PEDÁGIO, o mais cobiçado presente

 Edward Coutinho
Edward Coutinho

 

Pedágio rende mais que o tráfico.

Nas estradas medievais, na Europa, era uma cobrança dos salteadores de estradas.

E assim é no Brasil hodierno. Coisa de bandido. Dos amigos dos governadores e obscuros leilões no governo da união dos corruptos.

Uma safadeza que começou com as privatizações do Brasil por Fernando Henrique.

 

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VEJA QUE MENTIRA. QUE LOROTA BOA.

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Que obra corre mais rápida: numa estrada pública ou privatizada?

pedágios

NADA MAIS RENDOSO. É MELHOR QUE O TRÁFICO. POR SER MAIS DO QUE LEGAL

QUANTO MAIS CANCELA DE COBRANÇA MAIS DINHEIRO. UMA PORTEIRA NUNCA ATRAPALHA O TRÂNSITO.

O QUE ATRAPALHA O ATRAPALHADO ENGARRAFADO TRÂNSITO É O POVO NAS RUAS QUANDO PROTESTA.

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Governo galinha, o brasileiro. Uma galinha de ovos de ouro

Abrir uma bilheteirinha em uma estrada, e cobrar passagem, rende mais que o tráfico. Esta roubalheira, o governo chama de privatização.

Por concessão, via leilão manjado ou concorrência pública de cartas marcadas – é tudo a mesma safadeza -, pega-se uma estrada, que o governo investiu uma fortuna, e se entrega para uma empresa estrangeira ou para um amigo do rei. Bom que seja estrangeira. O dinheiro da propina fica depositado na matrix. Dinheiro de ladrão especial, com foro especial, sempre fica depositado no exterior. No paraíso.

A empresa corsária apenas entra com as porteiras de pedágio. Quanto mais porteira, mais dinheiro. Mais ovos de ouro.

É cobrar, cobrar e, qualquer outro investimento fica dependendo de mais uma ajudazinha do povo. De verbas federais. Ou estaduais. De empréstimos de bancos oficiais.

Rodovias privatizadas têm investimentos atrasados

Escreve Roberto Maltchik:

Enquanto o volume de acidentes avança nas rodovias federais entregues à administração de empresas privadas, na segunda etapa do Programa de Concessões Rodoviárias, as concessionárias investem menos do que o previsto originalmente em contrato. E a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) age, por resoluções, para retardar as principais obras, que deveriam ocorrer nos primeiros três anos de cobrança de pedágio (2007-2009).

Os números de 2009, os últimos fornecidos pela agência, mostram que há casos em que triplicaram os acidentes em relação ao ano anterior. Nos sete trechos privatizados, o total de acidentes subiu de 9.961 em 2008 para 28.947 em 2009, um crescimento de 190%.