Por que o Brasil não tem uma onda branca para conter a privatização dos hospitais?

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Os médicos realizam campanha contra os colegas cubanos que fortalecem os compromissos do governo com a saúde pública. Que os cubanos não atuam em hospitais e clínicas particulares, nem nos hospitais improvisados dos planos de saúde.

Por que os brasileiros agem diferentemente dos profissionais das ciências médicas da Espanha, que contam com o apoio do povo?

Después de más de un año pidiendo a golpe de manifestación que la sanidad siga siendo pública, la marea blanca ganó esta semana su mayor batalla. La justicia obligó al Gobierno de la Comunidad de Madrid a detener su plan privatizador y, horas después, dimitió el principal artífice del proyecto, el consejeroJavier Fernández-Lasquetty. Esos eran sus principales objetivos desde que, a finales de 2012, el Gobierno de la comunidad puso las cartas sobre la mesa y anunció su intención de privatizar la Atención Primaria y seis hospitales dentro del llamado Plan de medidas para garantizar la sostenibilidad del sistema sanitario público.

Una Marea Blanca recorre las calles de Madrid en noviembre de 2012.- REUTERS
Una Marea Blanca recorre las calles de Madrid en noviembre de 2012.- REUTERS
Todos los centros sanitarios de Madrid celebraban lo que es ya la paralización definitiva de plan privatizador del Gobierno madrileñoUsuarios, trabajadores de la sanidad, sindicatos y asociaciones celebran su victoria: “Es la primera vez que nos hemos unidos todos por una causa, y es que la sanidad pública no es negociable” afirma Mario de Miguel, de UGT.

“La Sanidad Pública no se vende, se defiende” es uno de los grandes lemas de un movimiento heterogéneo, pacífico y que nació de forma espontánea, como el resto de las mareas. Su repercusión no sólo se ha podido apreciar en la calle. Las protestas contra la privatización sanitaria han estado acompañadas de jornadas de huelga de batas blancas, deencierros en centros hospitalarios, recogidas masivas de firmas y consultas populares e, incluso, dimisiones en masa de directores de centros de salud y de jefes de servicio de hospitales.

 

Defensores da medicina privatizada contra o Programa Mais Médicos para a saúde pública dos pobres

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O rico pega o jatinho particular e vai buscar cura no exterior. Nem sabe a língua do médico. Não é preciso. Existe a comunicação não verbal. Todo corpo fala.  Com o toque e a escuta  um médico conversa com qualquer corpo.

Por falta de tempo, uma consulta não dura cinco minutos. Taí os médicos brasileiros não usam mais o telescópio.

Os conselhos de medicina estão exigindo dos médicos estrangeiros o conhecimento da língua portuguesa. Mas existem outras exigências. Inclusive do STJ.

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QUE OS MÉDICOS BRASILEIROS SEJAM PROIBIDOS DE PRATICAR A MEDICINA NO EXTERIOR. Eis a decisão:

O Superior Tribunal de Justiça confirmou validade da regra do programa Mais Médicos que impede a inscrição de estrangeiros oriundos de países que tenham profissionais abaixo da média do Brasil. Os ministros negaram pedido de um médico formado no Paraguai para continuar no processo seletivo do programa.

O profissional teve a inscrição recusada porque o Paraguai não pode participar do programa, pois tem relação de 1,1 médico por habitante. De acordo com as regras do programa, somente profissionais de países cuja média médica por habitante é igual ou superior a 1,8/1.000 podem se inscrever.

Segundo a AGU (Advocacia-Geral da União), que representa o governo na Justiça, o índice é usado com base em estudos da OMS (Organização Mundial da Saúde) para evitar que países com déficit de médicos cedam profissionais para outros países.

— O governo brasileiro optou por elaborar uma política pública que melhore a prestação dos serviços médicos no Brasil e não amplie o déficit nos sistemas de saúde de países que estão em pior situação que a brasileira.

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 O Brasil viola vários tratados internacionais. O STF nem sabe que os deslocamentos involuntários dos habitantes de favelas provocam suicídios, depressão e outras doenças psíquicas e físicas. Os despejos são assinados por juízes e desembargadores.
O STF, também, faz que não sabe que o uso de armas letais constitui crime hediondo. O Brasil gasta uma fortuna com balas de borracha, gás lacrimogêneo, pistolas de choque, canhão sônico etc.
Acrescente-se o costumeiro terrorismo dos sequestros e da tortura no país dos Amarildos.

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Médica africana: no Brasil só é atendido quem tem dinheiro. “Um médico com um estetoscópio pode fazer muito mais tanto para o paciente quanto para a equipe”

Kátia Miranda é uma das médicas que participam do programa Mais Médicos. Foto Daia Oliver/R7
Kátia Miranda é uma das médicas que participam do programa Mais Médicos. Foto
Daia Oliver/R7

Nascida no Congo Belga, na África, especialista em medicina familiar e hematologia, Kátia Miranda, de 62 anos, atua há 36 anos na área.

Em conversa com o R7, ela revela que fala seis idiomas e já trabalhou em Portugal, Inglaterra, França, Bélgica, Espanha, Alemanha e Holanda.

— Sempre quis vir para cá e quando o meu filho casou com uma brasileira, essa vontade só aumentou. Não estou vindo pela conta bancária e, sim, pelas pessoas. Minha expectativa é ficar até o fim da vida aqui e usar meus anos de experiência para ajudar os brasileiros.

Kátia está impedida de trabalhar pelo Conselho de Medicina de São Paulo, que defende a privatização da Medicina, e contra o Programa de Mais Médicos.

Kátia se formou em Lisboa, e vai trabalhar em Indaiatuba, interior de São Paulo.

Escreve Brunna Mariel: Apesar de ter vivido muitas experiências em países desenvolvidos, a médica, filha de portugueses, disse que não vê diferença entre a infraestrutura da saúde pública do Brasil com a de países europeus, como Portugal e Espanha. Porém, ela revela que percebeu que existe uma grande diferença no tratamento do paciente.

Kátia diz que percebeu essas diferenças de postura não apenas durante seu treinamento de três semanas e na semana de acolhimento, mas também ao conhecer melhor a cidade de São Paulo.

— Você anda pela cidade e vê zonas muito pobres e zonas muito ricas. Sem contar as pessoas arrogantes que andam pela rua.

“Faltam médicos, não estrutura

Após visitar uma UBS (Unidade Pública de Saúde) no período do treinamento do programa, a estrangeira conta que notou que a infraestrutura das unidades “não deixa a desejar, mas que, sim, faltam médicos”.

— Vi que há uma grande equipe que tem vontade de trabalhar, mas faltam médicos. E um médico com um estetoscópio pode fazer muito mais tanto para o paciente quanto para a equipe.

— Aqui você é atendido de acordo com o dinheiro. Se você tem condições, você tem médico. Em países como a França, se você não tem condições de pagar a consulta de um especialista, o governo paga para você.

Ser médico no Brasil, um desafio para a reforma

por Catarina Gomes

Público/ Portugal

Espírito Santo
Espírito Santo

educação saúde

 

Busca de aventura e relações familiares são as razões da ida de médicos portugueses para o Brasil, onde o Governo criou um programa para preencher vagas em zonas carenciadas

Se não fosse o medo de cobras, a médica portuguesa Maria Teresa Pereira, de 59 anos, até poderia ter escolhido a Amazónia. Assim, dentro do desconhecido, optou por ir exercer para Almirante Tamandaré, na região de Curitiba, no Sul do Brasil. Não são médicos em início da carreira em busca de aventura, mas sim aposentados a maioria dos 17 médicos portugueses que saíram do país para exercer no Brasil, no âmbito de um programa do Governo brasileiro para colocar clínicos em zonas carenciadas. Maria Teresa encara a ida como “um desafio” na reforma. Depois de três semanas de formação, o trabalho no terreno começa esta semana.

Sempre leu literatura brasileira, sempre se sentiu ligada ao país, mas conhecer só mesmo o clássico: as férias no Nordeste brasileiro. Tinha pedido a reforma antecipada para fugir a mais cortes no salário e exercia medicina geral e familiar no sector privado, na Lourinhã, depois de ter passado a sua vida em centros de saúde. Criados os filhos, emigrados os filhos, há vários anos que ambicionava experimentar exercer medicina fora do país. Fazendo contas à esperança média de vida à nascença, Maria Teresa Pereira pode contar com mais duas décadas pela frente, e a vontade de desafios e de aprender não esmoreceu.

Tentava há anos ir para o Brasil, mas a burocracia e o que tinha de investir para o conseguir – só para equiparação do diploma teria de se deslocar ao país para fazer um teste escrito e outro oral – tinham adiado o projecto. Quando um doente lhe falou no programa Mais Médicos, que está a recrutar médicos para zonas carenciadas, nem hesitou. Toda a parte de equivalências era assegurada, e estava estipulado um salário mensal de 10 mil reais (cerca de 3200 euros). As ajudas de custo podem variar entre cerca de 30 mil reais (cerca de 9500 euros) e 20 mil (6500 euros), dependendo da região do Brasil.

Partiu sozinha. Esteve em formação três semanas e conheceu centenas de médicos de todo o mundo mas nenhum português, não faz ideia de quem são os outros. A Ordem dos Médicos não tem dados sobre estes clínicos, mas todos os que vieram contar a sua história são médicos que, entrados na reforma, procuram uma experiência profissional nova num país diferente, como Maria Teresa, ou que rumaram ao Brasil por razões familiares.

Miguel Soutim, médico reformado de 70 anos, enquadra-se na primeira categoria. “Em Portugal já me reformei e queria continuar a trabalhar”, contou à Lusa. “Nos últimos anos, fomos [Portugal] invadidos por brasileiros, médicos e doentes, agora as coisas viraram ao contrário, mas as relações são boas na mesma”, cita o site da Globo. O Departamento Económico e de Assuntos Sociais das Nações Unidas considera a rota Portugal-Brasil “um grande corredor migratório”. Em 2009, tinham ido para o Brasil 708 portugueses, em 2012 já foram 2247, cita a Lusa.

No caso da médica portuguesa Kátia Miranda, 61 anos, o que contou foi mesmo a família. Já trabalhou em diversos países além de Portugal, incluindo França, Inglaterra e Holanda, o último país onde esteve a morar. Agora, queria estar mais próxima do filho, casado com uma brasileira, e da neta, de sete anos, disse à Lusa.

Raul dos Reis Ramalho, 66 anos, especialista em cirurgia bucomaxilofacial, foi surpreeendido à chegada a Salvador da Baía. Por ter sido o primeiro médico estrangeiro a chegar à Baía teve direito a dezenas de microfones e câmaras de televisão. Os jornalistas queriam saber ao que vinha o estrangeiro. Afinal, não era assim tão estrangeiro. Morou em Salvador sete anos, entre 1976 e 1983. Neste período, formou-se na Faculdade Baiana de Medicina, escreveu o jornal local Correio. “Eu vim pela saudade, sempre sonhei voltar à Baía”, disse ele, aposentado em Portugal desde 2011. Há dois anos, um filho seu foi viver para Salvador com a mulher, uma baiana, para fugir à crise europeia. Foi ele quem lhe falou do programa.

Neste primeiro grupo, regressaram 27 brasileiros que estavam a exercer em Portugal. Maria José Cardoso da Silva, portuguesa, aposentada, de 64 anos, conheceu o marido, também médico mas brasileiro, Artur Cardoso da Silva, 65 anos, na Universidade de Coimbra, onde se formaram há 38 anos. Chegados a esta fase, acordaram que tinha chegado a altura de agora virem residir para o país dele. O casal, que morava no Porto, vai viver em Sabará, Minas Gerais. “Quando vimos este programa, meu marido insistiu comigo para vir. Eu senti muito que ele queria voltar”, cita o site Globo. “Estamos acostumados com programas comunitários, pois foi a nossa geração que implantou em Portugal o serviço de medicina comunitária.”

Dos 522 estrangeiros ou brasileiros formados no exterior que vão trabalhar no Brasil, a maior parte chega da Argentina (141) e de Espanha (100), mas também de Cuba (74). A seguir surge Portugal, com 45 médicos (os 17 médicos são os que já chegaram ao Brasil), e a Venezuela (42). Ao todo são de 32 países.

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Cubano diz que médicos brasileiros se preocupam mais com dinheiro e status

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Prestes a começar a trabalhar pelo programa Mais Médicos, o cubano Amauri Cancio, de 40 anos de idade, diz que está ansioso para começar suas atividades em Codajás, na Amazônia. Depois de três semanas de curso em Brasília, ele chega a Manaus nesta segunda-feira (16) para uma semana de “acolhimento” em que vai conhecer os hospitais e unidades básicas de saúde, além de ter informações sobre hábitos de vida e doenças mais comuns daquela região.

Para o médico, viver em uma cidade distante da capital (Codajás fica a 240 km de Manaus) e também das maiores capitais brasileiras não será problema, já que seu objetivo de vida “é levar saúde onde se precisa dela”. De acordo com o cubano, muitos médicos brasileiros não querem ir para longe.

— O que nos move é o sentimento profissional. Nós fizemos um juramento, temos que cumpri-lo. Onde estudamos, aprendemos que devemos servir à nossa própria comunidade. Aqui no Brasil, para os médicos, o dinheiro e o status, às vezes, são mais importantes. Nós não viemos por dinheiro, viemos por solidariedade. O sistema de saúde e as políticas brasileiras são boas, mas é preciso universalizar o serviço.(R7)

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“Erramos. A população ficou contra a gente”, dizem médicos

por Cláudia Collucci

 

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“Erramos. Não soubemos fazer o diagnóstico da situação. A população ficou contra a gente”.

Ouvi a frase acima de um médico após debate sobre mercado de trabalho médico, promovido na noite de ontem pelo núcleo da GVSaúde, da Fundação Getúlio Vargas.

Antes disso, outros médicos, inclusive um dos palestrantes, Miguel Srougi, professor titular de urologia da USP, já havia manifestado sua insatisfação sobre a maneira como as entidades médicas conduziram o debate sobre o programa Mais Médicos até agora.

Ele lembrou que foi perdido tempo demais na defesa de que o país não precisava de mais médicos ou de mais escolas médicas, quando agora existe uma unanimidade de que não só o Brasil como o resto do mundo vive uma escassez de médicos.

Outros médicos avaliaram como “um grande equívoco” os protestos contra os cubanos, considerada a cereja do bolo da antipatia médica perante a população.

Em debate na USP na semana passada, Paulo Saldiva, professor de patologia da USP, resumiu a insatisfação numa frase. “Tive vergonha da minha categoria”, comentou, quando se referiu às vaias recebidas pelos cubanos ao chegarem ao Brasil.

Drauzio Varella, na sua coluna do último sábado, também já tinha ido na mesma linha: “O que ganhamos com essas reações equivocadas? A antipatia da população e a acusação de defendermos interesses corporativistas.”

Embora essa não seja a opinião oficial das entidades de classe que os representam, esses médicos estão certos em relação a que lado a população está agora. Pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT), divulgada ontem, apontou que 73,9% dos brasileiros se declararam favoráveis à importação dos profissionais formados no exterior. Em julho, esse percentual era de 49,7%.

O número de entrevistados que disse ser contra o programa caiu de 47,4% em julho para 23,8% em setembro.

Talvez os médicos tirem uma lição disso tudo: a necessidade de se colocarem na pele de quem vive nos rincões sem assistência médica. Essa população não quer saber se a União está se esquivando de investir os 10% em saúde ou de que os estrangeiros teriam que passar por exames de revalidação do diploma antes de começarem a atuar no país. Ela só quer um médico por perto.

Essa resposta imediata as entidades médicas não deram. O governo federal, com mais erros do que acertos, deu.

Que a medida do governo Dilma é eleitoreira, tomada às pressas como resposta às manifestações das ruas, ninguém duvida disso. Tampouco há dúvidas sobre a insustentabilidade do programa a médio e longo prazo.

Sem mais recursos para a saúde, sem uma gestão eficiente do SUS, sem equipes multidisciplinares e sem um plano consistente para reter os médicos em regiões longínquas, há pouquíssimas chances de alguma coisa dar certo. Outros países como Canadá e Inglaterra já fizeram essa lição e deveríamos ter aprendido alguma coisa com eles.

Mas o ministro Alexandre Padilha, apontado pelo ex-presidente Lula como candidato ao governo de São Paulo nas eleições do próximo ano, não se lembra disso quando busca nesses países álibis para justificar a importação de médicos. E já colhe os frutos da iniciativa, com o aumento da aprovação popular. E agora, doutores?

Avener Prado/Folhapress
Acrescento ao texto de Cláudia Collucci, trechos do prounciamento da presidente Dilma Rousseff, no Dia da Independência:
“O Pacto da Saúde irá produzir resultados rápidos e efetivos. O Mais Médicos está se tornando realidade, e tenho certeza de que, a cada dia, vocês vão sentir os benefícios e entender melhor o grande significado deste programa. Especialmente você que mora na periferia das grandes cidades, nos pequenos municípios e nas zonas mais remotas do país, porque você conhece bem o sofrimento de chegar a um posto de saúde e não encontrar médico, ou ter que viajar centenas dequilômetros em busca de socorro.
O Brasil tem feito e precisa fazer mais investimentos em hospitais e equipamentos, porém a falta de médicos é a queixa mais forte da população pobre. Muita morte pode ser evitada, muita dor, diminuída, e muita fila, reduzida nos hospitais, apenas com a presença atenta e dedicada de um médico em um posto de saúde.
A vinda de médicos estrangeiros, que estão ocupando apenas as vagas que não interessam e não são preenchidas por brasileiros, não é uma decisão contra os médicos nacionais. É uma decisão a favor da saúde.
O Brasil deve muito a seus médicos, o Brasil deve muito à sua Medicina, mas o país ainda tem uma grande dívida com a saúde pública e essa dívida tem que ser resgatada o mais rápido possível”.
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Este velho jornalista, editor deste blogue, não sabe bem o que é medida eleitoreira.
No nosso Brasil ninguém faz nada que preste para o povo.
Hospital tem que ser de Terceiro Mundo. Escola tem que ser de Terceiro Mundo. Casa tem que ser de Terceiro Mundo. Não temos um metrô com o luxo do metrô de Moscou. De repente apareceram os estádios da Copa do Mundo de 2014, como seus camarotes de luxo e luxúria, cujos ingressos para as arquibancadas as antigas torcidas – a geral – não podem pagar.
No meu entender, precisamos defender a saúde pública. E não o absurdo de existir cidades e mais cidades repletas de farmácias, sem médicos, sem farmacêuticos e sem enfermeiros.
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Helio Fernandes: 246 Planos de saúde roubam milhões dos ‘segurados’

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Os planos de saúde sempre contam com a proteção da justiça. Um favorecimento que deveria ser investigado pela polícia. Porque é um caso de polícia. Assim, muito além do racismo, a campanha contra o programa Mais Médicos visa privatizar a saúde.

Outras ações dos negócios da Saúde: terceirizar os serviços, sucatear os hospitais, e corromper o SUS – Serviço Único de Saúde para os sem terra, os sem teto (quem paga aluguel) os sem nada da nova classe média: os desempregados do bolsa família e os que recebem os salários mínimo e piso.

No Brasil existem diferenciados planos de saúde privados pagos pelo governo, pelo legislativo e pelo judiciário. É assim que um ministro da Suprema Justiça voa para a Alemanha para buscar tratamento. Outros pegam um jatinho, e viajam para os Estados Unidos.

A medicina do interior do Brasil está privatizada, e as iniciativas governamentais de construir hospitais sofrem boicote. O jornalista Aguirre Talento comprova:

Obra de R$ 227 milhões do governo do Ceará, o hospital regional de Sobral paga táxi aéreo para médicos de Fortaleza atenderem no local.

Faltam médicos em Sobral, e o governo Cid Gomes (PSB) não consegue contratar profissionais que morem na cidade, terceira maior do Ceará.

Levar médicos para regiões fora dos grandes centros é o objetivo do programa Mais Médicos, do governo Dilma. A situação do hospital cearense exemplifica o quão difícil pode ser essa tarefa.

Aviões saem de Fortaleza até quatro dias por semana levando médicos para Sobral, (a 232 km de distância). Os voos são feitos em táxi aéreo.

Escreve Helio Fernandes:

A EXTORSÃO DOS PLANOS DE SAÚDE

O governo suspendeu 246 “planos” de saúde, por excesso de irregularidades (centenas de milhares de possuidores desses planos, passando da casa dos milhões, pagam e não têm direito a coisa alguma. Levam semana e até meses para conseguirem atendimento, e muitas vezes são mandados para o SUS, que é estatal).

É um sistema criminoso, altamente rentável. E se os clientes não pagam no dia do vencimento, imediatamente são “desatendidos”, uma redundância, pois sempre foram desprezados. Esses “planos” custam caríssimo, os mais baratos (?) ficam entre 360 e 400 reais mensais, quase um salário mínimo.

O QUE FARÁ O GOVERNO?

“Proibiu” de contratarem novos clientes, POR 3 MESES. Explicam: “Os clientes atuais continuarão sendo atendidos”. Ninguém pode viver sem um plano de saúde, já que o SUS (uma boa ideia) não cumpre suas funções.

Esses planos (246 foram suspensos, mas 142 acabam de ganhar o direito de voltar a fazer vendas, através de liminar aceita pela Justiça) voltam mais ricos do que nunca. E muitos são multinacionais, vieram para o Brasil, sabem que somos a oitava maravilha do mundo em matéria de corrupção e subserviência.

APENAS DOIS EXEMPLOS

1 – Um riquíssimo e poderoso plano de saúde dos EUA mandou representantes para cá, compraram uma empresa, que na ordem de importância nem existia. Logo começou a comprar tudo, ficou importante. O Hospital Samaritano, o Pró-Cardíaco e outros passaram à sua propriedade.

Criminosa, irresponsável e impunemente, fizeram remanejamento entre os clientes. Quem havia comprado plano com 3 ou 4 hospitais, ficou com 1, e outro que ninguém sabe onde será.

2 – A cumplicidade é total entre médicos, hospitais e os que se dizem empresários. O grande cineasta americano Michael Moore (que havia feito “Tiros em Columbine” e faria o terrível libelo sobre as criminosas “SUB-PRIMES”, que deram início à crise atual, que começou no governo de George W. Bush) revelou que milhões perderam suas casas enriquecendo mais de 5 mil donos de bancos (Isso mesmo, MAIS DE 5 MIL).

O CRIME DOS PLANOS DE SAÚDE

“Sicko – SOS Saúde” é um filme que todas as autoridades do setor deveriam ver pelo menos uma vez por semana, até saber tudo de cor. O que Moore conta é vergonhoso. E não é só nos EUA, aqui também.

Só para que ninguém se engane: A Amil, que não existia no Brasil, depois de comprar tudo o que queria, foi “vendida” para os EUA por 2 BILHÕES.

Mas continua aqui, explorando milhões de brasileiros, que não têm quem os defenda. Os planos NÃO SERÃO PUNIDOS, o governo dirá: “Não houve IRREGULARIDADE, apenas IMPOSSIBILIDADE de atendimento”.

E continuarão roubando, é de ROUBO que se trata, os incautos e indefesos trabalhadores, M-I-L-H-Õ-E-S.

PS – Afirmação provada e comprovada por Moore: “Os EUA têm 300 milhões de habitantes, 150 milhões não têm plano algum. E os outros 150 milhões têm planos, mas não conhecem seus direitos. São frustrados pelos donos dos planos, com a COLABORAÇÃO dos médicos”.

Não foi refutado, desmentido ou processado.

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