Frente Brasil Popular será lançada sábado em BH contra golpismo e por avanços

Em defesa da democracia e do mandato constitucional da presidenta Dilma Rousseff, forças progressistas realizam, na Assembléia Legislativa de Minas Gerais, a Conferência Nacional Popular em defesa da democracia e por uma nova política econômica.

Movimentos sociais e sindicais, forças políticas progressistas ocuparam às ruas no dia 20 de agosto em todo o país.
Movimentos sociais e sindicais, forças políticas progressistas ocuparam às ruas no dia 20 de agosto em todo o país.

Por Eliz Brandão

O encontro tem como ponto de partida assegurar a preservação dos compromissos assumidos pela presidenta Dilma Rousseff e os avanços conquistados nos últimos anos, além de combater a onda conservadora recentemente aflorada.

Para unificar a luta e construir uma ampla organização popular de resistência, os diversos setores e agrupamentos sociais e os partidos políticos consolidarão a Frente Brasil Popular.

Nela, atuarão militantes que lutam nos mais diferentes espaços representativos, tais como movimentos populares e sindicais, com destaque para a CTB, CUT, UNE e MST. Parlamentares e dirigentes de partidos como o PCdoB, PT, PDT e PSB, além de intelectuais, economistas, jornalistas, artistas, produtores culturais, entre outros.

Instrumento estratégico, a Frente vai defender as liberdades democráticas e os direitos sociais, uma política econômica desenvolvimentista, com reformas estruturais democráticas.

Para alterar a atual correlação de forças, que inibe e pressiona o governo eleito pelo povo, será preciso uma frente ampla e forte.

A Conferência

Para apontar os rumos, a Conferência em Belo Horizonte debaterá e aprovará um manifesto à Nação. O documento terá uma plataforma política mínima com seis pontos programáticos e organizativos. São eles:

• Lutar por reformas estruturais e populares;
• Defesa dos direitos dos trabalhadores;
• Defesa dos direitos sociais do povo;
• Defesa da democracia;
• Defesa da soberania nacional
• Defesa da integração latino-americana.

A Frente popular é o ponto de partida para assegurar a preservação dos compromissos populares esperados pelo governo Dilma e de fazer face à onda conservadora.

Para isso, a Frente visa atuar nacionalmente, com sua organização nos estados e municípios, procurando tecer a mais extensa rede de atuação.

A Frente, porém, não substitui outras iniciativas. O momento é de reunir todas as forças democráticas comprometidas com o desenvolvimento do Brasil e com a continuidade dos avanços sociais. In Portal Vermelho

Ditadura nunca mais, por Nayer
Ditadura nunca mais, por Nayer

O que vem por aí é um plebiscito

por Elio Gaspari

A teoria da pancadaria é curta para explicar o que parecem ser as oscilações do eleitorado

 

marina fruto proibido

 

Quando Marina Silva não conseguiu chegar ao segundo turno, atribuiu-se seu declínio à pancadaria que sofreu. Talvez nunca se saiba por que o balão esvaziou, mas, mesmo olhando-se para os golpes que levou, essa teoria é curta. Foi de sua equipe que partiu a plataforma da independência do Banco Central. Admita-se que a ideia pode ser boa. Ainda assim, ela foi exposta pela educadora Neca Setubal, herdeira da família que controla o banco Itaú. Precisava? Se isso fosse pouco, dias depois, Roberto, irmão de Neca e presidente da casa bancária, disse que via “com naturalidade” uma possível eleição de Marina. Precisava? Marina falou em “atualizar” a legislação trabalhista, mas não detalhou seu projeto. Juntando-se gim e vermute, tem-se um Martini. Juntando-se banqueiro com atualização das leis trabalhistas, produz-se agrotóxico. Precisava?

Uma campanha eleitoral em que se discutiram mais as pesquisas do que as plataformas esteve mais para videogame do que para escolha de um presidente da República, mas foi esse o curso que ela tomou. A comparação do resultado do primeiro turno com as estimativas das pesquisas ensinou o seguinte: os votos de Aécio Neves ficaram acima da expectativa máxima e os de Dilma, abaixo da expectativa mínima. Disso resulta que não só é temerário dizer quem está na frente, mas é arriscado afirmar que o vencedor será eleito por pequena margem.

Os eleitores prestam atenção em pesquisas, mas votam com o coração, a cabeça e o bolso. Se a noção demofóbica segundo a qual Dilma tem o voto dos pobres tivesse alguma base, a doutora estaria eleita. Contudo, olhando-se pelo retrovisor, nunca houve ricos suficientes nos Estados Unidos e na Inglaterra para eleger os conservadores Ronald Reagan e Margaret Thatcher. Como muita gente achava que o povo brasileiro não sabia votar, o país foi governado por cinco generais escolhidos sem qualquer participação popular. O último foi-se embora deixando uma inflação de 226% e uma dívida externa (espetada) de US$ 180,2 bilhões.

Os candidatos conseguem votos pelo que dizem e pelo que fazem. Em 1994, Fernando Henrique Cardoso percebeu que ganhara a eleição quando uma mulher ergueu uma nota de um real durante um comício. Quatro anos depois, mesmo diante da ruína da fantasia do real que valia um dólar, ele foi reeleito porque os brasileiros preferiram continuar numa Mercedes que rateava a embarcar na motocicleta de Lula.

Nesta campanha, com exceção do debate da Record, os outros foram rasos. Em todos, os candidatos pareciam drones guiados pelo controle remoto dos marqueteiros, buscando clipes para os programas do horário gratuito. Sexta-feira, o debate da Globo terá tudo para ser educativo, pois nele o jogo do clipe será inútil.

A pancadaria que envolveu Dilma Rousseff e Aécio Neves roncou dos dois lados. Ambos sabiam que esqueletos tinham nos armários. As baixarias não serão suficientes para explicar o resultado que sairá das urnas. Muito menos as teorias destinadas a desqualificar os votos de quem vier a prevalecer. O que vem por aí é um plebiscito para decidir se o PT deve continuar no governo ou ir-se embora.

 

Ares
Ares

[Baixaria é não debater a História do Brasil, as lutas libertárias pela Independência, a Lei Áurea, o bem estar do povo, o ideário dos partidos, as diferenças ideológicas entre o PSDB e o PT, os governos dos presidentes Fernando Henrique, Lula da Silva e Dilma Rousseff, o governo de Aécio Neves em Minas Gerais, a vida pública e a credibilidade dos candidatos como pagadores de promessa.

Baixaria é o segredo eterno, esconder o passado, a justiça secreta do foro especial, o segredo de justiça para corruptos e corruptores, os sigilos fiscal e bancário dos ricos e poderosos, no país da espionagem dos mil serviços de proteção ao crédito para as classes baixa e média.

Baixaria é a censura dos tribunais eleitorais, que lava mais branco a vida suja dos candidatos.  

segredo acabou

 

O brasileiro vota em nomes. O pleito de domingo seria um plebiscito se imperasse o dualismo, se o leitor estivesse votando:

A volta do paraíso perdido de Fernando Henrique ou o sem medo de ser feliz de Lula.

Ou ainda: o retrocesso dos tucanos ou o cotinuísmo dos petistas.

FMI ou BRICS.

Mercosul ou replubliquetas de banana.

Direitos do trabalhador contra a criminalização das greves, o fim da terceirização, o pejotismo, o rasga da CLT, por Malan e Armínio Fraga, e a restauração da estabilidade no emprego, cassada por Castelo Branco.

Se estivessem em debate temas como reformas de base, nacionalismo, patriotismo e brasilidade. 

E não a estadualização e municipalizacão da eleição presidencial nas promessas de mais hospitais, mais escolas, mais presídios, mais estradas como se os governadores e os prefeitos não existissem, como se estivesse errado o nome do maior país da América do Sul: República Federativa do Brasil. T.A.]

 

segredo sigilo

 

 

 

Os grandes temas tabus esquecidos do debate

Por medo de perder votos, Dilma e Aécio ignoram temas importantes para os eleitores

 

dilma aécio

 

por Juan Arias/ El País/ Espanha

O penúltimo debate entre os candidatos presidenciais, Dilma Rousseff e Aécio Neves, no qual se sentia no ar o medo de ambos de cair de novo nas cenas de boxe vistas no encontro anterior, ocorreu sem grandes destaques, quase como um decalque dos primeiros embates deste segundo turno, com temas já abordados e, de novo, deixando no esquecimento assuntos fundamentais, como por exemplo, os referentes à sexualidade, ao meio ambiente e ao racismo que atinge os brasileiros negros e mulatos.

[Um debate visa desmascarar os santos de pau oco, os príncipes encantados, os falsos salvadores da pátria, os demagogos amigos do povo, criados pela propaganda política que lava mais branco, que pede para votar no melhor. Quando quem tem uma vida suja não deve ser candidato.

Propostas são promessas. A garantia de que promessa é dívida para ser, realmente, paga, depende do passado de quem faz. Daí a necessidade do eleitor conhecer a vida de quem lhe deve, de quem lhe dá esperanças, oferece probabilidades de um futuro melhor]

Já às vésperas da votação, os temas tabu, dos quais os dois candidatos fogem como o diabo da cruz, continuam sendo os grandes ausentes, como se eles não interessassem aos cidadãos ou por temor dos candidatos de perder votos ao se comprometerem com essas questões.

Dilma e Aécio mantiveram silêncio, por exemplo, em relação ao aborto, que segue matando milhares de mulheres, geralmente as mais pobres e vulneráveis. É um assunto que os assusta, assim como as questões relativas aos direitos dos homossexuais, como o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a possibilidade de adotarem crianças. Ou a homofobia, que continua provocando mortes a cada dia, frutos da intolerância e do preconceito. Esse medo tem um nome: o terror de perder os votos dos milhões de evangélicos.

E com os assuntos relativos à sexualidade, os candidatos também ficaram gravemente calados em relação à proteção da Amazônia, que permanece sendo sacrificada e que representa uma das maiores riquezas ecológicas do planeta, um orgulho dos brasileiros.

Esqueceram-se do meio ambiente [a seca de São Paulo] e das energias alternativas, que hoje são assuntos universais e importantíssimos. Como é possível que Marina Silva, que deu seu apoio a Aécio, não tenha pedido a ele para colocar a defesa da Amazônia como prioridade no debate?

[Que a Amazonia é do Brasil]

E o racismo perpetrado diariamente contra os brasileiros negros e mulatos, que são maioria no país mas continuam como os grandes excluídos da sociedade?

E o problema da desigualdade social? Será que os candidatos não lamentam ou não se preocupam com o fato de o Brasil, rico em quase tudo, continuar apresentando um dos maiores índices de desigualdade entre os países em desenvolvimento?

[Exemplo: a reforma agrária]

Entre as bandeiras do medo levantadas nesta campanha sempre esteve presente a comparação entre o PT que se interessaria pelos pobres e o PSDB que preferiria os ricos. Mas será que nenhum dos candidatos considerou importante explicar por que, apesar de tantos avanços sociais, o Brasil mantém esse abismo perverso da desigualdade, que vai desde a riqueza, que continua acumulada por poucos, às oportunidades para todos abrirem um caminho na vida?

Por que ninguém fala em taxar as grandes fortunas, de acabar com essa injustiça de que os ricos paguem, por exemplo, o mesmo coeficiente de impostos que a castigada classe média? E essas diferenças gritantes de salários entre os políticos e os professores, para citar um exemplo? A reforma política, mãe de tantas corrupções, com essa loucura de dezenas de partidos sem ideologia e a falta de credibilidade dos cidadãos nos políticos, foi outra das grandes ausentes do debate.

[Por ninguém fala nos sem terra, nos sem teto?]

E por fim, a política externa, um assunto que pode não trazer votos, pois a maioria dos cidadãos não o vê como uma urgência para sua vida cotidiana, tampouco mereceu uma só menção.

Curiosamente, no entanto, Neves foi bastante aplaudido quando mencionou a predileção que o Governo Rousseff tem tido com os países mais ditatoriais da América Latina.

[Esta é uma referência implícita ao Uruguai, Argentina, Bolívia, Venezuela, países que realizaram eleições diretas para presidente e, coisa que o Brasil não faz, ouviram a voz do povo em plebiscitos e referendos] 

De fato, é fundamental para um país da importância geopolítica do Brasil saber como quer se posicionar no cenário internacional, quem serão seus parceiros, com quem prefere negociar política e economicamente.

[O medo do Mercosul, do BRICS; e a defesa do FMI, da dolarização, do Brasil quintal, eterna colônia]

Trata-se justamente de um assunto que poderia claramente diferenciar ambos os candidatos. Por que Aécio não explicou como pretende mudar a tão criticada política externa do país?

[A política de Aécio é a mesma de Fernando Henrique, privatista e entreguista, tendo Armínio Fraga como ministro da Economia]

Os brasileiros têm o direito de saber com quem o país deseja jogar em um futuro próximo.

[Temas como nacionalismo, patriotismo e brasilidade permanecem esquecidos.  E para combater a corrupção e os privilégios das elites: as reformas do judiciário, do legislativo, do executivo.

As reformas de base, que motivaram o golpe de 64, continuam banidas do cenário político]

Falta apenas um debate antes do pleito. Se esses assuntos até agora tabus permanecerem como os grandes ausentes, pelo medo dos candidatos de perder votos, os brasileiros poderão ir às urnas votando às cegas e no vazio.

 

[Os comentários entre colchetes são do editor deste blogue]

 

 

Marina: Reformista ou acomodada?

por Carlos Chagas

Alpino
Alpino

 

Na campanha agora acirrada e cheia de surpresas, surge uma encruzilhada para a ex-senadora: diante da possibilidade de vencer a disputa, ela manterá a imagem de candidata que rejeita a prática vigente no país desde o governo Fernando Henrique, passando pelo Lula e por Dilma, ou, no reverso da medalha, prepara-se para amaciar? Fará concessões às forças conservadoras, evitando assustá-las, como estratégia para ganhar a eleição, ou preservará suas características de contestadora da velha política, imaginando ter sido esse o instrumento que a trouxe à pole-position?

Numa palavra, Marina apresentará uma nova “Carta aos Brasileiros”, no estilo Lula, garantindo a governabilidade e abrindo mão de seu perfil contestador? Ou seguirá atropelando concepções e diretrizes enraizadas no Brasil? A dúvida é saber por qual desses caminhos imagina chegar ao palácio do Planalto: recuar e garantir o apoio das elites ou avançar imaginando dispor da maioria do eleitorado ávido por mudanças fundamentais?

Em sua primeira aparição nas telinhas, sábado, ela ficou em cima do muro. Prometeu superar a velha política e criticou PSDB e PT, “que dividem o país numa guerra”. Denunciou a chantagem dos partidos sobre Dilma, “que troca ministérios por tempo na televisão” e até provocou Aécio, revelando esperar o apoio de José Serra. E enviou sinais à turma do agronegócio, através de seu candidato a vice, Beto Albuquerque.

Está sendo pressionada pela turma do “deixa disso”, no Partido Socialista, para não bancar o lobisomem, modelo que o Lula seguiu depois de vencer a eleição, dando garantias de que não mudaria as regras do jogo. A dúvida é saber se Marina conseguirá chegar ao 5 de outubro equilibrando-se entre os dois pólos contrários. Entre ser reformista, quase revolucionária, ou acomodada, submetendo-se ao modelo econômico, político e social vigente, estará chave do sucesso ou do malogro de suas pretensões. (Transcrevi trechos)

 

Marina é uma acomodada. Pra lá de acomodada
Aroeira
Aroeira

 

Deseja que o Gigante continue adormecido. A única mudança que propõe é que não adormeça mais em berço esplêndido. E sim em uma rede.

Informa hoje a agência alemã Reuters:

A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, aproveitou o programa de rádio e TV nesta terça-feira para reforçar seu discurso de que o país precisa de união e que pretende dialogar com outros partidos.

O discurso cada vez mais forte na campanha serve, por um lado, como um contraponto à polarização entre PT e PSDB, siglas que comandaram o país nos últimos 20 anos.

Mas as declarações de que ela buscará outras legendas e que há pessoas qualificadas em outros partidos funcionam ainda como uma sinalização para obter apoio para um eventual governo, se eleita.

“É preciso uma mudança na política, na relação com o Congresso (Nacional), e com a sociedade. Nós vamos chamar pessoas honestas e competentes. Vamos dialogar com os partidos”, disse Marina no programa eleitoral desta tarde.

Segundo o coordenador-geral adjunto da campanha, Walter Feldman, o argumento –que inclui o reconhecimento de avanços obtidos tanto pela gestão tucana quanto pela petista– estará cada vez mais presente, inclusive no debate da TV Bandeirantes previsto para a noite desta terça.

“Se não tivermos um governo que reforce a unidade das forças, e que não reconheça os avanços na questão social, na questão econômica, o país vai desandar”, disse Feldman à Reuters, por telefone.

“É momento de ter uma unidade nacional e esse processo não pode ser conduzido pelo PT nem pelo PSDB. Eles não se aceitam”, afirmou, acrescentando, no entanto, que há pessoas nesses e em outros partidos “dispostos a contribuir” para o avanço do país. [Deseja Marina um governo da pacificação dos protestos de junho de 2013, da anistia, de tudo como dantes no quartel de Abrantes.

  Osmani Simanca
Osmani Simanca

O que caí na rede é peixe 

[Veja que Marina, que reúne antigos correligionários do racha petista, prega a união com seus antigos adversários do racha tucano.

Walter Feldman é do racha do PSDB, José Serra é outro. Marina já apóia Geraldo Alckmin para governador, reeleição.

Do racha petista: A própria Marina, o vice Beto Albuquerque, a coordenadora da campanha Erundina, Heloísa Helena e outros velhos companheiros de Lula da Silva]

 

Os medos de Aécio e Marina e a municipalização da campanha presidencial

paz guerra império indignados

 

Pretendem os inimigos do Brasil transformar a campanha presidencial em uma campanha de governador ou prefeito: em promessas de mais escolas, mais hospitais, mais segurança.

Uma campanha presidencial é para discutir o futuro do Brasil como nação, como país, e a felicidade do povo em geral.

Estadualizar e municipalizar uma campanha presidencial é Crime de Lesa-Pátria. Definido numa resposta para o Yahoo: “Crime de Lesa Pátria é o crime de atentado ou traição à Pátria e à sua Soberania. É o ato contrário aos interesses da pátria e da nação.

Exemplos: Entrega de tecnologia de um país a outro de modo ilegal ou por meio de espionagem. Apropriação de uma empresa pública para interesses partidários, auferindo prejuízos por gestão temerária e desvio de recursos”. Isso aconteceu adoidado nos tempos de Fernando Henrique, para privatizar mais de 70 por cento das estatais, além do fatiamento e entrega da Vale do Rio Doce, da Petrobras e toda riqueza nacional,i ncluindo o precioso nióbio. Começou com a estatal do aço no Espírito Santo, no governo Fernando Collor.

 

economico. eleições

Temos que eleger um presidente nacionalista, patriota, e que defenda a brasilidade. E tudo começa pela nossa independência econômica, o esquecido grito Independência ou Morte.

“A classe trabalhadora tem que assumir suas responsabilidades, ela tem que se emancipar e assumir a direção do seu país”, diz o economista Theotonio dos Santos. Este o medo de um Aécio Neves, de uma Marina Silva.

Eles são defensores do FMI. De um dupla nacionalidade dirigir o Banco Central. De um ministro da Economia ex-funcionário de banco estrangeiro. Um país vassalo, exportador de matérias primas, do tráfico de minérios, de uma agricultura de exportação, de uma dívida jamais auditada, dos brasileiros empregados de empresas estrangeiras, que pagam salários indignos. Um povo sem voz. Sem plebiscito. Sem referendo. Um país espionado. Uma imprensa vendida.

Por que o medo de discutir as reformas de base?

Por que o medo de debater as reformas do executivo, do judiciário e do legislativo?

indignados imperialismo burguesia

 

“O Brasil é mais forte com os Brics”

por Fania Rodrigues

Theotonio dos Santos, 77 anos, é um dos mais renomados economistas brasileiros e um dos formuladores da teoria da dependência e está entre os mais importantes intelectuais da América Latina. Atualmente é presidente da Cátedra e Rede UNESCO, da Universidade das Nações Unidas (UNU), sobre “Economia Global e Desenvolvimento Sustentável”. E nessa entrevista fala dos desafios e da importância da aliança comercial dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e a África do Sul).

Brasil de Fato – Qual é a importância dos Brics?

Os países que compõe os Brics são os cinco os maiores do mundo em termos de dimensão territorial e número de população. Juntas, essas nações representam cerca de 30% da população mundial e mais de 25% da renda do planeta. E com o nível de crescimento econômico desses países em menos de 20 anos vão acumular cerca de 40% das riquezas do mundo. Em 30 anos a estimativa é que esse percentual suba para 60%. Além disso, a China e a Rússia fazem parte do Conselho de Segurança da ONU, que hoje é o organismo de maior poder e que pode vetar qualquer intervenção militar no mundo. Então fazer parte dessa aliança nos dá um papel no mundo muito importante.

Brasil de Fato – Os Brics acabam de criar um banco. De que forma os povos desses países serão beneficiados? O que o povo brasileiro pode esperar desse banco?

Esse é um banco criado pelos governos desses países, que tem como objetivo fortalecer o desenvolvimento dessas nações. Os recursos serão destinados basicamente a obras de infraestrutura, como estradas, portos e investimentos em transporte. Isso será muito importante para a América Latina, pois não estamos suficientemente ligados entre nós. Isso limita muito o comércio e nossas relações. Tudo isso gera muito emprego. Mesmo que aquelas pessoas não tenham um emprego diretamente ligado às estruturas financiadas por esse banco, ainda assim vão ganhar com a diminuição do desemprego, por exemplo. Quando isso diminui temos maior capacidade de negociação e, portanto, melhores salários. Parte dos recursos também será destinada ao setor social, para melhorar a educação, assim como ciência e tecnologia. Então esse banco vai representar um avanço muito grande.

Brasil de Fato – Onde será a sede do banco e qual será a participação efetiva do Brasil?

A sede será em Changai e a presidência será conduzida pela Índia, por que foi ela que propôs a criação desse banco. A presidência do banco será rotativa entre os integrantes do bloco e o próximo presidente será brasileiro. O fato do Brasil participar de centros de decisões econômicas já dá ao país uma grande importância no mundo. O Brasil é mais forte com os Brics.

Brasil de Fato – Essa aliança econômica dos Brics, tal como acontece com o Mercosul, não corre o risco de ser apenas entre os governos e as elites desses países?

Isso vai depender do desenvolvimento político de cada país e da capacidade dos trabalhadores de serem donos do Estado e dirigir os interesses da classe. No caso do Mercosul, foi criada uma coordenação de trabalhadores, com participação também dos indígenas, que se reúnem e tomam decisões conjuntas. Nesses países mais próximos nós temos que ter uma coordenação muito grande. O MST faz um trabalho muito interessante nesse sentido. Os sindicatos também têm suas articulações internacionais, assim como os partidos políticos de esquerda, através do Fórum de São Paulo.

Brasil de Fato – Essa aliança com os Brics promete grandes transformações para o país. Como preparar a população e os trabalhadores para receberem essas mudanças e oportunidades?

Quem vai saber utilizar esses recurso é o povo, na medida em que ele tem influência sobre o governo. A direita tentou tirar do povo o voto. Quando a ditadura caiu, começaram a fazer propaganda para que as pessoas não votassem e não participassem politicamente, dizendo que na política só tem gente que não vale a pena. E tentaram afastar o trabalhador do mundo político, delegando a escolha a outras pessoas. A classe trabalhadora tem que assumir suas responsabilidades, ela tem que se emancipar e assumir a direção do seu país. Ela é maioria, tem que atuar em conjunto e com objetivos políticos comuns.

 

Brasil cercado exérciro defesa colonialismo

Das relações não perigosas com a imprensa

LA GRAN PRENSA imprensa barões jornal indignados

 

Não acontece no Equador. O povo decidiu em um plebiscito. No Brasil, os donos da mídia possuem diferenciados negócios, e usam jornais, portais na internet, agências de publicidade, de eventos, de pesquisa de opinião, rádios e televisões, que são concessões do governo, para o crescente lucro de suas empresas, indústrias etc.

Todo empresário calça 40, e adepto do jeitinho brasileiro, quer levar vantagem em tudo. Daí ser contra reformas de base, a reforma no judiciário, o imposto  sobre fortuna, a quebra do segredo de justiça e dos sigilos fiscais e bancários, e qualquer medida de combate à corrupção.

Defendem, com botijas de ouro e prata, o foro especial, a permanência da cassação, pelo ditador Castelo Branco, da estabilidade no emprego nas empresas privadas, o salário mínimo do mínimo como lucro, as quermesses de Fernando Henrique, os precatórios com correção monetária, os empréstimos dos bancos oficiais a perder de vista para socorrer empresas em crise, e tudo que tiver o carimbo de adjudicação, ajuda, concordância, condescendência, doação, outorga, privilégio, subvenção e concessão.

Existem outros temas proibidos nas campanhas eleitorais. Os tribunais censuram a História do Brasil, quando o tema é corrupção.  Nos dicionários a informação de que história é uma palavra com origem no antigo termo grego “historie”, que significa “conhecimento através da investigação”. A História é uma ciência que investiga o passado da humanidade e o seu processo de evolução, tendo como referência um lugar, uma época, um povo ou um indivíduo específico.

Este indivíduo específico, este ano, pode ser um candidato a deputado estadual, a deputado federal, a senador (e seus dois caroneiros e invisíveis suplentes), a governador (e seu pneu de suporte o vice), a presidente da República (que também elege o apagado vice, escolhido nos conchavos).

 

Branco sobre branco

​por Saul Leblon​

 

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​A máscara sorridente de Aécio Neves, de um sorriso fixo, excessivamente fixo, é tão humana e confiável quanto a fala aerada de quem sabe de antemão que não precisará oferecer nada além dos dentes às grandes audiências.

As bocas autorizadas a argui-lo não cobrarão muito mais que isso da sua. E esse é uma espécie de protocolo consuetudinário que marca religiosamente a relação da mídia com seus candidatos in pectore a cada eleição.

Graças a esse mutualismo, o tucano pode exibir olimpicamente seu branqueamento sobre o relevo igualmente de brancas superposições que compõe o cenário do programa Roda Viva, da TV Cultura de São Paulo, no qual foi o entrevistado desta 2ª feira.

A harmonia monocromática só foi atritada quando o dono do sorriso fixo acabou convidado a comentar sua propalada intimidade com a cocaína, tema que fez o mediador e centurião das boas causas tucanas ,Augusto Nunes, aspirar fundo e elevar o tom de voz para mudar de assunto.

Até aí, porém, ficamos no branco sobre branco.

A verdade é que interessa menos ao país saber o que Aécio aspira ou deixa de aspirar pelas narinas, do que a substancia tóxica que os interesses nele personificados aspiram despejar sobre a sociedade na forma de uma restauração agressiva da lógica neoliberal na economia.

Que não tenha havido no programa da TV Cultura um questionamento desse projeto com igual ou superior contundência dispensada ao tema da cocaína, diz muito sobre a pertinência do que é reservado hoje pelo filtro da comunicação ao discernimento da sociedade em relação aos grandes desafios brasileiros.

É sintomático que nenhum dos destacados jornalistas presentes tenha se lembrado de ler para Aécio o relato de um sugestivo episódio protagonizado por ele na casa do animador de eventos do ‘Cansei’, João Dória Jr, em 01-04 (conforme Mônica Bergamo; Folha).

A cena é ilustrativa da endogamia estrutural entre o dinheiro grosso e a candidatura do PSDB.

 

A crise obriga o Brasil a retomar as reformas

por José Chaves

José Chaves, Câmara dos Deputados
José Chaves, Câmara dos Deputados

 

Certo de que o Brasil enfrentará um longo período de baixo crescimento, o governo trava uma grande batalha para que o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano alcance, pelo menos, o de 2011 ─ 2,7%. Em outro “front”, a luta é contra a inflação, que deverá superar o centro da meta de 4,5%, fixada pelo Banco Central. Para fazer o PIB crescer mais rapidamente e com maior vigor, o governo reduziu as taxas de juros nos bancos oficiais, tendo por alvo o consumo das famílias e das empresas. Os bancos privados seguiram no mesmo caminho de baixa em ritmo menos intenso, mas aumentaram as tarifas cobradas de suas clientelas.

O ataque aos juros altos foi escolhido porque sua queda contribui ─ como efetivamente aconteceu ─ para elevar o crédito na economia e, por conseguinte, estimular o aumento do consumo. Ocorre que o crescimento do consumo vem pressionando fortemente a inflação, porque a oferta começa a se retrair, uma vez que a taxa de investimento continua fraca. Tampouco as empresas estão dispostas ao risco de buscarem recursos de capital de giro para diminuírem a capacidade instalada ociosa em setores básicos da indústria. O resultado disso é o que se vê: o PIB não reage e o perigo de volta da inflação revitalizada ronda a atividade econômica, preocupação constante do governo.

Visando a quebrar esse cenário, o governo anunciou que vai ampliar em R$ 6,6 bilhões suas compras no ano, elevando para R$ 8,4 bilhões o total que será gasto, no segundo semestre, com equipamentos, veículos e máquinas. A determinação é que as compras sejam feitas no mercado interno, embora a preços de até 25% superiores aos vigentes no exterior. O que o governo espera é que o impacto desses investimentos ainda influencie o PIB deste ano, porque, paralelamente, reduziu de 6% para 5,5% a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), facilitando empréstimos via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Na ocasião do lançamento do pacote, a presidenta Dilma Rousseff disse que “não é hora de se brincar à beira do precipício”, expressando o sentimento de que a crise chegou ao Brasil para valer. Se isso é real, o jeito é proteger os setores mais frágeis da população e continuar empreendendo uma vigorosa política de combate aos juros altos; de realizar investimentos como os anunciados esta semana e de fortalecer a expansão da infraestrutura econômica e social, através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Tudo isso é correto diante da crise, mas temos a convicção de que as reformas iniciadas nos últimos governos devam ser imediatamente retomadas ─ reforma tributária, reforma administrativa e reforma eleitoral, entre outras ─, cabendo até mesmo uma grande cruzada nacional que as tornem conquistas reais da sociedade. Sem essas reformas, perderemos o bonde da história, quando tudo voltar ao normal, quando os efeitos negativos da crise tiverem passado.

 

Esquenta o clima no setor militar

por  Carlos Chagas

Não há como tapar o sol com a peneira: é tenso o clima nas forças armadas, depois do discurso da presidente Dilma Rousseff na solenidade de instalação da Comissão da Verdade. A turma da reserva faz espuma, mas são os contingentes da ativa, com oficiais-generais à frente, que mais se ressentem dos conceitos exarados pela chefe do governo. Em especial quando ela afirmou não haver perdão para os autores de crimes como tortura, sequestro, assassinato e ocultação de cadáveres.

O sentimento castrense é de que se não há perdão de um lado, não poderá haver de outro. Assim, aguardam que a Comissão da Verdade venha a investigar também os excessos praticados pelo “lado de lá”, ou seja, os crimes dos subversivos e terroristas nos anos de chumbo.

Discordam da valorização acentuada pela presidente, “dos que enfrentaram bravamente a truculência da ditadura”. Porque para eles, truculentos também foram os que assassinaram, sequestraram e assaltaram, naquele idos, em nome da resistência ao regime.

É claro que os abomináveis atos dos agentes do Estado devem ser investigados e denunciados, dispondo-se os atuais chefes militares a engolir a exposição de antigos companheiros implicados naqueles crimes. Por isso os comandantes das três forças compareceram à cerimônia no palácio do Planalto. O problema está no reverso da medalha, ou seja, a exaltação da violência igualmente praticada por parte dos que se opuseram aos governos militares.

De forma alguma a democracia será abalada por esse confronto de concepções, mas fica difícil apagar a impressão, mesmo falsa, de que o governo cultiva a revanche, tantos anos depois. Em vez de incorporar as forças armadas à tarefa de construir o futuro, os atuais detentores do poder contribuem para discriminá-las, sabendo que seus atuais responsáveis também repudiam os crimes do passado e nada tiveram a ver com eles.

Comentário de Talis Andrade:
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Esse clima de terror, que se pretende, lembra a greve da polícia na Bahia.
O Brasil não é mais lugar para baderneiros golpistas, nem para ditaduras típicas das republiquetas de bananas, nem para reizinhos tribais da África e seus generais ex-sargentos dos exércitos europeus.
Ou regimes tendo como modelos horrendos ditadores sanguinários da eterna direita (Hitler, Mussolini, Franco, Salazar) ou da esquerda que não sabe inovar (Stalin, Mao).
Nem seus bizarros imitadores nas Américas do Sul, Central e México, países quintais, desconformes, que jamais saíram do atraso.

O primeiro artigo da Constituição apresenta os fundamentos de existência e manutenção do Estado:

  • dignidade da pessoa humana;
  • os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
  • pluralismo político.

O segundo artigo apresenta a clássica divisão estatal em três poderes, idealizada por Montesquieu, ou seja: poderes executivo, legislativo (eleitos pelo povo)  e judiciário (sem aposentadorias precoces para bandidos. A aposentadoria é um prêmio; a pensão, defesa e proteção da família). Não existe um quarto poder (o monopólio da imprensa), nem um quinto (das forças armadas). Nenhum outro. Montesquieu jamais falou em harmonia entre os três poderes. Um poder fiscaliza o outro em nome do povo. E que o povo decida, via plebiscitos e referendos, o presente e o futuro da Nação. 

No terceiro artigo relacionam-se os objetivos os quais a nação brasileira deve perseguir:

  • construir uma sociedade livre, justa e solidária;
  • garantir o desenvolvimento nacional, para a felicidade do povo em geral, e jamais para favorecer interesses econômicos de empresas, grupos, ou pessoas (o enriquecimento ilícito, o tráfico de moedas e das riquezas da Nação são crimes de traição);
  • realizar as reformas de base; 
  • erradicar a pobreza e a marginalização, sem os despejos da justiça absolutista, e reduzir as desigualdades sociais (isto é, acabar com os privilégios de classes) e regionais;
  • promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação, de censura. Criminalizar o assédio sexual, o stalking. Ninguém está acima da lei. Ninguém. O foro especial ou privilegiado é um abuso autoritário.

A seguir, no artigo 4º estão os princípios a serem utilizados pelo Brasil em suas relações internacionais:

  • independência nacional;
  • prevalência dos direitos humanos (a condenação da tortura, do sequestro, do trabalho escravo, do tráfico de pessoas, do assédio moral)
  • não-intervenção;
  • igualdade entre os Estados;
  • defesa da paz, que não pode ser ameaçada por manifestos militares;
  • solução pacífica dos conflitos;
  • repúdio ao terrorismo estatal, ao terrorismo econômico, ao terrorismo policial, ao terrorismo do judiciário, e ao racismo;
  • cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;
  • concessão de asilo político. 

As elites temem qualquer referendo. Ouvidos moucos para a voz do povo

Vox populi, vox Dei. Voz del pueblo, voz del cielo. Toda heresia precisa ser combatida: “Dieu s’exprime  par le truchement du peuple, dont la volunté est sacrée; cette divinisation de l’expression populaire est propre aux démocraties absolues de droit divin”.

Certa estava a igreja medieval que proibia a leitura, pelo povo, dos livros sagrados.

Jango fez um plebiscito para anular o parlamentarismo que lhe foi imposto pelos militares, como condição para tomar posse com a renúncia de Jânio. Terminou exilado.

Na primeira eleição presidencial pós 64,  a pergunta: qual o regime ideal: parlamentarismo, presidencialismo ou monarquia? Se o povo tivesse votado na volta do império de Pedro II, Fernando, o Collor, teria sido coroado rei.

A última consulta, para combater a violência: se as armas das agências de segurança e latifundiários deveriam ser made in Brazil ou importadas. O povo votou pela continuação do tráfico.

Metade da população possui um rendimento mensal máximo de 270 reais. As armas do povo sempre foram seus instrumentos de trabalho. As passeatas dos cortadores de cana com suas foices causam espanto e medo na imprensa golpista, desde os tempos das Ligas Camponesas de Francisco Julião.

“Das espadas farão relhas de arado, e das lanças forjarão foices”.

Tudo que for arma para o povo deve ser recolhido pela polícia.

Qualquer cartilha imperialista ensina: não existe revolução pelo voto. O resultado das urnas deve ser previsto, para evitar o remédio amargo de uma ditadura militar.

Plebiscito ou referendo como farsa. Jamais para as reformas de base, para auditar a dívida, para combater o enriquecimento ilícito.

 

 Escreve Leonardo Boff:

Presidenta Dilma, exija um referendo nacional

“Que a presidente evite aceitar o encurralamento em que os ruralistas e seus comparsas a colocaram – incluindo com ameaça pública de que derrubarão quaquer veto e exija a convocação de um Referendo nacional, para que a cidadania expresse soberanamente se aceita ou não o código florestal votado pelo Congresso”. O comentário e a proposta é de Ivo Poletto, assessor do Forum Mudanças Climáticas e Justiça Social em artigo no seu blog, 28-04-2012.Eu mesmo, LBoff, tempos atrás sugeri no twitter que a Presidenta Dilma convocasse um plebiscito popular para que a nação inteira pudesse discutir as principais questões ligadas ao nosso futuro como espécie humana, à natueza, ao Planeta, à nossa civilização e importância do Brasil para uma saida bem sucedida da atual crise ecológica global.