Existen más de 300 burdeles operando solamente en Río. Más de 300 mil casos de tráfico de personas tendrán lugar en la Copa del Mundo

 

A sex worker waiting for customers in Vila Mimosa at Vila Mimosa prostitution zone in Rio de Janeiro, Brazil.
A sex worker waiting for customers in Vila Mimosa at Vila Mimosa prostitution zone in Rio de Janeiro, Brazil.

Los eventos deportivos como el Super Bowl, las Olimpiadas y los Mundiales de soccer aportan una considerable derrama económica en los lugares donde se llevan a cabo; sin embargo, dicha derrama no es tanta ni tan conveniente como podría suponerse. Amos Barshad, reportero de la Rolling Stone, realizó un interesante reportaje acerca de la prostitución en Río de Janeiro y otras ciudades brasileñas durante la presente Copa del Mundo en Brasil. Las caipirinhas y los bikinis, según su recuento, solamente son las pantallas de un problema mayor.

El problema, curiosamente, se da cuando las autoridades brasileñas pretenden esconder bajo la alfombra sus pequeños pecados locales. Y es que la prostitución en Brasil no solamente es legal (sexo consensuado a cambio de dinero) sino que se encuentra inmersa en una red de corrupción que, a pesar de todo, mantiene estable la situación de la mayoría de las trabajadoras y trabajadores sexuales. Por ejemplo, en 2012, durante la conferencia de las Naciones Unidas, muchos clubes nocturnos fueron cerrados, sólo para que las zonas “de tolerancia” volvieran a operar normalmente al finalizar la cumbre diplomática.

Centaurus
Centaurus

Según antropólogos como Thaddeus Blanchette y su esposa Ana Paula da Silva, existen más de 300 burdeles operando solamente en Río, de los cuales la mayoría de los clientes son gringos (cualquier no brasileño) y, en segundo lugar, brasileños. Las termas operan como bares de lujo (entre ellos destaca el Centaurus, de donde Justin Bieber fue captado al salir por paparazzis), aunque existen muchas más “fast fodas” (“cogidas rápidas”), una especie de distrito rojo tropical donde los paseantes pueden entrar a tener sexo veloz en cuartos minúsculos por unos cientos de reais, cuyo tipo de cambio es aproximadamente de 2 a 1 respecto del dólar norteamericano.

Pero ¿cómo influye un evento como la Copa del Mundo en el próspero negocio del turismo sexual?

Según algunas cifras del reporte de Barshad, más de 300 mil casos de tráfico de personas tendrán lugar en la Copa del Mundo.

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El reporte completo puede leerse aquí.

A EROTIZAÇÃO DO MUNDO PELA TELEVISÃO

(Do Apocalipse de João)

por  Talis Andrade

 

Alex Falco
Alex Falco

 

Eu tive uma visão

Vestida de púrpura escarlate

uma mulher segurava uma taça de ouro

cheia de abominação –

a imundície nefasta

da prostituição

 

Eu tive uma visão

A mulher despia

as vestes vermelhas

aparecendo nua

nos espelhos cegos

de cada habitação

 

Nos olhos lábios e pés

as promessas de gozo

instantâneo e fácil

 

Eu tive uma visão

Uma mulher segurava

uma taça de ouro

Os homens

se embriagavam com o vinho

de sua depravação

Um general chefe do tráfico de mulheres, com empresas em Portugal, Brasil e Angola

Em Portugal ele é dono de um time de futebol. Esses cartolas usam os clubes para todo tipo de tráfico.

Bento Kangamba chegava a pagar 100 mil dólares por sexo com brasileiras

Continuam a vir às catadupas, as provas do envolvimento do general Bento Kangamba, auto-intitulado empresário da juventude e promotor de espectáculos em Moçambique, Angola e Brasil rota que funciona o seu negócio de tráfico de mulheres para a prostituição.

Uma reportagem da Globo que passou no último domingo, no programa Fantástico, denunciou uma rede de “prostituição de luxo”. Mulheres brasileiras eram levadas para fazer programas sexuais em Angola. Segundo as investigações, o principal cliente era o general, considerado um dos homens mais poderosos da África à custa do dinheiro público do povo angolano. Ele chegava a oferecer US$ 100 mil por um programa.

O Aeroporto Internacional de São Paulo (Guarulhos) é passagem frequente de muitos famosos. Artistas, celebridades, gente que viaja a trabalho para decolar nos palcos do Brasil e do mundo.

Agora, uma investigação da Polícia Federal revela que, durante os últimos sete anos, o aeroporto de Guarulhos funcionou também como ponto de partida de uma ponte aérea da prostituição, que ligava Brasil e África.
Brasileiras – algumas, rostos conhecidos de programas de TV – embarcavam pelo menos duas vezes por mês com destino a Angola ou à África do Sul. Em certos casos, essas expedições incluíam Portugal.

Entre os envolvidos, não havia segredo. O objectivo das excursões era abertamente sexual. Acompanhe a seguir a entrevista feita pela Globo à procuradora federal, Stella Scampini e as mulheres que estão envolvidas no turismo sexual patrocinado por Bento Kangamba com dinheiro da corrupção.

Fantástico: Essas mulheres sabiam que iam para lá para se prostituir?

Stella Fátima Scampini, procuradora federal: Sim.

Fantástico: Então, isso não descaracteriza o crime?

Stella: Não. O fato de a pessoa se prostituir, isso não é crime. A pessoa que explora a outra sexualmente, que tira proveito da prostituição alheia, essa sim comete crime. O simples fato de você promover a saída de uma pessoa para o exterior para exploração sexual, isso por si só já é um crime, que é justamente o crime de tráfico internacional de pessoas.
O destino final desse tráfico de pessoas era, na maioria das vezes, a cidade de Luanda. A precária capital angolana, marcada por quase 30 anos de guerra civil, foi o improvável cenário de prostituição para algumas mulheres brasileiras.
Se Angola ainda luta contra a pobreza, o mesmo não pode ser dito do homem que a Polícia Federal aponta como o grande patrocinador deste esquema, que pode ter movimentado quase US$ 50 milhões desde 2007.
Bento dos Santos Kangamba é general da reserva das Forças Armadas angolanas. Herói da guerra civil, líder político do partido do poder, o MPLA, ele é um dos maiores empresários do país. Com negócios na África e em Portugal, dono do time de futebol que é o atual campeão angolano, o general Bento tem forte ligação com o presidente José Eduardo dos Santos, no poder há 34 anos. Ele é, simplesmente, casado com uma sobrinha do chefe de estado de Angola.

Luiz Tempestini, delegado da Polícia Federal: Ele é uma pessoal muito influente naquele país.

Fantástico: Intocável?

Tempestini: Eu não diria intocável. Mas tem uma dificuldade maior sim.
De acordo com a Polícia Federal, as brasileiras eram enviadas em grupos de cinco ou seis para Angola. No auge do esquema, no meio deste ano, havia pelo menos dois grupos por mês. Em uma escuta feita com autorização judicial, uma das mulheres que já tinha visitado Luanda conta para outra como é a viagem. A conversa confirma: as moças sabiam muito bem com quem estavam lidando.

Mulher 1: Ele é famosíssimo. Esse cara é dono de tudo lá. Ele abre uma gaveta assim ó, cheio de dólares. Cheio. Milhões de dólares.
As moças eram contratadas por US$ 10 mil cada. O combinado: uma semana à disposição de Kangamba e seus amigos na África. Mas, para uma delas, a eleita, o cachê podia ganhar outra dimensão.
As escutas mostram que Bento Kangamba fazia uma seleção cuidadosa e escolhia uma das beldades para ser a sua própria acompanhante.

Mulher 1: No primeiro dia que ele foi ver a gente, ele pegou, foi lá pro quarto, mandou chamar nós duas. Aí ele mandou ficar em pé para ele ver meu corpo.

Mulher 2: De roupa mesmo ou sem nada?

Mulher 1: De vestido e calcinha.
Em um quarto do hotel, as moças desfilavam diante do poderoso angolano.

Mulher 1: Ele não gosta de baixa, ele gosta de mulher super bolada. Ele gosta de mulher com carne. Se eu tivesse o corpo de antes, a bunda do tamanho do mundo, eu tenho certeza que ele ia pirar na minha.

Quando Kangamba decidia, a escolhida recebia um bom pé-de-meia. O general pagava até US$ 100 mil, quase R$ 250 mil, para a sua favorita. Mas essa pequena fortuna tinha um preço alto, segundo a polícia. Um risco de vida. Quando se trata de sexo, o general tem os seus caprichos.

Mulher 2: Ah, não?

Mulher 1: Dizem que ele só gosta sem camisinha e por isso que ele dá R$ 100 mil, R$ 200 mil para as meninas.

Fantástico: O risco envolvido é muito alto.

Stella: Muito alto. Elas tinham consciência disso, muitas delas ficavam em dúvida, mas acho que a tentação e aquela ambição era maior.

Mulher: Eu não vou ficar com demagogia, não, tô lá na chuva é pra me molhar. Ninguém morreu de Aids até agora.

Para as moças que ficavam em dúvida, era oferecido um suposto antídoto, um coquetel de drogas antiaids.
Nesta escuta, uma das mulheres que topou fazer sexo sem camisinha com Bento Kangamba conta os efeitos da medicação recebida.

Mulher: Deixa eu te falar uma coisa, eu estou tomando os negócios e eu estou supermal.
Para o Ministério Público Federal, não há comprovação de que esses remédios de fato teriam algum efeito contra a contaminação pelo vírus.
“A gente não sabe do que seria composto, mas acho que todos sabemos que ainda não há cura para esse tipo de doença”, afirma a procuradora.

Segundo a Polícia Federal, ninguém conhecia melhor as exigências de Bento Kangamba do que um brasileiro, o encarregado de recrutar as prostitutas do lado de cá do Atlântico.

Músico, produtor de eventos, Wellington Eduardo Santos de Souza visitou Angola pela primeira vez em 2003 como percussionista do grupo de pagode Desejos. Wellington é conhecido como Latyno e não deve ser confundido com o músico mais famoso, que tem o mesmo apelido.

Os shows em Luanda iniciaram a parceria com Nino Republicano. O empresário artístico africano era o contato do brasileiro na capital angolana. Segundo a investigação, Nino era encarregado de reservar hotéis e pagar as despesas das brasileiras.

Latyno: Foi nove mil, nove mil e pouco das passagens de todo mundo.
Republicano: Você tinha seis mil dólares meus aí.

Latyno: Comprei cinco bilhete.
Republicano: Então, cinco bilhete dá quanto?

Latyno: Eu vou te passar as contas aí tem o dinheiro já, tu vai pegar aí com o coiso.

A Polícia Federal calcula que o esquema de prostituição internacional chegou a faturar mais de R$ 640 mil por mês. E o dinheiro não ficava todo com as mulheres. A comissão cobrada pelo chefe dos agenciadores, Wellington de Sousa, o Latyno, corroía pelo menos metade desse valor. E como a mesma rapidez com que ele dinheiro entrava, aparentemente ele saía, gasto em itens de luxo, como um supercarro que está apreendido pela Polícia Federal de São Paulo. Um veículo que zero quilômetro custa mais de R$ 380 mil.

“Ele era basicamente o líder da organização aqui no Brasil”, revela o delegado.
Em uma ligação, o ex-pagodeiro fala diretamente com o general angolano. O assunto é uma viagem a Portugal.

Kangamba: Qual o pessoal que vai agora?

Latyno: Tô com várias pessoas já preparadas, que era tudo pessoal de TV. Já tem um time bom, tudo montado pra lá.

Kangamba: Põe pra ir na quinta-feira, elas.
Em outra gravação, ele precisa lidar com a frustração do general, que não pode ter uma das moças que gostaria.

Kangamba: A cara é boa, né?

Latyno: Sim, é boa. É grande, né? Aquela eu tentei já, mas é difícil demais, tio.

Kangamba: É difícil por quê?

Latyno: É muito difícil, tio. Tentei muito, tentei muito.

Kangamba: Ah, tá bom, organiza lá então.

Latyno – que lembramos mais uma vez, não tem nada a ver com o músico mais famoso de mesmo apelido – também executava funções burocráticas. Em uma escuta, uma das mulheres explica que o ex-pagodeiro também cuidava do dinheiro recebido pelo grupo.

Mulher: Quem sempre vai pra pegar o dinheiro, trazer o dinheiro pra gente é o Latyno.

Mas, em pelo menos um dos casos, diz a polícia, o agenciador sumiu com o dinheiro. E a mulher escolhida pelo general ficou sem os US$ 100 mil pagos por Kangamba para fazer sexo sem preservativo.

Em uma troca de mensagens com Latyno, ela cobra a dívida. E o chama de ‘o maior cafetão do Brasil’.

Latyno está preso desde o final de outubro. Com ele, estão outros quatro brasileiros. Segundo a polícia, são seus dois auxiliares principais: Rosemary Aparecida Merlin e Eron Francisco Vianna. E o terceiro escalão da quadrilha, formado por Luciana Teixeira de Melo, a Lu Bob, e Jackson Souza de Lima, marido de Rosemary.

“Cada um tinha uma função específica. Mas em termos gerais eles eram responsáveis por toda a logística da organização. Tanto para aliciamento, quanto para seleção, quanto para obtenção de vistos”, afirma Tempestini.
O grupo é acusado de formação de quadrilha, favorecimento à prostituição, tráfico internacional de pessoas e cárcere privado.

Mulher 1: A gente teve que ficar trancada no quarto todos os dias. Horrível, horrível, essa sensação de prisioneira, sabe?
Em uma escuta, a irmã de uma das moças levadas a Angola liga para Rose Merlin, assistente de Latyno.

Irmã: Ela tava surtando já no sábado lá, ela falou comigo. Não podiam fazer nada, ficaram trancadas, que não sei o quê.

Rose: Como o Latyno não está lá, sem autorização do Bento, ninguém sai de lá, também, né?

“Somados os crimes que as pessoas foram indiciadas e denunciadas pelo Ministério Público, o cálculo é aproximado de 41 anos de pena total”, explica o delegado.

O Fantástico procurou todos os acusados. Entre os brasileiros, nenhum quis dar entrevista. A defesa de Jackson Souza de Lima mandou uma nota em que nega todas as acusações e que seu cliente não tem antecedentes criminais. Os angolanos Bento Kangamba e Nino Republicano tiveram a prisão preventiva pedida pelo Ministério Público Federal.

“De uma forma direta eles participaram também dos crimes cometidos aqui. Esse núcleo brasileiro não existiria se não houvesse o fornecimento de dinheiro. Os fatos estão todos correlacionados”, avalia Stella.

Hoje, Kangamba e Republicano têm os nomes na lista vermelha da Interpol, a polícia internacional.

“De regra, Angola não extradita nacionais. No caso de eles buscarem algum outro país, será a ocasião em que eles poderão ser presos imediatamente, para uma futura extradição para o Brasil”, afirma Luiz Eduardo Navajas, chefe da Interpol no Brasil.

Bento dos Santos Kangamba contratou um advogado para defendê-lo no Brasil.

“Se algo como isso acontecia, acontecia absolutamente sem o conhecimento e domínio do Bento dos Santos. Ele contratou profissionais, artistas brasileiros, para fazer a promoção do clube de futebol dali”, argumenta Paulo Iasz de Morais, advogado de Bento Kangamba.

Nino Republicano também contratou um advogado brasileiro.

“O meu cliente não tem nenhum envolvimento com a dita quadrilha de tráfico internacional de mulheres. Ele tem uma empresa de eventos, responsável por levar inúmeros eventos de artistas brasileiros para Angola”, defende Pedro Iokoi, advogado de Nino Republicano.

As mulheres que viajaram a Angola não serão chamadas como testemunhas, segundo o Ministério Público Federal, para proteger suas identidades.

Fantástico: O papel dessas mulheres no processo é o de vítimas.

Stella: Sim.

Fantástico: Alguma dessas vítimas procurou o Ministério Público Federal para denunciar esse esquema?

Stella: Não. Esse tipo de crime envolvendo prostituição de luxo, elas tentam preservar a privacidade. Então é muito difícil que venham aos órgãos públicos.

Fantástico: Têm medo da exposição? vinculado à prostituição.

onde está o erro. Se são mulheres adultas, famosas, foram de livre e espontânea vontade em busca de dinheiro, será que os riscos envolvidos não são aceites popularmente.

Stella: É dever do Ministério Público reprimir e também proteger essas vitimas, que muitas vezes nem se vêem como vitimas.

Fonte: MozManiaco

ESCAPA DE PRISÃO COM PASSAPORTE DIPLOMÁTICO
Kangamba
Kangamba

O general Bento dos Santos “Kangamba” escapou à detenção, há dias, no principado de Mónaco, por ser portador de um passaporte diplomático.

As autoridades francesas, segundo apurou o Maka Angola, tentaram a detenção do general, que se encontrava hospedado no Hotel Metrópole, em Monte-Carlo, com um séquito de 20 amigos. A polícia local pretendia interrogar e encarcerar o general por branqueamento de capitais, crime organizado e associação de malfeitores, mas o general invocou imunidade diplomática para evitar a detenção.

Em causa está a apreensão de dinheiro, no valor de quase 3 milhões de euros (cerca de US$ 4 milhões), e da detenção de cinco indivíduos, que transportavam o dinheiro, de Portugal para a França, para pagamento do vício do general pelo jogo.

 O Hotel Metrópole fica a 50 metros do Casino Monte-Carlo, o local preferido para os jogos do general, que também é o secretário do comité provincial de Luanda do MPLA para organização e mobilização periférica e rural.

 Os cinco indivíduos encontram-se detidos por branqueamento de capitais, crime organizado e associação de malfeitores.

As apreensões tiveram lugar em duas ocorrências separadas no dia 14 de Junho, no sul de França, envolvendo dois veículos de matrícula portuguesa.

 Na primeira ocorrência, à uma hora da manhã, nas portagens de Arles, foram apreendidos 2 milhões de euros, transportados na bagageira de um Mercedes, acomodados em 40 maços de notas, num saco de plástico e numa caixa de sapatos.

 O motorista do veículo, Daniel de Andrade Moreira, de nacionalidade portuguesa, que se fazia acompanhar da sua esposa, disse às autoridades francesas que o dinheiro lhe havia sido confiado por um amigo angolano, Carlos Silva.

 O casal tinha por missão entregar o dinheiro a Carlos Silva, no hotel Le Métropole, em Monte Carlo , no Mónaco, onde este organizava uma festa para o general Bento Kangamba, que ali se encontrava de férias com um grupo de cerca de vinte amigos. Daniel de Andrade Moreira disse ainda que Carlos Silva é empregado de Bento Kangamba. As diárias de quarto mais barato, no referido hotel, são em média 600 euros (acima dos US $770) e uma simples refeição ultrapassa os 200 euros por pessoa.

A segunda apreensão ocorreu cerca de sete horas mais tarde, nas portagens de Saint-Jean de Védas (Hérault), a cerca de 80 quilómetros do local da primeira ocorrência.

 A polícia deteve os ocupantes de um segundo Mercedes, Anércio Martins de Sousa e Gaudino Vaz Gomes, de nacionalidade angolana e cabo-verdiana respectivamente, que transportavam 910 mil euros.

 O motorista explicou que o dinheiro se destinava à compra de um imóvel em Nice e que ele receberia 10 porcento do montante por fazer o transporte até ao seu proprietário, José Francisco.

“ANGOLA NÃO É PAÍS DO NORTE DE ÁFRICA”

Tudo em família (da esquerda para a direita)- José Eduardo dos Santos, a primeira dama Ana Paula dos Santos, Avelina Escórcio dos Santos (sobrinha do presidente) e o seu esposo, o general Bento dos Santos “Kangamba”
Tudo em família (da esquerda para a direita)- José Eduardo dos Santos, a primeira dama Ana Paula dos Santos, Avelina Escórcio dos Santos (sobrinha do presidente) e o seu esposo, o general Bento dos Santos “Kangamba”

Em entrevista concedida ao Correio da Manhã, de Portugal, em janeiro último, Bento Kangamba, general, empresário e membro do comité central do MPLA, garante que sem o presidente Eduardo dos Santos a nação estaria ao deus-dará.

Correio da Manhã – Porque lhe chamam o ‘empresário da juventude’?

Bento Kangamba – O respeito por mim deve-se à minha maneira de ser, à humildade com que trato toda a gente, em Luanda e nas zonas suburbanas. Sou muito sensível aos jovens que me pedem ajuda para resolver problemas de doença ou relacionados com os estudos. Há pessoas que querem semear confusão e dizem que tenho de expor a proveniência do meu dinheiro. Mas a popularidade de que desfruto vem do desporto [É dono . Sempre ganhei dinheiro, e quem beneficia é a minha família e as minhas empresas.

“PODEMOS AJUDAR PORTUGAL A SAIR DA CRISE”

CM – Como viu as críticas do presidente do Parlamento Europeu ao pedido português de mais investimento angolano?

– Angola tem de ajudar Portugal, e a Europa não pode ter ciúmes de Angola. Todos sabem que Angola, o Brasil e a China são as economias emergentes e a ajuda à Europa para vencer a crise tem de passar por aí. Ninguém vai prejudicar as relações entre Angola e Portugal, países irmãos.

– E que papel pode jogar Angola na resolução dessa crise?

– A Sonangol investiu muito em Portugal, e o mesmo sucedeu com outras empresas. Muitos angolanos tentam investir em Portugal, país onde se sentem bem. Angola pode ajudar Portugal a sair da crise, mas, em minha opinião, é necessária maior agilização dos bancos portugueses nos mecanismos de funcionamento. Há muita burocracia, que entrava as transferências e outras operações bancárias.

PERFIL

Bento dos Santos kangamba nasceu há 46 anos no Moxico, é general de carreira e empresário na área dos diamantes, do petróleo e da construção. É presidente do clube de futebol Kabuscorp, que contratou Rivaldo. (Transcrevi trechos)

É também promotor de eventos. Contratou vários artistas brasileiros para atuar nos palcos de Angola, que “não é um país do Norte da África”.

foto Moranguinho

Prostituição vip

 

 

correio_braziliense. sexo prostituição vipNão uma agenda, mas três, oito telefones celulares e um computador portátil podem complicar a vida de muitos políticos, empresários e lobistas de Brasília. O material pertence a Jeany Mary Corner, a mulher de 53 anos apontada como uma das maiores cafetinas do Distrito Federal. Está em poder da Polícia Civil e servirá como prova na investigação sobre a atuação de uma quadrilha de prostituição de luxo na capital do país.

Na Operação Red Light, desencadeada na segunda-feira, agentes da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) recolheram ainda, na casa dela, oito cadernos. Neles, acreditam estar a contabilidade do grupo. Por meio de depoimentos e de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, os policiais descobriram que homens, mulheres e travestis eram explorados de várias maneiras. Além de dividirem os valores dos programas sexuais com as organizações, eles pagavam caro por propaganda em sites especializados, aluguéis de quitinetes, carros e até roupas de cama.

Tudo era controlado por 10 pessoas de três grupos distintos, liderados por quatro mulheres, incluindo Jeany Mary, protagonista da queda do então ministro da Fazenda Antônio Palocci, em 2006. Além dela, são apontadas como cabeças do esquema Vilma Nobre, 44 anos, Marilene Oliveira, 49, e Ângela Castro, 49. As duas últimas são sócias, segundo os policiais.

Elas acabaram presas na Red Light, que cumpriu nove dos 10 mandados. O único foragido, até a noite de ontem, era Geovani Nunes, 46 anos. Ele e outros homens tinham a missão de arregimentar travestis e garotos, ainda de acordo com os investigadores. Os agentes não detectaram a presença de pessoas com menos de 18 anos entre as prostitutas, mas flagraram, em grampos telefônicos, que os agenciadores miravam adolescentes e esperavam, ansiosamente, as garotas atingirem a maioridade para serem atraídas ao esquema.

Promessa de visibilidade, dinheiro e uma vida regada a viagens, joias e carros luxuosos levam garotas de programa a se vincularem a redes de prostituição, nas quais o principal objetivo é o enriquecimento ilícito dos aliciadores. Atraídas pelo alto preço cobrado nos encontros e pela produção profissional de fotografias e sites de divulgação, elas aceitavam se submeter à divisão dos lucros com os chefes, cafetões e cafetinas. Na lista de clientes cativos, figuram políticos e empresários, tornando a capital o cenário perfeito para a prática.

Além de aliciar, os 10 suspeitos ameaçavam as garotas para elas não deixarem o grupo. Algumas são casadas, e os líderes diziam que, se fosse necessário, revelariam aos maridos, aos pais e a outros familiares o trabalho como prostituta. Cada uma das mulheres negociava a porcentagem do valor do programa, que acabava nas mãos dos aliciadores. Em alguns casos, até 50% do preço era repassado.

O serviço oferecido pelos criminosos é conhecido na capital e em outras unidades da Federação, onde eles têm influência no meio político e empresarial. Os clientes pagavam caro. Apesar de as garotas contratadas atenderem diferentes públicos, o destaque ficava na clientela de luxo. Um programa com as belas moças poderia custar até R$ 10 mil. Os anúncios eram postados em sites, e os encontros ocorriam em domicílios alugados a esse fim.

 

General angolano realiza tráfico de luxo de mulheres brasileiras para Europa e África

A Polícia Federal brasileira informou que a rede de tráfico internacional de mulheres desarticulada hoje pela corporação, que levava brasileiras para Angola, actuava também em Portugal, na África do Sul e na Áustria.

Os criminosos levavam as mulheres para fora do Brasil por uma semana, e ofereciam-nas a clientes de elevado poder económico, pagando entre 10 mil dólares (7.290 euros) e 100 mil dólares (72,9 mil euros), detalhou a polícia em conferência para a imprensa.

As mulheres eram aliciadas em casas de diversão nocturna de São Paulo e da região sul do Brasil pelos membros da rede, que ofereciam a partir de 10 mil dólares (7.290 euros) para que elas se prostituíssem durante uma semana.

Ainda segundo a assessoria da Polícia Federal brasileira, as investigações encontraram provas de que brasileiras “do meio artístico” receberam até 100 mil dólares (72,9 mil euros) para se relacionarem sexualmente com um rico empresário e ex-parlamentar de Angola.

“Há fortes indícios de que parte das vítimas foi privada temporariamente da sua liberdade no exterior e obrigada a manter relações sexuais sem preservativos com clientes estrangeiros”, diz o comunicado da Polícia brasileira, acrescentando que as vítimas recebiam, nesses casos, um falso tratamento de medicamentos anti-SIDA.

A investigação acredita que os criminosos movimentaram cerca de 45 milhões de dólares (14,7 milhões de euros) com o tráfico internacional destas mulheres, nos últimos seis anos.(Sol, Portugal)

Escrevem Andreza Matais, Fausto Macedo e Fábio Fabrini

Polícia Federal acusa general angolano de tráfico de mulheres

Angola: O general Bento dos Santos Kangamba
Angola: O general Bento dos Santos Kangamba

A Polícia Federal (PF) acusa um parente do presidente de Angola de chefiar esquema internacional de tráfico de mulheres do Brasil para África do Sul, Portugal, Angola e Áustria. O Estado apurou que, na Operação Garina deflagrada ontem, a PF pediu e a Justiça concedeu a prisão do general Bento dos Santos Kangamba, caso ele desembarque no Brasil, e incluiu seu nome e o de um comparsa na lista de procurados da Interpol.

Chamado de “tio Bento” ou “tio Chico” pelos integrantes da quadrilha, o general é casado com uma sobrinha do presidente de Angola, José Eduardo Santos, no cargo desde 1979. O general é dirigente do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), mesmo partido do presidente, e tem influência no governo por meio de sua mulher, uma filha de Avelino dos Santos, irmão do presidente.

Presidente do grupo Kabuscorp, um complexo industrial com sede em Angola, o general também é influente no mundo dos negócios. Kangamba é o maior patrocinador do Vitória Sport Clube, da primeira divisão de Portugal, e tem, ainda, um time de futebol no país africano. Duas atividades usadas na lavagem de dinheiro do crime organizado.

O jornal O Estado de S. Paulo apurou que o braço do esquema do general no Brasil é Wellington Eduardo Santos de Sousa, que a PF identificou nos relatórios de inteligência como Latino, um ex-pagodeiro da banda Desejos.

Em um ano de investigação, a PF descobriu que a quadrilha aliciava mulheres em casas noturnas paulistanas no bairro de Indianópolis, zona sul de São Paulo, mediante promessa de pagamento de US$ 10 mil para se prostituírem pelo período de uma semana para clientes de elevado poder econômico. Modelos de capas de revistas masculinas e que participavam de programas de TV receberam até US$ 100 mil para se relacionar sexualmente com o general.

Há fortes indícios de que parte das vítimas foi privada temporariamente de sua liberdade no exterior e obrigada a manter relações sexuais sem preservativos com clientes estrangeiros. Para essas vítimas, os criminosos ofereciam um falso coquetel de drogas antiaids. Foram cumpridos ontem 16 mandados judiciais: 5 de prisão e 11 de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, São Bernardo, Cotia e Guarulhos. A PF apreendeu 11 carros de luxo, 23 passaportes, 9 cópias de passaportes, 14 pedidos de visto para Angola, moeda estrangeira e drogas.

Luxo

Segundo a PF, a organização movimentou US$ 45 milhões com o tráfico internacional de mulheres desde 2007. O enriquecimento da família do presidente de Angola tem sido noticiado em todo o mundo. A filha do presidente, Isabel dos Santos, foi apontada pela revista americana Forbes como a mulher mais rica e poderosa da África. A revista noticiou que a fortuna tem origem em corrupção: ela fica com uma parte de empresas que querem estabelecer-se em Angola e recebe comissão em troca da assinatura do pai numa lei ou decreto.

Em julho, a imprensa de Portugal noticiou que Kangamba comprou uma casa de 12 milhões nos arredores de Madri, no mesmo condomínio em que mora o jogador Cristiano Ronaldo. O nome da operação, Garina, significa menina na gíria de Angola. A Embaixada de Angola no Brasil foi procurada, mas não respondeu à ligação. (Colaborou Bernardo Caram). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A prostituição Vip e assédio sexual

O assédio sexual no trabalho criou um rede de prostituição gratuita para empresários e industriais e seus empregados que ocupam cargos de confiança. Taí a recente denúncia da corajosa modelo Priscila Vilela, que ninguém vai investigar.

O duro do assédio sexual, que constitui uma tremenda humilhação, e que começa com galanteios, muitas vezes viagens de trabalho, participação em congressos, cursos de aperfeiçoamento em distantes cidades, prêmios etc, é que a vítima sabe que tudo pode se transformar em assédio moral. É o famoso dar ou desce.  A corte termina sempre no calabouço da tortura psicológica.

Vários empregos possuem uma explícita conotação sexual: as belas meninas contatos das agências de publicidade, marqueteiros, mídia, lóbi nos três poderes etc. Importante lembrar os delfim-boys, que se transformaram em corruptos banqueiros e/ou dirigentes de bancos oficiais, crias da ditadura militar – a prostituição sagrada.

No Brasil a prostituição é legal. Tudo bem. Desde que seja realizada com as devidas vigilâncias e precauções, para evitar o contágio de doenças mortais, como a Aids; o tráfico humano; o trabalho escravo; e a corrupção de menores.

Transcrevo notícia de um jornal argentino para mostrar como funciona um puteiro Vip:

ar_uno. puteiro vip

por Catherina Gibilaro

 

El juez federal de Mendoza Walter Bento dispuso el procesamiento y prisión preventiva de siete personas –entre ellas un médico y un inspector municipal– en la megacausa que derivó de la clausura de un prostíbulo denominado PYME VIP de Ciudad, en diciembre pasado. Esto provocó un verdadero escándalo por el tenor de las personas que estaban implicadas. Bento tomó la decisión el 4 de julio pasado aunque trascendió hace algunas horas. A otros tres implicados les dictó el procesamiento sin prisión preventiva –o sea que no están detenidos– y en dos casos la falta de mérito. En cuanto a un efectivo de la Policía Federal implicado en la misma causa, fue indagado por el delito de cohecho.

La clausura del prostíbulo, que en su momento fue portada de todos los medios de prensa, llevó a la cárcel a su propietario Sebastián Marcelo Solé Recabarren, ya que debe responder por los delitos de trata de personas, participación secundaria en abortos, lavado de dinero y cohecho, por haber dado dádivas a un inspector municipal también procesado y al efectivo de la Federal Marcelo Arias.

Según pudo conocerse, Solé, dueño del prostíbulo de 25 de Mayo 1114 de Ciudad, lograba muy buenos beneficios este rubro, ya que diariamente le habría proporcionado un ingreso de aproximadamente $30.000.
Las prostitutas que trabajaban para él lo hacían en doble turno, de 10 a 20 y de 18 a las 4.

De acuerdo a las declaraciones testimoniales, las mujeres llegaban a tener hasta 22 relaciones sexuales por turno. También algunas de ellas eran contratadas dentro del mismo prostíbulo para hacer sus prestaciones fuera de él. La encargada de todos los movimientos internos del burdel era Paola Carolina González, de nacionalidad chilena, quien está procesada de participación primaria en la trata de personas.

La mano derecha de Solé –según la investigación federal– era Cristian Afredo Prado (30), quien fue hallado penalmente responsable del delito de trata de personas y lavado de dinero en calidad de partícipe necesario.

No menos delicada es la situación del médico Ramón Ángel Pastorino (56), quien debe responder por prácticas de aborto y participación secundaria en la trata de personas.

En cuando al inspector municipal Raúl Cuquejo (62), se le atribuyó el delito de partícipe en trata de personas, de haber recibido dádivas y de omitir haber efectuado las tareas propias que le eran encomendadas por el Municipio.

En la causa que lleva numerosos cuerpos también está incurso y con privación de libertad Gustavo Marcelo Torres Aquilar, por participación en trata de mujeres.

Con respecto a Nadia Gisela Haro Selis (26), esposa de Solé, se la procesó por participación necesaria en lavado de dinero. Está libre.

Más procesamientos sin prisión
Dentro de la megacausa también está incursa Romina Marcela Tonolli (30), testaferro de Solé, por considerarla penalmente responsable del delito de trata de personas pero en calidad de partícipe necesaria.

Dos custodios de seguridad del prostíbulo también cayeron en las manos de la Justicia. Se trata de Sergio Daniel Carbelli (37), a quien se le atribuyó la participación secundaria en trata de personas, al igual que su compañero de tareas, Saúl Aristón Segura (23).

Derivaciones del caso
Faltas de mérito

En la compleja y extensa investigación, el juez Bento dispuso la falta de mérito (o sea que no hay motivos suficientes para procesar pero tampoco para dejar totalmente desvinculados de la causa) a Nadia Gisela Haro, sin perjuicio que siga la investigación a su respecto, y al dueño de la vivienda donde se había montado el prostíbulo, Juan José Micucci (56), quien también continuará bajo investigación.

Pedido de captura
Siempre en el marco del sonado caso que demandó una exhaustiva pesquisa, el juez federal Bento ordenó la inmediata detención y captura de Emiliano Jesús Augusto Salinas (32), empleado de seguridad, domiciliado en Godoy Cruz, debido a que se encuentra imputado en la misma causa y se halla prófugo. Deberá –según la orden del magistrado– ser trasladado en carácter de detenido comunicado y alojado en la Unidad Federal Nº32 de Mendoza a disposición de este juzgado.

Indagatoria
El efectivo de la Policía Federal Ángel Marcelo Arias fue imputado por cohecho o sea por haber recibido dádivas con el fin de lograr la omisión de las funciones propias de su cargo. El policía fue indagado el 30 de julio pasado siendo conducido al Juzgado por personal de Gendarmería Nacional, quien tuvo a su cargo todos los procedimientos inherentes con la megacausa.

Fifa faz propaganda do turismo sexual. E vende brasileiras como “hostesses”

O que acontecerá com as meninas e garotos, que neste mundo de bilhões rolando no tapete verde, se ofereceram como voluntários, isto é, para trabalhar de graça, como escravas de gananciosos piratas? 

Abertura

O Brasil receberá aproximadamente 600 mil turistas durante a Copa do Mundo de 2014, informou o diretor de Administração e Finanças do Instituto Brasileiro de Turismo, Tufi Michreff Neto.

Significa a lotação estourada de doze estádios, cada um com 50 mil pessoas, todas elas estrangeiras.

Por este cálculo podemos concluir que o jogo não está no programa de milhares de turistas.  E a maioria dos que assistem as partidas também pretendem a mesma coisa: fazer sexo com a brasileira, considerada a melhor puta do mundo.

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Publicou a revista Hotéis: Os 600 mil turistas estrangeiros que virão ao Brasil no mês da Copa do Mundo vão realizar quase dois milhões de viagens pelas cidades-sede.  Já os três milhões de brasileiros que circularão pelo país, farão seis milhões de viagens pelos 12 municípios. As estimativas de fluxo de turistas durante o evento foram divulgadas, em palestra no Núcleo de Conhecimento do Salão do Turismo, no Anhembi, na capital paulista.

A cidade que deverá receber o maior número de estrangeiros é o Rio de Janeiro (RJ), com 413 mil. Em segundo lugar, aparece São Paulo (SP), com 258 mil, seguida de Brasília (DF), com 207 mil.

Entre os turistas brasileiros, o destino preferido é São Paulo, com 1,2 milhões de visitas. Depois, aparece o Rio de Janeiro, com 840 mil, e Fortaleza (CE), com 564 mil.

A pesquisa da FGV – Fundação Getúlio Vargas, encomendada pelo Ministério do Turismo, revela o total de visitas de estrangeiros e brasileiros que as cidades-sede receberão por jogo.  Somando os resultados das doze cidades serão 341,4 mil turistas internacionais e 1 milhão de nacionais por partida de futebol. “O estudo foi realizado com base em pesquisas que realizamos com o público da Copa do Mundo da África do Sul, em 2010 e a movimentação do turista brasileiro”, explicou o Diretor de Estudos e Pesquisas do Ministério do Turismo, José Francisco Lopes.

Escreve Hugo R.C. Rosas:

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Sendo assim, na condição de delegada dos interesses de empresas do porte da fabricante de materiais esportivos Adidas, da Coca-Cola e da empresa de cartões de crédito Visa, a Fifa desfila pelo mundo na condição, digamos, de “dono da bola”, aquele que na gíria da meninada dita as regras da “pelada” no campinho de terra.

Sobretudo em épocas de Copa do Mundo, A Fifa tira do bolso a procuração do poder econômico que a financia e enumera uma série de exigências aos países-sede, que já ficam previamente avisados de que podem ter que construir isso, demolir aquilo, providenciar aquilo outro, e até mesmo requisitar a criação ou a abolição de leis.

Exemplo crasso foi a pressão da Fifa para que a gerência de Jacob Zuma descriminalizasse a prostituição no país durante a Copa, passando o recado das grandes agências de turismo da Europa e do USA, cujos clientes se mostraram receosos em viajar para alugar corpos femininos infectados com o vírus da AIDS (6 milhões dos 48 milhões de sul-africanos sofrem da síndrome da imunodeficiência adquirida). O jornal britânico The Guardian abraçou a causa da Fifa e chegou a pedir a regulação do “mercado sexual” na África do Sul durante o mundial de futebol, a fim de minimizar o risco de os turistas da metrópole contraírem o vírus HIV.

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MULHERES VENDIDAS POR US$ 670

Como se percebe, o objetivo da Fifa e do The Guardian não era exatamente fazer com que o governo conciliador-patriarcal da África do Sul mandasse a polícia parar de espancar e extorquir mulheres sul-africanas negras e pobres. Ao contrário: a Fifa mandou Zuma sumir com mendigos e prostitutas das ruas. O objetivo era criar condições para a chegada de prostitutas estrangeiras, mulheres traficadas por empresas capitalistas de submundo para suprir uma das principais demandas da festa suprema do futebol profissional.

E assim se fez: o tráfico de pessoas com destino ao país-sede da Copa 2010 aumentou consideravelmente nos meses que antecederam este evento que é também um dos ápices do calendário do chamado “turismo sexual”. O governo Zuma não chegou a legalizar a prostituição, mas tratou de fazer vistas grossas à farra a custa da dignidade alheia e chancelada pelos mandachuvas do futebol, os mesmos que se esmeram na farsa da responsabilidade social da Copa do Mundo.

Estudos conduzidos pela pesquisadora Merad Kambamu, de Zâmbia, compilaram denúncias e provas de um número crescente de casos de meninas e jovens mulheres que desapareceram em vários países da África e reapareceram em bordéis e “casas de massagem” das cidades que receberam as partidas da Copa do Mundo da África do Sul. A porta-voz da polícia de Maputo, capital de Moçambique, revelou que estas mulheres vinham sendo vendidas por US$ 670 para serem oferecidas feito refeições a turistas endinheirados.

Este lado de pouco “fair play” das Copas do Mundo de futebol foi escancarado na Alemanha, em 2006, quando nada menos do que 40 mil mulheres foram levadas para os megabordéis quase que patrocinados pela Fifa que foram instalados em caráter excepcional em cidades como Berlim. Naquela ocasião, a exigência foi feita e a Alemanha legalizou sua “indústria sexual”, que funcionou à base de “mão de obra” levada da Ásia, América Latina e do Leste Europeu com promessas de empregos temporários, mas que acabaram se convertendo em escravas sexuais para animar a grande farra capitalista quadrianual regada a dinheiro e futebol.

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PACOTE VIP: 2,3 MILHÕES DE DÓLARES

Escreve Andrew Jennings: Fotos revelam o estilo de vida efervescente que a Fifa oferece ao público endinheirado que vem ao Brasil para a Copa do Mundo. Essa semana, o secretário geral da FIFA, Jerôme Valcke, anunciou que a Maison Taittinger terá exclusividade para abastecer de champanhe os compradores dos pacotes VIP Hospitality.

Essas suítes, em estádios como o Maracanã, custam mais de 2,3 milhões de dólares para todo o campeonato. Esse folheto de propaganda de circulação limitada foi disponibilizado pela FIFA apenas para os 250 indivíduos e empresas mais ricos do mundo, com condições de usufruir a vida nas su’ites milionárias que aparecem nas ilustrações.

De modo chocante revelam que são poucos os consumidores ricos que realmente querem ver o futebol. Enquanto os jogos rolam, eles irão bebericar champanhe em copos flute, falar de negócios e se entreter, todo o tempo de costas para o campo!

As suítes privativas, as mais caras, tem assentos para oito visitantes. O folheto mostra dois deles assistindo ao jogo e os outros seis comendo, conversando e fazendo pedidos ao garçom sem demonstrar o menor interesse pelo espetáculo no gramado.

Os clientes se sentarão em poltronas confortáveis e terão a seu dispor “bar e serviço de alimentação luxuosos, um brinde comemorativo, um kit vip de hospitalidade e serão recebidos por hostesses”.

No Studio Bossa Nova a situação é ainda pior. Ali são 14 visitantes, bebendo, comendo e conversando – mas apenas dois entretidos com o futebol.

Os clientes ainda podem optar por ‘poltronas especialmente acolchoadas’, as Business Seats, com bar de primeira linha e alimentação de alta qualidade.

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HOSTESSES

As hostess são mais do que meras recepcionistas. Elas são uma espécie de cartão de visitas dos estabelecimentos. Por isso mesmo, elementos como beleza, simpatia e personalidade são atributos importantes para quem trabalha no meio.

De uma forma ou de outra, a imagem das hostess acaba se confundindo com a imagem da própria casa em que elas trabalham, e vice-versa.

Apesar do predomínio feminino, existem homens que trabalham na área; são os hosts. Eles desempenham as mesmas funções das hostess, ou seja, tratam os clientes com personalidade.

As hostesses, que vão trabalhar na Copa, são a cara da Fifa, repleta de cartolas ladrões e representantes da pirataria internacional.

Vejam outrros  sinôminos:

Falar sobre hostess é sempre um assunto complicado, como eu já citei um pouco no post sobre Agejo, informa uma blogueira japonesa.

Kyabajo significa “garotas de cabaré” que surgiram no final dos anos 80, no Japão, e também são conhecidas como “hostess”, são meninas que trabalham como acompanhantes de homens muitas vezes mais velhos, não necessariamente oferecendo serviços sexuais.

As Kyabajo são mulheres entre 20 e 30 anos, que trabalham a noite como hostess nos Kyabakura (cabaret clubs).

Geralmente elas são mães solteiras que não conseguem se sustentar apenas com o trabalho diário ou universitárias que precisam pagar suas mensalidades e então viram acompanhantes de homens mais velhos.

As Agejo são derivadas das Kyabajo apenas pelo estilo, mas elas não precisam necessariamente ter filhos ou trabalhar em casas noturnas. A moda Agejo surgiu em outubro de 2006 com a inauguração da revista Koakuma Ageha (que significa algo como “pequeno diabo da noite”)

Bom, mas todo mundo sabe que uma garota numa condição ruim ou com uma boa quantia em jogo pode sim aceitar uma proposta de sexo com um cliente, isso vai da vontade da garota, não necessariamente todas fazem isso!

Por isso muitos estrangeiros pensam em prostituição quando vêem uma gyaru principalmente no estilo Agejo que é um dos mais sexy dentro de gyaru, na verdade é muito difícil para uma pessoa ocidental entender a profissão de Hostess, para quase todo mundo é uma perca de dinheiro pagar para alguém só pra ter companhia!

No Brasil, a prostituição Vip usa vários termos para as garotas de programas e recepcionistas de eventos. Agora, fica valendo a classificação de hoste$$.

O que acontecerá com as meninas e garotos, que neste mundo de bilhões rolando no tapete verde, se ofereceram como voluntários, isto é, para trabalhar de graça, como escravas de gananciosos piratas? A imprensa brasileira fez o maior carnaval: vá correndo se inscrever. Era importante investigar as vítimas voluntárias da Fifa.

Na Copa das Confederações atuaram mais de 20 mil.9.118 pessoas manifestaram interesse em se apresentar no encerramento da competição, no Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã, no Rio de Janeiro.

Para concorrer não era necessário ter experiência como bailarina. As exigências eram morar no Rio de Janeiro ou em cidades vizinhas e ter disponibilidade para ensaiar no período da noite ao menos três vezes por semana.

Após uma pré-seleção, os papéis de cada um dos voluntários foram definidos em triagem. O espetáculo foi comandado pelo carnavalesco da Unidos da Tijuca, Paulo Barros. A abertura em Brasília contou com 2.600 bailarinos e 200 voluntários de suporte, que incluem produção de elenco, figurino, alegorias, gerência de palco e auxiliar de produção. Fonte: Agência Brasil

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