uma fortuna de US$ 27 bilhões, segundo o ranking de 2010 da revista americana “Forbes”. Ele estreou no ranking em 2008, na 142ª posição.
A revista americana diz “talvez a única coisa maior do que Eike Fuhrken Batista no Brasil seja o morro do Pão de Açúcar”.

No topo da lista da Forbes, o mexicano Carlos Slim, dono da operadora de telecomunicações Telmex, superou Bill Gates, fundador da Microsoft. O primeiro aparece com fortuna de US$ 53,5 bilhões, US$ 500 milhões a mais que Gates.

É a primeira vez desde 1994 que o número um da relação não é um bilionário norte-americano. Em terceiro está o megainvestidor norte-americano Warren Buffett, proprietário da Berkshire Hathaway, com US$ 47 bilhões de dólares.

Histórico

A fortuna de Eike começou a ser construída no início da década dos anos 1980, com atividades de comércio de ouro e diamantes extraídos na região Amazônica.

Depois de uma diversificação dos negócios e de um processo de internacionalização na década seguinte, Eike redirecionou integralmente seus esforços para o Brasil, na crença de que o país “é um dos melhores lugares do mundo para se fazer negócio”, nas palavras do próprio empresário.

Nos últimos anos, o grupo de Eike comprou direitos sobre blocos exploratórios de petróleo e gás e formou a OGX, ainda em fase pré-operacional como várias das empresas do grupo.

Outras empresas da EBX são a MMX (mineração), LLX (logística), MPX (energia) e OSX (estaleiros). Com exceção da holding e da OSX, a última em processo de abertura de capital, as demais já possuem ações negociadas na Bovespa.

Todas as companhias de propriedade de Eike têm a letra ‘X’ no nome em referência ao sinal matemático da multiplicação.

ar

[Como é que essas botijas de ouro e prata desapareceram? Ficaram encantadas?

O x dessa história é saber se Eike perdeu dinheiro apenas no Brasil?

Não acredito na teoria de que “tudo que é sólido desaparece no ar”…

Tem algo de podre no reino da Dinamarca, ou melhor dito, no reino da Alemanha, que Eike, apelidado pela mãe de “bundinha de ouro”, tem dupla nacionalidade.

 

Minha professorinha

Marivaldo Ferreira Costa pergunto no grupo Professor de Pernambuco no Facebook:

lembrança

Nunca fui de decorar nomes, mas me lembro sim: Áurea Valença, e foi meu primeiro amor infantil.

Eternamente lembrarei este clássico da música brasileira, que não se escuta mais na zoadeira do rock:

Rock in Rio degeneração da música brasileira

dinheiro rock

 

O rock Rio faz parte do projeto de degeneração da música popular brasileira,  executado por pseudos artistas que promovem shows super, super faturados para prefeitos e governadores. O rock Rio lava muito dinheiro com gastos publicitários. E tudo pago com verbas desviadas do Turismo e da Cultura.

Qualquer dinheiro público investido, inclusive para desconto no imposto de renda, é roubo. Principalmente quando se pretende transformar a Capital do Samba em capital do rock, para desvalorizar a música e a cultura deste Brasil colonizado. A ladroagem no rok Rio imperou desde o primeiro evento. Quando se armou a grilagem do local, que Brizola impediu. Teve até armação de sequestro, pago em dólares.

tipo rock

Transcrevo do Pragmatismo Político estudo do professor Jean Henrique Costa.

Estudo acadêmico parte do forró eletrônico para investigar o que muitos chamam de degeneração da música popular. “Luiz Gonzaga, por exemplo, embora seja o símbolo maior do forró e tratado com respeito pela maioria dos nordestinos, acaba sucumbindo a essa indústria cultural”

A música brasileira está decadente – sans élégance. Difícil encontrar alguém que nunca tenha ouvido uma frase como essa. Refine o gênero, e as frases continuarão a fazer sentido para muitas pessoas. O funk, o sertanejo, o forró, o pop, todas as músicas consumidas pelas massas não prestam.

Um estudo acadêmico parte do forró eletrônico, ouvido à exaustão em todo o Nordeste, para investigar o que muitos chamam de “degeneração” da música popular. O professor Jean Henrique Costa, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, obteve o título de doutor em Ciências Sociais com a tese “Indústria Cultural e Forró Eletrônico no Rio Grande do Norte”, defendida em março de 2012 na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

O pesquisador defende que o gênero preferido entre os nordestinos faz parte de uma engendrada indústria cultural, por meio da qual são criadas e sustentadas formas de dominação na produção e na audição desse tipo de música.

Segundo ele, quando uma banda de forró eletrônico recorre a canções de temática fácil, na maioria das vezes ligadas à busca de uma felicidade igualmente fácil, ela está criando mecanismos para a formação de um sistema de concepção e circulação musical. Nele, nada é feito ou produzido por acaso. Tudo acaba virando racionalizado, padronizado ou massificado.

O ideal de uma vida festeira, regada de uísque, caminhonete 4×4 e raparigas (mulheres) é hoje um símbolo de status e prestígio para muitos dos ouvintes. Ninguém quer ficar de fora da onda de consumo. Numa das partes da pesquisa, Costa analisou o conteúdo das letras dos cinco primeiros álbuns da banda Garota Safada e descobriu que 65% das músicas falam de amor, 36% de sexo e 26% de festas e bebedeiras.

“Parte expressiva das canções de maior sucesso veicula a ideia de que a verdadeira felicidade acontece ‘no meio da putaria’, ou seja, nos momentos de encontros com os amigos nas festas de forró”, escreveu Costa. “Não se produz determinada música acreditando plenamente que se está criando uma pérola de tempos idos, mas sim um produto para agradar em um mercado competitivo muito paradoxal: deve-se ser igual e diferente concomitantemente.” Ou seja, a competitividade do mercado induz à padronização dos hits.

“O que move o cotidiano é isso mesmo: sexo, amor, prazer, diversão. O forró e quase toda música popular sabem muito bem usar desse artifício para mover suas engrenagens”, explicou Costa. “Não é por acaso que as relações sexuais são tão exploradas pelas canções de maior apelo comercial a ponto de se tornarem coisificadas à maneira de clichês industriais.”

REFERENCIAL TEÓRICO

Outros gêneros musicais também recorrem a estratégias semelhantes. O forró eletrônico consegue se diferenciar dos demais ao dar uma roupagem de “nordestinidade”, criando a identificação direta com o seu público. Mas o objetivo final de todos é proporcionar diversão. O problema, segundo Costa, é que “se vende muito pão a quem tem fome em demasia”.

Costa baseou sua pesquisa no referencial teórico de Theodor W. Adorno, um dos ideólogos da Escola de Frankfurt. O pesquisador procurou atualizar o conceito de indústria cultural a partir da constatação de que as músicas do forró eletrônico são oferecidas como parte de um sistema (o assédio sistemático de tudo para todos) e sua produção obedece a critérios com objetivos de controle sobre os efeitos do receptor (capacidade de prescrição dos desejos).

O pesquisador recorreu ainda a autores como Richard Hoggart, Raymond Williams e E.P. Thompson para abordar o gênero musical a partir da leitura dos estudos culturais (a complexa rede das relações sociais e a importância da comunicação na produção da cultura), que dialogam com outro conceito anterior, o de hegemonia, de Antonio Gramsci. Pierre Bourdieu também serve de referencial teórico.

Ao amarrar essas teorias, o pesquisador argumenta que o público consumidor de músicas acaba fazendo parte de esquemas de consumo cultural potentes e difíceis de serem contestados. Neles, até o desejo acaba sendo imposto. Em entrevista a FAROFAFÁ, Costa exemplifica esse fato com a atual “cobrança” pelo consumo de álcool, onde a sociabilidade gira em torno de litros de bebidas.

“O que se bebe, quanto se bebe e com quem se bebe diz muito acerca do indivíduo. O forró não é responsável por isso, mas reforça.” Para o pesquisador, o consumo de bebidas se relaciona com a virilidade masculina, que, por sua vez, se vincula à reprodução do capital.

“Não reconheço grande valor estético (no forró eletrônico), mas considero um estilo musical que consegue, em ocasiões específicas, cumprir o papel de entreter”, afirmou. O pesquisador ouve todo tipo de música (samba-canção, samba-reggae, rock nacional dos anos 1980 e 1990, bolero, tango, entre outros), mas sua predileção é por nomes como Nelson Gonçalves e Altemar Dutra.

Para cobrir essa lacuna sobre o gênero que iria pesquisar, Costa entrevistou nomes como Cavaleiros do Forró, Calcinha de Menina, Balança Bebê e Forró Bagaço. O seu objetivo foi esquadrinhar desde uma das maiores bandas de forró eletrônico do Rio Grande do Norte até uma banda do interior que mal consegue fazer quatro apresentações por mês e cobra em torno de R$ 500 por show.

É dentro desse contexto de consumo de massa de hits que nascem e morrem, diariamente, pelas rádios e carrinhos de CDs piratas, que prevalece o forrozão estilo “risca a faca” e “lapada na rachada”, para uma população semiformada (conceito adorniano de Halbbildung), explica Costa. Sobra pouco ou nenhum espaço para nomes consagrados do gênero.Entre os extremos de quem ganha muito e quem mal consegue sobreviver com o forró, o professor constatou que o sucesso é um elemento em comum, e algo difícil de ser obtido. Depende de substanciais investimentos financeiros e também do acaso – ter um hit pelas redes sociais ajuda. É por isso que Costa afirma que Aviões do Forró e um forrozeiro tecladista independente estão em lados completamente opostos, mas ainda têm algo basilar em comum: a indústria cultural.

Luiz Gonzaga, por exemplo, embora seja o símbolo maior do gênero e tratado com respeito pela maioria dos nordestinos, acaba sucumbindo a essa indústria cultural. “A competição é desigualmente assimétrica para o grande Lua. O assum preto gonzagueano, nesse sentido, bateu asas e voou.”

Costa diz não ser um pessimista ou só um crítico ferrenho do forró eletrônico. Tampouco que tem pouca esperança de que a música brasileira seja apenas uma eterna engrenagem da indústria cultural. Ao contrário, é dentro dela própria que ele vê saídas para o futuro da produção nacional. “Se vejo alguma possibilidade de mudança pode estar justamente nesses estúdios caseiros de gravação de CDs, nas bandas de garagem, no funk das periferias, no tecnobrega paraense. Não afirmo que a via é essa, mas que é um devir, uma possibilidade que pode não ir para além do sistema, mas minar algumas de suas bases”, concluiu.

Confira aqui a Tese de Doutorado na íntegra

 

descanse em paz

Em sessão de Conselho da ONU, a denuncia: violações de direitos em remoções forçadas para obras da Copa

 

Mansão no Horto: moradores ricos não estão sendo perseguidos. Para o Poder Judiciário não importa que a União Federal, dona dos terrenos, queira regularizar os moradores centenários, respeitando sua missão como poder público e implementando na prática a função sócio ambiental da propriedade. Importa à “Justiça” a “limpeza” da região para beneficiar a especulação imobiliária, e por isto tem promovido uma verdadeira perseguição ideológica que ameaça responsabilizar, pessoalmente e criminalmente, até mesmo os funcionários que tem promovido a regularização fundiária de acordo com as diretrizes da União Federal previstas em lei. O local é de interesse da Rede Globo, que possui sua sede na região e vem promovendo uma campanha para a retirada dos moradores.
Mansão no Horto: moradores ricos não estão sendo perseguidos. Para o Poder Judiciário não importa que a União Federal, dona dos terrenos, queira regularizar os moradores centenários, respeitando sua missão como poder público e implementando na prática a função sócio ambiental da propriedade. Importa à “Justiça” a “limpeza” da região para beneficiar a especulação imobiliária, e por isto tem promovido uma verdadeira perseguição ideológica que ameaça responsabilizar, pessoalmente e criminalmente, até mesmo os funcionários que tem promovido a regularização fundiária de acordo com as diretrizes da União Federal previstas em lei. O local é de interesse da Rede Globo, que possui sua sede na região e vem promovendo uma campanha para a retirada dos moradores.

 

A Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa (Ancop) realizou o lançamento internacional da campanha “Copa para quem?”, durante a 23ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, na Suíça. Durante a sessão paralela intitulada “Copa do Mundo para quem? Cartão vermelho para a Copa do Mundo e Olimpíadas no Brasil: Parem as violações de direitos humanos decorrentes dos megaeventos esportivos”. Foi realizado o lançamento do vídeo da campanha “Quem ganha este jogo?”.

O objetivo da ação é denunciar para a comunidade internacional as violações de direitos humanos decorrentes de remoções forçadas em virtude dos megaeventos esportivos que acontecerão no Brasil entre 2013 e 2014 – Copa das Confederações e Copa do Mundo de Futebol, respectivamente.

Também foi solicitado que o Conselho de Direitos Humanos da ONU intervenha junto ao governo brasileiro e crie, em parceria com as comunidades afetadas, um plano nacional de reparações e um protocolo que garanta os direitos humanos nestes casos.

De acordo com André Lima, integrante da coordenação nacional da Ancop, a estratégia desta ação tem a finalidade de pressionar o governo brasileiro, “pois já percebemos que o governo só dá atenção quando denunciamos para a comunidade internacional. No geral, o governo brasileiro e a justiça são muito pouco sensíveis às denúncias aqui”.

Em virtude das obras de construção ou de reforma e ampliação de estádios para sediar os jogos internacionais, e das obras de mobilidade urbana nas 12 cidades-sede da Copa, muitas famílias se viram obrigadas a sair de suas casas para dar espaço a essas construções. A estimativa é que cerca de 200 mil pessoas em todo o Brasil estejam sendo impactadas por despejos relacionados a obras da Copa.

Segundo André, quem participou de uma ação de visita às comunidades afetadas em algumas cidades-sede da Copa, a situação de violações se repete em todas as cidades. De modo geral, as famílias não são informadas sobre as obras e planejamentos estratégicos, e muitas vezes as comunidades já são notificadas antes mesmo de a obra ter um estudo ambiental. Um comparativo da situação destas comunidades, antes e durante as obras para a Copa, está demonstrado no vídeo “Quem ganha este jogo?”. Para assistir a versão em português, clique aqui.

Essa não é a primeira vez que a Ancop denuncia a situação para a ONU. Em outras ocasiões, a entidade já enviou informações denunciando a questão de megaeventos e direito à moradia no Brasil para a Relatoria Especial e para a Revisão Periódica Universal da ONU.

A Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa reúne movimentos sociais, organizações, representantes de comunidades e outras entidades sensíveis ao tema das transformações urbanas para os megaeventos esportivos. Os Comitês Populares estão localizados nas 12 cidades-sede da Copa: Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

 campinho

A marca do prefeito Eduardo Paes
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Lei aqui as safadezas e maldades contra a Comunidade do Horto na Cidade Maravilhosa dos Marinho e Eike Batista e ex-Capital do Samba que virou rock Rio

O óbvio! Brasil só toca música brasileira desde o golpe de 64: o velho e batido rock

Os nacionalistas promotores e patrocinadores culturais decretaram o Rio de Janeiro como Capital do Rock. Propagam que a música brasileira é mesmo uma porcaria.

Quando o presidente Lula realizava suas festas de São João era chamado de caipira, operário analfabeto. A primeira dama Maria Letícia Lula da Silva foi criticada pelas elites por gostar de baião. A primeira dama Nair de Teffé levou o samba para o palácio presidencial. Foi um escândalo. 

Os Estados Unidos possuem outros ritmos além do rock and rollbluescountryrhythm and bluesjazzpoptechno e hip hop. Os imitadores brasileiros continuam no velho porão.

O DF festejou 15 anos do ajuntamento roqueiro mais caro aos brasilienses. Cabelos moicanos multicoloridos, metaleiros com cabelos na cintura ou metaleiras com maquiagem pesada, alternativos com calças apertadas, figurino xadrez e óculos com armações de todos os tamanhos, camisetas de bandas populares e obscuras e, na entrada de duas madrugadas secas e de frio moderado, o contraponto entre incansáveis e sonolentos. Foram 40 bandas, entre locais, nacionais e estrangeiras, tocando durante cerca de 20 horas de música. Os números não são modestos. Mas o saldo das duas noites sugere um entusiasmo comedido.

O PDR está longe de ser um completo fracasso — afinal, o público ainda comparece, mesmo quando tem de pagar ingresso. Porém, há equívocos que deixam o festival com um tom monocórdio, dividido entre as boas intenções de um evento que se solidariza com o maior número possível de bandas (velhas e novas) e que, ao mesmo tempo, não consegue cravar grandes atrações. O desnível entre sexta e sábado é prova disso: 20 mil na sexta-feira, certamente atraídos por Raimundos e Trivium, e apenas 10 mil no sábado, convocados pelo Sepultura. Aposto que teve dinheiro do governo no evento.

Petroleiras assassinam pescadores que defendem o Rio de Janeiro Patrimônio da Humanidade

Paisagem Cultural

A escolha do Rio de Janeiro como Patrimônio Cultural da Humanidade aconteceu neste domingo, durante a 36ª reunião do Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco, em São Petersburgo. A candidatura da cidade brasileira estava inscrita na categoria Paisagem Cultural e havia sido entregue à Unesco em setembro de 2009.

O dossiê da candidatura do Rio procurou destacar a geografia diversa da cidade, justificando sua importância e seu valor universal, principalmente, pela soma da beleza natural com a intervenção humana.

O discurso de apresentação da candidatura do Rio foi feito em português pela ministra da Cultura, Ana de Hollanda, que estava acompanhada do presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Luiz Fernando de Almeida. Ao defender a escolha, o Iphan lembrou que o Rio encontra na relação entre homem e natureza a âncora para a sua candidatura.

Os pescadores fazem parte desta relação, e são mais defensores da preservação da paisagem do que a classe média alta do alto dos seus arranha-céus na beira do mar.

Com a inclusão na lista de Patrimônio Mundial da Humanidade, o Rio de Janeiro se tornou a primeira cidade do mundo a deter o título na categoria Paisagem Cultural. Entre os locais incluídos no dossiê apresentado à Unesco estão o morro do Corcovado com a estátua do Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, a floresta da Tijuca, o aterro do Flamengo, o Jardim Botânico e a praia de Copacabana.

Segundo a Unesco, o Rio de Janeiro recebeu a distinção devido à forma única como a “esplendorosa paisagem” se integra à estrutura urbana. Além disso, o efeito inspirador do Rio de Janeiro sobre músicos e paisagistas justifica a escolha, afirmou a Unesco.

Este efeito inspirador fez do Rio Capital do Samba. Mas existe uma campanha, que o Iphan não combate: a do Rio Capital do Rock, um ritmo estrangeiro, que vem matando o samba.

As petroleiras são multinacionais, a começar pela Petrobras, fatiada por Fernando Henrique, e entregue aos piratas que exportam petróleo e importam gasolina. Que desde 1982 o Brasil não constrói uma destilaria em território nacional, e investe em destilarias em várias partes do mundo, inclusive nos Estados Unidos e no Japão. Estas destilarias ainda são da Petrobras? Tudo na Petrobras é misterioso. O destino do seu lucro, os nomes dos seus maiores acionistas, entre eles, o especulador Soros, que pressiona para aumentar o preço da gasolina.

Em quê é aplicado o dinheiro da Petrobras? No patrocínio de filmes nacionais, para calar a boca dos cineastas roqueiros?

Estão matando pescadores na Guanabara e outras praias, inclusive no porto de Açu. No Litoral Fluminense. Porque as petroleiras dão prejuízo.

Asesinan a pescadores que se oponen a proyecto petroquímico
AFP / Telesur
Pescadores de Río de Janeiro denunciaron ante las autoridades brasileñas las amenazas y persecución por parte de parapolicías contra dirigentes pesqueros que se oponen al proyecto petroquímico en la Bahía de Guanabara. La semana pasada dos líderes del sector fueron asesinados.Alexandre Anderson, pescador de 41 años de edad y presidente de la Asociación Hombres y Mujeres del Mar (Ahomar) señaló que desde hace cinco años cuando comenzaron las denuncias por el impacto de las obras del Complejo Petroquímico de Río (Comperj) “empezamos a recibir amenazas y (constatamos) la presencia de hombres armados, grupos ligados a esos emprendimientos”.Anderson sostuvo que grupos parapoliciales vinculados a las empresas que operan en la Bahía para Petrobras “son los responsables de los crímenes” cometidos la semana pasada y de “los dos asesinatos previos de 2009 y 2010, cuando dirigentes de Ahomar fueron torturados y asesinados frente a sus familias”.

“Petrobras no quiere esta lucha, de eso tengo total certeza (…) Ahomar es el último foco de resistencia que queda en la Bahía de Guanabara”, indicó, tras exigir al Gobierno brasileño investigar quién está detrás de los crímenes.

En febrero de este año el Destacamento de Policía Ostensible (DPO) de la Playa de Mauá, donde queda la sede de Ahomar y la residencia de Anderson, fue desactivado, exponiendo a los pescadores a nuevas amenazas. En ese período por lo menos otros tres dirigentes pesqueros fueron amenazados de muerte.

En esta desarticulación de la seguridad pública en la región e intensificación de las amenazas. Los pescadores Almir Nogueira de Amorim y Joao Luiz Telles Penetra (Pituca) fueron asesinados el pasado 22 de junio tras salir a pescar.

Sus cuerpos fueron hallados un par de días después con señales de haber sido ejecutados: manos y pies atados e indicios de ahogamiento. Uno de ellos estaba amarrado a su bote, informó la prensa local.

La muerte de cercaAnte estos asesinatos, Anderson expresó que siente que su muerte está cerca, pero después de seis atentados contra su vida dice ya no tener miedo. Con escolta policial las 24 horas del día, este líder dice que continuará su lucha contra proyectos petroquímicos en la Bahía de Río de Janeiro.

La escolta, formada por dos hombres armados con metralleta y escopeta, le fue otorgada hace dos años en un programa de protección de defensores de derechos humanos del Gobierno Federal después del asesinato de otros líderes pesqueros y de las múltiples amenazas e intentos de acabar con su vida.

“Después de los atentados, de las amenazas, del olor de pólvora que llegué a sentir, miedo no tenemos. De esta lucha esperamos algo para esta comunidad, para los pescadores, pero sabemos que entre las consecuencias de esta lucha puede estar mi muerte”, dijo Anderson.

La última vez que Anderson salió a pescar fue en agosto de 2010, cuando comenzó a estar escoltado. “Me quitaron el corazón, me quitaron el derecho a pescar, me quitaron mi libertad”, señaló cabizbajo, criticando que las autoridades no le autorizaron una “escolta para salir al mar”.

Sin trabajo para sustentar a su familia y forzado a dejar el oficio, Anderson vive de donaciones de amigos, familiares, algunas ONG, un bufete de abogados y comerciantes de la zona.

Pese a que este martes, el Gobierno le ofreció al presidente de Ahomar un traslado junto con su familia a una ciudad fuera del estado, el dirigente rechazó la propuesta porque “no es el momento, no puedo dejar a mis compañeros”, indicó.

Petrobras desconoce muertes de pescadores

Petrobras ha desconocido “las muertes relatadas y repudia toda amenaza a los pescadores”. Asimismo, garantizó que todos sus desarrollos petroquímicos son precedidos por “un riguroso estudio de impactos” al medio ambiente y a las comunidades.

En 2009, los pescadores de Ahomar bloquearon con sus redes el paso de grandes navíos por la Bahía durante más de un mes, para protestar por la reducción de 80 por ciento del volumen de pesca tras el derrame de 1,3 millones de litros de aceite de una refinería de Petrobras en el año 2000.

Extinción de la pescaHacia finales de la década de 1990 habían en la Bahía unas 23 mil familias de pescadores, hoy hay unas seis mil, explicó Anderson.

“Los pescadores están vendiendo sus lanchas, dejando la pesca y dedicándose a otras actividades como el comercio”, denunció Anderson.

“Nuestros hijos no quieren ser pescadores y nosotros no queremos que lo sean. La pesca está en extinción en Guanabara”, enfatizó el dirigente que representa a unos tres mil pescadores.

En los próximos días, Ahomar realizará una asamblea para decidir nuevas acciones contra los proyectos petroquímicos de la zona.

“Todos los días, mi esposa me dice al despertarme que está feliz por estar a mi lado, de que esté aún vivo. Pero cuando salgo por la puerta, queda triste porque sabe que es muy posible que no regrese”, el líder de Ahomar.

La Ahomar representa pescadores artesanales de siete municipios de la Bahía de Guanabara y tiene 1870 asociados.

Mariana tem 90% dos seus 25 templos católicos em risco

A dinheirama do Ministério, secretarias estaduais e municipais da Cultura vira lama podre nos patrocínios de embalos de artistas superfaturados nos finais de semana, principalmente neste ano de eleições, que promovem os shows comícios eleitorais dos prefeitos. Ou em eventos que divulgam a cultura estrangeira como o Rock in Rio. Clique nas tags, que denuncio essa cachoeira de dinheiro desviado dos cofres públicos. Várias gangues atuam na indústria e no comércio da cultura, um negócio rendoso para os corruptos que pousam de Mecenas.

Cidade que pleiteia reconhecimento mundial pela Unesco, mas os patrimônio está doente. O segundo templo mais visitado, de São Francisco de Assis, está interditado

por Gustavo Werneck 

Do lado de fora, a Igreja do Rosário, no distrito de Padre Viegas, tem fachada encardida e com plantas
Do lado de fora, a Igreja do Rosário, no distrito de Padre Viegas, tem fachada encardida e com plantas


Mariana – A primeira cidade e capital de Minas não consegue mais ocultar as chagas do seu patrimônio barroco. Muito menos curá-las. Igrejas de quase 300 anos, na sede e distritos, estão com rachaduras profundas para desespero dos fiéis, casarões correm risco de desabamento afugentando visitantes, o coreto da praça sofreu interdição e um ato de vandalismo destruiu uma luminária histórica bem diante da Catedral da Sé. Os problemas só deixam mais distante o tão sonhado título de Patrimônio da Humanidade, ainda não concedido pela Unesco a Mariana, que entrou com processo em 2007 reivindicando o reconhecimento mundial dado em Minas a Ouro Preto, Diamantina e ao Santuário de Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas. A dimensão dos estragos na cidade pode ser mensurada: o departamento de Patrimônio da Prefeitura estima que 90% dos 25 templos católicos históricos sofrem algum tipo de ameaça.

Para piorar, o município esteve prestes a devolver, este mês, cerca de R$ 3 milhões referentes a recursos do antigo Programa Monumenta, administrado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e Ministério da Cultura, por falta de prestação de contas e projetos não executados no período de 2004 a 2010. O caso está sob investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) e o dinheiro daria, conforme especialistas, para salvar pelo menos duas igrejas dos tempos coloniais e ícones das Gerais. Leia mais 

Rock in Rio Lisboa. Em-fado do fado

UM PORTUGAL NOVO SEM CRISE E VELHARIAS DO EN-FADO DO FADO
UM PORTUGAL NOVO SEM CRISE E VELHARIAS DO EN-FADO DO FADO

 

 

Jornal de Notícias publica: Portugal foi afastado da final do festival da canção Eurovisão 2012, ao não ter ultrapassado a segunda semi-final do evento, que escolheu 10 canções. Os candidatos apurados nesta semi-final foram os representantes da Suécia, Sérvia, Ucrânia, Noruega, Estónia, Malta, Macedónia, Turquia, Bósnia-Herzegovina e Lituânia.A agência Efe destaca entre os participantes que não foram escolhidos a portuguesa Filipa Sousa e o seu “belo fado”. O resultado não podia ser diferente. Quem manda transformar Lisboa num in Rock Rio.

O Sol destaca: A comunidade portuguesa de Nova Iorque vai celebrar a 17 de Junho a segunda edição do Dia de Portugal, com uma corrida no ‘pulmão’ da cidade, Central Park, e uma mostra de cultura portuguesa, desde o Fado à bica. Isso na terra do rock. Em Lisboa, no Rock in Rio o en-fado do fado.