Barbosa prepara a aposentadoria: quer ganhar mais do que presidente da República. E tem gente de bico grande que reclama do bolsa-família

teto salarial justiça

 

Os príncipes da justiça podem viver como reis nas mais ricas cidades do Primeiro Mundo.

Será que a Constituição permite outro funcionário da República ganhar mais do que o presidente do Brasil?

E conceder aumento salarial na boca das urnas?

Perguntar não é crime. Faz parte do saber e defender uma justiça social, democrática e eleita pelo povo.

Via 247 –

Presidente do Supremo Tribunal Federal defende reajuste de até 35% para os 30 mil magistrados brasileiros e também ao Ministério Público federal e estadual, além de pensionistas e aposentados; teto salarial, que hoje é de R$ 29,4 mil no STF, pode chegar a R$ 40 mil por mês; em nota enviada ao Senado, Barbosa afirma que a medida é uma forma de “garantir a permanência e estimular o crescimento profissional na carreira”.

barbosa

 

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, defende um reajuste de 35% no salário dos ministros da Corte, chegando a R$ 40 mil por mês. Hoje, o teto é de R$ 29,4 mil.

O aumento, que faz parte da Emenda Constitucional (PEC) 63 em tramitação no Congresso, cria adicional de 5%, aplicado a cada 5 anos, até o limite de 35% para todos os magistrados e também para o Ministério Público federal e estadual. Só os servidores na ativa somam 30 mil, mas a proposta pode beneficiar ainda aposentados e pensionistas do Judiciário.

Em nota enviada ao Senado, Barbosa afirma que a medida é uma forma de “garantir a permanência e estimular o crescimento profissional na carreira”.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, recebeu nesta terça-feira (20) a visita de representantes da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra); da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe); da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB); da Associação Alagoana de Magistrados (Almagis); e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Eles também pediram apoio para a aprovação da PEC 63.

No relatório, favorável ao projeto, o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) diz que com a proposta “busca-se enfatizar o papel de juízes, procuradores e promotores e, ao mesmo tempo, permitir premiar a experiência acumulada por eles individualmente”.

A proposta é temida pelo governo já que pode servir de base para outras carreiras, como de advogados, defensores públicos, delegados e auditores.

 

Polícia e justiça podem fazer greve por melhores salários. Direito de quem prende e condena
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Para além da escravidão do lucro a qualquer preço

MENSAGEM DO PAPA PARA O DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO

indignados fome

É intolerável o “escândalo” da fome num mundo onde um terço da produção alimentar “está indisponível devido às perdas e aos desperdícios cada vez maiores”. A denúncia veio do Papa Francisco, que numa mensagem enviada ao director-geral da Fao, José Graziano da Silva, por ocasião do dia mundial da alimentação, invocou uma mudança de mentalidade face à tragédia “na qual ainda vivem milhões de famintos e subalimentados, entre os quais muitíssimas crianças”. Uma tragédia que para o Pontífice não deve ser enfrentada segundo a lógica ocasional da emergência mas como “um problema que interpela a nossa consciência pessoal e social” e exige “uma solução justa e estável”.

Por isso, o bispo de Roma exortou a superar atitudes de indiferença ou habituais e a “abater com decisão as barreiras do individualismo, do fechamento em si mesmo, da escravidão do lucro a qualquer preço”, para “reconsiderar e renovar os nossos sistemas alimentares”. Em particular, deve ser superada “a lógica da exploração selvagem da criação” através do “esforço por cultivar e conservar o meio ambiente e os seus recursos para garantir a segurança alimentar e para caminhar rumo a uma alimentação suficiente e sadia para todos”.

Recordando que “os nossos pais nos educavam para o valor do que recebemos e temos, considerando tudo como dom precioso de Deus”, o Papa Francisco exortou todos a um sério exame de consciência “sobre a necessidade de modificar concretamente os nossos estilos de vida” alimentares, marcados com demasiada frequência “pelo consumismo, dissipação e desperdício de alimentos”. E voltou a advertir contra as consequências da “cultura do descartável”, que sacrifica “homens e mulheres aos ídolos do lucro e do consumo”, e da “globalização da indiferença”, que nos “faz “habituar” lentamente ao sofrimento do outro, como se fosse normal”. O problema da fome, substancialmente, não é só económico ou científico mas também, e sobretudo, ético e antropológico. “Educar-nos para a solidariedade – advertiu o Pontífice – significa educar-nos para a humanidade” e comprometermo-nos a edificar uma sociedade que mantenha sempre “a pessoa e a sua dignidade no centro”.

Siham Zebiri
Siham Zebiri

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O bolsa família evita o trabalho escravo, erradica a fome, evita o aumento da prostituição infantil (crianças que vendem o corpo por um pedaço de pão),
O bolsa família abole o trabalho escravo, erradica a fome, evita o aumento da prostituição infantil (crianças que vendem o corpo por um pedaço de pão), diminui os assaltos para comprar o pão de cada dia e a mendicância. O bolsa família para aumentar a qualidade de vida, não ser uma esmola, precisa aumentar os valores pagos às pobres famílias pobres. São contra o bolsa família os corações de pedra e as almas sebosas.  

Las caras ocultas del milagro brasileño

por José Manuel Rambla
Público.es

KAP
KAP

En realidad, tan sorprendente como la irrupción de la protesta es la facilidad con que la pobreza reaparece en Brasil pese a la bonanza económica y los maquillajes estadísticos. Fijada la línea de la miseria en 2009 en una renta per cápita de 70 reales mensuales (unos 28 euros), el gobierno de Dilma Rousseff presenta como uno de los grandes logros sociales de su gestión haber acabado con la pobreza extrema.

Sin embargo, la prensa le recordaba recientemente que sólo aplicando la desviación inflacionaria que situaría el límite de ingresos mensuales en 86,46 reales (34,5 euros), 27,3 millones de brasileños regresarían estadísticamente a una pobreza que, en la realidad, nunca abandonaron.

La cifra es, en cualquier caso, más que significativa: todos esos millones de personas sobreviven en el Brasil del milagro económico con menos de tres reales al día, menos de lo que cuesta un billete de autobús en São Paulo que la última subida fijó en 3,20 reales.

Son la otra cara del neodesarrollismo impulsado primero por el derechista Fernando Henrique Cardoso y proseguido, con algunos matices populistas, por los gabinetes de Lula y Rousseff.

Gobiernos que apostaron por la expansión del agronegocio transgénico como motor económico o por unas políticas de bajos tipos de interés para mantener a una pujante clase media en el espejismo consumista a costa del endeudamiento privado.

O que, paralelamente, renunciaron a atajar problemas endémicos de la democracia brasileña como la corrupción o a impulsar un proyecto que transformase las injustas estructuras socioeconómicas brasileñas, tal y como como evidencia, por ejemplo, una reforma agraria más olvidada que nunca como viene denunciando el Movimiento Sin Tierra.

Mientras tanto, el Brasil borracho de éxito sigue proyectando su imagen de triunfo, con unos macroeventos deportivos que se presentan como una gran catarsis de triunfo colectivo. Frente a ello, no son pocos los que llevan tiempo cuestionando la forma en que se están preparando la claudicante sumisión a las imposiciones de la FIFA, el desalojo de más de 170.00 personas -en su mayoría residentes en favelas- para las obras del Mundial y las Olimpiadas, o las inversiones millonarias de dinero público que, sin embargo, sigue sin llegar en la cuantía necesaria a sectores clave para el futuro del país como la educación. Son las caras ocultas del poliédrico milagro brasileño que estos días, entre bombas de humo, se empeñan en salir a la luz en las calles de São Paulo, Rio o Brasilia.

Elihu Duayer
Elihu Duayer

A IMENSA FOME DA JUSTIÇA

BENEFÍCIOS PARA OS BENEFICIADOS

por Carlos Chagas

Descobre-se agora que os magistrados recebem auxílio-alimentação. Podem freqüentar com vantagem os restaurantes, até os de luxo. Certos benefícios sociais deveriam estar limitados aos menos favorecidos, como acontece com o bolsa-família. Agride o bom senso verificar que juízes, desembargadores e ministros ganharam 312 milhões nos últimos oito anos para fazer suas refeições, eles que são aquinhoados com os maiores vencimentos da República. Vai ver e também fazem jus ao vale-transporte, muitos habitando apartamentos funcionais. Desde o golpe militar que o salário-família foi congelado, mas se um dia o recuperarem, os primeiros a ser favorecidos serão os magistrados?

fora

Auxilio-alimentação para juízes é exemplo da podridão da Justiça

Deu no jornal O Tempo

Uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), tomada há duas semanas, abre precedentes para que a Justiça Federal eleve as despesas de seus quase 5.000 magistrados com auxílio-alimentação. A Corte de controle barrou a proibição para o pagamento do benefício, em parcelas correntes e atrasadas, em todos os órgãos da Justiça Federal. A derrubada dessa restrição vai gerar uma conta de R$ 312 milhões.
Os ministros do TCU já tinham avalizado, no ano passado, os pagamentos retroativos do auxílio nos tribunais superiores, e, de fato, já receberam ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Segundo “O Globo”, ao tomar a decisão relativa à Justiça Federal, os ministros do TCU também se permitiram receber o extra, calculado inicialmente a partir de 2011 e, em nova decisão, a partir de 2004. Os ministros do TCU receberam R$ 35 mil cada um, em média, a título de auxílio-alimentação referente aos últimos oito anos.

AOS APOSENTADOS

Já o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) se prepara para estancar um vazamento potencial de R$ 100 milhões de recursos públicos para o pagamento retroativo de auxílio-alimentação para juízes de oito Estados. Desse total, R$ 3,5 milhões foram distribuído a juízes que já se aposentaram.
A decisão do CNJ, no entanto, não terá poder de reaver aos cofres públicos quase R$ 250 milhões que os tribunais de outros Estados já pagaram aos magistrados, aposentados ou não.
Os números constam das informações prestadas pelos tribunais ao CNJ em processo movido pela Federação Nacional dos Servidores do Judiciário nos Estados (Fenajud) em que contesta a regularidade do auxílio.

NOTA DA REDAÇÃO DA TRIBUNA DA IMPRENSA – É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um juiz, desembargador ou ministro chegar ao trabalho antes do almoço. É claro que há exceções, mas a grande maioria… Então, por que receberem auxílio-alimentação? É uma Justiça podre, num país idem. A notícia é tão podre que levou duas semanas para ser divulgada pelo TCU. (C.N.)

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O povão depende do bolsa família ou do mínimo salário mínimo

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Piada: “Metade dos brasileiros não poupa para a aposentadoria”. Gozação de jornal conservador.

O dinheiro não dá nem para comer.

Poupança faz quem tem estabilidade no emprego – os funcionários dos poderes executivo, judiciário e legislativo – e recebe um super salário.

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