Um Brasil potência mundial ou vira-lata?

Marina Silva, na reta final da campanha, deu uma escapadinha e foi, de cuia na mão, fazer promessas a empresários e banqueiros nos Estados Unidos.

Dilma presidenta esteve na ONU, para afirmar: O Brasil independente defende a paz, não entra na guerra de nenhum império.

Os economistas que elaboraram as plataformas de governo de Aécio Neves e Marina programaram o retorno de um Brasil quintal, um país colonizado e vendido por Roberto Campos, Delfim Neto, Lara Rezende, Armínio Fraga, Eduardo Giannetti e outos malandantes.

Para quem cultua a alma de vira-lata, veja a importância, para o mundo, de um Brasil que virou potência com o Mercosul e o Brics.

Diferente da imprensa nossa conservadora e vendida, os jornais doutros países defendem seus interesses nacionalistas.

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Assassinado Marco Aurélio de Alcântara, o mais influente jornallsta e publicitário da ditadura militar no Nordeste da autonomia do Banco Central

FOTO MAA

 

Amigo íntimo de Delfim Neto, Marco Aurélio Azevedo Alcântara era uma espécie de ministro Sem Pasta da ditadura militar, no Nordeste, tendo colecionado uma legião de inimigos entre empresários, governadores e prefeitos das Capitais.

Para medir a magnitude deste poder de Marco Aurélio de Alcântara (sua assinatura de jornalismo econômico) torna-se importante conhecer a história de Delfim, como professor de Economia, embaixador e ministro.

Marco Aurelio alem de jornalista, escritor, poeta, critico literário, poliglota, economista,  assessor parlamentar de deputados e senadores, foi proprietário de uma das principais agências de publicidade (em faturamento) do Brasil, e proprietário de uma editora que lançou autores brasileiros e portugueses, com filial em Portugal, e fazendeiro.

Biografia minimizada

É de estranhar as notinhas do Diário de Pernambuco, onde assinava, diariamente, uma coluna de economia: “Encontrado morto na manhã desta quarta-feira o jornalista Marco Aurélio Alcântara, de 77 anos. O corpo foi localizado pela empregada doméstica, ao chegar à residência da vítima, uma casa no bairro do Derby.

A polícia deu início às investigações. A causa da morte ainda não foi divulgada. O jornalista estava amordaçado e a casa estava revirada. Acredita-se na hipótese de latrocínio e de que a residência tenha sido invadida por assaltantes.

Marco Aurélio foi por muitos anos assessor da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e colunista de economia do Diario de Pernambuco e atualmente colaborava com o jornal escrevendo artigos para a editoria de opinião”.

Acrescenta o Jornal do Comércio: “O corpo da vítima estava amarrado nos pés, nas pernas e nas mãos e foi deixado em um dos corredores do imóvel. O jornalista também apresentava sinais de espancamento, mas a causa da morte ainda não foi divulgada, pois Marco Aurélio havia vendido a casa há pouco tempo. A polícia trabalha com a hipótese de latrocínio, roubo seguido de morte. De acordo com a polícia, o imóvel estava todo revirado o que reforça a suspeita. “Ele iria ontem no banco para sacar R$ 60 mil e de noite Marco Aurélio recebeu três pessoas na casa. A polícia está tentando identificar quem são”, explica o caseiro da vítima que preferiu não se identificar”.

Ainda de acordo com ele, a empregada encontrou a residência aberta e o corpo no corredor. Policiais do Departamento de Homicídio e Proteção a Pessoa e peritos do Instituto de Medicina Legal (IML) estão retirando o corpo do local.

Marco Aurélio fazia parte da Associação de Imprensa de Pernambuco e do Sindicato dos Jornalistas, além de ter trabalhado como assessor da Confederação Nacional da Indústria (CNI) por muitos anos.

Marco Aurélio foi assassina na antiga sede da Pool Editorial
Marco Aurélio foi assassina na antiga sede da Pool Editorial

Trajetória de Delfim

Falava-se, abertamente, que Delfim Neto, para liberar verbas para os governos estaduais e prefeituras, e empréstimos, pelos bancos oficiais, para industriais e empresários, cobrava uma propina de 30%, mantendo o valor taxado por seu antecessor Roberto Campos.

Marco Aurélio era responsável pela cobrança, recebendo 10% dessa extorsão, notadamente nos estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Assim foi criada a lenda da riqueza de Marco Aurélio, que morreu no ostracismo. Viveu um período de miséria, com a falência de suas empresas. Chegou a morar em um quarto de pensão no Recife,

Marco faz parte da história do “milagre brasileiro”, que deve ser destacado, para conhecimento da corrupção na ditadura militar, e por ser um programa de governo, com o nome fantasia de “terceira via”, proposto pela equipe de Marina Silva, formada por banqueiros, ex=funcionários de bancos estrangeiros, alunos de Delfim Neto, professor emérito da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo, onde fez sua carreira acadêmica,e tornou-se professor titular de análise macroeconômica em 1983.

A plataforma de governo de Marina parte da volta da autonomia do Banco Central.

Autonomia do Banco Cantral & corrupção  

In Wikipédia: Em 1967, Delfim Neto foi convidado por Costa e Silva para ocupar o cargo de Ministro da Fazenda. Em 13 de dezembro de 1968 votou a favor do AI-5.

Durante o regime Militar, entre 1969 e 1974, foi ministro da fazenda e, no governo do presidente João Figueiredo, foi sucessivamente Ministro da Agricultura em 1979, Ministro do Planejamento entre 1979 e 1985 e embaixador do Brasil na França. Neste período, foi citado como provável peça-chave no escândalo Coroa-Brastel, mas o STF não obteve licença para processá-lo. Após a redemocratização do Brasil foi eleito cinco vezes consecutivas deputado federal, pelo PDS e por siglas que o sucederam – PPR, PPB e PP.

O Banco Central era autônomo e independente quando foi criado em 1966, no primeiro governo militar do marechal Castello Branco, e seus diretores não podiam ser demitidos, a não ser por motivo grave. Quando o general Costa e Silva assumiu, em 1967, o ministro Delfim Netto queria indicar o amigo e sócio Ruy Leme para a presidência do Banco Central. A imprensa começou a publicar suspeitas de que os integrantes da equipe econômica do general Castello Branco – Roberto Campos, Otávio Gouvêa de Bulhões e Denio Nogueira, este presidente do BC — teriam tirado proveito pessoal de uma desvalorização cambial. Foi instalada uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara dos Deputados e a diretoria do BC acabou afastada. A manobra foi revelada por Denio Nogueira, em 1993.

Ao assumir a presidência, em 1974, o general Ernesto Geisel nomeou Delfim embaixador do Brasil na França. Incentivado por Geisel, o novo ministro da Economia, Mário Henrique Simonsen, surpreendeu o país ao denunciar a farsa da baixa inflação no período Médici. Embora até então impedida de tocar no assunto, a imprensa já sabia que os índices de inflação eram falsos. [E ilusório o “milagre brasileiro]

Milagre econômico & lóbi 

Ainda in Wikipédia: Durante o período no qual Delfim Netto ocupou a pasta da Fazenda ocorreu o chamado “milagre econômico brasileiro”. Naquela época foi executado um forte controle dos salários — que ficou conhecido como “arrocho salarial” — e dos preços de todos os produtos industrializados, que era feito através da CIP, ou comissão interministerial de preços. [A estabilidade no emprego foi cassada por Castelo Branco, em 1964]

Como Ministro da Fazenda do Presidente Costa e Silva, Delfim participou da reunião do Conselho de Segurança Nacional realizada em 1968, da qual decidiu-se por dar maior autonomia às entidades econômicas para valer uma das propostas iniciais do governo militar, que era o saneamento e crescimento da economia brasileira. Nessa reunião, Delfim sugeriu mudanças tributárias e administrativas que alterariam substancialmente o sistema governamental brasileiro, afim de retirar encargos do setor empresarial brasileiro, antigo problema brasileiro, e que possibilitaria o empreendedorismo da iniciativa privada e que, a longo prazo, geraria uma cadeia de crescimento produtivo e econômico. [Tema ora em discussão na campanha presidencial]

Poucas semanas depois impôs severa contenção nos gastos públicos e decretou uma redução de 10% na folha de pessoal de 1968. Baixou em seguida o Ato Complementar nº 40, que alterava a política de distribuição dos tributos federais, reduzindo a participação dos Estados e Municípios nos impostos concentrando-os nas mãos do governo central, o que facilitaria o redirecionamento dos recursos financeiros às obras desenvolvimentistas.

As estruturas da administração fazendária foram submetidas a um rígido controle, e sofreram sua influência centralizadora. [Estava assim criadas a cobrança de propinas para facilitar liberação de verbas e empréstimos pelos bancos oficiais].

Na esteira das alterações administrativas executadas por Delfim Netto a Caixa Econômica Federal e a Casa da Moeda passaram a ser empresas públicas. Ainda foi criado um Conselho Interministerial de Preços – CIP, e isso introduziu profundas mudanças na sistemática de acompanhamento de preços em todos os setores da economia brasileira [Hojemente realizada pelas Agência Nacionais de Regulação (de preços nas alturas), criadas pelo presidente Fernando Henrique, que chamo de prostitutas respeitosas]

Atentados contra Marco

Marco Aurélio era uma espécie de “Vice-Rei do Nordeste”, apelido de Juarez Távora, “Vice-Rei do Norte”, na Revolução de Trinta.

Certa vez, o general João Figueiredo, depois de uma visita ao canteiro de obras, prometeu o empréstimo necessário a um empresário para instalação de uma indústria. Logo depois, Marco foi cobrar os 30%, que o industrial se negou a pagar, alegando ser uma promessa pública de Figueiredo. Resultado:  o dinheiro não saiu dos cofres públicos, e o empresário suicidou-se. Esta história está contada na carta de despedida do suicida.

Marco foi vítima de um atentado a bala na estrada de Carpina a Recife, por causa de um disputa de terra. E encontrado, em uma sarjeta de Lisboa, o corpo recortado por uma navalha.

Marco recebeu várias ameaças de morte, mas nunca revelou nomes.

Homossexualidade e política

Marco Aurélio é de uma notável geração de jornalistas, hoje esquecida.

Na redação do Diário de Pernambuco, nascidos em 1937: Joesil Barros, Talis Andrade, Marco Aurélio e, um ano antes ou depois, Selênio Homem de Siqueira.

Marco vivia em um mundo à parte, não tinha jornalistas como amigos. Era um tempo de redação masculina, machista, de discriminação aos gays. Costumava-se dizer: quem não fuma, não bebe e não gosta de mulher, não é jornalista.

Marco Aurélio era gay de armário. Um comportamento que facilitou sua aproximação com Delfim Neto. Também se falava o mesmo de Roberto Campos.

Quando diretor do Jornal do Comércio, telefonei para Marco: disse que ele era um nome importante nos meios culturais, rico e independente, que poderia escrever um artigo assumindo a homossexualidade. Respondeu que eu queria “foder”ele, no sentido de arrasar o prestígio, a honra. Mas Marco escreveu um belo e histórico artigo sobre homossexualismo, que publiquei. Foi uma de nossas últimas conversas. Desde 1980 que não mantenho contato com Marco, uma figura controversa, escorregadia, imensamente inteligente e culta.

Marco gostava de contar histórias apenas para escandalizar. Confidenciou certa vez: que sentia prazer em lambuzar o rosto com esperma dos amantes, e guardar sêmen na geladeira, para beber como licor.

Que, por vingança, embebedou o filho de um ex-parceiro de negócios, e fez dele mulher, e o garoto curado do porre, queria se suicidar.

Aconteceu no Sindicato dos Proprietários de Agência de Publicidade, reunido em uma das residências de Marco no Recife. Provocou Marco: de doze, sete aqui são homossexuais. Todos caíram na risada. Participavam da escolha de Fábio Clemente para presidente, por indicação minha, além dos citados: Carol, Jardelino, Ampla, Grupo 9 e outros.

Elogiado o luxo do apartamento, Marco respondeu: “Tenho várias moradias. A casa da minha mãe, da minha mulher (uma das histórias correntes, que era casado com um milionária viúva), uma terceira para garotos de programa, outra para o ‘bofe’ (amante), e uma para lóbi com gays ricos.

Marco nunca citava nomes. Nos tempos de poder & dinheiro, seria difícil encontrar o assassino. Poderia ser um crime de vingança, de homofobia ou passional.

Livros e verbete da ANE

MARCO AURÉLIO DE ALCÂNTARA – nasceu em Jaboatão (PE) em 2 de fevereiro de 1937. Pertence a Institut International des Civilisations Différentes – INCIDI, Bruxelles – Belgique; Associación de los Antiguos Estudiantes Becarios de España; ANE – Associação Nacional de Escritores – ANE. Trabalhos Publicados: Aspectos da Aculturação dos Judeus no Recife; Imprensa Oficial em 1955, com prefácio do sociólogo Gilberto Freyre; Artigos em jornais e em revistas brasileiras. Notas de Andar e Ver, Recife, Pool Editorial 1976. Ensaios sobre economia, sociologia e política. O Brasil Restaurado (org. em colaboração com Antônio da Costa Martins), Recife, 2006. Bib.: Gilberto Freyre – O Hispano e o Tempo, 1985; O Triunfo de Eros, Sexo e Símbolo na Escultura de Brennand, 2003.

 

 

 

 

 

 

 

 

Os responsáveis pela monstruosa dívida interna e externa

por Helio Fernandes

 

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Desculpem, ontem voltei a escrever sobre a dívida externa, que estava ofuscada e esquecida por causa da astronômica e destruidora dívida interna. Como se a externa não merecesse os mesmos adjetivos negativos. Quero voltar, pois não identifiquei os maiores responsáveis pela então única dívida, a externa, que em 30 anos passou de 1 BILHÃO para 200 BILHÕES, um dos maiores crimes de todos os tempos.

Ontem revelei: faltando seis meses para acabar o mandato, Juscelino mandou Roberto Campos renegociar a dívida. Estava em 800 MILHÕES, numa negociação de três meses cresceu 25 por cento, entrou na casa do BILHÃO. É um lamento só, tristeza sem fim, massacre contra o presente e o futuro do Brasil.

A DITADURA DA DÍVIDA

Os generais não assassinaram e “desapareceram” apenas com pessoas, arruinaram também o futuro do país. Receberam a dívida em 1 BILHÃO, entregaram (?) o governo a Sarney (sócio, colaborador e cúmplice de tudo, além de herdeiro político e eleitoral) em 176 BILHÕES.

Em 21 anos, de 1964 a 1985, aumentaram essa divida em 176 vezes, passou a render juros escorchantes para beneficiar aproveitadores dos EUA. De 1 BILHÃO cresceu para 176 BILHÕES. E o que fizeram com tanto dinheiro? Nada, lógico.

Responsáveis diretos nos 21 anos: Castelo Branco, Costa e Silva, Medici, Ernesto Geisel, João Figueiredo, o menos culpado, não sabia de nada. Incluindo Golbery (presidente da Dow Chemicla), que mandava em todos. E os civis Roberto Campos e Delfim Netto. É como digo sempre, não existe “ditadura “civil ou militar”, eles se completam.

TRÊS PRESIDENTES ELEVARAM
A DÍVIDA PARA 200 MILHÕES

Sarney, Collor e Itamar, que se seguiram, contraíram mais “empréstimos”, sem deixar de pagar os juros, em 24 BILHÕES, colocando-a nesses 200 BILHÕES. Em 1990, escrevi: essa dívida já estava paga há muito anos, continuamos a “honrar” os juros, sem que a dívida diminuísse.

APARECE A DÍVIDA INTERNA

Começa com FHC, e foi se avolumando de tal maneira que “esqueceram” o destino da dívida externa. Lula falou muito sobre essa dívida, mas como acreditar num mentiroso de nascença, como Lula.

FHC até que não tem muita influência no crescimento da dívida externa. E os dados da dívida interna são precários e não confiáveis. Mas FHC tem que ser responsabilizado direta e pessoalmente pelas vergonhosas D-O-A-Ç-Õ-E-S do nosso patrimônio. Essas DOAÇÕES, tão ou mais ruinosas do que as DÍVIDAS.

 
dívida auditoria crise FMI indignados 
 

Roberto Campos acabou com a estabilidade por tempo de serviço, criou o FGTS. A carreira vitoriosa de Sergio Cabral

por Helio Fernandes

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ROBERTO CAMPOS ACABA COM
A ESTABILIDADE NO TRABALHO

Insensatamente nomeado por Jango embaixador nos EUA, voltou depois do golpe, como embaixador dos EUA no Brasil. Logo empresários americanos vieram sem dinheiro comprar empresas brasileiras, o dinheiro conseguiam aqui. Para que servem as colônias?

Encontraram um empecilho: o passivo trabalhista, volumoso. Vigorava a estabilidade por tempo de serviço, ou seja, depois de 10 anos de casa, o trabalhador não podia mais ser demitido sem justa causa. Não era problema. Campos resolveu tudo e imediatamente.

O governo “encampou” as dívidas do passado. Para o presente e o futuro, foi criado o FGTS. Só que a partir daí, os trabalhadores foram obrigados a contribuir, o que não existia antes. E passaram a chamar esse FGTS de “oitava maravilha”.

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A BRILHANTE CARREIRA
DE SERGIO CABRAL

Nunca trabalhou na vida, jamais teve patrão. Apostou na carreira político-eleitoral. Perdeu duas eleições para prefeito, parecia liquidado. Não só sobreviveu politicamente, como progrediu assombrosamente na sua geografia financeira. Apartamento aqui, mansão e iate em Mangaratiba.

Feito senador, governador eleito e reeleito, não vê expectativa agora, e sim em 2018. Mas como não quer ficar inativo, pretende ser embaixador em Paris. Iria em 2014, voltaria em 2017, pronto para retomar o futuro.

A cartilha do FMI

 

Fernando Henrique caiu no mundo para leiloar as estatais brasileiras, e Lula viajou para vender os produtos das empresas desnacionalizadas e/ou privatizadas pelo tucanato. Isso chamo de globalização unilateral.

Os dois são esquerdistas. A direita morreu com a ditadura. Mas continuaram com uma imutável política econômica.

Os novos presidentes esquerdistas também reclamam o título de democratas. Mas jamais ousaram realizar um referendo, um plebiscito. Ou uma auditoria da dívida.

Alguns tecnocratas, que comandaram a política econômica de Lula e FHC, eram até nos vícios parecidos com Delfim Neto e Roberto Campos, um dos fundadores do BNDES, no getulismo, e embaixador de Jango nos Estados Unidos

O Brasil foi um dos laboratórios – o povo como cobaia – da política ora imposta aos países europeus.

Escreve José Roberto Toledo: No edifício do Poder, só mudaram as divisórias

Mudam divisórias, PT e PSB ganham mais espaço, PMDB e PSDB perdem salas, mas as estruturas do edifício do Poder continuam inalteradas no Brasil. Os petistas ocupam a cobertura há 10 anos, mas o resto do prédio é dividido entre 30 condôminos. O PT elege o síndico, mas não administra o condomínio sem ceder poder a outros. Ninguém tem hegemonia. E é bom que seja assim.

 

O PT sai maior das urnas, mas com direito a ocupar apenas 11% das prefeituras e a governar 20% do eleitorado local. Tudo bem que isso inclui o canto mais populoso do edifício, a sala São Paulo, mas está longe de configurar um domínio da política brasileira. O partido de Lula cresce, mas não é o único. O PSB vem na cola e tem seus próprios planos. (Transcrito da Tribuna da Imprensa)

 

Complô contra a Cultura. A defesa do atraso

Quando morre uma celebridade da cultura de um país, a imprensa escrita dedica toda a primeira página.

Dou o exemplo da Espanha. Recentemente morreu Antoni Tàpies. Veja

A Espanha repetiu ontem o feito para homenagear outro nome consagrado.
Antonio Mingote.

 

Mingote, cartunista, escritor e jornalista.

Mingote lembra Millôr Fernandes, cartunista, escritor, jornalista, dramaturgo e poeta. Um dos maiores poetas da literatura mundial. Coisa que o Brasil desconhece. Tanto que os principais jornais apenas deram um chamadinha na primeira página, com ou sem o retrato de Millôr.

Este descaso é proposital, planejado.

Faz parte de um boicote, de um complô contra a Cultura brasileira. De uma política antinacionalista. De valorização de tudo que seja estrangeiro.

Perceba que o Brasil continua sendo a terra de apenas um romancista. Machado de Assis. Não tem mais ninguém.

Este um sozinho vale para as artes e as ciências.

Na arquitetura existe apenas Niemeyer. Será que ele vai ter uma capa inteira de algum jornal?

Na poesia, Augusto dos Anjos continua sendo o mais lido, e Castro Alves o mais conhecido.

Na pintura, Portinari.

Na música, Villa Lobos.

Na escultura, ninguém.

Filósofo? Nenhum.

O importante para a imprensa que estejam todos mortos. Escapa Niemeyer, pela consagração internacional.

Brasil é a terra dos juristas (Francisco Campos, que elaborou várias constituições ditatoriais) e dos economistas (Roberto Campos, Delfim Neto e alunos). Isso explica tudo. Inclusive a crise.

Brasil tem a maior taxa de juros do mundo

O povo é quem paga

Vem o governo e anuncia com estardalhaço:
a redução da taxa básica de juros do País em 0,5 ponto percentual. A taxa passou a ser de 12% ao ano.

Ora, ora, dona Dilma, a média do juro do mundo é de 0,1 por cento ao ano. Uma taxa muito próxima do zero.

Escreve o Estadão:
“A adoção de taxas nominais cada vez mais próximas de zero ou juros reais negativos tem sido um esforço de bancos centrais de Estados Unidos, Europa e Japão, isto é de países desenvolvidos, para impulsionar as suas economias”.

Por que no Brasil é diferente?
Por que o Brasil adota a mesma malandante política da ditadura econômica de Roberto Campos & Delfim Neto?

Toda vez que aumenta os juros aumenta a dívida dos prestamistas que ganham o salário mínimo do mínimo, o miserável trabalhador brasileiro. Idem da classe média pendurada no cartão de crédito.

O brasileiro também é saqueado no pagamento dos impostos mais altos do mundo. Os impostos diretos e indiretos.

O governo, coletor de impostos, com os altos juros e os altos impostos, aumenta o ganho dos especuladores e dos bancos, agiotas oficiais do Brasil da dívida que vai além de um trilhão. Impagável. Uma dívida jamais auditada.