O pastoril do ter ou não ter Copa

Paulo Henrique Amorim reproduz texto e vídeo de Eduardo Guimarães

Nero
Elefante Branco

“NÃO VAI TER COPA”
É DO PSOL, REDE E PSTU

“25 de janeiro de 2014. Cheguei por volta das 17 horas à avenida Paulista para cobrir o protesto contra a realização da Copa do Mundo no Brasil que partiria do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e se espraiaria pelo centro velho da capital, onde, para variar, terminaria mal.

Naquele momento, encontro a pista sentido Consolação interditada pela Polícia Militar, que, organizada em forte aparato, inclusive com cobertura de dois helicópteros, acompanhava a concentração em frente ao museu.

Quando cheguei, havia cerca de 300 manifestantes. Em algum tempo mais somavam uns 700, na melhor das hipóteses.

Para compensar o pequeno número, deixaram deserto o vão livre sob o Masp e ocuparam a pista dos veículos de forma a atrapalhar o trânsito e produzir sensação de maior número, até porque se misturavam com os transeuntes.

Na quase totalidade, eram estudantes universitários de classe média e alta. E alguns poucos homens e mulheres maduros e do mesmo estrato social. E muita polícia. Provavelmente, metade do número de manifestantes.

Conversei com vários integrantes do movimento, mas nenhum quis gravar entrevista. Contudo, consegui a informação de que, em grande parte, eram militantes do PSOL, do PSTU e da Rede (de Marina Silva).

Cartazes contra políticos, só vi contra Lula e Dilma”.

edu

Cartazes contra Lula e Dilma favorecem os tucanos Aécio, Alckmin (que estava representado pela polícia) e Fernando Henrique.

Também favorecem Eduardo Campos  do PSB.

PSOl, REDE E PSTU não jogam a partida final da Copa do Mundo nem construíram estádios.

Escreve Eduardo Guimarães: “Entrevistei uma moça e um casal. A mulher do casal deu-me um depoimento interessante. Disse que quando Lula conseguiu que o Brasil sediasse a Copa, todo mundo aplaudiu. Ninguém falou nada. Agora já não haveria sentido em protestar”.

Mais do que aplaudir, Eduardo Campos construiu um estádio. E os tucanos, em Minas Gerais, outro.

E o PT entra nessa de “Vai ter Copa” contra a turma do “Não vai ter Copa”.  Uma polarização idiota. Uma das leis da propaganda política ensina que um candidato deve evitar temas controversos.

É tão fácil sair dessa armadilha, mas os bem pagos marqueteiros não conseguem…

Brasil protesto estádio copa futebol

PF prende em Curitiba dois cabeças de búfalo doido, canditatos a serial killer

A Polícia Federal (PF) prendeu, na manhã desta quinta-feira, Emerson Eduardo Rodrigues e Marcelo Valle Silveira Mello, suspeitos de postarem num site mensagens de apologia a crimes de violência contra mulheres, negros, homossexuais, nordestinos e judeus, além de incitações a abuso sexual contra crianças.

A dupla nazi-fascista, que postava na internet mensagens de conteúdo discriminatório havia pelo menos dois meses, foi localizada num hotel no centro de Curitiba durante a Operação Intolerância. De acordo com o delegado Flúvio Cardinelli, eles disseram ainda pertencer a uma seita que prega o extermínio de quem “não é fiel à causa”.

As investigações foram conduzidas pelo Núcleo de Repressão aos Crimes Cibernéticos, unidade especializada da Polícia Federal.

A Polícia Federal (PF) acredita que Emerson Eduardo Rodrigues e Marcelo Valle Silveira Mello estavam planejando um atentado contra um grupo de estudantes da Universidade de Brasília (UnB).

Policiais encontraram na casa de um deles um mapa que seria de uma casa frequentada pelos universitários em eventos sociais. Além disso, os dois teriam dito ao delegado Flúvio Cardinelli que tinham a intenção de cometer o crime.

Na página da internet mantida por eles, no post “Estudantes de Ciências Sociais da UnB, estamos a caminho”, são encontradas frases que demonstram a intenção de matar os estudantes. “A cada dia que se passa fico mais ansioso, conto as balas, sonho com os gritos de vagabundas e esquerdistas chorando, implorando para viver. Vejo o sangue para tudo quanto é lado, manchando uma camiseta com o logotipo do PSOL/PSTU”.

De acordo com a decisão judicial que decretou a prisão preventiva dos criminosos há “elementos concretos colhidos na investigação demonstram que a manutenção dos investigados em liberdade é atentatória à ordem pública. A conduta atribuída aos investigados é grave, na medida em que estimula o ódio à minorias e à violência a grupos minoritários, através de meios de comunicação facilmente acessíveis a toda a comunidade. Ressalto que o conteúdo das ideias difundidas no site é extremamente violento. Não se trata de manifestação de desapreço ou de desprezo a determinadas categorias de pessoas (o que já não seria aceitável), mas de pregar a tortura e o extermínio de tais grupos, de forma cruel, o que se afigura absolutamente inaceitável”.

Rodrigues seria o responsável, de acordo com a Polícia Federal, pelo domínio silviokoerich.org. No espaço, ele postava fotos de mulheres ensanguentadas, dizendo que elas mereciam morrer por manterem relações com homens negros. Usando o apelido “Búfalo Viril”, o suspeito também chegou a postar uma mensagem de apoio ao homem de 22 anos que quebrou o braço de uma moça de 19 anos, em Natal, após ela ter se recusado a beijá-lo.

Após o massacre de Realengo, que deixou 12 crianças mortas no ano passado, o site trouxe uma mensagem afirmando que o “búfalo estava rindo” do acontecimento.

Em outro conteúdo, o “búfalo viril” trazia comentários sobre a “impossibilidade” da Polícia Federal em localizá-lo, por ter seu site hospedado em um provedor fora do Brasil.

Pinheirinho. Juíza expediu a ordem de desocupação “de ofício”, ressuscitando uma liminar de 2005 cassada pelo STJ. Desembargador Ivan Sartori comandou a polícia

O presidente do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) José Maria de Almeida, o Zé Maria, considera indispensável que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apure os fatos relacionados à ordem de reintegração de posse da área de Pinheirinho, em São José dos Campos (SP), em janeiro. Para Zé Maria, a ação policial deveria ter sido paralisada, já que havia duas ordens judiciais conflitantes envolvidas.

Em audiência na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), nesta sexta-feira (23), o presidente do PSTU sugeriu que o colegiado acione o CNJ, para investigar o caso. Para Zé Maria, antes de qualquer coisa era necessário solucionar a divergência entre as duas esferas judiciais que se manifestaram no caso – a ordem de desocupação expedida pela juíza da 6ª Vara Cível de São José dos Campos, Márcia Loureiro, e a liminar da Justiça Federal que suspendia essa decisão.

Zé Maria, que foi um dos convidados da audiência, disse que fatos anteriores também geram dúvidas sobre a decisão da juíza Márcia Loureiro. Segundo ele, o advogado da massa falida que reivindica o terreno, por meio de ação judicial, já havia entrado com petição desistindo do mandato para a imediata reintegração de posse. Na sua avaliação, isso mostra que a juíza agiu de forma

 

“mais interessada do que a parte interessada”.

O presidente do PSTU em São José dos Campos, Antonio Donizete Ferreira, também advogado dos ex-moradores de Pinheirinho, salientou que a juíza expediu a ordem de desocupação “de ofício”, ressuscitando uma liminar de 2005 que já teria sido cassada pelo Superior Tribunal de Justiça. Ele manifestou estranheza com supostas manifestações da juíza acerca do valor do terreno, em que a magistrada citaria montantes acima de R$ 100 milhões. Disse, no entanto, que nenhuma avaliação faria parte dos autos do processo.

 

Mais interessado o presidente
do TJ-SP que comandou toda
operação militar

Desembargador Ivan Sartori, presidente do TJ-SP, comandou o "episódio do Pinheirinho"
Desembargador Ivan Sartori, presidente do TJ-SP, comandou o "episódio do Pinheirinho"

Os petistas procuram culpar o governador Alckmin. E escondem o principal responsável pela ocupação militar do Pinherinho, com espancamentos, estupros, prisões ilegais, tortura e possíveis mortes.

O desembargador Ivan Sartori publicou o seguinte comunicado no portal do Tribunal de Justiça de São Paulo:

“Tendo em vista o noticiário sobre o episódio do Pinheirinho, o presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo informa:

1 – Toda mobilização policial na data de 22/1/12 se deu por conta e responsabilidade da Presidência do Tribunal de Justiça, objetivando o cumprimento de ordem judicial;

2 – O efetivo da Polícia Militar em operação esteve sob o comando da Presidência do Tribunal de Justiça até o cumprimento da ordem;

3 – O Executivo do Estado, como era dever constitucional seu, limitou-se à cessão do efetivo requisitado pelo Tribunal de Justiça”.

Por que este temor de citar Ivan Sartori?

 

Desocupação do Pinheirinho gera debate de senadores em audiência

Cumprimento de decisão judicial para reintegração de posse e violência da PM são argumentos contrapostos por parlamentares de São Paulo na Comissão de Direitos Humanos.

Na avaliação de representantes do governo federal e de parlamentares como Eduardo Suplicy, a desocupação da comunidade do Pinheirinho, em 22 de janeiro, em São José dos Campos, ignorou decisão judicial que suspendia por 15 dias a reintegração de posse do local, e também acordo que estaria em discussão entre os governos federal, estadual e municipal.

Em audiência na Comissão de Direitos Humanos (CDH), Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) respondeu que a desocupação atendeu a decisão da Justiça, afirmou que as críticas à atuação da polícia militar “fazem parte de uma operação política que visa atacar o governo de São Paulo”.

Suplicy e o deputado Ivan Valente (PSOL-SP) lembraram que, em 18 de janeiro, haviam solicitado ao Tribunal de Justiça de São Paulo o adiamento da reintegração de posse. Como resultado, um juiz de falências dessa corte suspendeu a ação por 15 dias, após obter a concordância do síndico da massa falida da Selecta — empresa proprietária do terreno onde está a comunidade. Essa suspensão foi revogada pelo Superior Tribunal de Justiça, que considerou válidas as decisões da Justiça estadual na ação de reintegração de posse.

O prazo de 15 dias seria necessário para se concretizar acordo entre os governos federal, do estado e de São José dos Campos. De acordo com o secretário nacional de Articulação Social, Paulo Roberto Maldos, “aquela foi uma semana de tratativas entre nós, o governo estadual e o ¬municipal, e a expectativa era de uma solução pacífica”.

— Por que a opção pela violência e pela exclusão social quando havia uma discussão pacífica em curso? — questionou Maldos.

Aloysio afirmou que a reintegração de posse não é da competência do juiz de falências, e sim, nesse caso, da juíza Márcia Loureiro, da 6ª Vara Cível de São José dos Campos, que ordenou a desocupação.
Vivemos em um Estado de direito, no qual as decisões judiciais têm de ser cumpridas.

Atentem. Ninguém. Ninguém fala do “comunicado” do desembargador Ivan Sartori.