O perigo do vice de Marina assumir

Pelo que confessa, com lágrimas nos olhos, ou como diz sua biógrafa Marília de Camargo César, Marina Silva possui a graça dos santos estigmas de “ferida de Deus” (uma réplica de Nossa Senhora das Dores, comemorada no dia 15 de setembro).

Para os profanos, os mundanos, os heréticos, os endemoniados, Marina tem uma saúde muito frágil.

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Comenta Gilmar Crestani:

A dieta da vítima

Cardápio da manipulação mafiomidiática entra mais uma matéria para transformar Marina em vítima. A Folha apela ao coitadismo para tornar Marina uma figura frágil, para criar uma cortina de fumaça e impedir que ela seja questionada. Não lembro de outra vez na história que um jornal trouxesse para a capa matéria a respeito da dieta de um governante para, com isso, interditar o debate.

Não há na Folha uma matéria consistente, explicativa a respeito do jato com duas caixas, a caixa preta e o caixa 2. Não há na Folha matéria que informe quem é o proprietário do apartamento emprestado a Marina em São Paulo, nem como o Itaú finanCIA Marina. Mas, em compensação, há uma longa matéria sobre a dieta da Marina.

Reportagem da Folha de S. Paulo, [editada dois dias depois das tradicionais comemorações dedicadas à Nossa Senhora das Dores]:

Cardápio restrito

Alérgica, Marina teve que excluir vários tipos de alimentos da dieta devido a doenças adquiridas em seringal no Acre, onde cresceu. [Marina viveu no seringal até os 15 anos]

por Natuza Neryde e Marina Dias

 

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Alimento sagrado, o milho é o pão do índio. Também fazia parte da dieta alimentar a mandioca. Também considerada pão. Importantes alimentos que foram retirados da mesa dos brasileiros pela exportação do arroz e trigo
Alimento sagrado, o milho é o pão do índio. Também a mandioca.  Importantes alimentos que foram retirados da mesa dos brasileiros pela exportação do arroz e trigo
Marina Silva voltou a passar fome. [Exagerado título. Marina, no seringal, vivia na casa da avó paterna. Que era parteira, uma profissão respeitada nas cidades sem médico do Brasil. Parteiras, curandeiras e bezendeiras não passam fome. Funciona o escambo.]

 

A candidata do PSB já não sofre a privação da infância, quando, certo dia, teve de dividir um ovo (e um punhado de farinha e sal) com sete irmãos. O caso foi narrado em seu programa de TV veiculado na terça-feira (16) como argumento de que nunca acabará com o Bolsa Família. [Marina conta que aconteceu em uma noite de Natal, em Rio Branco. Não foi no seringal].

A dieta da ex-ministra do Meio Ambiente, sem dúvida, melhorou. Mas está longe do ideal. [Que mentira! Ela tem uma dieta salutar. Ideal para uma vida saudável e longa]. Nos últimos dois dias, Marina não consegue disfarçar a voz rouca e os sinais de cansaço. Ela perdeu três quilos depois que a morte de Eduardo Campos, em 13 de agosto, levou-a a assumir a cabeça de chapa pelo PSB.

Na última semana, a agenda carregada deixou espaço para apenas uma refeição por dia. Reclamou de fome. [Uma refeição por dia? Não foi falta de dinheiro. Dinheiro existe de sobra na campanha do PSB].

Assessores buscaram a ajuda de uma nutricionista para reforçar sua alimentação. Querem reduzir o ritmo de sua agenda eleitoral. Não se esquecem de uma lancheira com frutas para a candidata.

Mas a presidenciável não tem conseguido sequer repor as calorias que perde no seu acelerado ritmo de campanha. Nesta semana, visitou quatro Estados em dois dias. Uma pessoa, em média, perde 1.200 calorias apenas dormindo. No caso de Marina, nutricionistas estimam um gasto diário total de 2.400. [Coisa de quem está desacostumada. Mais trabalhadeira terá se for presidente. As outras candidatas a presidente, Dilma e Luciana Genro, também perdem calorias. Ou será que Marina esconde alguma doença? Aconteceu com Tancredo]

RESTRIÇÕES

A candidata sofre de sérias restrições alimentares resultantes de uma coleção de doenças adquiridas antes dos 16 anos no seringal Bagaço, onde cresceu, a 70 km da capital acriana, Rio Branco.

Lá, teve malária por cinco vezes; leishmaniose, uma, e hepatite, três. Remédios para curar parte da extensa lista de enfermidades geraram outro efeito colateral: contaminação por mercúrio. [Toda esta coleção de doenças antes de completar 16 anos? Coitada! Não sei como essa menina conseguia forças para exercer a profissão de seringueira? Força e tempo. Porque conforme relato das irmãs, de volta do seringal, Marina ia brincar, como faz qualquer outra criança].

Se, no passado, dividiu um ovo com os irmãos, hoje Marina já não pode comer nem clara nem gema.

Não bebe leite nem iogurte. Não come queijo, manteiga, doce de leite ou qualquer outro laticínio. Camarão, frutos do mar, carne de vaca, carne de porco, soja e derivados também estão excluídos de sua dieta. Nem mesmo gergelim é permitido.

O que sobra: peixe de rio, frango, feijão, arroz integral, alface (desde que sem tempero), mandioca, milho (sem ser de lata) e frutas. [Tirando o frango, o alface, o arroz, esta a dieta básica das nações indígenas, antes da mudança alimentar provocada pelo o homem branco invasor].

Os alimentos só podem ser cozidos com água e sal.

Nada disso é por convicção natureba. Marina foi aprendendo a evitar muitos alimentos por ter graves alergias.

Em um compromisso de campanha, passava com aliados perto de uma barraquinha de venda de camarão quando o cheiro do crustáceo fechou sua glote. A candidata teve de abandonar imediatamente o local.

Esta, aliás, era uma semelhança que ela dividia com Eduardo Campos. Também alérgico, o pernambucano teve uma séria intoxicação após ingerir camarão.

Outra ocasião de campanha e outro mercado deram à candidata a oportunidade para uma “desforra” alimentar. Numa banca que vendia bijus, assessores a abasteceram de uma quantidade que foi devorada em velocidade assustadora. [Bijus, que sofisticado!]

Feito sem manteiga, o biscoito leva açúcar suficiente para suprir, se consumido em abundância, necessidades calóricas de emergência. [Pelo relato, graças a Deus, Marina não tem pressão alta, nem diabetes. Apesar da “providência divina” que protege Marina, navegar é preciso na vida de Beto Albuquerque, que a República nossa costuma transformar vices em presidentes].

PEGADA HOLÍSTICA

Quando a candidata é convidada para algum almoço ou jantar de trabalho, sua equipe se apressa em enviar um cardápio com recomendações em negrito e letras maiúsculas.  [Costumes de rico, de quem frequenta restaurantes de luxo, com pratos internacionais. Em qualquer boteco, padaria, restaurante popular, e nas residências da maioria dos brasileiros, diferentes iguarias do milho e da mandioca]

No campo destinado à sugestão do que beber, só um item: água morna. Há mais de um ano, Marina decidiu seguir as orientações de um homeopata. Ou, como definiu um assessor, “um médico holístico com pegada mais naturalista”.

Com fortes dores no nervo ciático, ela resolveu deixar de beber água fria ou gelada, por recomendação do médico Mauro Carbonar.

Tradicionalmente empregada pela medicina oriental, a prescrição não é adotada exclusivamente por alternativos. Água morna ajuda a relaxar as cadeias musculares e melhora as articulações.

De lá para cá, ela não sai de casa sem levar uma garrafa térmica.

Os acréscimos entre parênteses é do editor do blogue

Marina e a guerra religiosa

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Ana Paula Valadão anuncia que apoia totalmente a candidatura de Marina Silva.

“Oro por isso. Não é pecado falar de política dentro da igreja, afinal é do nosso país que estamos falando. Vamos aprender a dividir o que é correto do que é errado . Amo meu país e prezo por um futuro melhor com a paz de Deus.

Em homenagem à minha candidata, oro para que ela seja minha futura presidente!

Sou Marina 40. Eu não vou desistir do Brasil”

Iyalorixá Edelzuíta responde à Presidenciável Marina Silva.

Edelzulta

Rio de Janeiro, 1 de Setembro de 2014

A candidata à presidência da República Marina Silva, meus respeitos, cada um com a sua fé.

Religião é cultura e cultura é religião.

Para os afrodescentes do Brasil, da tradição do Orixá, Umbanda, Quimbanda, Omolocô, Angola, Ketu, Jeje, Ijexá e outros, esta é a nossa fé!!!

Quando a candidata diz que Candomblé é seita, só é seita por que nosso culto é a Deus e os Orixás.

Orixás candidata, são os 4 elementos básicos da natureza.

Água é Orixá feminino. Oxum, deusa da água doce. Yemonjá, deusa dos oceanos e Nanã a deusa da lama.

Fogo: Xangô, é a pedra que se forma através de um raio que cai na terra… Chama – se EDUN ARA. Ogun é o ferro que também vai no fogo. Iansã também é a deusa do fogo e dos ventos. Obaluayê, Obá = Rei, Ayê =

Terra: a terra nos dá o que comer, nos cria e depois voltamos para a terra.

O ar que respiramos está ligado a Iansã e Oxalá que domina esse espaço entre o céu e a terra.

Candidata Marina, a pessoa que vos fala é a Mãe Edelzuita de Oxalá, quarta filha mais velha iniciada pela saudosa Mãe Menininha do Gantois.

Eu, Mãe Edelzuita, nasci e me criei no Candomblé, cultuo uma pedra de Xangô que veio de um raio do céu para a terra. Essa pedra veio da África, da região do Daomé a 168 anos, e só com a minha pessoa a tenho à 72 anos.

E por esse motivo senhora candidata eu não poderia deixar de me manifestar quando a senhora diz que o Candomblé não é religião. Sendo os Orixás os primeiros habitantes da terra que até então a presente data de 2014 eles se manifestam em trilhões e trilhões de seus fiéis.

Candomblé é o culto a Deus e à natureza!!! A Mãe Edelzuita que nasceu e criou – se dentro do Candomblé não vê diferenças, pois Deus ao criar o mundo, não criou religiões, ele disse: ” crescei e multiplicai.” E também disse: ” Amai uns aos outros.” ….

Por esse ensinamento que Deus deixou, eu sou do Candomblé, da Irmandade do Coração de Jesus e também Conselheira Nacional e Regional do Estado do Rio de Janeiro de uma congregação protestante.

Neste mundo temos que fazer a política da “boa vizinhança”. Deixe o povo de Raízes e Matrizes Africana em paz. Não criamos política nem desavença com ninguém. Observe a Constituição e a Carta Magna de nosso país.

Atenciosamente, Iyalorixá Edelzuíta.

ILÈ OBÁ N’LÁ.

 

 

 

 

http://www.geledes.org.br/pastora-ana-paula-valadao-muito-louca-profetiza-chegada-da-hora-da-igreja-na-politica/#axzz3CdwTGJik

 

 

A tentação da religião fácil

Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo (SP)

Não está fácil ser cristão, em várias partes do mundo! Muitos estão sendo cerceados em sua liberdade de consciência, perseguidos e martirizados, apenas por serem discípulos de Jesus Cristo. São muito atuais as palavras de advertência de Jesus, ao encorajar os discípulos, falando-lhes do que os esperava: “sereis perseguidos e odiados por minha causa” (cf Lc 21, 12-19). Jesus não prometeu vida fácil a seus seguidores!

indignados Jesus expulsa mercadores

A cena de Jesus com seus discípulos no caminho para Jerusalém, retratada no Evangelho de São Mateus (cf Mt 16,21-27), é muito ilustrativa. Jesus lhes fala da própria rejeição pelas autoridades do templo de Salomão, em Jerusalém, de seus sofrimentos, morte na cruz e ressurreição ao terceiro dia. Pedro, cheio de vontade de “defender” o Mestre, quer convencê-lo a desistir do caminho para Jerusalém: “Deus te livre, isso não te acontecerá!”

As palavras de Jesus a Pedro são duras: “vá para longe de mim, satanás! És para mim, ocasião de tropeço!” São as mesmas palavras usadas por Jesus para superar a terceira tentação no deserto, antes de iniciar sua missão pública (cf Mt 4,10). Pedro fazia o papel de “tentador” e Jesus o afastou decididamente, continuando seu caminho para Jerusalém: “tu não pensas conforme Deus, mas conforme os homens!” (cf Mt 16,23).

De qual tentação tão grave se tratava? Se Jesus desse razão a Pedro, evitaria os sofrimentos anunciados. Qual seria o mal? É que essa tentação implicava em desistir do Evangelho e da missão de Jesus. Pedro, ingenuamente, querendo impedir que algo de mal acontecesse a Jesus, acabaria desviando Jesus do seu caminho, impedindo-o de ser a testemunha fiel da verdade de Deus, de ser coerente e fiel à missão de manifestar o amor de Deus até às últimas consequências. Era uma grande tentação!

Jesus não atrai os discípulos para facilidades, vantagens, prosperidade e glórias terrenas: “se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga!” (Mt 16,24). Várias outras passagens do Evangelho retratam o convite a seguir Jesus, não por interesses pessoais, mas a abraçar de coração inteiro o Evangelho do reino de Deus por ele anunciado e tornado presente no mundo.

É antiga e sempre atual a tentação de oferecer Jesus como um “produto” para a solução mágica para todos os males, sem a exigência de verdadeira fé e conversão ao reino de Deus. Um cristianismo sem mudança de vida, sem cruz nem renúncia aos próprios projetos, sem sintonia com o projeto de Deus, sem os 10 mandamentos da lei de Deus, seria falsificar Jesus e o Evangelho!

Essa tentação insidiosa, mais do que nunca, pode ser atual em nossos dias: pretende-se apresentar um Jesus simpático e atraente, produto falsificado nas vitrines de um mercado religioso sempre mais florescente, para atrair adeptos com toda sorte de facilidades e vantagens. Lembrou o papa Francisco: uma Igreja sem Jesus Cristo crucificado e ressuscitado, acabaria sendo uma espécie de “ONG do bem”, mas não seria mais a Igreja de Cristo!

Tentação perigosa, pois mexe com coisas muito sérias e induz a engano fatal: “de que adianta alguém ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua vida?” – pergunta Jesus. (cf Mt 16,26). Quem busca Jesus apenas para ter vantagens pessoais, facilidades, vaidades e riquezas, não “arrisca” nada por ele; não é a Jesus e o reino de Deus que busca, mas apenas a si próprio e a seus projetos pessoais. A “renúncia a si mesmo” equivale, de fato, à primazia absoluta dada a Deus e a seus caminhos.

A “religião fácil” é uma tentação perigosa, um grave engano! No final de tudo, se não houve sincera conversão e “renúncia a si mesmo”, mesmo tendo conseguido todas as vantagens do mundo, a frustração poderá ser total.


A escolha da ilustração é da responsabilidade exclusiva do editor deste blogue

Marina e providência divina

por Paulo Nogueira/ DCM

 

 

divina

 

 

 

Invocar Deus na política é um perigo.

Veja Marina.

Atribuir à providência divina não ter subido no avião que matou Eduardo Campos foi uma frase de extrema infelicidade.

Deus a preferiu a Eduardo Campos?

Se Deus a salvou, matou Campos e as demais vítimas do acidente?

Se você se acha beneficiário da providência divina numa tragédia, se coloca numa posição superior à das vítimas.

É como se dissesse: Deus gosta mais de mim.

A fé, nestes casos, se torna uma manifestação de arrogância e soberba.

Marina escapou da morte por uma coisa bem mais simples: sorte.

Uma tremenda duma sorte.

 

 

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“Não se faz a guerra em nome de Deus”

O Papa Francisco voltou a pedir pela paz no Oriente Médio neste domingo, 10 de agosto. O pontífice se referiu ao Iraque e a Faixa de Gaza. Também falou sobre a epidemia de ebola na África.

O Papa argentino voltou a fazer um apelo pela paz no oriente médio neste domingo, 10 de agosto, no Vaticano.

“Milhares de pessoas, incluindo muitos cristãos, foram expulsas de suas casas de forma brutal, morrendo de sede e fome durante a fuga. É violência de todos os tipos: religiosa, cultural e histórica. Tudo isso ofende Deus e a humanidade”, disse a uma multidão, neste domingo, na Praça de São Pedro, no Vaticano.

“Não se pode levar o ódio em nome de Deus. Não se faz a guerra em nome de Deus”, afirmou o Papa.

O pontífice também mandou uma mensagem especial à África que sofre como uma epidemia de Ebola agradecendo a todos “aqueles que se esforçar para deter a doença”.

Não ao ódio em nome de Deus

A dor pelo que acontece no Iraque já cede o passo à incredulidade e ao assombro, confidenciou o Papa Francisco aos fiéis reunidos na praça de São Pedro no domingo 10 de Agosto para o Angelus. «Deixam-nos incrédulos e assombrados — diz da janela do Palácio apostólico — as notícias que chegam do Iraque». Notícias que falam da fuga de milhares de pessoas, entre as quais numerosos cristãos, expulsos das suas casas com violência inaudita, destinadas a morrer de fome e de sede enquanto buscam a salvação, ou até massacradas de modo desumano.

E com a pretensão de agir em nome de Deus. Mas tudo isto «ofende gravemente a Deus — diz o Papa — e a humanidade. Não se manifesta o ódio em nome de Deus! Não se faz a guerra em nome de Deus!». O Papa é muito explícito ao condenar todas as tentativas de interpretar, e ainda pior de justificar, este aumento da violência como se fosse uma guerra de religião. Trata-se sobretudo de um crime que se continua a perpetrar contra uma parte da humanidade, e por isso o Papa pede coragem, confiando «que uma solução política eficaz nos planos internacional e local possa impedir estes crimes e restabelecer o direito».

Mas não pede só orações: aliás, informa os fiéis que pediu ao cardeal Fernando Filoni, prefeito da Congregação para a evangelização dos povos, para levar àquelas populações o conforto da sua proximidade. E à noite, como informa uma nota da sala de Imprensa da Santa Sé, recebe o purpurado em Santa Marta. Reitera ao seu enviado pessoal os sentimentos já expressos várias vezes publicamente nestes dias, dá-lhe indicações acerca da missão que deverá desempenhar e confia-lhe uma quantia de dinheiro que deverá destinar a ajudas urgentes às pessoas mais atingidas, como sinal concreto da solidariedade do bispo de Roma e da sua vontade de participar nos esforços das instituições e das pessoas de boa vontade para responder à dramática situação.

Contudo Francisco não esquece as outras «vítimas inocentes» em Gaza, sobretudo «crianças», causadas pela guerra entre israelitas e palestinos, pedindo também a oração dos fiéis pelo dom da paz.

Espanha
Espanha
França

França
Estados Unidos
Estados Unidos
França
França

Sua blusa está manchada de sangue escravo

A Guerra Civil dos Estados Unidos, também conhecida como Guerra de Secessão, para libertação dos escravos, matou mais de 600 mil soldados.

 

 

No Brasil, costumam dizer que tudo aconteceu na mais santa paz. Não é verdadeiro. Os negros, líderes abolicionistas, continuaram perseguidos e assassinados, com a Proclamação da República, que criou vários campos de concentração e presídios, sendo famoso o de Fernando de Noronha.

A Abolição continua uma lei só existente no papel.

O premiado filme estadunidense 12 Anos de Escravidão conta a história de um escravo liberto, que vive em paz ao lado da esposa e filhos. Um dia, após aceitar um trabalho que o leva a outra cidade, é sequestrado e acorrentado. Vendido como se fosse um escravo, precisa superar humilhações físicas e emocionais para sobreviver. Ao longo de doze anos passa por dois senhores que, cada um à sua maneira, exploram seus serviços.

 

 

O Brasil teve a terceira maior frota de navios do mundo durante o Império de Pedro II, para transportar escravos da África, notadamente quando proibido o tráfico negreiro, por imposição dos ingleses.

A conquista dos direitos civis dos negros só aconteceu nos Estados Unidos, depois do assassinato de Martin Luther King Jr, em 1968.

O apartheid na África do Sul trouxe violência e um significativo movimento de resistência interna, bem como um longo embargo comercial contra a África do Sul. Uma série de revoltas populares e protestos causaram o banimento da oposição e a detenção de líderes antiapartheid. Conforme a desordem se espalhava e se tornava mais violenta, as organizações estatais respondiam com o aumento da repressão e da violência.

Reformas no regime durante a década de 1980 não conseguiram conter a crescente oposição, e em 1990, o presidente Frederik Willem de Klerk iniciou negociações para acabar com o apartheid, o que culminou com a realização de eleições multirraciais e democráticas em 1994, que foram vencidas pelo Congresso Nacional Africano, sob a liderança de Nelson Mandela.

 

 

A vitória, nas urnas, de Evo Morales acabou com o apartheid indígena na Bolívia de vários golpes de Estado e revoltas populares.

O papa Francisco tem denunciado o tráfico humano e a escravidão.

No Primeiro Mundo da Europa e da América do Norte os emigrantes ilegais são os novos escravos do Século XXI. Uma escravidão que persiste nos países colonizados, que oferecem mão-de-obra barata ou escrava para empresas multinacionais.

A Campanha da Fraternidade, este ano, no Brasil, foi contra o tráfico humano. Escreve Dom Aloísio Dilli, bispo de Uruguaina (RS):

“Em 2014 ocupa-se com todos aqueles e aquelas que são enganados e usados para o tráfico humano, de trabalho, de órgãos e a prostituição. Normalmente o crime organizado está por detrás das diversas modalidades de tráfico humano. As pessoas, geralmente, são atraídas com falsas promessas de melhores condições de vida em outras cidades ou países e ali são cruelmente usadas e escravizadas, gerando fortunas para consciências inescrupulosas e vorazes. A maioria das pessoas traficadas vive em situação de pobreza e grande vulnerabilidade. Isso facilita o aliciamento com falsas promessas de vida melhor.

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Por isso, o cartaz da CF retrata essa situação degradante com a figura de mãos acorrentadas e estendidas, com diferentes idades, gênero e cor, em estado de impotência. A mão que sustenta a corrente da escravidão é a força coercitiva de pessoas que dominam e exploram esse tráfico humano: ‘Essa situação rompe com o projeto de vida na liberdade e na paz e viola a dignidade e os direitos do ser humano à imagem e semelhança de Deus’. Os cristãos não podem aceitar essa moderna forma de escravidão e desrespeito à dignidade humana. Por isso eles a tentam identificar, a denunciam e somam forças para evitá-la, rompendo as correntes, revigorando as pessoas dominadas por esse crime e apontando para a esperança de libertação: Essa esperança se nutre da entrega total de Jesus Cristo na cruz para vencer as situações de morte e conceder a liberdade a todos: ‘É para a liberdade que Cristo nos libertou’.

O Papa Francisco se referiu à prática do tráfico humano com palavras de veemente repúdio: ‘O tráfico de pessoas é uma atividade desprezível, uma vergonha para as nossas sociedades que se dizem civilizadas”.

oração campanha fraternidade

 

Neste mundo globalizado, dominado pelas multinacionais, que criaram sociedades que cultuam o deus dinheiro, o individualismo e o consumismo, a melhor arma é o boicote como fez Mahatma Gandhi, contra o colonialismo inglês.

 

SU CAMISETA ESTÁ MANCHADA DE SANGRE

por Carme Chaparro

 

Un año después del derrumbe del complejo textil Rana Plaza, las familias claman justicia. Aún no se han recuperado los cadáveres de 140 obreros. De los casi 30 millones de euros destinados a ayudar a las familias, sólo 10 han sido entregados. (ANDREW BIRAJ/Reuters)
Un año después del derrumbe del complejo textil Rana Plaza, las familias claman justicia. Aún no se han recuperado los cadáveres de 140 obreros. De los casi 30 millones de euros destinados a ayudar a las familias, sólo 10 han sido entregados. (ANDREW BIRAJ/Reuters)

Gracias a las lágrimas de esta mujer, usted, usted, usted también e incluso yo, vamos hoy vestidos. Y mañana. Y el fin de semana.

Gracias a las lágrimas de esta mujer ustedes y yo podemos entrar en una tienda y comprar una camiseta a 5,95 euros. Una ganga, así que nos llevamos dos. Camisetas a 5,95, camisas a 16,95 y trajes de chaqueta a 49,95.

Una ganga.

Una ganga a la que nos hemos acostumbrado los ricos del primer mundo, en un círculo vicioso de fast fashion que nos tiene enganchados como una droga más. Así que preferimos no pensar siquiera en cómo puede producirse tan barato. Que la esclavitud de millones de personas no empañe la dicha de nuestra compra.

Pero recuerden, esta mujer llora. Nuestra felicidad consumista sólo es posible gracias a su drama. Al drama que mató a más de 1.100 personas en una fábrica textil de Bangladesh ahora hace un año (y del que aún, hoy, faltan por recuperar más de 140 cadáveres bajo los cascotes), inherente a las condiciones esclavistas en las que se trabaja en el tercer mundo para que nos podamos vestir barato en occidente. Un año después del trágico accidente las promesas de mejora sólo han alcanzado a una mínima parte de las fábricas textiles. La demanda de los titanes de la moda es tan alta que se enmaraña en un mundo de subcontratas que subcontratan a otras subcontratas que subcontratan a otras subcontratas, dejando a la mayoría de trabajadores fuera de cualquier mínimo control del sistema.

Entre las ruinas de la fábrica se encontraron etiquetas de grandes marcas europeas y norteamericanas. Y a pesar de las dramáticas imágenes y los más de mil cien muertos, en un reportaje emitido por la BBC tras el accidente muchos de los viandantes preguntados respondieron que preferían no saber de dónde salía su ropa. No mirar. No pensar. Preferían, preferimos, seguir poniéndonos camisetas a seis euros a costa de la vida de los demás. A costa también de la esclavitud de gente que cobra veinte euros al mes y que no tiene derecho ni a ir al baño durante las eternas jornadas laborales. El día del derrumbe, los responsables de la fábrica obligaron a los trabajadores a volver al edificio a pesar de las grietas que presagiaban lo peor.

Mientras, nosotros seguimos queriendo camisetas a 6 euros.

 

 

 

Mulher e juventude no cinema do Irão

Cena de “Persépolis”, animação autobiográfica dirigida por Marjane Satrapi
Cena de “Persépolis”, animação autobiográfica dirigida por Marjane Satrapi

 

A tirania política, cultural, de comportamento, que produz filmes ba­ni­dos pela censura, faz do Irã um exemplo de resistência na sétima arte. Os cineastas estão dispostos a não acatar a repressão e mergulham na vida social dos seus compatriotas, especialmente as mulheres e os jovens, foco deste ensaio sobre cinco filmes: “Persé­po­lis” (2007), animação auto­bio­gráfica da iraniana emigrada para a Europa, Marjane Sa­trapi; “Half Moon” (2006), ou “Meia Lua”, de Bahman Ghobadi; “A Separação” (2011), de Asghar Far­hadi; “Off Side”, de Jafar Pa­nahi, sobre a exclusão da mulher no futebol; e “Ninguém Sabe Sobre os Gatos Persas” (2009), de Bahman Gho­ba­di, sobre a meninada musical de Teerã. Leia mais. Por Nei Duclós 

 

Futuro Indígena Resiste

Uma criança que tem medo, tem razão e Tupã no coração.
Deus para ela é uma arvore com sua sombra que anda no chão. Deus é o rio, a força do vento, as frutas.
Deus chora quando chove, Deus castiga quando faz seca, quando seca o rio.

Os Tupã são assim: eles não vêm só pra trazer chuva, vêm também para nos proteger.

Eles não caminham em vão.
Pois nós não vemos os seres que nos fazem mal.
Somente eles podem ver os seres que nos fazem mal.

Os Mbya há muito circulam por um amplo território ao sul do Continente Sul-Americano.
Um espaço territorial que foram forçados a compartilhar com os não indígenas, que hoje lhes exigem documentos para que possam ocupar e se deslocar dentro deste território.

O território existencial Mbya se impõe burlando as fronteiras nacionais que tentam fragmenta-los, só que está cada dia mais difícil caminhar nesse território, o indígena foi obrigado a ter registro geral, obrigado a ser tornar parte da maquina, e por isso chora ao ver um não indígena, o homem que não respeita os Tupãs, não deveria ser visto por nenhum Mbya, mas assusta qualquer criança que o veja.

Pois estas não deveriam ver os seres que nos fazem mal. Aqui sonhar com fogo, plantação queimando: é doença. E se a plantação queimar toda, é certo que é morte.

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FOTO: Jonathas Branco Campos
TEXTO: Fotógrafos Ativistas

AUDIODESCRIÇÃO: Foto em Colorida. Pequena criança Índia da aldeia Guarani – Tekoa Anhetengua – da Lomba do Pinheiro – RS, está apoiando/segurando a quina de um batente de madeira. Com os olhos tristes e com medo, trás a nítida sensação de medo, em destaque um desenho de coração vermelho pintado no seu rosto. Rosto de uma criança indígena. Linda.

criança índia brasil

O maior poder é o do povo. Basta de ditadura!

Ditaduras existem: do executivo, do legislativo, do judiciário. Existem outras mais obscenas: a militar, a econômica, a religiosa, a da imprensa (o pensamento único)

O Brasil precisa, além de eleições, com votos comprováveis, de referendos e de plebiscitos. A voz do povo é a voz de Deus. O resto é resto. Já era a era Gilmar. Despejo, precatório e censura precisam da assinatura da justiça absolutista. Para oferecer concessões das nossas riquezas, basta a assinatura de uma Ana qualquer. Ninguém sabe quem assina os empréstimos de bilhões dos bancos oficiais. O Brasil é o país do segredo.

Andres Alves
Andres Alves

Transcrevo do 247: Professor de Direito Constitucional na Universidade de São Paulo, o jurista Virgílio Afonso da Silva reduziu a pó a liminar concedida pelo ministro Gilmar Mendes, que impediu a tramitação de um processo sobre fidelidade partidária no Congresso Nacional. No texto, que se espalha como um rastilho de pólvora em todo o meio jurídico, ele afirma que a decisão de Gilmar não encontra paralelo na história do STF nem na experiência internacional.

A decisão, de caráter puramente político, deve ser derrubada na próxima quarta-feira, mas Gilmar tem feito romaria aos gabinetes dos colegas pedindo apoio. Teme que a derrota se dê por um placar humilhante e o exponha a críticas ainda mais duras por ter invadido, de forma monocrática, as prerrogativas de um outro poder.

 

A emenda e o Supremo

por Virgílio Afonso da Silva

Na semana passada, todos os holofotes estavam apontados para a Câmara dos Deputados, que discutia uma proposta de emenda constitucional (PEC) que, segundo muitos, é flagrantemente inconstitucional, por ferir a separação de poderes. Contudo, a decisão mais inquietante, em vários sentidos, inclusive em relação à própria separação de poderes, estava sendo tomada no prédio ao lado, no Supremo Tribunal Federal (STF).

No dia seguinte, nas primeiras páginas dos jornais, o grande vilão, como sempre, foi o poder Legislativo. A PEC analisada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara é polêmica, com certeza. Sua constitucionalidade é questionável, não há dúvidas. Mas, do ponto de vista jurídico, da separação de poderes e do direito comparado, a decisão do STF, que bloqueou o debate no Senado sobre as novas regras de acesso dos partidos políticos à TV e ao fundo partidário, é muito mais chocante.

O ponto mais polêmico da PEC é a exigência de que uma decisão do STF que declare a inconstitucionalidade de uma emenda constitucional seja analisada pelo Congresso Nacional, o qual, se a ela se opuser, deverá enviar o caso a consulta popular.

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Ministro decidiu que o Senado não poderia deliberar sobre um projeto de lei porque ele não concorda com o teor

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É quase um consenso entre juristas que um tribunal constitucional ou uma suprema corte, como é o caso do STF, deve ter a última palavra na interpretação da constituição e na análise da compatibilidade das leis ordinárias com a constituição. Mas muito menos consensual é a extensão desse raciocínio para o caso das emendas constitucionais. Nos EUA, por exemplo, emendas à constituição não são controladas pelo Judiciário. A ideia é simples: se a própria constituição é alterada, não cabe à Suprema Corte analisar se o novo texto é compatível com o texto antigo. Isso quem decide é povo, por meio de seus representantes. Mesmo no caso do controle de leis ordinárias, há exemplos que relativizam o “quase consenso” mencionado acima, como é o caso do Canadá, cujo Parlamento não apenas pode anular uma decisão contrária da Suprema Corte, como também imunizar uma lei por determinado período de tempo contra novas decisões do Judiciário.

Não há dúvidas de que o caso brasileiro é diferente. A constituição brasileira possui normas que não podem ser alteradas nem mesmo por emendas constitucionais, as chamadas cláusulas pétreas. Mas não me parece que seja necessário entrar nesse complexo debate de direito constitucional, já que o intuito não é defender a decisão da CCJ, cuja conveniência e oportunidade são discutíveis.

Neste momento em que o Legislativo passa por uma séria crise de legitimidade, não parece ser a hora de tentar recuperá-la da forma como se tentou. Tampouco quero defender a constitucionalidade da PEC no seu todo. O que pretendi até aqui foi apenas apontar que, embora extremamente polêmica, a proposta é menos singular do que muitos pretenderam fazer crer.

Já a decisão do ministro Gilmar Mendes, tomada na mesma data e que mereceu muito menos atenção da imprensa, é algo que parece não ter paralelo na história do STF e na experiência internacional. Ao bloquear o debate sobre as novas regras partidárias, Gilmar Mendes simplesmente decidiu que o Senado não poderia deliberar sobre um projeto de lei porque ele, Gilmar Mendes, não concorda com o teor do projeto. Em termos muito simples, foi isso o que aconteceu. Embora em sua decisão ele procure mostrar que o STF tem o dever de zelar pelo “devido processo legislativo”, sua decisão não tem nada a ver com essa questão. Os precedentes do STF e as obras de autores brasileiros e estrangeiros que o ministro cita não têm relação com o que ele de fato decidiu. Sua decisão foi, na verdade, sobre a questão de fundo, não sobre o procedimento. Gilmar Mendes não conseguiu apontar absolutamente nenhum problema procedimental, nenhum desrespeito ao processo legislativo por parte do Senado. O máximo que ele conseguiu foi afirmar que o processo teria sido muito rápido e aparentemente casuístico. Mas, desde que respeitadas as regras do processo legislativo, o quão rápido um projeto é analisado é uma questão política, não jurídica. Não cabe ao STF ditar o ritmo do processo legislativo.

Sua decisão apoia-se em uma única e singela ideia, que pode ser resumida pelo argumento “se o projeto for aprovado, ele será inconstitucional pelas razões a, b e c”. Ora, não existe no Brasil, e em quase nenhum lugar do mundo, controle prévio de constitucionalidade feito pelo Judiciário. Mesmo nos lugares onde há esse controle prévio – como na França – ele jamais ocorre dessa forma. Na França, o Conselho Constitucional pode analisar a constitucionalidade de uma lei antes de ela entrar em vigor, mas nunca impedir o próprio debate. Uma decisão nesse sentido, de impedir o próprio debate, é simplesmente autoritária e sem paralelos na história do STF e de tribunais semelhantes em países democráticos.

Assim, ao contrário do que se noticiou na imprensa, a decisão do STF não é uma ingerência “em escala incomparavelmente menor” do que a decisão da CCJ. É justamente o oposto. Além das razões que já mencionei antes, a decisão do STF é mais alarmante também porque produz efeitos concretos e imediatos, ao contrário da decisão da CCJ, que é apenas um passo inicial de um longo processo de debates que pode, eventualmente, não terminar em nada. E também porque, se não for revista, abre caminho para que o STF possa bloquear qualquer debate no Legislativo sempre que não gostar do que está sendo discutido. E a comprovação de que essa não é uma mera suposição veio mais rápido do que se imaginava: dois dias depois, em outra decisão sem precedentes, o ministro Dias Toffoli exigiu da Câmara dos Deputados explicações acerca do que estava sendo discutido na CCJ, como se a Câmara devesse alguma satisfação nesse sentido. É no mínimo irônico que, na mesma semana em que acusa a Câmara de desrespeitar a separação de poderes, o STF tenha tomado duas decisões que afrontaram esse princípio de forma tão inequívoca. A declaração de Carlos Velloso, um ex-ministro do STF que prima pela cautela e cordialidade, não poderia ter sido mais ilustrativa da gravidade da decisão do ministro Gilmar Mendes: “No meu tempo de Supremo, eu nunca vi nada igual”!

TÁBULA RASA

por Talis Andrade

catequese_a

Na Terra de Santa Cruz
não desembarcou nenhum Las Casas
com seus protestos e mentiras
Esteve por doze dias Pero Vaz de Caminha
que redigiu uma carta
contando as maravilhas que viu

Da Terra de Santa Cruz Nóbrega e Anchieta
mandaram para Espanha cartas âneas
sobre os indiozinhos
as almas em branco
em que tudo se pode escrever
em que tudo se pode escrever

Os invasores escreveram
uma única fria palavra

Morte

 

 

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Do livro Sertões de Dentro e de Fora, Talis Andrade, LivroRápido, Olinda, 2007