Psicólogos y torturadores. A propósito del escándalo de la CIA

 

por Claudia Cinatti

 

En el informe del Comité de Inteligencia del Senado norteamericano sobre el programa de interrogatorios de la CIA, aparecen con insistencia los nombres de Grayson Swigert y Hammond Dunbar, seudónimos de los psicólogos James Mitchell y Bruce Jessen. Estos psicólogos, que trabajaban para otras unidades militares, fueron contratados por la CIA en 2001 para colaborar en la “guerra contra el terrorismo”, por una suma millonaria de 180 millones de dólares, de los cuales ya se embolsaron unos 80 millones.
Aunque el escándalo estalló ahora, la complicidad de la American Psychological Association (APA) con la CIA y otras agencias de seguridad nacional se conoce desde hace años. En 2005, la entidad encomendó a un grupo especial hacer un informe sobre Ética Psicológica y Seguridad Nacional. La investigación concluyó que “participar en roles consultivos en procesos de interrogación y recolección de información para propósitos relacionados con la seguridad nacional es consistente con el Código de Ética de la APA, dado que los psicólogos tienen una larga tradición de desempeño en instituciones penitenciarias”.

La APA se transformó así en la única asociación de profesionales de salud mental de Estados Unidos que autorizaba a sus miembros a participar de interrogatorios, y por lo tanto la única contratada por la CIA, el Pentágono y otras agencias vinculadas a la guerra contra el terrorismo. La American Psychiatric Association no autoriza a sus miembros a participar oficialmente de esta tarea.

Esto fue denunciado en una carta pública firmada por una gran cantidad de psicólogos en junio de 2007, después que saliera a la luz la colaboración de psicólogos en las cárceles de Guantánamo, Afgasnistán e Irak.

Estos psicólogos torturadores se basaron en la teoría de la “indefensión adquirida” (Learned Helplessness) un concepto formulado a fines de la década de 1960 por Martin Seligman y S. Maier, a partir de un resultado accidental surgido de la observación del comportamiento animal en un experimento de condicionamiento tradicional (perros sometidos a shock eléctrico luego de una señal sonora). Lo novedoso de este hallazgo no era el condicionamiento, que ya hacía tiempo era el centro de las teorías conductistas o reflexológicas, sino que el estado de impotencia también es aprendido a partir de la experiencia de perder el control sobre el estímulo, lo que lleva a una situación de aceptación pasiva. Este concepto saltó del campo animal al humano para explicar sobre todo la depresión.

Es sabido que la clave del interrogador es quebrar la voluntad del interrogado y someterlo absolutamente. La tortura en este caso actuaba como condicionamiento para lograr una conducta de colaboración. Esta técnica de reducción de la voluntad es la clave de los campos de concentración y, en muchos casos, de las prisiones.

Lamentablemente, la colaboración de quienes tienen algún saber sobre la subjetividad con torturadores, dictaduras y regímenes totalitarios, no es nueva. El caso trae inevitablemente el recuerdo de Amílcar Lobo, miembro de la Sociedad Psicoanalítica de Rio de Janeiro, que en la década de 1970 integró equipos de torturadores de presos políticos. El caso fue denunciado por Voz Operaria y tomó estado público internacional por una nota enviada a la revista argentina Cuestionamos.

Esto no es casualidad. En el campo de las disciplinas que investigan el comportamiento humano es donde surgen no solo teorías que contribuyen a liberar a la subjetividad de sus ataduras, sino también técnicas de control social al servicio del orden establecido.

 

O psiquiatra Amílcar Lobo, chamado de doutor Cordeiro nos porões da ditadura
O psiquiatra Amílcar Lobo, chamado de doutor Cordeiro nos porões da ditadura

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A OMS adverte que uma pessoa no mundo se suicida a cada 40 segundos

suicídio

 

A cada 40 segundos uma pessoa se suicida no mundo. É o que se pode concluir do primeiro relatório sobre o assunto elaborado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que calcula que 804.000 pessoas se suicidaram em 2012. Dessas, 75% vinham de países considerados de média ou baixa renda.

No Brasil, em 2012, se suicidaram 11.821 – 9.198 homens e 2.623 mulheres, segundo o estudo apresentado na quarta-feira. O relatório revela que, além disso, o número de indivíduos que tentam se suicidar e não conseguem é muito maior. “A tentativa de suicídio é o primeiro fator de risco para que alguém volte a tentar acabar com sua vida uma segunda vez e consiga”, comentam os pesquisadores da OMS.

Os dados da entidade indicam que o maior índice de suicídios ocorre entre pessoas com mais de 70 anos de idade, mas, globalmente, essa é a segunda principal causa de morte entre a população de 15 a 29 anos. Por causa dessa situação, a OMS considera que o suicídio é “um grande problema de saúde pública”, apesar de não ser tratado como tal.

Apenas 28 países do mundo contam com um plano estratégico para prevenir o suicídio de sua população, e 60 coletam dados dos suicídios consumados. A OMS destaca o estigma e o tabu em torno do suicídio como o principal problema que impede que tanto familiares como governos abordem o tema de maneira aberta e eficiente. De fato, em muitos países o suicídio é um ato ilegal e, por isso, tende a ser evitado oficialmente.

Em relação às causas do suicídio, nos países desenvolvidos a prática está mais relacionada com distúrbios mentais, provocados especialmente pelo abuso do álcool, e com a depressão. Já nas nações de média e baixa rendas, como o Brasil, as principais causas são a pressão e o estresse por problemas socioeconômicos.

Perceberam? Foi começar a campanha eleitoral, a justiça parou com os despejos. Que são executados com os soldados dos governadores:  a polícia militar
Perceberam? Foi começar a campanha eleitoral, a justiça parou com os despejos. Que são executados com os soldados dos governadores: a polícia militar

Além disso, muitos casos ocorrem entre pessoas que tiveram que superar um conflito bélico, um desastre natural, violência física ou mental, abuso ou isolamento. Os índices de suicídio também são altos entre as pessoas que sofrem discriminação, como os refugiados, os imigrantes, os homossexuais, bissexuais e transexuais, e os presidiários.

Entre as crianças que sofrem bullying, as vítimas dos assédio moral e sexual no trabalho. Mais absurdo que pareça, o assédio começa no departamento de relações humanas, dirigido sempre por uma psicóloga, que conhece bem todas as ações de provocar ou evitar uma perseguição e humilhação que levam a vítima à depressão, inclusive pelo medo de perder o emprego, e ao suicídio. É a velha relação capataz e escravo. Antes de ser criados os RHs, tais monstros eram chamados de “sargentões”.

O bulismo nas escolas tem provocado o assassinato de professores.

polícia stalking assédio

No capitalismo selvagem, no absolutismo do poder policial/judicial: as vítimas de despejo, do stalking policial, das prisões arbitrárias, das ameaças de execuções extrajudiciais (killing).

Sobre o método empregado, 30% dos suicídios são realizados por envenenamento com pesticidas – em regiões agrícolas em crise; outras maneiras comuns são o enforcamento e o uso de armas de fogo.

Assassinato premeditado: demitir funcionário em data de risco de suicídio

Marcin Bondarowicz
Marcin Bondarowicz

O Brasil um país em que ainda persiste o trabalho escravo. Neste Brasil brasileiro, não cordial, foi preciso que, recentemente, Dilma Rousseff assinasse uma lei de regulamentação do trabalho das domésticas.

A criação de diretoria de Relações Humanas (RH), nas empresas privadas, eliminou o recrutamento de pessoal por sargentões. Mas o Brasil cruel e desumano – dos tempos da conquista colonial portuguesa e da escravidão oficial –  persiste até nesta diretoria, porque apesar do curso de psicologia,  a alma de feitor encorpora a chefia do RH, de quem se espera, quando mulher, o latente instinto maternal. Mas acontecem ações cruéis de assédio moral e assédio sexual.

A ditadura de Castelo Branco acabou com a estabilidade no emprego, que passou a ser provisório e precário. No capitalismo selvagem não poderia ser diferente. Mas demissões sem justa causa podiam ser evitadas em dias de risco.

O artigo 473 da CLT determina que o trabalhador pode faltar ao serviço sem desconto de salário em casos de:
– falecimento do cônjuge, pai, mãe, filhos, irmão ou pessoa que viva sob sua dependência econômica (quando declarada na CTPS) – até dois dias consecutivos;
– casamento – até três dias consecutivos;
– licença-paternidade – até cinco dias consecutivos.

Há  diversas situações em que a falta é permitida por lei, e demitir um funcionário justamente neste dia não passa de puro stalking.

Existem outros dias de risco para o suicídio: ser demitido no aniversário, em datas que aumentam o número de casos de morte dada a si mesmo como no Natal e na virada do Ano Novo.

Todo RH sabe que diferentes fatores aumentam a probalidade de suicídio:

  • Desemprego ou dificuldades económicas que alteram o estatuto familiar;
  • Problemas no trabalho;
  • Morte do cônjuge ou de amigos íntimos;
  • Família atual desagregada: por separação, divórcio ou viuvez.
  • Perdas precoces de pessoas importantes (pais, irmãos, cônjuge, filhos);
  • Experiência de humilhação social recente

Escreve Oziel Alves: OS PERIGOS DA DEPRESSÃO NATALINA
“A depressão de Natal, ou Blue Christmas, como é conhecida nos países de língua inglesa, pode ser considerada irrelevante em função de sua característica transitória e sazonal. Afinal, frustrações fazem parte da vida de qualquer pessoa e, muitas vezes, possuem resultados até positivos. No entanto, o que poucos sabem é que a parte submersa desse iceberg é bem mais perigosa do que se pode imaginar. Para aquelas pessoas que já estão em depressão profunda – e elas representam 340 milhões em todo o planeta – Natal e Ano Novo podem ser a gota d’água para o suicídio”. Leia mais

Um RH que demite em dia de risco considero um assassino. Que o Brasil quebre o tabu. Um suicídio pode ser um ato premeditado por terceiros. A inveja é o primeiro crime bíblico. O primeiro passo é fragilizar psicologicamente a vítima.

Em Wikipédia. O INDUZIMENTO AO SUICÍDIO um crime previsto no artigo 122 do Código Penal Brasileiro, e classificado como um crime contra a vida, que consiste no açular, provocar, incitar ou estimular alguém a suicidar-se ou prestar-lhe auxílio para que o faça.

Induzimento ao suicídio é a criação de propósito inexistente, ou seja, a pessoa que se suicida e que não tinha essa intenção ou objetivo inicialmente.

Esse crime é consumado com o efetivo suicídio ou resultado lesão corporal de natureza grave.

Idem induzimento sem produção de resultados (fato atípico).

Não esquecer que o assédio sexual, o assédio moral e o stalking, que sempre terminam na demissão de um funcionário, são ações de tortura, de tortura psicológica de invisíveis marcas. Ações de ódio e inveja que levam a vítima à depressão, a irreparáveis traumas e ao suicídio. Em muitos casos, o assediador mata com as próprias mãos ou contrata um assassino profissional. Não tem a inteligência satânica de induzir um suicídio.

 

Colombia. Un cadáver esquizofrénico

Colombia guerrilha indignados

Álvaro Marín –  El ojo del cangreso
En la junta médica de un hospital psiquiátrico, un psicólogo trataba de explicar la presencia simultánea de la violencia y la pasividad en una misma cultura, y exponía el caso de Colombia.

La única teoría válida que encontraba el médico para este comportamiento era pensar que a los colombianos nos estaban dando algo en la sopa. La teoría paranoide del psiquiatra encontraba sustentación en la existencia de la tolerancia del país con los “crímenes atroces”…  así decía el médico, como si cualquier crimen no fuera atroz. Llama la atención la influencia en el médico de la retórica “humanista” transnacional, suponer que hay unos crímenes atroces, es suponer también que hay crímenes que no lo son, por ejemplo, los “blancos legítimos” que ahora somos todos los colombianos.

Un columnista bastante conocido afirma que en el país hay dos esquizofrenias. Miren pues, Colombia ya está tan loca que en ella caben dos esquizofrenias, pensé como lector: ¡qué país tan descocado! Y tan feliz, somos el país más feliz del mundo. El periodista de la tesis de las dos esquizofrenias, y quien trabaja en la esquizofrénica revista Semana, señalaba la existencia de una esquizofrenia en el gobierno y otra en la insurgencia. El periodista omitió su propia esquizofrenia de caballero sin caballo, si no, serían tres las esquizofrenias, y cuatro con la nuestra, o cinco con la del medio en el que trabaja, que dedica una semana de sus páginas a hacer el registro de víctimas de la violencia, y la semana siguiente a victimizar a los campesinos que protestan señalándolos de aliados de los insurgentes o de los narcos. Como vamos, en poco tiempo no hablaremos de un país multicultural sino de un país multiesquizofrénico en medio de ese mundo bipolar que es el planeta tierra.

Tal vez tengan razón el médico y el periodista. Si la sopa de todos los días en nuestro país durante más de cien años es la sopa de la violencia, el resultado no puede ser otro que el presentado por el reciente Informe del Centro Nacional de Memoria Histórica. La manera como la persistente violencia ha afectado al país en su salud mental y en su comportamiento ético nos muestra el abismo de la conciencia vacía, y a pesar de todo, el país no está todavía en situación, como quería el poeta Gaitán Durán cuando presentó al país la Revista Mito y escribió precisamente Las palabras están en situación, es decir, que la palabra expresa al mismo tiempo un entorno cultural y una realidad histórica. Pero las palabras dejaron de estar en situación cuando empezamos a nombrar unas cosas con los nombres de otras y a privilegiar la fuerza sobre el diálogo.

La esquizofrenia nacional realmente empezó con la división bipolar entre Bolívar y Santander. Bolívar veía en la Independencia la materialización de la libertad y en el otro polo Santander,- padre de los abogados -, veía lo mismo pero al revés, la libertad sustentada en la dependencia del nuevo imperio.

Desde esos tiempos el sentido de libertad resultó ambiguo, durante mucho tiempo se consideró a Estados Unidos, – y todavía nuestras élites lo hacen – como norte de la libertad, aunque Bolívar ya nos lo había advertido: “Los Estados Unidos parecen destinados por la providencia a plagar la América de miseria en nombre de la libertad”. Pero el imperio más dañino ha sido entre nosotros el imperio de los abogados y el de la retórica de la que hacen parte nuestras constituciones y nuestra literatura, de estos imperios retóricos no nos hemos podido liberar.

Este país retórico se ufana de tener la democracia más duradera en Latinoamérica, al lado de la muerte más duradera: los 220 mil muertos que registra el Informe del Centro de Memoria son solo el registro de la última violencia, sin contar el registro sangriento dejado por los partidos tradicionales antes y después de la muerte de Gaitán. El Informe indaga en los orígenes de nuestras fracturas mentales, sociales y económica, aunque habría que enfatizar en el entronque de las violencias de la que hace parte la guerra actual. Lo que el informe muestra es muy importante, pero no sobra insistir en las prácticas político militares de las élites en Colombia, en donde la violencia ha sido el sistema de gobierno y de poder. Las élites criminales de Colombia que los son hasta el delirio y la paranoia oculta la violencia oficial cuando se habla de “sectores” en conflicto, fragmentando la violencia y desarticulándola de su centro, porque realmente en Colombia la violencia funciona y ha funcionado como sistema, no como “sector”. Otro componente de la violencia entre nosotros y de necesario énfasis en cualquier estudio, es el hecho histórico de la dependencia política del poder norteamericano y mundial que incide de manera directa en la violencia. La política norteamericana y su influencia militar, al lado de la incidencia de la economía transnacional, son factores de fuerte incidencia violenta en los territorios.

El caso es que la historia de Colombia lleva en su espalda un largo cadáver, un cadáver esquizofrénico, que está muerto y que está vivo a la vez. Colombia carga desde hace mucho tiempo con su propio cadáver, pero según algunos medios Colombia dice estar feliz y estar viva. Algunos ven cerca la posibilidad de Colombia de liberarse de la muerte en los procesos de paz, pero con la esquizofrenia de hablar de paz matando campesinos y reprimiendo de manera sangrienta las marchas de protesta hay poca esperanza. La paz ayudaría en la sanación mental de Colombia, si esta república encuentra por fin su camino no escindido, no dependiente, y si la paz que se promulga desciende investida de justicia a los territorios de los millones de sobrevivientes de más de sesenta años de guerra continua que ha desquiciado todas las formas de relación, y a la nación misma. Nadie puede preciarse entre nosotros de tener buena salud mental.

Botero
Botero

Solidariedade entre as gerações. Suicídio de idosos

«Um povo que não cuida dos idosos, das crianças e dos jovens não tem futuro, porque trata mal a memória e a promessa». Afirmou o Papa Francisco.

O trabalho infantil, o tráfico de crianças (os desaparecidos), a prostituição infantil e a criança soldado das milícias e dos traficantes são crimes que fazem partem do cotidiano brasileiro.

O que dizer do idoso, quando é tratado como uma piada mórbida, uma peça obsoleta, carta fora do baralho?

Com que idade, no Brasil, uma pessoa começa a ser rejeitada – descartada – no mercado de trabalho?

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Suicídio de Idosos

por Luiza Gualhano

 

No dia 6 de fevereiro último, a antropóloga e sanitarista Maria Cecília Minayo, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz, participou de um debate no programa “Tema Livre”, da Rádio Nacional AM Rio de Janeiro (1.130 Khz), sobre o aumento dos casos de suicídios de idosos, um quadro muito preocupante apontado por pesquisa nacional realizada pela Fiocruz/Claves em 2012.

Sob o comando de Luiz Augusto Gollo, o debate contou também com Jaqueline Pitanguy, socióloga e coordenadora executiva da ONG CEPIA (Cidadania, Estudo, Pesquisa, Informação e Ação), e Zenaide Rocha, coordenadora regional do Centro de Valorização da Vida (CVV).

Cecília Minayo coordenou a “Pesquisa nacional sobre suicídio de idosos e proposta de atuação do setor de saúde”, a qual identificou que enquanto o índice de suicídio no Brasil é em torno de 4,5% para cada 100 mil habitantes, entre idosos do sexo masculino, este índice dobra, podendo subir a 20% ou até 25% para cada 100 mil habitantes, dependendo dos lugares. Já a taxa de mulheres que cometeram suicídio no período analisado (1980-2009) quase não sofreu alteração.

A população idosa cresce no país, porém o suicídio nessa faixa etária também vem aumentando, e isto os levou a procurar saber o que está acontecendo, destacou a pesquisadora.

O jornalista Luiz Augusto Gollo questionou se o fato do homem afastar-se do mercado trabalho o leva a um isolamento, pois o faz sentir-se inútil. Gollo relatou que na velhice há perda da função social produtiva, de ganho financeiro. Além disso, esse idoso acaba tendo que voltar a trabalhar porque a renda da aposentadoria é muito baixa, contudo ele é preterido por uma mão-de-obra bem mais jovem. Em nosso país, infelizmente há uma cultura que tende a relegar o velho ao esquecimento, a um papel muito secundário na sociedade, declarou.

Jaqueline Pitanguy disse que pela forma como a nossa sociedade se organiza em torno do mito da juventude, de tudo o que ela traz, o envelhecimento representa uma perda, perda em nível corporal, financeiro, perda do sentido da pessoa no mundo. Ela acredita que para os homens talvez essa perda seja mais difícil e dolorosa, porque o papel masculino está muito calcado a partir da identidade profissional do homem, da ideia de potência, realização e então a perda torna-se mais significativa para o homem do que para a mulher. Nesse sentido, na medida em que a casa, o cuidado do lar, dos filhos e netos nunca foi a fonte de prazer principal na vida dele, a aposentadoria para o homem torna-se uma ruptura com a vida como um todo.

Zenaide Rocha afirmou que o suicídio em idosos é um problema que não é falado porque falta informação, sendo muito importante que todos tenham conhecimento da pesquisa realizada pela Fiocruz. Ela ressaltou que o CVV está aberto a todas as pessoas que queiram falar sobre os sentimentos que a estão infligindo e assim, estão colaborando para a prevenção do suicídio, pois a pessoa que fala dos seus problemas lá no início antes mesmo de ter pensamentos de morte, se ela tem alguém que a escute, que faça esse acolhimento, isto pode colaborar efetivamente para que ela mude de rumo e deixe de pensar em dar fim à sua própria vida. Zenaide comentou ainda que há vários fatores que contribuem para essa sensação de menos valia do idoso, porém também existem aspectos positivos e não só negativos na velhice, como por exemplo, os avanços na ciência e em tratamentos de saúde, melhoria na alimentação, acesso a exercícios físicos, ao lazer, possibilitando maior qualidade de vida e longevidade.

Cecília Minayo ressaltou que apesar de em outros países como na Europa, nos Estados Unidos e nas culturas orientais o idoso ser mais respeitado do que aqui, não podemos mitificar nada, porque na Europa há mais suicídio do que no Brasil, nas sociedades orientais também, em última instância há uma forte carga cultural nas taxas de suicídio e cada ato é uma decisão pessoal, paradoxalmente é uma opção de vida.

A antropóloga chamou a atenção para aspectos encontrados na pesquisa a respeito do suicídio dos homens idosos. Ela disse que a perda do status social tem um papel muito importante, sobretudo para os homens que se acostumaram a viver apenas do trabalho e dele derivar todas as suas relações sociais. Geralmente eles não pensam no momento após a aposentadoria. É como se para ele restasse um não-lugar social. Segundo a pesquisadora, mais de 85% dos idosos no Brasil são saudáveis, o que não quer dizer que não tenham algum problema de saúde, mas são ativos, têm autonomia. Porém há um percentual importante de 15% de idosos que começam a ter problemas de saúde sérios que exigem cuidados, perda de autonomia e, no caso dos homens, os maiores sofrimentos estão associados também à perda de sua potência sexual. “Nós homens dizendo: “eu não tenho mais que viver, eu não sou mais homem”. A questão do machismo se expressa não só no trabalho, não só no domínio da família, mas em todos os domínios da vida e nas formas de morte.

Com relação ao suicídio da mulher idosa, Cecília Minayo relatou que, embora em quantidade muito menor do que entre os homens, além de uma série de fatores, corrobora fortemente a perda da função social como esposas e como mães. Muitas justificam a desistência da vida, por acreditarem que cumpriram sua missão na terra.

A pesquisadora também destacou que no Brasil, a relação de idosos que pensam ou tentam cometer suicídio é de 4 para 1. O que ela gostaria de frisar é que como a pesquisa é voltada para a área de saúde, e na atenção primária, o mais importante é manter o idoso em atividade. A primeira medida preventiva é manter o idoso valorizado e em atividade e a segunda medida é um alerta para os profissionais de saúde e os familiares: quando um idoso falar em se matar ou tentar fazê-lo, esses agentes precisam acreditar no que ouvem e no que presenciam. Esses idosos precisam  ser acompanhados e cuidados mais de perto por alguém da família e ter paralelamente uma assistência profissional, de preferência de um psicólogo. Ela lamentou que os CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) não estejam preparados para enfrentar esse problema, o que é fundamental, tendo em vista que a população brasileira está envelhecendo e a área de saúde precisa acompanhar tais mudanças.

20/02/2013 – Revista Ciência & Saúde Coletiva 

Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. Um milhão de pessoas por ano. Isso é mais do que mortes por conflitos, guerras e homicídios combinados

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O dia passou em branco. O suicídio é, realmente, um tabu no Brasil. Mas nestes tempos de despejos para as obras da Copa do Mundo, lembro para as autoridades do Executivo e para a Justiça:  Que  a segunda maior causa de morte está entre jovens de 15 a 25 anos. As taxas estão associadas à crise econômica, ao aumento no número de desempregados e também fatores sócio-econômicos, como urbanização e migração.

Estão previstos 250 mil despejos nas doze capitais que se candidataram para construir arenas para os jogos.

Em todo o mundo um milhão de pessoas por ano comete suicídio. Isso é mais do que mortes por conflitos, guerras e homicídios combinados. A declaração é da Organização Mundial da Saúde (OMS), que marca nesta segunda-feira (10), o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.

Segundo relatório da OMS, a cada 40 segundos uma pessoa se suicida no mundo; o número de tentativas de suicídio chega a 20 milhões por ano; ou seja, 5% das pessoas no mundo fazem uma tentativa de suicídio pelo menos uma vez em sua vida.

O relatório afirma que os países precisam tomar providências de combate ao problema dificultando o acesso das pessoas a armas, álcool, drogas e pesticidas. Além disso, a simples construção de barreiras em pontes pode levar a uma diminuição de casos.

A agência da ONU informou que as tentativas de suicídio são mais comuns entre mulheres, porém o número de óbitos é maior entre os homens. E a segunda maior causa de morte está entre jovens de 15 a 25 anos. As taxas estão associadas à crise econômica, ao aumento no número de desempregados e também fatores sócio-econômicos, como urbanização e migração.

Uma outra causa para que alguém tente tirar a própria vida são os problemas mentais. Por isso, a OMS preparou uma série de diretrizes para a mídia pedindo que a representação do suicídio seja feita de forma responsável reduzindo a estigmatização desse grupo de pessoas.

Uma outra dica da agência para ajudar na prevenção é a identificação de pessoas com depressão e ansiedade.

Hojemente, no Brasil, quando se quer destruir uma pessoa, basta dizer que é louca. Nem precisa atestado psiquiátrico.

Outra face cruel: as pessoas fogem dos suicidas e dos velhos.

prevenir

Porque ninguém se preocupa, informo sem nenhum destaque: tradicionalmente o número de suicídios é maior entre os velhos, idosos e anciãos.

Jornalista tem dia de descanso?

pintando o 7

Vamos ensinar as crianças a pintar o 7.

O sete corresponde aos sete dias da semana, aos sete planetas, aos 7 graus da perfeição, às sete pétalas da rosa. O sete é o número dos céus, dizia Dante.

O sétimo dia foi objeto de numerosas interpretações simbólicas no sentido místico. Esse dia em que Deus descansou após a Criação significa como que uma restauração das forças divinas na contemplação da obra executada. Esse descanso do sétimo dia marca um pacto entre Deus e o homem.

Na Europa medieval, dava-se muita importância aos grupos de sete: Havia sete dons do Espírito Santo, representados na arte gótica em forma de pomba; sete eram as virtudes, as artes e as ciências. Havia sete sacramentos, sete idades do homem, sete pecados capitais, sete pedidos expressos no Pai Nosso.

O sete simboliza a conclusão do mundo e a plenitude dos tempos. Segundo Santo Agostinho, ele mede o tempo da história, o tempo da peregrinação terrestre do homem. E que Deus reserva um dia para descanso.

O próprio homem é convidado pelo número 7 – que indica o descanso, a cessação do trabalho – a voltar-se para Deus, e a descansar somente nele.

A voltar-se para a família.

Não deixe ninguém lhe roubar este dia.
Reserve este dia para seus filhos. Sempre.
E neste domingo, venha para o Parque Dona Lindu.
Traga seus filhos ou netos. Para um aprendizado de brasilidade, de pernambucanidade, de patriotismo, de nacionalismo, de civismo, de liberdade, de fraternidade, de generosidade, de com pão eirismo, de igualdade, de amor ao próximo.

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Faruk Soyarat
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Arcadio Esquivel
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Anne Derenne
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