A imprensa pernambucana é governista

Com santa inocência, o Jornal do Comércio do Recife abre esta manchete: “Eduardo Campos fara campanha Brasil afora no segundo turno.

O governador e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, convocou coletiva, menos de 48 após o fim da eleição em primeiro turno, para um balanço de seu partido nas urnas. Informou que na manhã desta segunda-feira  já fez contatos com os candidatos socialistas e se colocou à disposição para ajudar no que for necessário para elegê-los.

O PSB disputa no segundo turno as prefeitura de várias cidades e de três capitais: Florianópolis com César Souza Júnior contra o PMDB; em Porto Velho com Mauro Nazif que disputa contra o PV e Roberto Cláudio que briga com o PT pelo comando de Fortaleza. Além de gravar para o programa eleitoral dos candidatos, o governador participará das campanhas in loco. Essa agenda ainda está sendo avaliada.

Sobre o Recife, Eduardo Campos resumiu a vitória do seu candidato Geraldo Julio ao ‘desejo da população por trabalho e realização’ e, indiretamente alfinetou o PT: ‘As pessoas precisam aprender a ler o recado das urnas. A população não quer briga’, disse. Não falou em reaproximação política com os petistas por entender que ‘não houve distanciamento’. Mas, textualmente, só ressaltou que a ‘relação de respeito do PSB é com Lula’. ‘Nossa relação nunca foi afetada em razão das candidaturas próprias’, assegurou.

Participaram da coletiva, o vice-presidente nacional do PSB, Ricardo Amaral, o secretário-nacional do partido, Carlos Siqueira, e o presidente do PSB no Estado, Sileno Guedes”.

Governador começa assim sua campanha presidencial. O Jornal do Comércio esquece de informar: quem financia a viagem.

A imprensa pernambucana é petista (sempre apoiou o prefeito João da Costa, que foi impedido de disputar a reeleição), é PSB no Estado (apóia o governo de Eduardo), é comunista em Olinda (promoveu a candidatura de Renildo Calheiros).

De tão desacostumados, as autoridades e fortunas pernambucanas não toleram críticas.

Crítica em Pernambuco é extorsão (caso Ricardo Antunes). Mas acontece que as eleições municipais deste domingo, com a imprensa autocensurada e censurada pela justiça, foram marcadas por boatos, infâmias, prisão de jornalista, e todo tipo de sujeira.

Onde impera a censura, a coscuvilhice, a fofoca, a inverdade, a mentira, o mexerico, o rumor e o zunzum campeiam.

Quem comprar a melhor rede de comunicação de boatos e fajutos institutos de pesquisas do já ganhou vence uma eleição. Para isso servem os marqueteiros, os cabos eleitorais, os bocas de urnas, os “jornalistas falantes”, na definição do rei Luís XV. Os arautos do rei falam mais alto.

 

Não sei quando o Brasil vai criar um jornalismo verdadeiro, opinativo e investigativo.

Dou exemplo do Diário de Notícias de Portugal que abre o seguinte espaço:

CONTEÚDO
EVENTUALMENTE OFENSIVO
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As Salomés da imprensa

Quem mandou prender o jornalista Ricardo Antunes? Coisa da polícia do governador de Pernambuco ou algum juiz? Falam de imeios, telefonemas e gravações tipo Cachoeira. Este rastro de pistas revela um aprendiz de bandido.

Escreve Marco Bahé do Acerto de Contas: “Poucas semanas depois do início da ‘colaboração’ de Ricardo Antunes, começamos a receber telefonemas de várias pessoas reclamando da forma de atuar do repórter. E mais que isso. Pelo menos um deputado federal, um senador e um secretário de Estado nos ligaram para falar de ‘pedidos estranhos’ de Antunes.

Fizemos o que podia ser feito. Por precaução, passamos a recusar os textos do jornalista, que chegou a nos acusar de censura, em um email agressivo enviado a Pierre. Ricardo Antunes, então, decidiu abrir seu próprio blog, o Leitura Crítica.

Há algumas semanas, Pierre foi procurado por um amigo que trabalha com Lavareda. Ele perguntou se Ricardo Antunes ainda tinha alguma ligação com o Acerto de Contas. Pierre disse que não, que o blog cancelou qualquer participação dele por causa de suspeitas de sua conduta ética, após várias queixas. O interlocutor, então, contou que Lavareda estaria sendo extorquido por Antunes. Falou que havia provas disso (emails).

Preocupado, Pierre me ligou na hora. Infelizmente, sei que esse tipo de conduta não é rara entre meus colegas de profissão. Há os que ‘pedem’  favores/dinheiro em troca de notícias e há os pequenos ‘mimos’, como viagens, presentes etc. É triste, mas a pura verdade. Sabedor disso, falei a Pierre (que é amigo de Lavareda) que aconselhasse a vítima a fazer a única coisa correta numa situação destas: comunicar formalmente à polícia, apresentando as provas. Isso é necessário para que tentemos acabar com esse tipo de prática no jornalismo (e em qualquer outra profissão).

Pelo jeito Lavareda seguiu o conselho. E o resto da história vocês já sabem.

Depois da prisão, recebi várias ligações de supostas vítimas de extorsões atribuídas a Antunes e de pessoas conhecedoras de outros casos. Na imensa lista de vítimas que me passaram, estão desde o atual prefeito do Recife até advogados, empresários e políticos em geral. Alguns pagaram para se livrar da perseguição. Outros se recusaram e viram seus nomes jogados na lama, com textos e acusações não necessariamente verdadeiros.

Bem, é isso. Diante da gangrena, o único jeito é a amputação”.

Por que amputação? Fui diretor de vários jornais (diários e semanários) e recebi vários pedidos de cabeça de jornalistas em bandeja de prata. Para as Salomés – governadores, prefeitos, secretários de Estado e deputados e outros poderosos do dia – sempre tive a mesma atitude: Publico sua defesa. Mas a maioria das ‘vítimas’ preferia o silêncio, o esquecimento.

Todo começo e final de eleições no Brasil as redações dos meios de comunicação de massa sofrem expurgos, com o arrumadinho de novos chefes e chefetes.

“Há os que ‘pedem’  favores/dinheiro em troca de notícias e há os pequenos ‘mimos’, como viagens, presentes etc”. Estas almas sebosas existem. São os jornalistas cordeirinhos, baba-ovos, escribas do rei, bajuladores do patrão etc. Os favores e dinheiro são retirados dos cofres públicos, do caixa 2 de empresas e partidos políticos. Temos o corruptor e jornalista corrompido.

Defendo o jornalismo opinativo. Toda vez que um jornal seleciona uma notícia assume um posicionamento.

No blogue de Luis Nassif, escreve Sílvio B Campello: “O fato de tentar extorsão também não anula os fatos nos quais ela se baseia. É sempre bom lembrar que num caso de roubo de gado, o ladrão é ladrão e o boi é boi. Perde a credibilidade da denúncia, mas os fatos originadores da denúncia, se existem, não deixam de ter valor para a discussão da Realidade. Lamentável a tentativa de extorquir dinheiro através de influência jornalística, prática aliás presente permanentemente em nossa mídia. Mesmo quando revestida de reportagens sobre a inadequação dos livros didáticos e que tais. Mas há razões e fatos por trás da extorsão que levantaram muitas questões em Recife. Lavareda vem dando consultoria a PCR do atual preterido prefeito João da Costa. A quem se acusa de trabalhar contra a candidatura do PT por ter sido proibido pelo Diretório Nacional de concorrer à reeleição. Uma semana depois de Lavareda fechar apoio à campanha do candidato do governador Eduardo Campos (PSB), empresa de sua esposa foi contratada pela prefeitura do Recife sem licitação para promover um mostra de Moda em um shopping da cidade por 200 mil. Não há justificativa razoável para a dispensa. Nem o evento é relevante para receber doação da prefeitura. É bastante suspeito e teve grande repercussão nas redes sociais. A repercussão ocorreu a partir de matérias do jornalista preso. Não é preciso muito para se comprovar a dispensa, cópia do ato administrativo está circulando na rede. O jornalista aparentemente gostou e ‘precificou’ um valor razoável para provavelmente soltar novas matérias que iriam diminuir a repercussão. A mim parece que havia mais de um grupo de ladrões tentando roubar o gado, mas os bois continuaram sendo bois, independente do número de ladrões no pasto”.

Por que manter Ricardo Antunes preso? Não acredito em extorsão para ser paga em 30 prestações durante três anos. O costume é pagar tudo de uma vez como acontece nos sequestros.

Quais foram os reais motivos: que as vítimas revelem os imeios e telefonemas. Que a espionagem da polícia divulgue as gravações. É mais verossímil que Antônio Lavareda tenha pago 50 mil reais para Ricardo Antunes ficar calado.

Antônio Lavareda por Ricardo Antunes: “Milionário em apenas 15 anos, Antônio Lavareda construiu uma história de sucesso no meio político e empresarial. É proprietário de um banco, três agências de propaganda, uma empresa de pesquisa de opinião pública e duas empresas de construção civil e do setor imobiliário”.

Ricardo Antunes pelo “Leitura Crítica”: “Jornalista com especialização em jornalismo político pela UNB – Universidade de Brasília e pós-graduação na Universidade de Georgetown em Washington D.C. (EUA). Foi repórter dos principais jornais de Pernambuco e Brasília, tendo dirigido a sucursal do Jornal do Commercio na capital federal. Consultor de várias empresas públicas e privadas, se tornou especialista em comunicação de negócios e colaborador da Revista Brasileiros (SP) do jornalista e ex-ministro Ricardo Kostcho. Faz parte da Associação de Jornalistas Investigativos. Será o colunista de política do portal comentando e analisando os principais fatos que vão marcar o ano eleitoral em todo o Brasil”.

Este projeto de “analisar os principais fatos que vão marcar o ano eleitoral”, para o bem e para o mal, foi interrompido pelo governador Eduardo Campos, candidato a presidente.

Venezuela. O choro contido da imprensa

Democracia se faz assim: nenhum jornalista foi preso. Diferente do Recife. A imprensa não foi censurada pela justiça. No Brasil até o Google teve seu diretor detido. As urnas eletrônicas da Venezuela têm comprovação do voto. No Brasil, não. A prova no Brasil é a fé na justiça cega.

Veja a raiva da imprensa venezuelana. Uma fera contida pela democracia do voto livre e direto e claro e possível de provar e constatar.

 

El nuevo triunfo del presidente, en 2012, amplía el horizonte de transformaciones estructurales de Venezuela. El gobierno ha fortalecido el papel del Estado en la economía, con mayor poder para planificar e implementar políticas, buscando intervenir – con creciente participación popular – en los principales medios de producción. Internamente, el petróleo ha financiado la estructuración y el fortalecimiento del mercado nacional, con un proceso soberano de industrialización (distinto a la industrialización dependiente y asociada a las transnacionales, llevada a cabo a partir de los años sesenta por Rómulo Betancourt y Nelson Rockefeller), la creación de nuevas empresas básicas e importantes obras de infraestructura.

Paulatinamente, los recursos que antes habían sido canalizados para las compañías petroleras o hacia cuentas bancarias de la élite privilegiada, fueron transformados en herramienta del Estado para combatir la pobreza y la economía rentista, improductiva e importadora. Externamente, los recursos del petróleo han sido utilizados como instrumento para la integración latinoamericana y caribeña, así como para el impulso a la construcción de un mundo multipolar. Venezuela ha asumido una nueva posición en sus relaciones internacionales: intenta diversificar su producción y sus exportaciones; diversificar los orígenes y los destinos del intercambio, no dependiendo comercialmente de un país comprador o un país proveedor.

La gran victoria de Chávez abre las puertas, por lo menos hasta 2019, para un camino largo hacia la consolidación de un país independiente, soberano e industrializado. El gran espectáculo democrático de todos los venezolanos debería ser suficiente para abrir los ojos de los desinformados. Debería ser suficiente para ridiculizar a los grandes medios de comunicación, que niegan lo que es innegable. Ganó Chávez, de nuevo. Ganó la democracia en Venezuela. Los derrotados fueron la élite liberal y privatizadora, las transnacionales del petróleo y del gas, los poderosos medios de comunicación. Junto a los perdedores, por detrás de ellos, están la CIA y el Departamento de Estado de los Estados Unidos.

Latinoamérica sigue respirando sin sobresaltos: en las inmaculadas elecciones presidenciales venezolanas, el presidente Hugo Chávez fue reelecto para un tercer mandato, impidiendo la restauración neoliberal alentada desde Estados Unidos y varios países europeos y avivando, una vez más, el proceso integrador de la región.

El triunfo bolivariano es un aliento para aquellos que en Latinoamérica y el mundo buscan salida a la crisis del neoliberalismo: sí se puede luchar contra el capitalismo. “Venezuela ha cambiado. La lucha de clases (ocultada por la historia tradicional) que se inició desde el mismo siglo XVI, hoy día está culminando: la antigua hegemonía de la cultura burguesa está siendo suplantada por una contrahegemonía de la clase popular”, dice el historiador y antropólogo Mario Sanoja Obediente.

Seguramente el análisis de los guarismos compruebe que la oposición derechista y ultraderechista del pasado ha logrado calar sectores de las clases medias e incluso a sectores populares. Sectores que gracias a la Revolución Bolivariana no tienen como preocupación principal comer, acceder a la educación y a la salud y tener techo propio.

Entre los logros en los 14 años de gobierno bolivariano, se pueden sumar la reducción de la pobreza y del desempleo, la eliminación del analfabetismo, la consecución de un alto nivel de desarrollo humano, un acceso gratuito al sistema de salud y a una red eficiente de alimentos, y la ubicación del país como el quinto en matrícula universitaria.

Vivimos un momento especial de regocijo por esta victoria de CHÁVEZ, todos los pueblos de Amé- rica Latina, y el Caribe, la consideramos nuestra, especialmente porque le imprime vigencia de patria nueva, renovada, fresca y revolucionaria al pensamiento de Bolívar, Morazán, Sucre, Martí, el Che y tantos y tantas mártires que ofrendaron sus vidas por nuestra libertad.

Polícia do governador de Pernambuco prende jornalista na antevéspera das eleições

Ricardo Antunes
Ricardo Antunes
Antônio Lavareda
Antônio Lavareda

Publica o Diário de Pernambuco: “O jornalista pernambucano Ricardo Antunes, preso em flagrante na última sexta-feira (5), continua detido no Centro de Observação e Triagem Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima. Acusado de extorquir R$ 2 milhões do empresário Antônio Lavareda para não criticá-lo em seu blog Leitura Crítica, ele aguardará julgamento.

Ainda não se sabe se o advogado deu entrada em um pedido de habeas corpus na Justiça, mas o diretor do Cotel, João Fernandes de Barros, garantiu que não chegou ao presídio qualquer alvará de soltura até este domingo (7). De acordo com o Código Penal Brasileiro, a pena para o crime é de multa mais 4 a 10 anos de cadeia”.

Qual advogado? O do Sindicato dos Jornalistas Profissionais? Ele aguardará julgamento onde?

Publica o Jornal do Comércio notícia parecida (trata-se de algum release da polícia?): “A Polícia Civil prendeu na tarde desta sexta-feira (5) o jornalista Ricardo Antunes por tentativa de extorsão. Segundo a assessoria da polícia, Antunes foi preso em flagrante após tentar extorquir R$ 1,5 milhão do cientista e marketeiro político Antônio Lavareda para interromper a publicação de matérias ofensivas ao cientista no blog Leitura Crítica.

Ricardo Antunes prestou depoimento ao Grupo de Operações Especiais (GOE) e será encaminhado ao Centro de Observação e Triagem Dr. Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, ainda na noite desta sexta. Ele foi detido após deixar o escritório do cientista, no bairro da Ilha do Leite, Centro do Recife, por volta das 15h30, portando R$ 50 mil. Na ocasião, Antunes teria afirmado que o sociólogo lhe devia uma quantia e que o dinheiro era referente a esse pagamento.

De acordo com as informações da polícia, Antônio Lavareda entrou em contato com a corporação após o jornalista propor o pagamento de R$ 2 milhões para pôr fim à publicação das matérias. O GOE orientou o sociólogo durante as negociações para caracterizar o flagrante. Lavareda entrou em acordo com Antunes para que o pagamento fosse feito no valor de R$ 1,5 milhão dividido em 30 parcelas.

Se for condenado, o jornalista poderá pegar pena entre quatro e dez anos de prisão”.

Não pretendo defender nenhum dos dois jornalistas. Antônio Lavareda foi meu aluno das disciplinas de Propaganda, Publicidade, Jornalismo Opinativo e Comunicação Governamental, durante dois anos, no Curso de Jornalismo da Universidade Católica. Salvo engano, fui paraninfo da turma dele. Ricardo Antunes conheço das redações dos  Jornal do Comércio e Diário da Noite, quando eu era diretor responsável, e Diário de Pernambuco, onde trabalhei quase uma década como repórter especial, colunista político e editor.

“Acusado de extorquir R$ 2 milhões do empresário Antônio Lavareda para não criticá-lo”. Criticar não é extorquir. 

17 sinônimos de criticar para 4 sentidos da palavra criticar:

1. analisarapreciarcomentarconsiderarironizar.

Julgar:

2. apreciar, desaprovar, reprovar, zangar.

Criticar :

3. analisar.

4. censurar, exprobar, objurgar, repreender, reprochar, verberar, vituperar.

Os verbos certos seriam vituperar, exprobar, objurgar e reprochar. Que a crítica é livre. Faz parte do jornalismo. Jornalismo sem crítica é propaganda, relações públicas, marketing. Aliás o nome do blogue de Ricardo Antunes é “Leitura Crítica”. E a imprensa verdadeira se faz com um bom debate.

Ricardo Antunes prestou depoimento com a devida presença de um advogado? Até agora a imprensa pernambucana não falou com Ricardo nem com Lavareda. Acho isso muito estranho.

Não sou leitor do “Leitura Crítica”. Mas li hoje o blogue, e lá Lavareda é notícia. Confira:

“Antonio Lavareda é preso pela Polícia Federal” . Se verdadeira, esta informação deve ter sido publicada no Diário de Pernambuco e no Jornal do Comércio. Que Lavareda é uma personalidade pública conhecida de toda imprensa brasileira.

O blogue traz comentário não assinado, que deve ter incomodado o PSB:

“Lavareda tenta desmentir autoria, de olho em contrato milionário na PCR”. Não sei se é um balão de ensaio ou barriga. Sei que não é caso para as polícias civil e militar do governador resolver. Isso fica para a justiça.

O Ricardo pode ser tudo, menos burro: “Lavareda entrou em acordo com Antunes para que o pagamento fosse feito no valor de R$ 1,5 milhão dividido em 30 parcelas”. Quase três anos. Isso é correr risco demasiado. Tanto que foi preso ao receber a ‘primeira parcela’: “Ele foi detido após deixar o escritório do cientista, no bairro da Ilha do Leite, Centro do Recife, por volta das 15h30, portando R$ 50 mil”.

Este blogue fica à disposição de Lavareda e Ricardo para qualquer informação.