Monopólios da mídia: eis por que a onda conservadora caminha a passos tão largos. E empurra o Brasil para o abismo da ditadura

Em 2014, o governo federal destinou 72,20% da verba publicitária para as TVs e apenas 9,09% para a internet. Este blogue nunca recebeu nenhum tostão furado. É um governo que favorece os barões da mídia, principalmente a golpista, reacionária, sectária, entreguista, direitista e elitista TV Globo. Apenas os blogueiros defendem o governo das meias-verdades, dos balões de ensaio, das mentirosas fontes anônimas, da propaganda marrom dos meios de comunicação de massa, envolvidos na conspiração pelo retorno da ditadura, cassação de Dilma Rousseff e combate aos movimentos populares (T.A.)

 

Escreve Najla Passos
Da Carta Maior

 

Apesar da democratização da mídia ser uma bandeira histórica das esquerdas, os governos Lula e Dilma muito pouco – ou quase nada – fizeram por ela.

A presidenta Dilma Rousseff sancionou na noite desta quarta (12) a lei que regulamenta o direito de resposta, uma conquista democrática da sociedade civil brasileira prevista na Constituição de 1988, mas suspensa pelo Supremo Tribunal Federal (STF) desde 2009, quando a corte cassou a Lei de Imprensa.
Mas não sem antes abrir mais uma concessão aos grandes oligopólios de mídia do país, em especial àquele que detém a maior emissora de TV da América Latina: Dilma vetou o artigo que permitia ao ofendido requerer o direito de fazer a retificação pessoalmente ou delegá-la a pessoa de sua escolha, quando se tratar de rádio ou TV.
Na prática, isso quer dizer que quando uma TV, como a Globo, veicular uma notícia falsa contra alguém ou alguma coisa, em uma reportagem calcada em belas imagens, áudios e infográficos, a correção posterior se restringirá àquela cansativa telinha azul em que os caracteres do texto vão subindo lentamente.
Parece coisa pouca. Mas se analisada do âmbito do que vem sendo a política de comunicação dos governos petistas nos últimos 13 anos, ajuda até mesmo a explicar porque a onda conservadora caminha a passos tão largos no país. No Brasil de Lula e Dilma, o direito à informação correta e de qualidade ainda é um bem precioso, restrito a uns poucos incluídos e interessados.
Em artigo publicado na edição do New York Times desta última quarta, a jornalista Vanessa Bárbara, colunista do Estadão que não deve ter encontrado espaço em casa para a pauta, questiona tanto a qualidade da informação jornalística quanto dos valores repassados pelos programas de entretenimento da emissora. Ela lembra que, embora com a audiência em declínio há décadas, a Globo ainda arrebata 34% dos telespectadores, enquanto a segunda emissora no ranking, a TV Record, não passa dos 15%.
A jornalista também alerta para o perigo que tal ‘presença onipresente’ pode significar. “Em um país onde a educação deixa a desejar (a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico classificou o Brasil recentemente em 60º lugar entre 76 países em desempenho médio nos testes internacionais de avaliação de estudantes), implica que um conjunto de valores e pontos de vista sociais é amplamente compartilhado. Além disso, por ser a maior empresa de mídia da América Latina, a Globo pode exercer influência considerável sobre nossa política”, diz o texto.
Concessões e engavetamentos
Apesar da democratização da mídia ser uma bandeira histórica das esquerdas, os governos Lula e Dilma muito pouco – ou quase nada – fizeram por ela. Criada em 2007, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a rede pública de jornalismo do país que poderia fazer frente aos conglomerados privados, ainda tateia. Neste momento, seus jornalistas estão em greve, por reajuste salarial, melhores condições de trabalho e em defesa da comunicação pública de qualidade.
Os governos petistas também não avançaram nada na configuração de uma legislação capaz de regular e, assim, reduzir os abusos e garantir espaço democrático a um maior número de vozes. O assunto chegou a ser discutido quando o jornalista Franklin Martins assumiu a Secretaria de Comunicação, ainda no governo do ex-presidente Lula, mas voltou para a gaveta com a chegada de Dilma ao Planalto, de onde nunca mais saiu.
A falácia da mídia técnica
Até mesmo o critério de distribuição de verbas publicitárias adotado favorece os grandes oligopólios. Em especial, à Globo. Com a desculpa de definir um critério técnico, os governos petistas optaram por uma espécie de “ditadura da audiência”, como se não houvesse outros critérios possíveis, como a própria qualidade do produto jornalístico e/ou de entretenimento, ou mesmo argumentos jurídicos, como a previsão constitucional da pluralidade de meios.
Um estudo realizado por Antônio Lassance, doutor em Ciências Políticas e especialista em Comunicação e Políticas Públicas, mostra que o problema é ainda mais grave, porque até mesmo o cálculo feito pelo governo para contemplar esse critério de audiência não encontra lastro na realidade. A mesma Globo que perde audiência anualmente, conforme retratou o New York Times, recebe verbas publicitárias cada vez mais polpudas.
A última Pesquisa Brasileira de Mídia, realizada pela Secom em 2014, mostra que, de cada 100 brasileiros, 95 têm o hábito de assistir tevê; 55 ouvem rádio, 48 navegam pela internet, 21 leem jornais impressos e 13, as revistas impressas. Em decorrência disso, Lassance calcula que, como os brasileiros têm o costume de consumir mais de uma mídia, uma divisão verdadeiramente técnica da verba publicitária destinaria 40,95% paras as TVs, 23,75% para as rádios, 20,69% para a internet, 9,05% para os jornais impressos e 5,60¨para as revistas.
Entretanto, em 2014, o governo federal destinou 72,20% da verba para as TVs, 9,09% para a internet, 6,90% para as rádios, 6,73% aos jornais e 5,09% às revistas. Uma distorção considerável que beneficiou sobremaneira as emissoras de TV. E, dentre elas, claro, a Globo.
“Portanto, com base em dados técnicos; dados de audiência; dados de pesquisa; dados oficiais; a mídia técnica do Governo Federal, de técnica, só tem o nome. Desrespeita os dados que a própria Secom tem em mãos, pelo menos, desde 2011”, escreveu ele no artigo Governo Federal financia mídia cartelizada, mais cara e menos plural, publicado no Observatório da Imprensa.

 

E covardes somos nós, subsecretário de Comunicação de SP?

por Cilene Victor (*)
Há tempo não lia um texto verdadeiramente pueril, pobre em argumentação e amparado em um vocabulário comum às gangues coléricas que se reproduzem por segundos pelas mídias sociais.

Nesta manhã, o subsecretário estadual de Comunicação do governo de São Paulo, Marcio Aith, deu a esperada demonstração do despreparo das autoridades locais para gerenciar a crise hídrica.

Publicado hoje na página ‘A3’ da Folha, o artigo de Aith mais parece uma redação de estagiário, com todo o respeito aos jovens talentosos que tenho tido o privilégio de conhecer fora e dentro da sala de aula.

Para dizer que o governo fez a lição de casa, Aith recorre ao passado recente e passa a citar os “comerciais veiculados pela Sabesp”. Talvez ele não tenha ninguém da área de comunicação de riscos ou de crise para dizer que neste cenário não se faz comercial, isso seria para vender água. No contexto de crise, ou de risco de abastecimento, usamos a expressão “campanhas de comunicação, de educação ou conscientização”. E isso não é apenas uma questão de nomenclatura, mas engloba o tipo de mensagem, o seu propósito, o público-alvo e, claro, tudo adaptado ao contexto.

E ele continua: “em maio [2014], um novo comercial, acompanhado de um esforço didático sobre o uso racional da água, redobrava o alerta”.

Na passagem acima, observa-se que o subsecretário é arrogante o suficiente para não buscar ajuda, por exemplo, da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), sua vizinha, inclusive. Vamos tentar entender: material didático dentro de um comercial que tem o propósito de servir de alerta? Como assim? No contexto da crise?

Comercial vende água, material didático é uma ferramenta preciosa da gestão de risco (antes da crise) e alerta, ah, sim, alerta é o que o Estado já deveria ter feito.

Marcio Aith é criticado pela jornalista Cilene Victor
Marcio Aith é criticado pela jornalista Cilene Victor

Com um terço de página em um nobre espaço na Folha, o subsecretário, mais uma vez, desperdiçou a oportunidade de reparar os erros da sua pasta e, assim, preferiu ofender a imprensa: “o argumento deriva de certa covardia jornalística, de grande cinismo, e não resiste de fatos”. Texto escrito na frente de um espelho, claro!

Agora, alguém precisa dizer a esse subsecretário que estamos todos aguardando um pronunciamento formal do governador. Em cenários de desastres, de crises, de catástrofes, cabe à autoridade local informar e esclarecer a população.

Precisamos de um plano de contingência. Não é possível aguardar 60 dias para que, em abril, sejamos forçados a viver dois dias com água e cinco sem.

No entanto, nada disso foi formalmente divulgado ou assumido pelas autoridades competentes. Há uma série de rumores, informações que preenchem os espaços vazios deixados pela Comunicação do Estado. Isso sim é covardia e cinismo, principalmente se lembrarmos das famílias que não têm dinheiro para comprar e, tampouco, estocar água.

Não adianta ofender a imprensa, fomentar a tensão PSDB x PT, mostrar outros problemas (apagão) para amenizar a situação. Também não adianta fazer uso de frases de efeito, cínicas como a que o subsecretário recorreu para fechar sua redação escolar, ops, seu artigo: “o governo do Estado de São Paulo adotou desde janeiro de 2014, e continuará adotando, as medidas que forem necessárias em defesa de sua população”.

Que conversa mais fiada, subsecretário!

Por que não consigo fazer um café ou um arroz com a água que sai da torneira da minha casa? Por que tenho de comprar água mineral? Qual a verdadeira qualidade da água que está sendo servida? Qual a segurança para a população? Por que estou angustiada para saber como será o nosso ano letivo, se teremos aulas? Como fica a situação das famílias mais pobres, das crianças, dos idosos e dos enfermos em um rodízio (que expressão absurda!) 5 x 2?

Se a Subsecretaria de Comunicação soubesse o que é, de fato, comunicação de riscos e de crise, tenho certeza, não usaria o espaço no jornal de maior circulação do país para ofender jornalistas.

Comunicação de riscos reduz ansiedade, inibe a propagação de rumores, responde as dúvidas acima e é amparada no respeito, na transparência e na coragem política para assumir o tamanho, a dimensão e as envergaduras do problema.

Marcio Aith, faça o seu trabalho e convença o governador a fazer um pronunciamento público, sem vergonha, sem constrangimento, pois agora não cabe buscar culpados, precisamos, juntos, sobreviver à crise.

Visite a Defesa Civil do seu Estado, peça ajuda a esses profissionais treinados para situações como esta, talvez este já seja um bom começo.

(*) Professora dos cursos de comunicação da Faculdade Cásper Líbero.

Assassinado Marco Aurélio de Alcântara, o mais influente jornallsta e publicitário da ditadura militar no Nordeste da autonomia do Banco Central

FOTO MAA

 

Amigo íntimo de Delfim Neto, Marco Aurélio Azevedo Alcântara era uma espécie de ministro Sem Pasta da ditadura militar, no Nordeste, tendo colecionado uma legião de inimigos entre empresários, governadores e prefeitos das Capitais.

Para medir a magnitude deste poder de Marco Aurélio de Alcântara (sua assinatura de jornalismo econômico) torna-se importante conhecer a história de Delfim, como professor de Economia, embaixador e ministro.

Marco Aurelio alem de jornalista, escritor, poeta, critico literário, poliglota, economista,  assessor parlamentar de deputados e senadores, foi proprietário de uma das principais agências de publicidade (em faturamento) do Brasil, e proprietário de uma editora que lançou autores brasileiros e portugueses, com filial em Portugal, e fazendeiro.

Biografia minimizada

É de estranhar as notinhas do Diário de Pernambuco, onde assinava, diariamente, uma coluna de economia: “Encontrado morto na manhã desta quarta-feira o jornalista Marco Aurélio Alcântara, de 77 anos. O corpo foi localizado pela empregada doméstica, ao chegar à residência da vítima, uma casa no bairro do Derby.

A polícia deu início às investigações. A causa da morte ainda não foi divulgada. O jornalista estava amordaçado e a casa estava revirada. Acredita-se na hipótese de latrocínio e de que a residência tenha sido invadida por assaltantes.

Marco Aurélio foi por muitos anos assessor da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e colunista de economia do Diario de Pernambuco e atualmente colaborava com o jornal escrevendo artigos para a editoria de opinião”.

Acrescenta o Jornal do Comércio: “O corpo da vítima estava amarrado nos pés, nas pernas e nas mãos e foi deixado em um dos corredores do imóvel. O jornalista também apresentava sinais de espancamento, mas a causa da morte ainda não foi divulgada, pois Marco Aurélio havia vendido a casa há pouco tempo. A polícia trabalha com a hipótese de latrocínio, roubo seguido de morte. De acordo com a polícia, o imóvel estava todo revirado o que reforça a suspeita. “Ele iria ontem no banco para sacar R$ 60 mil e de noite Marco Aurélio recebeu três pessoas na casa. A polícia está tentando identificar quem são”, explica o caseiro da vítima que preferiu não se identificar”.

Ainda de acordo com ele, a empregada encontrou a residência aberta e o corpo no corredor. Policiais do Departamento de Homicídio e Proteção a Pessoa e peritos do Instituto de Medicina Legal (IML) estão retirando o corpo do local.

Marco Aurélio fazia parte da Associação de Imprensa de Pernambuco e do Sindicato dos Jornalistas, além de ter trabalhado como assessor da Confederação Nacional da Indústria (CNI) por muitos anos.

Marco Aurélio foi assassina na antiga sede da Pool Editorial
Marco Aurélio foi assassina na antiga sede da Pool Editorial

Trajetória de Delfim

Falava-se, abertamente, que Delfim Neto, para liberar verbas para os governos estaduais e prefeituras, e empréstimos, pelos bancos oficiais, para industriais e empresários, cobrava uma propina de 30%, mantendo o valor taxado por seu antecessor Roberto Campos.

Marco Aurélio era responsável pela cobrança, recebendo 10% dessa extorsão, notadamente nos estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Assim foi criada a lenda da riqueza de Marco Aurélio, que morreu no ostracismo. Viveu um período de miséria, com a falência de suas empresas. Chegou a morar em um quarto de pensão no Recife,

Marco faz parte da história do “milagre brasileiro”, que deve ser destacado, para conhecimento da corrupção na ditadura militar, e por ser um programa de governo, com o nome fantasia de “terceira via”, proposto pela equipe de Marina Silva, formada por banqueiros, ex=funcionários de bancos estrangeiros, alunos de Delfim Neto, professor emérito da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo, onde fez sua carreira acadêmica,e tornou-se professor titular de análise macroeconômica em 1983.

A plataforma de governo de Marina parte da volta da autonomia do Banco Central.

Autonomia do Banco Cantral & corrupção  

In Wikipédia: Em 1967, Delfim Neto foi convidado por Costa e Silva para ocupar o cargo de Ministro da Fazenda. Em 13 de dezembro de 1968 votou a favor do AI-5.

Durante o regime Militar, entre 1969 e 1974, foi ministro da fazenda e, no governo do presidente João Figueiredo, foi sucessivamente Ministro da Agricultura em 1979, Ministro do Planejamento entre 1979 e 1985 e embaixador do Brasil na França. Neste período, foi citado como provável peça-chave no escândalo Coroa-Brastel, mas o STF não obteve licença para processá-lo. Após a redemocratização do Brasil foi eleito cinco vezes consecutivas deputado federal, pelo PDS e por siglas que o sucederam – PPR, PPB e PP.

O Banco Central era autônomo e independente quando foi criado em 1966, no primeiro governo militar do marechal Castello Branco, e seus diretores não podiam ser demitidos, a não ser por motivo grave. Quando o general Costa e Silva assumiu, em 1967, o ministro Delfim Netto queria indicar o amigo e sócio Ruy Leme para a presidência do Banco Central. A imprensa começou a publicar suspeitas de que os integrantes da equipe econômica do general Castello Branco – Roberto Campos, Otávio Gouvêa de Bulhões e Denio Nogueira, este presidente do BC — teriam tirado proveito pessoal de uma desvalorização cambial. Foi instalada uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara dos Deputados e a diretoria do BC acabou afastada. A manobra foi revelada por Denio Nogueira, em 1993.

Ao assumir a presidência, em 1974, o general Ernesto Geisel nomeou Delfim embaixador do Brasil na França. Incentivado por Geisel, o novo ministro da Economia, Mário Henrique Simonsen, surpreendeu o país ao denunciar a farsa da baixa inflação no período Médici. Embora até então impedida de tocar no assunto, a imprensa já sabia que os índices de inflação eram falsos. [E ilusório o “milagre brasileiro]

Milagre econômico & lóbi 

Ainda in Wikipédia: Durante o período no qual Delfim Netto ocupou a pasta da Fazenda ocorreu o chamado “milagre econômico brasileiro”. Naquela época foi executado um forte controle dos salários — que ficou conhecido como “arrocho salarial” — e dos preços de todos os produtos industrializados, que era feito através da CIP, ou comissão interministerial de preços. [A estabilidade no emprego foi cassada por Castelo Branco, em 1964]

Como Ministro da Fazenda do Presidente Costa e Silva, Delfim participou da reunião do Conselho de Segurança Nacional realizada em 1968, da qual decidiu-se por dar maior autonomia às entidades econômicas para valer uma das propostas iniciais do governo militar, que era o saneamento e crescimento da economia brasileira. Nessa reunião, Delfim sugeriu mudanças tributárias e administrativas que alterariam substancialmente o sistema governamental brasileiro, afim de retirar encargos do setor empresarial brasileiro, antigo problema brasileiro, e que possibilitaria o empreendedorismo da iniciativa privada e que, a longo prazo, geraria uma cadeia de crescimento produtivo e econômico. [Tema ora em discussão na campanha presidencial]

Poucas semanas depois impôs severa contenção nos gastos públicos e decretou uma redução de 10% na folha de pessoal de 1968. Baixou em seguida o Ato Complementar nº 40, que alterava a política de distribuição dos tributos federais, reduzindo a participação dos Estados e Municípios nos impostos concentrando-os nas mãos do governo central, o que facilitaria o redirecionamento dos recursos financeiros às obras desenvolvimentistas.

As estruturas da administração fazendária foram submetidas a um rígido controle, e sofreram sua influência centralizadora. [Estava assim criadas a cobrança de propinas para facilitar liberação de verbas e empréstimos pelos bancos oficiais].

Na esteira das alterações administrativas executadas por Delfim Netto a Caixa Econômica Federal e a Casa da Moeda passaram a ser empresas públicas. Ainda foi criado um Conselho Interministerial de Preços – CIP, e isso introduziu profundas mudanças na sistemática de acompanhamento de preços em todos os setores da economia brasileira [Hojemente realizada pelas Agência Nacionais de Regulação (de preços nas alturas), criadas pelo presidente Fernando Henrique, que chamo de prostitutas respeitosas]

Atentados contra Marco

Marco Aurélio era uma espécie de “Vice-Rei do Nordeste”, apelido de Juarez Távora, “Vice-Rei do Norte”, na Revolução de Trinta.

Certa vez, o general João Figueiredo, depois de uma visita ao canteiro de obras, prometeu o empréstimo necessário a um empresário para instalação de uma indústria. Logo depois, Marco foi cobrar os 30%, que o industrial se negou a pagar, alegando ser uma promessa pública de Figueiredo. Resultado:  o dinheiro não saiu dos cofres públicos, e o empresário suicidou-se. Esta história está contada na carta de despedida do suicida.

Marco foi vítima de um atentado a bala na estrada de Carpina a Recife, por causa de um disputa de terra. E encontrado, em uma sarjeta de Lisboa, o corpo recortado por uma navalha.

Marco recebeu várias ameaças de morte, mas nunca revelou nomes.

Homossexualidade e política

Marco Aurélio é de uma notável geração de jornalistas, hoje esquecida.

Na redação do Diário de Pernambuco, nascidos em 1937: Joesil Barros, Talis Andrade, Marco Aurélio e, um ano antes ou depois, Selênio Homem de Siqueira.

Marco vivia em um mundo à parte, não tinha jornalistas como amigos. Era um tempo de redação masculina, machista, de discriminação aos gays. Costumava-se dizer: quem não fuma, não bebe e não gosta de mulher, não é jornalista.

Marco Aurélio era gay de armário. Um comportamento que facilitou sua aproximação com Delfim Neto. Também se falava o mesmo de Roberto Campos.

Quando diretor do Jornal do Comércio, telefonei para Marco: disse que ele era um nome importante nos meios culturais, rico e independente, que poderia escrever um artigo assumindo a homossexualidade. Respondeu que eu queria “foder”ele, no sentido de arrasar o prestígio, a honra. Mas Marco escreveu um belo e histórico artigo sobre homossexualismo, que publiquei. Foi uma de nossas últimas conversas. Desde 1980 que não mantenho contato com Marco, uma figura controversa, escorregadia, imensamente inteligente e culta.

Marco gostava de contar histórias apenas para escandalizar. Confidenciou certa vez: que sentia prazer em lambuzar o rosto com esperma dos amantes, e guardar sêmen na geladeira, para beber como licor.

Que, por vingança, embebedou o filho de um ex-parceiro de negócios, e fez dele mulher, e o garoto curado do porre, queria se suicidar.

Aconteceu no Sindicato dos Proprietários de Agência de Publicidade, reunido em uma das residências de Marco no Recife. Provocou Marco: de doze, sete aqui são homossexuais. Todos caíram na risada. Participavam da escolha de Fábio Clemente para presidente, por indicação minha, além dos citados: Carol, Jardelino, Ampla, Grupo 9 e outros.

Elogiado o luxo do apartamento, Marco respondeu: “Tenho várias moradias. A casa da minha mãe, da minha mulher (uma das histórias correntes, que era casado com um milionária viúva), uma terceira para garotos de programa, outra para o ‘bofe’ (amante), e uma para lóbi com gays ricos.

Marco nunca citava nomes. Nos tempos de poder & dinheiro, seria difícil encontrar o assassino. Poderia ser um crime de vingança, de homofobia ou passional.

Livros e verbete da ANE

MARCO AURÉLIO DE ALCÂNTARA – nasceu em Jaboatão (PE) em 2 de fevereiro de 1937. Pertence a Institut International des Civilisations Différentes – INCIDI, Bruxelles – Belgique; Associación de los Antiguos Estudiantes Becarios de España; ANE – Associação Nacional de Escritores – ANE. Trabalhos Publicados: Aspectos da Aculturação dos Judeus no Recife; Imprensa Oficial em 1955, com prefácio do sociólogo Gilberto Freyre; Artigos em jornais e em revistas brasileiras. Notas de Andar e Ver, Recife, Pool Editorial 1976. Ensaios sobre economia, sociologia e política. O Brasil Restaurado (org. em colaboração com Antônio da Costa Martins), Recife, 2006. Bib.: Gilberto Freyre – O Hispano e o Tempo, 1985; O Triunfo de Eros, Sexo e Símbolo na Escultura de Brennand, 2003.

 

 

 

 

 

 

 

 

Publicidade erótica. Oscar Maroni proprietário do hotel das garotas que sentam na bola

 

Nunca vi um comercial vender o dono de um hotel. Principalmente quando explora o turismo sexual. Que deve rolar deitado. É o jogo na horizontal que rende muita grana para os donos da noite.

Publica Pragmatismo Político:

Restando um mês para o início da Copa do Mundo, um outdoor que insinua uma mulher praticando sexo oral em um jogador reacende debate sobre turismo sexual no Brasil

Faltando um mês para o início da Copa do Mundo, um outdoor que insinua uma mulher praticando sexo oral em um jogador gerou polêmica e suscitou a rejeição do governo e de várias ONGs que consideram que este tipo de iniciativa representa um passo atrás na luta contra o turismo sexual.

A propaganda, colocada em algumas das principais rodovias de São Paulo, foi lançado pela Boate Bahamas, que funciona com a licença de “hotel e serviços pessoais”, uma das maiores da cidade a fim de promover o local perante a chegada de turistas durante os jogos.

A ONG Plan, que há décadas luta contra a exploração sexual no Brasil, ressaltou que este tipo de publicidade associa a imagem do país ao sexo e destrói os esforços para combater o turismo sexual.

“Este tipo de publicidade dificulta a luta contra o turismo sexual. É o tipo de propaganda que não queremos. Está em jogo a imagem do país. Estamos trabalhando pela prevenção contra o turismo sexual e estas ações destroem nossos esforços”, afirmou à Agência Efe a diretora nacional da ONG, Anette Trompeter.

O Ministério do Turismo também se posicionou,e ressaltou em resposta à Agência Efe que a propaganda “vai em sentido oposto ao da política de promoção nacional do país realizada pelo governo”.

Oscar Maroni, proprietário da Boate Bahamas e responsável pela publicidade em que se vê uma mulher, sentada em uma bola de futebol, com a blusa levantada e um short jeans abaixando o calção de um jogador, disse à Efe que “falar de turismo sexual é moralista e vai contra a sexualidade”.

propaganda-outdoor-sexo

Na opinião de Maroni, “o governo deve se preocupar mais em combater a exploração sexual infantil nos arredores dos estádios”, do que com o turismo sexual que chega aos clubes.

“O que eu faço é incentivar meu produto. Não só vai aumentar o turismo sexual, também vai aumentar o gastronômico, por exemplo”, acrescentou Maroni.

 

TSE deseja consulta popular este ano?

Custa mais de R$ 500 milhões

por Iolando Lourenço e Renata Giraldi

Colaborou Débora Zampier

Agência Brasil

vote

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estima que a realização de uma consulta popular sobre a reforma política poderá custar cerca de R$ 500 milhões aos cofres públicos, caso a convocação ocorra ainda este ano. A previsão leva em conta números atualizados das últimas eleições municipais, realizadas em 2012, que custaram R$ 395 milhões, uma média de R$ 2,81 por eleitor. [Este custo teve uma auditoria independente?  Tudo na justiça fica acima do teto].

Além dos R$ 500 milhões estimados pela Justiça Eleitoral, há despesas também com a publicidade para esclarecimento do eleitorado nas emissoras de rádio e televisão, assim como na mídia impressa e online.  No ano passado, a produção da campanha Voto Limpo, para veiculação gratuita em rádio e televisão, custou R$ 2,8 milhões ao TSE. [Pagou caro. Me dê este dinheiro que faço um longa metragem]

Uma vez definido o modelo de consulta, a empresa responsável pela publicidade precisa de pelo menos 30 dias para preparar o material [Trata-se de uma empresa incompetente. Fica minha sugestão: que as agências de publicidade e os estudantes das faculdades de Comunicação apresentem projetos. As agências costumam super faturar para os três poderes. Digo como ex-dono de agência, com várias campanhas realizadas, e como ex-professor de propaganda política, de publicidade comercial e de comunicação governamental].

É necessário também calcular os custos relativos ao deslocamento de eleitores em áreas distantes do país, principalmente no meio rural. [Quem paga o transporte nas eleições? Isso não é proibido?] A consulta popular poderá ficar mais cara devido ao aumento do eleitorado e à necessidade de reforçar a segurança nos locais de votação, resultado dos protestos recentes que tomaram o país. Em 2012, os gastos com a Força Nacional somaram R$ 24 milhões [Uma disputa eleitoral é diferente. Existem bandos de corruptos que disputam os cargos. Eles brigam e matam para possuir os rentáveis negócios de uma prefeitura, por exemplo].

O Executivo sugeriu como possíveis datas os feriados de 7 de Setembro ou 15 de Novembro, mas ainda há a opção de realizar a consulta com as eleições presidenciais do ano que vem, reduzindo custos. Em 2010, os acrianos votaram em referendo sobre o fuso horário local no segundo turno das eleições daquele ano. [Acontece que o povo já esperou demais pelas reformas no judiciário, no executivo, no legislativo.

Na Agência Brasil, para escrever uma notícia de cinco parágrafos são precisos três jornalistas. Parece a justiça eleitoral, que trabalha nos anos ímpares. E, possivelmente, paga horas extras nos anos pares

As elites brasileiras têm mais medo de plebiscito e referendo, que o diabo da cruz.

Parece que o TSE, pela primeira vez na sua história, teme os gastos com uma consulta popular].

transporte

A escola de Marcos Valério

 Festança em Paris e o X-9 de Sérgio Cabral
Informa o Blog de Garotinho: O deputado Geraldo Pudim (PR – RJ) fez da tribuna da ALERJ graves denúncias, que confirmam a espionagem que o grupo de Sérgio Cabral montou com policiais civis e federais, envolvendo agências de publicidade que trabalham para o governo do Estado. É um caso gravíssimo. Até para não proporcionar aos integrantes dessa quadrilha pistas das providências que estamos adotando.
Trechos do discurso:
O esquema funciona dentro das empresas FSB e PROLE, contratadas pelo governo do Estado para tratar de propaganda e assessoria de imprensa, mas que acobertam uma estrutura criminosa de espionagem política e de fabricação de dossiês.As verbas destinadas a essas empresas são milionárias. Elas já receberam do governo Cabral quase 170 milhões de reais. Esse dinheiro público está sendo usado escancaradamente para pagar ‘arapongas’, detetives particulares, policiais e comprar informações.Vários jornalistas também já foram contratados para se debruçar sobre os dossiês fabricados pelo grupo e transformá-los em matérias jornalísticas deturpadas, inventadas, com o viés fácil do escândalo mentiroso e infamante.

Além disso, também o dinheiro que sai dos cofres do Estado para as empresa FSB e PROLE também está sendo usado para irrigar um esquema de corrupção de jornalistas, principalmente vinculados às organizações Globo. A ordem de Cabral para seus asseclas que se prestam a esse papel é destruir a candidatura de garotinho ao governo do Estado. Segundo a pessoa que me fez a denúncia, a orientação é “sangrar o inimigo até a morte”.

Recebi também denúncias oriundas da própria Secretaria de Segurança, por intermédio de agentes policiais revoltados, de que continuam as atividades de espionagem naquela Secretaria, que vem se utilizando de elementos do aparato repressor estatal, cooptados a troco de promoções e benesses, para realizar investigações oficiosas e escutas telefônicas, inclusive contra este parlamentar que vos fala, além de fotos e filmagens.Ao menos três nomes de policiais que prestam serviços ao Palácio Guanabara já vieram à tona: o ex-policial civil MIGUEL LAINO, expulso por corrupção no início desse ano; o inspetor da Polícia Civil FERNANDO CESAR JORGE BARBOSA, indiciado na CPI do narcotráfico, e o escrivão da Policia Federal TARIMAR GOMES CUNHA, os dois últimos com cargos no Gabinete Civil. Todos possuem um padrão de vida nababesco, apesar de seus salários.Para piorar, fomos informados de que esse esquema obtém dados sigilosos de servidores da Receita Federal, que vem fornecendo material obtido através da quebra ilegal de sigilo fiscal e que atinge pessoas ligadas a nós e ao nosso partido, principalmente ao deputado Garotinho. Os fatos são graves, mas não é a primeira vez que o sistema repressor é usado de forma partidária, talvez não seja a última. Todas essas medidas vergonhosas tem origem no Palácio Guanabara.

Quando penso que parte daquelas pessoas que participam da grande mídia se vendem para um governo corrupto e, depois, tem a coragem de falar em liberdade de imprensa, tenho náuseas. São as mesmas pessoas, os mesmos repórteres que vem recebendo dinheiro do desgoverno Cabral para blindar muitas das suas ações ilícitas. Não é difícil identificá-los.

Se faltando um ano para o início do processo eleitoral, a ditadura da gangue do guardanapos que se instalou neste estado, se utiliza da estrutura administrativa, usando agentes do aparato repressor e jornalistas, pagos através das verbas milionárias que irrigam as empresas FSB e PROLE nesta vil tarefa, podemos aguardar gravíssimas ocorrências nos próximos meses.

No entanto, se a lei não mostra a sua face no Rio de Janeiro, não tenham dúvidas de que ela existe nas instâncias superiores da Justiça. Não nos amedrontam ameaças, partam de onde partirem, pois começaremos a agir e com todos os meios à nossa disposição para fazer frente ao banditismo oficial.