Os Miseráveis, versão brasileira

Ilustração livros Os Miseráveis
Ilustração livros Os Miseráveis

3 de Abril de de 1862

Lançamento Les Misérables (Os Miseráveis), uma das principais obras de Victor Hugo, em LeipzigBruxelasBudapesteMilãoRoterdãVarsóviaRio de Janeiro e Paris.

 O enredo do livro no Wikipedia.

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19 de fevereiro de 2012

Dilma Rousseff passa a ser o primeiro presidente a reconhecer que o Brasil é um país de miseráveis. Antes a pobreza era tratada com eufemismo tipo fome zero. Ou simplesmente combate à pobreza.

A miséria sempre foi escondida. Os mendigos eram chamados de moradores de rua. E todos passaram a ser viciados em claque, e internados em hospital psiquiátrico. Só que faltam os hospitais.

Uma concentração de moradores de rua a imprensa chama de cacrolândia. A discriminação social classifica todo favelado como viciado em drogas. Toda favela não “pacificada”, um feudo de traficantes.

Dilma lançou o Brasil Sem Miséria:  um programa de inclusão social de mais 700 mil famílias. Ou,  aproximadamente, de 2,5 milhões de pessoas já identificadas pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome (MDS), que não conseguem atingir uma renda mensal de R$ 70, ou seja, em situação de extrema pobreza.

BRA^MA_OEDM Brasil país dos miseráveis

BRA^GO_DDM moradores de rua

Greve geral na Europa. Ninguém quer um salário de 400 euros

Puta pobreza: 400 euros!

No Brasil, trabalhadores, aposentados, pensionistas, na sua grande maioria, recebem apenas 620 reais (310 dólares).

Incrível é que, apesar do salário mínimo do mínimo e dos pisoteados pisos, Rio de Janeiro e São Paulo estão entre as cidades mais caras do mundo. É o chamado jeitinho brasileiro de se virar.  Que no Brasil não tem crise. E Lula acabou com a fome endêmica. Todo brasileiro come três refeições dia.

Neste ranking de carestia não estão Atenas, Roma, Lisboa e Madri.

Confira o ranking, em agosto de 2011.

Oliver es griego, vive en Londres y no se siente inmigrante: “Somos exiliados económicos, obligados a abandonar nuestros países porque no se puede vivir con menos de 400 euros al mes”. Mañana estará a las cinco de la tarde ante la sede de la Comisión Europea en Londres, protestando junto a otros exiliados europeos contra las medidas de austeridad.

Reino Unido es uno de los países que no se han unido a la convocatoria europea de huelga general prevista para mañana. Paul Mackney, sindicalista histórico de Londres y uno de los actuales impulsores de la Coalición de Resistencia y de la Campaña de Solidaridad con Grecia, explica que “aquí la legislación para secundar una huelga general es mucho más restrictiva que en otros países de Europa”. A pesar de ello y dado que, como explica Mackney, “los ingleses, sobre todo la gente joven o con hijos pequeños, están viendo con ira lo que está sucediendo a su alrededor”, sí que se prevén paros parciales a lo largo del día. A fin de cuentas, las medidas de austeridad por las que mañana protestarán en Europa hace tiempo que impactan también en la línea de flotación de las clases media y baja británicas.

“Todos los Gobiernos están cometiendo los mismos errores”, asegura el sindicalista que se ha convertido en uno de los puentes entre los cientos de inmigrantes europeos que se agrupan en Londres en colectivos como el 15-M London y la sociedad inglesa. Nacho es uno de los activistas españoles que mañana participará en los actos convocados en la capital británica con motivo del 14-N. “Es cierto que la sociedad inglesa aún no está del todo concienciada, en gran medida por estar fuera de la Eurozona, pero a nivel sindicalista lo tienen muy claro”, asegura, “porque las políticas del Gobierno de Cameron están dañando sectores básicos como Sanidad o Educación”.

Paro histórico transnacional

Oliver califica de histórico el paro general del 14-N, “siendo la primera vez que se produce una huelga coordinada a nivel europeo”. Nacho coincide con su colega griego en esta valoración. “Se trata de un diálogo totalmente distinto, un planteamiento transnacional que da lugar a una respuesta unificada, de manera que elimina la posibilidad del chantaje económico de las grandes corporaciones”. Leer más

Indignación in crescendo

Cuando uno contempla la realidad económica y social española y de ahí amplía su mirada y la dirige hacia la de los pueblos portugueses o griegos no puede dejar de hacerse algunas preguntas incómodas: ¿hasta cuándo serán capaces de aguantar tanto sufrimiento? ¿Cuál será la capacidad de resistencia de las estructuras familiares que, en estos momentos, son la red última de seguridad para evitar la caída de millones de personas en la exclusión social? ¿Merecen acaso dichos pueblos la tragedia que están sufriendo cuando han vivido y siguen viviendo en un entorno marcado, precisamente, por su grado de desarrollo y la amplitud de sus estructuras de bienestar social? ¿En qué momento entenderán que esta crisis solo admite soluciones de ruptura y que toda propuesta reformista que no entre de lleno a las razones de la crisis está abocada a prolongar el sufrimiento? Y en el momento en el que entiendan esto último, ¿cuál será su reacción frente a una clase política que ha borrado de su vocabulario, y no digamos de sus políticas, el concepto de dignidad?Como puede apreciarse, las preguntas no son pocas ni la incomodidad que despiertan es menor. En cualquier caso, muchas de ellas ya están siendo objeto de discusión en el marco de una reacción popular tan particular como es la de los “indignados” en España.Una reacción que surge al abrigo de una convocatoria puntual de movilización ciudadana y que se ha convertido en foco de atención e interés mundial. Su demanda no podía ser más básica y, al mismo tiempo, más perturbadora: democracia real.

De repente, la crisis económica erosionaba el principal pilar de la legitimidad de la clase política española: el acceso al consumo. Mientras que la renta y los niveles de vida de la población fueron en aumento y éstos se asociaron tanto al advenimiento de la democracia como a la incorporación a la Unión Europea y, posteriormente, en la Unión Monetaria nadie quiso cuestionar la pantomima democrática que, desde los tiempos de la Transición, se ha vivido en España. La mejora de las condiciones económicas, aún a pesar de su desigual distribución, alejaba cualquier posibilidad de cuestionamiento del orden político y ha tenido que ser el deterioro de las mismas el que ha abierto la caja de Pandora. (Transcrevi trechos)

No Brasil, o povo controlado pelo pensamento único da tv Globo e associadas, pelas igrejas conservadoras Evangélicas e Católica, pelo terrorismo policial e pela justiça absolutista, não protesta, não reivindica, não pensa.

O que esconde a “pacificação” das favelas do Rio e São Paulo? O noticiário televisivo mostra a miserabilidade das casas revistadas pelas forças de segurança. E traficantes sem camisa e descalços.

A proclamação do Brasil como quinta potencial mundial faz parte de uma propaganda de otimismo. Metade desta riqueza pertence a estrangeiros. A pobreza da Europa em crise não se compara com a indigência brasileira da esmola do bolsa família. O europeu luta pelo que perdeu. O brasileiro precisa conquistar o que nunca teve. Que o governo não faz nada que preste para o povo.

Gigante pela própria natureza, desde 1500, o Brasil ajudou Portugal, Espanha. Hoje virou colônia internacional, com o povo morando em favelas e recebendo o salário da fome e do medo

Mantega diz que Brasil vai ser a quinta maior economia mundial em 2015, mas o padrão de vida…

por Carlos Newton

O jornal britânico The Guardian, citando um estudo do Centro de Pesquisa para Economia e Negócios (CEBR, em inglês), confirmou ontem que o Brasil já é a sexta economia global, à frente do Reino Unido.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, comemora e se antecipa, dizendo que em menos de quatro anos o Brasil será a quinta maior economia do mundo, em termos de Produto Interno Bruto (PIB), superando a França. “O FMI prevê que o Brasil será a quinta economia em 2015, mas acredito que isso ocorrerá antes”, disse.

Mantega ressaltou que a velocidade de crescimento do Brasil é o dobro da registrada pelos países europeus. “Portanto, é inexorável que nós passemos a França e no futuro, quem sabe, a Alemanha, se ela não tiver um desempenho melhor”, disse. O ministro reafirmou que de 2003 a 2010, o crescimento do País ficou ao redor de 4% e que, em 2012, esse patamar será retomado, pois estima que o PIB deve avançar de 4% a 5%.

Ao final da entrevista, o ministro teve uma crise de lucidez e ponderou, no entanto, que ainda é preciso melhorar o padrão de vida da população para que fique perto do que é registrado pelos países mais ricos do mundo.

Por muitas décadas, o Brasil ainda tentará manter a miséria absoluta convivendo com a riqueza total.

(Transcrito da Tribuna da Imprensa)

Uma boa medida para ajudar a combater a fome no Brasil e Portugal

Vida noturna na cidade de São Paulo
Vida noturna na cidade de São Paulo

 

Quanto mais fome mais violência. Os famintos, no Brasil, estão nas favelas consideradas não pacificadas. Acontece que as balas perdidas da polícia e os cacetetes dos policiais não enchem barriga.

Publicado no Diário de Notícias de Portugal:

As Misericórdias […] são o último refúgio do pobre ou do necessitado. A atual crise financeira, laboral e social, faz com que muitas pessoas recorram ao auxílio que as Misericórdias podem fornecer. Só que os pedidos ultrapassam a capacidade financeira destas organizações, à beira do colapso. Ora, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa tem a concessão dos jogos sociais. É aqui que, em nome de uma solidariedade nacional, clamo ao provedor da SCML e ao ministro das Finanças que as verbas não previstas nos orçamentos, com os impostos já pagos, referentes aos prémios das lotarias que não foram distribuídos, prémios do Euromilhões, do Toto-bola e do Totoloto que não foram levantados, sejam distribuídos de forma equitativa pelas Misericórdias do País, com critérios a estudar. […] Essas verbas, afinal, não deviam reverter de novo para as Finanças e SCML, pois já não têm qualquer direito sobre elas. Mas, bem aplicadas, poderão mitigar muita fome por esse País fora…

 

 

Brasil dos salários além do teto constitucional

Collor elegeu-se fácil, fácil, com a promessa, que não cumpriu, de acabar com os marajás e Marias Candelária. O descontentamento do povo continua, e nenhum candidato assume o compromisso de erradicar este abuso no Brasil do salário mínimo do mínimo, que não passa dos 610 reais (305 dólares).