Ó MINAS GERAIS. Os estupros coletivos de jovens meninas ocorrem debaixo do nosso nariz

por Cristina Moreno de Castro

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A cena é a seguinte: uma festa de jovens universitários, todos com 17 a 20 e poucos anos, querendo curtir a vida adoidado, como no filme do Matthew Broderick. Começa a chapação: vodca com suco, cerveja, uísque com energético. Mas os homens bebem em garrafas diferentes das mulheres. Na delas, um pó branco se mistura à bebida, disfarçadamente. Ao beber o batidão “bolado”, elas apagam. São levadas para um quartinho, onde são estupradas, às vezes por vários homens, que se revezam. Estupro coletivo. Muitas, jovens demais, acordam no meio do estupro, morrendo de dor, sangrando. Violentadas em sua primeira vez. O crime é acobertado pela vergonha das vítimas e pela visão dos homens envolvidos, os abusadores, de que tudo aquilo é normal.

A cena descrita acima não aconteceu na Índia, desta vez. Acontece rotineiramente em uma das cidades mais importantes de Minas, e patrimônio cultural da humanidade: Ouro Preto. Mais precisamente, nas repúblicas universitárias que existem aos montes na primeira capital mineira. Transcrevi trechos. Relembro o caso impune de Juiz de Fora. Esta onda de estupros começou lä, durante o reinado de um reitor corrupto. Veja links.

Estudante universitário pode desflorar. Pintor de parede vai preso. Eta Brasil desconforme!

Tem um estuprador solto no campus da Universidade Federal de Juiz de Fora. Toda estudantada sabe quem é. Uma menor de 17 anos, virgem, no azarado dia 13 de abril último, convidada para uma festa no Instituto de Artes e Design, terminou agarrada por um colega universitário. A alma sebosa colocou droga no copo da jovem caloura. O criminoso aplicou o famoso golpe do boa noite Cinderela. A menina levou porrada. O corpo ficou todo marcado por unhadas e hematomas. Um crime covarde, hediondo.

O reitor Henrique Duque abriu um inquérito para inglês ver. A polícia do governador Antônio Anastasia ainda não falou nada para a imprensa.

Ameaçada, a menina teve que abandonar a universidade. Temos assim vários crimes: stalking, assédio sexual, sequestro (ela foi dopada e carregada para detrás do prédio do IAD), estupro, possível curra, tortura, desfloramento de uma menor, pedofilia e tentativa de assassinato (por espancamento e aplicação de droga ilegal). Inclusive um crime premeditado: pela entrega do convite nominal (com senha numerada), compra de entorpecente.

O agressor, universitário veterano, é um psicopata. Que fatalmente vai agir de novo. Que espera a próxima vítima.

Em Brasília, a polícia apresentou nesta terça-feira (19/6), o suspeito de estuprar uma adolescente de 17 anos em setembro de 2010, no Riacho Fundo II. A jovem acabou engravidando. O homem foi detido na noite de segunda-feira (18/6).

Miguel Vieira de Brito Filho, 37 anos, é pintor de paredes e trabalhava com o pai da menina. Ela conta que estava voltando da escola de ônibus e quando desceu, Miguel, que estava próximo à parada, começou a conversar. Ele chamou a menina para sua casa dizendo que ia lhe dar um chocolate. Lá, Miguel teria forçado a garota a manter relações sexuais com ele.

A jovem não comentou o caso com ninguém, até sua mãe perceber que a menstruação da garota estava atrasada. A mãe, então, registrou ocorrência.

Na última sexta-feira (15/6) foi expedido o mandado de prisão preventiva e, desde esta segunda (18/6) o acusado está no Departamento de Polícia Especializada (DPE). Ele alega que namorava com a jovem havia um ano, mas ela afirma que só o conhecia de vista.

Miguel, que não tem antecedentes criminais, vai responder por estupro qualificado, podendo pegar de oito a 12 anos de prisão.

O tarado de Juiz de Fora tem que mofar uma década numa cadeia ou num manicômio judiciário. Basta de duas polícias, de duas justiças.

Tem um estuprador solto no campus da Universidade Federal de Juiz de Fora

Em abril último, no Instituto de Artes e Design, uma estudante menor de idade, 17 anos, virgem, foi desflorada no campus da Universidade Federal de Juiz de Fora.

O crime aconteceu no prédio do IAD.

No prédio do IAD de sombrios corredores

Até quando este crime hediondo ficará impune?
Até quando durará o silêncio do reitor Henrique Duque?
Até quando a polícia do governador Antônio Anastasia engavetará o inquérito, para proteger um psicopata que voltará a agir?
Até quando a sociedade de Juiz de Fora, os estudantes, principalmente as alunas, e os professores permanecerão calados?
Por que tanto medo?
Existem ONGs de direitos humanos em Juiz de Fora?

Universitário estuprador solto no campus

FUNECO. Aluna agredida sofreu um corte no supercílio ao lutar com agressor
UNIVERSIDADE FUMEC. Aluna agredida sofreu um corte no supercílio ao lutar com agressor

Os estupros nas universidades do País da Geral são bem escondidos. Os reitores patrocinam. Com a cumplicidade das autoridades competentes, e o silêncio da imprensa.

Uma corrupção que beneficia os estupradores.

Aconteceu em novembro de 2011:

Uma estudante sofreu uma tentativa de estupro dentro da Universidade Fumec, no Bairro Cruzeiro, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Segundo Pedro Villalobos, aluno da faculdade, o crime ocorreu dentro de um dos banheiros localizados no subsolo do prédio da Faculdade de Ciências Empresariais (Face), pouco antes do intervalo das aulas. A jovem foi salva por estudantes que ouviram seus gritos.

“O agressor já estava dentro do banheiro, na hora do intervalo. Ele a agarrou por trás quando ela lavava as mãos e tapou a boca da vítima”, conta Pedro.

“Segundo o estudante, alunos de uma sala em frente ao banheiro ouviram grito e barulho e invadiram o local. “Se não tivessem agido rápido, o caso poderia ter sido muito mais grave”, avalia Pedro. A vítima, que tem 28 anos e é aluna do curso de Marketing, sofreu um corte no supercílio, uma lesão na nuca e teve cabelos arrancados pelo agressor. Ela dispensou atendimento médico.

“Falaram (alunos do campus) que ele (o agressor) também é aluno da Fumec, do curso de Administração, e chama Leonardo”, destaca o estudante. Segundo ele, o rapaz foi levado pelos alunos, orientados pelos corrdenadores de curso, para uma sala isolada. Ele permaneceu lá, sob escolta dos seguranças, até a chegada da Polícia Militar.

A PM confirmou que o agressor é aluno da instituição e tem 19 anos. Um colega de sala contou à reportagem que ele é muito introspectivo e dá indícios de que sofre de algum distúrbio psicológico. Leia mais 

Abril de 2012:
Uma menor de 17 anos, virgem, aluna do Instituto de Artes e Design, é estuprada no campus da Universidade Federal de Juiz de Fora. Também por um aluno. Cujo nome vem sendo encoberto. No primeiro caso, revelaram que foi um tal de Leonardo. Faltou o sobrenome do tarado. Que punição sofreu esse psicopata? Como conheço nosso Brasil da corrupção, posso afirmar, com certeza, que constitui mais um caso impune. E talvez essa alma sebosa esteja estudando ou ensinando no IAD.

Marcha das vadias protestou contra o desfloramento de uma menor no campus da Universidade Federal de Juiz de Fora (com vídeo)

Marcha das Vadias em Belo Horizonte
Marcha das Vadias em Belo Horizonte

As mulheres do Brasil cobraram a apresentação do inquérito administrativo que o reitor Henrique Duque mandou abrir para inglês ver.

E do governador Antônio Anastasia, de Minas Gerais, a conclusão do inquérito secreto, super secreto, que corre na escuridão da Delegacia de Proteção e Orientação à Família, em Juiz de Fora, comandada pela delegada Maria Isabela Bovalente Santo.

O estupro ou possivel curra aconteceu numa sexta-feira 13. Dia 13  de abril último, no Instituto de Artes e Design (AID). A menor de 17 anos, que foi vítima do golpe boa noite cinderela, apresentou uma lista de  estudantes safados, imorais, indecentes, covardes, mentalmente e moralmente doentes, machistas cruéis da UFJF, que podem ter participado do hediondo crime. Uma gangue acostumada a praticar o bulismo e trotes sadomasoquistas.

Parece que não foi investigado, ainda, nenhum dos nomes da lista sangrenta. Nenhunzinho. Tudo filho do papai. Da tradicional família mineira.

Veja vídeo da chamada para a Passeata das Vadias em Campinas.

Não foi confirmado, mas o reitor Henrique Duque mandou dobrar o policiamento na UFJF. No campus, continua proibida a realização de  qualquer protesto. Medida ditatorial que conta com o apoio suspeito do diretório acadêmico.

Falta caçar o cafajeste desflorador da universitária no campus da Universidade Federal de Juiz de Fora

Bandido é bandido. Todo estuprador mata. Um psicopata, que pode se tornar, de uma hora para outra, em um serial killer.

O reitor Henrique Duque, o governador Antônio Anastasia estão esperando que o criminoso solto no campus da Universidade Federal de Juiz de Fora agarre pelos cabelos sua próxima vítima.

Se o doente mental apenas estuprar tudo bem. Perdoável. Coisa de estudante mineiro. Brincadeira próxima dos trotes sadomasoquistas. E no mais, e no mais, a menor de 17 anos “pediu”. Quem mandou ir a uma festa no Instituto de Artes e Design, logo no IAíDê, onde atrás do prédio, todo mundo sabe, existe um lugar chamado matadouros, para brincadeiras sexuais. Quem mandou ir a uma festa sem a companhia dos pais, e beber, em copo fornecido pelo diretório acadêmico, sendo conhecido, por toda universitária escolada, o golpe do boa noite Cinderela.

Menina da tradicional família mineira, virgem, sabe cuidar do seu hímen. Menina virgem do interior de São Paulo, matuta, religiosa, filha exemplar, estudante aplicada, passou em cinco vestibulares, não aprende como se defender. Bem que mereceu. É a única culpada. Que pague pelos seus pecados imaginados, que inconscientemente estava desejando gozar um estupro sexual, ser arranhada, espancada, o corpo marcado de hematomas. Bem feito. Assim escreveu Kadu Olliveira, porta-voz da reitoria, participante da festa, testemunha chave, baseada no que espionou e em depoimentos tomados dos demais amigos de farra e folia e calourada. Leia. Kadu antecipa o inquérito administrativo que o reitor encomendou a três mosqueteiros professores da UFJF, e o inquérito da polícia do governador Antônio Anastasia, a mesma polícia que protege o assassino prefeito Antério Mânica, defensor do trabalho escravo.

Abuso policial e prostituição infantil mancham direitos humanos no Brasil, dizem EUA

Chacina do Pinheirinho, em São José dos Campos, comandada pelo presidente Ivan Sartori do Tribubal de Justiça de São Paulo, o maior do mundo, com 360 desembargadores
Chacina do Pinheirinho, em São José dos Campos, comandada pelo presidente Ivan Sartori do Tribunal de Justiça de São Paulo, o maior do mundo, com 360 desembargadores

Abuso herdado da ditadura militar de 1964, quando os crimes de sequestro, tortura e assassinato de presos políticos continuam impunes. Nossas prostitutas nascem com a desagregação familiar, que começa com o êxodo do campo provocado pelos latifúndios, e continua nos despesjos da justiça, na cidade grande, para favorecer a especulação imobiliária.

Reportagem de Pablo Uchoa, da BBC Brasil em Washington

As prisões superlotadas e os abusos cometidos pelas polícias Civil e Militar dos Estados, junto com a exploração sexual de crianças e adolescentes, continuam a ser os principais calcanhares de Aquiles da situação dos direitos humanos no Brasil, na visão do Departamento de Estado americano.

Ao publicar seu relatório anual sobre a situação dos direitos humanos no mundo – esta edição dedicada a 2011 –, as autoridades americanas criticaram também a , mulheres e gays, a demora do Judiciário e a impunidade no Brasil.

“Os principais abusos de direitos humanos incluem as condições precárias das prisões; o tráfico de pessoas, principalmente para a exploração sexual de crianças e adolescentes; e o trabalho forçado”, avaliou o Departamento de Estado, em seu sumário do país.

As crianças são as principais vítimas. Brasil tem 250 mil prostitutas infantis
As crianças são as principais vítimas. Brasil tem 250 mil prostitutas infantis

“Outros abusos incluem o uso da força excessiva, agressões, abuso e tortura de detentos e encarcerados por parte da polícia e autoridades prisionais; longas detenções sem julgamento e demora nos processos judiciais; violência e discriminação contra a mulher; violência contra crianças, incluindo abuso sexual; violência baseada em orientação sexual; discriminação contra indígenas e minorias; aplicação insuficiente das leis do trabalho; e trablaho infantil no setor informal.”

Além disso, o documento notou que “o governo continua a processar autoridades que cometem abusos. Entretanto, longas apelações no Judiciário para alguns violadores de direitos humanos continuam sendo um problema”.

O Brasil continua a considerar simples delitos crimes hediondos como o trabalho escravo, o assédio moral no trabalho, idem o assédio sexual, o bulismo, o stalking, o estupro. Que são praticados por gangues univerisitárias. Recentemente, no campus da Universidade Federal de Juiz de Fora, uma menor estudante, de 17 anos, do Curso do Instituto de Artes e Design foi desflorada. O governador Antônio Anastasia, de Minas Gerais, náo tomou nenhuma providência, nem o reitor Henrique Duque da UFMF.

Em 2008, o prefeito Antério Mânica, mandante da Chacina de Unaí, pela manutenção do trabalho escravo, recebeu uma medalha da Assembleia Legislativa de Minas Gerais
Em 2008, o prefeito Antério Mânica, mandante da Chacina de Unaí, pela manutenção do trabalho escravo, recebeu uma medalha da Assembléia Legislativa de Minas Gerais