Rio+20. O desenvolvimento sustentável do Rio de Janeiro e Espírito Santo ameaçado pela Eikelândia em São da Barra

Praia de Atafona
Praia de Atafona

Superporto do Açu, em São Joao da Barra, uma ameaça para os Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo
Superporto do Açu, em São Joao da Barra, uma ameaça para os Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo

A beleza roubada de lagoas,

Porto de Açu. Veja que agressão
Porto de Açu. Veja que agressão

praias, bosques e matas

O projeto do porto. Os nomes que dão medo...
O projeto do porto. Os nomes que dão medo…

A organização da Rio+20 vai propor ao governo do Rio que entre os dias 20 e 22 de junho seja feriado. Que delegações visitem São João da Barra.  Que os 50 mil participantes deste evento internacional, em defesa do Planeta, analisem o projeto megalomaníaco da Eikelândia, que começou com a desapropriação de 400 fazendas.

A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, será realizada de 13 a 22 de junho de 2012, na cidade do Rio de Janeiro. A Rio+20 é assim conhecida porque marca os vinte anos de realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92) e deverá contribuir para definir a agenda do desenvolvimento sustentável para as próximas décadas.

A Conferência terá dois temas principais:

  • A economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza; e
  • A estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável.ECONOMIA VERDEEconomia verde inclusiva, produção rural sustentável e preservação da água são prioridades ambientais dos oito países que integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) que serão apresentadas durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), de 13 a 22 de junho, no Rio de Janeiro. O documento com a proposta dos países lusófonos é resultado da 5ª Reunião dos Países da CPLP, na Ilha do Sal, em Cabo Verde. O chefe da Assessoria Internacional do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Fernando Coimbra, liderou a delegação brasileira na reunião, que contou com a participação de representantes dos ministérios do Meio Ambiente de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Brasil.

    “O encontro foi preparatório para a Rio+20, com discussões abertas em busca do fortalecimento ambiental e social da comunidade dos países de língua portuguesa”, destaca o gestor do Departamento de Combate à Desertificação da Secretaria de Extrativismo de Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Ricardo Padilha, um dos representantes do Brasil na reunião. Entre os temas que serão levados à Rio+20 estão o uso, o abastecimento e a melhoria da oferta de água nas grandes metrópoles mundiais. Também será abordada a necessidade de equilíbrio do ecossistema e mitigação dos gases de efeito estufa.

    ECONOMIA AZUL

    Como parte das discussões sobre água, a comunidade lusófona defendeu atenção especial à economia azul, setor representado hoje pela preservação da água, oceano, rios, e nascentes, além dos recifes. A proposta inclui a manutenção da biodiversidade nas costas como meio de garantir o equilíbrio do ecossistema marinho. “A posição do Brasil e demais representantes da CPLP é de preocupação tanto com a qualidade ambiental do continente quanto dos mares, além do combate à acidez nos oceanos, reflexo do aumento das emissões de CO2″, explica Padilha. Ele destacou também a economia verde inclusiva na pauta de deliberações.

    A segurança alimentar, por meio do fomento à produção sustentável da agricultura familiar, foi consenso nas discussões, com a inclusão do tema no documento que será levado à Rio+20. Segundo Padilha, o Brasil e os outros sete países da comunidade de língua portuguesa querem reforçar o desenvolvimento sustentável da agricultura familiar em todo o mundo, como garantia para uma vida saudável. Todos os representantes da CPLP defendem a segurança alimentar como ação prioritária para o crescimento sustentável de qualquer nação.

    AMEAÇAS DA EIKELÂNDIA
    O projeto da Eikelândia ameaça as economias azul e verde. Começou pelas desapropriações não investigadas em São João da Barra. Ameaça a economia azul não só do Estado do Rio de Janeiro, mas do Estado do Espírito Santo.
    Para encobrir a beleza roubada de São da Barra, as páginas na internet, da Prefeitura e da Câmara Municipal foram desativadas.
    Para criar um clima do que agora é tarde, o mal está feito, Eike Batista simulou o laçamento de pedras fundamentais de usinas de aço e cimento, e o governador corrupto do Rio Janeiro, Sérgio Cabral, mandou a Polícia Militar que comanda, destruir casas e plantações em dezenas de fazendas.
    A prefeita Carla Machado fez solenidade para condecorar Eike Batista pelos benefícios recebidos da Prefeitura de São João da Barra.
    Procure ficar informado sobre este assalto, crime que ainda pode ser contido. Não importa se no todo ou em parte.
    Será que o dinheiro do homem mais rico do Brasil compra tudo? Comprou o governo do Rio associado da Delta Construções. Também comprou a justiça?
    Algum deputado da oposição a Sérgio Cabral vai se pronunciar? E as ONGs e fundações ambientalistas?
PRINCIPAIS PRAIAS DE SÃO JOÃO DA BARRA
A beleza ameaçada pela X ganância da Eikelândia, um projeto que visa construir um porto e usinas que transformarão São João da Barra, em barras de aço, em barras cimento, em barras de ferro, em barras de ouro para Eike Batista.A beleza da natureza não tem preço. A beleza de São João da Barra não pode ser vendida por trinta moedas.

Praia de Atafona

O nome Atafona é de origem indígena e significa moinho de vento. Atafona possui o segundo maior delta do país e o terceiro clima medicinal do mundo. É em Atafona também, que ocorre o processo de transgressão do mar, que consiste na invasão do mar sobre o continente. O mar exibe sua força e impressiona  moradores e turistas.

 

Praia de Grussaí

O nome Grussaí vem do pequeno caranguejo chamado grauçá, também conhecido como espera maré. É nesta praia que costuma acontecer diversos shows no período de verão, atraindo diversas pessoas.


 Praia do Chapéu do Sol

Nome colocado por moradores de Atafona e veranistas no início do século XX, pois neste local várias pessoas colocavam chapéu de praia para evitar o sol, daí então o nome de Chapéu de Sol. Este local também é conhecido como hospital espiritual, estimulando fenômenos de cura e aparição de UFOs.


Praia de Iquipari

Com o nome característico indígena, Iquipari possui mar e lagoa, com mata preservada e fauna nativa. É ainda ideal para a pesca de anzol e contato maior com a natureza.


 Praia do Açu

Nome originado de moradores nativos da região, possui mar ideal para pesca de anzol e de rede.

 

São João da Barra possui 32 km de belas praias! Que não podem ser destruídas pela ganância do trio Eike Batista, Sérgio Cabral e Carla Machado

Trabalho escravo e os variados conceitos de propriedade rural em São João da Barra

Prefeitos não constroem casas para o povo. Dão terrenos em locais distantes e de risco. E os sem teto, devargazinho, economizando no pão nosso de cada dia, vão construindo aos poquinhos suas moradias. Se com o tempo, a cidade crescer, os terrenos ficarem valorizados pela especulação imobiliária, acontece a mágica de aparecer um misterioso dono: uma empresa limitada e, muitas vezes, fantasma ou falida a pedir o desalojamento de todos os moradores. Foi assim em Pinheirinho.

Polícia Militar de Alckmin expulsam de Pinheirinho, em São José dos Campos,  milhares de trabalhadores que recebem o salário mínimo do mínimo
Polícia Militar de Alckmin expulsa de Pinheirinho, em São José dos Campos, milhares de trabalhadores que recebem o salário mínimo do mínimo
Tragédia esquecida do Pinheirinho. O fogo amigo e legal do desembargador Ivan Sartori. Quem chora pelas vítimas?
Tragédia esquecida do Pinheirinho. O fogo amigo e legal do desembargador Ivan Sartori. Quem chora pelas vítimas?
A força do poderoso braço de Naji Nahas em Pinheiro, terra de uma família alemã misteriosamente assassinada
A força do poderoso braço do doleiro Naji Nahas em Pinheirinho, terra de uma família alemã misteriosamente assassinada

Tramita no Congresso Nacional uma lei que visa acabar com o trabalho escravo. Dez anos de discussão.

Os ruralistas consideram que a lei brasileira não é suficientemente clara sobre o conceito de trabalho escravo, o que força a apresentação de um projeto em separado para garantir que a aplicação não fique submetida a interpretações – ainda que o Código Penal brasileiro defina o que é trabalho escravo. “Isso é enrolação. Vai votar daqui a 15 dias a mesma coisa”, criticou o líder do PSOL, Chico Alencar (RJ). “A princesa Isabel, quando aboliu a escravidão, enfrentou alguma resistência, mas ninguém chegou ao cúmulo de pedir que ela definisse de que se trata o trabalho escravo. O que mais vai ser definido?”

Temendo a derrota para a bancada ruralista, de atuação suprapartidária, PT e PSB aceitaram adiar para o dia 22 a votação. “Lamentamos que um tema do século 19 estamos discutindo no século 21, e com esta dificuldade de votar”, afirmou o líder do PT, Jilmar Tatto (SP). “Vamos remeter para 22 de maio, vamos colocar em pauta, vamos fazer todos os acordos possíveis, sem no entanto rebaixar de forma alguma o tema principal.”

Foi o segundo dia seguido em que os ruralistas conseguiram impor o adiamento da votação com o argumento de que a PEC é perigosa para a propriedade. Na véspera, estiveram no Congresso ministros e ex-ministros, artistas e representantes de centrais sindicais. Entre 1995 e 2012, 42 mil pessoas foram resgatadas de condições análogas à escravidão pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

A exemplo do dia anterior, houve discursos que colocaram a propriedade acima da dignidade humana – e mesmo da vida humana. Na terça-feira (8), Luis Carlos Heinze (PP-RS) chegou a relativizar o crime da escravidão afirmando que também eles, deputados, estão submetidos a condições degradantes.

Na quarta-feira, coube a Nelson Marquezelli (PTB-SP) a tarefa de dizer que se trata de um “crime” colocar em votação a PEC 438. “Se eu, na minha propriedade, matar alguém, tenho direito a defesa. Se tiver bom advogado, não vou nem preso. Mas se der a um funcionário um trabalho que será visto como trabalho escravo, minha esposa e meus herdeiros vão ficar sem um imóvel. É uma penalidade muito maior do que tirar a vida de alguém. A espinha dorsal da Constituição brasileira é o direito à propriedade.”

 Mas este direito à propriedade não é considerado pelo governador Sérgio Cabral em São João da Barra, no Rio de Janeiro, que desapropriou terras e mais terras, bosques, matas, fazendas, praias para um mega projeto de Eike Batista. É um ABC X, que Eike, bundinha de ouro, chama de Eikelândia. Confira.
Existe defesa da propriedade de terra em São João da Barra? Que ruralista, no Congresso, vai opinar contra esta desapropiação de terra? Veja vídeo.  São 70 quilômetros de fazendas e 300 de faixa de mar.
O conceito de propriedade me parece muito vago. Outro exemplo de que o direito de propriedade vale para uns sortudos, e não para todos ruralistas. Quatrocentas fazendas vão desaparecer. Clique aqui.  
Produtor rural, em São João da Barra, RJ, chora a fazenda perdida para Eike Batista. São 400 propriedades desapropriadas por Sérgio Cabral e dadas, de mão beijada, para o homem mais rico do Brasil
Produtor rural, em São João da Barra, RJ, chora a fazenda perdida para Eike Batista. São 400 propriedades desapropriadas por Sérgio Cabral e dadas, de mão beijada, para o homem mais rico do Brasil
O verde dos bosques, das matas, das plantações, e o azul dos lagos, dos rios e do mar das belas praias de São João da Barra vão ser acinzentados pela ganância do mega 20-X
O verde dos bosques, das matas, das plantações, e o azul dos lagos, dos rios e do mar das belas praias de São João da Barra vão ser acinzentados pela ganância do mega ABC-X

Eike Batista vai desmatar São João da Barra e destruir belas praias do Rio de Janeiro

Paulo Magalhães, membro da Quercus, investigador em Sociologia na Universidade Nova de Lisboa e autor do livro “O condomínio da Terra – Das alterações climáticas a uma nova concepção jurídica do Planeta”, alerta:

– Temos de inverter valores. Uma floresta só entra no PIB de um país quando é transformada em madeira, quando está viva vale zero.

É o que acontece em São João da Barra com as matas e bosques e propriedades rurais desapropriadas pelo governador Sérgio Cabral e a prefeita Carla Machado. Trata-se de uma doação para Eike Batista construir uma siderúrgica e um porto, em  Barra do Açu.

BELEZA ROUBADA POR EIKE BATISTA

Barra do Açu
Barra do Açu
O límpido mar da Praia do Açu
O límpido mar da Praia do Açu
Praia virgem do Açu
Praia virgem do Açu

Com a cumplicidade do governador corrupto Sérgio Cabral e da prefeita bandida Carla Machado, Eike Batista vai destruir praias, poluir o mar e o Rio Paraíba do Sul, devastar o que resta da Floresta Atlântica. Matas e bosques vão passar pela serra elétrica.

Formado em Direito, Paulo Magalhães integra a equipa da associação ambientalista Quercus que está a ultimar a proposta que vai levar à próxima conferência das Nações Unidas sobre Ambiente, a Rio+20. O nome é tudo: esta conferência (que se realiza em Junho de 2012) acontece 20 anos depois da famosa Cimeira da Terra, também no Rio de Janeiro. Foi nessa altura que se abordou pela primeira vez à escala das Nações Unidas a questão das alterações climáticas.

Uma Cimeira de Copenhaga (2009) falhada depois, a economia verde deixou de ser uma ideia para se ir pensando e tornou-se uma urgência. O que a Quercus sugere é que se tome medidas à escala global para mudar o paradigma econômico, reorientando o Mundo para a economia verde, à luz de um princípio de justiça universal. Um sistema em que se lucra ao contribuir para o bem comum e se paga pelo prejuízo causado – o chamado eco-saldo.

“Tem de haver um suporte jurídico global que seja a base para esta contabilidade”, refere Paulo Magalhães. No final do processo, a Terra seria gerida como um condomínio, isto é, um lugar que é de todos, com a vigilância das regras a caber a uma Organização Mundial do Ambiente. Isto contraria a competitividade histórica da Humanidade, admite. “O grande desafio deste século é organizar a interdependência ecológica”, refere.

Esperamos que Eike Batista e Sérgio sejam denunciados na Rio + 20. Se a política do arrasa da natureza, do aniquilamento do meio-ambiente de Eike bundinha de ouro e do governador Sérgio Cabral não for discutida, para que realizar a Conferência, particularmente no Rio de Janeiro?

Que São João da Barra seja salva! De que vale uma São João da Barra de Ferro, da Barra de Aço e da Barra de Cimento? Uma São João da Barra de Ouro apenas faz Eike Batista mais rico.

Quem defenderá São João da Barra da ganância de Eike Batista?

Em São João da Barra, cidade fundada em 1677, ficam as belas praias do Grussai,  Chapéu de Sol,  Açu e Atafona, e as lagoas de Iquipari e Salgado.

No Pontal de Atafona,  o encontro do Rio Paraíba do Sul com o mar.

Toda uma beleza que será roubada pelo projeto do Porto do Açu  e do Distrito Industrial que o acompanha. Veja vídeo do crime contra o povo. Clique aqui.  Segundo ambientalistas fluminenses,  tais projetos poderão ocasionar a degradação ambiental dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, trazer impactos à pesca e provocar o êxodo de milhares de agricultores que vão inchar as favelas cariocas. Favelas que já passam de mil na ex-Cidade Maravilhosa.

Agricultores e pescadores que condenam o projeto estão sendo ameaçados de morte, inclusive ambientalistas, assistentes sociais da Apae e líderes sindicais.  Isso em um município cuja prefeita Carla Machado, condenada por corrupção, possui uma forte ligação com a pistolagem.

O site da prefeitura foi desativado. Veja fotos aqui. Veja vídeo do paraíso que será destruído.

O DESASTRE ECOLÓGICO 

Eike Batista está anunciando investimentos de R$ 40 bilhões em São João da Barra.

Trinta empresas nacionais e estrangeiras assinaram protocolo de intenções para investirem R$ 30 bilhões na retroárea do porto do Açu.

Ele anunciou também que o grupo italiano Techint irá investir  R$ 10 bilhões na instalação de uma siderúrgica que produzirá chapas de aço e tubos.

Disse Eike que o Complexo Logístico e Portuário do Açu ocupará uma extensão de 100 quilômetros de praias.

É uma imensidão de terra, cuja origem precisava ser investigada, principalmente a participação da prefeitura.

Casal XX é Barra. Carla Machado condecorou Eike Batista com medalha de ouro pelos benefícios recebidos de São João
Casal XX é Barra. Carla Machado condecorou Eike Batista com medalha de ouro pelos benefícios recebidos de São João