Ditadura de Alckmin. Mais de 70 entidades repudiam a repressão política na USP

Manifestação estudantil contra a polícia de Alckmin
Manifestação estudantil contra a polícia de Alckmin

Na última sexta-feira, dia 16 de dezembro de 2011, em despacho publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo, o reitor João Grandino Rodas anunciou a expulsão de seis estudantes da Universidade de São Paulo, que estão participando da ocupação na moradia estudantil (CRUSP). A reitoria da USP optou pela pena de eliminação do corpo discente da universidade e exclusão do CRUSP a estudantes em luta por uma política de permanência estudantil que possibilite que estudantes de baixa renda possam frequentar a universidade pública.

Essa agressão ao direito democrático de organização e ação política no interior da universidade foi respaldada por um decreto dos anos de Ditadura Militar, mais precisamente de 1972. O decreto mencionado, em seu artigo 250, trata como falta de indisciplina grave, passível de punição, as seguintes ações: “promover manifestação ou propaganda de caráter político-partidário, racial ou religioso, bem como incitar, promover ou apoiar ausências coletivas aos trabalhos escolares”. O conteúdo deste decreto está claramente em contradição com o livre direito de greve e de manifestação política, garantidos pela Constituição Federal de 1988.

Essa medida do reitor é parte integrante da política repressiva da administração da universidade e do governo estadual contra o movimento organizado no interior da USP. Só neste ano de 2011, vimos a ameaça de demissão de dirigentes sindicais do SINTUSP, a prisão de 73 estudantes que se mobilizavam contra a presença da Polícia Militar no campus e, agora em meados de dezembro, essas absurdas expulsões. Explicita-se a intenção das autoridades constituídas de quebrar qualquer resistência à aplicação de seu projeto de universidade.

Diante deste grave acontecimento, as entidades e organizações políticas abaixo (clique aqui) assinadas repudiam a repressão exercida por João Grandino Rodas e convocam o conjunto dos movimentos estudantil, popular e sindical brasileiros a se incluírem numa grande campanha em defesa da liberdade de manifestação política, instando a reitoria da USP a anular imediatamente a expulsão desses seis estudantes.

Protesto dos estudantes da USP
Protesto dos estudantes da USP

Denuncia Antônio David: A verdade é que a USP é a universidade mais antidemocrática do Brasil. Tão antidemocrática que nela ainda vige a prática, própria de ditaduras, de vigilância dos Sindicatos e do movimento estudantil através de agentes infiltrados – agentes estes que, vale lembrar, são funcionários públicos, cujos salários são pagos pelo contribuinte –, e onde trabalhadores e estudantes respondem a processos não porque ocuparam ou depredaram o que quer que seja, mas por terem escrito panfletos!

Para se ter dimensão da total falta de legitimidade deste Reitor, ele não foi eleito sequer na pseudo-eleição ocorrida em 2009, na qual menos de 1% dos professores da universidade vota. Ficou em segundo lugar. Rodas só é Reitor porque foi nomeado, imposto pelo então Governador José Serra. Não representa a comunidade universitária, mas um partido político. Em 2011, Rodas foi agraciado com o título inédito de persona non grata pela Congregação da Faculdade de Direito da USP pelos desserviços prestados quando diretor daquela unidade. E, também em 2011, num plebiscito organizado pelo Grêmio da Poli junto aos estudantes da Escola Politécnica, a maioria declarou não aprovar a gestão Rodas – ou seja, a gestão Rodas não merece aprovação nem mesmo onde não houve adesão à greve. Leia mais

Indignados pelo vasto mundo. No Brasil não tem disso não

Onde marcham os indignados, marcham os soldados da repressão.
Os indignados marcham contra os corruptos, os banqueiros, pela liberdade, pela igualdade, pela fraternidade.
Os soldados marcham pelo capitalismo, pelo neocolonialismo, pelo racismo, pela ditadura econômica, pelas elites.
Os soldados marcham por 1% dos ricos, para que continuem no luxo e na luxúria; e contra 99 por cento dos pobres.
Pobres soldados pobres.
Veja imagens de um jornal conservador.

No Brasil não tem marcha dos indignados. Já pensou nisso. Leia

Pobre México de presidentes assassinos e corruptos

Toda ditadura vassala age assim
Toda ditadura vassala age assim
A justiça corrupta nunca sabe de nada
A justiça corrupta nunca sabe de nada
Ditadura econômica mata estudantes
Ditadura econômica mata estudantes
México. Um quintal de assassinos
México. Um quintal de assassinos

Dos estudiantes muertos, al menos tres heridos y 24 detenidos, fue el saldo que arrojó el desalojo a balazos que corporaciones policiacas perpetraron contra normalistas de Ayotzinapa que la tarde de ayer bloqueaban, frente al parador de El Marqués, el entronque que forman la Autopista del Sol y la carretera federal, Chilpancingo-Acapulco.

Los manifestantes reclamaban el aumento del número de plazas disponibles para estudiar en la escuela rural de Ayotzinapa, que se ha visto afectado este año por varias protestas en el sector de la educación.

Cabe señalar que entre los detenidos se llevaron al reportero del semanario Trinchera, Eric Escobedo, quien fue liberado después de que organizaciones de periodistas pidieran directamente al procurador su intervención, sin embargo, regresó con golpes en cara, abdomen, y al parecer una costilla fracturada.

El reportero relató que en el interior de los separos de la ministerial se encontraban golpeando a cuando menos una veintena de personas, entre ellos los choferes de tres de los autobuses que los normalistas mantenían secuestrados, asimismo un menor de 12 años y una persona del sexo femenino, que obviamente no tenía que ver con la manifestación de normalistas.

La versión el procurador indica que se trató de una manifestación atípica que se realiza en un día no hábil, pues por la festividad de la Virgen de Guadalupe el día está dado para la mayoría de las instituciones.

Occupy Wall Street y el nuevo mundo feliz

Democracy Now!

 

Apenas pasada la 1 de la madrugada del martes recibimos la noticia de que la policía de la ciudad de Nueva York estaba haciendo una redada en el campamento de Occupy Wall Street. Fuimos rápidamente con el equipo de noticias de Democracy Now! hasta Zuccotti Park, ahora bautizado Plaza de la Libertad. Cientos de policías antidisturbios ya habían rodeado el área. Mientras la policía destrozaba las carpas, trabajadores de limpieza de la ciudad lanzaban las pertenencias de los manifestantes a los camiones de basura. Más allá de las barricadas, en el centro del parque, entre 200 y 300 personas se tomaban de los brazos formando una cadena humana y se negaban a ceder el espacio que habían ocupado durante casi dos meses. Fueron esposados y arrestadosuno a uno. 

A PM na USP e o desfile da Victoria’s Secret

por  Eduardo Socha

 

 

Uma pesquisa realizada em 18 países da América Latina pela ONG chilena Latinobarómetro e divulgada no mês passado pela Folha de São Paulo indica que o “apoio à democracia no Brasil” (sic) sofreu queda de 9 pontos percentuais (54% para 45%) de 2010 a 2011. No período de um ano, a parcela da população que resolveu sair do armário ideológico e assumir seu desdém pela democracia atingiu níveis alarmantes.

Parece natural, portanto, que setores da imprensa resolvam acompanhar (ou incentivar) o movimento de retração democrática indicado na pesquisa. Deixando de lado as teorias bizantinas sobre o papel deformador da “mídia” (termo gasto, mas ainda funcional), é preciso reconhecer que aquelas artimanhas da direita mais carnívora na imprensa brasileira são paradoxalmente sutis.

(…) eis que o leitor se depara com o rol de notícias sob a rubrica “invasão na USP”; um assunto socialmente inconveniente, mas que, no jargão da área, repercute.

E repercute não apenas nos comentários dos leitores-consumidores que não cessam de reproduzir o entulho autoritário, traduzindo em linguagem cotidiana a violência cifrada da linguagem jornalística. “Baderneiros”, “maconheiros safados e vagabundos”, expressões para se referir aos estudantes da USP, atingem rapidamente as paradas dos trending topics. Dessa vez, os próprios jornalistas resolveram ir às vias de fato e partir para o gozo do insulto. Dias atrás, Gilberto Dimenstein havia lamentado a reação estúpida de seus leitores nos comentários em relação ao câncer de Lula, reconhecendo que “a interatividade democrática da internet é, de um lado, um avanço do jornalismo, e, de outro, uma porta direta para o esgoto do ressentimento e da ignorância”. Apesar do reconhecimento, Dimenstein não pensou duas vezes em chancelar de “delinquentes mimados” os manifestantes que ocuparam a reitoria da universidade. Reconciliou-se, talvez de pronto, com seus leitores. Continue a leitura