666 km de lama e morte: o assassínio do Rio Doce

por LÚCIO TAMINO

O desastre socioambiental causado pela mineradora Samarco (Vale, antes ‘Vale do Rio Doce’ e BHP Billiton) com o rompimento de suas barragens de rejeitos de minério no município de Mariana, em Minas Gerais, é um dos maiores na história do país. A área afetada ultrapassa os 600 Km, chegando inclusive ao Oceano Atlântico.

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A lama é resultado de décadas de exploração mineradora da região, e além do poder destrutivo da avalanche e inundações de lama, há controvérsias sobre o nível de toxicidade desse material. A Samarco, para ganhar tempo, afirma que a lama não é tóxica, mas há inúmeras suspeitas e indícios de que há uma grande quantidade de metais pesados altamente tóxicos no material, que contaminariam toda essa enorme extensão atingida pela lama, o que inclui o solo, inúmeras bacias hidrográficas, e a população.

Centenas de pessoas estão desabrigadas e ao redor de 30 pessoas morreram por conta do desastre, incluindo idosos e crianças, sendo que a grande maioria segue desaparecida. Não havia nenhum sistema de alarme para evacuação da população caso um acidente ocorresse. Já os números de mortes de animais e da natureza que foi destruída é incalculável. Incontáveis animais domesticados como cachorros, gatos, galinhas, patos, cavalos, etc, morreram. As matas da região foram atingidas, matando assim grande parte da fauna e flora dessas áreas. O ecossistema aquático foi com certeza o mais afetado, causando a morte de milhões de peixes e de praticamente toda a vida das bacias hidrográficas atingidas, sendo por asfixia ou contaminação. A imagem da tartaruga morta é do Parque Estadual do Rio Doce, a maior área de Mata Atlântica de Minas Gerais e terceira maior área alagada do Brasil (depois da Amazônia e Pantanal), localizado a mais de 150 km das barragens, o que demonstra o poder destrutivo e mortal do material liberado.

O ferro extraído dessas minas é transportado por minerodutos para os portos no litoral, utilizando uma quantidade absurda de água, ao mesmo tempo em que a população sofre com a falta d’água e é obrigada a economizar. O minério segue então para o exterior, o que deixa claro que o saque das riquezas naturais do Brasil continua a todo vapor, com pouco ou nenhum retorno para o país, e o meio ambiente não é sequer considerado como sujeito de direito. Tudo isso para beneficiar os acionistas das empresas em questão, que lavam as mãos e seguem anônimos, comprando e vendendo as ações das empresas conforme lhes convém, sem consideração nenhuma com a ética, mas sim com o lucro, simples e frio. Não há compensação possível para esse ecocídio, dinheiro nenhum vale as vidas de tantos seres vivos e da saúde da própria terra.

A informação é uma de nossas maiores armas nesse momento. É imperativo refletirmos sobre esse modelo explorador e ganancioso que é imposto sobre as populações. Que esse desastre seja a gota d’água para sairmos desse mar de lama e pararmos essa máquina de destruição e morte.

Quem e porque querem destruir o Mercosul

mercosul bandeira

A integração da América do Sul, com a criação de empregos dentro do Brasil e dos países vizinhos, contraria muitos interesses internacionais.

por Samuel Pinheiro Guimarães

O Mercosul é um projeto de desenvolvimento industrial da Argentina, do Brasil, do Paraguai, do Uruguai e da Venezuela, que se executa através da proteção tarifaria às suas empresas.

Os grandes estados industrializados, como os Estados Unidos e os países da União Europeia, procuram, de diversas formas, sair da crise econômica em que se encontram mergulhados desde 2008.

Uma das formas de escapar da crise é a expansão de suas exportações e, naturalmente, a geração de grandes superávits comerciais.

O presidente dos EUA, Barack Obama, já declarou várias vezes que deseja multiplicar por cinco as exportações americanas nos próximos anos. O Brasil, que tinha um superávit com os Estados Unidos, passou a ter um déficit significativo anual de mais de 4 bilhões de dólares.

A China também tem interesse em exportar cada vez mais produtos manufaturados para o mercado brasileiro. Para isso, estes países propõem a assinatura de acordos de livre comércio, que eliminariam todas as tarifas alfandegarias do Mercosul e, portanto, do Brasil.

Essa eliminação de tarifas colocaria as gigantescas empresas multinacionais, que são muito mais competitivas, em competição direta com as empresas instaladas no Mercosul.

O Mercosul, que tem uma tarifa comum aos cinco países membros, torna-se assim um obstáculo aos objetivos desses países desenvolvidos industrialmente de expandir vigorosamente suas exportações.

Assim, os defensores dos interesses estrangeiros no Brasil procuram apresentar esses acordos como vantajosos para o Brasil. Sugerem que o Mercosul negocie tais acordos ou que o Brasil saia do Mercosul para poder negociá-los bilateralmente. Nos outros países do Mercosul, outros defensores de interesses estrangeiros fazem o mesmo.

É fácil prever que uma política de tarifa zero devastaria o parque industrial brasileiro e dos demais países do Mercosul e que isso retiraria o emprego dos trabalhadores brasileiros, principalmente diante de uma situação de retração econômica causada pelo programa de ajuste. In Brasil Popular

BOLIVIA. Dilma y Aécio “será una lucha de los constructores de futuro, que jamás dejarán que Brasil vuelva atrás”

la razon bolivia

 

correo_sur. Bolívia

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La victoria de la presidenta Dilma Rousseff con un 41,59 por ciento, tras el conteo del 99,9 por ciento de los votos, confirmó los pronósticos del exmandatario Luiz Inacio Lula da Silva, quien auguró una segunda vuelta entre la jefa de Estado y el candidato de la Social Democracia Brasileña (PSDB), Aécio Neves.

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Vamos hacia un tradicional enfrentamiento entre el Partido de los Trabajadores (PT), con Rousseff, y el PSDB, con Neves, subrayó la víspera Lula da Silva. Se trata de dos fuerzas políticas muy fuertes, que nada tienen que ver con una candidatura que se crea de la nada, señaló al referirse a la exsenadora Marina Silva, postulante de la organización Socialista (PSB).

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El exgobernante aseveró que la jefa de Estado no teme a las denuncias sobre corrupción en la compañía Petrobras y está preparada para debatir sobre ilegalidades y sobornos con el aspirante al sillón presidencial de la Social Democracia.
“La presidenta Dilma quiere y mucho debatir sobre corrupción con Aécio”, además de economía y salud, agregó.

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Tras conocer su triunfo y el avance a una segunda vuelta al no conseguir el 50 por ciento más uno en las urnas, la mandataria vaticinó la continuación de la lucha por mudar el país y la victoria en la cita del 26 próximo.

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La segunda vuelta “será una lucha de los constructores de futuro, que jamás dejarán que Brasil vuelva atrás”, subrayó al referirse a Neves, el abanderado del PSDB, el cual – dijo – gobernó en el pasado solo para un tercio de los brasileños.

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Rousseff se pronunció por la necesidad de no permitir un retroceso del país y señaló que la victoria de anoche demuestra que está en el camino correcto.

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Resaltó la importancia de seguir en las calles unidos para cambiar a Brasil, mejorar los servicios de salud y educación, combatir la corrupción e impulsar una reforma política que garantice más democracia.

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Las estadísticas oficiales revelan que la gobernante obtuvo mayor puntuación en 15 estados del noreste y la Amazonía, incluido en Rio de Janeiro.

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El aspirante del PSDB se ubicó en el segundo lugar con un 33,55 por ciento, al vencer en 10 estados del sureste y noroeste de Brasil, pero anunció que buscará sumar los votos de su adversaria Silva, quien solo triunfo en los territorios de Acre y Pernambuco.

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Su sorpresivo ascenso en los últimos días estuvo acompañado de una caída del respaldo de la pretendiente del PSB, debido a sus constantes cambios de posición y las contradicciones en sus discursos.

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Neves tratará de sumar a los seguidores de Silva, quien anoche dejó entrever su alejamiento del partido que la nominó como candidata tras la muerte del líder socialista Eduardo Campos en un accidente aéreo el 13 de agosto pasado.

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Los contendientes en esta segunda vuelta censuraron el descanso y señalaron su retorno desde este lunes a las calles con miras de convencer al electorado: uno con propuestas de cambios y desarrollo con inclusión social y otro con más privatización, libre mercado y menos funcionarios públicos. (BolPress)

privatização aeroporto

 

Brasil, entre el pasado y el futuro

Por Emir Sader


Por cuarta vez consecutiva, el PT tiene que concurrir a una segunda vuelta para ganar las elecciones presidenciales en Brasil. Fue así con Lula en 2002 y 2006, con Dilma en 2010 y vuelve a ocurrir ahora. En todas las veces el candidato del PT llegó como líder, pero no logró obtener la mayoría absoluta en primera vuelta. Y en las cuatro veces los candidatos del PT se enfrentan a representantes del PSDB, el partido de Fernando Henrique Cardoso, repitiendo la contraposición entre los logros de esos dos mandatos en los años 1990 y los ya tres mandatos del PT, desde 2003.

En esta misma campaña, en sus primeros meses, esa contraposición había ocupado el escenario electoral, con Dilma obteniendo clara ventaja sobre Aécio Neves, a punto de que se proyectaba su victoria en primera vuelta, cuando ocurrió el sospechoso accidente aéreo del 13 de agosto, que cambió la forma del enfrentamiento electoral. Marina Silva pasó a ocupar el polo opositor en la campaña, con una plataforma no menos neoliberal, hasta que su desgaste hizo que la derecha volviera a elegir a Neves como su candidato.

Lula dijo, antes de que saliera el resultado de la primera vuelta, que él prefiere una segunda vuelta, porque el enfrentamiento entre dos propuestas queda más claro, se fortalece la democracia, además de que el elegido lo hace con más apoyo. Siempre fue así desde 2002 y el PT siempre se fortaleció en la segunda vuelta.

Esta vez las condiciones parecen más complejas. En contra de Marina, además del clima emotivo del lanzamiento de su candidatura frente a una tragedia aérea, mientras se fortalecía su propuesta de una “nueva política” que superara la dicotomía PT-PSDB, la polarización disminuía las contradicciones, aun con un equipo y propuestas netamente neoliberales de parte de la ex líder ecologista. En la recta final, Marina se debilitó, una parte de sus votos volvió a Aécio Neves, invirtiéndose la situación entre ellos. La derecha claramente volvió a apostar por Neves.

El resultado de la primera vuelta sorprende por la recuperación del candidato del PSDB, que en las mismas encuestas se mantenía a una distancia más grande de Dilma. Su ofensiva final tuvo resultados, porque no sólo él creció, también Dilma disminuyó sus votos, mientras Marina mantuvo un caudal menor de sufragios, en tercer lugar,

La segunda vuelta, en tres semanas más, se presenta bastante más disputada de lo que se preveía. Difícil, pero menos que la que se había presentado cuando Marina parecía una candidata incontenible, con 10 puntos de ventaja sobre Dilma en la segunda vuelta, según las encuestas.

La diferencia en primera vuelta de Dilma sobre Aécio quedó alrededor del 8 por ciento, algo en torno de los 8 millones de votos, mientras que Marina, aun debilitándose, mantiene un 21 por ciento. Es cierto que los términos del enfrentamiento del PT con el PSDB son favorables a Dilma, con la comparación del gobierno de Cardoso con los gobiernos de Lula y Dilma. También suma en contra de Neves la sorprendente derrota que tuvo su candidato en su provincia, Minas Gerais, donde él fue gobernador, perdiendo ante un candidato del PT en primera vuelta.

La derecha cuenta con su candidato preferido, que puede valerse del monopolio de los medios de comunicación absolutamente a su favor. Cuenta además con la reelección, en primera vuelta, del gobernador de su partido en San Pablo, provincia de mayor peso electoral, donde el candidato del PT llegó en tercer lugar por primera vez para el PT en San Pablo, la provincia más grande del país y su núcleo más conservador, junto con la provincia de Paraná.

La búsqueda de los votos de Marina va a ser importante. Por una parte están los sectores muy cercanos al PSDB, expresados en la misma propuesta económica neoliberal. Por otro, sectores próximos al PT y, especialmente Marina, que puede preferir mantener su tesis de la “tercera vía” no apoyando a nadie, para preservarse para la candidatura en 2018.

Ponciano
Ponciano

Los brasileños se pronunciarán de aquí a tres semanas entre su pasado –el retorno a un gobierno muy cercano al de Cardoso– o su futuro –la continuidad y profundización de los gobiernos de Lula y Dilma—. La disputa está abierta.

A classe média faliu com Thatcher

 

 

Centenas de pessoas se reuniram em diversas partes da Inglaterra para festejar a morte de Margaret Thatcher, uma das mais ferozes inimigas da classe trabalhadora das últimas décadas.

Conhecida principalmente por suas privatizações, pelos cortes e pela repressão aos trabalhadores, a mídia burguesa a tem apresentado como uma figura que “divide opiniões”. No entanto, para colocar claramente como são “divididas” as opiniões sobre Thatcher, basta lembrar que em seu governo 10% dos mais ricos passaram a deter 97% das riquezas do país. Tal é a “divisão de opiniões” sobre a “dama de ferro”.

 

 

 

 

 

Sou privatizado. Se não posso falar disso, estou censurado

 

Numa atitude de censura, José Serra recorreu à Justiça Eleitoral para suspender a veiculação da Folha Bancária. Seu argumento foi que o publicado “denegria” sua imagem e ainda que se tratava de uma doação do sindicato a uma candidatura, o que é proibido na lei. E a juíza, que provavelmente desconhece a realidade dos trabalhadores bancários, aceitou a censura e autorizou mais truculência com o uso da força policial para busca e apreensão, inclusive com autorização de arrombamentos, o que foi feito em sedes regionais do sindicato.

Sou um privatizado do Banespa. Então, se não posso dizer que Serra é o pai e, depois, o filho abonado da privataria, estou sendo censurado. Se o sindicato não pode alertar seus representados de que há ausência de programa e perigo para o Bilhete Único, também é censura. E cidadãos estarão induzidos ao erro.

Por Paulo Salvador, coordenador da Rede Brasil Atual, dirigente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, privatizado do Banespa, hoje Santander. Leia mais

Folha Bancária é o principal veículo de informação do Sindicato e um dos mais antigos veículos da imprensa sindical brasileira. Desde 2007 tem periodicidade bisemanal – sai às terças e quintas – com quatro páginas coloridas numa tiragem de 100 mil exemplares.

O início de sua circulação, sem periodicidade definida, data de 1924, recebendo o nome de Vida Bancária. Em 1930 ganhou o nome atual.

No final dos anos 1970, e com o início de uma nova forma de conduzir o Sindicato como instrumento de luta por melhores condições de trabalho e pela redemocratização do país, que estava sob o regime militar, foi reformulada, passando a ser frente e verso e diária. Em 1983, após greve geral, o Sindicato, além dos Metalúrgicos do ABC, Metroviários, Petroleiros de Campinas e da Bahia sofreram intervenção durante os vinte meses, quando continuou a chegar aos trabalhadores com o nome de Folha Bancária Livre. Rifas, shows, donativos e até leilões de camisas de jogadores do Corinthians custearam a publicação.

A privataria de Dilma: “Aeroportos, ferrovias, rodovias e portos deverão ser concedidos a operadores privados, inclusive estrangeiros”

por Paulo Passarinho

Para o rompimento da verdadeira ditadura fiscal representada pelo superávit primário, de forma consequente e sustentável, haveria a necessidade de uma abrangente mudança no conjunto da política macroeconômica. Mecanismos de controle sobre os fluxos cambiais, maior eficácia fiscalizatória sobre os bancos e uma substantiva mudança no padrão de administração da dívida pública, com uma forte redução nas taxas de juros dos títulos públicos – muito além da redução da taxa Selic – seriam medidas essenciais.

Haveria, particularmente, a necessidade de uma forte atenção com nossas contas externas, fortemente pressionadas pela conta de serviços e pela redução do saldo comercial, ampliando ano após ano o déficit em conta corrente do país. Controlar as remessas de lucros ao exterior e dotar nossas exportações de maior competitividade, através de uma taxa de câmbio desvalorizada, seriam também medidas importantes para uma transição que tivesse como objetivo uma nova realidade econômica, favorável ao capital produtivo, à geração de empregos de qualidade e à ampliação dos gastos públicos.

A maior dificuldade para uma mudança dessa natureza não se encontra na esfera técnica. Os obstáculos são de natureza política. A adoção de uma política econômica alternativa implicaria romper com o pacto de poder hegemônico, construído desde meados dos anos 90, e que tem nos bancos e multinacionais os seus principais avalistas e beneficiários. Exigiria, portanto, coragem política para enfrentar os atuais donos do poder.

Mas, ao que tudo indica, o governo Dilma se encontra em uma armadilha ditada pelas suas opções de governabilidade, herdadas do governo Lula. Abrindo mão do papel protagônico que deve guiar o Estado, em um país dominado pelo capital financeiro, o recrudescimento das atuais dificuldades do governo deverá ser respondido com maiores concessões ao capital privado. Mudanças na legislação trabalhista voltam a ganhar destaque e, sob o ponto de vista do investimento, o que se prenuncia é um conjunto de medidas para a entrega à iniciativa privada dos setores de infraestrutura.

Aeroportos, ferrovias, rodovias e portos deverão ser concedidos a operadores privados, inclusive estrangeiros, através de parcerias público-privadas, e onde curiosamente – assim como ocorre desde o início da tragédia das privatizações –

o sempre presente BNDES estará atuante, como financiador-mór dessas operações.

Dessa forma, em meio ao agravamento da crise do capital financeiro no mundo mais desenvolvido, em meio à fragilidade do Estado brasileiro frente às suas obrigações constitucionais com o nosso povo (em termos de educação, saúde, habitação popular ou transportes públicos), continuamos a aprofundar o enraizamento dos princípios e políticas ditadas pelo neoliberalismo, para um país periférico.

O preço dessa opção, de condenar o Brasil a uma condição subalterna às pressões privatistas e estrangeiras, é alto e grave: mantemos a triste trajetória de renúncia de nossa soberania, autodeterminação e de nossa própria inteligência, por conta da incapacidade e pusilanimidade das elites econômicas e políticas do país. Leia mais

Petroleiras assassinam pescadores que defendem o Rio de Janeiro Patrimônio da Humanidade

Paisagem Cultural

A escolha do Rio de Janeiro como Patrimônio Cultural da Humanidade aconteceu neste domingo, durante a 36ª reunião do Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco, em São Petersburgo. A candidatura da cidade brasileira estava inscrita na categoria Paisagem Cultural e havia sido entregue à Unesco em setembro de 2009.

O dossiê da candidatura do Rio procurou destacar a geografia diversa da cidade, justificando sua importância e seu valor universal, principalmente, pela soma da beleza natural com a intervenção humana.

O discurso de apresentação da candidatura do Rio foi feito em português pela ministra da Cultura, Ana de Hollanda, que estava acompanhada do presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Luiz Fernando de Almeida. Ao defender a escolha, o Iphan lembrou que o Rio encontra na relação entre homem e natureza a âncora para a sua candidatura.

Os pescadores fazem parte desta relação, e são mais defensores da preservação da paisagem do que a classe média alta do alto dos seus arranha-céus na beira do mar.

Com a inclusão na lista de Patrimônio Mundial da Humanidade, o Rio de Janeiro se tornou a primeira cidade do mundo a deter o título na categoria Paisagem Cultural. Entre os locais incluídos no dossiê apresentado à Unesco estão o morro do Corcovado com a estátua do Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, a floresta da Tijuca, o aterro do Flamengo, o Jardim Botânico e a praia de Copacabana.

Segundo a Unesco, o Rio de Janeiro recebeu a distinção devido à forma única como a “esplendorosa paisagem” se integra à estrutura urbana. Além disso, o efeito inspirador do Rio de Janeiro sobre músicos e paisagistas justifica a escolha, afirmou a Unesco.

Este efeito inspirador fez do Rio Capital do Samba. Mas existe uma campanha, que o Iphan não combate: a do Rio Capital do Rock, um ritmo estrangeiro, que vem matando o samba.

As petroleiras são multinacionais, a começar pela Petrobras, fatiada por Fernando Henrique, e entregue aos piratas que exportam petróleo e importam gasolina. Que desde 1982 o Brasil não constrói uma destilaria em território nacional, e investe em destilarias em várias partes do mundo, inclusive nos Estados Unidos e no Japão. Estas destilarias ainda são da Petrobras? Tudo na Petrobras é misterioso. O destino do seu lucro, os nomes dos seus maiores acionistas, entre eles, o especulador Soros, que pressiona para aumentar o preço da gasolina.

Em quê é aplicado o dinheiro da Petrobras? No patrocínio de filmes nacionais, para calar a boca dos cineastas roqueiros?

Estão matando pescadores na Guanabara e outras praias, inclusive no porto de Açu. No Litoral Fluminense. Porque as petroleiras dão prejuízo.

Asesinan a pescadores que se oponen a proyecto petroquímico
AFP / Telesur
Pescadores de Río de Janeiro denunciaron ante las autoridades brasileñas las amenazas y persecución por parte de parapolicías contra dirigentes pesqueros que se oponen al proyecto petroquímico en la Bahía de Guanabara. La semana pasada dos líderes del sector fueron asesinados.Alexandre Anderson, pescador de 41 años de edad y presidente de la Asociación Hombres y Mujeres del Mar (Ahomar) señaló que desde hace cinco años cuando comenzaron las denuncias por el impacto de las obras del Complejo Petroquímico de Río (Comperj) “empezamos a recibir amenazas y (constatamos) la presencia de hombres armados, grupos ligados a esos emprendimientos”.Anderson sostuvo que grupos parapoliciales vinculados a las empresas que operan en la Bahía para Petrobras “son los responsables de los crímenes” cometidos la semana pasada y de “los dos asesinatos previos de 2009 y 2010, cuando dirigentes de Ahomar fueron torturados y asesinados frente a sus familias”.

“Petrobras no quiere esta lucha, de eso tengo total certeza (…) Ahomar es el último foco de resistencia que queda en la Bahía de Guanabara”, indicó, tras exigir al Gobierno brasileño investigar quién está detrás de los crímenes.

En febrero de este año el Destacamento de Policía Ostensible (DPO) de la Playa de Mauá, donde queda la sede de Ahomar y la residencia de Anderson, fue desactivado, exponiendo a los pescadores a nuevas amenazas. En ese período por lo menos otros tres dirigentes pesqueros fueron amenazados de muerte.

En esta desarticulación de la seguridad pública en la región e intensificación de las amenazas. Los pescadores Almir Nogueira de Amorim y Joao Luiz Telles Penetra (Pituca) fueron asesinados el pasado 22 de junio tras salir a pescar.

Sus cuerpos fueron hallados un par de días después con señales de haber sido ejecutados: manos y pies atados e indicios de ahogamiento. Uno de ellos estaba amarrado a su bote, informó la prensa local.

La muerte de cercaAnte estos asesinatos, Anderson expresó que siente que su muerte está cerca, pero después de seis atentados contra su vida dice ya no tener miedo. Con escolta policial las 24 horas del día, este líder dice que continuará su lucha contra proyectos petroquímicos en la Bahía de Río de Janeiro.

La escolta, formada por dos hombres armados con metralleta y escopeta, le fue otorgada hace dos años en un programa de protección de defensores de derechos humanos del Gobierno Federal después del asesinato de otros líderes pesqueros y de las múltiples amenazas e intentos de acabar con su vida.

“Después de los atentados, de las amenazas, del olor de pólvora que llegué a sentir, miedo no tenemos. De esta lucha esperamos algo para esta comunidad, para los pescadores, pero sabemos que entre las consecuencias de esta lucha puede estar mi muerte”, dijo Anderson.

La última vez que Anderson salió a pescar fue en agosto de 2010, cuando comenzó a estar escoltado. “Me quitaron el corazón, me quitaron el derecho a pescar, me quitaron mi libertad”, señaló cabizbajo, criticando que las autoridades no le autorizaron una “escolta para salir al mar”.

Sin trabajo para sustentar a su familia y forzado a dejar el oficio, Anderson vive de donaciones de amigos, familiares, algunas ONG, un bufete de abogados y comerciantes de la zona.

Pese a que este martes, el Gobierno le ofreció al presidente de Ahomar un traslado junto con su familia a una ciudad fuera del estado, el dirigente rechazó la propuesta porque “no es el momento, no puedo dejar a mis compañeros”, indicó.

Petrobras desconoce muertes de pescadores

Petrobras ha desconocido “las muertes relatadas y repudia toda amenaza a los pescadores”. Asimismo, garantizó que todos sus desarrollos petroquímicos son precedidos por “un riguroso estudio de impactos” al medio ambiente y a las comunidades.

En 2009, los pescadores de Ahomar bloquearon con sus redes el paso de grandes navíos por la Bahía durante más de un mes, para protestar por la reducción de 80 por ciento del volumen de pesca tras el derrame de 1,3 millones de litros de aceite de una refinería de Petrobras en el año 2000.

Extinción de la pescaHacia finales de la década de 1990 habían en la Bahía unas 23 mil familias de pescadores, hoy hay unas seis mil, explicó Anderson.

“Los pescadores están vendiendo sus lanchas, dejando la pesca y dedicándose a otras actividades como el comercio”, denunció Anderson.

“Nuestros hijos no quieren ser pescadores y nosotros no queremos que lo sean. La pesca está en extinción en Guanabara”, enfatizó el dirigente que representa a unos tres mil pescadores.

En los próximos días, Ahomar realizará una asamblea para decidir nuevas acciones contra los proyectos petroquímicos de la zona.

“Todos los días, mi esposa me dice al despertarme que está feliz por estar a mi lado, de que esté aún vivo. Pero cuando salgo por la puerta, queda triste porque sabe que es muy posible que no regrese”, el líder de Ahomar.

La Ahomar representa pescadores artesanales de siete municipios de la Bahía de Guanabara y tiene 1870 asociados.