São Paulo não pode parar… os ladrões!

br_diario_comercio. A polícia de sampa

Atualmente, em efetivo, a Polícia Militar de São Paulo é a maior polícia do Brasil, e a terceira maior instituição militar da América Latina, contando com cem mil soldados estaduais.

A Polícia Civil do Estado de São Paulo dispõe de 40 mil e 663 integrantes.

Além de ter os serviços de diferentes empresas privadas de segurança, contratadas a peso de ouro, o governador Geraldo Alckmin comanda mais de 140 mil soldados e policiais, e a criminalidade só faz crescer, crescer.

Zop
Zop

São tropas treinadas para reprimir o povo, e que possuem as mais modernas armas. O povo, nas passeata e greves, conhece o poder de fogo da polícia de Alckmin.

Tem bombas de gás lacrimogêneo, de efeito moral, balas de borrachas, balas de chumbo, canhões d’água, choque elétrico, cacetadas, mordidas de cachorro e patadas de cavalo.

Para pegar ladrão, falta gente e jeito, apesar de ser uma das mais violentas polícias que se conhece.

 Newton Silva
Newton Silva

A violência da força militar

Repressão no olhar
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Repressão no olhar que reflete nas ruas, na pele e no status social.
É essa a repressão que escorre vermelho na carne de quem luta por seus direitos e quase sempre é recebido pela violência oriunda da força militar.
Quem está lá sabe a realidade desse cenário asfaltado, o que não é exibido quando ligamos nossos televisores e nos deparamos com a exposição moralista e hipócrita dos grandes repressores midiáticos.
É com esse olhar que os protestantes são recebidos, acompanhados da sonoplastia bélica, do grito da marcha ordenada, dos escudos que couraçam a guarda, dos cassetetes contundentes, das bombas e balas de borracha lançadas pelo ato covarde de seus manipuladores e manipulados.
Como acreditar na proteção de olhares que reprimem quem vai às ruas para lutar por mudanças dessa falcatrua explícita e asquerosa do sistema?
Batalhamos sim!
Enfrentamos sim!
Fazemos barulho em frente ao seu condomínio com varanda gourmet porque ansiamos por uma nova conduta de governo. Chamamos a atenção do mundo. Nos defendemos desses olhares repressores com nossas faixas e cartazes, nosso peito bravo, com nossa cara a tapa e com a força que vem de cada grito. É essa força intrínseca que faz blindar o povo desse olhar.

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FOTO: Fotógrafos Ativistas
TEXTO: Marcos Holanda – FA

AUDIODESCRIÇÃO: Foto preto e branco. Em destaque o close do roste de um policial militar paulista. Com olhar fortemente agressivo e repressivo direcionado a lente da câmera. Ao fundo manifestante com um cartaz levantado com os dizeres “Soltem os presos políticos moradores de rua”.

presos

In Fotógrafos Ativistas

A desmilitarização da PM já passou da hora. Polícia de São Paulo mata mais

por Lúcia Rodrigues

O que leva uma pessoa que ingressa na Polícia Militar a se tornar um assassino?

Coronel Adilson:“A Ouvidoria das polícias com base em dados da Secretaria de Segurança Pública e do FBI constatou que a Polícia Militar de São Paulo matou em cinco anos mais do que todas as forças policiais norte-americanas".
Coronel Adilson Paes: “A Ouvidoria das polícias com base em dados da Secretaria de Segurança Pública e do FBI constatou que a Polícia Militar de São Paulo matou em cinco anos mais do que todas as forças policiais norte-americanas”.

A resposta para essa pergunta foi o que motivou o tenente-coronel Adilson Paes de Souza a se tornar um estudioso do tema da violência policial. A pesquisa desenvolvida rendeu frutos. Sua dissertação de mestrado na Faculdade de Direito da USP, aprovada com louvor no ano passado, se transformou no livro O Guardião da Cidade, da editora Escrituras.

capa final

As inquietações do coronel sobre o assunto, no entanto, surgiram bem antes.

Há mais de uma década durante o curso que frequentou na Academia do Barro Branco, para ascender ao posto de major, ele teve aulas de Direitos Humanos com o desembargador Antonio Carlos Malheiros. O contato com o mestre foi decisivo.

Malheiros levava para o diálogo com os alunos em sala de aula, vídeos com denúncias de entidades de defesa dos direitos humanos sobre tortura e outros tipos de violência policial.

O que causava irritação nos demais colegas, produzia nele efeito contrário. O então capitão Adilson se sentia desconfortável, sim, mas por outro motivo. A falta de respostas da corporação para enfrentar essas violações é o que o incomodava.

“Via muitos oficiais negando as denúncias pura e simplesmente, outros diziam que era uma orquestração contra a instituição. Não via nenhuma resposta adequada aos relatórios nacionais e internacionais que denunciavam a violência policial”, enfatiza.

Constatar se a educação em Direitos Humanos que os oficiais recebem na Academia é adequada, e em caso negativo, se isso gera aumento no quadro de violência, além de contribuir para que o policial se torne assassino, foram as hipóteses levantadas para o desenvolvimento da dissertação. Essas hipóteses se confirmariam ao longo da pesquisa.

Segundo ele, existem vários temas de extrema importância que não são abordados nos cursos da corporação.

“A violência policial não é tratada no currículo de Direitos Humanos. É um tabu, não se comenta”, revela. “Por que eu não posso levar para a sala de aula a discussão dos casos de insucesso, para aprender com os erros? Por que não posso tocar na questão da violência policial nos bancos escolares?”, questiona. “É um equívoco muito grande não se discutir isso. As grandes empresas, no mundo todo, que buscam sucesso discutem seus erros, para que não ocorram mais.”

O coronel destaca que após ter concluído o livro houve uma reforma no currículo da PM. O curso que era de quatro anos, foi reduzido para três. “A carga horária que já era baixa foi reduzida ainda mais na disciplina de Direitos Humanos, mas agora consta no currículo Violência Policial. Contudo a abordagem é para desenvolvimento de sistemas e aprimoramento de supervisão e controle. Isso é pouco. Nós temos de estudar os casos que deram errado, que resultaram em execução extrajudicial e extermínio. Entender porque isso aconteceu, para que não se repita.”

O mesmo se aplica à questão da tortura. “Quando se fala sobre tortura, se fala da lei de tortura, não sobre os mecanismos que fazem com que a tortura exista. Não se fala sobre o que motiva uma pessoa a reduzir outra a um objeto. Estudar esses mecanismos é de suma importância, não é só estudar a lei.”

Educação falha

Para elaborar a dissertação que resultou no livro, além da pesquisa teórica, o coronel ouviu vários policiais militares que praticaram homicídios, cumpriram pena pelos crimes que cometeram e foram expulsos da corporação.

“Nas entrevistas, eu perguntei o que os levou a praticar os homicídios. E a resposta foi de que não conheciam a realidade social onde foram trabalhar. ‘Não tive isso nos bancos escolares’. Isso evidencia que houve falha no processo de formação. A minha hipótese de que a educação em Direitos Humanos não estava cumprindo o seu papel se confirmou logo na primeira pergunta.”

Os policiais criam por conta própria suas respostas. “Isso é perigoso, porque depende da capacidade de cada um em responder ao estímulo externo. Se não estou preparado, o choque pode produzir reações adversas a ponto de a pessoa achar que pode resolver o problema sozinho. Foi isso o que aconteceu com os policiais militares que entrevistei. Se sentiam dotados de superpoderes. Diziam que podiam fazer o que quisessem visando à proteção da sociedade.”

O slogan proferido por muitos policiais: ‘Bandido bom é bandido morto’ é rechaçado de forma veemente pelo coronel, que o classifica como um “populismo barato, com cunho político-eleitoral espúrio e perigosíssimo”.

Ele explica que esses policiais querem conquistar status pelo medo que impõem. Há estudos que comprovam que esse tipo de policial se vê como um super-homem.

Outra teoria revela que a frustração e a impotência diante de determinadas situações podem levar policiais a adotar atitudes extremadas.

“Isso encontra eco na fala dos ex-policiais que entrevistei. Eles disseram que não acreditavam mais no sistema de justiça. ‘Eu não estava preparado para enfrentar a extrema carência social, tive de desenvolver ferramentas para resolver o problema. Não acreditava no sistema, passei a ser o sistema sem intermediários. Eu protegia a sociedade segundo os meus critérios’. Essa era a fala deles.”

O descrédito nas instituições fica patente no argumento utilizado como justificativa para as execuções praticadas. “Eles disseram que cansaram de levar pessoas para a delegacia e ver os presos pagarem propina e serem soltos. ‘Por que eu vou arriscar a minha vida prendendo, para outra polícia soltar. Vou prender, sentenciar e matar. Assim protejo a sociedade.’ Isso é uma total incompreensão do que vem a ser a função policial. Nós representamos um Estado, não somos o Estado, e no caso um Estado ditatorial”, ressalta.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) determina que professores em instituições de nível superior tenham curso de pós-graduação com mestrado e doutorado.

“Mas dos seis docentes da disciplina de Direitos Humanos (da Academia), na época em que fiz a pesquisa, quatro eram policiais militares e nenhum deles tinha pós-graduação. Dos dois civis, um tinha lato sensu e outro estava cursando doutorado. A LDB não é cumprida. Há um artigo na Lei, o 83, que diz que o ensino militar se regerá por leis próprias. A Polícia Militar adotou o artigo literalmente. Para um PM ser docente, o único requisito exigido é ele ter cursado a disciplina de Direitos Humanos.”

O coronel defende a tese de que as disciplinas lecionadas na Academia, semelhantes às desenvolvidas nas universidades públicas ou privadas devem seguir as mesmas regras e, portanto, exigir que os professores tenham pós-graduação. Ele também questiona a interpretação do termo militar pela corporação. “Policial militar é militar? A Constituição Federal diz que não é. O artigo 83 deveria ser interpretado, levando-se em conta a Constituição e não uma interpretação gramatical.” E completa: “Um doutor em ciência política, docente da FGV, usou um termo que eu acho bem adequado, que afirma que isso é um dos vários entulhos que ainda existem na legislação. Isso é um resquício da ditadura militar.”

Desmilitarização 

Para o coronel Adilson, passou da hora de se discutir a desmilitarização da corporação com seriedade. “A Ouvidoria das polícias com base em dados da Secretaria de Segurança Pública e do FBI constatou que a Polícia Militar de São Paulo matou em cinco anos mais do que todas as forças policiais norte-americanas. Então tem de ter mudança. Não é uma questão político-partidária, é uma questão de política de Estado, de sobrevivência do Estado democrático de direito. Do jeito que está não dá mais. Estamos assistindo a uma espiral de violência, que tem de parar.”

Ele cita a pesquisa apresentada recentemente pelo Fórum Nacional de Segurança Pública que aponta que 70,1% da população desconfiam das polícias, para exemplificar como a violência praticada por agentes de Estado impacta na opinião pública. De acordo com o coronel, nos Estados Unidos 88% da população confiam na polícia, no Reino Unido esse percentual fica na casa dos 82%.

“Lá, as polícias são de cunho civil, embora usem uniformes e tenham uma estética militar. Nos Estados Unidos, mesmo após os atos patrióticos que instalaram um Estado de exceção no país, a população confia nas polícias. Seria bom estudar isso e aprender com eles. O programa segurança cidadã da Colômbia é um bom exemplo. Deixou de lado a doutrina da segurança nacional, de combate ao inimigo. Perceberam que isso não era efetivo, que não estava resolvendo. Partiram para um novo conceito de segurança cidadã. As questões de segurança pública não podem ser tratadas somente sob a ótica da repressão.”

O coronel acredita que ações violentas por parte da Polícia Militar, como a desocupação do Pinheirinho, em São José dos Campos, interior de São Paulo, e a repressão às manifestações de rua em junho passado, contribuíram para o desgaste da corporação junto à população.

“Por um pedaço de terra, não valia a pena produzir tanta desgraça na vida daquelas pessoas. Podia se esperar mais um ou dois meses até se chegar a uma solução adequada. Podia ter sido de outra maneira. Nada justifica o que aconteceu. Não estou denegrindo a minha Polícia Militar. Eu sou leal, adoro a Polícia Militar, mas não tem justificativa. O Pinheirinho foi uma mancha na história da minha corporação. Eu acho que tem de ser um marco que represente uma mudança de atitude.”

Em relação à repressão contra manifestantes, o coronel também é contundente.

“Infelizmente determinados efetivos da Polícia Militar, em alguns episódios, não sabem lidar com o diferente, com o contraditório. Fazem como primeira e única opção o uso da violência. Não da força, mas da violência. Opção errada, que evidencia o despreparo. Após esse dia (13 de junho), um repórter me disse que a polícia conseguiu unir todo mundo contra (ela). Criminalizar os movimentos sociais e reprimi-los não vai solucionar o problema. Foi uma atuação equivocada da Polícia Militar, para dizer o mínimo.”

O coronel elogia, no entanto, a postura desempenhada pelo secretário de Segurança Pública, Fernando Grella, no episódio para debelar a crise instalada. “O secretário teve uma atitude correta, assumiu o controle das polícias. Se percebeu uma mudança na atuação das polícias.”

Incitação à violência

Mas se atitudes como as do secretário contribuíram para conter a violência policial naquele momento, outros componentes vitaminam diariamente essa violência.

Os programas de jornalismo policial exibidos em várias emissoras de TV nos finais de tarde são exemplo disso. Para o coronel, os apresentadores desses programas prestam um desserviço à democracia ao difundirem a ideia de que a solução do conflito deve ser por meio da violência e de que para se ter autoridade é preciso ser arbitrário e truculento. “Isso é perigosíssimo. Incitam a violência de uma maneira crua, absurda. Não é à toa que determinadas camadas da população defendem a pena de morte e falam que tem de matar (os bandidos).”

Esses programas sensacionalistas atingem milhares de pessoas. Grande parte de sua audiência vem dos próprios policiais que se alimentam dos estímulos emitidos por esses apresentadores. Os noticiários servem como um salvo conduto para que eles continuem a ser truculentos. “Eu gostaria que nós ficássemos invisíveis  e entrássemos nos quartéis para ver em que canais estão ligadas as TVs nesse horário”, brinca.

Com 30 anos de serviços prestados à PM, a clareza nas posições e a defesa intransigente de valores ligados à vida não amedrontam o coronel defensor dos direitos humanos.

Indagado se teme por sua própria segurança por abordar de maneira explicita as mazelas da corporação, ele afirma que não. “Eu teria medo se tivesse partido para o denuncismo, ofendido pessoas ou as desmerecido. Mas isso eu nunca fiz e nunca vou fazer. O meu livro visa tão somente expor a minha mais clara lealdade à Polícia Militar e aos meus companheiros de farda. Sou um oficial da reserva da Polícia Militar. Não quero que eles passem pelo que outros policiais passaram. Porque o drama é pesado, o trauma é grande e a dor é imensa. Eu sou amigo, sou parceiro deles. Estou aqui para ajudar. O livro é um material para permitir a reflexão, uma contribuição para a solução desse grave problema. Minha meta é fazer doutorado, quero continuar estudando a violência policial.”

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A revolta do leitor contra ação policial em São Paulo

A polícia dos governadores: Onde gastariam os estoques de armas não-letais, conquanto, no mínimo, letais à dignificação da pessoa humana, quando não à individualidade biológica mesmo?

polícia banqueiro poder protesto

O problema é que a polícia age como mero agente repressor

por Humberto Guedes

Há problemas de comando e de preparo, planejamento mesmo, prejudicando a Polícia Militar enquanto força de segurança, em nosso caso voltada contra o povo desde a criação.

A polícia age como mero agente repressor. Portanto, é despreparada para mera ação aparadora de arestas, dos eventuais excessos passíveis de acontecer em manifestações populares de grandes números.

Ou seja, ao invés de identificar (infiltração, comunicação e filmagem – certo senhores estrategistas?) e prender os vândalos, que, diga-se, representam coisa de menos 0,3%, sim, menos de meio por cento dos manifestantes, leia-se, cidadãos exercendo seus direitos constitucionais, os “militares” a serviço de encastelados civis, num misto de cretinice, pois muitos são cretinizados para obedecer, e canalhice, pois alguns não estão nem aí para as leis mesmo, saem batendo em todo mundo indiscriminadamente.

Esta incompetência planejada atende aos covardes e aterrorizados governantes, que se acham eleitos para mandar ao bel-prazer nos demais predestinados a obedecer – claro, na mentalidade deles, ainda não familiarizada com noções como república, democracia, estado de direito, dignificação da pessoa humana, sociedade livre, justa e solidária etc., em que pese haverem jurado cumprir a Constituição em que estes princípios estão esculpidos.

Ademais, onde gastariam os estoques de armas não-letais, conquanto, no mínimo, letais à dignificação da pessoa humana, quando não à individualidade biológica mesmo?

E deveríamos dar graças, vez que, nas “comunidades”, saem dando tiro de fuzil mesmo, em remate à sua monstruosa concepção de segurança pública.

Saudações libertárias e desoladas.

BRA_OPOVO fortaleza protesto

NOTA DA REDAÇÃO DA TRIBUNA DA IMPRENSA – Guedes tem razão. Falta inteligência (em todos os sentidos) à PM. No caso das passeatas, é só proibir que fiquem com os rostos cobertos. Se estiverem com máscaras ninjas, vamos logo levando para averiguações. Simples assim. Os próprios (e verdadeiros) manifestantes apoiarão isso. (C.N.)

Protestas en Estados Unidos demandarán el fin de la Escuela de las Américas

Miles de activistas por la justicia social de todas las Américas se reunirán este fin de semana, del 16 al 18 de noviembre, en las puertas del Fuerte Benning, Georgia, EEUU, para demandar el fin de la militarización de EE.UU. y el cierre del Instituto de Cooperación y Seguridad del Hemisferio Occidental conocido históricamente como la Escuela de las Américas.

Las acciones, que hace 22 años se realizan en el fuerte militar, seguirán presionando al gobierno del reelecto Presidente Barack Obama para poner fin a la militarización de EE.UU. en América Latina. Se pedirá una vez mas cerrar la Escuela de las Américas, pero también retirar las bases militares de Estados Unidos y de la OTAN de todo el continente.

Durante tres días, en una de las mas masivas concentraciones contra las políticas de Estados Unidos hacia America Latina, activistas, estudiantes, sindicalistas, hombres y mujeres, de todos los Estados Unidos como de America Latina protestarán contra el entrenamiento militar que da este país a soldados y policías de Colombia, Chile, Perú, Honduras, Guatemala, México, Panamá, Costa Rica, El Salvador, Republica Dominicana, entre otros, y que ha incidido en violaciones a los derechos humanos y represión a los movimientos sociales que demandan mayor justicia social a sus estados.

Serán miles las personas que se reunirán en las puertas de Fuente Benning para exigir el fin de la violencia respaldada por Washington en América Latina. Habrá talleres, conciertos, reuniones y acciones de protesta para pedir el cierre de esta academia militar.

Como otros años, se entregarán testimonios y se recodarán los nombres de los miles y miles de hermanos y hermanas asesinados por los soldados entrenados por los Estados Unidos.

Dentro de los asistentes, participará el Premio Nobel Alternativo de Paraguay, Martín Almada, para denunciar el golpe de estado que ha sucedido recientemente en su país. También estará presente el Padre Melo de Honduras, un sacerdote jesuita y locutor de radio, cuya emisora fue ocupada por los militares tras el golpe de Estado del 2009 (y el que fue encabezado por graduados de la Escuela de las Américas) quien ha recibido amenazas de muerte. Finalmente, se contará con la presencia del abogado Luis Zamora Bolaño quien denunciará la represión que hubo en Costa Rica y donde también su policía es entrenada por la Escuela de las Américas.

Las actividades también contemplan un momento para celebrar los anuncios de Ecuador y Nicaragua que recientemente decidieron no enviar más militares ni policías a la Escuela de las Américas uniéndose con esto a Argentina, Bolivia y Venezuela que anteriormente decidieron retirar sus tropas de este nefasto lugar.

“La Escuela de las Américas es el principal instrumento de terror militar de los Estados Unidos, en América Latina y el Caribe, es el lugar donde se han entrenado mas de 65 mil soldados en tácticas como la tortura, contra narcótico y contra insurgencia. Muchos de los egresados se destacan por ser los asesinos del pueblo”, señaló Nico Udu Gama.

También se realizaran en Chile, Colombia y Bolivia actividades y acciones contra la Escuela de las Américas. (SOA Watch)

Deputado Ivan Valente questiona Alckmin sobre assassinato de três pessoas em Pinheirinho

Há relatos sobre o encaminhamento deliberado de corpos para outras zonas de São José dos Campos ou outras cidades, para desvincular as supostas mortes da operação de desocupação do Pinheirinho

Nesta quarta-feira, o deputado Ivan Valente também protocolou, no Palácio dos Bandeirantes, um pedido de informações ao governador Alckmin sobre denúncias de uso indevido da força e de violações de direitos humanos praticadas por agentes do Estado durante a operação de reintegração de posse do Pinheirinho. No documento, o parlamentar do PSOL questiona quais as providências tomadas pelo governo estadual diante da denúncia de 12 casos relatados por testemunhas, a maior parte deles comprovada em vídeos registrados no dia da operação.

Entre as denúncias, estão o uso de bombas de efeito moral e balas de borracha pela PM contra moradores, incluindo crianças, dentro da ocupação e no abrigo para onde foram levados os desalojados; a agressão física injustificada contra um morador do Pinheirinho dentro deste abrigo; o uso de armas de fogo para intimidação dos moradores; a participação de policiais sem identificação na operação; e o cerceamento à liberdade de imprensa durante a ação da PM.

O documento questiona ainda a negligência do governo acerca dos alojamentos improvisados que foram oferecidos aos moradores do Pinheirinho; e pede que o governador Alckmin se pronuncie sobre a suspeita de assassinato de três pessoas, incluindo uma criança de quatro anos. Há relatos sobre o encaminhamento deliberado de corpos para outras zonas de São José dos Campos ou outras cidades, para desvincular as supostas mortes da operação de desocupação do Pinheirinho.

Chacina de Pinheirinho. Movimentos contam sete mortos

Entre as denúncias de violência contra os ex-moradores da comunidade do Pinheirinho, em São José dos Campos, estão também as histórias de possíveis mortes durantea ação policial na reintegração de posse ocorrida no último dia 22. Passados oito dias, as pessoas continuam a relatar os casos. A reportagem ouviu moradores que ainda estão nos abrigos à espera de encaminhamento para moradia. Os movimentos sociais falam em sete desaparecidos.

“O menino de uma das minhas vizinhas não apareceu mais desde aquele dia”, contou uma das abrigadas no Jardim Morumbi, Maria Lucia das Neves, de 43 anos. “Ouvi muita gente falando que estavam escondendo essas informações da gente”, disse.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São José dos Campos afirmou na última semana que houve assassinatos, inclusive de crianças.

De acordo com um dos líderes do movimento de moradores do Pinheirinho, Valdir Martins, conhecido como Marrom, os feridos gravemente durante o que chamou de “massacre” não conseguiram ser localizados pelos moradores desde então. Um caso, em específico, chama a atenção: uma criança teria sido ferida por bala de borracha e, ensanguentada, foi levada a uma ambulância. “A gente acompanhou a criança e a mãe até a porta da ambulância, e fomos impedidos de ter mais informações”, disse. Segundo Marrom, um paramédico o advertiu que ali “eles entravam e saíam sem identificação”.

Em outro caso, dez pessoas que moravam no terreno afirmam ter visto uma criança morrer pela inalação de gás lacrimogênio, utilizado pela Polícia Militar para conter moradores na reintegração. Muitas das bombas foram atiradas dentro das casas, segundo os relatos. Algumas, que não estouraram, foram guardadas pelas pessoas como provas.

Em mutirão realizado na última segunda-feira (30) pelo Condepe para coleta de relatos dos moradores foram obtidas 507 denúncias de vítimas de violência e danos materiais (como perda de móveis e documentos durante a ocupação). Dessas, 23 pessoas entraram com pedido de exame de corpo de delito.

Seixas, do Condepe, ressaltou que houve registros de denúncias de tentativa de homicídio. “Algumas pessoas explicitaram a intenção de matar por parte de guardas municipais e policiais militares”, disse.

Atingido por arma de fogo, David dos Santos prestou depoimento em áudio aos conselheiros do Condepe enquanto se recuperava no hospital municipal. Ele se encaminhava à casa de seu irmão, no Campo dos Alemães, após ser despejado do Pinheirinho.

Com ele estavam sua esposa e um casal de amigos, que presenciaram o ato. “Eles estavam de arma em punho, despreparados e muito nervosos. Não havia necessidade de eles estarem com aquelas armas, nem mesmo se alguém estivesse jogando pedra eles teriam razão”, disse David. O tiro atingiu as costas, na região lombar. O socorro partiu dos amigos do rapaz.

Danielle da Silva Napoleão também foi atingida por um tiro de borracha na boca e levou 12 pontos. Ela prestou depoimento na segunda (30), durante audiência pública da Câmara Municipal. “Eu estava na rua esperando notícias quando a Tropa de Choque atirou. Não tive assistência de policial nenhum. No meu ponto de vista, que sou leiga, penso que eles miraram na minha cara. A marca ficou por fora e por dentro. Eu espero justiça”, frisou.

Trechos transcritos da Rede Brasil Atual