Favela do Complexo Alemão salva cinema brasileiro da Linha Vermelha

Complexo do Alemão
Complexo do Alemão

O cinema brasileiro saiu do vermelho. O jornal Oje de Portugal informa que agora rende milhões de euros.

A empresa estatal de cinema do Rio de Janeiro RioFilme conseguiu passar de uma receita quase nula para 9,85 milhões de euros, entre 2009 e 2012, atingindo um investimento médio anual de 8,14 milhões de euros.

“A empresa foi revitalizada em 2009, a partir de um projeto que a transformou num órgão realmente propulsor do desenvolvimento da indústria audiovisual carioca, a partir do aumento de investimentos e da visão de que os projetos deveriam dar algum retorno”, contou à Lusa o diretor da empresa, responsável pela mudança, Sérgio Sá Leitão.

De acordo com o diretor, a partir de 2009, a empresa elevou o seu investimento 20 vezes, passando de um volume de financiamento de um milhão e cem mil reais (416 mil euros), em 2008, para uma média anual de 21,5 milhões de reais (8,14 milhões de euros), entre 2009 e 2012.

“A nossa receita, a partir de investimentos reembolsáveis, passou de 400 mil reais (150 mil euros), em 2008, para 26 milhões de reais (9,85 milhões de euros) nos últimos quatros anos”, observa o diretor.

Além do maior volume de investimentos, o bom desempenho da empresa é resultado de uma mudança de estratégia, que aposta no retorno de alguns projetos, para ser capaz de gerar a sua própria caixa e reinvestir noutros roteiros, passando a depender cada vez menos do dinheiro do município.

“Mudámos a nossa filosofia de atuação, passámos a focar resultados, levando em consideração tanto os benefícios para a empresa, quanto as condições económicas externas, como a criação de receita e de emprego para a cidade”, explica.

Outra preocupação constante tem sido a de democratizar o acesso às salas, o que levou a empresa a abrir um cinema no Complexo do Alemão, uma das regiões recentemente pacificadas da cidade.

Complexo do Alemão
Complexo do Alemão