As escolas bocas de drogas

Não sei o motivo de uma pesquisa de agosto do ano passado virar manchete hoje da imprensa nacional. Talvez uma campanha contra o ensino público.

Quando tem droga na escola pública (com alunos pobres), tem na escola particular (com os filhos de papai cheios da grana).

Vai completar o ano da revelação da pesquisa, e nenhuma providência das autoridades competentes.

O consumo de drogas provoca a formação de gangues que realizam bulismo, estupros, curras e prostituem rapazes e moças.

A polícia, o juizado de menores, os secretários estaduais e municipais de Educação e os proprietários de escolas particulares possuem os endereços das bocas: perto e dentro dos estabelecimentos de ensino.

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Publica o portal Terra: Pouco mais de um terço (35%) das escolas públicas brasileiras têm tráfico de drogas nas proximidades.

No DF, mais da metade dos estabelecimentos (53,2%), a maior proporção do País, registram a ocorrência de venda e compra de drogas nas redondezas.

Nenhum Estado está livre. A menor ocorrência é no Piauí, com 15,3% das escolas. Os dados foram levantados pelo QEdu: Aprendizado em Foco, uma parceria entre a Meritt e a Fundação Lemann, organização sem fins lucrativos voltada para educação.

A pesquisa se baseou nas respostas dos questionários socioeconômicos da Prova Brasil 2011, aplicada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), divulgada em agosto do ano passado.

A questão sobre o tráfico nas proximidades das escolas foi respondida por 54,5 mil diretores das escolas públicas. Deles, 18,9 mil apontaram a existência da atividade. A situação, de acordo com especialistas, é preocupante e está associada diretamente à violência e à precariedade que cercam muitos centros de ensino do País, além de contribuir para que os alunos deixem de estudar.

O responsável pelo estudo, o coordenador de Projetos da Fundação Lemann, Ernesto Martins, diz que não dá para isolar escola no contexto em que está inserida. “Ela faz parte de um todo maior, se há violência fora, haverá também nos centros de ensino. Basta observar que o Distrito Federal (53,2%) e São Paulo (47,1%), (regiões) com altos índices de violência, são (as áreas) com o maior percentual”, afirmou.

Privatizaram o ensino e o Brasil nem percebeu

Por Paulo Kliass

ensino educação

Ensino superior privado: mercantilização crescente
Na área do ensino superior, em dezembro passado, o Ministério da Educação proibiu 207 cursos de realizarem concursos vestibulares para novos alunos e no início do presente ano comunicou que outros 38 cursos haviam sido punidos com a proibição de expandirem o número de vagas, tal como solicitado pelas instituições proprietárias. A educação universitária também vem sendo objeto de profunda transformação empresarial e corporativa, de modo que o crescimento da parcela de setor privado no conjunto do sistema é bastante expressivo.

De acordo com os dados oficiais do INEP, existem 2.365 instituições de ensino universitário no Brasil. A repartição de tais faculdades e universidades revela que 88% do total são entidades privadas, restando apenas 12% no setor público (considerando o conjunto federal, estadual e municipal). Em termos numéricos: 2081 privadas e 284 públicas. Se a análise for para o total de alunos inscritos, o setor privado oferece 76% do total e o setor público fica com apenas 24%.

Em termos de matrículas, a expansão quantitativa foi expressiva ao longo da última década. Em 2002 havia 3,5 milhões de matrículas no ensino superior e em 2011 atingiu-se o marco de 6,7 milhões de alunos inscritos. Porém, a maior parcela desse crescimento de 75% deveu-se ao setor privado. As matrículas no setor público cresceram 69% ao longo dos 10 anos, ao passo que as do setor privado cresceram 105%.

Esse crescimento expressivo das escolas particulares encontrou na própria formulação de políticas públicas um importante aliado. Por um lado, pelos longos períodos em que a orientação de contenção de gastos públicos provocou um verdadeiro sucateamento do modelo das universidades públicas, em especial as federais. Restrições orçamentárias em seqüência contribuíram para inviabilizar investimentos necessários da rede física e de seus equipamentos, Além disso, a política de recursos humanos não contribuía para atrair e manter pessoal qualificado.

idiota diploma ensino pirata indignados privatização

PROUNI: socialização dos custos da baixa qualidade
Por outro lado, o governo criou um programa de apoio a bolsas de estudos para as escolas privadas. Através desse modelo, as empresas do setor passaram a ter praticamente assegurada uma significativa da receita correspondente às vagas oferecidas. O discurso oficial soltava loas a um modelo que parecia agradar a todos, menos a um futuro com educação de qualidade assegurada. A população de baixa renda via finalmente chegar o sonho do diploma de ensino superior. As empresas operantes no sistema de educação privada reduziram de forma significativa o risco em suas operações e nem se preocupavam com os resultados obtidos, pois o Estado assegurava suas receitas operacionais, por meio das bolsas oferecidas.

Atualmente, o PROUNI custeia 1,1 milhão de bolsistas, sendo 740 mil na modalidade integral (100% do valor da mensalidade) e 360 mil na modalidade parcial (50% do valor da mensalidade). Além disso, existe a opção do financiamento a juros subsidiados. O programa FIES oferece recursos para pagamento de despesas com matrículas e mensalidades. As regras existentes prevêem um período de carência durante o curso e o reembolso posterior a juros anuais de 3,4%, quando o beneficiário teoricamente tiver obtido ganhos salariais derivados de sua formação. Com esse incentivo, as empresas que operam na educação universitária passaram a ter um mercado cativo para suas vagas.

Passeata estudantil no México
Passeata estudantil no México

Danos à população. Mercantilização na saúde e no ensino superior

Por Paulo Kliass, na Carta Maior

Na Espanha, o povo nas ruas em defesa da saúde pública
Na Espanha, o povo nas ruas em defesa da saúde pública

A divulgação recente de más notícias sobre o desempenho de empresas atuantes da área da saúde e do ensino superior traz à tona o necessário debate a respeito da preocupante mercantilização dos serviços públicos em nosso País. À medida que parcela expressiva destes setores passou a ser composta de corporações capitalistas, os impactos negativos se fazem sentir pela maioria da população.

Saúde e educação: mercadoria ou direito universal?

(A operação de venda da empresa líder de saúde privada, a Amil. O crescimento expressivo das escolas particulares)  Esses dois exemplos evidenciam os impactos negativos do caminho da mercantilização crescente das áreas de serviços públicos. A conversão desses direitos democráticos – acesso à saúde e à educação – em simples mercadorias oferecidas pelas leis de oferta e demanda compromete a qualidade desses importantes pilares de cidadania e de construção de uma sociedade inclusiva e sem desigualdades de natureza social ou econômica.

Dentre as conseqüências do período de hegemonia absoluta do pensamento neoliberal, encontra-se a tentativa de disseminação da idéia de que a ação pública é sempre ineficiente e prejudicial ao conjunto da sociedade. Assim, a melhor solução seria sempre aquela encontrada nos termos das relações de troca, no ambiente determinado pelas leis do mercado. Direitos e serviços públicos, a exemplo da saúde e da educação, passam a ser encarados e tratados como simples mercadorias, a exemplo de todas as demais existentes em uma economia capitalista. Conceitos como oferta, demanda, cliente, preços, taxa de retorno, multa, contrato, inadimplência, valor de prestação, carência, entre outros, passam a fazer parte do dia-a-dia de quem convive com categorias como saúde, doença, vida, morte, educação, pesquisa, ciência, conhecimento. Uma inversão completa de valores!

Ora, parece evidente que esse processo de mercantilização é contraditório com aquilo que se pretende justamente com sistemas de educação e de saúde portadores de qualidade para seus usuários e para o próprio País.

Quando a lógica de operação de um hospital ou de uma universidade passa a ser a da maximização do retorno do investimento realizado a qualquer custo, está comprometida a própria natureza pública do serviço a ser oferecido. As prioridades estratégicas, as áreas de maior urgência social, a distribuição espacial de acordo com necessidades regionais, a remuneração dos trabalhadores nos sistemas, tudo isso passa a ser relegado a um segundo plano nas decisões empresariais.

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Defender o ensino público e condenar os desvios de verbas da educação

BRA_OG contra ensino públicoO governo perde uma dinheirama com o comércio do ensino privado. O escândalo da Operação Porto Seguro provou esta safadeza impune.

Os trotes acadêmicos não devem ser realizados para humilhar os calouros. Basta de bebedeira, orgia, assédio sexual, assédio moral e bullying. A politização dos trotes já!

Defender o ensino público começa pela fiscalização do luxo das reitorias, da mordomia magnífica dos reitores. Pela fiscalização, promovida pelos estudantes, dos elefantes brancos, das obras inacabadas e contratação de serviços fantasmas.

Uma menina de 13 anos, com seu Diário de Classe no Facebbok, conseguiu mudar a escola que estuda. Diretório acadêmico sem uma página na internet é sinal de cumplicidade pelo silêncio.

Os estudantes brasileiros precisam conhecer os movimentos estudantis do Chile.

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Represión estatal a movilizaciones sociales: La impunidad de la violencia

Agosto de 2011 quedará grabado en la memoria de las personas como uno de los meses donde la represión del Estado al movimiento social fue tremendamente violenta. En ese momento la demanda por una educación gratuita, de calidad para todos  y todas concitó un apoyo del 89% de la población. Y se manifestaba enérgicamente en la calles al son de caceroleos o cortes de ruta. El día 4 de agosto tuvo su punto más álgido. El 25 del mismo mes, un policía asesinó al joven Manuel Gutiérrez.

Por Gonzalo Espinoza

 Comenzaba agosto y el movimiento estudiantil había sorteado la Copa América y con ello volvía a cobrar relevancia en la agenda nacional. Miles de estudiantes a lo largo de Chile paralizaron sus establecimientos y salieron a las calles para demostrar el descontento con el actual sistema de educación y demandar uno nuevo. Ante la nula respuesta de Piñera, para el 4 de agosto se convocaron dos marchas que marcarían un hito en la movilización.

Ese día la represión policial fue expresión de la dureza con la que el gobierno enfrentaba a los estudiantes. La violencia callejera fue el método que utilizaron los manifestantes para responder. Durante la noche el humo del fuego era el símbolo de la batalla, el ruido de las cacerolas sonaba al unísono con los cantos y las piedras que chocaban contra los carros policiales. La imagen de la dictadura parecía volver a aplastar a los que clamaban por justicia.  Al término de la protesta las calles eran de gas lacrimógeno, mojadas por el chorro del guanaco, pero con aires de valentía por la vehemencia con la cual la gente no permitió que su voz fuera silenciada otra vez.

Por todos es conocida la palabra represión. Ésta va en directa asociación con lo que puede ser un chorro de agua, gases o un palo en la cabeza. Sin embargo, la realidad de ésta es aún más cruda y no es un hecho esporádico, es un método de control de masas aplicado sistemáticamente por los gobiernos para acallar y criminalizar a las personas que se manifiestan en las calles. La represión incluye desde golpes, torturas, llegando en muchos casos incluso a asesinatos.

“Decían ‘hay que humillarlo a este weón, hay que pegarle’. Después me taparon la cara con una polera, mientras estaba esposado y me mojaron la cara para que no pudiera respirar. Cuando empezaba a toser me soltaban, para que pudiera respirar… Me pegaban en el piso mientras me dejaban acostado (…)”. Este uno de los tantos testimonios consignados en el informe de la Comisión Ética Contra La Tortura que sistematiza una gran cantidad de vivencias de personas que sufrieron maltratos por parte de Carabineros durante el 2011.

LICENCIA PARA ASESINAR

Alrededor de las once de la noche del día 25 de agosto, en medio del paro convocado por la Central Unitaria de  Trabajadores (CUT), Manuel Gutiérrez (16) y su hermano Gerson iban en dirección a una pasarela para presenciar los enfrentamientos entre manifestantes y Carabineros, cerca de la población Jaime Eyzaguirre de la comuna de Macul. “A 300 metros de llegar se escuchan tres disparos y cuando suena el tercer disparo ‘Manolito’ cae al suelo”, así relata Gerson el momento cuando Miguel Millacura hace uso de su arma de servicio, dándole en el tórax a su hermano, quien horas más tarde fallece en la posta 4 de Ñuñoa.

Se va a cumplir un año desde el hecho y actualmente Miguel Millacura se encuentra en libertad esperando la sentencia de la fiscalía militar, la cual cerró el sumario del caso. La causa fue tipificada bajo el delito de “violencia innecesaria con resultado de muerte”, en ningún caso homicidio como sería catalogada bajo la justicia civil. Es por esto que desde noviembre de 2011 se formó el Comité por La Justicia para Manuel Gutiérrez, el cual agrupa a distintas organizaciones, y que busca que el caso termine con una resolución justa para que se condene de manera efectiva al autor del crimen. Miguel Fonseca, miembro activo de la agrupación, señala que su apuesta “es que a través de la movilización se puedan ir generando condiciones para que se posibilite la no impunidad”.

Dentro de las acciones que ha realizado el comité, se hizo una campaña de firmas a los vecinos para cambiarle el nombre a una plaza de la población Jaime Eyzaguirre, bautizándola como Plaza Manuel Gutiérrez.

El caso de Manuel es uno de los tantos asesinatos que han ocurrido en democracia. Hoy son más de 60 y en su mayoría han quedado impunes. Dentro de éstos se encuentra atías Catrileo, Claudia López, Alex Lemún, Johny Cariqueo y una larga lista que incluye la muerte de militantes de organizaciones de izquierda -en diversas situaciones- hasta mapuche, trabajadores y estudiantes sin militancia que nada tenían que ver con movimientos políticos. La mayoría de ellos ocurrieron durante  los gobiernos de la Concertación.

FIN A LA JUSTICIA MILITAR 

Si hay algo que es transversal a todos los asesinatos cometidos en democracia por parte de Carabineros, es que los procesos judiciales de los involucrados no los realiza la justicia civil, sino que la fiscalía militar. Esto hace que sus penas sean muy bajas y muchas veces queden libres los autores de los homicidios. “Nosotros evaluamos que actualmente la represión a la protesta social que ejerce Carabineros tiene un cheque en blanco, un espaldarazo, que está dado porque posteriormente son juzgados por sus pares”, sentencia Fonseca.

Es por esto que el siguiente paso para hacer frente a la situación, por parte del comité, es la creación de una Agrupación de Víctimas de la Represión Policial. Esto no sólo va en la línea de juntar los casos que han terminado con muertes, sino también casos de cualquier índole que involucren el uso de la violencia por parte de Carabineros. “Se es víctima cuando se ha sido torturado en procesos de detención, cuando se sufren vejámenes”, añade el miembro del Comité.

El objetivo de la agrupación sería acabar con la justicia militar, visibilizando los casos para que no se tomen como hechos aislados, destacando que todos son derivados a una misma institucionalidad que no condena los actos de violencia por parte de Carabineros, sino que entrega fallos que permiten seguir aplicando procedimientos que violan los derechos humanos. “Nosotros tenemos la esperanza, hasta que se dicte el veredicto, de que Millacura pague, vemos que tenemos todo en contra nuestra, pero la esperanza es lo último que se pierde”, dice Gerson.

Así continúan las luchas por la justicia de aquellos que cayeron en tiempos pasados y son recordados cada vez que se les invoca como símbolos en las marchas.  Aunque, como dice su hermano, “Manuel no era un compañero”, sin quererlo, se convirtió en uno de los rostros por los cuales se levantaran banderas en contra de un sistema que oprime a inocentes, y deja libres a asesinos.

O Brasil, pelo dinheiro que gasta com o ensino público e privado, podia tirar nota dez

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Onde tem prefeito ladrão, o ensino público é uma farsa. Idem secretários municipal e estadual da Educação. O dinheiro some. É um crime hediondo. O bandido de colarinho (de) branco rouba o futuro da criançada.

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Paulo Vieira e os lucrativos negócios das fábricas de diplomas

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A educação é um excelente negócio. Começa pelo lucro dos salários pagos aos professores e altas mensalidades reguladas pelas Anas. O ensino privado é uma fábrica de diplomas e dinheiro.

O ministro Aloizio Mercadante determinou a instauração de um processo de supervisão administrativa na Faculdade de Ciências Humanas de Cruzeiro (Facic) e a suspensão cautelar de quaisquer processos em trâmite referentes à entidade no sistema interno da pasta. A Facic pertence a Paulo Vieira, um dos presos pela Polícia Federal na Operação Porto Seguro. A PF de que Paulo Vieira teria tido acesso à senha do MEC para entrar no sistema de tramitação eletrônica de regulamentação de cursos, o e-MEC.

Quanta dinheirama pegou do MEC?

Veja lista de patrocinadores e preço promocional
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Francisco da Silva e  Nuno Moniz denunciam: O financiamento do ensino privado por parte do estado vai continuar sem cortes. Quando se fala neste tipo de financiamento, vem logo ao de cima o superior interesse dos alunos, a quem os proprietários dos colégios privados fazem o favor de providenciar ensino. Digo ensino e não educação, porque são duas coisas distintas e que não devem ser confundidas.
Se não fosse este apoio que o estado dá aos colégios, os miúdos não poderiam lá estudar, como se de uma escola pública se tratasse. Bem hajam estes mercadores do ensino, certo? Errado. Primeiro, quem explora uma instituição de ensino privada tem um negócio, tão legítimo como qualquer outro. Logicamente, o seu objectivo é o lucro e não providenciar o melhor ensino possível, o que também é perfeitamente legítimo. O que não faz sentido aqui é o estado pagar um valor “x” para cobrir as despesas do aluno, acrescidas de um “y” que representa lucro. O estado está a pagar mais do que apenas o ensino do aluno, ou seja: sai mais caro providenciar este ensino via privado, do que apostar na escola pública.

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As pesquisas no Brasil estão sempre desatualizadas. O governo e as entidades patronais preferem contratar institutos de opinião  e encomendar pesquisas fajutas super super faturadas, enchendo os bolsos de um bando de picaretas. A PF precisa investigar esses Institutos de Pesquisas. Todos mamam nas tetas dos cofres públicos. O Brasil esta empestado de Marcos Valério, o “Carequinha” do Mensalão.

Carolina Mandl escreveu para “Valor Econômico”:

Mesmo as instituições privadas de ensino superior com pior desempenho financeiro registraram lucro em 2004. É o que mostra um levantamento feito pela Ideal Invest, empresa que concede empréstimos a escolas, e pelas consultorias Hoper Educacional e CM com 78 Universidades de todo o país com mais de mil alunos.

O estudo separou as escolas em três categorias de performance: melhor, intermediária e pior. As instituições do primeiro grupo registraram uma margem líquida média – índice que aponta quanto da receita se transformou em lucro – de 26,48%, superior à registrada por companhias como Vale do Rio Doce, Gerdau e Petrobras. A terceira categoria, de desempenho mais fraco, obteve uma lucratividade de 3,83%.

A Universidade Anhembi Morumbi, por exemplo, com 25 mil alunos, teve um lucro de R$ 52,8 milhões em 2003, o que representou uma margem líquida de 30,1%. No Ibmec SP, com 2.300 alunos em cursos de administração e economia, o índice foi de 11,8%.

O que também colabora para o bom desempenho do ramo é o fato de ele estar pouco endividado. O endividamento com bancos e com debêntures varia de 1% a 18,7% do patrimônio líquido das instituições.

“Esse é um dos setores mais lucrativos da economia brasileira”, afirma Ryon Braga, presidente da Hoper. Esse resultado, de acordo com Braga, se deve ao investimento baixo (sala de aula, laboratórios e professores) e às classes cheias, que diluem os custos já pequenos. O maior gasto de uma instituição de ensino superior é com professores, que absorvem cerca de 55% das despesas totais. O salário do professor faz parte do lucro. Assim contratam professores que aceitam baixos salários.

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