Os doze estados que mais gastam com propaganda

televisão propaganda indignados

Aumento médio é de 37,3% em relação a 2012, levando-se em conta apenas os gastos da administração direta.

Os gastos na administração indireta são mais difíceis de ser fiscalizados. E, principalmente, os realizados pelas empresas e indústrias das obras inacabadas, dos elefantes brancos, dos serviços fantasmas, principalmente quando super, super faturados. Existem ainda as empresas que receberam concessões, pedágios, isenções, favores e presentes mil. Veja um exemplo: para construir a Eikelândia, 400 fazendas foram desapropriadas.

No Brasil são proibidas praias particulares, e elas existem adoidado, além das concessões de  ilhas fluviais, marítimas e oceânicas. O espaço publico das cidades e as terras do Brasil dos latifúndios são doadas ou vendidas a preço vil. Até a água é engarrafada para ser comercializada no exterior.

Todo esse tráfico – de favores, de influências, de bens, de serviços essenciais para o povo, de todas as riquezas do Brasil – investe na propaganda política, chamada apropriadamente de marketing, isto é, de venda de candidatos que irão favorecer o continuísmo da corrupção.

Para erradicar a corrupção no Brasil bastaria investigar os marqueteiros. O país está repleto de Marcos Valérios, um analfabeto, contato de agência de publicidade (terminou laranja, depois sócio e, finalmente, proprietário de duas agências doadas).  Agências que realizavam a propaganda dos tucanos em Minas Gerais, e dos petistas nas campanhas presidenciais. A safadeza começa aí: nenhum publicitário, eticamente, pode realizar campanha de produtos e serviços concorrentes. Na propaganda política esse conflito de interesses se torna uma luta do bem contra o mal. Dizia Goebbels, o propagandista é “um amante”; Lenine, “um apóstolo”. O marqueteiro no Brasil é um mercenário. Uma prostituta de luxo. Uma prostituta respeitosa.

Bruno Boghossian e Julia Duailibi, in reportagem para O Estado de S.Paulo:

Pelo menos metade dos Estados pretende aumentar os gastos com publicidade em 2013. De acordo com levantamento feito com 23 dos 26 governos estaduais, além do Distrito Federal, 12 têm planos de incrementar a verba com propaganda institucional e de utilidade pública neste ano. Em média, o gasto dessas administrações com divulgação das gestões deve crescer 37,35%.

Nas propostas orçamentárias enviadas para as Assembleias Legislativas em dezembro do ano passado, os 24 governadores preveem destinar R$ 1,4 bilhão (cerca de R$ 750 milhões nos 12 Estados onde haverá aumento real) para propaganda – são R$ 7,6 por habitante. Em 2011, o primeiro ano dos atuais mandatos, os valores, atualizados pela inflação, eram de R$ 1,18 bilhão – nos casos em que não houve reeleição, o orçamento daquele ano foi elaborado pelos antecessores e reflete prioridades da gestão anterior.

Os anos pré-eleitorais são importantes parâmetros para analisar os gastos com publicidade. Em 2014, haverá eleição para escolher governadores e presidente da República, e a legislação impõe restrições sobre o crescimento desse tipo de despesa: não podem ultrapassar a média dos três anos anteriores. Os anos pré-eleitorais costumam jogar a média para cima.

Dos 12 Estados onde há previsão de aumento dos gastos com propaganda neste ano, sete têm governadores que são potenciais candidatos à reeleição: os tucanos Geraldo Alckmin (SP), Marconi Perillo (GO) e Simão Jatene (PA) e os petistas Tarso Genro (RS) e Tião Viana (AC), além de Camilo Capiberibe (AP), do PSB, e Raimundo Colombo (SC), do PSD.

Pernambuco tem legislação própria que fixa em 1% das receitas correntes líquidas do Estado o limite de gastos de publicidade. [O governador Eduardo Campos é candidato a presidente. Se não conseguir decolar a candidatura vai para o Senado]

As agências que ganham os contratos para executar a propaganda do poder público são, em muitos casos, ligadas a marqueteiros que criaram as campanhas dos governadores. É o caso, por exemplo, da Prole, Lua Branca e Revolution Comunicação, que são ligadas aos marqueteiros que fizeram as campanhas dos governadores do Rio, São Paulo e Amapá, respectivamente. Transcrevi trechos

 

Em imagens. Eleições: o valor de um cartaz, a importância de um slogan, de um símbolo

Une élection présidentielle ne se gagne pas ou ne se perd pas en fonction de l’affiche. Néanmoins, elle joue un rôle prépondérant, marquant l’axe choisi par le candidat. Le visuel est important, le slogan l’est encore plus. Petit tour d’horizon d’affiches marquantes lors des dernières élections présidentielles…

A escolha da foto, do slogan, do símbolo pode não eleger um candidato, mas pode ajudar a derrotar. O símbolo, dizia São Paulo transforma o invisível em visível. É o resumo máximo de toda uma idéia. Que o slogan reafirma.

Tudo depende da estratégia definida para a campanha. O símbolo, o slogan são tão importantes que é melhor não tê-los, quando não se tem a certeza científica da escolha.

Não esquecer que a propaganda é uma ciência diferente da publicidade.

Veja mais cartazes das eleições presidencias na França. Eles resumem toda a história de um país.