Todo movimento estudantil é caso de polícia

Como acontecia na ditadura militar de 64, protesto de estudante é baderna, caso de polícia.

A ditadura econômica persiste no Brasil

O ensino público, com as escolas sucatadas, e as verbas roubadas pelos prefeitos e governadores, continua reprovado em qualquer prova de qualidade.

Os estudantes, para as autoridades (in)competentes e a imprensa vendida, não podem se indignar, nem reclamar. Têm que agir de maneira cúmplice, passiva, covarde, subserviente, complacente, masoquista.

Hoje a rede de televisões e jornais e rádios e revistas dos irmãos Marinho defendem:

“Polícia é chamada para conter tumulto com estudantes na Uerj”

“Tumulto”.
“Tumulto”- grita o reitor, o magnífico.
“Tumulto”- repete o coro das empresas da Globo, a serviço do Grande Irmão.

Eis a história oficial: “Policiais do 4º BPM (São Cristóvão) foram chamados, na tarde desta segunda-feira (12), para conter um tumulto envolvendo estudantes da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), na Rua São Francisco Xavier, no Maracanã, na Zona Norte do Rio. As informações foram confirmadas pelo próprio batalhão.
Alunos fizeram um protesto em frente ao bandejão da Universidade. Segundo a assessoria da Uerj, o bandejão começará a funcionar em menos de um mês mas, nesta segunda, houve uma inauguração simbólica que reuniu o reitor Ricardo Vieiralves, representantes de professores, de funcionários“.

É isso aí: restaurante de estudante é bandejão.
Restaurante de reitor tem cinco estrelas pagas com cartão corporativo.