Crueldade brasileira com os idosos: Aposentados e pensionistas não podem pagar casa de repouso. Nenhum tipo de asilo

As casas de repouso custam, em média, entre R$ 3 mil e R$ 8 mil por mês

Cecigian
Cecigian

Primeiro é preciso ter dinheiro. Casa de repouso, asilo, não importa o nome, para o idoso brasileiro tem um preço impagável.

Em 1986, denunciou Luis Firmino de Lima: “Somos 11 milhões de aposentados e pensionistas no país. Desse total, 70% ganham menos de um salário mínimo. Até parece um contraste com as riquezas que o Brasil possui, pois a maioria do povo passa fome. Se essas riquezas fossem distribuídas equitativamente para o seu povo, o brasileiro viveria uma média de 75 anos aproximadamente. Não é o que acontece hoje, pois quem chega vivo à aposentadoria já está envelhecido precocemente.

Antes de 1964, a maioria dos trabalhadores recebia a aposentadoria com base na média dos últimos 12 meses, o que na prática significava que ele continuava recebendo na aposentadoria o salário integral que recebia antes. Depois do chamado golpe de 1964, a média de cálculo da aposentadoria passou de 12 para 24 meses. Atualmente a base desse cálculo são os últimos 36 meses. Isso quer dizer que o salário da aposentadoria caiu por volta de 60 a 65% em relação ao salário anterior à aposentadoria. Por isso os proventos dos aposentados hoje são baixíssimos. Nestes últimos vinte anos, a camada dos aposentados foi a mais sacrificada entre os trabalhadores”. Leia mais. A democracia brasileira consegue ser mais cruel que a ditadura militar com os aposentados e pensionistas. Pura sacanagem. Artimanha da ditadura econômica. Que sobra dinheiro para ajuda aos bancos, montadoras e oficinas, e para emprestar aos piratas no entreguismo das privatizações de nossas riquezas.

Pelicano
Pelicano

Em 2014, a queda do poder aqusitivo dos aposentados do INSS está cada vez mais acentuada. É o que mostra uma pesquisa feita pela Associação Nacional dos Servidores da Previdência e da Seguridade Social. Segundo os levantamentos, mais de 21 milhões de aposentados e pensionistas, de um total de 31,5 milhões, estão recebendo, atualmente, um salário mínimo (R$ 724). O número equivale, segundo a associação, a 71,6% dos beneficiários. (…) Desde 1998, a perda acumulada de quem recebe acima do mínimo é de 77,6%, por conta dos reajustes inferiores ao do piso. Um aposentado de 76 anos que recebia cerca de três salários, em 2008, hoje, recebe o equivalente a um piso e meio. Confira. 

Neste ano de 2015, o salário mínimo, que também define a aposentaria e pensão da previdência dos pobres, não passa da porcaria dos 788 reais. E a Câmara dos Deputados e o Senado Federal fogem de discussão deste mínimo do mínimo. Para deputados e senadores, os aumentos devem ser uma exclusividade de quem recebe acima do piso.

Casa de repouso, quando morar em uma?

 Payam Boromand
Payam Boromand

“Os filhos já estão casados, as atividades trabalhistas já encerraram e, em alguns casos, o companheiro ou companheira já faleceu… Quando o aposentado se vê diante desses fatores é o momento em que eles começam a pensar na possibilidade de moradia em uma casa de repouso.

Mas não são somente esses fatores que pesam na decisão. Se o idoso apresenta dificuldades para executar as tarefas do dia a dia, em decorrência da capacidade funcional que está comprometida, pode ser o período de optar pelas casas de repouso. Isso porque, elas oferecem uma boa assistência a quem está na terceira idade, um ambiente limpo e com boa acessibilidade. Além disso, é uma boa alternativa para espantar a solidão, pois a casa está sempre cheia.

As casas de repouso custam, em média, entre R$ 3 mil e R$ 8 mil por mês. Mas o valor varia de acordo com o nível do atendimento médico e psicológico, se o alojamento é individual ou compartilhado com mais pessoas e se há necessidade de tratamento intensivo (UTI). Lembrando que existem casas de repouso mais simples, que oferecem uma variedade menor de recursos, porém, com a mesma qualidade e por um preço mais acessível.
Mas antes de escolher é preciso verificar se a mesma atende as suas necessidades. Ou seja, deve ser realizada uma vasta pesquisa dos serviços oferecidos, entre eles: condições para circular, para que o mesmo não se sinta obrigado a permanecer sempre no mesmo lugar; se conta com apoio de cuidadores, enfermeiros, médicos, psicólogos e se o ambiente tem a segurança adequada.

E a regulamentação?

A regulamentação do espaço é outro ponto a ser averiguado. No Brasil, por causa do aumento da população idosa, houve também um crescimento do número de clínicas geriátricas e casas de repouso. Mas é importante verificar se as mesmas estão de acordo com o que pede a lei para evitar problemas futuros.

Aliás, desde 2005, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) criou uma resolução na qual obrigada que as casas tenham registro atualizado junto à Anvisa.Além disso, se as mesmas têm o alvará de funcionamento expedido pela vigilância sanitária do município. Outras obrigatoriedades são:

• As casas devem possuir corrimãos e pisos adequados;

• Janelas com grades ou redes de proteção;

• Alas separadas para homens e mulheres;

• Campainha de alarme próximo à cama do idoso, para que ele possa solicitar ajuda do cuidador sempre que for necessário e em qualquer hora do dia ou da noite;

• Medicamentos necessários para a saúde ou tratamento de doenças do idoso;

• Procedimentos anotados em fichas para que, em casos de demissões de funcionários ou troca de turno, o idoso receba a devida assistência.

Vale lembrar que toda instituição tem regras e horários para facilitar a vida do idoso e do cuidador. Por este motivo, é importante que a família atente a esses cuidados e, obviamente, esteja sempre presente oferecendo apoio, carinho e atenção ao idoso na escolha”.

Cuide de ler mais, que no Brasil existem várias previdências, a geral do povo em geral, e as dos príncipes, marajás, Marias Candelária, os que possuem o sangue azul deste Brasil monarquista, elitista, desigual, repleto de castas, de intocáveis nas cortes da justiça, do legislativo, nas hostes militares e coletores de impostos.

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As pensões e aposentadorias dos funcionários das cortes palacianas e moradores das favelas

pater INSS provar vivo aposentado pensionista

A previdência dos pobres e miseráveis do Brasil devia corrigir o valor  das pensões e aposentadorias pela TABELA OFICIAL ATUALIZADA aplicável nos cálculos judiciais de pagamento dos precatórios pela justiça dos ricos. Veja aqui

Nada mais justo. Receber precatório, assinado por um presidente de tribunal, é o melhor negócio do mundo.

A tabela dos precatórios para a grande maioria dos velhos, idosos e anciãos, os que receberam em vida ativa um ou dois salário mínimo talvez, talvez igualasse com as rendas, rendimentos, mesadas e mensalidades recebidas pelos juízes e desembargadores e ministros e outros príncipes das cortes dos inúmeros palácios da justiça. É um direito de todos, e não de uma minoria, o merecido repouso de guerreiro.

Dinheiro existe de sobra para pagar as aposentadorias e pensões para esposas e filhos de outros nobres do Brasil. Nos poderes executivos e legislativos. Que residem em palácios, em palacetes, ou condomínios de luxo, ou nas alturas dos edifícios inteligentes. Muitos possuem residência para a luxúria no exterior. Principalmente em Miami e Paris.

Dizer que não tem dinheiro para pagar as esmolas dos pobres velhos, dos pobres idosos e dos pobres anciãos, moradores de favelas, de palafitas, de mocambos e de cortiços, é uma mentira cruel. Coisa de roubar dinheiro do povo para distribuir com uma minoria gananciosa e viciada – sete sãos os vícios capitais.

A previdência dos pobres dá lucro, apesar da corrupção e de perdoar os sonegadores. Existem várias galinhas de ouro. Nesta notícia uma delas:

O aposentado dá lucro

 Giacomo Cardelii
Giacomo Cardelii

Em 2007, quando o Ministério da Previdência Social começou a conversar com os bancos para que deixassem de cobrar tarifas pelos pagamentos das aposentadorias e outros benefícios, a mudança foi vista com desconfiança até mesmo dentro do governo. Naquela época, o poder público gastava cerca de R$ 300 milhões por ano para que as instituições financeiras processassem as folhas, e muita gente acreditava que elas jamais aceitariam fazer o repasse sem receber por isso. No fim daquele ano, depois de conversar com os principais representantes do setor e mostrar o potencial de negócios com esses novos clientes, a Previdência passou a receber o serviço gratuitamente.

Era apenas o início de uma inversão no modo como a carteira de clientes passaria a ser vista no mercado. Três anos depois, os bancos admitiram pagar R$ 300 milhões por ano ao Ministério pelo direito de administrar R$ 29,4 bilhões pagos mensalmente aos 31,7 milhões de beneficiários do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). No mês passado, a Previdência deu um novo salto, ao leiloar a folha de pagamento dos futuros beneficiários, contingente que deverá crescer em cerca de cinco milhões por ano, até 2019, e que deve gerar um volume de negócios de quase R$ 5 bilhões por mês.

São aposentados e pensionistas que receberão o benefício por décadas, além de pagamentos temporários, como auxílio-doença e licença-maternidade. Um mercado perfeito para inúmeros produtos, como crédito imobiliário, consignado, de veículos, cartão de crédito e aplicações financeiras. A oportunidade foi disputada a tapa pelos bancos. Dos 31 que já fazem o pagamento, 15 ficaram com os novos contratos, e alguns lances alcançaram valores elevados, como é o caso da cidade de São Paulo. O Banco do Brasil vai pagar R$ 14,21 por pagamento processado nas quatro regionais da capital. Um valor sete vezes maior do que o contrato anterior, de 2009.

O resultado surpreendeu até mesmo o secretário-executivo do Ministério da Previdência, Carlos Eduardo Gabas, que conhece a mina de ouro que tem em mãos. “O banco faz a conta e vê que vai gastar mais do que isso para captar e fidelizar um cliente”, afirma Gabas. No total, o leilão deve render uma receita adicional de R$ 1 bilhão por ano para o ministério, a partir de 2015. Um montante que poderia ajudar a reduzir o déficit da Previdência, hoje em R$ 47,7 bilhões, em 12 meses. Mas os recursos devem ir direto para o caixa central do Tesouro Nacional, para ajudar a engordar o superávit primário. Confira aqui 

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A desigualdade e discriminação das aposentadorias e pensões. A fome, as humilhações dos velhos, idosos e anciãos

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Ninguém mexe nas ricas aposentadorias dos tribunais de justiça, dos senadores, dos deputados federais e estaduais, dos vereadores, dos estrelados das forças armadas, dos coronéis das polícias militares, dos fiscais, dos delegados no Brasil das castas, dos salários acima do teto constitucional, dos marajás, das Marias Candelária.

Mexe nas aposentadorias dos que ganham salário mínimo do mínimo, dos pés-na-cova, dos pés-rapados, que o senador José Serra pretende esticar a aposentadoria dos 70 para os 75 anos.

Eta Brasil injusto e desigual. O conservador Estadão bem demonstra quanto cruel o sistema previdenciário dos pobres e miseráveis:

Embora tenha afirmado por diversas vezes que a presidente Dilma Rousseff ainda não decidiu se vetará a emenda que flexibilizou o fator previdenciário, o ministro da Previdência, Carlos Gabas, disse nesta segunda-feira, 15, que a manutenção da fórmula aprovada pelo Congresso “inviabilizaria” o sistema previdenciário nacional e geraria uma despesa trilionária para os cofres públicos.

O ministro apresentou ainda números que devem embasar um provável veto às modificações – caminho visto nos bastidores como a decisão que deve ser tomada por Dilma. Nos próximos 15 anos, o gasto extra do governo com as aposentadorias pode bater nos R$ 185 bilhões. Até 2060, Gabas alegou que a projeção é que a fatura chegue a R$ 3,22 trilhões.

Gabas participou nesta tarde de reunião com dirigentes de centrais sindicais e com os ministros Nelson Barbosa (Planejamento), Ricardo Berzoini (Comunicações) e Miguel Rossetto (Secretaria-Geral). O encontro não agradou aos sindicalistas, que saíram do Planalto inflexíveis na defesa da sanção da emenda e prometeram trabalhar no Congresso pela derrubada de um eventual veto. Em coletiva de imprensa, Gabas assegurou que até quarta-feira, 17, prazo final para a manifestação de Dilma, será apresentada uma proposta alternativa do governo para resolver a questão do fator previdenciário, com termos mais duros, no entanto, do que a medida avalizada pelos deputados e senadores.

“Essa solução (flexibilização do fator) agrava a situação da Previdência Social”, declarou. A manutenção da norma pela qual uma pessoa pode se aposentar com pensão integral quando a soma de sua idade e do tempo de contribuição alcançar 85 (para as mulheres) ou 95 (para os homens), disse o ministro, levará a uma “situação insustentável até 2060”. Haveria déficit muito antes disso: “o modelo que temos de repartição, onde os trabalhadores na ativa financiam a aposentadoria de quem está aposentando, não fecha. Antes de 2030 (a conta) não fecha”.

O governo pretende levar essa discussão para o fórum de previdência e discutir uma alternativa sustentável. Segundo o ministro da Previdência, o interesse é de que o diálogo siga independentemente da posição que a presidente Dilma Rousseff tomar. Ele lembrou que ela tem até quarta-feira para decidir de sanciona ou veta a emenda. “Não tomaremos medidas que coloquem em risco o modelo previdenciário brasileiro”, observou. “Fizemos essa reunião para garantir que estamos abertos ao diálogo. Eu não afirmei que a previdência fará recomendação de veto a emenda que foi aprovada no Congresso”, disse.

Ele garantiu ainda que a Previdência levará a presidente alternativas, mas destacou que as centrais sindicais querem a sanção presidencial. Gabas observou que sempre que se anuncia possibilidade de mudança nas regras, tem uma corrida para a aposentadoria mas, na visão dele, isso é desnecessário. “Nos não mandaremos nenhuma regra de retirada de direitos de ninguém. Não será feito agora. Essa alternativa será construída no fórum (de previdência)”, afirmou.

Idade

O ministro afirmou ainda que a idade média de aposentadoria no Brasil, por consequência de ter idade mínima, é baixa. Ele ponderou que essa idade é baixa principalmente se for levado em consideração que a expectativa de vida é de 80 anos. “A situação que nós encontramos agora é fruto de uma discussão como essa no passado”, disse. Ele explicou que caso a regra 85/95 seja aprovada, haverá uma economia para os cofres públicos no curto prazo em decorrência de que parte das pessoas deve adiar a aposentadoria. No médio e longo prazo, no entanto, haverá uma explosão dos gastos.

Ele argumentou que o governo já tinha estudos para apresentar sobre a sustentabilidade da previdência, mas que a aprovação da emenda no Congresso, que cria a regra 85/95, antecipou o debate. “A aprovação da emenda antecipa uma discussão de uma forma que para nós é insustentável porque ela não abrange toda a discussão que nós fizemos com as centrais sindicais”, afirmou. “Essa solução agrava a situação da previdência social”, alertou.

“Em 2060, teremos 50 milhões a mais de pessoas idosas. Teremos de mudar as políticas de saúde, de habitação, teremos de ter um sistema público capaz de atender à demanda”, ponderou o ministro ao explicar que o modelo de repartição, onde os trabalhadores na ativa financiam a aposentadoria de quem está parado, não fecha. “Já antes de 2030 essa conta não fecha”, garantiu.

Contas públicas se deterioram e Brasil tem déficit primário inédito: inferior ao preço do estádio de Pernambuco para a Copa do Mundo

pensão aposentadoria pensionista previdência

Pois é: o preço baratinho da arena pernambucana, na mata de São Lourenço, fica perto dos 600 milhões hoje, e falta ser concluído, sem contar as obras paralelas: a via Mangue, a torre do aeroporto, a puxada do metrô e outras belezocas.

Veja o espanto das agências estrangeiras: O setor público brasileiro registrou déficit primário de 432 milhões de reais no mês passado, primeiro resultado negativo para agosto desde o início da série histórica do Banco Central em dezembro de 2001, mostrando que o governo tem tido dificuldades em manter as contas fiscais equilibradas.

O resultado veio bem pior que o esperado por analistas consultados pela Reuters, cuja mediana apontava para superávit primário de 1,85 bilhão de reais no mês passado, depois do superávit de 2,287 bilhões de reais em julho.

O governo credita o desempenho ruim de agosto aos maiores gastos da Previdência Social, que registrou déficit de 5,7 bilhões de reais no mês.

“O reajuste do salário mínimo pesou nesse resultado”, comentou o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, em referência ao impacto do salário mínimo sobre os benefícios pagos pela Previdência Social, que em agosto foram ampliados com o início do pagamento do 13º salário a aposentados e pensionistas. Leia mais 

 [Tudo culpa do salário mínimo do mínimo que o Brasil paga, um dos mais baixos entre os países do Terceiro Mundo nas Américas e África, e inferior a qualquer país em crise da Europa.
No Brasil não se faz nada que preste para o povo, que paga um dos mais caros impostos indiretos do mundo. Que rico no Brasil não paga nada.
Sempre a culpa fica para o bolsa família, o salário mínimo, e ninguém fala dos fundos de pensão desviados por prefeitos e governadores e outros ladrões, nem nos salários além do teto, na sonegação, no tráfico de moedas para as ilhas fiscais, no sumiço das verbas dos serviços básicos, na farra da Copa do Mundo e sacanagens mil do “jeitinho brasileiro” dos lá de cima de “levar vantagem em tudo”.
Veja os faturados preços do (de a)gosto dos Neros:

Custos em agosto de 2013 dos Coliseus: 7,98 bilhões

Arena da Baixada: 265 milhões
Arena da Amazônia: 605 milhões
Arena das Dunas: 350 milhões
Arena Pantanal: 519,4 milhões
Arena Pernambuco: 529,5 milhões
Beira-Rio: 330 milhões
Castelão: 623 milhões
Fonte Nova: 591,7 milhões
Mané Garrincha: 1,43 bilhão
Maracanã: 1,19 bilhão
Mineirão: 695 milhões
Arena Corinthians: 855 milhões

O Brasil é um país sem igual: sua mais moderna cidade – Miami – fica nos Estados Unidos. Até o presidente do STJ tem apartamento por lá. Sinal de que a cultura brasileira caiu muito. As cidades antes preferidas eram Lisboa,  Londres e Paris.

Leia mais

A cidade queridinha dos brasileiros

Miami celebra recorde de brasileiros

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Dilma sobe os preços dos medicamentos

Reajustar: elevar proporcionalmente. O governo detesta o termo aumentar.

Subir o custo de vida faz parte do conselho do primeiro ministro do Japão: que os aposentados devem apressar a morte. Que viver, principalmente para os velhos, os idosos, os anciãos, cada vez fica mais caro.

Não sei o que mata mais: a falta de medicamentos ou de atendimento médico.

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Madrasta má a previdência dos pobres

aposentadoria-compulsoria, por Nani

 

Dos 425.199 processos parados nos 14 tribunais conforme a última atualização do Supremo, cerca de 500 se referem à revisão de aposentadoria.

Em um recurso que será julgado, uma mulher pediu o direito de mudar a data de início do benefício, uma vez que isso aumentaria o valor de seu vencimento. Ela esperou para se aposentar com mais idade, em 1980, e percebeu que a aposentadoria foi menor do que se tivesse pedido antes, em 1979, quando já havia atingido os requisitos mínimos para pleitear o benefício. Ela pede ainda o direito a receber a diferença nos mais de 30 anos que se passaram.

Ao analisar o caso, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) afirmou que não há previsão legal para revisar a aposentadoria sem que haja irregularidade na concessão. A aposentada disse que a decisão fere o artigo 5º da Constituição, que estabelece que “a lei não prejudicará o direito adquirido”.

O processo foi discutido pelo plenário do Supremo em fevereiro do ano passado, mas a decisão acabou sendo adiada por um pedido de vista (mais tempo para analisar o processo) do ministro Dias Toffoli.

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) argumentou que, caso o Supremo conceda o pedido, isso poderá aumentar ainda mais o déficit nas contas da Previdência Social.

Na ocasião, a ministra relatora do processo, Ellen Gracie, chegou a conceder o direito da revisão, mas negou o pagamento retroativo. Como Ellen Gracie já votou, a ministra Rosa Weber, que entrou no lugar dela, não votará sobre o tema, segundo a assessoria do Supremo.

[A previdência dos ricos é uma mãe. Uma mãe bem boazinha. Exemplar a aposentadoria dos togados.

Temos que considerar: aposentadoria de pobre é déficit. A dos marajás e Marias Candelária é lucro… eles trabalhando  aumentam as despesas do erário]

 

 

 

 

 

 

As duas previdências: Pensões mínimas e máximas

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Os que devem morrer

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por Mauro Santayana

A ciência prolonga a vida dos homens; a economia liberal recomenda que morram a tempo de salvar os orçamentos. O Ministro das Finanças do Japão, Taso Aro, deu um conselho aos idosos: tratem logo de morrer, a fim de resolver o problema da previdência social.

Este é um dos paradoxos da vida moderna. Estamos vivendo mais, e, é claro, com menos saúde nos anos finais da existência. Mas, nem por isso, temos que ser levados à morte. Para resolver esse e outros desajustes da vida moderna, teríamos que partir para outra forma de sociedade, e substituir a razão do “êxito” e da riqueza pela ética da solidariedade.

Ocorre que nem era necessário que esse senhor Taso Aro – que, em outra ocasião, ofereceu o Japão como território seguro para os judeus ricos do mundo inteiro – expusesse essa apologia da morte. A civilização de nosso tempo, baseada no egoísmo, com a economia servidora dos lucros e dos ricos, e, sobretudo, dos banqueiros, é, em si mesma, suicida.

É claro que, ao convidar os velhos japoneses a que morram, Aro não se refere aos milionários e multimilionários de seu país. Esses dispensam, no dispendioso custeio de sua longevidade, os recursos da Previdência Social e dos serviços oficiais de saúde de seu país. Todos eles têm a sua velhice assegurada pelos infindáveis rendimentos de seu patrimônio.

HOMENS-MÁQUINAS

Os que devem morrer são os outros, os que passaram a vida inteira trabalhando para o enriquecimento das grandes empresas japonesas e multinacionais. Na mentalidade dos poderosos e dos políticos ao seu serviço, os homens não passam de máquinas, que só devem ser mantidos enquanto produzem, de acordo com os manuais de desempenho ótimo. Aso, em outra ocasião, disse que os idosos são senis, e que devem, eles mesmos, de cuidar de sua saúde.

Não podemos, no entanto, ver esse desatino apenas no comportamento do ministro japonês, nem em alguns de seus colegas, que têm espantado o mundo com declarações estapafúrdias. O nível intelectual e ético dos dirigentes do mundo moderno vem decaindo velozmente nas últimas décadas. Não há mistério nisso. Os verdadeiros donos do mundo sabem escolher seus serviçais e coloca-los no comando dos estados nacionais.

São eles, que, mediante o Clube de Bielderbeg e outros centros internacionais desse mesmo poder, decidem como estabelecer suas feitorias em todos os continentes, promovendo a ascensão dos melhores vassalos, aos quais premiam, não só com o governo, mas, também, com as sobras de seu banquete, em que são servidos, além do caviar e do champanhe, o petróleo e os minérios, as concessões ferroviárias e nos modernos e mais rendosos negócios, como os das telecomunicações.

A civilização que conhecemos tem seus dias contados, se não escapar desses cem tiranos que se revezam no domínio do mundo.

velho previdência INSS indignados

Aposentados contribuíram durante toda a vida para a Previdência

Infelizes pais de Taro Aso, mortos ou vivos, conheciam ou conhecem o desprezo do filho: frio, desumano e lacaio do FMI e do capitalismo selvagem.

Existiram governos (e vão sempre existir) que matam os velhos, os aleijados, os cegos, os mudos, os loucos, os mendigos, os moradores de rua, os favelados, os párias, os miseráveis sem terra e sem teto. 

No caso do Japão, que tinha um imperador (ou tem?) divino, filho do Deus Sol, persiste o racismo, um brutal assassino. Tão cruel quanto um fanático religioso ou político.

Escreve Pedro do Coutto: A declaração incrivelmente infeliz do ministro das Finanças do Japão, Taro Aso, que considerou a morte dos idosos como uma forma de redução das despesas médicas e previdenciárias em seu país, tornou-se um fato tão forte, de repercussão mundial, que seu autor, no dia seguinte, primeiro afirmou ter sido mal interpretado. Em seguida, reconheceu que sua expressão pessoal foi inapropriada para a ocasião, um encontro do Conselho Nacional para reformas na seguridade social.

Eticamente não há como deixar de reconhecer o desastre causado pelo ministro, colidindo com o objetivo maior de qualquer sociedade ou governo, o de prolongar a vida humana e reduzir as desigualdades, a exemplo do que afirmou presidente Barack Obama no seu discurso de posse no segundo mandato. Mas não é essa a questão essencial. O fato é que os idosos, no Japão, Brasil e no mundo todo contribuiram a vida inteira para a seguridade social.

INPS previdência Sus social indignados

Que você espera de um velho, de um idoso ou de um ancião na sociedade moderna? Devem apressar a morte?

Hojemente não se sabe quando termina a infância nem a juventude. Que não mais existe nenhum rito de passagem.

Uns pedem a pena de morte para crianças que praticam crimes considerados hediondos. Na Argentina, o governo quer conceder o direito de voto aos 16 anos, a oposição é contra. A idade para adquirir a carteira de motorista ou o término do curso de segundo grau ou, ainda, a permissão da justiça do direito de trabalhar da criança no Brasil sinalizam – para a maioria – a conquista da maioridade.

Antes da nossa era, até os tempos medievais, a medicina recomendava o rompimento do hímen para evitar uma infecção generalizada pelo não corrimento do mênstruo. A medicina e/ou a religião motivavam o casamento das meninas antes ou logo depois da primeira menstruação.

A HISTÓRIA DE JOSÉ O CARPINTEIRO

Esta tela de Rembrant van Rigt falseia as idades de Maria e José
Esta tela de Rembrant van Rigt falseia as idades de Maria e José

I. Jesus fala a seus apóstolos

No Apócrifo A História de José o carpinteiro:  “E estava um dia nosso bom Salvador no monte das Oliveiras com os discípulos à sua volta e dirigiu-se a eles com estas palavras: (…) ‘Este homem justo, de quem estou falando, é José, meu pai segundo a carne, com quem se casou na qualidade de consorte, minha mãe, Maria.

III. Maria no templo

Enquanto meu pai José permanecia viúvo, minha mãe, a boa e bendita entre as mulheres, vivia por sua parte no templo servindo a Deus em toda a santidade, e havia já completado doze anos. Passara os seus três primeiros anos na casa de seus pais, e os nove restantes no templo do senhor. E, ao ver que a santa donzela levava uma vida simples e plena de temor a Deus, os sacerdotes conversaram entre si e disseram: ‘Busquemos um homem de bem e celebremos o casamento com ele até que chegue o momento de seu matrimônio, que não seja por descuido nosso que lhe sobrevenha o período de sua purificação no templo, nem que venhamos a incorrer num pecado grave’.

IV. Bodas de Maria e José

Convocaram então as tribos de Judá e escolheram entre elas doze homens correspondendo ao número das doze tribos. A sorte recaiu sobre o bom velho José, meu pai segundo a carne. Disseram, então, os sacerdotes à minha mãe, a Virgem. ‘Vai com José e permanece submissa a ele até que chegue a hora de celebrar teu matrimônio’. Então José levou Maria, minha mãe, para sua casa. Ela encontrou o pequeno Tiago na triste condição de órfão e o cobriu de carinhos e cuidados. Esta foi a razão pela qual a chamaram Maria a mãe de Tiago. Então, depois de tê-la acomodado em sua casa, José partiu para o local onde exercia o ofício de carpinteiro. Maria viveu dois anos em sua casa até que chegou o feliz momento.

V. A encarnação

E no décimo quarto ano de idade Eu, Jesus, Vossa Vida, vim habitar por meu próprio desejo. E aos três meses de gravidez o solícito José voltou de suas ocupações. Porém, ao encontrar minha mãe grávida, presa à turbação e ao medo, pensou secretamente em abandoná-la. E foi tão grande o desgosto, que não quis comer nem beber naquele dia.

VI. Visão de José

Eis, porém, que durante a noite, mandado por meu Pai, Gabriel, o arcanjo da alegria, lhe apareceu numa visão e lhe disse: ‘José, filho de Davi, não tenhas cuidado em admitir Maria, tua esposa, em tua companhia. Saberás que o que foi concebido em seu ventre é fruto do Espírito Santo. Dará, então, à luz um filho, a quem tu porás o nome de Jesus. Ele aparecerá aos povos com o cajado de ferro. Finalmente o anjo desapareceu. E José, voltando do sono, cumpriu o que lhe havia sido ordenado, admitindo Maria consigo.

XIV Doença de José

(…) Eis aqui, resumida, a vida de meu querido pai José: Ao chegar aos quarenta anos, contraiu matrimônio, no qual viveu outros quarenta e nove. Depois que sua mulher morreu, passou somente um ano. Minha mãe logo passou dois anos em sua casa, depois que os sacerdotes confiaram-na com estas palavras: ‘Guarda-a até o tempo em que se celebre vosso matrimônio’. Ao começar o terceiro ano de sua permanência ali – tinha nessa época quinze anos de idade – trouxe-me ao mundo de um modo misterioso, que ninguém entre toda a criação pode conhecer, com exceção de mim, meu Pai e o Espírito Santo, que formamos uma unidade.

XV. O início do fim

A vida de meu pai José, o abençoado ancião, compreendeu cento e onze anos, conforme determinara meu bom Pai.(…)”

PROTO-EVANGELHO DE TIAGO

Comenta Maria Helena de Oliveira Tricca, que traduziu os Apócrifos – Os Proscritos da Biblia: “A idade de José, na casa dos noventa, ao casar-se com Maria, é confirmada no Proto-Evangelho de Tiago e em todos os demais Apócrifos”.

No Proto-Evangelho de Tiago: “Então o sacerdote disse: ‘A ti coube a sorte de receber sob tua custódia a Virgem do Senhor’. José replicou: ‘Tenho filhos e sou velho, enquanto que ela é uma menina; não gostaria de ser objeto de zombaria por parte dos filhos de Israel”.

O homem é velho aos 60, idoso aos 65. A ancianidade começas aos 70 anos. Um casamento de um ancião com uma menina hoje seria visto com horror.

Um crime, pela lei da maioria dos países cristãos. Um crime contra a natureza. Uma aberração.

A MEDICINA HOJE

Climatério

Estágio, em sentido figurado. Tempo crítico. Os chamados anos da menopausa da mulher, ligados a mudanças mentais. No homem, mais ou menos semelhante a crimacterium virile.

Paradoxismo sexual

Sexualidade exarcebada fora do tempo. Como, por exemplo, no velho.

Cronofilia

Termo usado para se referir a um grupo de parafilias do tipo em que a idade sexo-erótica da pessoa em causa é discordante da sua própria idade cronológica e concordante com a do parceiro.

Efebofilia

Ou hebefilia [do grego “ephebos” – pessoa jovem pós-pubescente, ou “hebe” – juventude, + “philia” – amor ou amizade] é uma orientação ou preferência sexual na qual um adulto tem uma atração sexual primária por adolescentes pubescentes ou pós-pubescentes.

A atração por adolescentes femininas é algumas vezes chamada de Síndrome de Lolita. O termo é relacionado como uma preferência distinta por pessoas a partir da metade da adolescência, que não é relacionado, segundo psicólogos, a uma patologia quando isso não interfere na vida de outras pessoas, ou transcende o espaço social do indivíduo que possui essa preferência.

Na maioria dos países, se o adolescente atingiu a idade de consentimento pela lei local, a relação efebofílica não é crime.

Ginagogia

Tratamento psicoterapêutico (isolado ou em apoio) da mulher em perturbações por causa especificamente sexuais.

Teleiofilia

Termo criado por Kurt Freund, significando a atração sexual de um menor por adultos. Como isto é considerado normal na maioria das sociedades, não é usualmente considerado uma parafilia, e a expressão é raramente usada. Um clássico da música brasileira fala desse amor

Pedofilia

(também chamada de paedophilia erotica ou pedosexualidade) é a perversão sexual, na qual a atração sexual de um indivíduo adulto ou adolescente está dirigida primariamente para crianças pré-púberes (ou seja, antes da idade em que a criança entra na puberdade) ou no início da puberdade.

Segundo o critério da OMS, adolescentes de 16 ou 17 anos também podem ser classificados como pedófilos, se eles tiverem uma preferência sexual persistente ou predominante por crianças pré-púberes pelo menos cinco anos mais novas do que eles.

Andropausa

Término da função sexual no homem (especialmente da atividade sexual)

Anedonia

Falta de prazer sexual em sentido amplo, ou o aparecimento de um vazio afetivo.

Pubertas praecox

Amadurecimento sexual precoce

AS PÍLULAS QUE LIBERARAM A SEXUALIDADE

A pílula branca anticoncepcional libertou a mulher. E para que serve a pílula azul tipo Viagra?

Escreve Karina Haddad Mussa (A pílula anticoncepcional e a emancipação feminina): “Historicamente falando, a chegada das bolinhas brancas contendo hormônios contraceptivos selou uma verdadeira revolução de costumes e hábitos novos, livrando aquela mulher “facultativa”, apagada, do destino de pária a que ela estava fadada. Com tais mudanças, a mulher pôde ensaiar novos passos em seus múltiplos papéis, emergir com suas honestas  potencialidades para poder deliberar sobre suas escolhas, inclusive para poder relacionar-se sem o perigo de uma gravidez indesejada. Chegou a hora de acabar com tanta desigualdade.

Para Maria Andrea Loyola: “Poucas dentre as várias descobertas tecnológicas surgidas no século XX que contribuíram para alterar profundamente os rumos das sociedades contemporâneas, foram objeto de tantas polêmicas como a pílula anticoncepcional. (…) Foi sobre a mulher, seu comportamento e sua posição na sociedade, que a pílula produziu os impactos mais significativos, considerados por muitos como verdadeiramente revolucionários. Graças à pílula, a mulher pôde então usufruir de liberdade sexual e acabou ganhando um forte aliado rumo à conquista de mais espaço na esfera pública, no mercado de trabalho e na igualdade com os homens. Sua utilização acabou provocando avanços nos direitos reprodutivos e sexuais das mulheres, ampliando as possibilidades de realização de um efetivo planejamento familiar e, talvez o mais importante, conferindo total autonomia da mulher na condução desse processo: a pílula é o único anticoncepcional que pode ser utilizado sem a participação do médico e a colaboração ou consentimento do parceiro”.

Nas favelas brasileiras está acontecendo uma mudança de costumes ainda não estudada: os “casamentos” de mulheres avós com adolescentes.
Com quem um homem velho faz sexo? Veja se a resposta está na propaganda do Viagra:
propaganda-viagra

Fernando Henrique aumentou o tempo de aposentadoria dos 60 para os 65 anos. Na Europa, o FMI recomenda que seja aos 76 anos. Assim sendo os velhos, os idosos e os anciãos devem trabalhar. Faz parte desta campanha a mentira de que a previdência social dá prejuízo.

Que motivação tem um velho, um idoso ou um ancião para trabalhar? Que emprego pode arranjar um pé na cova?

ESQUECEU OS BEBÊS

por Carlos Chagas

Deveria ser condenado a prisão perpétua o ministro das Finanças do Japão, Taro Aso, por haver sugerido que os idosos em seu país deveriam ser autorizados a se apressar e morrer para aliviar a pressão sobre as despesas do estado, que paga suas despesas médicas. Digno de figurar entre os generais japoneses da Segunda Guerra Mundial condenados à forca, o indigitado ministro quer que os velhinhos se matem para equilibrar as finanças de seu governo.

Só faltou, mesmo, completar a sugestão recomendando o sacrifício dos bebês. Ou eles também não dão prejuízo?